Helena Gonçalves Rocha

AS BOAS MÃES E AS MÃES BOAS. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Aproxima-se mais um Dia da Mãe e torna-se inevitável abordar a questão: Afunal o que é uma Boa Mãe ou, o que torna uma Mãe Boa?

Nos dias que correm a pressão é imensa, uma “Boa Mãe” deverá despender de tempo de qualidade com os seus filhos, nutri-los adequadamente, pouco açúcar, sem alimentos processados e cheio de super alimentos o mais biológico possível. Deverá também exercer uma parentalidade positiva, evitar elevar a voz e respeitar os seus filhos em todas as suas diferenças. Nunca deverá esquecer de proporcionar a devida diversidade cultural, um pouco de música, dança, museus e muitas exposições. Para que tudo possa correr na perfeição deverá praticar o mindfulness com os seus filhos e manter abertos os canais de comunicação.

Nos tempos que correm não esquecer que também deverá ser uma “Mãe Boa”, ou seja, praticar desporto, manter-se o mais fitness possível, apresentando os melhores glúteos das redondezas e abdominais de betão.

Irra!!! Jamais me recordo da minha querida Mãe falar sobre parentalidade positiva, ou de ouvir falar em diversidade cultural aos fins de semana que não tivessem a ver com o interesse dos adultos. Nem sequer tínhamos hipótese de escolha, íamos e apreciávamos se quiséssemos e senão quiséssemos, íamos na mesma e incomodávamos o menos possível.

Relativamente à alimentação, recordo-me das iscas duas vezes por semana porque faziam bem, comer sopa a todas as refeições, sim porque: “O teu mal é fome!” e não tocar em refrigerantes nem em pastilhas que são muito prejudiciais à saúde.

Quanto a ser uma mãe fit, recordo-me da minha Mãe fazer ginástica e nos incentivar a praticar desporto. Sempre por uma questão de saúde e não para ficar a Mãe mais gira lá da rua.

Helena Gonçalves Rocha

Acredito que a minha Mãe nunca se debateu com dúvidas existenciais sobre se estaria a educar-nos na Perfeição, fazia o melhor possível e sei hoje, que fez um excelente trabalho. Muito amor e carinho, sempre a fazer-nos sentir muito especiais! Com muitas regras e limites, mas hoje aprecio e invejo, com uma tolerância fora do normal!

Muitas vezes tento perceber, para conseguir imitar nesta altura que sou mãe de adolescentes, como é que ela conseguia ser tão tolerante e paciente. Como conseguia dar-nos sempre uma mensagem positiva e de esperança nas nossas adversidades?

Hoje, todas nós Mães, sofremos uma grande pressão social para sermos as Mães Perfeitas, verdade que não me parece existir tal conceito. Até porque ser Mãe passa muito por uma grande dose de intuição e confiança, cada filho ensina-nos a ser Mãe à nossa maneira.

Está na hora de lermos menos, ouvirmos menos tantos conselhos acertados e está na hora de libertar-nos a verdadeira intuição, ouvirmos as nossas próprias emoções e lembramo-nos que para além de Boas Mães somos também Boas Pessoas.

E Boas Pessoas educam Boas Pessoas!
Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Foto:D.R

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