Hospital Seixal

GOVERNO APROVOU A CONSTRUÇÃO DO #HOSPITAL DO SEIXAL

aplaudimos 1

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, afiançou aos jornalistas no final da reunião com o ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, que foi dada luz verde para a construção do hospital do Seixal. Esta é uma excelente notícia para o município do Seixal.

Estimando que o hospital estará construído em 2019/2020, Joaquim Santos referiu que irá custar cerca de 60 milhões de euros. O hospital será de pequena dimensão – terá 72 camas. O valor da obra não vai recair sobre o erário público, pois a população do Seixal, paga ao Estado, “só em IRS”, 120 milhões de euros por ano, por isso também vai ter o meu contributo.

O autarca referiu ainda que faltam na península de Setúbal 1.300 camas hospitalares e cerca de 715 médicos relativamente à média nacional. Nesta reunião também estiveram os presidentes das câmaras de Sesimbra e de Almada, pois os três municípios comprometeram-se a trabalhar numa solução para ajudar a aliviar a lotação excessiva que tem o hospital Garcia de Orta, em Almada.

A unidade está projetada para ser um equipamento de proximidade, vocacionada para os cuidados em ambulatório, com serviço de urgência a funcionar 24 horas, 72 camas, 23 especialidades e unidades de apoio domiciliário e de medicina física e de reabilitação.

Nós aqui vamos ter o Hospital do Seixal.
Nós aqui vamos ter isto.

Fonte: O Observador

animadores

FORMAÇÃO GRATUITA PARA ANIMADORES NO SEIXAL. INSCRIÇÕES ABERTAS. Por Marlene Gaspar

gostamos

O que faz falta é animar a malta e pelos vistos o Seixal não quer que nos falte nada! Por isso disponibiliza uma Ação de Formação de Animadores, no âmbito do Projeto Seixal Férias 2018, que vai acontecer entre os dias 2 de maio e 7 de junho, em vários espaços do concelho. E tu pensas, ah isso até era fixe, mas agora não me dá muito jeito investir guita nisso. Ok, não te preocupes. Não precisas investir money, porque a formação é gratuita. E agora já é música para os teus ouvidos? Ah, pois é – só tens de investir tempo, talento e empenhamento e já não é pouco. Por isso se não gostas destas cenas, deixa-te estar. Como em tudo é preciso ter paixão.

A formação é gratuita, mas limitada às vagas existentes por ordem de chegada. Já estão a decorrer até ao próximo dia 20 de abril as inscrições para os interessados com mais de 16 anos devem preencher e enviar a ficha de inscrição – DOC [208KB] para o email: ferias.desportivas@cm-seixal.pt.

Módulos

1. Enquadramento Pedagógico de Animadores
Data: 2 e 3 de maio, das 18.30 às 21 horas
Local: Pavilhão Desportivo Escolar Pedro Eanes Lobato

2. Escrita Criativa 
Data: 8 e 10 de maio, das 18.30 às 20.30 horas
Local: CAMAJ e Espaço Memória – Tipografia Popular (ponto de encontro: CAMAJ, Rua Paiva Coelho, Seixal, às 18.30 horas)

3. Escalada
Data: 12 de maio, das 9 às 13 horas
Local: Parque do Serrado

4. Jogos Teatrais
Data: 15 e 17 de maio, das 18.30 às 21 horas
Local: Pavilhão Desportivo Escolar Pedro Eanes Lobato

5. Descobrir Leituras para Ler o Mundo
Data: 22 e 24 de maio, das 18.30 às 21 horas
Local: Biblioteca Municipal do Seixal

6. Visita Guiada ao Auditório
Data: 29 de maio, das 18.30 às 21 horas
Local: Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal

7. O Sol Quando Brilha É para Todos
Data: 30 de maio, das 18.30 às 21 horas
Local: Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal

8. Percursos Pedestres
Data: 2 de junho, das 9 às 13 horas
Local: Seixal-Amora (ponto de encontro – Caixa Futebol Campus, Benfica)

9. Roubar o Artista
Data: 5 e 7 de junho, das 18.30 às 21 horas
Local: Auditório do Gabinete de Apoio ao Movimento Associativo

O certificado será entregue no dia 8 junho no Moinho de Maré de Corroios aos participantes que completarem, pelo menos, oito módulos.

Informações

Tel.: 212 276 700
Email: ferias.desportivas@cm-seixal.pt

De que é que estás à espera?

Nós aqui temos Formação para Animadores.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

FonteTelha

VAMOS LIMPAR A FONTE DA TELHA? 28 abril. Por Marlene Gaspar

gostamos 1

Ou parte dela, vá. Que limpar a praia toda é um bocadinho over promise, mas vamos dar o nosso melhor e cada bocadinho conta. A Uma Causa Por Mês em Abril decidiu que o mês era da Fonte da Telha e quem sou eu para discordar.
Fiquei impressionada com as últimas imagens que vi do movimento de limpeza das praias, e como já contei aqui sou sensível à forma como muitos tratam o nosso planeta. A praia é um dos locais mais fantásticos que há e corre o risco de ser o meu lugar preferido, por isso não consigo entender como é que se enterra tudo na areia. Ele é o pacote das bolachas, ele é o do sumo, o da lata e a até beata. Malta, a beata parece uma coisa pequena, fácil de apagar e ops, ninguém viu e fica espetada na areia, certo? NOT. Demora anos a destruir-se e sejamos francos, não custa nada colocar naqueles cinzeiros portáteis que dão imenso charme. Uma coisa é certa, apagar a beata, enterrá-la devagarinho e depois tapá-la com o pé, é foleiro. É sujo, é destruidor. Não é bacano, não dá estilo, não é bonito.
A verdade é que os mares poluídos, carregados de plástico e afins poluentes são uma tragédia. Por isso, ajuda-nos a corrigir este flagelo, traz a família e até os mais pequenos. O que é preciso:
– boa vontade e boa disposição
– sacos para colocar o lixo que formos recolhendo ♻
– luvas para evitar pequenos acidentes
– proteção para o sol (óculos, boné, protector solar…)
– boa energia
– companhia (facultativo)

Podes inscrever aqui evento quem vai para estarmos no dia 28, das 10h às 12:30h a dar um pequeno grande contributo ao nosso planeta. 
Nós aqui temos limpeza da Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.
Texto: Marlene Gaspar
criança perdida

O QUE ENSINAR AO SEU FILHO PARA QUANDO SE PERDER. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

De repente está uma em vez de duas crianças. Começo a entrar em pânico à medida que vou olhando em volta. Eu ainda agora o vi, há um segundo atrás. Caminho rapidamente e ele não está em lado nenhum. Será que o meu maior medo se tornou realidade? Perdi o meu filho?

Infelizmente quase todos os pais de crianças pequenas já vivenciaram estes segundos de pânico, que parecem horas intermináveis. No supermercado, na praia, no meio da multidão ou no meu caso, no meio de uma pacata e espaçosa loja, quando a minha filha de 3 anos decidiu esconder-se entre as roupas penduradas e aguardar calmamente que fosse encontrada.

É importante que os pais percam, e mais tarde ganhem, algum tempo a pensar o que deverão ensinar aos seus filhos no caso de se perderem.

perder criança

Dependendo da idade do seu filho, poderá adequar a informação que quer que o seu filho detenha quando efetivamente estiver perdido.

Ele precisa saber o nosso número de telefone
Aprender o nosso número de telefone para que nos possa ligar ou pedir a um adulto para o fazer. Algumas crianças são demasiado pequenas para conseguirem decorar o número, mas podemos sempre arranjar uma pulseira onde pode estar inscrito o número.

Ele precisa saber o nosso primeiro e último nome
Muitas crianças quando se perdem são interpeladas por um adulto, “ Como se chama a tua Mamã?” e a criança responde “Mamã”. Como tal deveremos insistir para que saiba o nosso nome e apelido.

Estas são as minhas sugestões para ensinar a uma criança em caso de se perder:

1. Fica onde estás
Andar às voltas pode levar-te para longe do sítio onde te vimos a última vez. Quanto mais te afastares mais difícil será encontrar-te.

2. Procura um pai ou mãe com filhos.
Encontrar um pai com filhos é importante. Um adulto sem crianças pode não ter o mesmo sentido de urgência. Também não terão a mesma experiência com crianças pequenas aflitas ( para além de que, nem todos os adultos são de confiança). As meninas têm mais tendência para procurar uma mãe mas convém sempre lembrar que um pai com crianças também pode ser muito útil.

3. Grita o nosso nome
Gritar pelo nosso nome, ou nome completo, não é Mamã, nem Papá, vai ajudar a chamar a nossa atenção. Nós normalmente identificamos as vozes dos nossos filhos, mas ouvir chamar o nosso nome tornará as coisas mais fáceis num ambiente ruidoso ou cheio de gente.

Sempre que vá a um local novo ou cheio de gente, convém rever as regras com os seus filhos. Se estiver num sítio tipo EuroDisney, deverá rever estas regras todos os dias antes de entrar.

Espero que ninguém se perca, mas ficamos todos mais confiantes quando já sabemos o que fazer.
Partilhe connosco as suas experiências. Já lhe aconteceu? Quais são as suas estratégias?

Uma boa semana para vocês e bons passeios,
Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
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Canoagem

CENAS GRATUITAS PARA FAZER NO SEIXAL. Por Marlene Gaspar

gostamos 1

Estás-te sempre a queixar que não mexes esse corpinho porque não tens tempo, não tens dinheiro, não tens companhia ou não tens tempo. Tudo isso cheira-me a que não tens é o mais importante – vontade. Mas, se tens vontade e só não trabalhas o corpinho pelas primeiras razões apresentadas, então este post é para ti.

Ao fim de semana, nas várias freguesias do concelho, há verdadeiros ginásio ao ar livre onde dá para praticas várias cenas: futebol, basquetebol, voleibol ou ginástica; percursos gímnicos e aulas abertas de body combat, zumba, ioga e muito mais modalidades.

E a boa notícia é que só tens de aparecer. Ah, pois é bebé, diz lá que fazer desporto não é para ti. É porque não queres, ok.

Calendário (nota que pode ser atualizado. Depois não matem a mensageira):

Área de Participação de Amora
Parque do Serrado
9.30 horas
14, 21 e 28 de abril
5, 12, 19 e 26 de maio
2, 9, 16, 23 e 30 de junho
7, 14, 21 e 28 de julho
Organização: Câmara Municipal do Seixal | Junta de Freguesia de Amora | movimento associativo

Animação Desportiva de Arrentela
Frente ribeirinha, junto à Quinta da Fidalga
10 horas

7, 14, 21 e 28 de abril
5, 12, 19 e 26 de maio
2, 9 e 16 de junho
Organização: Câmara Municipal do Seixal | União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires | movimento associativo

Manhãs Desportivas de Corroios
Quinta da Marialva
9 horas

15, 22 e 29 de abril
6, 13, 20 e 27 de maio
3, 10, 17 e 24 de junho
Organização:  Câmara Municipal do Seixal | Junta de Freguesia de Corroios | Comissão Desportiva da Freguesia de Corroios

Manhãs Desportivas de Fernão Ferro
Parque Urbano de Fernão Ferro
Partida da caminhada – 9 horas
Área de participação – 10 horas

6, 13, 20 e 27 de maio
3, 10, 17 e 24 de junho
Organização: Câmara Municipal do Seixal | Junta de Freguesia de Fernão Ferro | movimento associativo

Área de Participação do Seixal
Parque da Quinta dos Franceses
10 horas

4, 11, 18 e 25 de março
8, 15, 22 e 29 de abril
6, 13, 20 e 27 de maio
3, 10, 17 e 24 de junho
Organização: Câmara Municipal do Seixal | União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires | movimento associativo

Aulas Aberta de Canoagem do Seixal
Zona Ribeirinha do Seixal
10 horas
29 de abril
13 e 27 de maio
10 e 24 de junho
8 e 22 de julho
9 e 23 de setembro
7 e 21 de outubro
Organização: Câmara Municipal do Seixal | Associação Náutica do Seixal

Circuito dos Torneios de Xadrez

14 de abril, 15 horas
CRD Cavaquinhas

28 de abril, 15 horas
Pavilhão Municipal da Torre da Marinha

9  de junho, 15 horas
GD Cavadas

16 de junho, 15 horas
Pavilhão Municipal do Alto do Moinho

30 de junho, 15 horas
Café Pérola da Torre

27 de julho, 15 horas
GD Cavadas

Inscrições até 15 minutos antes de cada torneio

Organização: Câmara Municipal do Seixal | Juntas de freguesia | Movimento associativo

Vá, anda daí e dá o corpo ao manifesto.

Nós aqui temos muitas cenas gratuitas no Seixal.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: CMS

Pt25abril

UM DIA A PONTE 25 DE ABRIL VAI ABAIXO? Por Marlene Gaspar

andamos nisto

Muito se tem falado desta questão e independentemente do meio de transporte que se escolhe para passar a ponte – o carro, o autocarro, a mota ou o comboio é assustador quando nos questionamos se aquele tabuleiro mágico dá de si e se arranja ali uma brincadeira com um desfecho dantesco.

Às vezes, quando passo e tenho de parar no tabuleiro, e aquilo estremece um bocadinho começo a pensar nestas coisas, mas a maioria das vezes desfruto da passagem que para mim é sempre uma travessia mágica (bom, não exageremos, que quando há um acidente e demoro mais tempo que o normal, a magia desvanece e dá lugar ao desabafo menos elegante, mas que felizmente fica entre 4 portas e num habitáculo reduzido).

Por isso, ao saber que a Ponte 25 de Abril tem risco do que se pode chamar de pequenos colapsos, mas não de um colapso geral, fiquei muito mais descansada. Not! Estou mesmo a ser irónica. O relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), explicado esta quarta-feira no Parlamento, garante que a estrutura não está em risco de ruir, mas precisa de obras num curto prazo ou então de reduzir urgentemente o tráfego ferroviário, para que a situação não piore.

Oi? O que é que isto quer dizer? Ao que parece de uma maneira ou de outra vai ter de ser feito alguma coisa. Um colapso para mim, é uma cena grave. Ou estão-me a dizer que não é um colapso, mas um colpasito? Definam colapso para acalmar aqui esta senhora que com a idade começa a ficar hipocondríaca com estas coisas. E então o relatório usa e abusa da palavra colapso. O que não sei se é boa idea.

Pois se pensam que me acalmam com: “na Ponte 25 de Abril já se verificou o colapso nas zonas que têm as fissuras. Pontualmente, nas zonas onde tem fissuras, já entrou em colapso. Aquilo que é referenciado neste relatório é que, além da situação pontual, pode ocorrer o colapso de algum elemento estrutural: um conjunto de pontos, uma chapa de aço que está colocada em cima de uma viga. É esse o colapso que está referenciado naquele parágrafo, onde é utilizada esta palavra”, explicam.

Diz que vão ter ser tomadas medidas e eu o que peço é que se faça tudo o que é necessário, vá não adiem a cena. O LNEC adianta que a passagem diária de comboios tem representado um esforço. Caso as obras não se iniciem num “curto prazo”, terão de ser adotadas “medidas de mitigação, como a redução do tráfego ferroviário”. Então vá, adoptem medidas já, que nós aqui, não queremos nenhum desgosto.

Nós aqui temos a Ponte 25 de abril.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: Diário da Região

CorroiosGameofThrones

GAME OF THRONES EM CORROIOS? 3 a 6 maio. Por Marlene Gaspar

celebramos 1

Bom na verdade, este desafio é um pouco ambicioso, mas quando vejo que já está aí à porta mais uma Feira Medieval em Corroios – é já a 4ª edição, e isto põe o meu imaginário, que é bastante fértil (o que não é necessariamente bom) a viajar. E o meu imaginário transporta-me para um apaixonante episódio do Games of Thrones, onde eu posso pensar em viver um personagem e posso escolher o final. Embrulha George R. R. Martin que aqui eu quero, posso e mando. Calma, não estou a dar uma de Bruno de Carvalho (cruzes, credo!), mas aqui eu posso ir com o Jon Snow e o Ned Stark que para mim ainda está vivo. É como os campeonatos do Benfica, acreditar até quando não é matematicamente possível. Sim, ainda não consegui superar tamanho desgosto relativamente ao Ned Stark e por isso, a Feira Medieval de Corroios deixa-me ser eu a decidir o guião. Ah, e o Tyrion Lannister vai ser o rei da festa, ah se vai.

Por isso pensa bem, tens a oportunidade de seres um autêntico personagem do Game of Thrones ou do Robin Hood, ou da história de Pedro e Inês. Tu decides quem queres ser e como queres ser – uma verdadeira lenda de Corroois. Alinhas?

GameofThronesCorroios

Marca na agenda, de 3 a 6 de maio no Parque Urbano da Quinta da Marialva.

Nós aqui temos a Feira Medieval de Corroios.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: CMS

jardim infancia

COMO ESCOLHER O JARDIM DE INFÂNCIA IDEAL? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

 

A passagem do ambiente familiar para um outro contexto em que a criança passa mais tempo ao cuidado de outras pessoas do que connosco é habitualmente um período de transição e mudança difícil. Muitas vezes mais difícil para os pais que têm a noção que a sua escolha e decisão poderá ter um importante impacto no desenvolvimento da criança.

A verdade é que tudo correrá melhor se confiarmos nas pessoas e instituição à qual entregamos o nosso filho durante um largo período do dia. Como tal é muito importante que este local se aproxime o mais possível das nossas crenças e valores. Pais diferentes procuram coisas diferentes, e há uma escola para cada pai e não existem jardins de infância perfeitos, no entanto existem uns que estão mais em sintonia com aquilo que nós privilegiamos.

Quando for fazer as suas visitas, a alguns dos locais elegidos, depois de ponderar o que é realmente importante para vós enquanto família, deverá levar em conta alguns factores importantes que o poderão ajudar a tomar a decisão mais acertada.

Adaptação: Todas as crianças, mais tarde ou mais cedo, acabam por se adaptar, mas isso não significa que o processo tenha sido o desejável. A grande diferença pode estar na forma como a instituição promove a adaptação. Há locais que respeitam o ritmo da criança e dos pais e há outros que sugerem (ou até impõem) que a adaptação seja feita logo nos primeiros dias, mesmo que a criança se mostre visivelmente angustiada. Recordo-me sempre da minha cara de horror quando em resposta à minha pergunta: E então como vamos fazer a adaptação? Me responderam: basta trazer o cobertor dela e uns lençóis e pode começar já amanhã!

Para que a separação seja a menos traumática possível, aconselho sempre uma abordagem gradual, contrária à “terapia de choque” ou “penso rápido”, em que nos primeiros dias a mãe ou pai podem estar presentes na sala, sem grandes pressas ou pressões, e em que o tempo em que a criança permanece no local vai evoluindo conforme a intuição dos pais. Mesmo que posteriormente ela fique a chorar, já existirá uma ligação prévia com o local e com as pessoas e não será um espaço totalmente novo e assustador. Assim, é sempre bom informar-se previamente se existem dias definidos para a adaptação ou se esta é ajustável às necessidades de cada criança, sem pressões ou agendas.

Acolhimento: Para além da adaptação inicial, importa ainda saber se ao longo do ano as crianças são entregues e recolhidas na recepção ou se há liberdade para os pais irem à sala, nem que seja num horário específico ao início e fim do dia, sobretudo na faixa etária das crianças que frequentam a creche. Embora em alguns sítios seja prática comum não haver acesso às salas, com argumentos vários que vão da higiene até à segurança, o que resulta dessa prática é uma barreira entre a família e a instituição, que acaba por ser um preditor dos valores em que assenta a direcção pedagógica. Uma direcção que aposta na relação e que quer efectivamente constituir uma ponte com a família, não coloca esse tipo de regra e prefere gerir situações delicadas que possam surgir dessa abertura do que vedar à partida o acesso dos pais. Quando se deixa uma criança numa creche ou jardim de infância, é importante perceber que não se está apenas a receber a criança, mas também a família, ou seja, acolher aquela criança é também saber acolher os pais e as suas angústias, trabalhando no sentido de os deixar progressivamente mais seguros e confiantes e, eventualmente, comunicando o que possa ser feito para melhorar diversos aspectos. Uma creche aberta sabe que a creche é um prolongamento da família e que quanto maior proximidade existir entre os educadores, os pais e as crianças, numa relação o mais informal possível, maior é o vínculo que se estabelece entre todos. A verdade é que quando há essa liberdade, com o passar do tempo, acaba por ser um processo natural os pais não precisarem de passar para lá da porta da sala, para além de que é muito recompensador para os pais, depois de um dia inteiro sem os filhos, poderem assisti-los no seu ambiente com os amigos quando os vão buscar.

Espaço exterior: Quando temos um bebé de poucos meses, nem sempre pensamos muito nesta questão. Isso muda muito rapidamente quando eles começam a andar e percebemos que estarem várias horas confinados a uma sala não é nada positivo. É visível a tensão de uma sala quando as crianças passam demasiado tempo lá dentro. Há creches que não têm espaço exterior e que compensam essa falta com as idas ao parque. Acontece que uma ida a um parque ali perto de vez em quando, ou até mesmo todos os dias, é muito pouco. Os miúdos precisam de brincar e explorar ao ar livre mais do que uma vez por dia e de preferência bastante tempo. Incluo ainda no espaço exterior a necessidade de existirem elementos da natureza, por oposição a um espaço estéril, com um piso todo por igual, demasiado “limpo”. Areia, terra, árvores ou plantas são essenciais, enquanto que um espaço arquitectónico de linhas rectas estilo “capa de revista” não acrescenta felicidade às crianças. Não se deixe deslumbrar pela beleza do local ou pelas condições físicas do espaço, mas pela qualidade de interacções que o seu filho pode ter no mesmo. Num espaço menos artificial, elas ficarão bastante mais sujas e, certamente, muito mais felizes. Claro que, relativamente a este tema eu sou claramente suspeita pois é um dos factores que mais privilegio. Cada vez mais as nossas crianças precisam do contacto com a Natureza e de brincar no exterior, recordem-se do reforço das imunidades!

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Sala: Aqui privilegia-se uma sala que seja ampla, arejada, luminosa e que não esteja demasiado “atafulhada”. É comum as creches terem cores muito garridas o que torna o espaço visualmente cansativo para quem lá passa parte do dia. Nesta mesma sala, onde eles possam circular livremente e onde as mesas e as cadeiras não ocupem quase tudo, é bom que a disposição dos brinquedos permita às crianças ter acesso a diversos espaços diferentes de brincadeira (espaço de pinturas, espaço de livros, espaço de brincar ao faz de conta com cozinha, bonecos, etc). Uma sala que oferece diferentes opções para a criança ir brincando com aquilo que lhe apetece é muito mais positivo do que ter as coisas guardadas em móveis para que seja a educadora a oferecer o que se vai fazer em cada momento.

Alimentação: Convém perceber se os alimentos são confeccionados no local ou são trazidos de fora. Se existe cuidado e diversidade no planeamento da ementa semanal e se são respeitadas as restrições de cada criança. Onde são dadas as refeições e quem são os adultos que as acompanham. É incentivada a autonomia na alimentação, de que forma?  Caso este seja um critério que prioriza, não tenha receio de solicitar a ementa, ver uma refeição ou quem sabe ser convidado para almoçar.

helena gonçalves rocha

Etapas/ritmos/transições: Todas as creches têm no projecto educativo a contemplação do respeito pelo ritmo das crianças. Acontece que, na prática, há ideias diferentes sobre o que é isto de respeitar o ritmo e facilmente encontramos bebés com 6 meses de idade a cumprir horários de sestas e de refeições. É importante que haja flexibilidade para ter bebés a dormir, a comer, a brincar ou a fazer a sua higiene em momentos muito diferentes, até que estes atinjam a maturidade suficiente para seguir um horário mais previsível. E isso acontece com alguns aos 9 meses, com outros aos 12 e com outros aos 15. Há os que começam a dormir apenas uma sesta por dia a certa idade e outros que mantêm a necessidade de duas sestas mais tempo. Até podem conseguir seguir esse ritmo, mas a questão é sempre: a que custo.

Por outro lado, se tivermos em conta os mais crescidos, há por vezes uma pressão mais ou menos subtil sobre o suposto timing em que a criança deve largar a fralda, a chucha ou comer perfeitamente com os talheres. Todas as crianças saudáveis atingem essas etapas, pelo que apressá-las só porque têm determinada idade pode ser muito contraproducente. Há médicos que alertam para o facto de existirem muitos casos de obstipação infantil devido à retirada precoce das fraldas e, no entanto, há muitas instituições que definem que aos 2 anos é suposto todos conseguirem largar as fraldas.

Afecto: Neste ponto é importante que não exista demasiada rotatividade de cuidadores e que o bebé/criança possa ter uma educadora e uma auxiliar previsíveis. Apesar de formalmente ser assim, nem sempre o é na realidade e entre múltiplos estagiários e afins, aquele bebé habituado ao colo dos pais, de repente anda constantemente em colos diferentes. Mesmo entre educadora e auxiliar, geralmente a criança tem uma que é a sua referência, com quem se sente mais segura.

Conhecer pessoalmente a educadora e a auxiliar da sala e poder observar um pouco a dinâmica da sala, pode também ser muito tranquilizador.

Perceber que atendem ao choro com empatia, que dão colo com a mesma facilidade com que distribuem lápis de cor, que acalmam a criança que está mais vulnerável, em vez de transmitirem discursos como “isto é só mimo” ou “não se podem habituar muito ao colo” pode ajudar a perceber qual o comportamento mais expectável quando nem sequer estamos presentes. Ainda existem crenças de que, por exemplo, um bebé se deve habituar a consolar e adormecer sozinho no berço, mesmo que esteja a chorar.

Métodos educativos: Embora os profissionais de educação, durante a sua formação, tenham acesso às teorias de desenvolvimento infantil e a formas positivas de lidar com os desafios das criança, é muito comum que depois acabe por imperar o senso comum. Há práticas educativas como os gritos, os castigos, as recompensas, os rótulos (preguiçoso, mimado, mau) ou o autoritarismo que estão claramente apontadas como nada pedagógicas e, no entanto, são praticadas e aceites diariamente. Se algumas atitudes menos positivas podem ser compreensivas, pois não é fácil estar todo o dia com crianças e o desgaste pode ser imenso, já não é tão compreensível que estas estejam na base de certos princípios. Por exemplo, se uma educadora acha que é muito útil uma criança ficar num canto da sala porque empurrou outro miúdo, isto já reflecte a abordagem da mesma noutro tipo de situações. Estas reacções a comportamentos menos desejados por parte das crianças são muito pouco construtivas. Não existem soluções mágicas mas dá muito mais trabalho oferecer competências sociais às crianças e que estas tenham acesso a exemplos que, a longo prazo, realmente ensinam alguma coisa.

Resumindo, perceber qual é a abordagem da creche às manifestações naturais das crianças pode ser uma forma muito interessante de perceber as bases de funcionamento do local.

Internet/Redes sociais: Este tópico pode parecer um absurdo, mas eu diria que é bastante útil e permite uma excelente triagem que poupa visitas presenciais. Se o local em questão tiver um site, um blogue ou uma página do facebook, pode ser muito curioso observar que tipo de conteúdos partilham. Ainda a propósito do sono, se por exemplo uma creche partilha um artigo de que é muito importante os bebés aprenderem a dormir sozinhos, mesmo que para isso tenham de chorar, o mais provável é que isso seja prática comum nessa mesma creche. São vários os temas educacionais que geram polémica e discórdia, pelo que é bom tentar perceber se a creche ou jardim de infância tem ideologias semelhantes àquilo em que acredita ou se, pelo contrário, está no sentido oposto às suas crenças.

A direcção pedagógica identificar-se mais com um estilo de conteúdo em detrimento de outro é bastante revelador dos valores da instituição.

Flexibilidade da direcção e dos profissionais: Neste ponto, é possível que só tenhamos uma noção após o nosso filho frequentar o local em questão. Faz toda a diferença estarmos perante uma direcção flexível, aberta, que valoriza as opiniões dos pais de outra que tem um funcionamento mais fechado, rígido e sem grande margem para adaptações constantes, conforme as crianças que acolhem. Sentirmo-nos ouvidos e compreendidos é meio caminho andado para que se crie uma relação positiva entre pais e profissionais, sendo a criança quem beneficia disso directamente. Há profissionais que não admitem sugestões, que se sentem imediatamente colocados em causa ou que responsabilizam sempre os pais por qualquer coisa que surja fora de certos padrões. Há outros que são mais empáticos, tentam ver o nosso ponto de vista e mesmo que não concordem fazem por respeitar as diferenças e conviver com as mesmas. É curioso verificar que os mesmos pais, mas com crianças diferentes, podem também ter experiências diferentes na mesma instituição. Isto acontece porque as crianças não são iguais e enquanto uma se pode ter adaptado lindamente ao funcionamento da instituição, outra pode precisar que a instituição se adapte mais a ela e que seja mais flexível. Isto mostra que é necessário haver abertura suficiente para lidar com a imprevisibilidade e com o facto de não existirem receitas iguais para todos nem verdades absolutas.

Enfim, os critérios são pessoais e únicos e não há critérios mais acertados ou menos. Cada família é uma família, é importante que se mantenham fiéis àquilo que acreditam e ao contexto ambiental, social e valorativo onde querem que o vosso filho esteja integrado todos os dias.

Escolham com a cabeça, mas, também com o coração. Existem locais que nós entramos e sentimos que estão reunidas as condições, não é prefeito, mas sabemos que ali conseguimos ficar descansados.

E depois, não esqueça, depois do seu filho estar adaptado e vocês também, lembrem-se que a escola também é vossa e que as propostas e sugestões poderão ser oportunidades de melhoria e que cada vez mais as escolas têm de ser uma união entre as Famílias e os Educadores.

Boa sorte, boas visitas, não esqueça de falar com outros Pais, este período não é de todo mais fácil! Mas uma palavra de esperança, vai melhorar…e na próxima transição, vocês já terão muito mais ferramentas para poderem escolher de forma mais tranquila.

Vai correr bem!

Helena Gonçalves Rocha

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Paz

CAMINHADA NO PARQUE DA PAZ. 8 abril. Por Marlene Gaspar

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Ontem anunciámos aqui a caminhada no Seixal em nome da saúde e Almada não se fica e já tem organizada uma caminhada para o dia 8 de abril, domingo. O dia pretende assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC que se celebra a 31 de março e nada como fazer o corpinho mexer, que é para sentir que ele está cá e de voa saúde.

Por isso resta anunciar que vai ser dia, o ponto de encontro é junto ao Monumento à Paz, às 10h. É gratuito, mas carece de inscrição aqui. É trazer água, calçado confortável e uma “buchita” que é como quem diz suplemento alimentar.

Nós aqui temos caminhada.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: CMA

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CAMINHADA NO SEIXAL. 7 abril. Por Marlene Gaspar

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No próximo sábado é o Dia Mundial da Saúde e se há cena que nós devemos erguer as mãozinhas para o céu e agradecer todos os dia é a saúde que temos. Sim, porque temos falta dela, é que podemos queixar-nos, mas não é preciso ser para os outros.

Por isso há que aproveitar todos os momentos que contribuem para o nosso bem-estar, para o nosso corpinho que há que estimá-lo, porque só temos um se nós formos nós a fazê-lo (e pronto que tem um bom PT) não estou a ver quem o possa fazer por vocês. Não faz por vocês, mas pode fazer com vocês – como por exemplo, juntarem um maralhal e fazerem uma caminhada. Mas, calma, também dá para fazer sozinho, que acabas sempre por ir acompanhado(a). Mas ir onde? À caminhada do Seixal que se realiza dia 7/4.

Programa

9.15 horas
Ponto de encontro: Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo do Seixal.

9.30 horas
Formação Humana de uma Cruz Vermelha.

10 horas
Início da caminhada
Partida da Cruz Vermelha para a frente ribeirinha do Seixal, Parque da Quinta dos Franceses.

10.30 horas
Aula técnica dinâmica de relaxamento (quero, preciso muito e ser para ser já, estou no sofá a aguardar ansiosamente!)
Frente ribeirinha do Seixal, Parque da Quinta dos Franceses, Seixal.

11.30 horas
Final da caminhada junto à rotunda Espaço Mulher, frente ribeirinha de Arrentela.

Ah, muito importante. A participação é gratuita! Nada como fazer bem sem investimento. É só saúde!

Nós aqui temos caminhada.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Fonte e foto: CMS

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PORQUÊ QUE O CRISTO REI ESTÁ DE AZUL? 2 abril. Por Marlene Gaspar

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Estou a passar as vistas no mural do Facebook e deparo-me com esta pergunta da minha amiga Sandra Bizarro e também desconhecia a resposta.

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E como há pessoas mais atentas do que eu nestas andanças, rapidamente se descobriu a razão, e eu rapidamente pedi autorização à Sandra para partilhar a novidade. Não, o Cristo Rei não estava de azul porque o Belenenses estava a ganhar, como li num comentário (mas gostei da analogia), mas sim, como forma de celebrar o Dia Mundial do Autismo – a 2 de abril. Este dia foi criado pela Organização das Nações Unidade desde 2007 para a conscientização acerca dessa questão.

No evento de 2010 a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que este transtorno de desenvolvimento atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. Em 2011, no Rio de Janeiro foi iluminou de azul o Cristo Redentor à semelhança de outros monumento e em Portugal, temos o nosso Cristo Rei (além de outras semelhanças que falámos aqui) e a Torre dos Clérigos.

Nós aqui temos a celebração do Dia Mundial do Autismo.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto e fonte: Sandra Bizarro