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MAIS CAMINHADAS NA FONTE DA TELHA. ATÉ DEZEMBRO. #fontedatelha

caminhamos 1

O verão ainda não acabou e as caminhadas e os passeios pedestres na Fonte da Telha estão para durar até ao Natal (é com o Sporting! Ehehehehehe.  Xiiii desculpem a “má onda”, mas não resisti). Já temos um novo calendário da organização “Ao Pé do Mundo” para poder juntar o útil ao agradável – caminhar e exercitar o físico e desfrutar de uma das melhores paisagens que temos na margem sul. Tome nota na agenda e não perca esta oportunidade.

OUTUBRO – Dias 2, 16 e 30
Passeio Pedestre Conhecer as “Love Trees”/3h
2 de Outubro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha

Caminhada das Dunas/3h
16 de Outubro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha

Caminhada das Folhas/3h
30 de Outubro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha caminhadas

NOVEMBRO – Dias 13 e 27
Passeio Pedestre Pequena Rota/3h
13 de Novembro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da TelhaCaminhada Alto da Gralha/3h
27 de Novembro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha
DEZEMBRO – Dia 11
Caminhada Grande Rota/7h
11 de Dezembro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha
Extra – Farnel (Almoço).
NOTAS IMPORTANTES:
Levar água, chapéu, roupa e calçado confortável. Se possível não esquecer a câmara fotográfica.BONS PASSEIOS E GRANDES CAMINHADAS
Mais informações: zitocolaco@gmail.com
Nós aqui temos caminhadas e passeios pedestres.
Nós aqui temos isto
Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: Zito Colaço
Bares Fonte da Telha

PLANO PARA A FONTE DA TELHA PREVÊ DEMOLIÇÃO DE CASA E BARES DE PRAIA.

assistimos

Partilhamos aqui o artigo do Público sobre a Fonte da Telha, praia que nos é tão querida para a qual queremos e pedimos o melhor… Ora leiam.

 

O Plano de Pormenor da Fonte da Telha, em consulta pública até 12 de Novembro, prevê a demolição de quase todas as construções existentes na zona entre a Arriba Fóssil da Costa da Caparica e o cordão dunar daquela zona de frente atlântica do concelho de Almada. O objectivo é deslocalizar casas e estabelecimentos comerciais construídos sem licença ou em locais demasiado expostos ao avanço do mar, construindo um novo bairro para os pescadores, melhorando acessibilidades e requalificando a área natural envolvente.

As intervenções, que segundo o documento terão um custo total de 29,5 milhões de euros, deverão servir para “lavar a cara” de uma zona das zonas mais procuradas pelos banhistas (8000 a 10.000 por dia) dos concelhos de Lisboa e da Margem Sul do Tejo durante o Verão, concretizando algumas medidas planeadas há mais de 20 anos.

A Fonte da Telha começou por ter um pequeno núcleo de pescadores, no início do século XX, que foram construindo habitações não licenciadas – nos meados da década de 1950 seriam cerca de 30. A ocupação foi evoluindo e no final da década de 1980 foram contabilizados 670 edifícios, sobretudo casas de férias.

Apesar da demolição de grande parte das habitações ilegais (576) no final dos anos 80 e início dos anos 90, o desordenamento mantém-se. Casas dispersas, sem qualquer plano urbanístico e sem as infra-estruturas necessárias, encaixadas na arriba ou sobre o cordão dunar, fazem daquela zona “um aglomerado [que se estende ao longo de dois quilómetros] urbanisticamente desqualificado e paisagisticamente degradado”, lê-se no relatório do plano de pormenor.

Agora, a Câmara de Almada quer intervir numa área de 85 hectares, na faixa litoral entre o mar e a arriba fóssil, incluindo as áreas de ocupação urbana de origem clandestina, a praia e o cordão dunar. Vão ser demolidas praticamente todas as habitações, onde residem perto de 400 pessoas, e criado um novo bairro com 70 casas destinadas à comunidade piscatória, dando prioridade às pessoas que comprovem ter ali a primeira habitação (pelo menos 20% das casas são ocupadas apenas sazonalmente). Os restantes moradores serão realojados fora da área de intervenção, em habitações municipais.

No novo aglomerado serão também relocalizados 19 estabelecimentos comerciais e uma unidade de alojamento local. O restaurante Retiro do Pescador é um dos que terão de se mudar. “Não estou de acordo, mas vamos ver. Não sabemos se nos vão arranjar outro espaço ou não, temos que aguardar”, diz o actual proprietário Hélder Silva, que herdou o negócio dos avós. “Estamos aqui há 60 anos, isto começou por ser uma barraquinha de madeira”, descreve o também pescador, mais preocupado com o restaurante do que com a habitação, que também irá abaixo. “Sei que vou ter direito a outra”, diz, lamentando não saber “mais nada”.

Segundo a vereadora com o pelouro do Urbanismo na Câmara de Almada, Amélia Pardal, em Outubro serão organizadas sessões de esclarecimento com toda a população envolvida. “Este não é um documento acabado, terá correcções e ajustamentos em função dos resultados da discussão pública”, ressalva a autarca, antecipando um “processo difícil” e com resistências por parte da comunidade.

Sublinhando que o objectivo deste plano é também salvaguardar “a história, a identidade e a memória” daquela comunidade, Amélia Pardal garante que não se pretende aumentar a procura naquela zona, que considera já “suficiente e importante”, mas sim requalificar a oferta. “Aquele território não tem capacidade para acolher mais gente, mas é preciso que acolha bem quem lá vive e quem lá vai”.

Além das habitações clandestinas, o plano de pormenor prevê também a demolição integral de sete dos dez bares e restaurantes de apoio à praia (o Rampa, o Lareira e o Bambu Bar foram já construídos de acordo com as indicações do plano de ordenamento da orla costeira), e a reconstrução em cotas mais altas, uma vez que a zona está sujeita a galgamentos marítimos e à queda de blocos das arribas. Em 100 anos, a cota de galgamento oceânico (onde o mar pode chegar em dias de tempestade) estará nos 10,9 metros, segundo os cálculos científicos. Por isso, o documento propõe também a reconstituição do sistema dunar com reposição de areias até à cota dos 12 metros, com a construção de passadiços sobre-elevados para acesso à praia.

A zona a demolir será integrada na Rede Ecológica Nacional, estando prevista a sua arborização. Está prevista também a recuperação da vegetação autóctone degradada e a plantação de espécies características das zonas costeiras.

A vereadora do Urbanismo salienta que a execução do plano não é uma responsabilidade exclusiva da Câmara de Almada, mas também do Governo e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Isto significa também que as medidas previstas não serão financiadas apenas por fundos municipais. “Vamos sugerir ao Governo a candidatura a fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020, que nos permitam implementar este plano”, afirma, vincando que este novo quadro comunitário de apoio é “uma oportunidade única de regeneração e reabilitação do território”.
Outras medidas previstas:

  • Instalação de um sistema de acesso condicionado, na intersecção da Estrada Florestal com a Estrada da Descida (que dá acesso à zona da praia), a funcionar durante a época balnear, e construção de duas rotundas na Estrada Florestal com sinalização electrónica sobre a capacidade do parqueamento junto à praia
  • Reperfilamento da Estrada da Descida, com integração de um passeio para peões de um lado e de uma ciclovia do outro. Na ciclovia será instalado um mecanismo para apoio à subida de bicicletas. Esta ciclovia vai articular-se com dois percursos – um na Estrada Florestal, outro paralelo ao passeio marítimo.
  • Alargamento da área destinada aos peões junto ao núcleo urbano, onde a circulação automóvel será exclusiva para moradores e veículos de emergência
  • Criação de parques de estacionamento ao longo da frente de mar e dentro do novo bairro (para moradores), com capacidade total para 873 veículos e com pavimentos permeáveis.
  • Instalação de paragens de autocarro na Estrada Florestal e construção de um terminal de autocarros no Largo da Chegada (ao fundo da Estrada da Descida), ajuste nos horários dos transportes colectivos que servem a zona
  • Dinamização do Transpraia, com redução do preço dos bilhetes e alterações nos horários, e ainda extensão do comboio até ao penúltimo apoio de praia
  • Instalação de um teleférico para ligar a cota da Mata dos Medos e a zona da Aroeira à cota das praias, uma ideia que faz lembrar a proposta feita há 15 anos pelo Grupo SIL (proprietário do empreendimento Herdade da Aroeira), chumbada pelo Governo. Mas segundo a vereadora Amélia Pardal, esta é apenas “uma hipótese de trabalho”.
  • Instalação da Lota e de áreas destinadas a arrumos de equipamentos associados à prática balnear em frente à Praça dos Pescadores
  • Instalação na antiga escola primária de um equipamento de apoio às escolas de surf e kitesurf

Notícia corrigida às 10h41: custo das medidas será de 29,5 milhões de euros, não de 29,5 mil milhões

Notícia actualizada às 18h32: acrescenta declarações da vereadora do Urbanismo na Câmara de Almada

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A CAMPANHA DE RADIOGRAFIAS VOLTOU. 13 SETEMBRO A 4 OUTUBRO.

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A AMI (Assistência Médica Internacional) promove a 21.ª campanha anual de recolha de radiografias de 13 de setembro e 4 de outubro.

Em equipa vencedora não se mexe, e desde 1996 que a organização apela para entregarem em qualquer farmácia as suas radiografias com mais de cinco anos ou que já não tenham valor de diagnóstico, sem relatórios, envelopes ou folhas de papel.

E perguntam vocês, o que fazem depois com tantas radiografias? Serão recicladas, evitando que o material que possa ser poluente vá para o lixo.

E isso traduzido em números quer dizer o quê?

Segundo a  organização, cada tonelada de radiografias dá origem a 10 kg de prata, cuja venda permite à AMI angariar fundos para responder ao crescimento de pedidos de apoio social e para continuar as campanhas humanitárias que desenvolve aqui, em Portugal e no mundo.

Vamos mostrar o grande poder da solidariedade que a margem sul tem. Ajude a ajudar e recicle aquilo que já não precisa. Entregue as radiografias inúteis numa farmácia perto de si.

Nós aqui temos recolha de radiografias.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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PASSEIOS DE BARCO GRATUITOS NO RIO TEJO. 19 A 28 JULHO.

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Estamos em pleno verão e gostava de ter um dia diferente, como sei lá, andar de barco? E se lhe dissermos que em julho, os passeios na embarcação tradicional Bote Leão, um dos botes rápidos utilizados em Alcochete nos séculos XVIII-XIX, são gratuitos?

Interessados? A embarcação tradicional vai transportar de forma gratuita, quem quiser passear no Tejo entre Alcochete e a ponte Vasco da Gama e na zona ribeirinha de Alcochete de 19 a 21 e de 26 a 28 de julho, pode fazê-lo, mediante inscrição prévia no posto de turismo da vila.

Os passeios podem ser de curta duração (até 3 horas), média duração (até 7 horas) e longa duração (até 10 horas). Nos passeios com aquisição de bilhetes, estes devem ser adquiridos até à hora estabelecida para o embarque no posto de turismo – também é possível reservar entradas por telefone ou e-mail.

Este barco tradicional adaptado aos nossos dias permite realizar novos passeios turísticos no rio Tejo com o objetivo de dar a conhecer o património natural e paisagístico que carateriza a região, designadamente a frente ribeirinha da vila de Alcochete, Reserva Natural do Estuário do Tejo, Sítio das Hortas, praia dos Moinhos e salinas do Samouco.

Data: 19 a 21; 26 a 28 de julho
Local: Alcochete
Entrada livre 

Saiba mais aqui.

Nós aqui temos passeios no Bote Leão.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: C. M. Alcochete

FontedaTelha

UM FENÓMENO CHAMADO FONTE DA TELHA. #fontedatelha

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Quem não esteve este domingo na praia da Fonte da Telha ponha o dedo no ar? Contam-se pelos dedos os que não estiveram, porque nós achamos que vimos lá “toda a gente”!

Primeiro domingo de julho com mais de 30º sem vento é garantido que as praias da Costa da Caparica são “tomadas de assalto” por todos os sedentos e amantes de praia, como nós. Nada intimida e “aniquila” o bel prazer de um excelente dia de praia e, nós aqui, cheios de fé e com as miúdas de férias com os avós (tão bom para todos, pais, filhos e avós), decidimos ir almoçar à praia. A antever o trânsito optámos pela mota e ninguém pára duas pessoas decididas a ter um merecido dia de praia! Duas pessoas e mais umas centenas, milhares ou melhor, como vimos escrito nas redes sociais “estavam 11 milhões de pessoas na Costa da Caparica!”

Exageros à parte, o facto é que mesmo indo de mota para a praia ao começar a descer para a Fonte da Telha conseguimos encontrar formas criativas de estacionar os carros, mas também e, felizmente, muitas pessoas a optar por deixá-los mais longe e optar por parte do percurso a pé. Sem dúvida, a melhor opção.

Parece que esta praia tem mel, porque de facto, parece ter ainda mais pessoas que as restantes. As pessoas sabem ao que vão e das condicionantes de acessibilidade, mas não se deixam demover. Se decidem que é para a Fonte da Telha que vão, é para a Fonte da Telha que vão. “Mai nada”. A recompensa, está à distância de um mergulho ou de uma soneca na areia e, estas não desapontam.

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Não há dúvida, que as praias da Costa da Caparica são das melhores do mundo, como não há dúvida do fenómeno de atração que é a Fonte da Telha. Ir para a Fonte da Telha é uma opção, um statement. E o que é que torna esta praia tão especial e mística? Ponha o dedo no ar e dê-nos a sua opinião.

Nós aqui temos a Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Imagens: Lisbon South Bay blog

Parque Paz

QUALIDADE DO AR MELHORA NA MARGEM SUL. “LIKE IT, LIKE IT, LIKE IT”*.

gostamos

A qualidade do ar na área metropolitana de Lisboa melhorou nos últimos 30 anos, revelou um estudo divulgado esta segunda-feira.

Os Investigadores do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais e do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em colaboração com cientistas da Faculdade de Ciências e do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Lisboa, tiraram estas conclusões através da utilização de líquenes e briófitos, muito sensíveis aos poluentes existentes no ar.

Os líquenes consistem na associação entre fungos e algas, enquanto os briófitos englobam três grandes grupos de organismos. O estudo foi publicado na revista científica Ecological Indicators e comparou dados recolhidos entre 1980-1981 e entre 2010-2011.

Segundo Cecília Sérgio, coordenadora do estudo e investigadora no cE3c, os valores de poluição são mais baixos devido às restrições e regulamentações ambientais que modificaram a qualidade do ar para melhor.

Um dos locais onde esta melhoria se verificou foi na Margem Sul (ah, pois é), que suportava diversas indústrias no Barreiro e Seixal, com bastante peso nos níveis de poluentes que emitiam, acrescentou.

Parque da Paz

Mais um bom motivo que torna a nossa região de excelência. Mais um bom motivo para melhorar a nossa qualidade de vida.

Nós aqui temos melhor qualidade do ar.
Nós aqui temos isto.

Fonte: O Observador
Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Zito Colaço

* Like it – Gostamos. (Apesar de não estarmos “para amar” os ingleses, usamos o seu idioma).

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CAMINHADAS NA FONTE DA TELHA. JUNHO A SETEMBRO.

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I love trees Portugal (Love Trees Project) quer dar a conhecer mais e melhor a Fonte da Telha e os “Segredos da Caparica”. É a oportunidade de percorrer trilhos desconhecidos da maioria das pessoas, trilhos esses que têm muito para “contar” e desvendar.

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Estão programados vários passeios pedestres de junho a setembro e, o primeiro é já dia 20 de junho, na próxima segunda-feira.

Calendário
# 20 de Junho (Segunda-Feira 21h-23h)
# 25 de Junho (Sábado 10h-12h)
# 9 de Julho (Sábado 10h-12h)
# 19 de Julho (Terça-Feira 21h-23h)
# 13 de Agosto (Sábado 10h-12h)
# 17 de Agosto (Quarta-Feira 21h-23h)
# 3 de Setembro  (Sábado 10h-12h)
# 16 de Setembro (Sexta-feira 21h-23h)

caminhadafonteInscreva-se em MOVE ON BEACH – bar na Fonte da Telha ou saiba mais aqui. Para quem não conhece, na descida vira-se à direita e fica no Bairro dos Pescadores.

Venha desfrutar desta maravilhosa paisagem, fazer exercício e pode terminar a dar um mergulho no mar.

De que é está à espera? Inscreva-se já.

Nós aqui temos passeios pedestres.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Zito Colaço

Parque Paz

FESTA DE DESPORTO “NA PAZ”. 18 E 19 JUNHO.

cuidamos

Fazer desporto em paz é juntar o útil ao agradável. E fazer desporto “na Paz”, ou seja, no Parque da Paz, é a cereja no topo do bolo.

A 3.ª edição da Festa do Desporto vai ser nos dias 18 e 19 de junho (sábado e domingo) no Parque da Paz. A entrada é livre. A partir das 10h tem acesso a atividades gratuitas.

Parque da Paz

Vão haver atividades para todos os gostos, com demonstrações de atividades desportivas e culturais (música e/ou atuação de bandas jovens).

O espaço Almada Move-te vai proporcionar a possibilidade de experimentarem várias atividades desportivas, do beisebol ao futebol, passando pelo voleibol, o karaté, o judo e muitas outras modalidades. O espaço criança permitirá a estas brincar nos vários insufláveis e trampolins.

Poderá assistir a diversos workshops e para maior comodidade, a festa contempla uma zona de alimentação.

O desporto é para todos e por isso ainda poderá conhecer o Parque de Canídeos existente no Parque Paz, que também poderá ser palco de algumas atividades com animais.

Horários
18 (abertura às 10h) e 19 de junho
HORÁRIO: todo o dia
Parque da Paz
Entrada livre e participação gratuita.

Nós aqui temos desporto na Paz.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Zito Colaço

Homem Árvore

PERDIDO NAS ÁRVORES

TEMOS ISTO 1

Toda a criação é feita em três actos. O psicodrama individual de potência, movimento e expansão é um espelho reluzente das leis universais da tríade cósmica. Zeus, Athena e Hera. Deus, Pai e Espírito Santo. Brahman, Vishnu e Shiva. Uma lógica poeticamente matemática expressa também nos três corpos de Buda: o espaço infinito do Dharmakaya, o campo mental de formas puras do Shambogakaya e a materialização dos elementos terra, ar, água e fogo no Nirmanakaya. E foi a lógica do três, ou do terceiro incluído, se evocarmos também a perspectiva holística e transdisciplinar, que une partícula, onda, céu, terra e ser humano e senta à mesma mesa o cientista, o poeta e o místico, que inspirou o acto de criação de Zito Colaço, dando à luz a exposição Lost in The Trees.

Homem Árvore

Homem Árvore

Para dar início à sua obra, o fotógrafo também teve de passar por três estágios de ascensão. E para que estes três níveis se harmonizem são sempre inevitáveis a morte e o renascimento. O perder-se para encontrar-se de Florbela Espanca. Porque Kaos e Ordem sustentam o jogo de sombras da existência até que a visão luminosa e unificadora do Três se manifeste em toda a sua plenitude. Por isso, não é de estranhar que o Zito tenha percorrido o seu labirinto interior, túnel de luz e treva, até que a exposição pudesse nascer com a força de todas as explosões criativas, do Big-Bang à formação de estrelas e planetas, do hominídeo ao homo sapiens, dos primitivos tambores tribais às sonatas de Mozart. Três momentos, três notas rítmicas que fizeram ecoar a melodia de Lost in The Trees. Primeiro, perdeu-se quando numa hora de intervalo em pleno exercício da sua profissão, ou seja fotografar por encomenda sob ordens diárias e rotineiras de várias redacções e produtos similares de media, a sua objectiva avariou. O olhar sobre o mundo, profissional e pessoal, do Zito acabara de desfocar-se. Desfoque que, em vez de ser um contratempo, converteu-se na possibilidade de focar a realidade a partir de um outro ponto de observação. E o novo enfoque deu-se justamente durante essa penosa mas necessária hora de sofrimento e recriação, em que o fotógrafo, para jogar ao jogo de fazer tempo até ao novo telefonema profissional, descobre Sophia de Mello Breyner e abre uma nova página no seu novo manual de focagem: “A árvore antiga/Que cantou na brisa/Tornou-se cantiga”. A história de uma árvore tão gigantesca quanto milenar que, apesar de ser cultuada e respeitada pelos habitantes de uma pequena ilha, impedia os raios de Sol de entrar na comunidade e condicionava o modo de vida dos autóctones, acabando por ser sacrificada, para que novas árvores, folhas e frutos florescessem e partissem rumo fora na madeira de um barco que se tornara sagrado. A árvore renascia em novas formas de vida. E este renascimento o Zito pressente-o quando vê pela primeira vez que o desfoque podia ser nada mais do que um outro enfoque. Um ângulo cinestésico que oferece ao Zito o seu segundo processo de focagem. A sua objectiva havia acabado de renascer. E o Zito também.

Focado numa visão mais ampla, à medida do desfoque técnico da academia, reaprendeu a olhar o essencial do mundo. A nossa passagem pelo Planeta como uma casa, uma morada, um palácio que deve ser tratado com respeito. Um palácio de árvores centenárias, bosques verdejantes e luz cristalina e dourada, que respira ao ritmo do Sol e do Mar. Mata do Medos, ou dunas, como se falava antigamente, por onde as vagas do ar e da água brincam com a terra, o elemento feminino, a contraparte do um, o dois, para chegar ao três. A esta união se chama na Tradição o Amor. E foi preciso o Zito perder o foco dos condicionamentos sócio-culturais e psicológicos bem como dos preconceitos dos juízos de cátedra e diploma na mão, mas que nunca buscam a arte, a paixão e o risco, condimentos essenciais do amor, para focar o Mundo “tal qual” ele é, o que lhe permitiu aproximar a lente da realidade “tal qual é”, expressão budista e vedantina da visão não-dual, igualmente constante da Presença crística, judaica ou islâmica, que é o nossa meta-percurso primordial, expansivo e eterno…

Coelho da Mata

Coelho da Mata

E esse regresso primordial ao feminino da Mãe-Terra, ao Amor de Gaia, ao fogo da paixão que germina no silêncio contemplativo, ou pelo menos numa etapa dele, o Zito aprimorou ainda mais o olhar para focar ainda melhor o essencial do mundo, etapa iniciática de sentido ascendente consubstanciada na redenção, no aconchego, no colo das árvores que ouvem, observam e falam. E neste terceiro estágio em que as árvores são árvores mas são também seres que sentem “tudo de todas as maneiras” (pedindo emprestado o sentir pessoano), o Zito contemplou o jogo terreno, o teatro da vida onde observador e observado se confundem, fotografando aqueles momentos em que as árvores são. E são simplesmente porque “entre a árvore e vê-la onde está o sonho”. E o sonho do Zito chama-se fotografar todas as florestas e bosques do Mundo. Prosseguindo no sonho mas em estado de vigília. Porque Lost in The Trees é um sonho acordado que nos convida a despertar.

Caçador Rupestre

Caçador Rupestre

Fotografias Zito Colaço
Texto Nuno Costa

Contactos
Zito Colaço 
zitocolaco@gmail.com
tlm.969435367

Nuno Costa
nunocaladocosta@gmail.com
tlm.919811433

Sobreiro (Quercus suber)

PARQUE DA PAZ

TEMOS ISTO 1
Diziam-me os antigos, na pessoa do meu avô e seus compinchas de cartada na tasca do coreto do Seixal, que as trovoadas de Maio matavam o Verão. Nunca duvidei. Agora com vista para o Estuário, lá longe a Seca do Bacalhau, aquilo era gente que viera do Alentejo com idade de ter conhecimentos sobejos para dentro e toda a vontade de uma vida melhor de fora, ao peito, a pesar o que tivesse que ser. “É a uva que não medra, o vinho que não sai, o engaço que não pinga bagaço”. Diziam também que as culturas de estio ficam adiadas para anos menos molhados na altura errada. Mas isso eram assuntos que não me acrescentavam carrego numa idade em que a minha única entrega à agricultura era descascar favas para o almoço de Domingo. Uma frase, porém, pendeu-me da fronte até hoje: “Os pássaros morrem nos ninhos”…

Sobreiro (Quercus suber)

Fui ver. E quando a Mata dos Medos ou a Apostiça distam mais do que podemos, há o genial Parque da Paz. Que de urbano, pouco tem. É, por outro lado, uma faixa de floresta que foi, precisamente, salva do iminente urbanismo. Sim, há adições. Passadiços, pontes e circuitos alcatroados e calcetados que convidam ao passeio. Há um lago onde arribam espécies migratórias, umas em trânsito, outras para ficar, entre garças, galinhas-de-água, galeirões, maçaricos-das-rochas ou mesmo guarda-rios.
Mas para lá de tudo isso há As Árvores.

Mata Mediterrânica e Plátano (Platanus)

Os centenários sobreiros, oliveiras e pinheiros mansos, bravos e carvalhos que adensam para Sul. Formam um bosque onde o silêncio e a sombra permitem muito mais que o sossego humano. Privilegiam-nos, a eles. É aí que costumo vê-los: Pintassilgos, rabirruivos, poupas, alvéolas-brancas, piscos. Por entre a densa folhagem, há muitas vidas que decorrem à margem da presença humana. Como se aquele enorme santuário urbano tornasse cada árvore um altar.

Lago Parque da Paz e Sobreiro

As trovoadas já lá vão. Esperamos. São muito poucas horas da manhã. Ao largo, há gente afobada em corridas e pedaladas. Aqui, neste bosque mais denso, há um melro em azáfama canora. De um sobreiro assoma um gaio. Leva caruma no bico. Talvez vá a tempo. Talvez o tempo que faz também. E as árvores do Parque da Paz, que abrigam muito mais que toda a vida que a vista abarca, só existem porque alguém foi a tempo. Aquele a que sempre vamos. Se quisermos.

Pinheiro-bravo (Pinus pinaster)

Fotografias Zito Colaço
Texto Nuno Miguel Dias

CONTACTOS 
Zito Colaço
zitocolaco@gmail.com
Tlm:969435367

Nuno Dias
elmariachidiaz@gmail.com
Tlm:960004283​