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CONCURSO DE FOTOGRAFIA AMARSUL

lutamos por isto 1

Somos animais de hábitos. Apesar de sermos culturalmente avessos à mudança, quando o fazemos rapidamente nos habituamos a ela. Vejamos o exemplo dos sacos de plástico nos supermercados quando passaram a ser pagos. Criou uma onda de protestos e pouco tempo depois mudámos a nossa rotina, passou a ser um hábito e além de já não se criticar, ficou a ser valorizado.

No outro dia assisti a uma TED Talk (das boas) em que o orador pedia para questionarmos  as coisas porque depois da primeira vez, deixamos de o fazer. Passa a ser um hábito e deixamos de pensar nisso, se está certo ou errado. Se é o melhor ou não, se dá ou não para se fazer de outra maneira.

Este conselho fez-me pensar que, às vezes, não respondo da forma mais correta aos porquês da minha filha. Também são tantos de uma só virada que nem a minha capacidade profissional multitasking me salva! Por vezes, e em falta de uma resposta melhor, quando a Victória me pergunta “Porquê que fazemos isto assim?” – a minha resposta é “Porque sempre se fez assim.”

Errado. Sim, eu sei que é a resposta fácil e cómoda. Mas não é uma boa resposta e não ajuda a construir um raciocínio e dar-lhe espaço para (se) questionar. Sim, (esta) mãe erra, mas quando se apercebe combate o facilitismo e pensa mais antes de responder. Nem sempre é fácil.

A reciclagem é mais um bom hábito que até podemos questionar a sua eficácia, mas não deixar de o fazer. Porque se ouve aqui e ali que vai tudo para o mesmo contentor, porque hoje é dia de festa e dá muito trabalho, porque os ecopontos ficam longe de casa, porque os ecopontos estão todos sujos, porque os baldes dos ecopontos são grandes e estragam o look da cozinha, etc, etc. E, vamos arranjando (fracos) argumentos para desculpabilizar a “não reciclagem”.

Nós aqui, não pactuamos com isso. Nós aqui, temos de dar o exemplo. Adquirimos o hábito de separar o lixo, por isso não fazê-lo causa-nos desconforto (é como o desporto, sofre-se mais quando não se faz!). É por isso que apoiamos a 3ª edição do concurso Eco Photo promovido pela AMARSUL que sensibiliza para a política dos 4 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Recuperar. O concurso tenciona estimular a criatividade através da arte da fotografia de todos os alunos do 3º ciclo e secundário das escolas sediadas nos concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Participem no concurso até ao dia 31 de dezembro de 2015, até porque o fotógrafo do Lisbon South Bay blog, Joel Reis, como não pode participar, há imensas hipóteses de ganharem. Saibam mais em amarsul.pt.

Nós aqui reciclamos por isto.
Nós aqui temos isto.

Fotografia: Joel Reis

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NÓS AQUI, LUTAMOS POR ISTO.

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Dia Mundial da Poupança e The “F” words

31 de Outubro é o Dia Mundial da Poupança.

Este dia para mim era normalmente antecedido de muito trabalho na sua preparação quando fui responsável pela conta de uma instituição bancária.

Estávamos no ano da grande crise e apelar à poupança financeira era palavra de ordem. Atualmente vejo esta poupança de uma forma muito mais abrangente. A poupança não é apenas conseguir juntar dinheiro (que já é uma ginástica e uma tarefa árdua e necessária), mas também, e não menos importante, as poupanças de recursos, de energia e de tempo passaram a ser muito relevantes. Um modo de vida para além de uma simples data a assinalar.

Poupança é sinónimo de sustentabilidade. Não quero ser demagógica e fundamentalista, mas a verdade é que a preservação de recursos de qualquer ordem faz-nos sentir bem e passa a ser um modo de vida. Ainda bem que os concelhos da margem sul são sensíveis a isso.

Preservar recursos é como a recompensa de ajudar alguém, de contribuir para uma causa, de fazer o bem. E sentirmo-nos bem é cada vez mais uma bandeira que erguemos orgulhosamente. Para isso uso a trilogia das “F” words (não, não inclui a palavra que estão a pensar):

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Foco – aprendi que temos capacidade de fazer multi-tarefas, mas que muitas vezes, nos dispersamos nas mesmas. Querer agarrar tudo, tentar fazer tudo pode ser sinónimo de não fazer bem feito e, causar-nos frustração ao invés de realização. Já advertia o Sócrates, o filósofo: Tomem muito cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais.

Foco é saber dizer não, defendeu Steve Jobs. Aprendi a dizer “não” e a ficar tranquila com isso. Custava-me “horrores”! A minha natureza não me permitia dizê-lo de forma perentória e assertiva. Agora, sei que só custa a primeira vez. Não vamos dizer “não” só porque sim, ou para mostrar que temos personalidade (isso deixo para a minha Alice, que o faz com uma grande souplesse. A vida e, nós pais, encarregar-nos-emos de lhe ensinar que vai ter alguns dissabores com isso). O dizer “não” permite-nos gerir expectativas, as nossas e as dos outros. Se não conseguimos fazer bem, se não queremos, se não é para fazer com empenhamento e, para termos um resultado final do qual nos orgulhemos, há que saber dizer não. No fim de contas, vai fazer-nos sentir bem connosco, e isso ninguém nos tira. Com esta atitude estamos a fazer poupança do tempo que damos às coisas. Só vamos ao que nos interessa e nos faz bem. Foco = não desperdício.

Filtroaprendi que as coisas menos boas, como as desilusões, são a melhor forma de “separar o trigo do joio” – já dizia a minha avó, que não era filósofa credenciada, mas “mestre” em muitos ensinamentos. Estas situações permitem-nos fazer exatamente essa “seleção” – o que e quem nos interessa. O que ou quem não nos interessa. É o “encaixar” ou “pôr para o lado”. E, viver bem e feliz com as nossas escolhas. Não é o interesse porque vou ganhar alguma coisa com isso, não. Não é isso. É o interesse de gostar, querer estar e sentir reciprocidade. Tão simples quanto isso. Filtro = não desperdício.

Felicidade – o Santo Graal que todos procuramos. Aprendi que a felicidade não é permanente, mas que com a nossa ajuda acaba por estar sempre presente. Mas, aqui a perspetiva é outra: não é poupar é gastar! Aqui, é o esbanjar, o ser excêntrico, gastar à bruta, sem pensar no dia de amanhã. O que é que me faz verdadeiramente feliz? Uma lista (quase) infindável de coisas, mas para dar alguns exemplos: um sorriso, um abraço, o estar com as minhas filhas. As discussões uma com a outra de que a mãe é só delas, estar com a família, as gargalhadas com amigas por aquela piada que só nós é que entendemos e, que nos fazem cair lágrimas e dores de barriga, o viver aqui na South Bay, o poder escrever aqui no blog, o ir buscar as minhas filhas à escola de bicicleta, o fazer o que gosto, ouvir amigos com quem já não se fala há algum tempo, comprar aquela peça que nos fica “a matar”, o ser atencioso, grato e educado. Este esbanjamento acaba por conseguir fazer poupar. Pois ajuda a decidir o que é realmente importante e faz-nos ter forças e energia para tentar ser sempre melhor. Ou seja, pode-se gastar, usar e abusar nestas coisas que não se desperdiça recursos, mas a carrega-se baterias. Felicidade = gastar sem desperdício.

Nós aqui poupamos e gastamos n’isto.
Nós aqui temos isto.

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HOJE FOI PADELMODE

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Nós aqui jogámos Padel e, desta vez, o “jogámos” é em sentido literal. Dois dos membros do Lisbon South Bay Blog – a Catarina e a Marlene aceitaram o desafio duma aula feminina (está justificado porque é que o Joel não participou) de Padel da PadelMode no Parque Desportivo da Verdizela.

Funcionou na lógica member get member, ou seja, a “amiga traz a amiga” com direito a “evento” no Facebook. E lá aparecemos nós: 8 principiantes cheias de estilo e vontade. O jeito virá com (muito) tempo.

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Fui de bicicleta com a Victória, pois já que era para “dar corpo ao manifesto” há que ser coerente. Começámos a “praticar umas bolas” e claramente da equipa Lisbon South Bay a Catarina é a mais competente. Mas há uma razão, eu era a única canhota e, por isso, comecei pelo lado mais difícil. Mas quem é que quero eu enganar? Foi uma aula muito interessante, inspiradora e que o meu corpinho agradeceu. Pelo menos no próprio dia, porque no dia seguinte o meu braço (esquerdo, lá está) pedia socorro para se mexer e houve outros músculos que voltaram “a dar o ar da sua graça”. O professor Jesús teve muita paciência e know how para lidar com o girl power, só não entendi porque é que me disse que aquilo não era dança?! Eu sei, estávamos a jogar Padel.

Nós aqui temos girl power.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

 

HEROIS DA FRUTA

HERÓIS DA FRUTA

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No dia 13 de outubro arrancou em todo o país, a 5ª edição do projeto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” com mais de 800 escolas e mais de 50 mil alunos inscritos.

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Tenho de confessar que inicialmente me passou um bocadinho ao lado, mas a Victória (quase 5 anos desde o dia que fez os 4) não me deixou ficar indiferente. Começou por exigir levar fruta para a escola:

– Oh mãe, amanhã quero levar melão para a escola. – disse como ar de senhora que sabe sempre tudo.
– Mas, não temos melão hoje. – disse-lhe sem intenção de lhe “cortar o barato”.
– Então tens de ir comprar. – respondeu mais uma vez “senhora de si”. Perguntei:
– E porque é que agora queres levar fruta para a escola?
– Porque eu sou um herói da fruta. – respondeu de peito feito.
– Oi? (pensei) e aí dedicando mais atenção perguntei-lhe o que era um “herói da fruta”.
– Todos os dias tenho de levar e comer fruta à Isabel (dona da escola onde a Victória anda) para mostrar e partilhar com os amigos e depois tenho direito a uma estrela no quadro de honra, percebes? – perguntou-me.

Decididamente, percebi que tinha de prestar mais atenção a este tema e depressa fomos todos cá em casa espreitar a romãnzeira que temos lá fora, porque se era para participar tinha de levar um fruto que não seja muito comum.

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Mas não pensem que este projeto se fica por aqui. As participações na escola são uma trabalheira, mas por uma boa causa:

  1. Realizar o inquérito inicial de 6 perguntas, recolher o peso e a altura de cada criança.
  2. Apresentar o projeto em sala de aula com base no conto “A Missão dos Heróis da Fruta”. Espero que não tenham aprofundado demasiado, porque li que a romã aparece nos textos bíblicos associada às paixões e à fecundidade. Os gregos consideravam-na como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se nos seus poderes afrodisíacos. Imaginem se a Victória vem para casa a querer esmiuçar esta questão!!! Vou ter de lhe dizer:

– Espera aí que eu vou ali tirar uma pós-graduação sobre esse tema para falarmos do assunto, porque quando ela liga “o botão dos porquês” nem sempre consigo acompanhar.

  1. Em seguida, os alunos que comerem fruta no lanche, deverão pintar as primeiras estrelas no “quadro de mérito – Hoje comi fruta” já afixado na sala de aula.

A Victória e os seus amigos andam todos contentes com o projeto e com a descoberta de novas frutas. No outro dia fizeram uma salada de frutas que deu origem a telefonemas aos avós a contar as novidades depois de ter explicado cá em casa e a quem aparecesse que tinha feito e comido a salada de frutas, por isso é uma heroína da fruta. Se isto é trabalho infantil, ainda bem que trabalham para isto. As crianças de hoje são os adultos de amanhã, e que bom que será se tivermos um país cheio de heróis.

Nós aqui agradecemos por as nossas escolas participarem nestas iniciativas e desejamos que seja tão bem sucedida como nos anos letivos anteriores, em que com este trabalho conseguiram um resultado surpreendente: 42% das crianças participantes aumentaram o seu consumo diário de fruta, comparativamente com a ingestão reportada no início do projeto.
No entanto, ainda há um ambicioso caminho a percorrer com 74% das crianças a não ingerir fruta na quantidade diária recomendada pela OMS. Nós acreditamos que vão conseguir mudar a vida destas crianças, melhorando a sua saúde desde a infância! Nós apoiamos esta importante missão de educar hoje, os “heróis” do futuro!

Saiba mais em www.heroisdafruta.com/2015/10/arranca-amanha-3f-primeira-etapa.html#.ViPUExCrSRs

Marlene Gaspar

Nós aqui temos heróis da fruta.
Nós aqui temos isto
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INAUGURAÇÃO DO CENTRO CÍVICO DA CAPARICA

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Nós aqui temos Centro Cívico.

Todos os melhoramentos, reabilitações e investimentos que temos na Lisbon South Bay são motivos de orgulho e como o que é bom deve ser partilhado temos o prazer de anunciar que é já amanhã a inauguração do Centro Cívico de Caparica (Parque Urbano do Fróis,) o Planisfério da Interculturalidade.

Este projeto envolveu as escolas públicas na área do Monte de Caparica (dos dois Agrupamentos Monte de Caparica e Alfazina e ainda a Escola Secundária do Monte de Caparica).

O mural é constituído por 2178 azulejos de 15x15cm realizados nas escolas.

A inauguração decorre entre as 14h e as 17h com um programa de atividades que inclui a realização de oficinas de desenho, pintura, modelação em barro, escrita criativa, joalharia; pinturas faciais, jogos tradicionais, puzzles, jogos de memória, e atuações de hip hop/rap, dança e percussão.

Nós aqui aplaudimos isto.
Nós aqui temos isto.

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NOVA PASSAGEM SOBRE O IC20

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Nós aqui, esperamos por isto.

A Câmara de Almada iniciou a construção de uma passagem superior sobre o IC20, que vai ligar o Parque da Paz ao Parque Urbano do Pragal.

Obras são sempre uma chatice, mas é por uma boa causa. Esta vai obrigar ao encerramento do túnel do Centro Sul, apenas no sentido Costa da Caparica/Almada, durante cinco meses – o prazo da obra.

Xiii, nós aqui, sabemos que vão ser 5 longos meses…, mas depois do incómodo vem o conforto e se é para melhorar, vamos lá ter paciência.

Nós aqui vamos ter melhores condições, nós aqui temos isto.

DIASEMCARROS

DIA EUROPEU SEM CARROS

#NOSAQUI 6

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Dia Europeu sem Carros | 22 setembro ’15

Amanhã, a sua viagem no Metro Sul do Tejo e no Comboio da Fertagus é GRÁTIS para quem for de “bicla”.

Não é segredo que umas das coisas que mais prazer me dá é ir levar e deixar as minhas filhas à escolha de bicicleta. O passeio matinal que me faz puxar pelas coxas, o prazer de inalar o cheiro dos pinheiros e o sorriso estampado no rosto delas por irem naquele “2 lugares”, faz com o que os dias em que isso acontece a viagem seja melhor.

Nós aqui lutamos por menos consumo e menos poluição e por isso não podíamos deixar passar esta iniciativa e convidamos todos a experimentar. Um passeio de bicicleta por dia não sabe o bem que lhe fazia.

Nós aqui, andamos de “bicla”! Nós aqui temos isto.

 

PADELMODE

PADEL OPEN DAY

#NOSAQUI 4

StaffPadelMode

StaffPadelMode

Este fim de semana foram só happenings para o Lisbon South Bay Blog.

E começámos por ir ao Padel Open Day da PadelMode no Parque Desportivo da Verdizela (essa bela localidade que foi onde “nasceu” este projeto do Lisbon South Bay Blog, e também por isso assumimos desde já um favoritismo e um carinho – ainda mais – especial por esta zona).

Neste dia foram inaugurados três novos campos desta modalidade que ainda é recente no nosso país, e nós aqui, temos o privilégio de poder ter este espaço para “bater umas bolas” com alguém (sim, porque é um desporto praticado a pares e, segundo, os especialistas de fácil aprendizagem, mas que como qualquer desporto requer preparação física!).

Junto ao campo está também um bar simpático para relaxar antes ou depois de uma partida e/ou o local ideal para os acompanhantes ganharem coragem para se aventurarem numa próxima partida. Muito sucesso para a Cristiana e Frederico, os anfitriões desta nova aposta. Vamos então jogar a isto!

Nós aqui, temos Padel! Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Marcação de campo: 966 607 084 | 964 358 588
Horário: 09:00h às 23:30h
GPS 38.579759, -9.155721