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E VÃO QUATRO. PARABÉNS LISBON SOUTH BAY BLOG. Por Marlene Gaspar

parabenizamos ISTO desporto 1

4 aninhos. Qua-tro a-nos. Ah, pois é. Parece que foi ontem, mas o Lisbon South Bay blog lançou-se com toda a pompa e circunstância no Hotel Evidência em Belverde, where else?

4 anos de histórias, sugestões, partilhas do que acontece por aqui, nesta margem banhada por um oceano de coisas boas, mesmo boas. São muitas dignas de registo e como sabem que sou pouco imparcial, elejo o meu local favorito – a praia. Ah, como sou feliz na praia, nestas praias, que se as ondas falassem ou o areal falassem, tinham tanto para contar…

Mas há mais, há muito mais para destacar, mas hoje, só quero agradecer – obrigada, obrigada, obrigada margem sul, por me conquistares e me tornares rendida aos teus encantos.

Nós aqui celebramos 4 anos.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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PARE, LEVANTE A CABEÇA E OLHE EM REDOR. Por Catarina Laborinho

agradecemos isto 1

Pare, levante a cabeça e olhe em redor!!!
Não, não é o slogan para nenhuma campanha de sensibilização da Fertagus, mas bem que podia ser. Se há coisa que me irrita nesta vida é o “abarbatananço”* de algo, ou alguma coisa que não nos é devida.

Todos nós, conhecemos a linguagem pictórica, a ISOTYPE International System of Typographic Picture Education, e de uma forma direta ou indiretamente somos constantemente bombardeados com estes pictogramas, mas, temos que saber olhar, ver e acima de tudo respeitar.

(Estou mesmo irritada a sério!)

Entrar no comboio e ver: lugar para grávidas ocupado por homens, lugar de idosos ocupado por miúdos que estão ao telefone a contar o quão divertida foi a noite, tropeçar nas escadas porque alguém, apenas porque sim, se mantém sentado aquando a chegada a uma estação, onde sou obrigada, no meio de mil pedidos de desculpa e licença, passar aos pulinhos para não incomodar… a sério?! A mim parece-me apenas muito estúpido!!!

E até quando?! Até quando deixamos de ocupar um lugar que não nos pertence?! Mesmo que o possamos fazer, “bora lá” levantar a cabeça e olhar em redor?!

Sabemos que há menos lugares, é verdade. Sabemos igualmente que os comboios estão mais cheios, também é verdade. Mas acima de tudo, e porque somos um país civilizado temos que saber olhar em redor e perceber que mesmo cansados pode haver alguém a precisar ainda mais daquele lugar, do que eu.

A sério, na próxima vez que andar de Fertagus, PARE, LEVANTE A CABEÇA E OLHE EM REDOR.
*Abarbatananço não quer dizer nada, em português correto, mas para mim, e em modo de gíria, é a apropriação indevida de algo!! E é “isto” com que ultimamente me tenho deparado nos comboios da Fertagus.

Nós aqui agradecemos!

 

Texto: Catarina Laborinho

FERTAGUS, LSBblog

FeriasVerao

AS MINHAS FÉRIAS DE VERÃO. Por Victória Gaspar Tomás

gostamos

back to school, regresso ao trabalho, à vida do dia-a-dia ou como lhe quiserem chamar já está em velocidade cruzeiro e há uns mais felizes com isso do que outros. Cá em casa temos uma verdadeira fã de escola, e já estava a contar ansiosamente para o seu início.

Ainda antes do habitual pedido da professora para escreverem como foram as férias, o texto já estava feito, e Victória pediu-me para o partilhar aqui. Ora como temos algum tempo passado aqui na nossa margem, a Victória conta-vos tudo, na primeira pessoa. Até porque eu ainda não estou preparada para assumir este regresso. Não, não estou em fase de negação, mas ainda não estou na da admiração.

– Vi, o palco agora é teu! – diz esta mãe orgulhosa do seu rebento.

AS MINHAS FÉRIAS DE VERÃO

Nas minhas férias estive aqui na margem sul, no Algarve, em Vilamoura e também estive em Vila de Rei, na Fundada.

No Algarve voltei a ver os Nadadores Salvadores: a Andreia, o Gonçalo, o João, o Marcelo, o Miguel e o Chefe: o Sr. António. Fui almoçar a um restaurante chamado ALXAMA, lá eles serviam a carne no espeto. Também fui a uma exposição de animais (Photo Ark) na marina de Vilamoura e vi fotografias de todos os animais.

Em Vila de Rei fui ao Rio Zêzere, nas Fernandaires, nas piscinas eu aprendi a fazer um mortal para a água, mas às vezes dou chapa! O meu primo Rui também me convidou para andar no barco dele e estive a dar muitos mergulhos no meio do rio. Também fui à festa da Fundada (em honra da Santa Margarida) atuaram lá a Vila de’l Rei Tuna, ED+, Concertinas da Sertã, Remix, banda T, com a minha família toda.

Fui ao Sol da Caparica, lá fui aos insufláveis, fiz pinturas faciais, tirei uma fotografias, recebi uma garrafa e uma bola e assisti a um concerto.

Também vou-vos contar uma coisa que fiz nas férias. Fui a uma colónia de férias na praia de São João, numa piscina e no Fun Parque sem me convidarem!

O meu primo Lucas também foi para a colónia e foi o máximo!

ferias de verao

E sabem o que eu fiz? Fiz isto:

2ªf: carregar uma pessoa inconsciente e mota de água

3ªf: bodybord, surf e suporte básico de vida (SBV)

4ªf: salvamentos nas piscinas

5ªf: Polícia Marítima (P.M.) e arborismo

6ªf: Mota de água e SIC que foi lá fazer uma reportagem

Eu adorei e quero voltar para o ano!!!

E se vocês também fossem teriam gostado de ir?

Nós aqui gostámos das férias.
Nós aqui tivemos isto.

Texto: Victória Gaspar Tomás, 8 anos (texto introdutório Marlene Gaspar)

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O DIA DA FAMÍLIA NO SOL DA CAPARICA. Por Marlene Gaspar

gostamos

Não é novidade que sou fã do Sol da Caparica, que o festival mexe com as minhas emoções e me faz arrancar mais cedo das férias para poder ir curtir um som, partilhar uma boa vibe, ser bafejada pela maresia e trautear umas músicas que sei na ponta da língua. E embora esta introdução me faça parecer muita cool, o que ainda não tinha desbundado foi o dia dedicado à família, o domingo. Mas, há sempre uma primeira vez. Foi desta.

Os pedidos cá em casa foram muitos (ou melhor ouvidos muitas vezes) e fui vencida pela repetição e lá fomos nós com a criançada experimentar as atrações pensadas e dedicadas aos mais pequenos.

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Family business.

E, embora a motivação que me conduziu até ao festival no domingo não tivesse o mesmo impacto dos dias anteriores, foi uma agradável supresa O Sol da Caparica para as crianças. O tempo foi amigo, porque não estava aquele calor insuportável e houve vários argumentos que fizeram com que ficássemos até ao fim. As minhas princesas estavam eufóricas: ele foi insufláveis para todas as cores e gostos – para a princesa havia toda a magia e histórias encantadas e para a mais arisca com escalada, piratas e animais marinhos. Ele houve espaço para as tatoos não permanentes e que a Refood gentilmente fazia com a escolha de frutas. A minha mai nova não descansou enquanto não saiu de lá com um morango, insensível ao argumento de que demorava mais a fazer. A mai velha escolheu a cereja – o importante era ser um fruto vermelho que as vitórias são para ser celebradas.

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As escolhas das pequenas

E também deu para levarem com uma pintura facial – a borboleta e o arco-íris que aqui leva-se com tudo a que se tem direito!

Outra das surpresas do Festival e da qual fiquei muito agradada – foi a componente pedagógica e dos jogos tradicionais – aqui os papás ficámos entusiasmados (fico sempre tentada a mandar latas ao chão, experimentar as andas ou rodar o peão. Já o papi também acha que domina a técnica de rolar e há que dar a mão à palmatória e não se saiu nada mal. Enquanto isso eu pousei ao lado da Marisa, porque o melhor de mim está por chegar!

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As pequenas Victória e Alice ainda foram brindadas com “garrafas” reutilizáveis o que reforçou a mensagem da importância do que aprendem na escola (bem haja o novo programa sobre a importância do ambiente e da sustentabilidade!).

O almoço foi por ali e cada um pode escolher o que melhor lhe passava no estreito e gostei da variedade e poder orientar-me com comida mais saudável (as batatas fritas doces também contam, certo?)

Ainda houve tempo para ouvir uns concertos e fazer um chill out. O que pude constatar é que o Sol da Caparica tem vindo a melhorar de ano para ano, é cada vez mais o meu Festival de eleição e as pequenas sentiram que lhes saiu a sorte grande para encerrar as férias! (bem encerrar as férias, que é como quem diz. Estas 2 princesas ainda têm mais uns dias de férias – mais coisa menos coisa estamos a falar de  mais de 1 mês! E com esta me retiro, que me ficou aqui a dar uma dor de cotovelo que não estou a saber lidar.

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O merecido descanso!

Fui. Fui ao Sol da Caparica, e com muita vontade de voltar que o Sol quando nasce é para todos – miúdos e graúdos.

Nós aqui temos o Sol da Caparica para as famílias.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Cova do Mar

VOLUNTÁRIOS DÃO FORMAÇÃO NA COVA DO MAR. Por Marlene Gaspar

gostamos

É de coração cheio e a transbordar de orgulho que hoje conto esta história. Todos os dias passo a ponte para Lisboa para ir trabalhar para a LLYC, a melhor agência de comunicação do mundo e arredores. E a LLYC tem uma fundação – a Fundação LLYC que tem como missão divulgar causas e contar histórias de sonhadores que ajudem a mudar o mundo através do talento, experiência e compromisso da empresa e dos seus profissionais.

O trabalho através da Fundação é ajudar as pessoas que sonham em melhorar a vida da sua comunidade a contar à opinião pública qual é o seu projeto e o que precisam para o concretizar. Procuramos ser o porta-voz de iniciativas solidárias, através de histórias contadas pelos seus protagonistas, mas o projeto Vozes Futuras, que acaba por ser o primeiro projeto global da Fundação LLYC a ser desenvolvido em todos os escritórios, em 13 países, está além disso. O objetivo principal é educar jovens com soft skills de comunicação, pois estas ferramentas comunicativas tão básicas e necessárias, são o usamos no dia a dia com os nossos clientes.

Estes projetos contam com voluntários em que metade das horas são oferecidas pela empresa e a outra metade pelo tempo livre de cada voluntário. E é para mim um orgulho saber que o Ricardo, a Celia, a Raquel, o Francisco, a Joana, a Maria e a Cristina, equipa com quem tenho o privilégio de trabalhar todos os dias, escolheram a Associação Cova do Mar, como a causa que abraçaram. E essa associação fica nada mais nada menos que aqui, na margem sul.

Cova do Mar

Os voluntários: Ricardo Madeira, Celia Fernandez, Raquel Godinho, Francisco Lima, Joana Carvalho Fernandes, Maria Eça e Cristina Girão (da esquerda para a direita) com os seus “alunos”

A Joana é nascida e criada na margem sul, viveu cerca de 2 anos em Lisboa, mas o bom filho à casa torna e, uma vez margem sul, para sempre margem sul e “teve” de voltar. A Joana foi jornalista antes de ter entrado na LLYC e teve contacto com a associação Cova do Mar quando fez uma peça jornalística sobre a mesma. A Cova do Mar é uma associação dirigida a crianças que vivem num bairro clandestino, de habitações precárias, sem acesso a electricidade legal. O objetivo da associação é proporcionar aos jovens uma ocupação de tempos livres diversa (e diferente da que se associa a estes ambientes desfavorecidos). “É objectivo do campo de férias Cova do Mar proporcionar iniciativas destinadas a crianças e jovens considerados carenciados pela Cova do Mar (emocionalmente ou financeiramente), com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos, com a finalidade de durante um período determinado de tempo, proporcionar um programa organizado de carácter educativo, cultural, desportivo ou meramente recreativo.” refere a responsável da organização.

E como é que a Fundação LLYC está a ajudar? Os nossos super voluntários deram aulas de comunicação para garantirem que os jovens aprendam ferramentas fundamentais para apresentarem melhor os trabalhos de grupo, falarem em público, contarem uma história ou até um dia os ajudar numa entrevista de emprego…

Divididos por 4 grupos, ao longo de 4 aulas, estão a aprender a contar uma história à sua escolha, real ou inventada por eles. Têm de colocar a ‘mão na massa’, de escolher a história, prepará-la (tem de ter princípio + meio + fim), debater e construir o formato: uns escolheram a banda desenhada, outros a dança, outros até escolheram atirarem-se pela primeira vez ao temível power point. Tomaram notas, tiraram apontamentos e aprenderam a técnica dos post-its coloridos para a organização de ideias e no próximo mês, veem à LLYC apresentar o seu trabalho.

Estou muito orgulhosa deste projeto e só posso estar grata de poder fazer parte de uma equipa com pessoas como estas. Dream team LLYC!

Mas sobre estas pessoas, termino com as palavras da responsável pela instituição, Xana Banana, sobre a atuação dos voluntários da fundação: é surreal todas as coisas que estão a aprender!  e o amor dos voluntários é INCONDICIONAL.

Nós aqui temos formação na Cova do Mar.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Cova do Mar

Dr Bernard

O INDESCRITÍVEL E ELEGANTE ESPAÇO DO DR BERNARD. Por Catarina Laborinho

gostamos

O espaço é WOW, e logo depois vem um FINALMENTE. WOW porque é indiscritível… todo o encanto e elegância de um bar de praia está lá, um FINALMENTE porque já não era sem tempo que chegava à Costa da Caparica algo do género! Fazia realmente falta um espaço como este…

Fomos ao Dr. Bernard a convite, obrigada desde já pela cortesia, e digo-vos que ficámos maravilhados. Foi um mix de sensações, tivemos direito a um pôr-do-sol mágico ao nível de um Dhow de Maputo. Há quem diga que é o mais bonito pôr-do-sol do Mundo, mas o nosso não lhe fica nada atrás, muito menos degustado no Dr. Bernard.

Gregory Bernard é o responsável por este projeto junto à praia do CDS. Francês, rendido ao potencial do local, apostou num novo estilo de vida descontraído, direcionado para a saúde e bem-estar. O projeto integra um restaurante de cozinha de autor, de base local e sazonal, o ONA.

Ao chegar fomos mimados com uma cortesia que não é de todo frequente nos dias de hoje, principalmente num Bar de Praia onde habitualmente quase que nos sentimos descartáveis… aqui foi diferente, bem diferente. Não foi de todo por saberem que éramos convidados, mas porque são assim, educados e elegantes… são formados para tal, todo o staff é oriundo de espaços de renome a nível nacional e internacional e é aí que o modelo muda completamente.

dr Bernard

Esqueçam os modelos de cardápio com hambúrgueres e saladas comuns, aqui a carta pode não caber no bolso de todos mas é carregada de requinte pelo que recomendo vivamente o esforço… vale cada pormenor.

No Dr Bernard o conceito é partilhar, não há pratos pensados para cada um, há pratos pensados em experiências, sabores, mas para todos. Imagine-se a sair de praia, num dia quente onde a última coisa que lhe apetece é ir jantar a casa… aqui poderá sem dúvida acabar o dia com uma experiência absolutamente fantástica.

A carta foi desenhada pelo Chef Olivier Bur. Desenhada é sem dúvida a expressão mais indicada tendo em conta o vasto leque de sabores, cores e variedade de paladares que saboreamos. O Olivier começou por estudar cozinha em Zurique e voou até ao La Mar (Peru) e mais tarde no Pujol (México). Os ingredientes dos seus pratos estão ligados aos locais onde os serve e à experiência vivida, criando momentos únicos para quem tem a sorte de se sentar à sua mesa. Nós tivemos!

Ostras do Sado com vinagre de chalotas, Salada mista de folhas, raízes, ervas e queijo curado, Bolo de camarão tigre, Branzino grelhado, guajillo e batatas, Ceviche, Quinoa com molho de pêssego picante… estava tudo divinal!

Dr Bernard

A acompanhar todas estas iguarias e, como não podia deixar de ser, tivemos a oportunidade de saborear vários tipos de vinho. Sempre aconselhados e servidos pelo experiente staff de forma coerente e de acordo com os diversos paladares e texturas que nos iam chegando à mesa.

Foi sem dúvida uma experiência indescritível.

No final do jantar, do lado do bar, o ambiente já se estava a compor para uma noite maravilhosa ao som de músicas dos anos 70, encerrámos o nosso o dia sem sombra para dúvidas num dos melhores spots da Costa da Caparica.

Nós aqui iremos voltar ao Dr Bernard
E vocês, não vai experimentar?

 

Texto: Catarina Laborinho // Fotos: Catarina Laborinho e Dr Bernard

APCAS | FERTAGUS

UMA MANHÃ NA APCAS. Por Catarina Laborinho

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Muitos de nós certamente já nos questionámos sobre o dia-a-dia de quem tem Paralisia Cerebral, nós aqui fomos à procura de respostas junto da APCAS na passada manhã de sábado e ficámos impressionados :)

Chegámos à APCAS – Associação de Paralisia Cerebral Almada Seixal a convite da Fertagus onde fomos gentilmente recebidos por Carlos Teixeira, Vice-Presidente e um dos fundadores da APCAS.

Vivendo com esta realidade na sua própria família, fundou a Instituição com outros pais que queriam o melhor para os seus filhos. Já lá vão 15 anos e o trabalho desenvolvido é de se lhes tirar o chapéu.

Quando falamos em Paralisia Cerebral achamos que estes miúdos, crianças, adolescentes e adultos são 100% dependentes. Desenganem-se, pois conhecemos um Eng.º e futuro Eng.º Informático, uma quase, quase Doutorada, um Advogado e muitos estudantes. Conhecemos também o poeta Miguel Pires (Tartaruga para os amigos), mas este sim, só gosta mesmo é de jogar Boccia e recitar “sabão” às miúdas giras dos hotéis por onde passa quando vai a competições.

É verdade, estes miúdos e graúdos jogam Boccia 3x por semana e já andam em campeonatos internacionais.

O Boccia tem influências do jogo tradicional Petanca, oriundo das civilizações gregas e romanas, e tornou-se uma modalidade Paralímpica em 1984, nos jogos de Nova Iorque.

Dos atletas que encontrámos no Pavilhão da Escola Básica Dr. António Augusto Louro no Seixal, não estava o André Ramos. O André estava a representar a modalidade e o seu país no Open mundial e já em estágio para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, mas estava o Rodrigo Celestino, o futuro promissor Eng.º Informático e a nova aposta da APCAS na modalidade de Boccia.

O Rodrigo é um atleta que está na APCAS desde os 4 anos, hoje com 18 é um adolescente igual a tantos outros (aluno da Secundária da Amora, onde inclusive até para a “rua” já foi – gargalhada geral), com a diferença que anda de cadeira de rodas, fala pelo computador, vai para os copos com os amigos e tem a alcunha de “Rodas”, ah, e já tem um afilhado onde fez questão de nos dizer que “quando fui convidado para ser padrinho, fiquei muito comovido e honroso pelo convite”. Deficiente o Rodrigo?! Seria irónico dizer que não é, mas junto de outros adolescentes da mesma idade num jogo de quem é quem vamos ver quem vence.

O crescimento do Rodrigo no Boccia foi grande, e tendo em conta o grau de deficiência física o Rodrigo só consegue praticar esta modalidade com uma rampa em acrílico* específica e eis que não quando aparece a Fertagus para proporcionar isso mesmo.

Numa entrega de prémios, a APCAS foi abordada pela Fertagus afim de os patrocinar. O objetivo do patrocínio não era promoção em massa, mas sim apostar num atleta que estivesse em crescimento na modalidade. Os holofotes apontaram para o Rodrigo e o patrocínio foi para ele.

E ainda bem que assim foi, é maravilhoso ver este miúdo a jogar. O Pai, José Celestino, é o seu maior compincha, é ele que lhe posiciona a rampa acrílica, que lhe coloca a bola e onde, através de troca de olhares, sabe o que o Rodrigo quer. Impressionante. A minha vênia a este PAI e ao Jorge Vicente, Pai do Guilherme, que mesmo com os seus tenros 11 anos já treina com o Rodrigo, e faz igualmente as suas traquinices montado numa TT que é a sua cadeira.

A manhã na APCAS foi um verdadeiro murro no estômago. Aquele que todos nós devíamos levar volta e meia. Vim de lá bem mais rica e a querer voltar, mas desta vez com os meus filhos!

APCAS | FERTAGUS

É maravilhoso sentir a energia destes grande Guerreiros.

Aprendemos MUITO, soubemos coisas cujas quais não fazíamos a mínima ideia que eram assim. O abre-olhos foi dado pelo Luís Isidorinho, muitas das vezes tratado carinhosamente de “Mola Partida”, ele também com paralisia cerebral, (Eng.º Informático numa consultora onde desenvolve soluções de gestão empresarial) que quando nos disse que tinha a doença PC não queríamos acreditar. É um miúdo normal que apenas coxeia um pouco e que nos sensibilizou com tanta coisa…

Tivemos também a oportunidade de falar com a Rita Patrício, quase mestre e futura Doutorada pela faculdade de Letras de Lisboa, com o Tiago Pedro, futuro Advogado e  político, Filipe Amigo, que não gosta da escola como tantos outros miúdos da mesma idade, com a Lucinda Moreno, mais conhecida como Piolho Elétrico (alcunha que odeia mas que encaixa na perfeição) e Miguel Gapo que vai para Lisboa todos os dias no comboio da Fertagus mas a horas diferentes de mim… Conhecemos uma quantidade de guerreiros, essa é que é essa!

E hoje viemos aqui felicitar a APCAS, os seus heróicos atletas, Pais, treinadores e a Fertagus, por este extraordinário projeto. Um muito obrigado ao Carlos Teixeira por nos ter feito “sentir em casa” e ao Luís Isidorinho (sem ti os nomes e as alcunhas iam acabar todos enganados).

Iremos querer voltar em breve para aprofundar o trabalho desenvolvido pela APCAS no desporto escolar e na transversalidade do mesmo a todos os adolescentes dos concelhos de Seixal e Almada.

APCAS | FERTAGUS

Jorge e Guilherme Vicente, Catarina, José e Rodrigo Celestino, Carlos Teixeira e Tiago.

 

*A Rampa em Acrílico faz parte do equipamento na classe BC3 de competições de Boccia.
Construída em acrílico (fenólico), possui 3 partes removíveis para aumentar ou diminuir o seu comprimento de acordo com o jogador.
Fácil de montar e desmontar, esta rampa permite visibilidade total do campo de jogo e tem um suporte especial em uma das extremidades para segurar a bola. No caso do Rodrigo, ele “lança” a bola com a cabeça através de um “capacete” com uma “antena” onde dá o balanço à bola.

Obrigada APCAS, nós aqui ficámos muito gratos pela experiência.
Obrigada Fertagus, foi sem dúvida uma manhã que irá ficar para sempre marcada no nosso coração.

Bem Haja

Texto e Fotos: Catarina Laborinho

FERTAGUS, LSBblog

Prémio regiões | Fertagus

MAIS UM PRÉMIO CINCO ESTRELAS REGIÕES PARA A FERTAGUS. Por Catarina Laborinho

Prémio regiões

Parabéns Fertagus!

Pelo segundo ano consecutivo a Fertagus vence o Prémio Cinco Estrelas Regiões na categoria “Transporte Ferroviário de Passageiros” nos distritos de Lisboa e Setúbal. O ano passado a Fertagus foi distinguida com 74,9%, este ano, a distinção foi de 82,9% num universo de 627 consumidores.

O “Prémio Cinco Estrelas” avalia as 5 principais variáveis que influenciam os consumidores nas suas decisões de compra: Satisfação pela experimentação, relação Preço-qualidadeIntenção de compra ou recomendaçãoConfiança na marca Inovação.

E um sistema de avaliação exigente e nesta segunda edição foram avaliados 438 produtos, serviços e marcas, organizados em 59 categorias de consumo.

Com a atribuição deste prémio, a Fertagus fica integrada num restrito grupo de marcas/serviços que se destacam com excelência junto dos seus consumidores, contribuindo desta forma para a promoção da Margem Sul e restante região onde está inserida.

Prémio regiões

Este excelente resultado deveu-se a um estudo de mercado da responsabilidade de várias empresas externas, e foram realizados estudos tais como Focus Group, Inquéritos de satisfação e Estudo de mercado à marca.

Como é de esperar, “…os resultados alcançados são motivo de orgulho para todos os colaboradores que diariamente trabalham na Fertagus com o objetivo final da satisfação do cliente. Aos nossos clientes muito obrigado pelo reconhecimento!”, cita a Fertagus.

Nós aqui também agradecemos!
Nós aqui parabenizamos a Fertagus

Texto: Catarina Laborinho | Fotos: Fertagus

FERTAGUS, LSBblog

 

Scopphu

LEGOS PARA TODAS AS IDADES. Por Catarina Laborinho

apoiamos

 

Muitos de nós bricámos com legos e ainda brincamos porque o papel de mãe e pai assim o exige.
E para fins profissionais, já pensou nisso?

A Scopphu, uma empresa de formação e consultoria, especializada em gestão de projetos, lança esse mesmo desafio.

“É uma das ferramentas mais fortes já utilizada para resolver problemas numa organização. A chave deste método ágil é a metáfora. E não, não é uma brincadeira de crianças.”

“O cérebro vai ser influenciado pelas mãos. Comecem a mexer nas peças,” incita Diego Maffazzioli, facilitador credenciado de Lego Serious Play (LSP). Ainda com alguma timidez, os oito participantes do workshop começam a remexer no amontoado de peças Lego que se encontra no centro da mesa. Entre os famosos tijolos – que permitem mil e uma conjugações diferentes –, estão bolos de aniversário, botes, elefantes, tigres, macacos, bonecos variados que podem trocar de cabeça (transparente, com coroa, com diferentes chapéus) ou até mesmo ficar sem ela. A imaginação é o limite. “A chave do Lego Serious Play é a metáfora”, explica o facilitador da Scopphu – empresa formadora. A convite dela, o Observador Lab participou no workshop para conhecer um pouco mais sobre a metodologia LSP, na qual as peças de Lego são o instrumento principal. Curioso?

O artigo é do OBSERVADOR, e nós aqui fomos lá espreitar 😉

Veja o artigo completo aqui

 

Nós aqui apoiamos isto
Nós aqui gostamos de Legos

Texto & Fotos: Observador

fertagus

COM A FERTAGUS HÁ HORÁRIOS PARA TODOS. Por Catarina Laborinho

andamos nisto

 

Na Fertagus 10 minutos fazem toda a diferença. E no seu dia-a-dia? 

Muito se tem ouvido ou escrito devido às novas mudanças da Fertagus com o novo passe Navegante. E a verdade é que estes novos passes vieram revolucionar a vida de muita gente. Para quem já andava, tal como eu, veio proporcionar um desconto significativo na aquisição do passe, para quem ainda era adepto do carro, veio sem dúvida proporcionar também um maior alivio na carteira e uma viagem mais descansada. Levante o braço, a quem isto não lhe veio acontecer 😉

Por outro lado, e por maior respeito e que eu tenha por esta entidade (não fosse ela responsável por me levar a Lisboa há 20 anos) não posso deixar de partilhar que a enchente nos comboios passou a fazer-se sentir significantemente. Mas como em tudo, não conseguimos ter uma moeda com um lado apenas!

Há 2 anos quando estive com o João Teófilo, ele já na altura falava da adesão aos comboios em certas alturas do dia – se a Margem Sul não fosse o melhor sítio para se viver isto não acontecia 😀 – e comentou que o truque era não ficar perto das escadas, por norma essas carruagens estavam sempre cheias. Desde essa altura deixei de ser preguiçosa e comecei a ir para a frente deste gigante que diariamente me leva até à capital.

A verdade é que desde o navegante, este método passou a resultar e bem, são muito poucas as vezes que venho em pé. Talvez tenha sorte na hora a que apanho o comboio para ambos os lados, ou talvez tenha apenas e só sorte. Sim porque não ando aos empurrões para entrar no comboio 😀 prefiro esperar pelo que vem a seguir. São 10 minutos de diferença, que fazem a diferença :)

Fertagus

A Fertagus, como é evidente, já se apercebeu da lotação, e inclusive, já nos colocou à disposição os melhores horários para que a nossa viagem seja mais cómoda.

Não malta, não é preciso ir de madrugada nem chegar atrasado ao trabalho, por vezes bastam 10 minutos, sim, apenas 10.

Como nunca vou em contrarrelógio consigo agilizar o meu horário, de manhã faço pontaria para ir sempre no das 8.50h, mas quando as coisas cá por casa correm bem apanho o das 40. Quando correm MUITO mal apanho o das 9h. Entro às 9h30 e posso-vos garantir que nunca chego atrasada :)

E vocês precisam mesmo de apanhar o comboio mais cheio?

 

Nós aqui andamos n’isto
Para nós 10 minutos fazem a diferença

Texto & Fotos: Catarina Laborinho

FERTAGUS, LSBblog