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O PRIMEIRO COLINHO DA MINHA IRMÃ FOI NA MARGEM SUL!

agradecemos 1

Apetece-me falar da minha irmã. Não é dia da irmã, não faz anos e não aconteceu nenhuma efeméride para vir à tona, mas apetece-me. Quero falar da minha irmã.

A minha irmã é a pessoa que eu mais gosto no mundo e arredores. Desde há 6 anos atrás que passou a partilhar essa posição e temos lugares exequos, mas continua lá, no pódio que será sempre dela. Este lugar ninguém lho tira.

Somos muito diferentes. Tão diferentes que quase se coloca em dúvida que viemos dos mesmos seres e que vivemos tantos anos juntas. Viemos e vivemos. Os nossos valores e atitudes comprovam isso mesmo. Somos da mesma casta. Das boas (modéstia à parte).

Uma coisa é certa, ela não vai gostar disto. Esta exposição vai deixá-la chateada, mas vou usar os meus cartuchos de que, qualquer coisa que eu faça (inclusivé de errado), vai sempre gostar de mim. Desculpa Célia. É a nossa vida.

A minha irmã é reservada, discreta e muito ponderada. Já eu… é o que se sabe! Mas não estamos aqui para falar de mim. A minha irmã tem um coração gigante e vive preocupada com outros. Provavelmente, um defeito a assinalar-lhe. Posso falar disto, pois o primeiro colinho da minha irmã de que tenho memória foi aqui, na margem sul. Recordo com saudade quando vim para a colónia de férias, com 7 anos, aqui na Verdizela e chorava baba e ranho a chamar pela minha mãe. Lá tinham os monitores que chamar a minha irmã, mais velha, a querer curtir a adolescência e a ter de ir dar colinho à pequena que berrava por estar longe dos papás. Aquele colinho era tudo. Acalmava-me na hora. A minha irmã nunca se queixou. Nunca me fez sentir que eu era um peso na vida dela. E devia, porque naquela altura era bem rechonchuda e devia fazer-lhe mal às costas, mas adiante. A minha infância foi muito feliz e a ela se deve. Já a sua juventude não tenho a certeza, porque eu não devia ser a irmã mais nova que ela queria ter. Se fosse eu não queria.

Vaidosa, estouvada, chata e pior que tudo, meus amigos, eu era bufa e chantagista. Foi um ar que se me deu e felizmente foi sol de pouca dura, mas para conseguir o queria era assim, só parvita. A Célia, nunca me cobrou isso. A Célia continuou a levar-me à sair à noite e a cuidar de mim sem pestanejar. E eu merecia um chega para lá.

A minha irmã foi a única pessoa por quem andei aos tabefes. Apesar da minha adolescência parva (e que atire a primeira pedra quem não teve uma dessas!), ai de alguém que ousasse dizer algo à minha irmã que a pudesse ofender. Essa possibilidade era só minha! Virava fera para a defender, como se ela não o conseguisse fazer só com aquele olhar 33 que tem. Houve uma vez que não gostei e dei uma chapada a quem lhe disse coisas menos giras. Se fosse comigo, devia por o rabinho entre as pernas e fugia a correr, porque a coragem era uma cena que me assistia, mas só para ela (e antes de pensar no assunto). Já hoje sou uma bacana, e saio de cena.

Não temos os mesmos gostos, não temos os mesmos hábitos, não temos as mesmas escolhas. Mas é a primeira pessoa a quem eu recorro para as boas notícias e para as más. Rimos, choramos (mais eu, que choro com o ar), cuidamos e abraçamos juntas. E é assim que eu quero tê-la até sermos bem velhinhas. Junto a mim.

Eu admiro-a tanto. A sua inteligência, a sua generosidade, a sua entrega, a sua rectidão. Serei eternamente grata por te ter, Célia.

Só desejo que as minhas filhas sintam uma pela outra o que eu sinto por ti. Pelas estaladas, queixinhas e abracinhos a que assisto, estão no bom caminho para isso.

Nós aqui temos colinho de irmã.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Lisbon South Bay blog

PAttack

PARANORMAL ATTACK(A) NA COSTA DA CAPARICA. 9 de setembro

aplaudimos

Música eletrónica não é assim a minha praia e eis que o meu cunhado Ivo me apresenta o seu amigo de infância Rui Oliveira, criado na margem sul, mais propriamente nessa bela localidade designada Casal do Marco! E eu, começo por torcer o nariz ponho-me a ouvir (não negues uma ciência que à partida desconheces) e começo a questionar e repensar os meus preconceitos relativos ao estilo.

Sim, por vezes sou preconceituosa, não me orgulho propriamente disso, mas feio não é admitir isso, feio é negar que o sou. Mas fico muito feliz quando descubro que estes não têm razão de ser. A verdade é que muitas vezes para chegarmos à conclusão de que o que é nacional é bom, este nacional tem de vingar lá fora. E assim foi com o Rui, a.k.a. Xangaii dos Paranormal Attack. Para os mais distraídos (grupo onde eu estava inserida) o Rui começou a sua carreira na música com 8 anos de idade a estudar piano. Cada um é para o que nasce e o “paranormal” aos 15 anos começou a tocar numa banda de baile da margem sul, os 4a Audição, e aos 20 começou a produzir música eletrónica e hoje é uma estrela dos Paranormal Attack.

Podia ter-lhe dado para pior!

E deu! O artista mora no Brasil há 10 anos, porque foi o mercado onde mais se destacou, mas já andou a espalhar decibéis em 17 países e vai estrear-se na Turquia.

ParanormalAttack

Xangaii

Mas o bom filho à casa torna e sempre que pode volta para estar com os seus amigos de infância e familiares, por isso ainda tem casa no Casal do Marco e afirma em primeira mão, ao Lisbon South Bay blog que é onde vai voltar a viver no próximo ano.

Vizinhança não se apoquentem que os concertos e espetáculos vão estar na margem sul, mas não serão (para já) aí. A tour europeia dos “Paranormal Attack” vai incluir a Costa da Caparica, mas antes tem paragens noutros pontos da europa:

26 de Agosto – Salda Lake – Turquia
8 de Setembro – Hamburgo – Alemanha
9 de Setembro – Costa da Caparica – Portugal

Vai ser o primeiro evento da banda em terras lusitanas. A Fxxk Tomorrow em co-produção com a Digital Oracle apresentam Paranormal Attack num set especial de 3 horas, começando assim as comemorações dos 15 anos do projeto. Durante as 3 horas de set vais poder ouvir músicas que marcaram a carreira do projeto e também as produções mais recentes que irão ser lançadas no próximo álbum!

CartazParanormal

Para que saibas quanto te vai sair do bolso, aqui tens estas opções.
10 Eur – Pré Venda
12 Eur até as 2H
15 Eur depois das 2H

Marca já na tua agenda que no dia 9 de setembro os Paranormal Attack vão partir a loiça toda na Praia da Nova Vaga, no Tartuga Beach Bar. Confirma aqui a tua presença.

Nós aqui temos os Paranormal Attack.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Javalis

NA MARGEM SUL O AR É DE TODOS.

gostamos

Já passaram 10 anos da infeliz saída do ex-Ministro Mário Lino ao referir que a margem sul era um deserto e que muita piada se fez sobre os camelos à pala disso.

camelos

Mas se os camelos nunca chegaram a vir, o mesmo não se pode dizer dos javalis que se enfiaram pela praia do Portinho da Arrábida “adentro”, porque são porcos, mas não são estúpidos e sabem o que é bom.

Os javalis surpreenderam os veraneantes que também escolheram uma das melhores praias que temos para irem a banhos e não foram de modas. Entraram sem pedir licença e não incomodaram nem foram incomodados. Ser o centro das atenções não os atrapalhou e não foram só para ir molhar o pézinho a patinha, que isto ou é ou não é. Mergulha-se e fica-se ali esparramado, que tiraram o dia para isto.

javalis2

Dos comentários que me apercebi, o episódio inusitado, foi partilhado pelo factor surpresa e os animais não representaram perigo. E, embora não seja uma novidade esta notícia, o palco do que melhor acontece na margem sul, não podia deixar de lhes dar destaque. Nós aqui, não discriminamos nada nem ninguém. Aqui, o ar é de todos.

Nós aqui não discriminamos.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotos partilhadas por Tiago Ferreira

Criolo

NÓS AQUI, FALÁMOS COM O CRIOLO.

festivalamos

A dupla Célia Estrela e Mário Nabais andou a fazer reportagem no Sol da Caparica e conseguiu falar com o Criolo que deu um grande espetáculo e fez suspirar o público. Nós aqui, contamos sobre o que é que eles falaram.

 

 LSBb – Já é a segunda vez que vens à margem sul. No ano passado estiveste no Avante, qual é a tua opinião sobre esta margem?

Criolo – É a segunda vez que eu venho aqui, mas é sempre muito rápido, é só o tempo de você chegar arrumar as coisas e cantar!

LSBb – Não tiveste oportunidade de fazer uma visita?

Criolo – A oportunidade de conhecer as particularidades do lugar, ainda não tive!

LSBb – O quê que te leva a voltares a Portugal?

Criolo – A oportunidade de cantar, não é só cantar, é uma troca, e é para mim muito especial, a gente vem de uma história de muita luta e vir aqui para cantar, ser convidado para cantar num festival ou numa casa de shows é muito honroso, é muito especial para mim.

LSBb –Para nós também é muito especial termos-te cá, e gostavamos também de saber o quê que tu achas aqui do público português, do sentimento que se troca, o quê que tu sentes?

Criolo – Todas as vezes que vim aqui sempre foi muito forte, muito especial, cantei aqui e no Porto, duas vezes na casa da música, cantei no armazém F. Foi muito especial, e no festival Avante, foi maravilhoso e agora aqui, neste festival, neste lugar é muito especial, eu gosto muito.

LSBb – Acho que é só isso, acima de tudo, para nós é uma honra conhecer-te, tens-nos inspirado muito, o Mário (Nabais) é grande fã teu.

Criolo – Obrigado, um abraço para todo mundo, e música é isso, música provoca encontros, isso é o mais importante,  o mais especial é isso, ser trilha sonora de um encontro é muito honroso, porque na verdade a mágica acontece quando as pessoas se encontram, nós somos uma trilha sonora e isso já é uma felicidade.

RepórteresSolCaparica

Célia Estrela e Mário Nabais

Nós aqui falámos com o Criolo.
Nós aqui temos isto.

Entrevistadora: Célia Estrela
Vídeo: Mário Nabais

 

Sunset

SUNSETS, VINHO E GOLFINHOS EM SETÚBAL. até 30 setembro

gostamos 1

As férias ainda estão aí e ainda tens direito a tudo. Estás-te a imaginar num cruzeiro a aproveitar o sunset (ou Pôr do Sol, para quem não gosta do termo em inglês!), a beber um bom vinho da Península de Setúbal, com uma vista de cortar a respiração e a juntar a isto tudo, se ainda tiveres coração para aguentar, a botar olho nos golfinhos?

Até ao final de setembro aos sábados há cruzeiros no rio Sado. Sai um pequeno barco cruzeiro da Doca das Fontainhas, em Setúbal, ao lado da entrada dos ferry boat. As melhores adegas da Península de Setúbal marcam presença para poderes fazer provas dos vinhos com muitos petiscos que é como quem diz com queijos, enchidos e doces da região. Mmmmm, nham, nham. Já estou a salivar, mas também se há coisa para a qual eu sou uma fácil, é para um bom petisco e um bom copo de vinho.

O passeio conta com a presença de um DJ e dura 2h30 do estuário do Sado até à costa da Serra da Arrábida.

Bom, não há bela sem senão. O passeio custa 30 euros por pessoas e as crianças até aos 12 anos pagam 17,50 euros. Se para além do cruzeiro com vinhos quiserem-se afiambrar a uma mariscada organizadas no barco, no mesmo dia, é pagar 40 euros, que dá direito à refeição com marisco da região e, claro, aos vinhos das mesmas adegas.

Reservas: Site SadoArrábida

Então, o que te parece?

Nós aqui Sunsets, vinho e golfinhos.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: NiT

Familia

FÉRIAS DAS FÉRIAS É NA MARGEM SUL E EM BOA COMPANHIA.

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Se há coisa boa, mesmo boa, são as férias. Se há coisa menos boa nesta coisa boa, mesmo boa é o período de tempo das férias. É como o fim-de-semana. É sempre curto. Sabe sempre a pouco. Ficávamos sempre mais tempo.

Uma pessoa esfalfa-se a trabalhar para curtir este período como se não houvesse amanhã, e ele passa com uma grande vitesse. Mas, sem pressão. E com a puta da lanzeira. E com tudo e tudo o que se tem direito. Mas, ainda assim, ficavamos sempre mais tempo.

Terminado este curto período de férias fica aquela sensação de verdadeiro…cansaço! É aquela sensação de é tão bom, não foi? Talvez a isso se deva parte do encanto, mas é mais, é muito mais que isso. O período de férias é com os nossos. É estar ali 24 sobre 24horas a dar e a receber miminhos, intercalados com ralhetes (de parte a parte, que os 24 sobre os 24 também puxa alguma impaciência, mas sobre esse tema vou deixar para outras núpcias). A verdade é que férias com 2 crianças pequenas são uma alegria e sinónimo de alguma preocupação. E à medida que vão crescendo e ganhando a independência, acaba por facilitar alguma logística (banhos, comidas e afins), por um lado, mas redobra-se o estado de alerta.

O que têm de giras e fofas têm de “sacanas” endiabradas. Por minha vontade andavam com uma trela, mas diz que não fica bem! E, lá vai uma pessoa enervando-se de 5 em 5 minutos e a ter pequenos AVC’s assim que a nossa vista não as alcança. Se o sol envelhece a pele e aí já estou preparada com todos os cremes de factor 50 para cima, sabendo que onde nunca vou ficar verdadeiramente escura como nos tempos de outrora, a camada de nervos que se instala com este desgaste de preocupação, também não deve contribuir para eu caminhar para nova! Irra.

Mas, são melhores dias do ano. Os mais compensadores. Aquela coisa de papo para o ar e dolce fare niente, meus amores, passa por aqui, muito ao lado. Nós aqui, é mais toalhas cheias da areia, e de 2 em 2 segundos a ouvir qualquer coisa como:

– Mãe, quero ir à água!

– Mãe, quero fazer xixi!

– Mãe, quero uma bola de Berlim!

– Mãe, o que é que trouxeste para comer?

– Mãe, vem fazer castelos!

– Mãe, mãe, mãe, mãe…E esta azáfama “me deixa louca”, mas de coração cheio. E não há nada melhor do que isso. Um coração cheio e a transbordar. Mas não há bela sem senão, isto faz com que assim que chegue, precise de férias, das férias. Como ainda não há escola, os avós ficaram com a batata quente, e nós aqui em casa, já estamos no batente, mas sem a criançada sentimo-nos em férias, das férias. Na chegada, tirámos o feriado para ficar de papo para o ar na nossa Costa da Caparica com um almoço também em família e com quem é bom estar. E o que mais se pode pedir?

Familia

Da esquerda para a direita: Rui, Carla, Paulo e euzinha

Nós aqui temos férias das férias.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Lisbon South Bay blog

SoldaCaparica

GRANDE E PROMETIDA REPORTAGEM DO SOL DA CAPARICA.

festivalamos

O prometido é devido. Em mais uma edição do Festival Sol da Caparica, o Lisbon South Bay blog não pode deixar de estar presente, mas desta feita com uma novidade. A reportagem foi assegurada pela equipa Célia Estrela – a repórter e Mário Nabais – o fotógrafo. E não podíamos ter tido melhores profissionais para acompanhar tamanho acontecimento. Como não podia deixar de ser, prata da casa, que é como quem diz, malta da margem sul.

RepórteresSolCaparica

Equipa de reportagem do LSBb – Célia Estrela e Mário Nabais

O festival foi super animado, estava bem organizado e o público não faltou à chamada.O ambiente do festival é descontraído, relaxado e com um refrescante cheiro a maresia. O festival é muito mais do que um espetáculo de música e por isso temos à disposição os espaços verdes com exposições de arte como o grafitti, a pintura, o vídeo mapping e um food trucks com comida para todos os gostos.

No espaço Debaixo da língua decorreram várias atividades ligadas à paixão pela escrita como encontros e conversas com artistas, poetas, e declamadores, onde Bonga e os HMB conversaram sobre música e a língua portuguesa de uma forma descontraída e informal.
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Debaixo da Língua com Bonga e HMB. Foto: Mário Nabais

O palco dança com a direcção artística da Show It Dance Academy, abriu com muita animação.

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Show it Academy. Foto: Mário Nabais

Coube à Maria e ao Fábio do programa da SIC, ACHAS QUE SABES DANÇAR, ensinar as coreografias e pôr toda a gente a dançar. Este palco esteve sempre a animar e foram os atores principais nos intervalos dos concertos do palco Blitz.
Os FOGO-FOGO tiveram a honra de abrir o Palco Blitz e com os seus ritmos cabo-verdianos e puseram toda a gente a dançar com muito fogo nos pés, dos 8 aos 80.
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Fogo-Fogo. Foto: Mário Nabais

Os Lisbon Poetry Orchestra declamaram poemas escolhidos por muitos dos artistas que passaram pelo Sol da Caparica, que estão reunidos no livro Debaixo da Língua lançado durante o festival.
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Lisbon Poetry Orchestra. Fotos: Mário Nabais

No palco Blitz brilharam vários artistas. Todos comeram a fruta e muito mais com o mestre Bonga que pôs toda a gente a dançar ao som dos ritmos angolanos, seguido pelos  Sam Alone que trouxeram sons do Rock and Roll ao Festival e a cabeça de cartaz foi a grande Mariza que interagiu com o público e até opinou sobre o seu descontentamento com os calções curtos envergados pelas jovens! Polémicas à parte, deu mais um concerto que encheu o público. Do fado passou-se ao RAP com o diamante brasileiro – o Criolo. Mas a procissão ainda estava no adro! Regula levou os fans ao rubro com um público muito jovem que por esta altura enchia o festival. Os HMB fecharam a primeira noite do festival com a casa cheia, público muito jovem e animado que demonstrou que o Amor é Assim…
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MarizaeCriolo
RegulaeHMB

Bonga, Sam Alone, Criolo, Regula e HMB. Fotos: Mário Nabais

O palco SIC/RFM abriu ao som do projeto TAIS QUAIS, que reúne vários artistas conhecidos com Tim dos Xutos, Vitorino, João  Gil e Celine da Piedade, interpretam musicas conhecidas em versão alentejana, a animação fica a cargo do humorista alentejano Serafim.
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Tais Quais. Foto: Mário Nabais

No dia seguinte o palco blitz foi aberto pelo Bispo que evangelizou todos os presentes. O “novato” destas andanças de festivais foi o Carlos do Carmo que demonstrou estar à altura e feliz, surpreendido com o ambiente. Carlão demonstrou que estava em casa ou não fosse um filho da margem sul e como sempre partiu a loiça toda trazendo para além do hip hop algumas músicas dos Da Weasel e a noite encerrou com os grandes (façam favor de fazer uma vénia) Xutos & Pontapés.
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Carlão e Xutos & Pontapés. Foto: Mário Nabais

O Festival também tem um dia dedicado ao melhor do mundo – as crianças, e as suas famílias. Mais uma edição que soma e segue e que demonstra que o Sol da Caparica está aí para as curvas e para continuar a brilhar e aquecer as noites de verão. O meu especial agradecimento à Célia e ao Mário que fizeram uma excelente reportagem.
Ie ie ie ie, o Sol da Caparica é que é.
Nós aqui temos o Festival Sol da Caparica.
Nós aqui temos isto.
Reportagem: Célia Estrela
Fotografia: Mário Nabais
Texto: Marlene Gaspar
Imelda'secret

EXCLUSIVO PARA MULHERES! PARTE 2

METEMO-NOS

Já aqui falámos que há sempre “coisas” e “coisinhas” exclusivas para mulheres, ou por outro lado acessórios que todas nós adoramos e não há dia que não façam parte do nosso outfit. Falo por mim, todos os dias troco de mala, já lá vai o tempo em que tinha que combinar com o sapato e o cinto, esse “arranjo” já virou na moda e já esta meio demodé, não obstante tento sempre combinar as coisas, ou tentava até me cruzar com a Imelda’Secret.

No último artigo (reveja aqui) dei-vos a conhecer alguns dos sapatos da coleção de verão, mas hoje é a loucura das malas.

Sim, leram bem, MALAS. A Imelda’Secret lançou na passada semana a sua nova coleção de malas, e #nosAquiEstivemos lá com a embaixadora da marca, Sofia Carvalhosa.

IMELDA'SECRET

Sofia Carvalhosa & Catarina Laborinho perdidas no mundo Imelda’Secret!

Tivemos direito a apresentação privada antes de a marca “disparar” para o mercado a sua nova coleção.
Cores, texturas e mais cores foram as ferramentas escolhidas pela Rafaela para esta coleção. Nada que já não nos tenha habituado com outras coleções.
Podia continuar por aqui a adjetivar “aquelas” malas, mas nunca iria conseguir explicar-vos a beleza das mesmas.
Só para rematar, foi um dia em cheio, no meio de amigas, onde o bem estar e a risota foram os ingredientes chave de mais um dia de trabalho.

Combinações perfeitas, para dias em cheio!

Combinações perfeitas, para dias em cheio!

Nos aqui temos Imelda’secret
Nos aqui temos isto

Texto: Catarina Laborinho
Fotografia: Imelda’Secret

Imelda'Secret

 

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O SOL DA CAPARICA COMEÇA JÁ AMANHÃ. 10 a 13 de agosto.

festivalamos

Já falta muito pouco para o grande festival da margem sul abrir portas e nós aqui já estamos em pulgas. São 4 dias de pura diversão e vai ser a puta da loucura! O recinto está melhorado com um novo anfiteatro do Parque Urbano da Costa da Caparica, uma nova estrutura permanente no espaço onde decorre, anualmente, o festival O Sol da Caparica. 

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Mas não só de música e surf se faz o Festival. O evento vai ter zonas de estar, de descanso de sombras onde podem beber um copo ou comer e ainda dá para como quem não quer a coisa (ou então quer mesmo) a dar um mergulho ali em frente. Já para não falar no cartaz com mais de 40 Artistas e coletivos artísticos, com centenas de músicos, dançarinos e técnicos. São mais de 11 horas de música diárias, inúmeras animações e experiências inesquecíveis. São 4 dias fantásticos de celebração da música, da língua e das culturas de Portugal e Países de língua oficial portuguesa.

A contagem decrescente já começou, mas enquanto não começa, espreita só como foi a edição passada

Nós aqui temos o Sol da Caparica.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Helena Gonçalves Rocha

MIÚDOS SUJOS, SÃO MIÚDOS FELIZES! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não vás para aí que ficas todo sujo! Sacode as calças, olha que porcaria!

A comer com as mãos, que horror…. Põe-lhe um babete e limpa-lhe as mãozinhas!

Já ouvimos estes comentários e outros do género inúmeras vezes, verdade?

Pois bem, parece que é mesmo preferível estar exposto aos micróbios, à terra e a outras porcarias do que desinfectar constantemente o mundo em que o bebé e a criança se movimentam. Porquê? Porque esta é uma forma de adquirir imunidade e prevenir as doenças, nomeadamente as de foro alérgico.

O que não se sabia até agora é que, além de fazer bem para a saúde do organismo, pode fazer bem também para a saúde da mente. Crescer num ambiente limpinho demais, sem contato algum com germes e micróbios (que evoluíram anos e mais com anos connosco)  deixa-nos mais propensos a ter doenças como alergias, problemas respiratórios e autoimunes -aliás, após o mundo ter ficado tão asséptico, essas doenças só aumentaram.
A novidade que os cientistas descobriram é que essa hipótese de excesso de limpeza explicaria também o aumento de certos problemas de saúde mental.  No estudo encontrado, o aumento das mesmas doenças foi também ligado à depressão e à ansiedade. E segundo a pesquisa, o aumento das doenças inflamatórias, como no intestino, aumentam também o risco de desenvolver depressão.

Perante isto parece que temos suficientes motivos para que aprecie as suas crianças a brincar na terra, numa boa lama, sem restrições…

Quando o seu filho chegar a casa todo sujo da escola ou de brincar com os amigos, lembre-se como vai ter saudades deste tempo, em que o único objetivo era brincar. Pegue no seu melhor detergente e atire a roupa para a máquina, sai tudo… Só não saem as boas recordações das brincadeiras!

Helena Gonçalves Rocha

Para além disso, nos primeiros anos de vida o bebé conhece o mundo através da sua cavidade oral (a boca, de forma mais simples), por isso passa a vida a pôr os objetos na boca, pois esta é uma das formas de os conhecer melhor ( a culpa não é só dos dentes) .

Na rotina da alimentação é essencial que deixemos as crianças experimentarem de forma autónoma os alimentos, que os explorem e por vezes que brinquem com eles. Mas que grande porcaria, dirão muitos de vocês. Cozinha suja, miúdo sujo, mas vejamos melhor…miúdo muito satisfeito.

E convenhamos, esta fase passa a correr, a cozinha limpa-se num instante e ganhamos um miúdo feliz e com um apetite e paladar apurado.

E perguntarão vocês, e a boa educação? O saber comportar-se à mesa da refeição?

Como em tudo, reina o bom senso e acreditem esta fase passa e eles aprendem na perfeição e tornam-se uns exímios apreciadores de comida.

Aproveite estas férias para os deixar fazerem todas estas experiências e por favor, brinquem muito e sujem-se muito também!

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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Fotografias: D.R.