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E QUE TAL UMA AULA DE SURF? Por Catarina Laborinho

gostamos

Pois é, sabemos que o dia de hoje não está convidativo, aliás estou seriamente a pensar em voltar a calçar as botas visto que a chuva se lembrou de nos brindar de novo!! Mas… vai ser só até amanhã. Assim sendo, há que aproveitar o sol do fim-de-semana e para isso nada melhor que agendar uma aula de surf!!

Este sábado o tempo vai estar MARAVILHOSO, e se não tens nada para fazer ou se por outro lado andas há imenso tempo a querer experimentar chegou o dia, a hora e o momento. AULA DE SURF, com a SurfPro Surf School na praia da Mata pelas 10H. Eu já fui e adorei! Para mais informações o evento está criado no facebook.

N0 fim de semana passado foi assim…

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Manda-te à água, porque vais ADORAR!

Das melhores sensações que podemos ter é sentir a água salgada no rosto… não é?

Nós aqui gostamos de Mar
Nós aqui temos isto

Contactos
surfprosurfschool@gmail.com // 939 219 023

Texto: Catarina Laborinho
Foto: Surf Pro Surf School Escola de Surf – Costa da Caparica 

Fatima2018

PEREGRINOS DA MARGEM SUL FAZEM ENTRADA TRIUNFAL EM FÁTIMA. Por Marlene Gaspar

gostamos 1

Isto não é para quem quer, é para quem pode.

Perdi o conto às vezes que ouvi e provavelmente disse esta frase e depois deste fim de semana, aprendi que em relação à decisão de fazer uma peregrinação, é precisamente o contrário. Isto é mesmo para quem quer. Como disse a Ermelinda, uma peregrina do nosso grupo: “quem quer ir arranja motivos, quem não quer arranja desculpas”. Mai nada.

Depois de há 2 anos ter iniciado a minha primeira experiência como peregrina e de lamentar o ano passado não ter as condições físicas para o fazer, consegui mais uma vez, voltar a por o pé na estrada e pôr-me ao caminho para mais uma prova superada – ir a Fátima a pé.

Desenganem-se se acham que me atrevi a vir daqui, da margem sul. Em equipa vencedora não se mexe, e por isso segui o mesmo percurso da última vez. Saí da Fundada e tivemos 2 dias para chegar ao destino. Mas fiquei emocionada como a chegada do grupo de Fernão Ferro a Fátima. A margem sul entrou em grande estilo. Chegou, viu e venceu. A entrar pelo lado sul, vinham num grupo de mais de 150 pessoas, vestidos de igual (t-shirt azul), a cantar e numa espécie de marcha. Passo certo, organizado e com um ar de conquista emocionante. Consegui encontrar 2 pessoas conhecidas, que estavam concentradíssimas num momento tocante que fez eriçar os pelos de todos os passantes, que no passeio aplaudiam esta entrada triunfal. Aí está, a margem sul a mostrar como é que se faz, “jogam noutra liga – estão na champions”. 5 dias a rolar, mais de centena e meia de quilómetros só para vos dizer – Parabéns peregrinos de Fernão Ferro – sois os maiores!

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Foto: grupo de Peregrinos de Fernão Ferro no Facebook

Já eu estou na distrital, mas honradamente posso declarar “missão comprida”. E cumprida, claro. Fui com o mesmo grupo da última vez, que tinha alguns elementos novos e para além da excelente companhia do meu pai, tivemos connosco, o meu primo Luís que não podia ter sido melhor companhia.

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O dia 13 de maio em Fátima e a nossa chegada ao Santuário

Na verdade, o que senti da primeira vez não foi igual. Foi mais místico e talvez um pouco mais emocionante. E, porquê? Acho que foi por não saber ao que ia e tudo era novidade. Mas este ano foi mais prazeroso. Estava mais preparada (embora ida aos treinos tenha sido abaixo dos mínimos olímpicos, mas felizmente não comprometeu), tomei mais precauções e previdências e fui mais a curtir. A admirar e a com toda a convicção que a chegada era já ali.

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Chegada no dia 1 dos 3 estarolas

A conclusão que nós os 3 estarolas (o meu pai, o Luís e eu) chegámos foi que a nossa experiência foi muito mais de luxo que sacrifício. Ora, vejam – no primeiro dia depois de algumas dezenas de quilómetros no lombo, chegámos à pousada “do costume” e estivemos mais de 40 minutos numa espécie de piscina termal, com água gelada que dava aquele power nas pernas, que acalmou os músculos mais fervorosos. Seguiu-se um banhinho quente e uma boa travessa de caracóis para a abertura da época. Noite tranquila, WC privado e um pequeno-almoço com tudo a que se tem direito, antes de nos lançarmos novamente à estrada.

O dia seguinte, foi mais do mesmo. Não tivemos o banho, mas os mimos da minha mãe lá em Fátima e meus amigos, não há nada melhor no mundo que a comida e o colinho da mamã. A juntar a isto tudo, tive o prazer de conseguirmos chegar todos sem mazelas, com dores – no pain no gain. De poder usufruir da experiência da caminhada, da partilha e da generosidade de todos os que nos acompanharam. Aquelas pessoas com quem se criam laços para a vida e que nem sabemos bem explicar. Querem maior luxo que este?

Depois disto, a minha tarefa no santuário, foi seguramente fácil – A-GRA-DE-CER. E, já que a Nossa Senhora está ali para isso mesmo, também para pedir. Pedir que nos ajude a ser melhores e a desejar que todos possamos contribuir por um mundo melhor.

E a segunda peregrinação já cá canta. Esta ninguém me tira.

Nós aqui temos peregrinação.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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5 HOTÉIS E 2 MARINAS VÃO NASCER NO SEIXAL. Por Catarina Laborinho

gostamos

Parece que é desta que o Seixal vai receber 5 hotéis e 2 marinas muito em breve!
O ambicioso projeto de requalificação das frentes ribeirinhas, Seixal e Amora já está em marcha e aposta no desenvolvimento da náutica de recreio e no forte potencial turístico daquela zona. 

E onde vão nascer estes hotéis?

1#  MUNDET
Após tantos anos lá vamos começar a mexer neste espaço com tanto potencial! Um restaurante já lá canta e agora vem um hotel. Para além da vista privilegiada sobre a Baía do Seixal, o município prevê para aquele espaço uma unidade hoteleira de 4 estrelas com capacidade para 150 quartos onde o facto de a Mundet ter sido o que foi, a autarquia pretende que o conceito esteja associado ao passado desta corticeira.

2#  QUINTA DA TRINDADE
Com mais de 15.000m2, ali irá nascer o Hotel Quinta da Trindade, situado entre o terminal fluvial e o Centro de Estágios do Benfica, este espaço pertence à autarquia que prevê instalar uma unidade específica para dar apoio, e não só, ao centro de estágios inserido no polo de projeto Seixal Vila-Hotel. 

3#  LARGO DOS RESTAURADORES
No núcleo antigo e junto à Baía, está igualmente previsto mais uma unidade com o nome Hotel Largo dos Restauradores. Segundo a autarquia trata-se de “um dos locais com maior potencialidade para acolher alojamento turístico, no âmbito do projeto Seixal Vila-Hotel, contribuindo para a reabilitação urbana e dinamização socioeconómica do centro histórico”.

4#  PONTA DOS CORVOS
Em parceria com os proprietários da Ponta dos Corvos, o município está igualmente a desenvolver um plano de pormenor com o objetivo de realizar um “projeto turístico diferenciador ” ligado à natureza e à preservação do ambiente.

5#  PORTO DE RECREIO DA AMORA
O quinto e último hotel encontra-se previsto para perto do Estádio da Medideira, onde em paralelo será construído um Porto de Recreio que irá permitir a chegada de turismo por via marítima.

E se vai haver barcos ou embarcações do lado da Amora, também iremos ter do lado do Seixa. Está igualmente previsto um Porto de Recreio com capacidade para 188 embarcações.

Este projeto vai estar em alta no SIL – Salão Imobiliário de Portugal que se realiza na FIL, em Lisboa, de 3 a 7 de Outubro.

O principal objetivo do município é posicionar-se na oferta turística à capital, que como tão bem sabemos, para além de termos um enorme potencial, vamos gerar mais postos de trabalho e fortes melhorias para a Margem Sul. 

Nós aqui vamos ter um Seixal ainda mais dinâmico. 
Nós aqui gostamos disto.

Texto: Catarina Laborinho

Paz

CAMINHADA NO PARQUE DA PAZ. 8 abril. Por Marlene Gaspar

caminhamos 1

Ontem anunciámos aqui a caminhada no Seixal em nome da saúde e Almada não se fica e já tem organizada uma caminhada para o dia 8 de abril, domingo. O dia pretende assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC que se celebra a 31 de março e nada como fazer o corpinho mexer, que é para sentir que ele está cá e de voa saúde.

Por isso resta anunciar que vai ser dia, o ponto de encontro é junto ao Monumento à Paz, às 10h. É gratuito, mas carece de inscrição aqui. É trazer água, calçado confortável e uma “buchita” que é como quem diz suplemento alimentar.

Nós aqui temos caminhada.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: CMA

CruzVermelha

CAMINHADA NO SEIXAL. 7 abril. Por Marlene Gaspar

caminhamos 1

No próximo sábado é o Dia Mundial da Saúde e se há cena que nós devemos erguer as mãozinhas para o céu e agradecer todos os dia é a saúde que temos. Sim, porque temos falta dela, é que podemos queixar-nos, mas não é preciso ser para os outros.

Por isso há que aproveitar todos os momentos que contribuem para o nosso bem-estar, para o nosso corpinho que há que estimá-lo, porque só temos um se nós formos nós a fazê-lo (e pronto que tem um bom PT) não estou a ver quem o possa fazer por vocês. Não faz por vocês, mas pode fazer com vocês – como por exemplo, juntarem um maralhal e fazerem uma caminhada. Mas, calma, também dá para fazer sozinho, que acabas sempre por ir acompanhado(a). Mas ir onde? À caminhada do Seixal que se realiza dia 7/4.

Programa

9.15 horas
Ponto de encontro: Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo do Seixal.

9.30 horas
Formação Humana de uma Cruz Vermelha.

10 horas
Início da caminhada
Partida da Cruz Vermelha para a frente ribeirinha do Seixal, Parque da Quinta dos Franceses.

10.30 horas
Aula técnica dinâmica de relaxamento (quero, preciso muito e ser para ser já, estou no sofá a aguardar ansiosamente!)
Frente ribeirinha do Seixal, Parque da Quinta dos Franceses, Seixal.

11.30 horas
Final da caminhada junto à rotunda Espaço Mulher, frente ribeirinha de Arrentela.

Ah, muito importante. A participação é gratuita! Nada como fazer bem sem investimento. É só saúde!

Nós aqui temos caminhada.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Fonte e foto: CMS

VascodaGama

CENAS FIXES NA PONTE. PARABÉNS VASCO DA GAMA. Por Marlene Gaspar

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Se ontem relatei aqui cenas tristes na Ponte 25 de abril, hoje venho aqui contar uma cena fixe sobre a Ponte Vasco da Gama. É que esta boneca celebra hoje 20 aninhos. 20 anos! E é aqui que eu sinto a PDI. Eu lembro-me da inauguração desta princesa que deixa que tudo e todos lhe passem por cima e continua ali firme e hirta como várias barras de ferro.

Não vou esconder que a minha ponte de eleição é a mais cota, a 25 de abril, até porque me fica mais próxima e é sem dúvida mais icónica. Mas hoje o dia é da Ponte Vasco da Gama e não podemos esquecer o seu papel que facilitou o acesso a Lisboa e, em 20 anos, duplicou a população residente nos concelhos da margem Sul. Antes de 29 de março de 1998, chegar a Lisboa de Alcochete ou do Montijo, onde residem muitos trabalhadores que se deslocam diariamente para a capital, demorava entre uma a duas horas de carro.

Do Montijo, o trajeto para Lisboa era essencialmente de barco, e para quem ia carro a solução era ir a Almada apanhar a Ponte 25 de Abril. Atualmente demora-se cerca de 20 minutos ou meia hora estamos em Lisboa. A Vasco da Gama mudou a centralidade dos dois concelhos e isso levou a que um ‘boom’ populacional se mudasse para a margem sul. Ambos os concelhos praticamente duplicaram a população em 20 anos.

Mais de 62 mil carros passam diariamente pela Ponte Vasco da Gama e ao que consta é um número que está longe das previsões que justificaram a sua construção. Na verdade, esta falhou o objetivo principal de retirar carros à 25 de Abril, apesar do aumento do tráfego médio diário. O tráfego na 25 de abril continua a aumentar e nem a Vasco da Gama nem o comboio da ponte, um ano depois, retirou trânsito àquela infraestrutura. O que é uma pena.

Mas, muitos parabéns à Vasco da Gama e que continue a ser uma passagem para outra margem de forma segura.

Nós aqui temos a Ponte Vasco da Gama.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

garrafão

CENAS TRISTES NA PONTE :-(. Por Marlene Gaspar

corremos

Eu sei que estamos em pleno século XXI, que há coisas que damos como dado adquiridas e que este blog só pretende transmitir o melhor da margem sul. Mas hoje não estou para dourar a pílula e por isso vou chamar os bois pelos nomes.

Esta manhã estava a subir para a Praça das Portagens na Ponte 25 de abril em direção a Lisboa e uma sujeita, no banco do pendura de um C3 cinza prata abre a janela e manda um papel para o chão! Sim, senhores, um papel para o chão. Eu estava no carro atrás e abismada, buzinei e disse como se alguém me ouvisse:

– Não se manda papéis para o chão.

A dita pessoa esbraceja, vira a cara e percebi que ela não me estava a dizer coisas queridas e fofas, embora (felizmente) não tenha ouvido uma única palavra. O carro onde esta pessoa abrandou e foi para uma faixa ao lado da que eu seguia e o senhor que estava ao volante abriu o vidro. E eu disse de forma simpática (sim, eu consigo ser):

– Não se manda papéis para o chão.

Esta pessoa, veio para mim com ar de que se me apanhasse à frente me ia descabelar e entrar numa “luta de galos” que eu claramente sairia a perder, não tenho dúvidas e não vale a pena armar-me em boa, porque o meu nome é Marlene Gaspar e não Lara Croft. Mas tendo em conta a bolha de segurança criada pelos dois veículos saiu-lhe apenas um:

– Então vai lá tu apanhar!

Ora bem, tendo em conta a imagem que eu já estava a visualizar de poder levar uma coça, pode dizer-se que foi razoavelzinho. Não deu para responder, porque não há resposta para este tipo de abordagem, mas ocorreram-me algumas cenas, tais como:

– Nós não andámos juntas na escola.

– Eu até apanhava, porque não me caiem os parentes na lama, para apanhar um papel, porque por causa de uma atitude parva é o ambiente que perde. Mesmo pedido de uma forma só estúpida e de quem se está literalmente a borrifar para os outros, esquecendo-se que também faz parte dos outros. Mas, não dava. Fazer uma cena dessas colocava-me em perigo e todas as pessoas que vinham atrás de mim (e em hora de ponta na ponte, meus amigos, é muita gente)!

Por isso segui caminho. Lembrei-me ao abrandar no garrafão que muitas vezes dou-me conta das inúmeras beatas que as pessoas largam ali e pensei. Uma beata não é biodegradável. Se ainda mandas beatas para o chão, pensa que não o deves fazer. Se queres fumar dentro do teu carro, do teu espaço, tens todo o meu apoio, agora não venhas largar a beata no chão. Nem na praia, nem num vaso, nem junto a uma árvore. Guarda a cena, arranja um cinzeiro portátil, sê criativo, mas não sujes o planeta. Isto é um desrespeito. Não quero ser falsa moralista, mas oiço algumas vezes que acumulo cenas menos simpáticas no carro, porque deitar pela janela é como pisar um traço contínuo. Não se faz. Não se pode fazer.

Recordei outro episódio, mas neste caso a viagem era no sentido contrário, onde um fulano, num Renault Clio antigo preto, largava pedaços de papel pela janela. Apitei e aconteceu uma cena semelhante. Só que o desfecho foi diferente. Eu ouvi bem de que é que fui chamada, e das palavras que posso reproduzir foi “vai” e “mãe”, o resto a minha religião não me permite. E, juro, que tive medo, muito medo. Não sei se não saiu uma pinguinha pernas abaixo, porque ele pediu-me para encostar e eu achei que aquilo já não ia ser só uma luta de lama com puxões de cabelos que eu ia claramente perder, aquilo era cena para ficar mal tratada. À séria. Felizmente ficou por ali, porque dei um bocadinho de gás e tive a sorte de “desaparecer” do seu alcance.

Moral da história: vamos ser amigos do ambiente na margem sul e em qualquer lugar. O planeta agradece e nós também.

Espero que entendam esta mensagem como um alerta e que não vos suscite qualquer vontade de dar uma tareia neste corpinho, porque na verdade eu não dou muita luta e só quero mesmo ser do bem.

Nós aqui temos pessoas preocupadas com o ambiente.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: JN

SeixalCultural

PARABÉNS SEIXAL. PARABÉNS MARGEM SUL. Por Marlene Gaspar

parabenizamos ISTO desporto 1

…e o prémio da melhor programação cultural do país vai para..(tan tan tan)…

…a Câmara Municipal do Seixal. Pow! Pow! Pow.

Esta 3ªf a Câmara Municipal do Seixal recebeu o prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica de 2017, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém.

A autarquia foi reconhecida pelo trabalho de excelência na promoção cultural, desenvolvido pelos trabalhadores da Câmara e também pelo movimento associativo popular e agentes culturais do concelho. Eu não sou de intrigas, mas tenho para mim que ter aqui o Caixa Futebol Campus influenciou bastante para se ganhar este caneco, ou não concordam comigo? Quem não concorda é um ovo podre, ok? (pronto, pronto, foi só uma provocaçãozinha, foleira, infantil e despropositada) toda a gente sabe que não é por isso! (Estou a dar o corpo às balas para me meter numa alhada, chiça!)

Muito bem, vamos dar o mérito a quem merece, e cá estamos para promover e desbundar destes eventos que o meu concelho (desculpem os clubismos, mas é aqui que eu pertenço) proporciona a quem o visita. Os meus parabéns a todos os que contribuíram para este prémio e votos de continuação de um bom trabalho.

Nós aqui temos o Prémio da Melhor Programação cultural do país.
Nós aqui temos isto.

Texto e Foto: Marlene Gaspar
Fonte: Diário da Região

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

MOZ

É verdade, este ano, mais uma vez viemos até sul, mas quando digo sul, é sul mesmo, viemos até MOZ, MOZambique :)

Viemos num mix de emoções, viemos em trabalho e lazer, que não deixa de ser um dois em um que no fim acaba por saber tudo ao mesmo. FÉRIAS. Por aqui o dia começa MUITO cedo, o dia nasce antes do cantar do galo e às 8 da manhã já estão 30 graus. As crianças e alguns pais entram às 7 e a hora de ir para a cama é às 21h. Em Portugal seria algo impensável visto que o Sol começa a dar o ar da sua graça tarde. Eu pelo menos, nunca consigo sentar-me para jantar antes das 20.30 e ficam a faltar banhos e afins. Por aqui é tudo bem diferente e quem por aqui vive ou já viveu, sabe bem o que estou a dizer.

Maputo é uma cidade de emoções, de constante crescimento. Desde a última vez que estive aqui, há sensivelmente um ano e pouco, a cidade cresceu de uma forma galopante com o nascer de um shopping, às novas lojas e cafés, esta cidade está a crescer de dia para dia, mas para melhor. Os acessos à tão emblemática Ponta do Ouro já se fazem praticamente em auto-estrada (confesso que não sei se é bom) pois antes só se aventuravam os que tinham jipe e costas para isso, eram 4 horas de picada em TT. Picada PURA, aquilo era dose. O que safava a viagem era que lá se apanhavam umas girafas, uns macacos e uns elefantes a meio caminho… mas doía.. e muito.

Já para Norte a estrada é sempre a mesma, façamos 1 hora de viagem ou 12, só há uma estrada, a única que dá acesso a toda a costa. Costa = Praia Paradisíaca. Claro que fomos à Praia. Por cá demoramos no mínimo 1 hora a chegar, mas vale cada minuto de viagem!

Por aqui tudo é diferente, a cor da terra, o pôr-do-sol, a fruta, o acesso às coisas giras e diferentes… É uma cidade culturalmente forte, onde existem bastantes “marcas” nossas espalhadas por toda a cidade e onde, os portugueses que por aqui vivem, ajudam a alimentar esta cultura TUGA.

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

As Catarina’s, Laborinho & Arnaud

E foi exatamente uma TUGA, amiga do amigo da amiga que vim encontrar, mas não é uma TUGA qualquer, é uma Tuga da Margem Sul, a Catarina Arnaud. A Catarina veio para MOZ há 5 anos quando o marido (também nascido e criado na margem sul) foi destacado para cá, desde então a vida dela deu uma valente reviravolta. No início não adorou isto, mas acabou por se render às maravilhas do que é viver aqui neste sul. Tal como a Catarina, por aqui há imensa malta da Margem Sul. Não é por acaso que quando a Diana Piedade esteve aqui em Maputo a dar um concerto, no fim quase foi “obrigada” a cantar a tão nossa “Margem Sul State of Mind”.

Sem nenhum projeto na algibeira a Catarina virou-se para os tecidos. Por aqui, a panóplia de tecidos é de deixar qualquer um de queixo caído. As tão famosas capulanas de todas as cores e feitios levam à loucura qualquer mulher… há para todos os gostos o que permite dar largas à imaginação.

A Catarina optou pelas malas, sacos, mochilas, pochetes, clutch, carteiras, etc, etc. Quando cheguei tinha um presente muito especial da minha Amiga Leila, era uma mala com o padrão de ZEBRA (adoro Zebras), e claro foi a Catarina que a desenhou, no mesmo dia disse-lhe, “quero ir ver mais!!!“ e lá fomos.  O showroom é na sua casa, onde fiquei maravilhada quer com a vista desafogada para o Índico, bem como com a oferta, cores e texturas com que a Catarina encheu os meus olhos. Os sacos são feitos de tecidos/capulanas mas o resto é de pele, os formatos variam entre tamanho e funcionalidade. A vantagem daqui é que tudo é possível, basta para isso imaginar e a Catarina faz, e foi isso que aconteceu com a minha mala. A Leila queria um modelo que utilizo com regularidade e a Catarina fez. Quick and simple.

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

O difícil é sair de lá com poucas malas, porque é obvio que nos apetece trazer TUDO, mas para deixar a porta sempre aberta, a Catarina remata: “antes de ires embora passa cá, porque vou receber outra encomenda!” Oh Catarina, achas que podes não me enterrar mais?!?! porque nós aqui queríamos trazer TUDO, TUDO.

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

Para quem gosta da simplicidade esta cidade é mágica, tem recantos com o seu glamour, como tem a simplicidade do caju vendido no meio da rua. É o típico 8 e 80, onde tudo faz parte de um “processo” e onde o nosso “stress” não lhes faz confusão, porque eles não são definitivamente como nós, por isso resta-nos baixar as rotações e entrar no ritmo.

Mas têm sem sombra de dúvida uma coisa bem melhor que a nossa, seja a que horas for, entremos onde quer que seja, temos um sorriso na cara. Seja o segurança que nos pergunta se descansámos bem, seja a Srª da bomba de gasolina que nos diz “Bom dia” com um sorriso de orelha a orelha pelas 5 da manha, seja o funcionário do supermercado que fica pasmado quando lhe perguntamos o que fazer com aquele fruto, mas que em menos de nada aparecem mais 3… se há coisas que temos que aprender, é sem dúvida, olhar em redor e levar daqui estes pequenos e maravilhoso momentos.

Nós aqui estamos em MOZambique
Nós aqui adoramos isto

Textos e Fotos: Catarina Laborinho
Malas e afins: Catarina Arnaud

GinjalTerrasse

AINDA SOBRE O GINJAL…FESTA DOS ANOS 90. ALINHAS? 30 de março. Por Marlene Gaspar

gostamos

Preciso de algum ânimo, porque estou furiosa com a greve da função pública amanhã que me vai transtornar a vida, mas é para isso que uma greve serve – para transtornar a vida às pessoas, certo? Desculpem se ofendi alguma suscetibilidade, mas estou sem filtro, não estou para amar, e por isso valha-me a notícia de um grande festão, para me dar algum alento, neste momento cinzento.

Posto isto, vamos ao que interessa – ao forrobodó que vai ser uma festa dedicada aos êxitos dos anos 90 no Cais do Ginjal (mais propriamente no Ginjal Terrasse), em Cacilhas, a 30 de março, sexta-feira.

São êxitos dos anos 90, ou seja, estes eu devo conseguir trautear a maior parte das músicas e apesar da festa só arrancar às 23 horas, hora que começo a bocejar, mas que aguento até vá lá para as 00:00h, ou 00:15h, mais coisa menos coisa, mas para quem é valente a cena vai durar até às 5h da manhã. O que é muito oportuno para quem vem da big city, porque o primeiro barco do dia em direção a Lisboa parte às 5h20. Sem stress de conduzir com álcool é só mesmo a cena de aguentar o enjoo, afinal “cacilhar” é isso mesmo. Mas vocês são fortes, não é malta? Afinal a entrada  entrada é livre e a malta precisa de diversão. Quem alinha?

Nós aqui temos festa dos anos 90.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: NiT