Olhar nos olhos

A IMPORTÂNCIA DE OLHAR NOS OLHOS. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Olhar nos olhos é um dos primeiros marcos de desenvolvimento alcançado pelos bebés, e é verdade que é também um dos momentos mais emocionantes! É neste momento que os pais percebem que o seu Bebé finalmente os “vê” e que eles são importantes e reconhecidos. Quando os olhos dos pais e do bebé se encontram, acontece algo muito especial, é estabelecida uma conexão emocional. O olhar trocado entre pais e filhos é uma experiência compartilhada que transmite informações sobre interesses e ligações recíprocas, bem como troca de gestos, expressões faciais e sorrisos.
É, sem dúvida, um primeiro enamoramento que se vai desenvolvendo ao longo do crescimento da criança.

Porém, nos dias de hoje, algo assombra este primeiro enamoramento, esta troca de olhares cúmplices…Na minha prática profissional diária sou confrontada com bebés de olhar esquivo, crianças que parece que não ouvem, pois não olham, crianças com dificuldades de manutenção da atenção, dificuldades na interação e controlo de impulsos e basta olhar à nossa volta e deparamo-nos com:

Um bebé que é embalado ao som da música e imagem de um ecrã; um bebé que chama “mãe, mãe” e que ouve a voz, mas não recebe o olhar de sua mãe pois esta não pode, de forma alguma desviar o olhar do ecrã… Crianças que só comem com um tablet à frente, crianças que só adormecem à frente do ecrã, crianças que fazem birras demoníacas quando são privadas do ecrã…

PÁRA TUDO!…

E a relação onde está, a troca de olhares?
Mais tarde então deparamo-nos com meninos que não param que não prestam atenção, quando muitas vezes têm muita falta de treino de “Olhar”.

Olhar nos olhos

Mas como podem os pais encorajar o contato visual, a troca de olhares?
A troca demorada de olhar entre pais e bebés são naturais e alegres. No entanto, cada bebé, pai e mãe têm suas próprias características, necessidades e tendências e é preciso tempo para encontrar o equilíbrio certo para todos os envolvidos.

Aqui estão algumas dicas sobre como ajustar e mediar o mundo para o seu bebé, levando em consideração as suas particularidades, tendências e necessidades:

Não espere um olhar longo e focado.

Você não pode forçar um bebé a fazer contato visual especialmente quando ele está com fome, cansado ou incomodado. Existem formas maravilhosas para encorajar gentilmente o olho no olho quando o bebé está contente e alerta.

Nos primeiros meses de vida, segurar o bebé cerca de 20-30 centímetros de distância da face do adulto facilita o olhar e o foco.

Quando o bebé estiver olhando diretamente para o pai, mãe ou cuidador, é uma oportunidade de interagir, sorrir, cantar, falar e gesticular no campo de visão da criança, mesmo que pareça estranho no início. Estas interações significativas são registradas na mente do bebé e afetam seu desenvolvimento.

Geralmente é melhor esperar até que o bebé olhe para o pai, mãe ou cuidador para, em seguida, estabelecer a comunicação. Quando ele olhar, não tente desviar o olhar antes que ele o faça.

A troca demorada de olhares é especialmente benéfica para estabelecer laços afetivos quando acompanhado de toque e / ou voz.

Quando o bebé olha para os pais ou para um objeto, apontando e nomeando, o desenvolvimento da linguagem flui com maior facilidade.

A face humana é um forte estímulo visual. Bebés, por vezes, precisam de uma pausa no fluxo do rico volume de informações que lhe são oferecidas. Quando o bebé vira a cabeça ou desvia o olhar, não é um sinal de desinteresse ou rejeição, mas sim a sua maneira de dizer “preciso de parar um bocadinho, eu necessito de algum tempo para processar tudo”.

É importante respeitar a capacidade sensorial do bebé. Alguns bebés são mais sensíveis à estimulação sensorial e podem evitar o contato visual com mais frequência. Outros bebés podem realmente precisar de estimulação intensa, a fim de se concentrarem e apreciarem gestos mais visíveis e caretas engraçadas.

E mais tarde? Como podemos ajudar a criança que parece não ouvir? Que corre, corre e nunca nos fixa nos olhos?

Utilizo habitualmente uma estratégia meio divertida com os miúdos mais velhos, fito-os nos olhos e digo “Look me in the eyes”, acompanhado do gesto de interacção entre os olhos e de um ar bem ameaçador. Ridículo? Talvez, mas resulta… É uma coisa meio de filme policial…

A versão para os mais pequenos passa pelo “Estou te a ver…”.

Estas estratégias que se associam a gestos e “dizeres meio descabidos” são ótimos para a criança reter na sua memória auditiva e visual e como qualquer criança tudo o que pareça “palhaçada” acaba por dar vontade de fazer.

Outra sugestão passa por, sempre que a criança solicita algo, aproveitarmos a oportunidade e aguardarmos que ela nos olhe nos olhos para acedermos ao seu pedido.

Reforçar positivamente sempre que a criança realiza uma troca de olhar.

Por vezes as situações não tão simples e será necessário consultar um especialista, mas habitualmente as situações de inatenção, irrequietude e “falta de ouvido” resolvem-se com um simples Olhar. Criança que não olha aprende com muito mais dificuldade.

Não esqueça o olhar é o primeiro marco de desenvolvimento e interação emocional do bebé, tratemos com cuidado com este momento especial.

Caso experimente estas estratégias ou tenha dúvidas relativamente a este assunto, não hesite e partilhe connosco!

Helena Gonçalves Rocha

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FonteTelha1

VEJO A MINHA MAIOR INIMIGA PRINCIPALMENTE NA MARGEM SUL!

corremos

De facto, ela anda sempre comigo, mas como é na margem sul onde passo mais tempo, principalmente de bunda ao léu é onde ela mais me incomoda.

Pelo que sei ela é inimiga de mais de 90% das mulheres, mas quem é que lhe disse que eu quero ser como a maioria? Falo desta cabra que chegou pé ante pé, e de um momento para o outro foi ficando espaçosa e teimou em ficar. Não lhe interessa nada se é desejada ou não. Não pede licença, abanca-se, alastra-se e pior que tudo não dá tréguas. Falo desse fenómeno horrendo que é a celulite. Odeio-te com todas as minhas forças e não, não estou preparada para me conformar com a tua presença. Lamento. Apesar de ires bem adiantada no marcador, eu vou dar luta. #ateaoproximoveraoficosarada

Se há coisa em que sou boa e que a idade me aprimorou é não ficar com quem não me quer e vice-versa. Saio de cena tranquila e vou à minha vida sem desejar mal a tais seres, mas apenas que não me tenha que cruzar com estes no meu caminho. E era só isto que eu pedia a esta maquiavélica praga que se apoderou das minhas coxas. Vai à tua vida. Em “bom português – Deslarga-me”! Mas não, vaso ruim não quebra e é para levar com isto que estou guardada.

Dizem que a celulite é um depósito de gordura que os fêmeas têm para as suas crias.

– Hello! Oh celulite, és burra oh quê? Já tive filhas, já usei esse crédito e não se nota nada. Não melhorou, até se queres que te diga, oh minha grandessíssima cabra, piorou. – Como já percebi que os argumentos não são o que te convencem, vamos tentar outra coisa.

Estava na Fonte da Telha, lá está, mais uma vez na margem sul, com a minha cunhada Filipa que trabalha nesta área de combater a celulite e outros problemas indesejados da mesma estirpe, a chorar-me por este flagelo. Sim, na praia tenho de ir à água a andar de costas, a fingir que estou a falar com alguém para não me verem a traseira. Disfarço até ao mergulho que graças a Deus dentro de água não se nota nada. À vinda, tomo a posição de baywatch girl com tudo em cima (faz-se o que se pode e a atitude é meio caminho andado para o sucesso), porque de frente, não é tão mau como parece. Até dá para enganar um bocadinho. Mas, voltemos à Filipa e aos seus sábios conselhos – falou-me do drenante da dieta 3 passos e o contacto de uma nutricionista na margem sul! E não é que tem sido o meu melhor amigo da última semana e emborco aquilo como se não houvesse amanhã!? Longe de estar como se quer, já consigo ver alguns resultados. Isto por si só não é suficiente, já sei que tem de se ter cuidado com o que se come, com o ginásio e blá, blá, blá. Calma, não me enervem. Não dá para dar tudo ao mesmo tempo, mas se quiserem partilhar outros conselhos sem exigir muito de mim, que estou fragilizada com este fenómeno, contem-me tudo. #ateaoproximoveraoficosarada

A ti, celulite mother fucker, vai e não voltes que eu não sou rancorosa. Vai de recto Satanás, que eu sou do bem.

Nós aqui temos cenas para combater a celulite.
Nós aqui temos isto.

Texto e foto: Marlene Gaspar

 

Mundet

ANIVERSÁRIO QUE É ANIVERSÁRIO CELEBRA-SE NA MUNDET. #seixalando4

celebramos 1

40 primaveras. 4 décadas, 40 anos! Acabei de fazer 40 anos! Ouviram bem qua-ren-ta, qua-ren-ta aninhos. Se uma parte de mim ainda está incrédula com a bisga com que aqui cheguei, outra parte bate as palminhas de contente por cá ter chegado. Em bom, sem espinhas, com tudo para dar. Sempre me pareceu que esta meta estava longe e só acontecia aos outros, eu continuava por ali, nos trinta. Mas não. Cheguei. Cheguei bem. Com saúde e melhor do que estava aos 20 e mesmo do que estava aos 30 (ok, há algumas cenas que não contrariam a lei da gravidade, mas tirando a porra desse pormenor, está tranquilo, está favorável).

Tendo em conta isto, só tinha uma opção. Celebrar. Em grande, e com quem me tem acompanhado nestas últimas décadas. Público exigente, anfitriã a querer impressionar e como não podia deixar de ser queria fazê-lo na margem sul! A maioria dos convidados vinha da outra margem e por isso tinha de lhes mostrar que valia a pena a viagem (eu sei, que o motivo já era razão para pagar a viagem, mas ainda assim, temos de “dress to impress”). Na verdade, sabia muito bem onde queria fazer o festão. Não tinha plano B e felizmente não foi preciso. O local escolhido foi a Mundet. Já aqui partilhei que muito me agrada o espaço e para uma ocasião especial tinha de ter estes ingredientes: boa comida, bom ambiente, boa música, bom serviço, boa companhia e ter muita pinta. Adoro este espaço, porque é um espaço cool, despretensioso, com good vibes e bom gosto. João Macedo, o chef e proprietário do espaço ressuscitou os antigos refeitórios da Mundet, um dos espaços mais emblemáticos do concelho do Seixal com uma vista privilegiada.

JoaoMacedo

João Macedo e aniversariante

Falei com o João que, mais uma vez, me recebeu de braços abertos e se prontificou para proporcionar uma festa de arromba. “Fechámos negócio” no casamento dos meus cunhados Ivo e Filipa (outra festa de arromba, que não me compete aqui relatar), onde ambos fomos convidados e não podia ter corrido melhor.

Mundet

Os cunhados Ivo e Filipa

A Mundet tem uma carta de fazer crescer água na boca e os menus especiais de grupos não ficam atrás. É que não deixam faltar nadinha: as entradas, o prato principal, a bebida, a sobremesa e o café. Comecemos pelo início – as entradas são assim como eu gosto, à séria e não para inglês ver. Adoro o queijo, o pão (a minha perdição) e os enchidos. O prato principal pode ser carne ou peixe e eu engalfinhei-me nos dois, e está difícil dizer qual eu gosto mais – o salmão não me fez de trouxa e a presa ibérica deixou-se apanhar facilmente. A vinhaça é de uma grande categoria, o que para uma senhora de idade como eu, é algo muito apreciado. Para rematar, o crumble de maçã saltou-me as papilas gustativas de felicidade.

E se terminássemos por aqui já se podia dizer que fechávamos com chave de ouro, mas não ficámos por aqui. O melhor ainda estava para (ou)vir, porque fomos brindados com o concerto ao vivo e a cores dos Dados Viciados que partiram a loiça e ainda fizeram todas gente cantar-me os parabéns, incluíndo os próprios. Foi a puta da lou-cu-ra.

O meu discurso não fez chorar as pedras da calçada, porque o momento foi de celebração. Celebração e pedido de um desejo, como me ensinou a minha filha – morde a vela (eram só 40!), vai para debaixo da mesa, pede um desejo e grita. Fiz tudo isso e o meu desejo é ter mais 40 anos tão bons como este. A fasquia está alta, mas diz-me a idade que há sempre espaço para nos surpreendermos.

MundetSeixal

A celebração com os meus.

Perguntam-me muitas vezes o que recomendo para almoços/jantares de grupo aqui na South Bay. Acho que agora não ficam dúvidas. A Mundet é a aposta segura! Obrigada ao João Macedo, à Mundet Factory, aos meu núcleo duro, aos Dados Viciados, ao seu público e ao meu, ou seja,  todos os convidados que partilharam comigo esta noite tão especial. Se um dia tivesse sonhado com os meus 40 anos, não queria mais nada do que o que tive. Foi espetacular. Posso confessar que entrei mais bem resolvida nos 40 do que nos 30 e esta última década foi sem dúvida a melhor. Termino citando essa grande figura deo estilo, Coco Chanel: Não se é jovem aos 40 anos, mas pode-se ser irresistível em qualquer idade.

Mundet.Seixal

Momentos: Carla, Catarina B, Grupeta, Isabel, Rute, Fátima

Nós aqui temos a Mundet.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotos: Quem se apanhou com o telefone na mão!

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS. Por Catarina Laborinho

aderimos

Começou ontem a Semana Europeia da Mobilidade, a #mobilityweek, e nós aqui aderimos a isto. Com o apoio da Fertagus viemos para Lisboa de bicicleta. Uau!! foi A EXPERIÊNCIA. Sair de casa e colocar a bicla no carro é algo que faço muito raramente já que quando vamos andar já saímos a pedalar. Mas hoje era impossível ir até à estação, entre deixar crianças na escola e chegar ao comboio, só daria se a Fertagus me deixasse utilizar os seus balneários, porque ia chegar a pingar de suor 😉

Ontem e na próxima sexta-feira (dia 22) quem levar a bicicleta não paga bilhete, são os dias free da #mobilityweek para os adeptos de 2 rodas, com o apoio especial da Fertagus.

Sair de casa com a bicla no carro e chegar à estação é sempre uma experiência diferente. Por momentos até parecia que estava de férias… Aí férias, férias… já tenho tantas saudades tuas…

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS | A partida

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS | A partida

A Fertagus diariamente tem à disposição 2 carruagens para o transporte de bicicletas (uma na proa e outra na popa) mas hoje, e como a semana é especial, pudemos entrar em qualquer uma. Nós aqui entrámos na proa e numa carruagem adaptada. Estas, tanto dão para bicicletas, como carrinhos de bebé ou cadeiras de rodas. Têm uma pequena rampa e um género de “cinto de segurança” para prender os veículos. E foi assim que a minha bicla foi até Lisboa.

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS | A caminho do trabalho

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS | A caminho do trabalho

A chegada à capital foi pacífica, consegui com facilidade descer as escadas com ela “ao colo” e chegar em menos de nada ao escritório.

O regresso para casa, esse foi semelhante… é giro ver que há mais pessoas como eu a aderirem a esta iniciativa nesta semana especial, a #mobilityweek. Infelizmente não consigo ir de bicicleta mais vezes para o trabalho mas sempre que posso dou uma ajudinha ao ambiente. A partilhar chegamos mais longe e com este tipo de ações ou outras igualmente importantes e impactantes o mundo ao nosso redor torna-se muito melhor.

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS | O regresso

#MOBILITYWEEK BY FERTAGUS | O regresso

PS. Não se esqueça que no dia 22, com a bicicleta, tem acesso direto à casa da partida no comboio da ponte.

Obrigada Fertagus pela borlix na #mobilityweek
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Texto: Catarina Laborinho
O Lisbon South Bay Blog agradece à Fertagus

FERTAGUS, LSBblog

 

Helena Gonçalves Rocha

MAIS AUTONOMIA TORNA AS CRIANÇAS MAIS RESILIENTES. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não há volta a dar, iniciou-se um novo ano, tempo em que procuramos rever atitudes e fazer mudanças.

O meu grande objetivo continua a ser o desacelerar e o simplificar, para além da conjugação de um outro verbo: Respirar! Lembram-se no último post que vos falei da importância de respirar?  Em momentos de maior inquietude e aflição ajuda imenso. Huumm…Phhhhh…

Mas na verdade cada vez me inquieta mais a falta de autonomia que providenciamos às nossas crianças E nada melhor que aproveitar este momento do reinício escolar para traçarmos metas e nelas investir.

Que tal investir em estimular a capacidade de lidar melhor com as adversidades e superá-las, ou seja, estimular a nossa resiliência?

A promoção da autonomia é uma das formas privilegiadas de estimular a resiliência.

Falemos por exemplo das deslocações para a escola. Quantas crianças entre os 8 e os 13 anos se deslocam de forma autónoma para a sua escola?
Em 2013 , a Faculdade de Motricidade Humana realizou um estudo sobre a mobilidade independente em Portugal, questionando os pais sobre quais as razões que os levavam a transportar os seus filhos para a escola, a razão invocada com maior percentagem relacionava-se com o trânsito, logo seguida do medo dos adultos.

Recordo-me claramente do dia em que me foi dada permissão de ir a pé sozinha para a escola, teria uns 7 anos. Era supervisionada para atravessar a estrada e de seguida lá ia eu, orgulhosamente SOZINHA. (Anos mais tarde, o meu pai confessou que me acompanhava durante todo o trajecto bem de longe). Recordo-me também da sensação que estes pequenos passos me transmitiam, Sou Capaz, Sou Crescida, Sou de Confiança!

Pequenos passos com os quais podemos ajudar as nossas crianças a crescerem, ir fazer uma compra ao mini-mercado, pedir um gelado no café mais próximo, deixá-los fazer pequenos trajetos a pé.

Já dizia João dos Santos, o maior pedopsiquiatra e psicopedagogo português, educar é um vai e vem entre dar proximidade para dar segurança e dar distanciamento para dar autonomia. Quando precisam de segurança damos afectos, quando precisam de autonomia damos distância.

Acho mesmo vergonhosos que cada vez mais as crianças e adolescentes sejam deixados diretamente no portão. Assistimos atualmente a uma parada de automóveis às portas dos colégios e escolas secundárias nas horas de entradas e saídas que não permitem que os miúdos logo de manhã dêem mais de 50 passos. Para além das questões da autonomia, falamos também das questões da mobilidade, do sedentarismo que progressivamente se instala nas novas gerações.

Antes de iniciar o seu trabalho de atenção e foco do período escolar, a criança beneficia de realizar alguma atividade física, que pode bem ser uma caminhada, que lhe permita ativar o seu estado de alerta e facilite a manutenção da atenção no período de tempo que se segue.

Como tal, se aceita o desafio de estabelecer novas metas e contrariar as tendências, deixe o seu carro mais longe e faça uma caminhada matinal, se ele já tiver idade (10/12 anos) incentive-o a utilizar os transportes públicos, deixe-o fazer “coisas” sozinho. Tudo isto irá promover a sua Autonomia e aumentar a sua capacidade de resiliência, ou seja, a sua capacidade de resolução de problemas.

autonomia nas crianças

E afinal não é isso que todos desejamos para os nossos filhos? Que sejam autónomos, que consigam encontrar soluções para os seus problemas?

Se assim for, é altura de definir novas metas e fazer do seu filho uma criança mais autónoma. Acredite nele, ele é mesmo capaz!

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografia: D.R.

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O PRIMEIRO COLINHO DA MINHA IRMÃ FOI NA MARGEM SUL!

agradecemos 1

Apetece-me falar da minha irmã. Não é dia da irmã, não faz anos e não aconteceu nenhuma efeméride para vir à tona, mas apetece-me. Quero falar da minha irmã.

A minha irmã é a pessoa que eu mais gosto no mundo e arredores. Desde há 6 anos atrás que passou a partilhar essa posição e temos lugares exequos, mas continua lá, no pódio que será sempre dela. Este lugar ninguém lho tira.

Somos muito diferentes. Tão diferentes que quase se coloca em dúvida que viemos dos mesmos seres e que vivemos tantos anos juntas. Viemos e vivemos. Os nossos valores e atitudes comprovam isso mesmo. Somos da mesma casta. Das boas (modéstia à parte).

Uma coisa é certa, ela não vai gostar disto. Esta exposição vai deixá-la chateada, mas vou usar os meus cartuchos de que, qualquer coisa que eu faça (inclusivé de errado), vai sempre gostar de mim. Desculpa Célia. É a nossa vida.

A minha irmã é reservada, discreta e muito ponderada. Já eu… é o que se sabe! Mas não estamos aqui para falar de mim. A minha irmã tem um coração gigante e vive preocupada com outros. Provavelmente, um defeito a assinalar-lhe. Posso falar disto, pois o primeiro colinho da minha irmã de que tenho memória foi aqui, na margem sul. Recordo com saudade quando vim para a colónia de férias, com 7 anos, aqui na Verdizela e chorava baba e ranho a chamar pela minha mãe. Lá tinham os monitores que chamar a minha irmã, mais velha, a querer curtir a adolescência e a ter de ir dar colinho à pequena que berrava por estar longe dos papás. Aquele colinho era tudo. Acalmava-me na hora. A minha irmã nunca se queixou. Nunca me fez sentir que eu era um peso na vida dela. E devia, porque naquela altura era bem rechonchuda e devia fazer-lhe mal às costas, mas adiante. A minha infância foi muito feliz e a ela se deve. Já a sua juventude não tenho a certeza, porque eu não devia ser a irmã mais nova que ela queria ter. Se fosse eu não queria.

Vaidosa, estouvada, chata e pior que tudo, meus amigos, eu era bufa e chantagista. Foi um ar que se me deu e felizmente foi sol de pouca dura, mas para conseguir o queria era assim, só parvita. A Célia, nunca me cobrou isso. A Célia continuou a levar-me à sair à noite e a cuidar de mim sem pestanejar. E eu merecia um chega para lá.

A minha irmã foi a única pessoa por quem andei aos tabefes. Apesar da minha adolescência parva (e que atire a primeira pedra quem não teve uma dessas!), ai de alguém que ousasse dizer algo à minha irmã que a pudesse ofender. Essa possibilidade era só minha! Virava fera para a defender, como se ela não o conseguisse fazer só com aquele olhar 33 que tem. Houve uma vez que não gostei e dei uma chapada a quem lhe disse coisas menos giras. Se fosse comigo, devia por o rabinho entre as pernas e fugia a correr, porque a coragem era uma cena que me assistia, mas só para ela (e antes de pensar no assunto). Já hoje sou uma bacana, e saio de cena.

Não temos os mesmos gostos, não temos os mesmos hábitos, não temos as mesmas escolhas. Mas é a primeira pessoa a quem eu recorro para as boas notícias e para as más. Rimos, choramos (mais eu, que choro com o ar), cuidamos e abraçamos juntas. E é assim que eu quero tê-la até sermos bem velhinhas. Junto a mim.

Eu admiro-a tanto. A sua inteligência, a sua generosidade, a sua entrega, a sua rectidão. Serei eternamente grata por te ter, Célia.

Só desejo que as minhas filhas sintam uma pela outra o que eu sinto por ti. Pelas estaladas, queixinhas e abracinhos a que assisto, estão no bom caminho para isso.

Nós aqui temos colinho de irmã.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Lisbon South Bay blog

PAttack

PARANORMAL ATTACK(A) NA COSTA DA CAPARICA. 9 de setembro

aplaudimos

Música eletrónica não é assim a minha praia e eis que o meu cunhado Ivo me apresenta o seu amigo de infância Rui Oliveira, criado na margem sul, mais propriamente nessa bela localidade designada Casal do Marco! E eu, começo por torcer o nariz ponho-me a ouvir (não negues uma ciência que à partida desconheces) e começo a questionar e repensar os meus preconceitos relativos ao estilo.

Sim, por vezes sou preconceituosa, não me orgulho propriamente disso, mas feio não é admitir isso, feio é negar que o sou. Mas fico muito feliz quando descubro que estes não têm razão de ser. A verdade é que muitas vezes para chegarmos à conclusão de que o que é nacional é bom, este nacional tem de vingar lá fora. E assim foi com o Rui, a.k.a. Xangaii dos Paranormal Attack. Para os mais distraídos (grupo onde eu estava inserida) o Rui começou a sua carreira na música com 8 anos de idade a estudar piano. Cada um é para o que nasce e o “paranormal” aos 15 anos começou a tocar numa banda de baile da margem sul, os 4a Audição, e aos 20 começou a produzir música eletrónica e hoje é uma estrela dos Paranormal Attack.

Podia ter-lhe dado para pior!

E deu! O artista mora no Brasil há 10 anos, porque foi o mercado onde mais se destacou, mas já andou a espalhar decibéis em 17 países e vai estrear-se na Turquia.

ParanormalAttack

Xangaii

Mas o bom filho à casa torna e sempre que pode volta para estar com os seus amigos de infância e familiares, por isso ainda tem casa no Casal do Marco e afirma em primeira mão, ao Lisbon South Bay blog que é onde vai voltar a viver no próximo ano.

Vizinhança não se apoquentem que os concertos e espetáculos vão estar na margem sul, mas não serão (para já) aí. A tour europeia dos “Paranormal Attack” vai incluir a Costa da Caparica, mas antes tem paragens noutros pontos da europa:

26 de Agosto – Salda Lake – Turquia
8 de Setembro – Hamburgo – Alemanha
9 de Setembro – Costa da Caparica – Portugal

Vai ser o primeiro evento da banda em terras lusitanas. A Fxxk Tomorrow em co-produção com a Digital Oracle apresentam Paranormal Attack num set especial de 3 horas, começando assim as comemorações dos 15 anos do projeto. Durante as 3 horas de set vais poder ouvir músicas que marcaram a carreira do projeto e também as produções mais recentes que irão ser lançadas no próximo álbum!

CartazParanormal

Para que saibas quanto te vai sair do bolso, aqui tens estas opções.
10 Eur – Pré Venda
12 Eur até as 2H
15 Eur depois das 2H

Marca já na tua agenda que no dia 9 de setembro os Paranormal Attack vão partir a loiça toda na Praia da Nova Vaga, no Tartuga Beach Bar. Confirma aqui a tua presença.

Nós aqui temos os Paranormal Attack.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Javalis

NA MARGEM SUL O AR É DE TODOS.

gostamos

Já passaram 10 anos da infeliz saída do ex-Ministro Mário Lino ao referir que a margem sul era um deserto e que muita piada se fez sobre os camelos à pala disso.

camelos

Mas se os camelos nunca chegaram a vir, o mesmo não se pode dizer dos javalis que se enfiaram pela praia do Portinho da Arrábida “adentro”, porque são porcos, mas não são estúpidos e sabem o que é bom.

Os javalis surpreenderam os veraneantes que também escolheram uma das melhores praias que temos para irem a banhos e não foram de modas. Entraram sem pedir licença e não incomodaram nem foram incomodados. Ser o centro das atenções não os atrapalhou e não foram só para ir molhar o pézinho a patinha, que isto ou é ou não é. Mergulha-se e fica-se ali esparramado, que tiraram o dia para isto.

javalis2

Dos comentários que me apercebi, o episódio inusitado, foi partilhado pelo factor surpresa e os animais não representaram perigo. E, embora não seja uma novidade esta notícia, o palco do que melhor acontece na margem sul, não podia deixar de lhes dar destaque. Nós aqui, não discriminamos nada nem ninguém. Aqui, o ar é de todos.

Nós aqui não discriminamos.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotos partilhadas por Tiago Ferreira

Criolo

NÓS AQUI, FALÁMOS COM O CRIOLO.

festivalamos

A dupla Célia Estrela e Mário Nabais andou a fazer reportagem no Sol da Caparica e conseguiu falar com o Criolo que deu um grande espetáculo e fez suspirar o público. Nós aqui, contamos sobre o que é que eles falaram.

 

 LSBb – Já é a segunda vez que vens à margem sul. No ano passado estiveste no Avante, qual é a tua opinião sobre esta margem?

Criolo – É a segunda vez que eu venho aqui, mas é sempre muito rápido, é só o tempo de você chegar arrumar as coisas e cantar!

LSBb – Não tiveste oportunidade de fazer uma visita?

Criolo – A oportunidade de conhecer as particularidades do lugar, ainda não tive!

LSBb – O quê que te leva a voltares a Portugal?

Criolo – A oportunidade de cantar, não é só cantar, é uma troca, e é para mim muito especial, a gente vem de uma história de muita luta e vir aqui para cantar, ser convidado para cantar num festival ou numa casa de shows é muito honroso, é muito especial para mim.

LSBb –Para nós também é muito especial termos-te cá, e gostavamos também de saber o quê que tu achas aqui do público português, do sentimento que se troca, o quê que tu sentes?

Criolo – Todas as vezes que vim aqui sempre foi muito forte, muito especial, cantei aqui e no Porto, duas vezes na casa da música, cantei no armazém F. Foi muito especial, e no festival Avante, foi maravilhoso e agora aqui, neste festival, neste lugar é muito especial, eu gosto muito.

LSBb – Acho que é só isso, acima de tudo, para nós é uma honra conhecer-te, tens-nos inspirado muito, o Mário (Nabais) é grande fã teu.

Criolo – Obrigado, um abraço para todo mundo, e música é isso, música provoca encontros, isso é o mais importante,  o mais especial é isso, ser trilha sonora de um encontro é muito honroso, porque na verdade a mágica acontece quando as pessoas se encontram, nós somos uma trilha sonora e isso já é uma felicidade.

RepórteresSolCaparica

Célia Estrela e Mário Nabais

Nós aqui falámos com o Criolo.
Nós aqui temos isto.

Entrevistadora: Célia Estrela
Vídeo: Mário Nabais

 

Sunset

SUNSETS, VINHO E GOLFINHOS EM SETÚBAL. até 30 setembro

gostamos 1

As férias ainda estão aí e ainda tens direito a tudo. Estás-te a imaginar num cruzeiro a aproveitar o sunset (ou Pôr do Sol, para quem não gosta do termo em inglês!), a beber um bom vinho da Península de Setúbal, com uma vista de cortar a respiração e a juntar a isto tudo, se ainda tiveres coração para aguentar, a botar olho nos golfinhos?

Até ao final de setembro aos sábados há cruzeiros no rio Sado. Sai um pequeno barco cruzeiro da Doca das Fontainhas, em Setúbal, ao lado da entrada dos ferry boat. As melhores adegas da Península de Setúbal marcam presença para poderes fazer provas dos vinhos com muitos petiscos que é como quem diz com queijos, enchidos e doces da região. Mmmmm, nham, nham. Já estou a salivar, mas também se há coisa para a qual eu sou uma fácil, é para um bom petisco e um bom copo de vinho.

O passeio conta com a presença de um DJ e dura 2h30 do estuário do Sado até à costa da Serra da Arrábida.

Bom, não há bela sem senão. O passeio custa 30 euros por pessoas e as crianças até aos 12 anos pagam 17,50 euros. Se para além do cruzeiro com vinhos quiserem-se afiambrar a uma mariscada organizadas no barco, no mesmo dia, é pagar 40 euros, que dá direito à refeição com marisco da região e, claro, aos vinhos das mesmas adegas.

Reservas: Site SadoArrábida

Então, o que te parece?

Nós aqui Sunsets, vinho e golfinhos.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: NiT