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RESCALDO E VÉNIAS – SOL DA CAPARICA. Por Marlene Gaspar

parabenizamos

Chegou, encatou e esgotou. Em jeito de balanço ou rescaldo foi assim a 5ª edição do Sol da Caparica. Se o primeiro dia impressionou os restantes aumentaram a fasquia e colocaram o Festival no mapa dos must go.

A temperatura subiu ao longo dos dias e proporcionou noites quentes que abrilhantadas pela excelente cartaz e diversidade de iniciativas trouxe dias de muitas surpresas. Ora assim para enumerar algumas:

Os UHF (aquela vénia) trouxeram o grande Tim (outra vénia), como convidado a um concerto memorável, a Beatriz aceitou o pedido de casamento no concerto da Carolina Deslandes, homenageou-se a diva dos pés descalços – Cesária Évora que nos deixa muita Sodade, a Sara Tavares (mais uma vénia) também lembrou a grande diva que nos deixou – Aretha. Amor Electro partiram a loiça toda e mostraram o que é ter sangue na guelra, que é como quem diz que cantam com’ó caraças. Miguel Araújo também disse presente. O “nosso” Orlando Santos também cantou e encantou. E os Expensive Soul trouxeram o Jorge (Fernando) que trouxe fado.

Piruka, Virgul a jogar em casa, Jimmy P, Jjodje e Wet Bed Gang,  marcaram com o estilo hip hop. Jimmy P ressaltou a boa energia dos festivaleiros: “é incrível, é incrível (…) acho que muitas das pessoas vão para para a praia e depois veem para aqui, né? Então acho que vem um bocado purificadas e com uma energia saudável, dispostos a dar e a receber boa energia e acho que os concertos vivem mesmo disso, não é só daquilo que acontece no palco, mas o que acontece com o público e se houver as 2 coisas é uma combinação perfeita“. Brother, acho que a descrição não podia ser mais feliz. Eu sou uma dessas, que espero ter enviado boa energia, porque recebi muita, por isso só posso estar grata.

Carminho, Anselmo Ralph que classifica muito bem o Festival: “o nome é perfeito, o local é perfeito e os artistas são perfeitos“. Os grande Peste & Sida também marcaram presença, ou não fossem de alguma forma responsáveis pelo nome do Festival. E como em equipa vencedora não se mexe, os DJ Rich & Mendes encerraram o festival, como é seu apanágio desde há 5 anos.

Houve dança, skate e surf e para os menos radicais como eu, um excelente dia de praia que antecedeu o noite quente e que mais uma vez faz do local o meu favorite spot – “gratinar” (mas com factor 50 diversas vezes) de dia e curtir à noite.

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Lisbon South Bay blog no Sol da Caparica

Bordalo II trouxe a Orca de Aljezur, uma obra que alerta para a poluição no mar, e pretende chamar a atenção como cada um de nós pode contribuir para que isso não acontece (mais uma vénia). Como referiu António Miguel Guimarães, o responsável pela organização do festival: “a arte urbana é éfemera, mas traz os sonhos que são eternos” – sai mais uma vénia para este senhor e equipa, que a organização teve nota 10+.

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Bordalo II – Orca de Aljezur

E para além dos comes e bebes com muita variedade (que eu muito agradeço porque tive de balancear as gordices), ainda deu para umas comprinhas, como o estaminé da Mónica – blog4her que esteve sempre ao rubro, mas não stressem por o festival já estar a terminar que podem encomendar online. Não quero que vos falte nada.

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Mónica do Blog4her e palco SIC/RFM

Nesta 5ª edição o Festival esgotou. O Sol da Caparica já recebeu cerca de 80 mil pessoas, 190 artistas que cantam em português e só repetiram 14 artistas. É caso para dizer margem sul Power is on fire.

Marlene Gaspar, Lisbon South Bay blog no Sol da Caparica.

Nós aqui temos o Sol da Caparica.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Rui Tomás

SoldaCaparica

IE, IE, IE, O SOL DA CAPARICA É QUE É. Por Marlene Gaspar

gostamos 1

O Sol quando nasce é para todos e o Sol da Caparica não é exceção. A 5ª edição do Festival Sol da Caparica começou ontem e como não podia deixar de ser, nós aqui estivemos lá. Desde há 3 anos, que acompanho a evolução deste grande evento na margem sul e cada vez mais orgulhosa do seu percurso.

Ontem tive o prazer de vir desbundar o festival com malta da margem norte, que provavelmente sem grande expectativa, mas atraídos pelo cartaz lusófono, quis tirar teimas sobre o Festival. E tirou. Conquistámos mais uns fãs que se renderam ao som, mas também ao recinto, ao espaço, ao ambiente, ao convívio, porque o Sol da Caparica é muito mais do que uma letra, um bom dia de praia. É uma forma de estar e “tá-se bem”. Está-se mesmo muito bem.

SoldaCaparica

Foi fazer a cobertura do evento de forma real – como um verdadeiro festivaleiro e ainda houve espaço para encontrar amigos.

SolCaparica

A evolução da organização também se nota pelos espaços, atividades e oferta para além dos concertos, pela presença de grandes marcas que estão presentes e que são muito úteis. O meu muito obrigada ao MBWay que me salvou a noite. Eu deixei a minha carteira onde passei férias (o que são a uma centenas de quilómetros da Costa da Caparica) e estava sem cartões. Um drama, cuja primeira reação é pânico. Como é que vou pagar as minhas cenas? Pára tudo. E eis que com este dilema para resolver “tropeço” no postos da MBWay e consigo levantar dinheiro sem cartão. E ainda consigo ir comer e pagar com MBWay sem usar o cartão. Não era a única a estar feliz por isso.

SoldaCaparicaMBWay

Pimba, fez-se magia.Muito obrigada MBWay, tu é que sabes d’isto. Quem pode, pode e aqui pode-se pagar sem cartão. Tenho dito, mas vou saber mais sobre isto, que esta cena é muito à frente. Ah, e esta “magia” pode ser usada em qualquer lugar, não é só na margem sul.

É que o festival está carregado de atrações que obrigam a usar a carteira, perdão o telemóvel. Eles são as tendinhas com bijuteria, vestidinhos e acessórios de perder a cabeça, o material de surf, do qual não sou praticante, pois com muita pena, nunca me aventurei nessa lide, mas que não me impede de usar roupas e acessórios respetivos. Afinal, posso ser uma surfista da banheira com muita pinta. A juntar a isto, as noites de verão estão aí, por isso o que mais se pode pedir a este Festival?

Lisbon South Bay blog, no Sol da Caparica.

Nós aqui temos o Sol da Caparica.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Foto: Ricardo Madeira

ParquePaz

VISITA DE ESTUDO AO PARQUE DA PAZ. Por Victória Gaspar Tomás

gostamos

A minha filha Victória tomou-lhe o gosto de escrever posts e depois do último que contámos aqui sobre uma visita de estudo, conta mais outra. Mesmo em pleno período de férias grandes (botem grandes nisto, que isto é um verdadeiro luxo que largamos quando se acaba de estudar!) gosta de escrever sobre experiências, descobertas e outros episódios. Aproveito para partilhar mais um, porque este foi vivido no Parque da Paz – aqui, na margem sul.

Gostava também de agradecer à Associação de Pais da Escola Básica do Alfeite pelo excelente programa de ATL que criaram para os alunos e pelo respetivo cuidado com eles. O nosso muito obrigada.

Agora sim, o palco é da Victória (2º ano) que conta com foi essa visita de de estudo.

A minha visita de Estudo no Parque da Paz

Primeiro saí da Escola às 8:30h e andei de metro.

Depois lanchei e tive tempo livre para brincar.

Depois fiz uma caça ao tesouro com ovos Kinder ou seja ovos de chocolate.

Depois Almocei e tive tempo livre para brincar.

Depois tive atividades com a corda como saltar a corda sozinha e em grupo.

Depois regressei à escola de metro e tive tempo livre para brincar.

Victória Gaspar Tomás

 

Nós aqui temos visita de estudo ao Parque da Paz.
Nós aqui temos isto.

Texto: Victória Gaspar Tomás (7 anos)
Texto introdução: Marlene Gaspar

Paio Pires

PROGRAMA DAS FESTAS DE PAIO PIRES. 1 agosto. Por Marlene Gaspar

gostamos

Meu querido mês de agosto…

Está oficialmente aberta a época do bailarico e afins e nós aqui queremos estar em todas.

Por isso nada como seguir o Programa das Festas. Começamos por Paio Pires que é a festa que se segue.

Festas Paio Pires

 

Vamos lá. De 1 a 5 de agosto a festa faz-se por aqui.

Nós aqui temos as festas da Aldeia de Paio Pires.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

 

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O LISBON SOUTH BAY BLOG ESTEVE NA CONFERÊNCIA DO SOL DA CAPARICA. Por Célia Estrela e Mário Nabais

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Já foram anunciados aos media as novidades sobre a próxima edição do Festival Sol da Caparica e quem é que não podia deixar de ser convidado? O palco do melhor que acontece na margem sul – o estrondoso – Lisbon South Bay blog! Oh yeah. Ali estava ele, feliz e contente desfilando junto das SIC, Tvi e outros media poderosos.

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O Lisbon South Bay blog não podia estar melhor representado. A Célia Estrela e o Mário Nabais que o ano passado contaram-nos aqui como foi o festival, fizeram desta vez a reportagem da conferência de imprensa e contam-nos tudo.

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Os nossos repórteres do Lisbon South Bay blog a passar a ponte no autocarro cabriolet.

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Célia com os artistas. Fotos: Mário Nabais

O Sol da Caparica arranca sob o signo da diversidade, na sua 5ª edição. Este ainda jovem festival procura afirmar-se como o maior festival de música portuguesa.

Vários artistas com estilos musicais que vão do rock, ao hip hop, do fado à Kizomba reuniram-se para uma conferência de imprensa alegre e descontraída a bordo do príncipe perfeito. Durante a conferência os organizadores do festival e a Presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros realçaram o reflexo positivo que o festival já tem no turismo e na economia local. Isto aliado à vontade em dar um palco para os artistas portugueses mostrarem o seu trabalho, a sua criatividade. Um festival total que para além da música terá um palco de dança, arte urbana, poesia, drumming e duas instalações do artista Bordallo II.

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As estrelas do Sol da Caparica

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A bordo

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A conferência do Sol da Caparica

Para o dia dedicado às crianças, destaque para a estreia do projeto O Gato Pintor de Manuel Paulo e João Monge, um espetáculo interativo com canções divertidas para toda a família. O Sol alegrou este convívio entre artistas, imprensa e organização e a boa energia marcou a última etapa antes do início do festival.

Nós aqui temos presença no Sol da Caparica.
Nós aqui temos isto.

Texto introdutório: Marlene Gaspar
Reportagem: Sónia Estrela
Fotos: Mário Nabais

Creola

VISITA DE ESTUDO À BASE NAVAL DO ALFEITE. Por Victória Gaspar Tomás

aplaudimos

Perdoem-me os que se queixam por andar um pouco ausente destas lides, mas tem sido por uma boa causa. Mas ainda não é hoje que vou quebrar este jejum, porque não podia ter melhor representante do quem vos trago aqui hoje para contar a sua visita de estudo à Base Naval do Alfeite – a minha filha Victória. 7 anos.

A Victória aqui conta-vos tudo (enquanto isso e eu vou só ali limpar a baba!):

Visita de Estudo na Base Naval da Escola E. B. do Alfeite

Primeiro saí da Escola às 8:45

Às 9:00 já estava lá na Base Naval

Quando cheguei lá lanchei e quando

acabei tive tempo livre para brincar

Depois joguei Futebol nuns mini campos

de insuflável e relva

Depois fizemos um piquenique a almoçar

e quando acabei tive tempo livre para brincar

Depois fomos visitar um navio chamado Creoula

e aprendi muitas coisas, como aprendi que aquele

navio era um barco de pesca, como vi a primeira vez

uma bússola e também que aquele barco é diferente

Depois lanchei e quando

cheguei à escola fiz a Batalha Naval

Victória Gaspar Tomás

Texto: Victória Gaspar Tomás. 7 anos

Nós aqui temos uma embaixadora da margem sul.
Nós aqui temos a Base Naval do Alfeite.
Nós aqui temos isto.

Texto introdutório: Marlene Gaspar

passeio BTT

ATL’S DE VERÃO – COMO ESCOLHER? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Todos os anos o cenário se repete…os miúdos começam as férias “demasiado cedo” e os adultos invariavelmente “demasiado tarde”.

Longe vão os tempos em que no primeiro dia de férias os miúdos eram “empacotados para a Terra” e só regressavam 3 meses depois, um dia antes das aulas recomeçarem. Eu fui uma destas felizardas, até aos 18 anos as minhas férias grandes eram passadas assim, com um enorme grupo de primos e amigos, com os quais construíamos as melhores memórias e aventuras inconfessáveis.

Sempre senti uma pontinha de inveja pelos meus amigos que passavam férias tipo “verão Azul”, todo o santo dia na praia rodeados de amigos. No entanto confesso que ninguém consegue ultrapassar as aventuras nas minas, nas grutas, nas escaladas de montanhas, nos mergulhos gelados no rio proibido, no “roubar da fruta”, nos bailes dançantes, nas boleias partilhadas…Daí ficaram as amizades de uma vida, laços inquebráveis que fazem com que anos depois pareça que foi ontem que tudo aconteceu.

Os riscos controlados, os desafios ultrapassados, longe da vista dos adultos mas com um grupo inseparável, fizeram de todos nós adultos mais seguros e confiantes.

Hoje porém, tudo parece perigoso, os miúdos não correm riscos e pouco ou nada são colocados perante desafios. As semanas de férias disponíveis oferecem atividades seguras e por vezes muito pouco desafiantes…

É urgente que as nossas crianças possam ter mais oportunidades de se mexerem, de explorarem os seus limites, os limites do seu corpo, tenham liberdade de experimentar, de aprender competências desportivas, mas também funcionais, aquelas coisas que poderão ser úteis qualquer dia destes…

Caminhadas desafiantes pela Serra da Arrábida para alcançar o topo mais alto sentindo-se o maior explorador do mundo, noções de socorrismo para que quando aquele “azar” acontece saibamos o que devemos fazer, cozinhar umas maravilhosas bolachas,  pedalar em BTT por entre as serras, aprender a fazer a manutenção da bicicleta, conhecer as diferentes espécies de animais e plantas existentes na Lagoa de Albufeira, experimentar o windsurf e o padell, conviver com os jovens e adultos que frequentam os diferentes espaços da Cercizimbra e concluir que, diferentes somos todos Nós e que cada um é único e especial!

ATL

Estas espetaculares experiências foram me relatadas pela minha filha de 12 anos que este ano frequentou as semanas de férias FUI, dinamizadas pelo Centro de Animação para a Infância da Cercizimbra. Desafio, aventura, risco controlado, possibilidade de convívio entre diferentes idades, desenvolvimento da capacidade de entre-ajuda.  Claro que toda esta “ maluquice” é muito controlada e dinamizada por todos os competentes profissionais que estão envolvidos nestas semanas de férias.  Para todos eles o meu muito Obrigado e espero que a noite do acampamento com jantar partilhado, tendas de “partidas”, jogos e dinâmicas com os escuteiros esteja a correr igualmente bem. Amanhã terei com certeza muitas peripécias para escutar, ou só algumas, porque muitas irão ficar no segredo do grupo…

Estas experiências diversificadas são fundamentais no desenvolvimento das nossas crianças, como tal, antes de os inscrever tente perceber qual o programa de atividades, quem são os profissionais que vão acompanhar os seus filhos e se existe feed back de outros pais e crianças.

Uma boa escolha fará toda a diferença nas memórias de Verão do seu filho e de certo nas suas também!

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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O MERCADO DA ROMEIRA ABRE AMANHÃ. Por Catarina Laborinho

Vamos a isto

O lembrete chega-nos através de um dos nossos leitores, obrigada Luís, são estas notícias de que falávamos no outro dia 😉

Amanhã, dia 22 de Junho o Mercado da Romeira vai abrir as portas ao público. Com 12 espaços de restauração, junto ao rio Tejo, na Cova da Piedade, vai haver um cardápio variado para todos os gostos. Tapas, hambúrgueres artesanais, carnes com os melhores cortes, sushi, mariscadas, pastelarias… estas são algumas sugestões que vamos passar a ter acesso, aqui na nossa margem sul.

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A Romeira, atual Mercado da Romeira, recuperado através de um antiga fábrica de cortiça, era também conhecida pela lavagem de roupa para Lisboa, e o local de refúgio nos anos 30 onde se deu uma procura de emprego massiva bem como de melhores condições e vida, vindo posteriormente, já nos anos 60 a instalar-se os estaleiros da Lisnave, principais impulsionadores do crescimento deste lado do rio. A Romeira vem hoje dinamizar aquela zona que durante tanto anos esteve abandonada e em estado decadente.

A partir de amanhã, aquela zona vai ficar mais rica!

Mercado da Romeira
Rua manuel José Gomes, nº101
Romeira, Cova da Piedade
Almada

Nós aqui vamos a isto
Nós aqui temos novo spot na Margem Sul

Texto: Catarina Laborinho

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UM SONHO QUE VIROU SORRISO. Por Catarina Laborinho

visitamos

Imaginem um mix, um Consultor Financeiro de uma prestigiada multinacional e uma Educadora de Infância que alimentava este sonho desde criança. Dá-se o clique, e o Sonho virou Sorriso, e foi assim que há 12 anos nasceu o Parque dos Sorrisos.

Tanto a Laura como o Luís tinham o mote bem definido, “o futuro começa aqui!”. E foi aqui que começou esta jornada.

Para quem anda no comboio da Fertagus, Estação dos Foros de Amora e agora também no Pragal, já reparou certamente no Parque dos Sorrisos, por outro lado pode ainda não ter reparado na dimensão do mesmo, mas garanto-vos que é de ficar impressionado.

Tive o prazer de conhecer os 2 espaços preparados para os mais pequenos, e, se anda à procura de um colégio para o seu filho, passe num dos dois porque vale a visita.

O espaço localizado na estação dos Foros de Amora, com estacionamento privativo para a tomada e largada das “mercadorias” mais delicadas, os nossos filhos, encontra-se inserido num espaço equivalente a 10 lojas. Isto disto assim não diz lá muito, mas converter em m2 estamos a falar em 700m2 de área coberta. “Caneco” a sério?!?!? É verdade, quem por ali passa nem dá por isso, já que só tem acesso ao espaço exterior, e esse tem aproximadamente 330m2 – também já é considerável – já dá para fazer altas corridas de triciclos :) Espaço há, e os triciclos também!

Na estação dos Foros de Amora, o colégio tem uma particularidade interessante, foi adaptado e pensado para ser “desmontado”, ou seja, sempre que há necessidade as paredes são recolhidas ficando quase todo ele em open space, permitindo uma maior interação nas típicas festas temáticas que todos nós temos durante o ano letivo. Vantagens? Muitas! Custos? Elevadíssimos! Mas se é para “fazer de raiz que seja bem feito” diz o gestor.

A interação em ambos os espaços tem a mãozinha do “mecânico”, “carpinteiro”, o homem dos 7 ofícios lá de casa, ou seja, o “Avô” do Parque dos Sorrisos, o Pai do Luís. É preciso fazer um barco em esferovite, o “avô” faz! Parece o meu Pai! É Sr. faz tudo! Qual é o avô que não quer participar nas atividades dos netos? Os “netos” que por ali andam não são todos dele, mas é como se fossem, o ambiente familiar em que se vive é tão reconfortante que nós mães, gostamos sempre mais, não é verdade?

Já na estação da Fertagus do Pragal o cenário é completamente novo. Numa primeira fase o Parque dos Sorrisos esteve igualmente num espaço de galerias, mas “não nos identificávamos com o mesmo” comentou o Luis, e há um mês foram de malas e bagagens para um edifício novo mesmo em frente à estação (do lado do estacionamento). É impossível não reparar nele, é verde água e são mais 400 m2 área coberta e 250m2 de exterior. Mesmo novo já está “forrado” com marcas dos mais pequenos, desenhos, trabalhos e afins, o cenário típico de um colégio em plena ebulição. Barulho? Claro que há, mas qual é o colégio onde não se encontram crianças a correr a saltar e a  brincar de alegria?! Qualquer um que se preze esta é uma constante, e aqui não é exceção.

É notória a felicidade dos mais pequenos, o que para nós Mães é um descanso quando sabemos que os nossos mais que tudo ficam bem entregues.

Parque dos Sorrisos

Há 12 anos, quando a Laura e o Luís passaram para 3D este projeto, o principal objetivo era proporcionar um espaço que fosse prático, ou seja, tendo em conta que o nosso dia-a-dia é uma constante loucura, onde num qualquer pit stop não demoramos menos de 20’, a ideia seria deixarmos os mais pequenos já a caminho do trabalho e sem grandes desvios. Foi exatamente isso que há 12 anos os levou a abrir o 1º colégio na estação da Fertagus.

Atualmente, na estação dos Foros de Amora, o horário de funcionamento é das 7 às 20h. Na estação do Pragal, o horário é mais reduzido, “mas porque ainda não houve necessidade de o alargar” – é das 7 às 19.30h.

Quanto aos adereços dos mais pequenos, esqueça tudo, é aqui que nós sorrimos :) O Parque dos Sorrisos trata de tudo, ou seja, só temos mesmo de deixar os rebentos. Fraldas, pomadas, toalhitas, lençóis, e outras tantas panóplias de coisas e coisinhas com que nos temos que preocupar quando eles ainda são de berço, aqui, não é preciso! E se é mãe sabe bem a jeitaça que isto dá :)

Se anda à procura de um colégio para o seu filho, se apanha o comboio numa destas estações – Foros de Amora ou Pragal – e não só claro, aproveite para visitar o Parque dos Sorrisos. Vale cada minuto. Vá por mim. AH, mas se vem de longe, não se esqueça que pode igualmente fazer ali um pit stop de 10’, em vez dos típicos 20 ou 30’, já que o comboio da Fertagus é de pontualidade britânica, já uma amiga da minha mãe dizia!

Nós aqui gostámos d’Isto
Nós aqui temos Parque dos Sorrisos

Texto: Catarina Laborinho
Fotos: Parque dos sorrisos

FERTAGUS, LSBblog

 

Fatima2018

PEREGRINOS DA MARGEM SUL FAZEM ENTRADA TRIUNFAL EM FÁTIMA. Por Marlene Gaspar

gostamos 1

Isto não é para quem quer, é para quem pode.

Perdi o conto às vezes que ouvi e provavelmente disse esta frase e depois deste fim de semana, aprendi que em relação à decisão de fazer uma peregrinação, é precisamente o contrário. Isto é mesmo para quem quer. Como disse a Ermelinda, uma peregrina do nosso grupo: “quem quer ir arranja motivos, quem não quer arranja desculpas”. Mai nada.

Depois de há 2 anos ter iniciado a minha primeira experiência como peregrina e de lamentar o ano passado não ter as condições físicas para o fazer, consegui mais uma vez, voltar a por o pé na estrada e pôr-me ao caminho para mais uma prova superada – ir a Fátima a pé.

Desenganem-se se acham que me atrevi a vir daqui, da margem sul. Em equipa vencedora não se mexe, e por isso segui o mesmo percurso da última vez. Saí da Fundada e tivemos 2 dias para chegar ao destino. Mas fiquei emocionada como a chegada do grupo de Fernão Ferro a Fátima. A margem sul entrou em grande estilo. Chegou, viu e venceu. A entrar pelo lado sul, vinham num grupo de mais de 150 pessoas, vestidos de igual (t-shirt azul), a cantar e numa espécie de marcha. Passo certo, organizado e com um ar de conquista emocionante. Consegui encontrar 2 pessoas conhecidas, que estavam concentradíssimas num momento tocante que fez eriçar os pelos de todos os passantes, que no passeio aplaudiam esta entrada triunfal. Aí está, a margem sul a mostrar como é que se faz, “jogam noutra liga – estão na champions”. 5 dias a rolar, mais de centena e meia de quilómetros só para vos dizer – Parabéns peregrinos de Fernão Ferro – sois os maiores!

FernaoFerro

Foto: grupo de Peregrinos de Fernão Ferro no Facebook

Já eu estou na distrital, mas honradamente posso declarar “missão comprida”. E cumprida, claro. Fui com o mesmo grupo da última vez, que tinha alguns elementos novos e para além da excelente companhia do meu pai, tivemos connosco, o meu primo Luís que não podia ter sido melhor companhia.

FatimaSantuario

O dia 13 de maio em Fátima e a nossa chegada ao Santuário

Na verdade, o que senti da primeira vez não foi igual. Foi mais místico e talvez um pouco mais emocionante. E, porquê? Acho que foi por não saber ao que ia e tudo era novidade. Mas este ano foi mais prazeroso. Estava mais preparada (embora ida aos treinos tenha sido abaixo dos mínimos olímpicos, mas felizmente não comprometeu), tomei mais precauções e previdências e fui mais a curtir. A admirar e a com toda a convicção que a chegada era já ali.

AgroalFatima

Chegada no dia 1 dos 3 estarolas

A conclusão que nós os 3 estarolas (o meu pai, o Luís e eu) chegámos foi que a nossa experiência foi muito mais de luxo que sacrifício. Ora, vejam – no primeiro dia depois de algumas dezenas de quilómetros no lombo, chegámos à pousada “do costume” e estivemos mais de 40 minutos numa espécie de piscina termal, com água gelada que dava aquele power nas pernas, que acalmou os músculos mais fervorosos. Seguiu-se um banhinho quente e uma boa travessa de caracóis para a abertura da época. Noite tranquila, WC privado e um pequeno-almoço com tudo a que se tem direito, antes de nos lançarmos novamente à estrada.

O dia seguinte, foi mais do mesmo. Não tivemos o banho, mas os mimos da minha mãe lá em Fátima e meus amigos, não há nada melhor no mundo que a comida e o colinho da mamã. A juntar a isto tudo, tive o prazer de conseguirmos chegar todos sem mazelas, com dores – no pain no gain. De poder usufruir da experiência da caminhada, da partilha e da generosidade de todos os que nos acompanharam. Aquelas pessoas com quem se criam laços para a vida e que nem sabemos bem explicar. Querem maior luxo que este?

Depois disto, a minha tarefa no santuário, foi seguramente fácil – A-GRA-DE-CER. E, já que a Nossa Senhora está ali para isso mesmo, também para pedir. Pedir que nos ajude a ser melhores e a desejar que todos possamos contribuir por um mundo melhor.

E a segunda peregrinação já cá canta. Esta ninguém me tira.

Nós aqui temos peregrinação.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar