Criolo

NÓS AQUI, FALÁMOS COM O CRIOLO.

festivalamos

A dupla Célia Estrela e Mário Nabais andou a fazer reportagem no Sol da Caparica e conseguiu falar com o Criolo que deu um grande espetáculo e fez suspirar o público. Nós aqui, contamos sobre o que é que eles falaram.

 

 LSBb – Já é a segunda vez que vens à margem sul. No ano passado estiveste no Avante, qual é a tua opinião sobre esta margem?

Criolo – É a segunda vez que eu venho aqui, mas é sempre muito rápido, é só o tempo de você chegar arrumar as coisas e cantar!

LSBb – Não tiveste oportunidade de fazer uma visita?

Criolo – A oportunidade de conhecer as particularidades do lugar, ainda não tive!

LSBb – O quê que te leva a voltares a Portugal?

Criolo – A oportunidade de cantar, não é só cantar, é uma troca, e é para mim muito especial, a gente vem de uma história de muita luta e vir aqui para cantar, ser convidado para cantar num festival ou numa casa de shows é muito honroso, é muito especial para mim.

LSBb –Para nós também é muito especial termos-te cá, e gostavamos também de saber o quê que tu achas aqui do público português, do sentimento que se troca, o quê que tu sentes?

Criolo – Todas as vezes que vim aqui sempre foi muito forte, muito especial, cantei aqui e no Porto, duas vezes na casa da música, cantei no armazém F. Foi muito especial, e no festival Avante, foi maravilhoso e agora aqui, neste festival, neste lugar é muito especial, eu gosto muito.

LSBb – Acho que é só isso, acima de tudo, para nós é uma honra conhecer-te, tens-nos inspirado muito, o Mário (Nabais) é grande fã teu.

Criolo – Obrigado, um abraço para todo mundo, e música é isso, música provoca encontros, isso é o mais importante,  o mais especial é isso, ser trilha sonora de um encontro é muito honroso, porque na verdade a mágica acontece quando as pessoas se encontram, nós somos uma trilha sonora e isso já é uma felicidade.

RepórteresSolCaparica

Célia Estrela e Mário Nabais

Nós aqui falámos com o Criolo.
Nós aqui temos isto.

Entrevistadora: Célia Estrela
Vídeo: Mário Nabais

 

FestasCorroios

FESTAS DE CORROIOS TÊM NOVIDADES. 18 a 27 agosto

aplaudimos

aqui anunciámos o cartaz das Festas de Corroios, mas o programa das festas atualizado está já aqui que não queremos que te falte nada, para poderes curtir que nem maluco(a) uma das festas mais badaladas da margem sul. Corroios está muita forte no cartaz e vai ser difícil ficar em casa. Estou só a avisar, mas reparem bem quem lá vai animar a malta:

Palco Carlos Paredes

Dia 18 – Capitão Fausto + Rua Direita [Vencedores do XXII FMM Corroios’2017]
Dia 19 – XXXIII Festival de Folclore de Corroios
Dia 20 – Carlos Leitão [Noite de Fados]
Dia 21 – Remember Revival Band
Dia 22 – Quim Barreiros
Dia 23 – Moonspell
Dia 24 – Diogo Piçarra
Dia 25 – The Gift
Dia 26 – Nelson Freitas + Kontakto [1ª parte]
Dia 27 – GNR

Palco Liberdade

Dia 18 – Grupo de Sevilhanas Rocieras de Alcochete
Dia 19 – Grupo Coral Gerações – Algueirão
Dia 20 – SAHARA – Dance Studio
Dia 21 – Associação Grupo Coral e Instrumental “Ventos & Marés”; Grupo Coral e Instrumental; “Moinho de Maré”
Dia 22 – Johnny’s Band
Dia 23 – Grupo Coral Instrumental “Os Sempre Jovens”; Grupo Coral e Instrumental “Cantar é Viver”; Grupo Cavaquinhos “Os Rouxinóis”
Dia 24 – Professora Virgínia Gonçalves e suas Classes de Dança
Dia 25 – Grupo Nafisah – Danças Orientais; Grupo Sway – Danças de Salão; Grupo Hip Hop
Dia 26 – Noite Cultural do CCRAM
Dia 27 – Sevilhanas; Cavaquinhos e Concertinas; Grupo Coral “Os Rouxinóis”

Palco Arraial

Dia 18 – Duo Musical Ritmos
Dia 19 – Duo Musical H. C. Som
Dia 20 – Duo Musical Maravilha
Dia 21 – Trio Musical Clave
Dia 22 – Trio Musical Novo Ritmo
Dia 23 – Trio Musical Ipanema
Dia 24 – César Silva
Dia 25 – Trio Musical Ludgero
Dia 26 – Cátia Sofia
Dia 27 – Duo Musical Victor Ginja e Beto

E pronto, não podem ir um dos dias e já estão com um camadão de nervos porque vão passar-vos cenas ao lado! Calma, o Xanax está aqui para ajudar. Este ano há uma aplicação disponível na Google Play AQUI para acompanharem tudo o que se passa nestas festas.

Quem é amiga, quem é? Ah pois é!
Boas festas e divirtam-se.

Nós aqui temos as Festas de Corroios.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

SoldaCaparica

GRANDE E PROMETIDA REPORTAGEM DO SOL DA CAPARICA.

festivalamos

O prometido é devido. Em mais uma edição do Festival Sol da Caparica, o Lisbon South Bay blog não pode deixar de estar presente, mas desta feita com uma novidade. A reportagem foi assegurada pela equipa Célia Estrela – a repórter e Mário Nabais – o fotógrafo. E não podíamos ter tido melhores profissionais para acompanhar tamanho acontecimento. Como não podia deixar de ser, prata da casa, que é como quem diz, malta da margem sul.

RepórteresSolCaparica

Equipa de reportagem do LSBb – Célia Estrela e Mário Nabais

O festival foi super animado, estava bem organizado e o público não faltou à chamada.O ambiente do festival é descontraído, relaxado e com um refrescante cheiro a maresia. O festival é muito mais do que um espetáculo de música e por isso temos à disposição os espaços verdes com exposições de arte como o grafitti, a pintura, o vídeo mapping e um food trucks com comida para todos os gostos.

No espaço Debaixo da língua decorreram várias atividades ligadas à paixão pela escrita como encontros e conversas com artistas, poetas, e declamadores, onde Bonga e os HMB conversaram sobre música e a língua portuguesa de uma forma descontraída e informal.
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Debaixo da Língua com Bonga e HMB. Foto: Mário Nabais

O palco dança com a direcção artística da Show It Dance Academy, abriu com muita animação.

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Show it Academy. Foto: Mário Nabais

Coube à Maria e ao Fábio do programa da SIC, ACHAS QUE SABES DANÇAR, ensinar as coreografias e pôr toda a gente a dançar. Este palco esteve sempre a animar e foram os atores principais nos intervalos dos concertos do palco Blitz.
Os FOGO-FOGO tiveram a honra de abrir o Palco Blitz e com os seus ritmos cabo-verdianos e puseram toda a gente a dançar com muito fogo nos pés, dos 8 aos 80.
FogoFogo

Fogo-Fogo. Foto: Mário Nabais

Os Lisbon Poetry Orchestra declamaram poemas escolhidos por muitos dos artistas que passaram pelo Sol da Caparica, que estão reunidos no livro Debaixo da Língua lançado durante o festival.
LisbonPoetryOrchestra

Lisbon Poetry Orchestra. Fotos: Mário Nabais

No palco Blitz brilharam vários artistas. Todos comeram a fruta e muito mais com o mestre Bonga que pôs toda a gente a dançar ao som dos ritmos angolanos, seguido pelos  Sam Alone que trouxeram sons do Rock and Roll ao Festival e a cabeça de cartaz foi a grande Mariza que interagiu com o público e até opinou sobre o seu descontentamento com os calções curtos envergados pelas jovens! Polémicas à parte, deu mais um concerto que encheu o público. Do fado passou-se ao RAP com o diamante brasileiro – o Criolo. Mas a procissão ainda estava no adro! Regula levou os fans ao rubro com um público muito jovem que por esta altura enchia o festival. Os HMB fecharam a primeira noite do festival com a casa cheia, público muito jovem e animado que demonstrou que o Amor é Assim…
Bonga e SamAlone
MarizaeCriolo
RegulaeHMB

Bonga, Sam Alone, Criolo, Regula e HMB. Fotos: Mário Nabais

O palco SIC/RFM abriu ao som do projeto TAIS QUAIS, que reúne vários artistas conhecidos com Tim dos Xutos, Vitorino, João  Gil e Celine da Piedade, interpretam musicas conhecidas em versão alentejana, a animação fica a cargo do humorista alentejano Serafim.
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Tais Quais. Foto: Mário Nabais

No dia seguinte o palco blitz foi aberto pelo Bispo que evangelizou todos os presentes. O “novato” destas andanças de festivais foi o Carlos do Carmo que demonstrou estar à altura e feliz, surpreendido com o ambiente. Carlão demonstrou que estava em casa ou não fosse um filho da margem sul e como sempre partiu a loiça toda trazendo para além do hip hop algumas músicas dos Da Weasel e a noite encerrou com os grandes (façam favor de fazer uma vénia) Xutos & Pontapés.
TimCarlao

Carlão e Xutos & Pontapés. Foto: Mário Nabais

O Festival também tem um dia dedicado ao melhor do mundo – as crianças, e as suas famílias. Mais uma edição que soma e segue e que demonstra que o Sol da Caparica está aí para as curvas e para continuar a brilhar e aquecer as noites de verão. O meu especial agradecimento à Célia e ao Mário que fizeram uma excelente reportagem.
Ie ie ie ie, o Sol da Caparica é que é.
Nós aqui temos o Festival Sol da Caparica.
Nós aqui temos isto.
Reportagem: Célia Estrela
Fotografia: Mário Nabais
Texto: Marlene Gaspar
Alcoolemia

FESTAS DA AMORA SÃO COM ALCOOLÉMIA. 13 agosto.

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Os Alcoolémia podem não saber se merecem, mas nós sabemos que sim. A banda rock da Margem Sul faz XXV anos no próximo dia 13 Agosto, o que aqui para nós é uma obra daquelas. Mercem tudo, tudo de bom! E nada melhor do que celebrar num grande evento aqui desta “banda”. E o dia de celebração vai ser nada mais, nada menos – Festas Populares da Amora.

E a celebração não se faz sozinha, para além de estarmos todos convidados a estar presentes, a banda vai dar um concerto especial onde também convidou mais nomes de peso: Carlos Tavares (Grupo de Baile), Nuno Norte, Orlando Cohen (Censurados), Tiago Estrela (Rock em Stock), Diamantina Rodrigues (Fadista), Vasco Duarte (Ossos do Ofício), Maria João Matos, Zé Miguel Zambujo (Saxofone).

Na 1ª parte do espetáculo actuam os União das Tribos a partir das 21.30 horas.
Se precisam de mais algum argumento para não ficarem em casa, pronto, venham lá também beber um copo.

Parabéns aos Alcoolémia. Venham mais 25 com ainda mais sucessos.

Nós aqui temos as Festas da Amora.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

GolfinhoAlfeite

GOLFINHOS INVADEM BASE DE NAVAL DO ALFEITE

gostamos

O Jornal Económico escreveu uma peça com o título “Golfinhos invadem Base Naval de Lisboa” que é nada mais nada menos a Base Naval do Alfeite. E havia tanto para dizer sobre esta e tenho um particular carinho pela mesma, pois a minha princesa mais velha é aluna nessa nobre instituição. Mas, a notícia é tão boa, que me limito a partilhar e deixar outras histórias do Alfeite para outras núpcias. O texto é de Manuel Rifer:

A Marinha Portuguesa recebeu ontem uma visita especial de um grupo de golfinhos. Eram cerca de vinte e de acordo com as autoridades, em declarações à TSF, esta foi a maior “invasão” destes animais até o momento.

A Base Naval de Lisboa, em Alfeite (concelho de Almada), onde estão atracados vários navios, foi revista num todo pelos animais, de acordo com a Marinha. Os animais não vieram de passagem e decidiram ficar ainda algum tempo no local, começando a sua visita pela manhã. 

Em comunicado, de acordo com a TSF, a Marinha Portuguesa, afirma que não há “memória de uma visita semelhante por um grupo tão alargado de golfinhos e durante tanto tempo”.

A Base Naval de Lisboa é uma unidade em terra que compreende um complexo de infraestruturas portuárias, instalações e serviços no Alfeite e na Doca de Marinha, que tem como principal função o apoio logístico às unidades atracadas em Lisboa.

A nós resta-nos dar as boas vindas aos simpáticos Golfinhos.

Nós aqui temos invasão de Golfinhos.
Nós aqui temos isto.

Texto Jornal Económico: Manuel Rifer | Imagem: JE
Texto introdutório: Marlene Gaspar

Seixal

SEIXALANDO. #1 – Hoje escolhemos os Flamingos

Vamos a isto

Já sabemos que a Baía do Seixal é linda, mas ela está a ficar como o vinho. Cada vez melhor. São vários os pontos de atração e que alguns já falámos aqui como o primeiro Parque Aquático Sazonal em Portugal, a Mundet renovada, a nova ponte pedonal, etc, etc. Os argumentos são muitos e vamos dar-lhes espaço e voz para ir conhecendo um novo Seixal, pois não é à toa que as grandes estrelas do futebol e do mundo artístico (diz-se que a Madonna também cá esteve) andam por aqui.

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Hoje falamos de algo que está muito na moda – os flamingos. Se gostas deles em formato bóia, como padrão do fato de banho, ou na camisa de moda, o que me dizes de vê-los ao vivo e a cores na Baía do Seixal?

A Baía do Seixal está inserida no estuário do rio Tejo e está classificada como Reserva Ecológica Nacional, a Baía e respetivas frentes ribeirinhas integram uma área húmida da maior importância a nível nacional e europeu, pela sua elevada biodiversidade e excecional qualidade paisagística.

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Flamingos “ao vivo e a cores”

A Baía do Seixal apresenta um património biológico importante, nomeadamente no que diz respeito ao ecossistema aquático e às suas margens. A melhoria ambiental que se tem verificado nos últimos anos, permite antever um elevado potencial do local para albergar comunidades biológicas ainda mais enriquecidas.

E por isso no sapal de Corroios temos uma enorme riqueza ornitológica e fauna aquática. Este local serve de pouso temporário para muitas aves migratórias, como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. O Sapal de Corroios funciona também como viveiro natural para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes.

Então que tal ires “Seixalando” por aqui, para começar?

Nós aqui temos uma Reserva Ecológica Nacional.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotos: CM Seixal e Lisbon South Bay blog

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SOLIDARIEDADE 360º

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Quando falamos em ser solidário ou em solidariedade, quer queiramos quer não o assunto é sempre muito delicado. Seja que tipo de solidariedade for, ou a que estejamos a praticar com o nosso voluntariado, os nossos sentimentos, dedicações ou a típica “chapada sem mão” dói, e a mim dói-me sempre muito.

O assunto é delicado, mas aqui coube-me dar-vos a conhecer o que vi, o que vivi é algo bem maior e que todos nós podemos apoiar. O assunto são crianças e adolescentes! Sou Mãe de 2+2, por isso é sempre um assunto que “mexe” muito comigo.

No outro dia, através de uma amiga conheci o Padre Gonçalo, vou trata-lo apenas por Gonçalo porque aqui não quero destacar as suas crenças ou religião, mas sim dar relevância ao brilhante trabalho que desenvolve.

Se é daqui, da nossa margem Sul, já ouviu falar certamente do bairro cor de rosa, ou do bairro branco. Estes são aqueles bairros que ficam perto da estação do Pragal da Fertagus a caminho do hospital. E foi aqui que fui ter com o Gonçalo. O dia escolhido não foi ao acaso, foi no dia do meu aniversário, e a companhia foi escolhida a dedo, fui com a Maria (minha filha mais velha) e com o Tiago (a minha cara metade), 2 das minhas algumas muletas!

O ponto de encontro foi no Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto. Quando chegámos encontrámos a turma da manhã que ia para a piscina do Inatel. A manhã estava feia, mas para eles a diversão é o principal ingrediente para mais um dia de férias, não fossem eles, como quaisquer outros, loucos por diversão entre amigos e é isso que diariamente o Gonçalo e a sua equipa de 40 voluntários semanais + 2 “funcionárias residentes” lhes proporcionam. Atualmente o centro apoia 90 crianças, e está situado em 4 apartamentos do r/c de um prédio, todos eles foram adaptados de modo a que as crianças entre os 6 e os 14 anos sintam ali o conforto e o acompanhamento, “criando vincos de amizade de modo a ganharem os devidos valores que tão importantes são para o seu futuro”, segundo o Gonçalo.

O Centro surgiu da visão dos padres Jesuítas que, dando aulas nas escolas dos bairros sociais do Monte de Caparica e Pragal foram-se apercebendo que muitas crianças ao saírem da escola ficavam totalmente entregues a si próprias e vulneráveis aos mais diversos perigos. Iniciaram assim um projecto de educação formal e informal através de actividades de apoio ao estudo. Em 2010 abriu as suas portas com instalações autónomas para actividades de estudo, lúdicas e artísticas, desenvolvendo a componente desportiva em conjunto com algumas associações e clubes desportivos.

Desde o início o centro “vive” apenas com o apoio de benfeitores, voluntários e mecenas.

Um conhecido colégio daqui da nossa margem é responsável por oferecer o pão para os lanches das crianças, o apoio ao estudo é dado voluntariamente por professores que leccionam em algumas escolas do nosso concelho, a Fertagus oferece os bilhetes para as pequenas viagens destes grandes guerreiros e ainda os passes das duas “funcionárias residentes” que diariamente se deslocam até ao centro. Segundo o Gonçalo, “se a Fertagus não nos oferecesse o passe seria impossível elas chegarem até aqui”.

Fertagus

Uma ida ao Jardim Zoológico promovida pela Fertagus

Por outro lado o Gonçalo, juntamente com uma escola de Surf, conseguiu promover esta atividade para as crianças. O contacto com o mar a natureza e o desporto são os principais pilares para todos nós (não fosse eu também adepta deste desporto). Curiosamente, e num momento de brincadeira, uma das crianças do centro fez uma espargata, assim sem mais nem menos e hoje, já tem no seu CV a medalha de campeã nacional de ginástica onde diariamente treina numa conceituada academia, aqui, na Margem Sul. Já para não falar na Telma Monteiro que não precisa de grandes apresentações.

Estes são apenas exemplos do apoio, carinho e dedicação que algumas empresas dão ao centro.

Mas aqui no centro também há espaço para brincar! O centro tem uma “gaRRagem” na rua de trás onde estão todas as brincadeiras disponíveis para cada idade. Para os mais velhos há bicicletas, algumas delas oferecidas pela Fertagus quando estas aparecem nos perdidos e achados (nesse dia alguém estava com a cabeça na Lua :), mas ainda bem), patins em linha, skates, jogos dos mais variados tipos, espaço para pinturas, bonecas… brinquedos que qualquer um de nós poderia oferecer.

Fertagus

O lema é “Fazer o Bem, Bem Feito” e é isso que diariamente o Gonçalo tenta fazer. Educar para a Sabedoria, Educar para a Sensibilidade, Educar para a Expressividade, estes são os 3 pilares para que no amanhã estas 90 crianças ao abrirem a janelas das suas casas vejam o brilhar do sol da mesma maneira que todos nós.

Obrigada por ter estado desse lado.
Obrigada Fertagus por nos ajudar a ter chegado até ao Padre Gonçalo Machado.
Obrigada Gonçalo pelo seu brilhante trabalho e por conseguir gerir uma equipa tão grande e sempre com um sorriso no rosto.

PS. e para acabar o dia ainda da melhor forma comprámos 6 t-shirts lá para casa (sim, lá em casa somos 6) assim, de uma forma tão simples, ajudámos o centro mais um bocadinho.

Se quiser ajudar o centro, está sempre aberto para vos receber.
+ informações
cjpamadeupinto@gmail.com
https://www.facebook.com/cjpamadeupinto/

Texto: Catarina Laborinho
O Lisbon South Bay Blog agradece ao Padre Gonçalo Machado e à Fertagus por nos ter deixado “viver” este grande momento .

FERTAGUS, LSBblog

Avós

QUANDO FOR GRANDE QUERO SER AVÓ!

agradecemos isto 1

Desde pequenina que oiço esta pergunta e a resposta foi mudando ao longo dos anos. Hoje, a resposta pode parecer inesperada, mas é esta: “quando for grande quero ser avó”.

A minha primeira vontade era ser advogada, daquelas que ia para a barra de tribunal argumentar e contra-argumentar e ganhar os casos todos. Papei as séries todas do género – Perry Mason era o meu herói e ainda hoje dou o “ass” e meio tostões para ver um bom episódio de séries deste calibre. Mas assim que tive a minha primeira disciplina de direito percebi que não nasci para aquilo. Se para argumentar e contra-argumentar tinha que saber na ponta da língua mil novecentas e setenta e quatro leis, mais iva, pensei que era melhor ir fazer a minha vida para outro lado. Depois de descoberta a minha vocação, passei a querer menos “rótulos” e a desejar coisas mais interessantes – ser boa pessoa, ser boa naquilo que faço, ser boa mãe. Para além de desejar a continuar a ser isto (sim, modéstia à parte, estou a dar isto como dado adquirido!), quando for grande quer ser uma “ganda” avó. E porquê? Não, não é porque queira envelhecer rapidamente, mas porque, dou por mim a agradecer os pais que tenho e que são os melhores avós do mundo e, a erguer as mãozinhas para o céu deles terem saúde e paciência para serem quem são para as minhas filhas e para o meu sobrinho. Só quero chegar a idade deles e ter a mesma disponibilidade e entrega para fazer a minha descendência tão feliz como eles fazem. Ainda agora são eles que lhes estão a proporcionar os melhores dias de férias da criançada, que como não podia deixar de ser, é a sul.

Os avós deixam-nos marcas profundas, mas daquelas boas, mesmo boas. Recordo os meus (os que conheci) como os verdadeiros pilares e os maiores no reino do mimo e de nos saberem fazer felizes. Com pouco, bastava muito pouco, faziam-me sentir a rainha da cocada. No meu último encontro de primos, em conversa com uma prima, ela disse-me: a maior herança que os teus pais podem deixar aos netos é o tempo que passam com eles. Por isso, as minhas filhas são umas sortudas e eu não sou menos.

É essa marca que quero deixar. Quando for grande quero ser avó, uma avó cool, com energia, paciência e com quem os meus netos queiram estar. E já agora, se não for um grande abuso, com pinta e elegância, porque dá muito jeito saber envelhecer. Oh, se dá!

Hoje é dia dos Avós. Obrigada a todos eles.

Nós aqui temos o Dia dos Avós.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Ginjal

CAIS DO GINJAL VAI SER RENOVADO

gostamos 1

Mais uma notícia sobre a nossa Lisbon South Bay que saiu no Observador e que não queremos deixar de partilhar.

O Cais do Ginjal do futuro vai ter casas, lojas, jardins e restaurantes

Um dos mais cobiçados pontos turísticos da margem sul do Tejo vai ser renovado. O decadente Cais do Ginjal terá casas, hotéis, jardins, espaços culturais, lojas e restaurantes. Mas ainda não há data.

Banhado pelo rio, na margem esquerda do Tejo, o Cais do Ginjal tem, provavelmente, a melhor vista sobre Lisboa e tornou-se um ponto de paragem obrigatória para os turistas que chegam a Cacilhas e que ignoram os avisos de perigo repetidos ao longo de um quilómetro. Mas a degradação do Ginjal está com os dias contados. Os velhos edifícios que se estendem entre o terminal fluvial e o Jardim do Rio vão dar lugar a casas, lojas, restaurantes, espaços culturais e jardins.

A proposta de Plano de Pormenor para o Cais do Ginjal vai entrar, em breve, num período de 120 dias de discussão pública e a obra avançará “assim que aprovado e publicado o Plano e concluídos os projetos de infraestruturas”, respondeu fonte oficial da Câmara Municipal de Almada ao Observador, acrescentando que não há prazo para a sua conclusão.

A ideia é aproveitar o “clima económico favorável ao investimento e que se traduz em Almada numa procura crescente por parte de investidores interessados nesta área” para reabilitar o cais ribeirinho, com cerca de 80 mil metros quadrados, e criar habitação, hotelaria, comércio, serviços, estacionamento, miradouros, apartamentos turísticos e espaços públicos, como mercados das artes e diversos equipamentos de apoio.

Nas palavras do Presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, este projeto permitirá aumentar o espaço público e a segurança, manter a memória histórica daquele local e consolidar a arriba, “ao mesmo tempo que valoriza o território e o bem-estar de quem cá vive e trabalha, através da criação de mais postos de trabalho, conseguindo-se também uma maior atratividade para o concelho e para a região”.

Quanto aos dois únicos restaurantes que existem no Cais do Ginjal — o Atira-te ao Rio e o Ponto Final — não terão de fechar portas quando as obras começarem porque “na área dos dois restaurantes a intervenção a realizar, após publicação do Plano e concluídos os projetos de infraestruturas, será essencialmente nas traseiras para permitir um acesso ao Jardim do Rio e na frente para a consolidação do cais existente”, garantiu a mesma fonte da autarquia ao Observador.

GinjalemNumeros

Não é de agora que há intenção e vontade de renovar o Cais do Ginjal. Houve uma tentativa frustrada em 1990 e a atual proposta de Plano de Pormenor é de 2009, já depois de a empresa Tejal ter comprado mais de 90% da área. Não avançou até hoje por falta de condições financeiras.

O que também não é de hoje é o abandono e a degradação do Ginjal. Os relatos históricos situam o início da “queda do império” no ano de 1966. Com o aparecimento da Ponte 25 de Abril o transporte de mercadorias passou a ser feito via rodoviária, destronando a via fluvial.

Mas as causas não se ficam por aí. O Ginjal vivia não só da indústria de abastecimento de água aos navios, mas também de armazéns de vinho, azeite e vinagre. Por isso, a criação de cooperativas vinícolas, a proibição de exportação de vinho em barris, a descolonização – as colónias eram importantes mercados para o vinho, azeite e conservas – e a concorrência externa na pesca do bacalhau foram fatais para o local.

 Texto: Marlene Carriço – Observador
Foto: Observador
PortinhoArrabida

O PORTINHO DA ARRÁBIDA ESTÁ PARA PORTUGAL COMO PORTO FINO ESTÁ PARA ITÁLIA.

gostamos 1

Há muito tempo que não ia ao Portinho da Arrábida. Ir com as miúdas para aquela praia é uma logística que exige ginástica e nem sempre há força de vontade ou vontade de fazer força! Mas, assim que apanhámos as miúdas de férias com os avós (“Patroas fora, dia santo na loja!”), pegamos na duas rodas e rumamos a este destino maravilhoso.

E foi o melhor que fizemos. Realmente não é melhor spot para se ir de carro. Há poucos lugares de estacionamento e os acessos a este meio transporte está condicionado. Embora eu gostasse muito de tirar mais partido e prazer das viagens de mota, assumo aqui e agora, que o medo é uma cena que neste caso me assiste. Gostava que a história que aqui pudesse relatar sobre a viagem fosse uma cena cool, descontraída e de braços abertos a aproveitar o vento a bater na cara, mas não. É uma viagem de tensão, aflição e onde o prazer só se obtém por chegar rápido e estacionar com uma perna às costas. Ponto. De facto, o percurso em duas rodas para mim é só triste. Da grande paixão e miúda destemida que andou à boleia na Harley Davidson do pai, onde chegou a adormecer, que enfernizou a vida dele e da mãe para ter a carta de mota e que conseguiu, à miúda que caiu a primeira vez que saiu de mota, panica cada vez que à pendura ultrapassa outra viatura e que vai a rezar o caminho todo foi um ápice. Se eu gostei desta transformação? Não. Mas é o que temos.

Olhemos então para o que temos bom – o Portinho da Arrábida. É um local mágico. Passar um dia neste oásis é um carregamento de energias e de bem estar que se entranha e apodera-se de nós. O dia começou com neblina o que causou algum receio de boicote aos planos do papo para ar. Nada que não tenha sido ultrapassado quando marcámos mesa no restaurante DuPortinho e o Teixeira (como é chamado pelos amigos) nos disse:

– Não se preocupem, isto vai abrir.

Tinha razão.

Portinho da Arrábida

Abriu o sol como se não houvesse amanhã. Destapou os barcos, barquinhos e barcões e deixou avistar-se Tróia, Comporta e arredores. E aí foi desfrutar. Desfrutar de tudo o que ali se tem direito – mar calmo, bom peixe, boas entradas, bom acompanhamento, uma vista que nos transporta para cenários idílicos. E de repente, começamos a comparar aquele spot a Porto Fino. Ok não temos o estacionamento privativo nem as lojas tipo as da Av. Liberdade. Mas a paisagem não lhe fica atrás. Ah, não fica não.

Perdi a conta às vezes que fui ao banho (o belo chinelo de plástico é obrigatório, pois o caminho das pedras não é para mim). Foi um dia espetacular.

Fiquei contente de ter voltado e com muita vontade de repetir o programa. Não há-de faltar muito.

Nós aqui temos o Portinho da Arrábida.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Lisbon South Bay blog