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“CUIDADO, OLHA QUE CAIS!”

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Os benefícios do risco nas brincadeiras das crianças

“Cuidado, olha que cais!”, ”Pára quieto um bocadinho…”, “Não vais por ai que é perigoso!”

Não me recordo quando começou tudo isto…
Tive a sorte de ter as pernas sempre marcadas de nódoas negras e arranhões. Subir as árvores e quase cair, inventar estratégias para chegar mais alto. Percorrer todos os muros altos, em grande equilíbrio, a toda a velocidade, no caminho que percorria a pé para casa, depois da escola, em plena cidade.
Quando arriscam, as crianças aprendem a lidar com os fracassos, a tentar novamente… Aprendem a responsabilizar-se pela sua própria segurança e integridade. Jamais conseguiremos “almofadar” o mundo para que os nossos filhos não se magoem, desde cedo podemos proporcionar-lhe experiências em que possam testar os seus limites, em que possam tentar de novo, encontrar soluções de forma autónoma. E os pais onde estão? Preferencialmente, brincando também, mostrando que cair e voltar a levantar é possível, que não conseguimos tudo à primeira tentativa, mas que tentar outra vez nos pode dar um incrível prazer e quando conseguimos podemos celebrar em conjunto!

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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A HELENA AQUI, ESCREVE SOBRE ISTO

ASSINATURA 2 1

A Helena Gonçalves Rocha é nascida e criada na margem sul e claro está, continua a viver e a trabalhar aqui, na South Bay.
A Helena é mãe de um “menino” de 16 anos e de uma menina de 11, que todos os dias lhe ensinam milhões de coisas. É licenciada em Educação Especial e Reabilitação, Terapeuta Familiar e tem muito trabalho desenvolvido na área da Intervenção Precoce na Infância. A sua experiência no apoio às famílias e mediação/formação da relação com os diferentes contextos onde a criança está inserida, tem mais de 20 anos. NÓS AQUI temos a sorte da Helena partilhar no nosso blog os seus conselhos, dicas e opiniões numa área que é tão importante e que nós queremos privilegiar – a Educação, porque – O melhor do mundo são as crianças. Fernando Pessoa.

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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NÓS AQUI, TEMOS ESCOLHAS SAUDÁVEIS.

Os estados membros da União Europeia celebram hoje o Dia Europeu da Alimentação e Escolhas Saudáveis e da Cozinha Saudáveis. Nós aqui apoiamos a iniciativa que procura consciencializar a importância de uma alimentação saudável nas crianças e travar o crescimento da obesidade infantil.

Nós aqui não temos por princípio ser fundamentalistas. Queremos aproveitar ao máximo o melhor da Lisbon South Bay, mas também gostamos de passear, frequentar, experimentar, trabalhar, degustar “além-fronteiras”. E um dos grandes pontos a favor da margem sul é estar ao lado da cidade maravilhosa que é a nossa capital.

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Ficamos felizes por saber que as escolas daqui encorajam as nossas crianças numa escolha de alimentação saudável, mas não proibitiva. Ou seja, há dias em que as gomas, as batatas-fritas, os snacks e outras iguarias que fazem as delícias das crianças são permitidas, tudo com conta peso e medida. O fruto proibido é o mais apetecido, mas  há momentos que justificam “deslizes”. Momentos esses que devem ser compensados por exercício físico e uma alimentação maioritariamente saudável.

Como nunca é demais relembrar, recomendamos umas dicas que ajudam a conseguir alimentação equilibrada:

. tomar o pequeno-almoço todos os dias;

. comer de 3 em 3 horas;

. comer 5 peças de fruta/legumes por dia;

. beber uma boa quantidade diária de água;

. usar menos sal e açúcar nas refeições.

 

Nós aqui apoiamos escolhas saudáveis.
Nós aqui temos isto.

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NÓS AQUI, JOGAMOS AO TRAVA-LÍNGUAS.

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Os trava-línguas são jogos de palavras que nasceram da cultura popular que terão servido para treinar discurso, muitas vezes utilizados na terapia da fala. Estes jogos consistem em dizer com clareza e rapidez versos, sílabas ou palavras difíceis de pronunciar.

Este dia celebra-se no segundo domingo de novembro e pretende melhorar a enunciação, impressionar os amigos e divertir-se. E como nós temos uma designação que às vezes parece “trava-línguas”, temos o prazer de vos convidar a divertirem-se e dizer Lisbon South Bay blog repetidas vezes. Percebem porquê?

Estamos a treinar para que isto nos saia cada vez melhor, mas o grande vencedor até agora é o Nelson Freitas que devido à sua facilidade com a língua inglesa pronuncia Lisbon South Bay blog de forma invejável.

Nós aqui precisamos destes jogos e deixamos aqui algumas sugestões de trava-línguas populares portugueses para se divertir e juntar-se a nós:

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

Num prato de trigo tragam três tigres. Três tigres tragam trigo num prato dum trago. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato dum trago.

O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha da garrafa de rum do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha redonda da garrafa de rum do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, do rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, do rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso e rápido a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, do rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso e rápido a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, o ruidoso rei da Rússia.
– Raio! – ralhou o rei. – rato rapace!
– Raça! – rugiu o rato. – é rija a rolha!

Nós aqui temos Lisbon South Bay blog, Lisbon South Bay blog (mais rápido), Lisbon South Bay blog, Lisbon South Bay blog (ainda mais rápido), Lisbon South Bay blog. Nós aqui temos isto.

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CONCURSO DE FOTOGRAFIA AMARSUL

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Somos animais de hábitos. Apesar de sermos culturalmente avessos à mudança, quando o fazemos rapidamente nos habituamos a ela. Vejamos o exemplo dos sacos de plástico nos supermercados quando passaram a ser pagos. Criou uma onda de protestos e pouco tempo depois mudámos a nossa rotina, passou a ser um hábito e além de já não se criticar, ficou a ser valorizado.

No outro dia assisti a uma TED Talk (das boas) em que o orador pedia para questionarmos  as coisas porque depois da primeira vez, deixamos de o fazer. Passa a ser um hábito e deixamos de pensar nisso, se está certo ou errado. Se é o melhor ou não, se dá ou não para se fazer de outra maneira.

Este conselho fez-me pensar que, às vezes, não respondo da forma mais correta aos porquês da minha filha. Também são tantos de uma só virada que nem a minha capacidade profissional multitasking me salva! Por vezes, e em falta de uma resposta melhor, quando a Victória me pergunta “Porquê que fazemos isto assim?” – a minha resposta é “Porque sempre se fez assim.”

Errado. Sim, eu sei que é a resposta fácil e cómoda. Mas não é uma boa resposta e não ajuda a construir um raciocínio e dar-lhe espaço para (se) questionar. Sim, (esta) mãe erra, mas quando se apercebe combate o facilitismo e pensa mais antes de responder. Nem sempre é fácil.

A reciclagem é mais um bom hábito que até podemos questionar a sua eficácia, mas não deixar de o fazer. Porque se ouve aqui e ali que vai tudo para o mesmo contentor, porque hoje é dia de festa e dá muito trabalho, porque os ecopontos ficam longe de casa, porque os ecopontos estão todos sujos, porque os baldes dos ecopontos são grandes e estragam o look da cozinha, etc, etc. E, vamos arranjando (fracos) argumentos para desculpabilizar a “não reciclagem”.

Nós aqui, não pactuamos com isso. Nós aqui, temos de dar o exemplo. Adquirimos o hábito de separar o lixo, por isso não fazê-lo causa-nos desconforto (é como o desporto, sofre-se mais quando não se faz!). É por isso que apoiamos a 3ª edição do concurso Eco Photo promovido pela AMARSUL que sensibiliza para a política dos 4 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Recuperar. O concurso tenciona estimular a criatividade através da arte da fotografia de todos os alunos do 3º ciclo e secundário das escolas sediadas nos concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Participem no concurso até ao dia 31 de dezembro de 2015, até porque o fotógrafo do Lisbon South Bay blog, Joel Reis, como não pode participar, há imensas hipóteses de ganharem. Saibam mais em amarsul.pt.

Nós aqui reciclamos por isto.
Nós aqui temos isto.

Fotografia: Joel Reis

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NÓS AQUI, LUTAMOS POR ISTO.

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Dia Mundial da Poupança e The “F” words

31 de Outubro é o Dia Mundial da Poupança.

Este dia para mim era normalmente antecedido de muito trabalho na sua preparação quando fui responsável pela conta de uma instituição bancária.

Estávamos no ano da grande crise e apelar à poupança financeira era palavra de ordem. Atualmente vejo esta poupança de uma forma muito mais abrangente. A poupança não é apenas conseguir juntar dinheiro (que já é uma ginástica e uma tarefa árdua e necessária), mas também, e não menos importante, as poupanças de recursos, de energia e de tempo passaram a ser muito relevantes. Um modo de vida para além de uma simples data a assinalar.

Poupança é sinónimo de sustentabilidade. Não quero ser demagógica e fundamentalista, mas a verdade é que a preservação de recursos de qualquer ordem faz-nos sentir bem e passa a ser um modo de vida. Ainda bem que os concelhos da margem sul são sensíveis a isso.

Preservar recursos é como a recompensa de ajudar alguém, de contribuir para uma causa, de fazer o bem. E sentirmo-nos bem é cada vez mais uma bandeira que erguemos orgulhosamente. Para isso uso a trilogia das “F” words (não, não inclui a palavra que estão a pensar):

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Foco – aprendi que temos capacidade de fazer multi-tarefas, mas que muitas vezes, nos dispersamos nas mesmas. Querer agarrar tudo, tentar fazer tudo pode ser sinónimo de não fazer bem feito e, causar-nos frustração ao invés de realização. Já advertia o Sócrates, o filósofo: Tomem muito cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais.

Foco é saber dizer não, defendeu Steve Jobs. Aprendi a dizer “não” e a ficar tranquila com isso. Custava-me “horrores”! A minha natureza não me permitia dizê-lo de forma perentória e assertiva. Agora, sei que só custa a primeira vez. Não vamos dizer “não” só porque sim, ou para mostrar que temos personalidade (isso deixo para a minha Alice, que o faz com uma grande souplesse. A vida e, nós pais, encarregar-nos-emos de lhe ensinar que vai ter alguns dissabores com isso). O dizer “não” permite-nos gerir expectativas, as nossas e as dos outros. Se não conseguimos fazer bem, se não queremos, se não é para fazer com empenhamento e, para termos um resultado final do qual nos orgulhemos, há que saber dizer não. No fim de contas, vai fazer-nos sentir bem connosco, e isso ninguém nos tira. Com esta atitude estamos a fazer poupança do tempo que damos às coisas. Só vamos ao que nos interessa e nos faz bem. Foco = não desperdício.

Filtroaprendi que as coisas menos boas, como as desilusões, são a melhor forma de “separar o trigo do joio” – já dizia a minha avó, que não era filósofa credenciada, mas “mestre” em muitos ensinamentos. Estas situações permitem-nos fazer exatamente essa “seleção” – o que e quem nos interessa. O que ou quem não nos interessa. É o “encaixar” ou “pôr para o lado”. E, viver bem e feliz com as nossas escolhas. Não é o interesse porque vou ganhar alguma coisa com isso, não. Não é isso. É o interesse de gostar, querer estar e sentir reciprocidade. Tão simples quanto isso. Filtro = não desperdício.

Felicidade – o Santo Graal que todos procuramos. Aprendi que a felicidade não é permanente, mas que com a nossa ajuda acaba por estar sempre presente. Mas, aqui a perspetiva é outra: não é poupar é gastar! Aqui, é o esbanjar, o ser excêntrico, gastar à bruta, sem pensar no dia de amanhã. O que é que me faz verdadeiramente feliz? Uma lista (quase) infindável de coisas, mas para dar alguns exemplos: um sorriso, um abraço, o estar com as minhas filhas. As discussões uma com a outra de que a mãe é só delas, estar com a família, as gargalhadas com amigas por aquela piada que só nós é que entendemos e, que nos fazem cair lágrimas e dores de barriga, o viver aqui na South Bay, o poder escrever aqui no blog, o ir buscar as minhas filhas à escola de bicicleta, o fazer o que gosto, ouvir amigos com quem já não se fala há algum tempo, comprar aquela peça que nos fica “a matar”, o ser atencioso, grato e educado. Este esbanjamento acaba por conseguir fazer poupar. Pois ajuda a decidir o que é realmente importante e faz-nos ter forças e energia para tentar ser sempre melhor. Ou seja, pode-se gastar, usar e abusar nestas coisas que não se desperdiça recursos, mas a carrega-se baterias. Felicidade = gastar sem desperdício.

Nós aqui poupamos e gastamos n’isto.
Nós aqui temos isto.

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CAMERAMAN METÁLICO

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António Francisco Melão é um dos mais importantes fotógrafos do mundo musica, a.k.a ou melhor nome artístico o Cameraman Metálico.

Para homenagear os quase 30 anos de carreira deste fotógrafo, a Câmara Municipal do Barreiro promoveu no Auditório Municipal Augusto Cabrita a exposição CAMERAMAN METÁLICO “20 FOTOS de AÇO” enquadrada na 2ªedição do mês da fotografia, onde estão presentes 20 das mais importantes fotografias registadas por Cameraman Metálico na sua carreira.

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A inauguração aconteceu hoje, para além de muitos amigos fotógrafos e músicos, teve também o apontamento musical com Nick Nicotine’s Orchestra a solo. A exposição está patente até 27 dezembro, no pequeno auditório (piso 1), e até lá serão também apresentadas ao público exposições fotográficas de Helena Gonçalves, Joel Santos, José Soudo, ou ainda a apresentação dos livros “Altas Luzes” e “Bandas Sonoras” da também conhecida fotógrafa Rita Carmo, dedicada à cena musical há 24 anos.

O Barreiro está cheio de motivos para ser visitado e nós aqui aplaudimos isto. Nós aqui, temos isto.

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DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

16 de Outubro é o Dia Mundial da Alimentação.

Esta comemoração teve início em 1981 e atualmente é celebrada em mais de 150 países e, na Lisbon South Bay, como uma importante data para consciencializar a opinião pública sobre a questões da nutrição e alimentação. Esta data assinala ainda a fundação da FAO (Food and Agriculture Organization), organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

O tema deste ano é Proteção social e agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural. Nós aqui estamos conscientes da sua importância e por isso apoiamos as escolha saudáveis como o projeto “Horta à Porta” – https://www.facebook.com/HORTA-%C3%80-PORTA-844045102293567/info/?tab=page_info o serviço que entrega à sua porta cabazes de frutas e legumes de alta qualidade, conseguidos através da gestão racional dos recursos naturais, contribuindo para uma agricultura sustentável. E é tão bom às quartas-feiras quando me tocam à porta e me entregam um cabaz cheio de coisas boas acabadas de apanhar. O cheiro, o sabor e a duração das frutas e legumes são como os que comia na horta da minha avó. Tãããooo bommm.

Nós aqui temos frutas e legumes à porta.
Nós aqui temos isto.

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HEROIS DA FRUTA

HERÓIS DA FRUTA

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No dia 13 de outubro arrancou em todo o país, a 5ª edição do projeto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” com mais de 800 escolas e mais de 50 mil alunos inscritos.

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Tenho de confessar que inicialmente me passou um bocadinho ao lado, mas a Victória (quase 5 anos desde o dia que fez os 4) não me deixou ficar indiferente. Começou por exigir levar fruta para a escola:

– Oh mãe, amanhã quero levar melão para a escola. – disse como ar de senhora que sabe sempre tudo.
– Mas, não temos melão hoje. – disse-lhe sem intenção de lhe “cortar o barato”.
– Então tens de ir comprar. – respondeu mais uma vez “senhora de si”. Perguntei:
– E porque é que agora queres levar fruta para a escola?
– Porque eu sou um herói da fruta. – respondeu de peito feito.
– Oi? (pensei) e aí dedicando mais atenção perguntei-lhe o que era um “herói da fruta”.
– Todos os dias tenho de levar e comer fruta à Isabel (dona da escola onde a Victória anda) para mostrar e partilhar com os amigos e depois tenho direito a uma estrela no quadro de honra, percebes? – perguntou-me.

Decididamente, percebi que tinha de prestar mais atenção a este tema e depressa fomos todos cá em casa espreitar a romãnzeira que temos lá fora, porque se era para participar tinha de levar um fruto que não seja muito comum.

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Mas não pensem que este projeto se fica por aqui. As participações na escola são uma trabalheira, mas por uma boa causa:

  1. Realizar o inquérito inicial de 6 perguntas, recolher o peso e a altura de cada criança.
  2. Apresentar o projeto em sala de aula com base no conto “A Missão dos Heróis da Fruta”. Espero que não tenham aprofundado demasiado, porque li que a romã aparece nos textos bíblicos associada às paixões e à fecundidade. Os gregos consideravam-na como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se nos seus poderes afrodisíacos. Imaginem se a Victória vem para casa a querer esmiuçar esta questão!!! Vou ter de lhe dizer:

– Espera aí que eu vou ali tirar uma pós-graduação sobre esse tema para falarmos do assunto, porque quando ela liga “o botão dos porquês” nem sempre consigo acompanhar.

  1. Em seguida, os alunos que comerem fruta no lanche, deverão pintar as primeiras estrelas no “quadro de mérito – Hoje comi fruta” já afixado na sala de aula.

A Victória e os seus amigos andam todos contentes com o projeto e com a descoberta de novas frutas. No outro dia fizeram uma salada de frutas que deu origem a telefonemas aos avós a contar as novidades depois de ter explicado cá em casa e a quem aparecesse que tinha feito e comido a salada de frutas, por isso é uma heroína da fruta. Se isto é trabalho infantil, ainda bem que trabalham para isto. As crianças de hoje são os adultos de amanhã, e que bom que será se tivermos um país cheio de heróis.

Nós aqui agradecemos por as nossas escolas participarem nestas iniciativas e desejamos que seja tão bem sucedida como nos anos letivos anteriores, em que com este trabalho conseguiram um resultado surpreendente: 42% das crianças participantes aumentaram o seu consumo diário de fruta, comparativamente com a ingestão reportada no início do projeto.
No entanto, ainda há um ambicioso caminho a percorrer com 74% das crianças a não ingerir fruta na quantidade diária recomendada pela OMS. Nós acreditamos que vão conseguir mudar a vida destas crianças, melhorando a sua saúde desde a infância! Nós apoiamos esta importante missão de educar hoje, os “heróis” do futuro!

Saiba mais em www.heroisdafruta.com/2015/10/arranca-amanha-3f-primeira-etapa.html#.ViPUExCrSRs

Marlene Gaspar

Nós aqui temos heróis da fruta.
Nós aqui temos isto
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