Birras

7 ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM AS BIRRAS DO FINAL DO DIA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As crianças muitas vezes desfazem-se em birras ao final do dia quando vêm para casa. Aqui fica o porquê e como lidar.

Prepare-se!! O seu filho pode vir da escola ou do jardim de infância e assim que chega a casa desfaz-se em birra aos seus pés! Eu chamo-lhe o “Rebentar da Bolha”! E que explosão que é…

Na verdade, este fenómeno pode também ser observado no seu companheiro ou em si mesma. Durante o dia você dirige, orienta, produz, sorri, empatiza, pensa e retém alguns pensamentos no seu cérebro interior que adoraria dizer em alta voz, porém, assim que passa a porta de casa transforma-se numa pessoa impaciente, antipática e nada apetecível.

E qual a razão para que isto aconteça?

Mantermo-nos mentalmente motivadas, com contenção emocional e com controlo físico suficiente para nos apresentarmos no nosso melhor quer no nosso local de trabalho, quer seja no jardim de infância ou na escola, requer uma energia inigualável

Fazemos um esforço enorme para não perdermos o controlo, não discutirmos com o colega de trabalho ou com os clientes, com o risco de perdermos o nosso emprego. Os miúdos tentam “portar-se bem” de modo a não serem postos de castigo, perderem o tempo de recreio ou levarem falta disciplinar. Quantas vezes durante o dia você tem vontade de gentilmente enviar alguém para “aquela parte” ou fugir para a casa de banho a chorar? Mas não o fazemos – não o fazemos porque temos de continuar a ser boas pessoas e manter um ambiente pacífico.

Depois de um dia inteiro a controlar todos estes impulsos e emoções, chegamos a um ponto que a nossa “Bolha “ enche de tal forma que de alguma forma terá de rebentar.

A minha filha adorava a escola e tudo o que lá fazia, mas houve uma determinada altura em que raro era o dia em que não se desfazia em lágrimas assim que chegava ao carro. Ela não fazia ideia donde vinham as lágrimas e porque chorava, mas eu sabia…o esforço para fazer tudo bem, corresponder às expectativas era tanto, que assim que se apanhava comigo e se sentia segura e confortada, descomprimia e chorava e depois passava.

Existem algumas estratégias que podemos ensinar aos nossos filhos para que possam lentamente ir esvaziando a Bolha que habitualmente rebenta assim que chegam a casa. Poderá também experimentar estas 7 estratégias com o seu companheiro.

#1 Faça conexões positivas
Receba a sua criança com um sorriso e um abraço em vez de, “Tens trabalhos de casa?” ou “Já soube que hoje te meteste em sarilhos”. Tal como é escusado perguntar “ Como correu o teu dia?”. Ninguém, mas ninguém, quer responder a estas perguntas.

#2 Arranje espaço
Dê tempo ao seu filho para ouvir os seus próprios pensamentos logo após o momento em que o vai buscar. Se for a conduzir ligue o radio e permaneça em silêncio. Se for a caminhar fale pouco ou comente as pequenas coisas que vão observando “Olha, viste aquele passarinho amarelo tão pequenino?”. Esta não é a melhor altura para grandes conversas.

#3 Dê-lhe comida
Muitas crianças reagem melhor se não lhes perguntarmos “Tens fome?” Assuma que o depósito do seu filho está vazio quando chega a casa. Reabasteça o depósito disponibilizando-lhe a comida sem dizer nada. Alimentos do “bem”, fruta fresca, queijo ou uma mão cheia de frutos secos irão dar-lhe o impulso de energia que precisam.

#4 Reduza a desordem da casa e o barulho
As pessoas são habitualmente condicionadas pelo ambiente – umas mais do que outras. Eu sei que as manhãs com crianças são habitualmente caóticas, mas chegar a casa e encontrar uma casa que parece que foi “assaltada”, não ajuda a retornar à calma. Assim, desde há uns tempos para cá, decidi instalar novas rotinas, que me permitam organizar tudo à noite, pequenos almoços, roupas, ou então levantar-me mais cedo para que possa haver alguma ordem no período da manhã e no final do dia.   Há tempos dediquei um post a este tema,  “ O Inferno Matinal como transformá-lo em Paraíso” .

Isto porque ao chegar a casa vinda do trabalho ou da escola, aspirar a casa não me parece o melhor programa!

Birra

#5 Mantenha-se conectado durante o dia
Utilize uma estratégia adequada à personalidade e idade de cada um de modo a manter-se conectado com a sua criança. Podem ser post-its na lancheira, um SMS de boa sorte, enfim o que a sua criatividade mandar. (Esta estratégia também é bastante eficaz com o seu companheiro(a), EVITE mesmo, os questionários: Onde estás? O que estás a fazer? É só para lembrar que existem pontes entre nós! “Gostei muito da nossa conversa de ontem. Estou orgulhosa de Ti! “)

#6 Providencie Tempo De Descompressão
Dependendo da personalidade do seu filho, providencie uma forma de descomprimir ao fim do dia. Dê a oportunidade ao seu filho para que seja ele a iniciar a conversa quando estiver pronto para isso. Quando isso acontecer, poderá aí perguntar-lhe se houve algum momento mais intenso emocionalmente durante o dia.

Lembre-se também de usar a “terapia da brincadeira” com o seu filho, mesmo que já seja um adolescente! As pessoas descomprimem muito pela brincadeira, pois ajuda a processar todos os acontecimentos do dia. Providencie também tempo para que possam não fazer nada, descansar ou brincar lá fora. As crianças mais novas gostam muitas vezes de brincar às lutas, correr, ou fazer uma Guerra de cócegas. Já os mais velhos apreciam ir dar um passeio de bicicleta ou tocar um instrumento.

Cá para mim a melhor maneira de descomprimir com os miúdos sempre foi pôr a música aos berros e dançar como se ninguém nos tivesse a ver.

#7 Divirtam-Se
“O riso liberta a mesma tensão que as lágrimas”. Divertir-se é uma forma esplêndida para libertar a tensão.

E agora confesse lá, a sua criança também rebenta a bolha e se desfaz em birra quando chega a casa?
Que estratégias utiliza? Precisamos todos de novas ideias neste momento que por vezes é tão difícil.

Helena Gonçalves Rocha

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Helena Gonçalves Rocha

MAIS AUTONOMIA TORNA AS CRIANÇAS MAIS RESILIENTES. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não há volta a dar, iniciou-se um novo ano, tempo em que procuramos rever atitudes e fazer mudanças.

O meu grande objetivo continua a ser o desacelerar e o simplificar, para além da conjugação de um outro verbo: Respirar! Lembram-se no último post que vos falei da importância de respirar?  Em momentos de maior inquietude e aflição ajuda imenso. Huumm…Phhhhh…

Mas na verdade cada vez me inquieta mais a falta de autonomia que providenciamos às nossas crianças E nada melhor que aproveitar este momento do reinício escolar para traçarmos metas e nelas investir.

Que tal investir em estimular a capacidade de lidar melhor com as adversidades e superá-las, ou seja, estimular a nossa resiliência?

A promoção da autonomia é uma das formas privilegiadas de estimular a resiliência.

Falemos por exemplo das deslocações para a escola. Quantas crianças entre os 8 e os 13 anos se deslocam de forma autónoma para a sua escola?
Em 2013 , a Faculdade de Motricidade Humana realizou um estudo sobre a mobilidade independente em Portugal, questionando os pais sobre quais as razões que os levavam a transportar os seus filhos para a escola, a razão invocada com maior percentagem relacionava-se com o trânsito, logo seguida do medo dos adultos.

Recordo-me claramente do dia em que me foi dada permissão de ir a pé sozinha para a escola, teria uns 7 anos. Era supervisionada para atravessar a estrada e de seguida lá ia eu, orgulhosamente SOZINHA. (Anos mais tarde, o meu pai confessou que me acompanhava durante todo o trajecto bem de longe). Recordo-me também da sensação que estes pequenos passos me transmitiam, Sou Capaz, Sou Crescida, Sou de Confiança!

Pequenos passos com os quais podemos ajudar as nossas crianças a crescerem, ir fazer uma compra ao mini-mercado, pedir um gelado no café mais próximo, deixá-los fazer pequenos trajetos a pé.

Já dizia João dos Santos, o maior pedopsiquiatra e psicopedagogo português, educar é um vai e vem entre dar proximidade para dar segurança e dar distanciamento para dar autonomia. Quando precisam de segurança damos afectos, quando precisam de autonomia damos distância.

Acho mesmo vergonhosos que cada vez mais as crianças e adolescentes sejam deixados diretamente no portão. Assistimos atualmente a uma parada de automóveis às portas dos colégios e escolas secundárias nas horas de entradas e saídas que não permitem que os miúdos logo de manhã dêem mais de 50 passos. Para além das questões da autonomia, falamos também das questões da mobilidade, do sedentarismo que progressivamente se instala nas novas gerações.

Antes de iniciar o seu trabalho de atenção e foco do período escolar, a criança beneficia de realizar alguma atividade física, que pode bem ser uma caminhada, que lhe permita ativar o seu estado de alerta e facilite a manutenção da atenção no período de tempo que se segue.

Como tal, se aceita o desafio de estabelecer novas metas e contrariar as tendências, deixe o seu carro mais longe e faça uma caminhada matinal, se ele já tiver idade (10/12 anos) incentive-o a utilizar os transportes públicos, deixe-o fazer “coisas” sozinho. Tudo isto irá promover a sua Autonomia e aumentar a sua capacidade de resiliência, ou seja, a sua capacidade de resolução de problemas.

autonomia nas crianças

E afinal não é isso que todos desejamos para os nossos filhos? Que sejam autónomos, que consigam encontrar soluções para os seus problemas?

Se assim for, é altura de definir novas metas e fazer do seu filho uma criança mais autónoma. Acredite nele, ele é mesmo capaz!

Helena Gonçalves Rocha

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Professores

PROCURA-SE PROFESSOR DE PORTUGUÊS/INGLÊS PARA HORÁRIO COMPLETO.

precisamos 2

A Escola Profissional de Almada, está a admitir professor(a) de Português/Inglês para horário completo. Se tens habilitações para isso e queres entrar no ano letivo a fazeres o que gostas, candidata-te. Para a profissão de professor, tenho uma palavra – RESPECT. Se não for a tua praia, não te candidates!

Contactos:
geral@epalmada.pt
ou 212739281

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Texto: Marlene Gaspar

Regresso às aulas

5 DICAS PARA SUAVIZAR A RENTRÉE ESCOLAR. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As férias são habitualmente um período em que conseguimos “desligar” do resto do ano, aproveitar o tempo, usufruir mais da relação com os outros e principalmente apreciar o crescimento e desenvolvimento desenfreado dos nossos filhos.

Conciliar horários dos miúdos com as nossas atividades profissionais, organizar a alimentação, organizar todo o material e manuais escolares, gerir ansiedades, organizar boleias, explicações, salas de estudo, natação, dia dos avós…Enfim já estou a hiperventilar e ainda vou a meio…

Vamos lá por partes para ver se isto corre melhor!

Respire fundo e repita para si mesmo: “Eu não sou uma Super Mulher (ou Super Homem), mas sei que vou conseguir, uma etapa de cada vez!”
Por vezes dispomo-nos a alcançar objetivos inalcançáveis, respire…uma etapa de cada vez. Ainda agora veio de férias, não se canse já!

#1 Retome as rotinas do sono!
Por esta altura já seria recomendável que os miúdos se começassem a deitar mais cedo e progressivamente a levantar mais cedo, aproximando-se da hora de levantar em tempo de aulas.

Não se esqueça de desligar os aparelhos eletrónicos (TV, Tablets e telefones) 1h antes da hora prevista para dormir. A dificuldade nesta altura do ano é acrescida pois muitas vezes ainda não é noite escura, o truque será ir reduzindo a actividade, o som e a luz presente no ambiente.

Rotina do sono

Rotinas do sono

#2 Retome os hábitos alimentares saudáveis!
Cá em casa traduz-se em ter sopa na mesa todos os dias (no Verão têm direito a comer sopa em regime facultativo, está muito calor e impera o gaspacho). Aproveite o final de semana para planear a ementa semanal, adiantar algumas refeições e snacks para os miúdos levarem para a escola. Não se esqueça, habitue-os a saberem o que estão a comer e qual a sua origem. Está mais que provado que os alimentos processados estão na origem da obesidade e de outras doenças atuais.

Organize o pequeno almoço na noite anterior e peça a colaboração dos miúdos.

Retome os hábitos alimentares saudáveis

Retome os hábitos alimentares saudáveis

#3 Envolva os seus filhos na organização do material escolar!
Consoante a idade dos seus filhos mantenha-os envolvidos na organização do material escolar, quer seja pedindo-lhes que revejam o material do ano anterior e que listem quais as suas necessidades, quer sejam na atividade de forrarem os livros, quer na escolha da mochila e decoração do material.

Organização do material escolar

Organização do material escolar

#4 Escolher as roupas a serem usadas.
Dê uma volta ao armário e organize atempadamente a roupa que irão usar na primeira semana de aulas. Tudo o que puder ser feito na noite anterior, suaviza as birras da manhã.

#5 Volte a respirar fundo e repita para si mesmo “ Os miúdos estão tão crescidos, isto passa depressa demais, vamos lá aproveitar!”
Esta sim, é a maior das verdades, descomplique! Não vale a pena…este tempo passa depressa demais, aborreça-se só com aquilo que realmente valer a pena. Se calhar o miúdo pode ir para a escola com a roupa já meio suja do pequeno, importante mesmo é que tome o pequeno almoço e chegue a horas…

Como mãe de dois adolescentes vejo agora o tempo que perdi com “coisinhas” que não valem a pena, aproveite converse com elas e veja como estão tão crescidos depois das férias!

Boa reentrée escolar para toda a Família, para os que regressam à escola e para os que levam à escola!

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Helena Gonçalves Rocha

JÁ SEI ANDAR DE BICICLETA! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

“Olha Pai… sem mãos, sem pés, sem dentes….”

Na minha “modesta opinião”, andar de bicicleta é tão importante como saber andar e saber nadar. São competências básicas e essenciais que nos vão ser úteis ao longo da vida.

Não podemos retirar aos nossos filhos a oportunidade de andar de bicicleta, sem rumo, com um grupo de amigos, mais tarde experimentar um passeio romântico de bicicleta sentindo a brisa do vento no rosto, conhecer qualquer cidade europeia de bicicleta, poder escolher um meio de transporte ecológico e saudável…enfim, os benefícios são múltiplos ao longo da vida.

Na minha “opinião de especialista”, em desenvolvimento infantil e na área da psicomotricidade, andar de bicicleta é uma aprendizagem essencial no desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico, da coordenação motora, da lateralidade e orientação espacial e também na promoção da autonomia e auto-estima da criança. Conduzir um veículo e poder escolher a direção para onde vou é sem dúvida uma experiência inigualável e que é merecedora de atenção.

bicicleta sem pedais

Nos últimos anos, a balance bike, como é conhecida mundialmente, ganhou muitos adeptos entre os pais, como a primeira bicicleta dos seus filhos. Sem pedais e sem travões, tem como principal objetivo desenvolver o equilíbrio da criança.

Mas porquê uma bicicleta sem pedais e travões?
Parece uma ideia assustadora? Pois bem, vai mudar de ideias quando perceber as vantagens que ela traz! Uma das primeiras é a autonomia, já que a criança aprende a usar a bicicleta de equilíbrio sozinha, sem precisar de ajuda. As quedas, quando acontecem, acabam por ser leves e sem grandes consequências, o que é um alívio para os pais, principalmente os de primeira viagem.

Se a criança sente que vai cair, ela coloca novamente os pés no chão e impede essa queda. Ela tem autonomia para usar os pés como travões, com base no balanço que já leva.

Bicicleta sem pedais para aprender a pedalar mais cedo!
Na verdade, a bicicleta convencional, com pedais e travões, quando usada desde muito cedo, precisa de rodas auxiliares ou de apoio, as famosas rodinhas, e exige que a criança faça várias aprendizagens ao mesmo tempo, como pedalar, imprimir força ao movimento, direcionar a bicicleta e ainda travar. O mais importante, que é o equilíbrio, acaba ficando em segundo plano e só será exercitado quando a criança decide ou quer retirar as rodas de apoio.

Com a bicicleta sem pedais, o primeiro item a ser desenvolvido é exatamente o equilíbrio, o que faz com que a criança aprenda a usar uma bicicleta convencional, ou pedalar, até mais cedo do que as crianças que não experimentaram a aventura que é a balance bike.

Esta bicicleta funciona assim: a criança tem que dar impulso com os pés para que a bicicleta ande. Aos poucos, o pequeno ciclista começara a equilibrar-se em duas rodas, adquirindo a segurança para pisar no chão somente no momento em que precisa.

A partir dos 18 meses e com a marcha já completamente adquirida é possível iniciar este treino para as melhores voltinhas ao quarteirão.

Helena Gonçalves Rocha

Ajude o seu filho a crescer e usufrua dos primeiros passeios de bicicleta, todos juntos, em Família!
Helena Gonçalves Rocha

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PastaEscolar

PASTA ESCOLAR GRATUITA EM ALMADA!

aplaudimos
Se o ano passado a Câmara Municipal de Almada deu o exemplo na oferta de materiais para o 1º ciclo este ano não quer ficar atrás e vai mais longe. Para o próximo ano letivo que está com os dias contados para começar, a instituição garante a todos os alunos do 1.o Ciclo do Ensino Básico da rede pública do concelho um conjunto de materiais escolares no âmbito do programa Pasta Escolar com uma mochila.
E não estejam já para aí a queixar-se que os vossos já não estão no 1º ciclo, porque para os alunos e alunas do 2.o ao 4.o ano de escolaridade, a CMA atribui cadernos, dossiês, lápis de cor, aguarelas e afins.
Atitude de valor, que a minha filha está aqui incluída. Ainda não sabe em que escola é que vai ficar, porque não tem vaga num raio de 12 km, mas isso agora não interessa nada e também vocês têm mais que fazer do que estar a aturar os meus nervos. Cada um com as suas, mas este coração de mãe desespera por uma solução!
Lamechices à parte, vamos ao que vos preocupa. A apresentação pública realiza-se no dia 6 de setembro, pelas 15 horas, no Fórum Municipal Romeu Correia, no âmbito da Receção à Comunidade Educativa.
Condições de acesso à Pasta Escolar
Os beneficiários da Pasta Escolar deverão estar inscritos no 1.o Ciclo de qualquer estabelecimento de ensino da rede pública do concelho de Almada.

Entrega da Pasta Escolar – alunos do 1.o ano de escolaridade
 
7 a 10 de setembro | Complexo Municipal dos Desportos «Cidade de Almada» | 9h30-20h (não encerra no período de almoço).
É necessária a apresentação do documento de identificação do aluno e dos pais/encarregados de educação.
O encarregado de educação poderá autorizar outra pessoa a levantar a Pasta Escolar do seu educando. Terá preencher uma declaração (disponível no local e aqui), acompanhada de fotocópia do seu documento de identificação e do seu educando ou da apresentação dos documentos em causa. A pessoa autorizada terá também que fazer-se acompanhar de documento de identificação.
A entrega da Pasta Escolar é feita por ordem de chegada. (Aguentem valentões! Não há bela sem senão.)
Entrega da Pasta Escolar – alunos do 2.o ao 4.o ano de escolaridade
A entrega da Pasta Escolar será assegurada pelo respetivos agrupamentos de escolas, em momento a definir pelos mesmos, informação que será divulgada aqui.
Ainda não estão satisfeitos e querem saber o que leva a Pasta Escolar. Não se apoquentem. Nós aqui contamos tudo:
 
Lista de materiais que constituem a Pasta Escolar para o ano letivo 2017/2018
 
1 Mochila (para os alunos do 1.o ano)
1 Dossiê A4 de duas argolas (lombada larga)
1 Estojo
1 Caderno pautado A4 (capa preta sem argolas)
1 Caderno pautado A5 (caderno diário amarelo)
1 Lápis de carvão (HB2)
1 Borracha branca
1 Afia
1 Cola de batom
1 Tesoura (com bicos redondos)
1 Caderno de papel de lustro
2 Pincéis (n.o 6 e n. o 12)
1 Caixa de aguarelas (12 cores)
1 Caixa de lápis de cor (12 cores)
Complexo Municipal dos Desportos «Cidade de Almada»
Alameda Guerra Junqueiro
2810-071 Feijó
Fórum Municipal Romeu Correia
Praça da Liberdade
2800-648 Almada
Dúvidas? Liguem para 212 724 700.
Nós aqui temos Pasta Escolar.
Nós aqui temos isto.
Texto: Marlene Gaspar
Helena

8 COISAS PARA FAZER ENQUANTO ESPERAMOS COM CRIANÇAS. Por Helena Gonçalves Rocha

ASSINATURA 2 1

Todas estas sugestões foram devidamente testadas e garantidamente vão deixar as suas crianças um pouco mais felizes enquanto aguardam pela refeição no restaurante (ou em qualquer outro local onde tenham de esperar). Sim, podemos esperar com crianças pequenas! Não, não temos de lhes entregar os telemóveis ou tablets.

Quantos queres
Ainda se lembram como se faz? Giro de fazer e ainda mais divertido quando colocamos as mensagens debaixo das cores. No outro dia fiz com a minha filha já crescida, mas desta vez com tarefas. “ Toca com a língua no cotovelo”; “Levanta uma sobrancelha” e outras figuras rídiculas do género, resultado? Risota total…

quantos queres

 Adivinha em que mão
Um clássico, pegamos em qualquer objeto que esteja alçi à mão, em último caso uma moeda, metemos na mão, escondemos atrás das costas e…Adivinha em que mão está?

Eu vejo…
Olhando à nossa volta escolhemos um objeto e vamos fazendo a sua descrição: “ Eu vejo… uma coisa verde, com água lá dentro e…. “ “ É uma jarra, aquela ali…”
Para além de ser divertido, a minha vertente terapêutica está sempre alerta, podemos desenvolver a atenção, aumentar o vocabulário, enfim…

Objetos que desaparecem
Reúna um grupo de objetos no meio da mesa. Diga ao seu filho para olhar com atenção para todos eles e de seguida terá que fechar os olhos. Retire um objeto e veja se o seu filho consegue dizer qual o objeto que falta. Lá vem o inevitável objetivo terapêutico, excelente para desenvolver a atenção e a memória a curto prazo.

Jogos de dedos
Ora cá está um jogo fácil e para o qual temos o material sempre à “mão”. Quem se recorda do “Bico, bico, sarrabico, quem te deu tamanho bico? Foi o gato da vizinha que roubou uma sardinha. Os cavalos a correr, as meninas a prender, qual será a mais bonita que se irá esconder?” E lá vai um dedo a ser escondido…
E quem conhece o “Pedra, Papel, Tesoura”. Os dois jogadores em simultâneo mostram a sua mão, a pedra ganha à tesoura, a tesoura ganha ao papel, o papel ganha à pedra…perguntem aos mais pequenos que eles vão ensinar-vos com toda a certeza.
Existem muitos jogos de dedos e muitos são aqueles que podem ser inventados, os miúdos hoje em dia precisam mesmo de exercitar os dedos, atreva-se e invente, invente muito.

Jogo dos dedos

Inventar histórias sobre as pessoas que vemos.
Deste jogo eu recordo-me especialmente de jogar com a minha irmã nas filas de trânsito. “Tem cara de…advogado.” “Porquê?” “ Não vês os óculos e a maneira como fala…é de certeza”. “Olha, aquela zangou-se com o namorado” “ A outra tem ar de bruxa, já fez hoje seis feitiços”. Este jogo alimenta a imaginação e criatividade sem dúvida alguma e levará a surgirem uns bons contadores de histórias.

Ler um livro
As malas das mães são aquela coisa fantástica e surpreendente donde tudo e qualquer coisa poderá surgir. Pois bem, em tempos de espera é sempre bom meter um ou dois livros na bagagem.

Entrevista rápida
Este é um jogo que inventamos para jogar à noite, no carro ou em momentos de  espera e aborrecimento. É muito simples. O entrevistador faz perguntas rápidas aos miúdos.

  • Preferias viver debaixo de água ou no espaço?
  • Qual é o teu legume preferido?
  • Gostavas mais de ser um gnomo ou uma fada?
  • Qual é a fase da Lua que tu preferes?
  • Quantos filhos queres ter quando cresceres?
  • Se pudesses ter qualquer animal como animal de estimação, qual escolherias?
  • Bicicleta ou skate?

E por aí fora. Os miúdos adoram este jogo, eu penso que será porque gostam de ser ouvidos e de partilhar as suas opiniões.

Espero que estes jogos vos possam ajudar nos vossos próximos tempos de espera, seja no restaurante, no carro ou na sala de espera do pediatra.

Conto com os vossos contributos para partilharem os vossos jogos preferidos.
Até para a semana e divirtam-se!
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AFINAL DE QUEM É O COMANDO? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Cada vez mais ouço os pais a dizerem:

”Nunca mais vi as notícias, está sempre nos desenhos animados”,

“Não temos autorização para ver mais nada que não sejam bonecos, ainda por cima agora dão a toda a hora”,

STOP! O que é isto?

Afinal de quem é o comando?
Onde estão os limites e a correta definição dos papéis na família?
Quem gere o tempo familiar e de lazer? São crianças de 5 anos?

Tento sempre compreender e empatizar. É difícil, o tempo é muito pouco e ainda por cima quando estamos com eles vamos contrariá-los? OK…será que o nosso receio é que os nossos filhos deixem de gostar de nós? Deixem de ser felizes?

É aqui que temos de parar e pensar…Embora tenhamos as melhores das intenções , as crianças não têm a maturidade para fazer este tipo de escolhas, e aliás, ficam bastante confusas quando têm de o fazer.

Por vezes, coisas tão simples como o controlo do comando da TV, acabam por ser generalizadas às restantes rotinas.

Senão vejamos, quando chega a hora de ir para a cama, não raras são as vezes em que os adultos não conseguem impor a sua vontade e os miúdos acabam por adormecer frente à TV.

Ao longo do seu desenvolvimento as crianças precisam de entender que existem diferentes papéis, desempenhados por diferentes pessoas. O local onde tudo se ensaia antes de sair para o Mundo lá fora, é mesmo a nossa própria casa, a nossa própria Família.

Um exercício importante que ajuda a compreender os diferentes papéis de cada um, passa-se à mesa de jantar. Mais uma vez, as rotinas assumem um papel de extrema importância na estabilidade emocional e segurança da criança. Cada elemento da família deverá ter o seu lugar definido, os adultos deverão ditar as regras da refeição, quando se inicia e quando acaba. Muitas das vezes e ao longo do crescimento é engraçado verificar como os miúdos tentam ocupar o lugar dos adultos, testando os limites. Recordo sempre o episódio da minha filha que muitas vezes tentava assumir o meu lugar, dizendo “Eu sou a Rainha” e invariavelmente ouvia “ A Rainha do meu coração, mas cá em casa és a Princesa, que a Rainha sou EU”!

Não querendo parecer saudosista creio que todos nos recordamos como era diferente na nossa infância e como eram claros os papéis nessa época. Interromper o Telejornal? Nem pensar…A verdade é que este, é o ensaio do Mundo que os espera lá fora, o professor que lidera a aula, o chefe no local de trabalho…

E pergunto, será que não os estamos a deixar mais felizes quando os preparamos desta forma? Diferentes papéis, limites, competências para resistir à frustração?

Peço desculpa pelo desabafo, mas esta é uma inquietação que me vai incomodando há já algum tempo.

Fiquem bem e boa semana!
Helena Gonçalves Rocha

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SOLIDARIEDADE 360º. Por Catarina Laborinho

gostamos 1

Quando falamos em ser solidário ou em solidariedade, quer queiramos quer não o assunto é sempre muito delicado. Seja que tipo de solidariedade for, ou a que estejamos a praticar com o nosso voluntariado, os nossos sentimentos, dedicações ou a típica “chapada sem mão” dói, e a mim dói-me sempre muito.

O assunto é delicado, mas aqui coube-me dar-vos a conhecer o que vi, o que vivi é algo bem maior e que todos nós podemos apoiar. O assunto são crianças e adolescentes! Sou Mãe de 2+2, por isso é sempre um assunto que “mexe” muito comigo.

No outro dia, através de uma amiga conheci o Padre Gonçalo, vou trata-lo apenas por Gonçalo porque aqui não quero destacar as suas crenças ou religião, mas sim dar relevância ao brilhante trabalho que desenvolve.

Se é daqui, da nossa margem Sul, já ouviu falar certamente do bairro cor de rosa, ou do bairro branco. Estes são aqueles bairros que ficam perto da estação do Pragal da Fertagus a caminho do hospital. E foi aqui que fui ter com o Gonçalo. O dia escolhido não foi ao acaso, foi no dia do meu aniversário, e a companhia foi escolhida a dedo, fui com a Maria (minha filha mais velha) e com o Tiago (a minha cara metade), 2 das minhas algumas muletas!

O ponto de encontro foi no Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto. Quando chegámos encontrámos a turma da manhã que ia para a piscina do Inatel. A manhã estava feia, mas para eles a diversão é o principal ingrediente para mais um dia de férias, não fossem eles, como quaisquer outros, loucos por diversão entre amigos e é isso que diariamente o Gonçalo e a sua equipa de 40 voluntários semanais + 2 “funcionárias residentes” lhes proporcionam. Atualmente o centro apoia 90 crianças, e está situado em 4 apartamentos do r/c de um prédio, todos eles foram adaptados de modo a que as crianças entre os 6 e os 14 anos sintam ali o conforto e o acompanhamento, “criando vincos de amizade de modo a ganharem os devidos valores que tão importantes são para o seu futuro”, segundo o Gonçalo.

O Centro surgiu da visão dos padres Jesuítas que, dando aulas nas escolas dos bairros sociais do Monte de Caparica e Pragal foram-se apercebendo que muitas crianças ao saírem da escola ficavam totalmente entregues a si próprias e vulneráveis aos mais diversos perigos. Iniciaram assim um projecto de educação formal e informal através de actividades de apoio ao estudo. Em 2010 abriu as suas portas com instalações autónomas para actividades de estudo, lúdicas e artísticas, desenvolvendo a componente desportiva em conjunto com algumas associações e clubes desportivos.

Desde o início o centro “vive” apenas com o apoio de benfeitores, voluntários e mecenas.

Um conhecido colégio daqui da nossa margem é responsável por oferecer o pão para os lanches das crianças, o apoio ao estudo é dado voluntariamente por professores que leccionam em algumas escolas do nosso concelho, a Fertagus oferece os bilhetes para as pequenas viagens destes grandes guerreiros e ainda os passes das duas “funcionárias residentes” que diariamente se deslocam até ao centro. Segundo o Gonçalo, “se a Fertagus não nos oferecesse o passe seria impossível elas chegarem até aqui”.

Fertagus

Uma ida ao Jardim Zoológico promovida pela Fertagus

Por outro lado o Gonçalo, juntamente com uma escola de Surf, conseguiu promover esta atividade para as crianças. O contacto com o mar a natureza e o desporto são os principais pilares para todos nós (não fosse eu também adepta deste desporto). Curiosamente, e num momento de brincadeira, uma das crianças do centro fez uma espargata, assim sem mais nem menos e hoje, já tem no seu CV a medalha de campeã nacional de ginástica onde diariamente treina numa conceituada academia, aqui, na Margem Sul. Já para não falar na Telma Monteiro que não precisa de grandes apresentações.

Estes são apenas exemplos do apoio, carinho e dedicação que algumas empresas dão ao centro.

Mas aqui no centro também há espaço para brincar! O centro tem uma “gaRRagem” na rua de trás onde estão todas as brincadeiras disponíveis para cada idade. Para os mais velhos há bicicletas, algumas delas oferecidas pela Fertagus quando estas aparecem nos perdidos e achados (nesse dia alguém estava com a cabeça na Lua :), mas ainda bem), patins em linha, skates, jogos dos mais variados tipos, espaço para pinturas, bonecas… brinquedos que qualquer um de nós poderia oferecer.

Fertagus

O lema é “Fazer o Bem, Bem Feito” e é isso que diariamente o Gonçalo tenta fazer. Educar para a Sabedoria, Educar para a Sensibilidade, Educar para a Expressividade, estes são os 3 pilares para que no amanhã estas 90 crianças ao abrirem a janelas das suas casas vejam o brilhar do sol da mesma maneira que todos nós.

Obrigada por ter estado desse lado.
Obrigada Fertagus por nos ajudar a ter chegado até ao Padre Gonçalo Machado.
Obrigada Gonçalo pelo seu brilhante trabalho e por conseguir gerir uma equipa tão grande e sempre com um sorriso no rosto.

PS. e para acabar o dia ainda da melhor forma comprámos 6 t-shirts lá para casa (sim, lá em casa somos 6) assim, de uma forma tão simples, ajudámos o centro mais um bocadinho.

Se quiser ajudar o centro, está sempre aberto para vos receber.
+ informações
cjpamadeupinto@gmail.com
https://www.facebook.com/cjpamadeupinto/

Texto: Catarina Laborinho
O Lisbon South Bay Blog agradece ao Padre Gonçalo Machado e à Fertagus por nos ter deixado “viver” este grande momento .

FERTAGUS, LSBblog

Família

5 COISAS PARA FAZER EM FAMÍLIA ESTE VERÃO. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Uma vez que o clima de férias veio para ficar pensei partilhar convosco 5 coisas da bucket list de Verão para poder fazer em Família. Sou grande fã do Pinterest, e aí é certo que encontra centenas de buckets list de Verão que o deixariam completamente extenuado, algumas delas possuem mais de 100 itens para concretizar. Eu não aguentaria fazer tantas atividades.

Aqui ficam o TOP 5 das coisas que habitualmente fazemos durante o Verão enquanto Família.

Vá acampar. Os benefícios desta atividade são inúmeros para toda a família. Somos forçados a desacelerar, usufruir da Natureza, apreciar as pequenas coisas. Somos forçados a praticar o minimalismo (menos roupa, menos tralha, mais organização), sempre que vimos de uma temporada a acampar aprecio a capacidade que temos de viver com tão pouco. Fomenta-se o espírito de cooperação e o respeito pelo outro.  O facto de não existirem paredes e de partilharmos espaços próximos, obriga-nos a ser mais tolerantes e respeitar o ritmo de cada um. Por fim, uma das maiores vantagens é o facto de passarmos tempo juntos na Natureza.

Acampar

Explore a água. Nadando, mergulhando, andando de barco, stand up padlle, o importante é usufruir deste elemento maravilhoso. Aproveite para iniciar novas atividades, atreva-se e vá surfar, todos juntos em família, de certo uma experiência memorável!

surf

Encontre um novo local para visitar na sua cidade. Seja museu, castelo, miradouro, parque ou jardim, o que importa é estarmos juntos e descobrir em conjunto.

Visitar amigos e família distantes. É sagrado, todos os verões lá vamos ver as tias, os primos e restante família e que bom que é conhecer as nossas origens, ouvirmos as mesmas histórias vezes sem conta. Deste modo construímos também a nossa História de Família.

Ver o Pôr do Sol. Esperar pacientemente até que finalmente o Sol desapareça no horizonte, seja no mar ou atrás das montanhas. Como o meu filho dizia: “São todos tão diferentes, mas são todos um espetáculo!”.

sunset

Fotografia: Zee Anna Photography

Qual é a sua atividade de Verão preferida para fazer em Família?

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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Fotografias: D.R.