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NO NATAL AS CRIANÇAS PRECISAM MAIS DO QUE PRESENTES. O QUE SERÁ? Por Helena Gonçalves Rocha

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A pressão do Natal está aí! Para onde quer que vamos ouvimos músicas de Natal, recebemos a toda a hora novas sugestões e propostas das melhores decorações, os melhores presentes, as melhores atividades. Os nossos olhos parece que já brilham de tanta luzinha que pisca… .

As festas estão aí, muitas vezes os pais sentem a pressão de ter de” fazer bem “. Queremos que os nossos filhos sejam felizes e muitas vezes achamos que temos de ser ultra-mega-organizados, pensar sempre à frente e ser muito criativos, para que tal possa acontecer.

Aguentar o período festivo desde o Natal à passagem do ano poderá ser difícil. Apesar da felicidade e alegria que achamos que devemos sentir, muitas vezes os pais estão exaustos, stressados e sem tolerância. Os miúdos conseguem ir do estado eufórico ao estado ultra-birra em apenas 60 segundos. As famílias esvoaçam de atividade em atividade e os pais tentam encontrar o presente perfeito. Na ânsia de criar a memória do cenário natalício perfeito, caímos muitas vezes numa enorme lista de afazeres impossível de concretizar. E ficam para trás as coisas realmente importantes – tal como o tempo passado juntos, as tradições e a boa vontade.

Tudo isso é muito importante, mas não nos devemos esquecer de manter algumas coisas em mente para que esta época natalícia seja vivida com sucesso.

# As crianças precisam de aprender que dar e receber são ações recíprocas. Quando damos oportunidades aos nossos filhos de dar aos outros, ajudamo-los a aprender o que é a generosidade, a bondade e a empatia. Poderá pensar em algumas atividades adequadas a cada fase de desenvolvimento, podem visitar um lar de idosos e disponibilizarem-se para serem parceiros de jogo, ou voluntariarem-se para ajudar na distribuição de comida pelos carenciados ou organizar e doar brinquedos a quem mais precisa. Podem oferecer uma bebida quente ao porteiro da escola, que nesta época passa tanto frio, ou levar umas bolachinhas e um sorriso às senhoras da secretaria, que, com toda a certeza irão retribuir com o maior sorriso e calor no coração.

# As rotinas dão estrutura e fornecem segurança e conforto.  As rotinas básicas são para ser mantidas durante todo o ano (horários para dormir, horas das refeições, hábitos de higiene, etc) .Porém, as tradições natalícias são rotinas que acontecem sempre da mesma forma, de um ano para o outro. Por um lado são necessárias novas formas de entreter os miúdos a cada ano que passa, mas na verdade, os miúdos querem e precisam que as tradições natalícias se repitam ano após ano. E esta repetição pode ser na ementa (sempre, mas sempre Bacalhau na noite da consoada), nas decorações (sempre, mas sempre a mesma estrela no alto da árvore), as histórias que se contam, as músicas que se ouvem vão ajudar as crianças a criar memórias associadas à época natalícia. Isso, mais do que os presentes, farão esta época do ano tão única e especial.

# Antecipar e vivenciar ocasiões especiais é muito importante para as crianças. As crianças beneficiam de antecipar e participar nos eventos especiais. As crianças adoram contagens decrescentes para alcançar as atividades pretendidas e a época natalícia é perfeita para isso. Desde os calendários do advento, ao riscar no calendário os dias que passam e contar aqueles que faltam. A excitação crescente do Grande Dia que se aproxima é inexplicável para os Miúdos, a excitação do aproximar da meia-noite, tanta ânsia e nervosismo para gerir.

# As histórias e memórias partilhadas refletem os valores de família. As reuniões natalícias são sempre uma excelente oportunidade para as crianças ouvirem as histórias familiares que vão passando de geração em geração. Todas essas histórias transmitem um sentimento de continuidade e pertença que ajuda a passar também os valores familiares.

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# As interações significativas entre os membros da família fazem a criança sentir-se amada.  A presença de um pai e a sua atenção total podem significar muito mais do que um simples presente. O tempo passado no chão da sala a jogar ou a ler um livro, nunca será tempo desperdiçado. A presença dos pais num programa natalício, tipo festa da escola, é uma das formas de transmitirmos à criança que ela é amada e valorizada.

Quando os pais desaceleram e se reposicionam, eles poderão dar memórias muito felizes aos seus filhos e poderão ir de encontro às reais necessidades desenvolvimentais. Manter estas necessidades em mente poderá ajudar os pais a filtrar o ruído provocado pela expetativa externa relativa à época natalícia. Os pais deveriam permitir-se relaxar, lembrarem-se que está tudo bem quando se diz Não, especialmente quando dizer Não significa passar mais tempo com os seus filhos.

Aproveite a época natalícia e viva na plenitude a sua Família!

Helena Gonçalves Rocha

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NATAL: A IMPORTÂNCIA DOS RITUAIS DE FAMÍLIA. Por Helena Gonçalves Rocha

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Chegou Dezembro e com ele o cheirinho a Natal! Lá fora os cenários modificam-se, são luzes que piscam, ora na iluminação de rua, ora na casa de cada um que decide decorar a sua casa especialmente para o Natal. Ainda encontramos muitos Pais Natais pendurados nas varandas, Pais Natais nos grandes centros comerciais, mas esses são só ajudantes, porque o Pai Natal, sim, o verdadeiro Pai Natal está lá longe, no Pólo Norte muito atarefado juntamente com a sua equipa de anõezinhos a ultimar as listas de presentes, a dar os últimos retoques aquela boneca que a Maria tanto queria…sim, o verdadeiro Pai Natal não consegue estar em todo o lado a dar atenção aos pequeninos. Por isso, contrata tantos e tantos ajudantes parecidos com ele, mas que efetivamente não têm a “dita magia do Natal”…

Uma das dimensões que distingue as famílias diz respeito aos seus rituais, isto é, à forma como vivenciam as atividades partilhadas, sejam elas de caráter quotidiano, sejam datas festivas, mais esporádicas e pontuais.

Cá em casa o Natal sempre foi vivido de forma muito Especial e com muita magia, desde o primeiro dia de Dezembro, em que habitualmente se montava a árvore de Natal e onde se inaugurava o calendário do advento.

calendário do advento

Cada dia, ou antes em cada noite os anõezinhos deixavam recados, mensagens, pequenos presentes simbólicos que faziam com que cada acordar de Dezembro fosse sempre em grande excitação.

Os rituais familiares são privados a cada grupo familiar porque possuem significados diferentes. Estes rituais permitem estabelecer um sentido de estabilidade e de pertença único em cada família.

As noites de consoadas são passadas das mais diversas formas e com diferentes características de casa para casa, tudo se altera, desde a ementa da noite, a forma como são trocados os presentes, a decoração da casa. No entanto no seio da nossa família a manutenção destes rituais reforça os valores familiares e as próprias heranças familiares.

Ao longo dos anos todos sabiam que chegando a meia-noite o Pai Natal surgia no céu e deixava o seu saco de presentes à porta. Todos se lembram da noite em que Ele distraído deixou o barrete pendurado no portão, todos se lembram de ver a cauda da rena quando já iam de saída.

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Agora, já todos mais velhos, uns a entrar na idade adulta, outros na efervescente adolescência, tentam manter a tradição para os pequeninos que começam a surgir e recusam-se a abandonar a Magia de outrora.

Essencial será criarmos memórias afetivas que os acompanhem ao longo da vida, que os remeta para uma estabilidade emocional, para o sentido de união / reunião Familiar, onde todos têm o seu lugar desde o mais velho aos mais pequenino.

E os miúdos podem ser envolvidos nesta celebração logo desde início, com a decoração da casa e da árvore de Natal. Na cozinha, fazendo bolinhos e partilhando as receitas de família, na noite e dia de Natal recebendo todos com alegria e celebrando esta grande reunião anual.

Deixo, pois, aqui os meus desejos que aproveitem esta época natalícia e usufruam da companhia uns dos outros e ofereçam muitos presentes do coração, construídos por cada um de vocês e sempre a pensar no outro.

Feliz Natal!
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HELENA GONÇALVES ROCHA

ESTAVA A PORTAR-SE TÃO BEM…FOI SÓ TU CHEGARES… Por Helena Gonçalves Rocha

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Esta mítica frase já foi, com toda a certeza ouvida por muitas mães quando chegam a casa dos avós para irem buscar os seus filhos, verdade, verdadinha?

Para além da minha vasta experiência nesta matéria, os meus filhos têm os melhores avós do mundo e não sei o que seria de mim sem eles, mas, esta simpática expressão acompanhou-me invariavelmente nos “vai buscar” desta vida. Para além disso, as famílias que acompanho acabam por descrever relatos semelhantes diariamente, o que me trouxe até esta página em branco.

É mesmo verdade, os miúdos quando se reencontram com os pais no final do dia, pela sua imaturidade e acredito também como uma forma de nos castigarem por termos estado tanto tempo ausentes, desorganizam-se e conseguem armar a maior das birras e de chamadas de atenção demonstrando aos nossos pais, ou melhor ainda, sogros, como efetivamente somos as Piores Mães do Universo.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Não se preocupe, mesmo, é um fenómeno generalizado e que acaba assim que viram costas. Solução para este drama: encurtar ao máximo a duração da recolha dos miúdos, eles estão sedentos da sua atenção e quanto mais prolongar a conversa, mais eles terão de ser criativos a chamá-la à razão.

Por outro lado, esta é também uma boa forma que os netos encontram para reforçar as competências das suas avós. “Olha que bem que eu me porto contigo que me deixas fazer tudo aquilo que desejo e como consigo ser um diabinho com a minha mãezinha! Tu és mesmo boa avozinha!”. É mais ou menos isto ou não é?

Pense em como é bom ter avós para a ajudarem na educação dos seus filhos e como os seus filhos são inteligentes na adequação do comportamento, desvalorize ao máximo estes comportamentos e deixe a conversa com a avó para outro momento. Vai ver que as cenas começam a diminuir de frequência e duração.

Se conseguir, explique aos avós que compreende perfeitamente que o seu filho tenha um comportamento completamente diferente na sua presença, mas que reforçar constantemente esta situação faz com que no final do dia, altura em que está especialmente cansada e fragilizada, estes comentários a façam sentir muito incompetente no seu papel de Mãe. Boa sorte, se conseguir, claro!

PS: Lembrar de colocar na lista de “Quando for avó não vou dizer: Estavam a portar- se tão bem…foi só tu chegares!

Perceber porque falharam alguns dos itens da lista do “Quando for mãe não vou dizer: Não é já vou, é vou já! – Não fales assim para mim que eu não sou uma amiguinha da escola, ouviste? Olha que eu sou tua Mãe!

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PERTURBAÇÃO DO DÉFICE DE NATUREZA. Por Helena Gonçalves Rocha

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Será que esta é uma nova entidade nosológica: perturbação do Défice de Natureza?

Na última semana deparei-me com um vídeo que abordava esta temática, o autor referia que esta não seria uma nova perturbação médica, mas sim um termo linguístico que muito bem se adaptava ao que observava nas crianças de hoje, privadas e desconectadas completamente da Natureza.

Por outro lado, foi no decorrer desta semana que me deparei com uma criança de 8 anos que, ao informá-la que iríamos desenvolver a nossa sessão lá fora na natureza, saltava de alegria e repetia “És a médica que eu mais adoro! Adoro, adoro!”, qualquer um que se encontre num contexto clínico para os miúdos passa a ser médico. Já lá fora continuava: ”Eu adoro fazer isto! Sempre sonhei fazer isto…procurar tesouros, uau!” Por esta altura já eu tinha o coração cheio e repetia o meu mantra, é por isto que eu adoro o que faço, para ver toda esta alegria!

Recordo também outra criança que acompanhava nas sessões de Psicomotricidade que, invariavelmente quando nos deslocávamos para o exterior, ía dizendo “Sabes Helena, isto é bem mais giro do que jogar Play Station!”

Helena Gonçalves Rocha

E eu pergunto, o que estamos a fazer às nossas crianças? Estamos a privá-las de Natureza?

Todos os miúdos que me procuram pelas inúmeras queixas da escola por desatenção, irrequietude, hiperatividade, quando se encontram em contexto de natureza, diminuem imediatamente a sua agitação. Quando solicitados para que discriminem os sons que os envolvem, tornam-se verdadeiros detetives super focados. Quando no final regressamos ao consultório com o registo fotográfico e as experiências vividas, são os primeiros a desejarem organizar a informação e a fazerem relatos pormenorizados aos pais sobre tudo aquilo que tiveram oportunidade de observar e experienciar.

A verdade é que todos nós quando nos deixamos embrenhar pela natureza, quer seja pela floresta com todos os seus sons, cheiros e texturas, quer seja pelo mar, pela sensação de imensidão, imprevisibilidade, pelo som e cheiro que nos transporta para uma dimensão muito distante daquela que encontramos no decorrer do stress diário. Na natureza tudo é possível, somos nós que temos de nos adaptar, não vale estar desatento, toda a atenção é pouca se queremos realmente aprender tudo aquilo que a Natureza nos permite aprender.

Como tal, lanço novamente o desafio, façam listas de itens a encontrar de acordo com a idade das vossas crianças, procurem cores, recolham tesouros, aproveitem as aprendizagens da escola, recolham objetos com as letras que já aprenderam na escola, comparem texturas, observem os pássaros, procurem os seus nomes, vejam as diferenças das estações do ano quando passam pela natureza, tantas, tantas atividades. E no final, organizem tudo aquilo que viram, aproveitem para treinar a escrita, a organização do discurso, a curiosidade em aprender.

Helena Gonçalves Rocha

Recomendo-vos o livro “Um ano inteiro- almanaque da Natureza” da Isabel Minhós Martins com ilustrações do Bernardo Carvalho, edição da Planeta Tangerina. Este livro convida-nos a viver a natureza ao longo de todo o ano. Desafia-nos a observar os ciclos das plantas e dos animais e a descobrir algumas das mudanças mais fantásticas que acontecem à nossa volta todos os meses, semana a semana, no decorrer dos 365 dias que a Terra demora a dar a volta ao Sol.

Não queremos crianças com perturbações de défice de natureza, que se contentam com a imobilidade e com o visionamento de écrans entre 4 paredes. Claro que inicialmente irão resistir, mas garanto-vos, deixem a natureza fazer o seu trabalho e verão que rapidamente serão eles que vos pedem para ir dar passeios e descobrir e aprender na natureza.

 

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografia: Helena Gonçalves Rocha e D.R.

Pediatras fazem campanha contra o uso de andadores para bebês

O PERIGO DAS ARANHAS / ANDARILHOS. Por Helena Gonçalves Rocha

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Foi ainda esta semana que uma mãe me solicitou sobre a utilização das aranhas.

“ Quer ir para todo o lado, mas ainda não anda. Querem oferecer-me uma aranha, mas já ouvi dizer que não é adequado, porquê? “

Et voilá, aqui temos mais uma oportunidade para esclarecer sobre este eterno assunto que continua a ser a causa de tantos acidentes graves com crianças pequenas.

Os andarilhos constituem uma espécie de cadeirinhas suspensas sobre uma armação de metal e/ou plástico providas de rodas, que permitem que a criança se desloque sozinha sobre o pavimento com o impulso dos pés.

O perigo de acidentes não é o único problema dos andarilhos ou “aranhas”. O facto de a criança ficar em pé no andarilho impede-a de rolar, sentar-se ou gatinhar, que são as bases para a aquisição da marcha. Quanto mais praticar estas competências, mais depressa aprenderá a andar. Além disso, como o bebé anda na ponta dos pés, causa tensão nos músculos das pernas, atrasando o desenvolvimento motor em geral.

O bebé fica sentado, posicionando as pernas de forma inadequada e muitas das vezes originando vícios difíceis de corrigir na posterior aquisição da marcha. No fundo, as aranhas ou andadores são um contra-senso, uma vez que posicionam o bebé numa posição que não é a ideal para o seu desenvolvimento no momento.

Um estudo publicado no British Medical Journal, em Junho de 2002, arrasou de vez com as teorias que diziam que os andarilhos estimulavam a aquisição da marcha. Uma investigação da Universidade de Fisioterapeutas de Dublin concluiu que por cada 24 horas em cima de um andarilho, um bebé atrasava o início da marcha mais de três dias. Para chegar a estes números, os investigadores analisaram a evolução do desenvolvimento motor de 190 bebés saudáveis. Segundo explicaram, os bebés que utilizam andarilhos «andam sem carregar o peso do próprio corpo, o que faz com que os seus músculos e ossos não se desenvolvam normalmente».

andarilho

A aranha pode distrair o bebé por alguns momentos e os pais não têm de se preocupar porque permite que o mesmo se desloque autonomamente de um lado para o outro.

O bebé é curioso por natureza. Se tiver um acessório que lhe facilite a vida, melhor ainda. O problema surge quando as casas não se encontram preparadas para receber as suas aventuras na aranha.

Traumatismos cranianos, cortes na língua, fraturas nos membros e nos primeiros dentes são alguns dos acidentes ocasionados pelos andarilhos.

A verdade é que a maioria das casas não se encontra preparada para que o bebé brinque à vontade e sem qualquer perigo.

No andarilho, a criança pode mais facilmente chegar aos objetos que despertam a sua intensa curiosidade, iludindo a vigilância dos pais com a sua rapidez, com os riscos inerentes a essa atividade.

No Canadá, desde Abril 2004, é proibida a venda de andarilhos. Em Portugal, a recomendação surge no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil dos bebés com a seguinte indicação:

“Os andarilhos provocam muitos acidentes: quedas, entalões, queimaduras, pancadas na cabeça, e não ajudam a andar, pelo contrário, podem atrasar”.

Perante esta realidade, é fácil chegar à conclusão que mais vale não comprar este acessório.

A Comissão Europeia, mais precisamente o Comité Europeu de Normalização adotou no passado dia 13 de Janeiro, uma norma que estabelece requisitos mínimos de segurança e obriga a alguns testes de estabilidade nos andarilhos para bebés.

As normas serão agora mais apertadas. Os fabricantes deste tipo de equipamentos vão ter de realizar testes de estabilidade ao acessório e a sua conceção terá de seguir alguns critérios bem estabelecidos de minimização de riscos.

O objetivo é promover a proteção dos bebés e das crianças que os utilizem.

Os especialistas recomendam ainda, a quem tiver um andarilho em casa, que, antes de o deitar para o lixo, o destrua até ficar inutilizado, para que ninguém possa mesmo voltar a usá-lo.

Como tal, a próxima vez que vir uma “aranha” elucide por favor quanto aos riscos que correm os bebés que a utilizam.

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HELENA GONÇALVES ROCHA

COMO AJUDAR AS CRIANÇAS A PENSAR . Por Helena Gonçalves Rocha

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Crianças que pensam são crianças que crescem.

Ao longo dos últimos tempos tenho vindo a aperceber-me que os adultos andam a facilitar muita a vida às suas crianças, não lhes permitindo muitas vezes pensar. Ou seja, não lhes dando tempo para que elaborem as suas próprias respostas, que recorram à sua natural criatividade e curiosidade e assumindo desde logo que elas não sabem e que cabe ao adulto dar-lhe essa mesma resposta.

Cabe aos adultos a importante tarefa de aguçar a curiosidade das crianças pelo mundo que as rodeia, permitir-lhes que relacionem os conhecimentos que já detêm e que formulem novas conclusões. Para tal, teremos de adotar algumas estratégias e modificar um pouco a nossa atitude.

Quando os nossos filhos estão permanentemente envolvidos em tarefas nas quais são meros espetadores, tipo ver tv, vídeos no YouTube. jogar online jogos que não lhes exija raciocínio mas unicamente velocidade de precisão, as suas mentes alteram o seu estado para o modo standby.   

E o que será que nós enquanto pais, educadores ou professores poderemos fazer para contribuirmos de modo a que as nossas crianças se tornem seres Pensantes?

O conhecimento é poder, certoVamos ajudar as nossas crianças a entender esse poder através de simples passos e conexões. Como influenciadores na vida das crianças, temos a responsabilidade de enfatizar o quão pertinente é para nossos filhos tornarem-se pensadores – e não conhecedores de nada. A vida é muito curta para não ser um pensador!

HELENA GONÇALVES ROCHA

Ajudando as crianças a serem pensadoras

Faça sempre muitas perguntasSe uma criança observa algo na natureza, na loja ou mesmo em casa, demore alguns minutos e pergunte-lhe sobre o objeto. Faça perguntas sobre como, quando, onde e por quê. Alguns exemplos de questões de estimulação do pensamento:

# Será que a lagarta ficará para sempre uma lagarta?

# Porque será que a massa do pão aumenta quando se coloca num  lugar quente?

# A que distância estará a lua?

# Quando será que as pessoas do outro lado do mundo vêem a lua?

# Como será que os animais adquirem o conhecimento para cuidar dos seus bebés?

# O que acontece quando fervemos água? Será que continua a ser  água?

# Visitar museusDa arte à ciência, os museus podem ser encontrados em todo o mundo. Certamente as crianças podem ser inspiradas para serem pensadoras quando estão num local que comemora o conhecimento e a criatividade. Hoje em dia muitos deles são gratuitos e muitos abordam temáticas muito diversificadas e aguçadoras de curiosidades. Realmente não há desculpas para não visitar os nossos magníficos museus espalhados pelos diversos recantos do País, e não só pela grande Lisboa.

# Ler, ler e ler.  Aqui, como em quase tudo, o modelo faz a diferença. Criança que vê os pais lerem, que tem acesso a livros, mais facilmente se entusiasmará pela leitura. Ainda assim nem sempre é fácil, pois a era da imagem e do acesso à informação visual fácil e direta é muitíssimo apelativa. Tente encontrar os temas de interesse dos seus filhos e reserve um tempo diário ou pelo menos semanal para se dedicarem à leitura. Estas férias experimentei a hora diária sem equipamentos eletrónicos e dedicada exclusivamente à leitura (da escolha deles, claro), e posso dizer-vos que resultou em leitores entusiastas.

# Interaja com as crianças como se fossempessoas normais”. Porque será que tantos adultos falam com as crianças de forma abebezada e como se eles não conseguissem raciocinar? Não temos de conversar com os miúdos unicamente sobre os interesses deles, desenhos animados, bonecos e afins. Podemos envolvê-los nos acontecimentos diários e problemas da vida. Fale com eles sobre os preços no supermercado, discuta sobre os sinais de trânsito ou até mesmo convide-os para a cozinha e discuta todas as etapas envolvidas na preparação das refeições. Quando você se conecta com seus filhos como você se conecta com as outras pessoas, eles tornamse melhores pensadores!

# Incentiveos a seguir seus interessesSe o seu filho está interessado em cavalos, leve-o a uma quinta, compre livros com cavalos e descarregue filmes educacionais relacionados com cavalos, cuidados com cavalos e passeios a cavalo. Seja qual for o interesse do seu filho, use isso para aprender a aprender e pensar oportunidades divertidas. Quanto mais divertida for a aprendizagem, mais depressa os seus filhos quererão ser verdadeiros pensadores! 

E você? Está a conseguir interagir com o seu filho diariamente e a discutir questões que o encorajem a pensar? Como é que você ajuda o seu filho a tornar-se um Pensador? Partilhe as suas ideias connosco, aqui nos comentários.

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9 DICAS PARA PÔR AS CRIANÇAS A ESCREVER. Por Helena Gonçalves Rocha

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Escrever faz muito sentido para as crianças, principalmente se o fizerem com um objetivo. Por vezes, algumas crianças são bastantes resistentes para escrever e para elas é extremamente importante integrar a escrita na sua vida diária utilizando também o jogo como forma de a motivar a pegar no lápis e deixar a sua marca. Quando a escrita adquire um objetivo prático e específico, as crianças começam a entender a importância da alfabetização e rapidamente embarcam em todas as diversões que vão surgindo ao longo do caminho.
Aqui estão dez idéias práticas para que as crianças gostem de escrever com um propósito.

9 DICAS PARA PÔR AS CRIANÇAS A ESCREVER

#1 Peça aos seus filhos que escrevam a sua lista de compras e depois responsabilize-os por marcarem os itens à medida que os vão comprando.

#2 Quando você está a planear a festa de aniversário do seu filho, coloque-o no comando. Deixe-o escrever a lista de convidados e enviar os convites.

#3 Faça um calendário de festas. Seja qual for a temporada (advento e Natal, férias da Páscoa, férias grandes…) arranje um grande pedaço de papel e crie seu próprio calendário de eventos. Coloque as crianças responsáveis ​​pelo desenho e escrita e deixe-os sugerir algumas ideias divertidas para incluir no cronograma, não se esqueça de incluir os aniversários dos familiares e amigos, eles adoram!

#4 Receber uma carta manuscrita da vida real através do correio é emocionante em qualquer idade. Se calhar posso dizer que talvez mais na nossa idade, uma vez que ainda somos do tempo de trocar correspondência (eu pelo menos, já sou muito antiga) com os primos e os pais durante as férias onde se relatavam todas as aventuras. Agora, tristemente, as cartas que recebemos maioritariamente têm números e habitualmente são para nós pagarmos… No entanto, ainda este verão, assisti ao entusiasmo e inabilidade dos meus adolescentes ao enviarem postais dos locais de férias.
Então…tente encontrar um amigo com quem o seu filho possa trocar correspondência, ou então incentive-o a faze-lo com os avós, de certo ambos irão adorar.

#5 Sirva-se da porta do frigorífico e deixe recados ou perguntas e desafios que requeiram resposta. Vai ver a excitação, sendo que aumenta a adrenalina se os mensageiros não puderem ser descobertos no momento de colocar a mensagem no frigorífico.

9 dicas

#6 Quando for de férias, não esqueça de envolver os miúdos na escolha criteriosa dos cartões postais para enviar para alguém ou para vocês mesmos, para ver quem chega primeiro.

#7 Faça um livro das férias em conjunto com os seus filhos, muitos desenhos, colagens e algumas escritas espontâneas que vão acabar por aparecer.

#8 Faça seus próprios cartões de aniversário  e peça ao seu filho que escreva o texto dentro e o endereço no envelope. Em seguida, compre o selo e coloquem a carta em conjunto, de preferência num marco de correio vermelho.

#9 Com crianças mais ativas, use um lápis e papel ou um giz na parede lá fora, sempre que estiver a jogar um jogo com ele para que possa anotar as pontuações. Esta é uma ótima maneira das crianças competitivas escreverem!

E por aí? Você também encoraja o seu filho a escrever com um objetivo? Partilhe connosco uma das suas dicas.

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HELENA GONÇALVES ROCHA

JÁ POSSO IR BRINCAR? E OS TRABALHOS DE CASA, JÁ ESTÃO FEITOS? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Este é o excerto de um diálogo ouvido quotidianamente em muitas casas portuguesas. Por esta altura, e porque já decorreu um mês de aulas, os miúdos começam a perceber que isto é mesmo a sério.

O assunto dos trabalhos escolares levados para casa é um tema que me inquieta há décadas, mais ainda quando os meus filhos ingressaram no 1º ciclo e o confronto com a execução destes TPC passaram a ser uma dura realidade.

Dir-vos-ei que sou uma ferverosa defensora dos trabalhos de casa, sim, aqueles trabalhos que envolvem os diversos elementos da família e que possibilitam trabalhar as competências funcionais do quotidiano, demonstrando que aquilo que se aprende na escola é efetivamente útil no nosso dia-a-dia.

Eu sei que este é um tema bastante polémico e garanto-vos que ao longo do percurso escolar dos meus filhos fui tentando defender o seu direito de brincar e o meu direito de equilibrar a dinâmica familiar do final do dia. Posso dizer-vos que valeu a pena, que fui ouvida em alguns dos meus argumentos, e que progressivamente os trabalhos para casa foram instituídos ao final da semana. Como tal, valerá sempre a pena manifestar as nossas preocupações e argumentos em defesa do direito de brincar, sim, porque infelizmente, e cada vez mais, o tempo de Brincar fica esquecido.

Gostava no entanto, de vos deixar algumas ideias sobre o tema trabalhos de casa, para que possamos estar mais dotados de argumentos e lutarmos contra as ideias feitas ( basta da conversa:  é porque na escola dele é assim…) , pois acredito que em conjunto pais, educadores, professores, poderemos fazer diferente e com toda a certeza Melhor.

As crianças passam demasiado tempo na escola, para terem ainda de trazer o trabalho da escola para dentro de casa. Há crianças que saem de casa às 7h30m da manhã e só voltam 12h depois. Passam mais tempo na escola do que os pais nos seus trabalhos.

Claro que queremos acompanhar as suas aprendizagens, mas mais do mesmo é que não. Mesa, cadeira e fichas já têm suficiente. Em casa existem outras formas interessantes de desenvolver o que se aprendeu, cozinhando, fazendo listas de compras, caçando letras pela casa, pondo a mesa e contando talheres, enfim, haja imaginação.

O regresso a casa deve ser o regresso ao tempo em família, ao mimo, à brincadeira, ao não fazer nada, aproveitar o seu quarto, os seus brinquedos. Ora se quando chegamos a casa exaustos, com tudo o que ainda há para fazer, temos de pacientemente (se é coisa que não existe ao final do dia é paciência) sentar na secretária e insistir para que façam mais uma cópia, aperfeiçoem a letra…tem tudo para não correr bem. Até porque, depois dos Trabalhos de casa, ainda há os “trabalhos da casa”, arranjar tudo para o dia seguinte, roupas, lanches e afins.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Não está provada qualquer correlação entre a realização dos trabalhos de casa e o sucesso escolar. Existem diversos estudos que comprovam que maior número de TPC realizados não correspondem a um maior êxito escolar.

O melhor motor para a aprendizagem é a curiosidade.  É sabido que é a curiosidade que despoleta o movimento, a criança move-se porque tem curiosidade de conhecer, de descobrir, de explorar. Mais tarde, à medida que vai adquirindo conhecimento a criança tem necessidade de pôr em prática esse conhecimento e correlacionar conceitos e para isso o que precisamos? De tempo, tempo livre, tempo de descoberta, tempo de ócio, para que novas coisas possam surgir. Depois de um dia intenso de escola, o tempo de “não fazer nada, não fazer mesmo nada” deve ser encarado como um tempo sagrado pela importância que assume no desenvolvimento infantil, quer ao nível cognitivo, quer emocional.

É essencial Brincar. Muito, mesmo muito. Todos os dias. Porque será que assim que ficamos preocupados com os resultados escolares o que salta logo é o brincar?  Será suficiente o intervalo da manhã e da hora de almoço? Claro que não .

Uma boa brincadeira é o maior motor de aprendizagem, da leitura, da escrita, das competências sociais.

Pais, mães, não nos acomodemos. É nossa responsabilidade ajudar os miúdos a crescerem, mantendo acesa a motivação e curiosidade sobre o Mundo, a vontade de aprender.

Desaceleremos um pouco… temos mesmo de garantir mais tempo de brincadeira às nossas crianças, para que possam crescer de forma harmoniosa. Porque Brincar é o que se faz quando se é Criança, não é Trabalhar…

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Fotografias: D.R.

Catarina Laborinho, Leonor Alcácer & Telma Pedreira

WORKSHOP PARA PEQUENOS E GRAÚDOS 

gostamos 1

No próximo dia 17 pelas 17h a “nossa” querida professora dos Batanetes vai falar para os pequenos e graúdos. A apresentação deste seu novo projeto vai decorrer no Colégio do Vale aqui na nossa margem sul.
Numa conversa muito, muito informal, onde até de agricultura falámos, e com os pés na areia, a Leonor Alcácer e a Telma Pedreira apresentaram-nos o “Atelier de iniciação á expressão teatral”. O principal objectivo é promover e desenvolver competências comunicativas e criativas dos que queiram participar, pais, filhos, tios e avós.

Catarina Laborinho, Leonor Alcácer & Telma Pedreira com o pé na areia.

Catarina Laborinho, Leonor Alcácer & Telma Pedreira com o pé na areia.

Já se imaginou no papel da Florinda e viver a noite mágica no jardim maravilhoso com o Rapaz de Bronze*?

Pois é, a ideia é mesmos essa, fazer uma abordagem a textos e autores dos programas curriculares com base na representação teatral, bem como a apresentação de um exercício aberto ao público.
Este workshop destina-se a todos aqueles que prendem dar os primeiros passos na representação. Trata-se de um processo de caráter lúdico e descontraído. Fiquem descansados porque a Leonor não vai nota ao workshop, tal como fazia nos batanetes

O principal objetivo e desenvolver as capacidades nos domínios do corpo e da voz, através da expressão corporal e da improvisação, bem como levar os mais pequenos a desenvolverem a imaginação, a criatividade, a concentração, e o mais importante, a autoconfiança.

Se tens mais de 10 anos trás os graúdos e vem fazer o workshop.
Quanto a si, que sempre teve curiosidade em “viver” o papel do Adamastor, na poética obra Os Lusíadas, aproveite e venha dai. Irá decorrer igualmente um workshop para os graúdos.

* O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner Andresen – Livro nomeado para o 2.º ciclo.

Texto: Catarina Laborinho
Fotografia: LSBblog

SeixalJazz

NOITES DE JAZZ NA MUNDET FACTORY. #seixalando5. Outubro

ouvimos

Que na Mundet Factory se come e bebe bem, já sabíamos. Que na Mundet Factory se faz festas à grande já sabíamos. Que a Mundet Factory tem um espaço é único e acolhedor, já sabíamos. Que a Mundet Factory tem uma vista de cortar a respiração, já sabíamos. Agora, que a Mundet Factory vai ser o palco 6 concertos se Jazz este mês, eu ainda não sabia. Mas agora sei, e vou contar ao mundo.

São 6 noites de jazz com formações nacionais que trazem à margem sul espírito de clube de jazz e completa o programa do SeixalJazz.

E como cabeças de cartaz temos: Ricardo Toscano Trio (19, 20 e 21 de outubro), Volúpia das Cinzas (26 de outubro) e The Rite of Trio (27 e 28 de outubro).  Os concertos estão marcados para as 23 horas e são de entrada livre.

Mais informações em aqui.

Nós aqui temos Concertos de Jazz na Mundet Factory.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte e foto: CM Seixal