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SINAIS DE PRIMAVERA…CAÇA AO TESOURO Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Vivemos num país com um clima maravilhoso. A nossa Lisbon South Bay tem variadíssimos locais fantásticos para podermos explorar a natureza com os nossos filhotes. Desde os extensos areais, que nesta época ganham outra luz e outro encanto, até às matas, pinhais, serras, o que mais poderemos nós desejar?

A única coisa que não poderemos fazer, é mesmo ficarmos em casa.

Recordo sempre o meu querido adolescente quando tinha ¾ anos…”ó mãe…sempre rua, sempre rua…”. É verdade, foi sempre sacrificado a ir para a praia no inverno, fazer percursos de bicicleta nos pinhais, apanhar flores…

A natureza proporciona aprendizagens espetaculares e momentos fantásticos. Daqueles que deixam memória. Não me recordo de alguma vez ter ouvido falar do memorável dia passado no sofá a ver televisão. Mas na minha memória ficaram os inúmeros piqueniques feitos em família na mata da Lagoa de Albufeira, onde trepávamos as árvores e improvisávamos cabanas.

Desde cedo podemos ajudar os nossos filhos a contemplar o que a natureza nos traz, sem pressas, deixá-los procurar, sentir, cheirar, ouvir tudo o que os rodeia.

Nem sempre é fácil estarem atentos a todos os subtis sinais que vão aparecendo aqui e ali.

Deixo-vos uma sugestão de atividade possível de organizar para todas as idades: “Caça ao Tesouro : sinais de primavera”

Não há miúdo que não adore uma caça ao tesouro, ser um explorador, um investigador.

Previamente elabore uma lista daquilo que pretendem encontrar e que, obviamente, se relacione com a chegada da primavera.

Os mais velhos podem levar os seus telefones e registar as fotos das provas, os mais novos podem riscar na lista os tesouros encontrados, ou até mesmo munirem-se de um saquinho para ir guardando os tesouros encontrados.

Esta atividade, para além da diversão inevitável que irá proporcionar, irá também permitir desenvolver nas crianças a percepção das estações e as mudanças que ocorrem na natureza.

Desenvolver a discriminação auditiva, quando tentarem perceber que tipo de canto de pássaros conseguem ouvir.

Desenvolver a atenção, a organização e o planeamento. Desenvolver as suas competências verbais, quando no final puderem recontar tudo aquilo que viram.

Enfim, um infindável número de competências, que lhes irão facilitar a aquisição das competências académicas. E tudo isto, sem estar sentado numa cadeira frente a uma ficha, ou mesmo um tablet. Bem mais divertido, não acham?

FLORES

Aqui fica uma proposta de Sinais de Primavera:
– as nuvens
– a sombra
– pássaro
– botão de flor
– borboleta
– joaninha
– folhas molhadas
– flores
– abelha
– ninho de passarinho
– alguma coisa a crescer
– pétalas de flor
-….

Experimentem já este fim de semana e depois partilhem connosco as fotos. Por favor…
Divirtam-se e descubram os tesouros da natureza nesta época do ano.

Até para a semana, aproveitem o Sol!
Helena Gonçalves Rocha

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36 CENTROS DE FÉRIAS NO SEIXAL

corremos

Pois é, as férias da Páscoa começam amanhã, mas férias são só para as crianças! Sim, porque por aqui vai-se continuar a bulir e estamos em ânsias para saber como ocupar a criançada, aqui na margem sul. Para resolver esta questão encontrámos várias sugestões onde podem passar o dia felizes e contentes. Nós aqui, queremos sopas e descanso, pelo menos com esse tema. Sim, porque de resto não se descansa muito. Valha-nos o folar e as amêndoas (de chocolate, da parte que me toca) nestes dias e as pequenas num lugar onde gostem de estar e variar.

Aqui no Seixal as Férias Desportivas da Páscoa decorrem de 5 a 18 de abril para animar o período de descanso letivo com atividades lúdicas e desportivas que permitem a prática de exercício físico e o convívio entre crianças e jovens.

Estarão em atividade 36 centros de férias, trinta e seis, ouviram bem. Estes centros são promovidos pelo movimento associativo do concelho, associações de pais e outras entidades, que a Câmara Municipal do Seixal apoia com a cedência de equipamentos municipais, material logístico e técnicos especializados. Nós aqui, mostramos os Centros das Férias Desportivas da Páscoa. Sim, porque a Páscoa são 3 dias, mas as férias escolares são pelo menos 2 semanas! E já agora, no dia 12 de abril, tem lugar um convívio de orientação, no Parque do Serrado, em Amora, ao longo de todo o dia, aberto a todos os centros de férias.

Só nos resta desejar-vos uma Páscoa Feliz.

Nós aqui temos Férias Desportivas da Páscoa.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Helena Gonçalves Rocha

O MEU FILHO É CONDICIONAL DEVO MATRICULÁ-LO NO 1º ANO? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Aos 6 anos “manda a lei “ que as crianças sejam matriculadas no 1º ano do 1º ciclo. Até aqui tudo parece muito simples. Habitualmente o ano escolar inicia-se em meados de Setembro e se nesta data a criança ainda não tiver completado os 6 anos? Pois bem, aí a decisão de o matricular ou não fica a cargo dos próprios pais.
As crianças nascidas entre 16 e 31 de Dezembro são denominadas de “matrícula condicional”, quer isto dizer, que os pais podem assumir a condição de não os inscreverem e quer também dizer que serão os últimos a terem prioridade nas vagas do 1º ciclo, ou sejam são “condicionados” às vagas existentes nas escolas.
E se o nosso filho contempla os 6 anos até 15 de Setembro, não há hesitação possível, tem de ser e tem de ser mesmo. Está na hora de ir para a escola, doa a quem doer! Mesmo que achemos que o nosso filho não está minimamente preparado para enfrentar este novo desafio e que ainda não tem maturidade para o fazer. E nesta altura, também nós Pais nos preparamos para esta nova etapa e para a necessidade de apoiar muito o nosso bebé que teima em não crescer e que agora tem mesmo de ir para a Escola.

Mas quando nos é dada a hipótese de optar, vai para a Escola ou faz mais um ano de Pré-escolar?
Aqui todos os dilemas aparecem, qual a opinião da educadora? O grupo dos colegas vai todo? E se ele fica sozinho sem conhecer ninguém? E o pediatra o que acha desta transição?
Difícil mesmo é sermos obrigados a optar… Pois bem, são dezenas as famílias com quem já analisei esta situação e sem dúvida que não há uma resposta certa. Depende…depende de quê?
Será muito importante, os Pais, que são quem melhor conhecem o seu filho, equacionarem várias condicionantes antes de tomar a decisão. Pois para tomarmos uma decisão acertada é crucial termos acesso a toda a informação.
É essencial percebermos que existe uma idade ótima para as aprendizagens escolares, em termos de neurodesenvolvimento os 7 anos são considerados a idade-chave.

Helena Gonçalves Rocha
A maturidade e prontidão escolar dependem bastante do desenvolvimento emocional e comportamental e também do seu “currículo” de experiências de aprendizagem. Cada criança terá a sua “bagagem de experiências de aprendizagem”, que influenciará de forma global o seu desenvolvimento.
É muito importante avaliar a capacidade da criança em focar a sua atenção e manter-se em tarefa, o 1º ciclo é bastante exigente neste domínio.
E por fim, mas com uma enorme importância, as competências emocionais requeridas: a capacidade de adiar uma recompensa; conseguir esperar pela sua vez; seguir regras de convivência; tolerar a frustração; a curiosidade/interesse em aprender e finalmente…perceber que já não é para brincar.

Assim deverá pesar todos estes aspectos e decidir em consciência com o que considera ser mais benéfico para o seu filho. O insucesso derivado de uma aprendizagem prematura, conjuntamente com a adaptação ao novo meio social, pode desencadear uma grave perturbação que pode afetar toda a escolaridade. E, decerto não é o que desejamos para  o nosso filho. O facto de ficar mais um ano no pré-escolar até completar os 6 anos, permitirá que adquira mais algumas competências através do brincar, tornando-o mais apto para as outras exigências.
Optar pelo ingresso no 1º ciclo pelo motivo de acompanhar os amigos, poderá não ser o melhor, pois muitas das vezes a diferença de quase um ano entre eles é o suficiente para originar experiências de insucesso dos quais os queremos proteger.

Esta semana falava com uns pais que me diziam, mas assim ele vai ficar sempre atrasado em relação aos outros…Pois, não é mesmo assim, as crianças que fazem anos no último trimestre do ano acompanham sempre a idade do grupo, ou seja, terminarão o  1º ano com 7 anos feitos e no final da escolaridade obrigatória, ou seja no 12º ano, terão, como todos os outros 18 anos.

Atraso não é nenhum, na minha opinião, será mais um ganhar tempo de qualidade, tempo de brincar, tempo de crescer.

Posso partilhar convosco que também eu me deparei com esta decisão com o meu filho nascido no final de Dezembro, que estava motivadíssimo para o ingresso no 1º ciclo. No entanto, decidimos oferecer-lhe mais um ano de brincadeira, mais um ano de crescer, para que a experiência escolar não viesse a ser uma frustração. Na altura ele questionava bastante porque não podia acompanhar os seus colegas e aí a resposta sempre foi muito simples: Só vai para o 1º ano quem tem 6 anos. Tens 6 anos?

Se estamos arrependidos? Nem pensar. Se teria corrido melhor se tivesse entrado com 5 anos? Nunca saberemos. Mas a oportunidade de brincar mais um pouco foi-lhe dada sem pressas de chegar à mesma meta de todos os outros.

Muitos de vocês, como eu, conhecerão crianças que ingressaram com 5 anos e que são atualmente jovens estudantes de sucesso, mas acredito que esta é mais a excepção do que a regra. É mais comum conhecer alunos que ficaram retidos no 2º ano de escolaridade por não conseguirem acompanhar o grupo, mais tarde no 6º ano ou no 7ºano. E optando pela regra das probabilidades se podemos prevenir esta taxa de insucesso e a decisão nos cabe a nós, porque não fazê-lo?

Nós aqui educamos para isto.
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Mafalda Correia

QUEM É O TERAPEUTA DA FALA? por Mafalda Correia

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A Dra. Mafalda Correia partilha e sensibiliza para o papel e importância da Terapia da Fala que pode ser adequado dos 8 aos 80. Como a comunicação é uma técnica que nós aqui valorizamos muito, não negue uma ciência que à partida desconhece.

por Mafalda Correia

De acordo com a Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala (APTF), o Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico e intervenção das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não verbal. O Terapeuta da Fala intervém, ainda, ao nível da voz, fala, motricidade orofacial, fluência e deglutição. Para além das suas inúmeras áreas de intervenção, também o publico alvo é amplo, começando por avaliar e intervir desde os recém-nascidos aos idosos, tendo por objetivo geral otimizar as capacidades de comunicação, melhorando, assim, a sua qualidade de vida (APTF, 2007).

O Terapeuta da Fala pode exercer as sua funções em Instituições de prestação de cuidados de saúde primários, diferenciados e continuados (centros de saúde, hospitais, centros de medicina de reabilitação), instituições particulares de solidariedade social, instituições de reinserção social, centros de dia e lares de idosos, creches e jardins de infância, escolas do ensino básico e secundário, estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, área da Investigação e/ou docência, unidades de investigação, universidades públicas e privadas, consultórios/gabinetes/clínicas privadas, domicílio dos utentes e empresas de cuidados ao domicílio (APTF,2007).

Pessoalmente, apostei nas áreas que incidem ao nível da linguagem oral e escrita, fala e voz. Quanto ao meu público alvo, trabalho maioritariamente com crianças, nas áreas acima mencionadas, contudo, também trabalho com adultos na área da patologia vocal.

Ser Terapeuta da Fala, não passa apenas por ser um técnico da comunicação, passa também, e acima de tudo, por sermos um ser humano dedicado e sensível aos nossos pacientes, quer sejam eles crianças ou adultos, pois ambos têm as suas necessidades e interesses diferentes. Acresço ainda, a importância dos contextos que envolvem os nossos pacientes, nomeadamente, a família, o colégio, escola, trabalho e locais de lazer, pois se todos trabalharmos em conjunto para o mesmo fim, a intervenção e o sucesso terapêutico, terão, certamente, uma maior percentagem de sucesso.

Nós aqui temos Terapia da Fala.
Nós aqui temos isto.

Texto introdução: Marlene Gaspar
Texto: Drª Mafalda Correia do Centro de Implantologia de Almada

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SOMOS TODOS IGUAIS OU TODOS DIFERENTES? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta semana comemorou-se a 21 de Março, o Dia Mundial da Síndrome de Down, este dia foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 2006. Amplamente divulgada, a data tem por finalidade informar sobre o tema e reduzir a origem do preconceito. Por outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.

Há alguns anos atrás descobri uma fotografia do meu grupo de jardim de infância dos anos 70 onde figurava um dos meus colegas portador de síndrome de Down, fiquei muito satisfeita pois guardo muito boas recordações da minha educadora Filomena, das corridas no pinhal e não tenho qualquer memória de qualquer um de nós ser Diferente, pois na verdade não o éramos, todos gostávamos de brincar, todos gostávamos de “fazer trabalhos” e fazer visitas de estudo. Alguns eram louros, outros usavam cabelo comprido, eu usava uns grandes óculos e andava sempre com nódoas negras nas pernas, outros gostavam de estar sossegados no recreio, afinal seríamos todos muito diferentes.

Helena Gonçalves Rocha

Tão diferentes que anos mais tarde, já no secundário, uma colega desse tempo me reconheceu e confessou que nunca mais se havia esquecido de mim. Uau.. Porquê? Porque costumavas andar atrás de nós com as lagartixas que apanhavas no pinhal!… Ups…

Na verdade, acredito que desde a primeira infância a educação para a diferença e o respeito pelo outro deveriam ser condições imprescindíveis na educação que delineamos para os nossos filhos.

A escola inclusiva, a escola que dá resposta a todos consoante as suas necessidades, promovendo a interação entre todos com todas as suas diferenças, foi sempre uma realidade para mim. Os valores, os ensinamentos que cada criança retira deste tipo de experiência é inestimável.

Os miúdos estão tão habituados a serem tão diferentes entre si a juntar a isso têm um adulto que medeia estas relações e os ajuda a perceber as diferenças e os ensina a respeitá-las e perceber que todos somos importantes e que podemos sempre apoiar e ajudar o nosso colega, tudo, mas tudo,  se torna mais fácil.

Não resisto a partilhar alguns episódios convosco, da minha vida pessoal e também da minha vida profissional. Sempre desenvolvi o meu trabalho nos contextos naturais das crianças, ou seja, um dos locais que visito regularmente são as salas de jardim de infância e posso dizer-vos que este é um dos meus locais de aprendizagem preferidos. As crianças com a sua ingenuidade e forma pura de ver e interpretar o mundo que as rodeia, recordam-nos sempre como tudo pode ser tão simples, sim porque quando crescemos temos uma tendência a complicar o que é simples.

Pois bem, numa das minhas intervenções em jardim de infância o João (nome fictício) com 4 anos ainda não conseguia andar sozinho, então, juntamente com a sua educadora de infância encontrámos variadas estratégias para que ele ao longo do seu dia fosse praticando as diferentes habilidades necessárias para que conseguisse alcançar esta meta. Uma das atividades consistia em levantar-se do chão e ir marcar a sua presença no mapa da sala, pois bem, quando eu lhe pedia que se levantasse, o João, invariavelmente, dizia que não. Assim que um colega lhe estendia a mão o Senhor João levantava-se com a maior das alegrias e sorrindo, executava a tarefa na perfeição. E aqui estávamos nós a ligar o “complicómetro”, claro está, que seria mais natural ser um colega a prestar este apoio em vez de um adulto “especial”. Sempre a aprender…

Agora quando vou às salas pergunto sempre quem são os meninos que são mais “ajudadores”, que são mais atentos aos outros, eles são ajudas inestimáveis e levam consigo um amor ao outro e uma solidariedade que os fará de certo adultos diferentes.

Helena Gonçalves Rocha

Não esqueço também quando o meu filho mais velho tinha na sua turma um menino autista, sem linguagem verbal. O meu filho sempre foi muito curioso e como tal sempre que eu chegava bombardeava-me de perguntas sobre o comportamento do Pedro (nome fictício) e qual a forma mais fácil para que ele próprio também o pudesse ajudar. Um dos comportamentos do Pedro mais difícil de entender era quando ele se entretinha a destruir as brincadeiras que os outros meninos faziam no recreio, aí, o meu filho já achava que era maldade, e mesmo querendo ajudar era muito difícil para ele, com 5 anos, entender que pudesse ser qualquer outra coisa. Foi nessa altura que lhe expliquei que o Pedro, que tinha autismo, provavelmente teria este comportamento porque não sabia como brincar com eles, e esta era a forma que ele encontrara para comunicar, mas que se ele o ensinasse como fazer, ele conseguiria aprender e poderiam brincar sem ver tudo destruído. E assim foi. Durante muitas semanas jogou-se à apanhada no recreio com o Pedro, repetidas vezes, quase sem conseguirem parar, com um Pedro muito, muito feliz.

Certo dia quando o fui buscar ao jardim de infância estava o meu filho sentado na cadeira, com o Pedro sentado no chão a abrir-lhe e fechar-lhe as pernas. E eu, mãe cheia de pressas, chamo-o: Vamos embora filho! Diz até amanhã! Ao que ouço a seguinte resposta muito prontamente: Ó mãe, tu não estás a ver que o Pedro está a brincar? E está a gostar tanto…

E nesse momento, eu desacelerei e vi como o meu filho estava atento ao outro e às suas necessidades e como para ele era importante o Pedro estar feliz. E claro está fiquei muito feliz pelo menino que assim estava a crescer e fiquei muito feliz pelo Pedro tinha arranjado um amigo.

As meninas são habitualmente mais solidárias e empáticas e a minha filhota não é excepção, já na escola primária conseguia encontrar sempre as causas possíveis para justificar o comportamento do seu amigo Gonçalo (nome fictício) e teimava, porque teimava que havia de ser ela a ensinar-lhe algumas matérias e a acalmá-lo sempre que fosse necessário.  Via-o como um dos outros colegas, simplesmente mãe, precisa de uma ajudinha extra!

Helena Gonçalves Rocha

Mais uma vez reforço, estas experiências são altamente enriquecedoras para termos adultos melhores, mais empáticos e solidários com o Outro.

Experimente fazer esse exercício com o seu filho. Quem ajudaste hoje? Reparaste se todos tinham com quem brincar?  Todos nós temos diferentes ritmos de aprendizagem numa ou noutra área, podemos sempre ajudar alguém naquilo que temos facilidade e podemos sempre aceitar a ajuda do outro para podermos melhorar. E não se esqueçam de tratar os outros como gostariam de ser tratados.

Estes são ensinamentos que começam agora, quando eles ainda são pequeninos e que mais tarde os irão ajudar a viver em sociedade, a aceitar as suas diferenças e as diferenças do outro, porque afinal todos temos os mesmos objetivos: ter oportunidades, educação, trabalho, amigos e amor. Afinal somos todos muito iguais quando apenas queremos ser Felizes!

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PAI, Ó PAI….O pai de hoje. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta manhã ouvi uma notícia na rádio que dava conta que agora os rapazes já não se aconselhavam com os pais como outrora. Quando precisam de fazer um nó de gravata recorrem ao Youtube, quando precisam de saber como se barbear na perfeição a fonte é a mesma, Google it e já está… mas será mesmo assim?

Sempre fui “filhinha do Papá” e com muito orgulho, nunca fui Princesa, porque realmente não tinha de ser, fui a segunda filha, que deveria ter sido rapaz. Sempre assumi esse papel na perfeição, de joelhos rasgados, sempre a jogar bola, a jogar ao berlinde e pendurada nas árvores e sempre a experimentar acrobacias arriscadas. O meu Pai sempre viveu num Universo de Mulheres, coitado! Não deve ter sido nada fácil…não ter a cumplicidade masculina dentro da própria casa.

A figura do Pai e os papéis desempenhados na dinâmica familiar têm vindo a alterar-se ao longo das últimas décadas, o Pai frio e distante que trabalha todo o dia para trazer o sustento para a Família, está cada vez mais distante. O Pai que não está presente na Educação dos filhos, que representa a figura de autoridade derradeira e última, parece já ter os dias contados.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Cada vez mais os pais estão presentes logo desde o Parto, cada vez mais existem pais que gozam a licença de parentalidade de forma partilhada, cada vez mais o Pai muda fraldas, acorda durante a noite,  dá banho e leva ao ballet.

Mas também é verdade que não é visto ainda por todos como perfeitamente natural, se o Pai fica em casa maioritariamente e é ele que leva os filhos à escola, ao médico, faz o jantar e dá banhos antes da mãe chegar a casa, é porque, com toda a certeza, algo “não é normal”. Se os papéis se inverterem ninguém questiona nem sequer ousa colocar em causa, mas assim…o Pai faz tudo…é esquisito, é esquisito. Já me cruzei com várias famílias que assumem esta dinâmica e digo-vos que estes comentários eram muito usuais, quer por parte dos profissionais de Saúde quer pelos profissionais de Educação.

Mas Pai, não hesite, em estar presente para o seu filho. Construa memórias com ele ou com ela, as brincadeiras com o Pai são inesquecíveis. Ouvir contar como foi, não é a mesma coisa que poder contar como se sentiu…

E Mãe…confie mais nele. Ele consegue, vai ver…deixe-o tentar. Sabemos que tradicionalmente não foram educados para tal, mas a verdade é que os Pais estão cheios de vontade de experimentar, vivenciar estas emoções fortes que advêm da proximidade com os filhos.

Se há coisa que eu gosto de observar é a forma como nos movemos, como andamos, como mexemos no cabelo, como cruzamos a perna, é um exercício fantástico esta observação. Aceitem, pois, o desafio de olhar para pais e filhos. Reparem como andam de forma tão idêntica, como põem as mãos nos bolsos exatamente da mesma forma, como movem os braços quando falam, incrível, não é?

Simplesmente porque o Pai é e será sempre o Modelo dos seus filhos! Se já não pedem ao Pai como fazer o nó de gravata, pedirão outras coisa com toda a certeza e está nas suas mãos, caro Pai , criar esta doce cumplicidade!

Cá em casa o Pai é muitas vezes tratado por “Puto” (o que ainda me soa mal), brincam com ele como se tivesse a mesma idade, e a filha tal como eu, em tempos com o meu Pai, desafia–o constantemente para umas boas trocas de bola, já o filho desafia-o na sua cumplicidade, coisas de homens, que só mesmo eles conseguem entender.

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No próximo domingo, comemora-se mais um dia do Pai, aproveite-o para mostrar ao seu Pai o quanto ele é Especial!

E conte-nos a melhor recordação do seu Pai e que brincadeiras trouxe para os dias de hoje. Ficamos ansiosamente à espera das suas partilhas.

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Birras

O PESO DAS BIRRAS…por Margarida Alegria

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A Dra. Margarida Alegria partilha uma forma de resolver estas situações que nem sempre sabemos como é melhor agir. Agora só me falta saber como resolver as minhas birras! Ehehehe.

por Margarida Alegria

As birras é um assunto muito falado no meu dia a dia… seja em consultório, seja entre amigos, seja entre família ou seja com a minha filha de 18 meses..
Cada vez mais é uma preocupação dos pais as birras dos filhos, o não controlar a situação…

Podem variar entre o choramingar e o gritar, com direito a espernear, gesticular e suster a respiração.
Os gritos e os choros das crianças são a frustração de qualquer pai. Por vezes basta dizer um “NÃO” para que a criança comece a gritar, chorar ou a bater com os pés.

Durante o “conflito” emocional e comportamental, uma birra pode implicar uma enorme frustração, não só para a criança, mas também para o adulto.

Normalmente estes comportamentos são para chamar a atenção, mas também podem ser um sinal de cansaço, desconforto físico, incapacidade de argumentar ou frustração. A frustração faz parte do desenvolvimento, faz parte de um processo de descoberta e aprendizagem, sobre si próprio, sobre os outros e sobre o mundo. As crianças pequenas estão também a tentar perceber como funciona o mundo e a procurar partido dele. Quando não conseguem alcançar o seu objectivo recorrem à única forma que conhecem de libertar a sua tensão e frustração, através de uma birra.

O facto do início das descobertas coincidir com um período em que a linguagem ainda está em desenvolvimento, alimenta a frustração. À medida que as competências linguísticas se desenvolvem, as birras tendem a diminuir.

É importante o adulto dominar a birra, antes que a birra o domine a si. Encare a birra como uma oportunidade de aprendizagem.

ClinicaAlegria

Dra. Margarida Alegria em consulta

DICAS:

Deve-se evitar o cansaço na criança, ou que fique demasiado excitada, pois vai favorecer o desencadear de emoções fortes. Os pais devem manter uma atitude calma e relaxada, para a criança ver este comportamento como um modelo a seguir. É importante ajudar a lidar com a frustração e a cólera, ajudar a criança a ver que existem outras opções para resolver os problemas sem ser através de uma birra.

A criança tem que entender que a birra não é meio para conseguir aquilo que quer, se ceder sempre ela vai usar isso como estratégia e criar um hábito para fazer chantagem sempre que desejar algo.

À medida que for aprendendo a aceitar que não pode ter tudo imediatamente, as birras vão sendo menores. É importante elogiar cada pequeno passo em que ela mostre controlo.

O trabalho da criança é testar os limites dos pais, o seu é definir os limites e ensinar a criança a respeitá-los. O combate às birras pode ser visto como uma forma de desenvolver a auto – motivação e autoconfiança da criança, fazendo a distinguir o certo do errado. Encare as birras como um desafio para educar e para ensinar.

Nós aqui temos como solucionar as birras.
Nós aqui temos isto.

Texto introdução: Marlene Gaspar
Texto: Margarida Alegria do Centro de Implantologia de Almada

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Helena Rocha

QUAL O TEMPO DE ECRÃ RECOMENDADO PARA CADA IDADE? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Diariamente sou confrontada com pais confusos na forma como gerem e lidam com os telemóveis, os tablets e a televisão. Será que é bom para o desenvolvimento das crianças? Será que deverão limitar a sua utilização?
Há uns anos tínhamos só a televisão para gerir, que pelo menos não nos acompanhava para todo lado como hoje em dia os telemóveis têm a capacidade de o fazer. Por isso quando os pais de um bebé me mostram eufóricos a forma como ele já consegue dominar o YouTube, sou forçada a causar-lhes uma grande desilusão quando afirmo que esta utilização tão precoce é prejudicial para o seu desenvolvimento.

Sobre este tema muito podemos escrever, hoje limitei-me a procurar as últimas recomendações da Academia Americana de Pediatria e divulgá-las para que possamos começar a reflectir sobre as nossas práticas e sobr o que queremos afinal para o Futuro dos nossos filhos.
Segundo a Academia Americana de Pediatria o tempo de exposição aos media digitais deverá ser limitado em todas as idades.

As novas orientações da Academia Americana de Pediatria identificam o “tempo de ecrã” como o tempo passado nos media digitais com objetivo de entretenimento. A utilização dos media digitais com outros fins, como por exemplo na realização de trabalhos da escola, não são considerados “tempos de ecrã”.

A Academia recomenda que se limite a uma hora por dia para as crianças entre os 2 e os 5 anos de idade. Para as crianças de 6 anos ou mais velhas os pais deverão estabelecer limites de utilização do “tempo de ecrã”, assim como monitorizar o tipo de media digital que as suas crianças utilizam.
Os bebés, no entanto, são altamente vulneráveis aos ecrãs. A Academia volta a defender que as crianças antes dos 18 meses não deverão ser expostas a qualquer tipo de estímulo dos media digitais.

Bebés com 18 meses e mais novos: Tempo de ecrã=zero

HELENA GONÇALVES ROCHA

Sabemos que não é fácil para os pais com bebés pôr completamente de parte as tecnologias. Sabemos que pode ser um grande desafio. Mas também sabemos que retirar este tipo de estímulo da vida dos bebés é crucial para um adequado desenvolvimento cerebral e para reforçar e estabelecer  uma boa interação entre pais e filhos.

O barulho e atividade do ecrã são fontes de distração para a criança. Mesmo se o bebé não estiver diretamente a olhar para o ecrã – por exemplo quando a mãe amamenta na sala com a TV ligada _ o bebé pode ficar hiperestimulado pelas luzes e sons, o que lhe poderá causar algum stresse e distúrbios do sono.

Quando a mãe alimenta o seu bebé, é um tempo privilegiado de interação. Quanto mais contacto face a face houver entre o bebé e os seus pais ou outros adultos, nomeadamente com contacto visual, mais potenciamos o seu desenvolvimento neurológico.

Se os pais estão “fixos” na TV ou no ecrã do telemóvel, os bebés ficam privados da sua atenção, se este tipo de comportamento ocorrer repetidamente estes bebés poderão desenvolver problemas de comportamento e atenção no futuro.

Os ecrãs, sejam eles a TV, os telemóveis ou os tablets, não deveriam ser utilizados como babysitters. Será sempre preferível conversar com eles ou ler-lhes um livro, ou fornecer-lhes algum tipo de brinquedo adequado ao seu desenvolvimento.

Crianças dos 2 aos 5 anos: 1 hora por dia

HELENA GONÇALVES ROCHA

A Academia Americana de Pediatria recomenda que os “pais priorizem a criatividade e as brincadeiras não estruturadas para esta faixa etária”

Os pais deverão monitorizar os conteúdos que as crianças assistem. Hoje em dia, muitos são os pais que relatam a forma expedita com que os seus pequenos filhos navegam pela net e pelo YouTube, saltando de um para outros, sem nunca ficarem muito tempo no mesmo conteúdo.

Existem alguns conteúdos didáticos  que deverão ser controlados pelos adultos. Para além disso a utilização dos media digitais para comunicar com familiares ou amigos que estão distantes, Facetime ou Skipe para conversar com a avó, poderão ser promotores do desenvolvimento das crianças. Depois da conversa acabar é sempre um bom motivo para motivar as crianças a relatarem aquilo que estiveram a ouvir e conversar.

Crianças de 6 anos e mais velhas: Limitar os media digitais

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Os pais deverão estabelecer regras e limites para a utilização dos media digitais com crianças de 6 anos até à adolescência, esta é outra das recomendações da Academia Americana de Pediatria.

A quantidade de tempo de ecrã depende da criança e da sua família, no entanto as crianças deverão priorizar o tempo produtivo em detrimento do tempo de entretenimento.

Para uma criança saudável, um dia típico deveria incluir “escola, trabalhos de casa, pelo menos uma hora de atividade física, contactos sociais e dormir – o que nesta fase de desenvolvimento se situa entre as 8 e as 12 horas. O que sobrar desta equação poderá ser ocupado com tempo de ecrã.

A academia recomenda que os media digitais nunca deverão tomar o lugar das atividades saudáveis, especificamente as horas de sono, as interações sociais e a atividade física.

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Estratégias para os pais utilizarem os media digitais de forma saudável

Os pais são os modelos dos seus filhos, como tal, deverão ter o cuidado de desligar os telefones, desligar a Tv e os tablets à noite.
“As crianças pequenas já reclamam a atenção, pois os pais estão sempre com as cabeças enfiadas nos telemóveis”
Esta falta de interação visual dos pais pode agravar em muito os comportamentos irritáveis das crianças.

A Academia de Pediatria recomenda que as famílias estabeleçam “ tempos juntos sem ecrãs, como por exemplo as horas das refeições ou as viagens, assim como locais da casa livres de ecrãs, como por exemplo os quartos de dormir.
Quando não existem telemóveis nas mesas de refeições , as famílias poderão usufruir de conversas cara-a-cara, o que promove as relações entre os elementos da família.

Os quartos sem tecnologias também promovem uma melhor qualidade de sono e é também uma boa forma dos pais poderem monitorizar a atividade digital das crianças. A utilização dos tablets ou computadores na sala ou em espaços comuns, assegura que as crianças possam terminar os seus trabalhos de casa antes de iniciar uma atividade de entretenimento.

Prometo que em breve retomaremos esta temática, fico no entanto a aguardar os vossos comentários e sugestões que de certo irá enriquecer esta nossa reflexão.

Até lá, desliguem todos os equipamentos, olhem uns para os outros, apreciem-se e construam memórias em conjunto, de preferência lá fora, aproveitando o que a Natureza nos oferece!

Nós aqui educamos para isto.
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Helena Gonçalves Rocha

PAIS SEM PRESSA! MAIS DEVAGAR, POR FAVOR! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Já os antigos diziam: “A pressa é inimiga da perfeição”. Pois é mesmo isso, como queremos que os “nossos meninos” aprendam se lhes é exigido que façam tudo, e quando digo tudo, é mesmo tudo, depressa e bem?

As crianças têm um ritmo de aprendizagem mais lento quando equiparado a um adulto. Afinal estão a ser confrontadas com a maioria das tarefas pela primeira vez, não conseguem aprender em 3 vezes como vestir uma camisola, não conseguem aprender em 5 vezes como comer sem se sujarem, não conseguem apertar os atacadores em 8 vezes e não conseguem mesmo aprender quase nada se não lhes for dada a oportunidade de tentar, de experimentar, de errar e voltar a tentar.

Uma criança nos primeiros anos de desenvolvimento aprende a uma velocidade estonteante, tudo é novo e elas parecem umas pequenas esponjas absorvem tudo o que vêem, têm sede de conhecer e explorar o mundo que as rodeia. Mas necessitam de Tempo, tempo para explorar, tempo para experimentar, tempo para assimilar, tempo para errar.

Em nome do “ficar bem feito e perder menos tempo”, assistimos a meninos com 5 anos que ainda não se vestem sozinhos, não comem sozinhos. “Porque andamos sempre à pressa, de manhã não consigo vou chegar atrasado…”

STOP!!! E onde está o Tempo? O Tempo da criança?
O Tempo de brincar, só por brincar sem ter como objetivo adquirir uma nova competência? Seja ela ballet, inglês, judo ou mandarim?
O Tempo de experimentar, errar e voltar a tentar?
O Tempo de estar aborrecido, sem fazer nada, sem fazer mesmo nada, apenas apreciando a companhia, o lugar, o céu e as nuvens?

Onde queremos chegar com tanta pressa?
O discurso publicitário, por sua vez, cria expectativas irreais ao apresentar um modelo de “perfeição” para tudo e todos que participam da sociedade. A “família perfeita”, o “pai perfeito”, a “mãe perfeita”, o “filho perfeito”, o “funcionário perfeito”, a “casa perfeita”, o “carro perfeito”.

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É preciso ser perfeito. Os pais vivem essa pressão e, pensando em preparar o filho para o mundo, também desejam que eles alcancem a perfeição. Contudo, a ideia de perfeição construída pela indústria da publicidade, pode ser extremamente cruel e não remeter para as reais necessidades do indivíduo, tanto na fase adulta, como  na infância.

“Os adultos andam sempre a correr, estão sempre atrasados e nunca têm Tempo”, este foi o desabafo de uma criança de 6 anos num destes dias que conversávamos.

O “Slow Parenting” (pais sem pressa) é  uma corrente social e filosófica que nos convida a desacelerar, a sermos mais conscientes com o que nos rodeia. Promovermos um modelo mais simplificado, de paciência, com respeito aos ritmos de cada criança em cada fase do seu desenvolvimento.

Os eixos básicos que definem o Slow Parenting são:
#  A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo;
Nós não somos “amigos” de nossos filhos, somos suas mães e pais. O nosso dever é amá-los, orientá-los, sermos o seu exemplo e facilitar-lhes a maturidade sem pressão;
Termos  sempre presente de que “menos é mais”. Que a criatividade é a arma dos filhos, um lápis, papel e um campo têm mais poder do que um telefone ou um computador;
Compartilharmos tempo com nossos filhos em espaços tranquilos

Ao que acrescento, é necessário sermos nós próprios a desacelerar, ouvirmos e escutarmos a criança, valorizarmos as pequenas coisas e pequenas conquistas, “perdermos Tempo” a ensinar-lhes pequenas coisas.
Porque eles são Capazes, mas têm mesmo de ter oportunidade de Experimentar, Errar e Tentar outra vez!
Vá sem Pressa! Pais sem Pressa, são de certo Pais mais Felizes e Tranquilos!
Helena Gonçalves Rocha

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T.P.C.??? 8 DICAS PARA ACABAR COM A GUERRA Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

TPC, tortura para crianças?

Muito já se falou sobre a existência destes trabalhos, após um dia inteiro de aulas, será que não estava na altura de brincar?

Deixo esta interessante discussão para um outro dia, hoje gostava de partilhar convosco algumas estratégias que poderão facilitar em muito esta batalha diária de final de dia.

E aqui vão elas, espero que vos sejam úteis:

  1. Estabeleça uma rotina dos trabalhos de casa e afixe-a em local vísivel
Rotina de T.P.C.
1. Lanchar     □
2. Tirar a pasta dos TPC e a caixa dos TPC □
3. Fazer o TPC em         min, □
4. Verificar os Trabalhos com _______ □
5.Colocar novamente os TPC na pasta, dentro da mochila □
6. Contar o conteúdo da caixa dos TPC e arrumar. □

2. Organize um espaço apropriado, livre de estímulos para realizar os trabalhos
Aqui também deverá ter em conta a idade da criança, se esta ainda precisa muito da sua supervisão, poderá acordar que os trabalhos serão feitos na mesa da sala ou cozinha, desligando todos os aparelhos ou possíveis distratores. As crianças mais velhas já deverão ter uma secretária organizada onde deverão permanecer enquanto executam os trabalhos.

3. Utilize um temporizador
Pode ser um temporizador de cozinha em que marca o tempo necessário para que realize uma pequena tarefa.

4. Faça intervalos frequentes
Deverão ser feitos de acordo com a idade da criança, crianças mais novas necessitam de mais intervalos.

5. Divida os trabalhos em pequenas tarefas

6. Organize uma caixa para os TPC
Em cima da mesa só deverá ficar esta caixa, que deve organizar previamente com: 1 lápis de carvão, 1 borracha, 1 apara-lápis, 1 conjunto de 24 lápis de cor, 1 tubo de cola e 1 tesoura. Na tampa da caixa deverá afixar esta lista para que no final a criança possa arrumar todo o material novamente e verificar se não falta nada.

TPC

7. Use Post-it pequenos para marcar os TPC ainda em sala de aula
Desta forma, quando chegar a casa pode facilmente identificar quais os trabalhos que tem de fazer.

8. Atenção ao local onde a criança se senta
As cadeiras giratórias e com rodinhas, são gírissimas, sobem, descem, rodam, um sem fim de funcionalidades que efetivamente só servem para ser fonte de distração. Como tal, e principalmente para aqueles que têm maior dificuldade em manter a atenção aconselho a utilização de uma bola de Pilates, adequada ao tamanho da criança, ou seja que consiga permanecer com os pés no chão. Deste modo, a criança permanecerá sentada, mas sempre em movimento tentando manter o equilíbrio e promovendo assim a sua atenção/concentração.

TPC

Boa sorte e bons trabalhos!
Vá, vão brincar!
Helena Gonçalves Rocha

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