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UM SONHO QUE VIROU SORRISO. Por Catarina Laborinho

visitamos

Imaginem um mix, um Consultor Financeiro de uma prestigiada multinacional e uma Educadora de Infância que alimentava este sonho desde criança. Dá-se o clique, e o Sonho virou Sorriso, e foi assim que há 12 anos nasceu o Parque dos Sorrisos.

Tanto a Laura como o Luís tinham o mote bem definido, “o futuro começa aqui!”. E foi aqui que começou esta jornada.

Para quem anda no comboio da Fertagus, Estação dos Foros de Amora e agora também no Pragal, já reparou certamente no Parque dos Sorrisos, por outro lado pode ainda não ter reparado na dimensão do mesmo, mas garanto-vos que é de ficar impressionado.

Tive o prazer de conhecer os 2 espaços preparados para os mais pequenos, e, se anda à procura de um colégio para o seu filho, passe num dos dois porque vale a visita.

O espaço localizado na estação dos Foros de Amora, com estacionamento privativo para a tomada e largada das “mercadorias” mais delicadas, os nossos filhos, encontra-se inserido num espaço equivalente a 10 lojas. Isto disto assim não diz lá muito, mas converter em m2 estamos a falar em 700m2 de área coberta. “Caneco” a sério?!?!? É verdade, quem por ali passa nem dá por isso, já que só tem acesso ao espaço exterior, e esse tem aproximadamente 330m2 – também já é considerável – já dá para fazer altas corridas de triciclos :) Espaço há, e os triciclos também!

Na estação dos Foros de Amora, o colégio tem uma particularidade interessante, foi adaptado e pensado para ser “desmontado”, ou seja, sempre que há necessidade as paredes são recolhidas ficando quase todo ele em open space, permitindo uma maior interação nas típicas festas temáticas que todos nós temos durante o ano letivo. Vantagens? Muitas! Custos? Elevadíssimos! Mas se é para “fazer de raiz que seja bem feito” diz o gestor.

A interação em ambos os espaços tem a mãozinha do “mecânico”, “carpinteiro”, o homem dos 7 ofícios lá de casa, ou seja, o “Avô” do Parque dos Sorrisos, o Pai do Luís. É preciso fazer um barco em esferovite, o “avô” faz! Parece o meu Pai! É Sr. faz tudo! Qual é o avô que não quer participar nas atividades dos netos? Os “netos” que por ali andam não são todos dele, mas é como se fossem, o ambiente familiar em que se vive é tão reconfortante que nós mães, gostamos sempre mais, não é verdade?

Já na estação da Fertagus do Pragal o cenário é completamente novo. Numa primeira fase o Parque dos Sorrisos esteve igualmente num espaço de galerias, mas “não nos identificávamos com o mesmo” comentou o Luis, e há um mês foram de malas e bagagens para um edifício novo mesmo em frente à estação (do lado do estacionamento). É impossível não reparar nele, é verde água e são mais 400 m2 área coberta e 250m2 de exterior. Mesmo novo já está “forrado” com marcas dos mais pequenos, desenhos, trabalhos e afins, o cenário típico de um colégio em plena ebulição. Barulho? Claro que há, mas qual é o colégio onde não se encontram crianças a correr a saltar e a  brincar de alegria?! Qualquer um que se preze esta é uma constante, e aqui não é exceção.

É notória a felicidade dos mais pequenos, o que para nós Mães é um descanso quando sabemos que os nossos mais que tudo ficam bem entregues.

Parque dos Sorrisos

Há 12 anos, quando a Laura e o Luís passaram para 3D este projeto, o principal objetivo era proporcionar um espaço que fosse prático, ou seja, tendo em conta que o nosso dia-a-dia é uma constante loucura, onde num qualquer pit stop não demoramos menos de 20’, a ideia seria deixarmos os mais pequenos já a caminho do trabalho e sem grandes desvios. Foi exatamente isso que há 12 anos os levou a abrir o 1º colégio na estação da Fertagus.

Atualmente, na estação dos Foros de Amora, o horário de funcionamento é das 7 às 20h. Na estação do Pragal, o horário é mais reduzido, “mas porque ainda não houve necessidade de o alargar” – é das 7 às 19.30h.

Quanto aos adereços dos mais pequenos, esqueça tudo, é aqui que nós sorrimos :) O Parque dos Sorrisos trata de tudo, ou seja, só temos mesmo de deixar os rebentos. Fraldas, pomadas, toalhitas, lençóis, e outras tantas panóplias de coisas e coisinhas com que nos temos que preocupar quando eles ainda são de berço, aqui, não é preciso! E se é mãe sabe bem a jeitaça que isto dá :)

Se anda à procura de um colégio para o seu filho, se apanha o comboio numa destas estações – Foros de Amora ou Pragal – e não só claro, aproveite para visitar o Parque dos Sorrisos. Vale cada minuto. Vá por mim. AH, mas se vem de longe, não se esqueça que pode igualmente fazer ali um pit stop de 10’, em vez dos típicos 20 ou 30’, já que o comboio da Fertagus é de pontualidade britânica, já uma amiga da minha mãe dizia!

Nós aqui gostámos d’Isto
Nós aqui temos Parque dos Sorrisos

Texto: Catarina Laborinho
Fotos: Parque dos sorrisos

FERTAGUS, LSBblog

 

TAVERNA O BOBO DA CORTE

NO BOBO VIREI PRINCESA. Por Catarina Laborinho

degustamos

Para quem já conhece o Bobo, a Taverna o Bobo da Corte, sabe bem do que estou a falar, lá viramos Princesas e eu, claro, não fui exceção.

Encontrámos o Bobo por mero acaso. O tripadvisor é um facilitador para quem anda sempre à caça de novos e bons restaurantes. E claro, o Bobo apareceu logo na primeira linha.
O Sol nesse dia andava à espreita, mas o frio que continuava a fazer-se sentir não nos privou de um excelente manjar dos deuses, ou de reis, já que assim que entrei virei “principessa”.
No caminho liguei para marcar mesa, do outro lado da linha ouço um: “estamos cheios” … OHHH… ripostei de imediato, mas do nada ouço uma voz ao fundo a dizer: “acabei de receber um cancelamento…” nesse instante o Cláudio pergunta quantos somos…. apenas 2 😉

A Taverna o Bobo fica mesmo dentro do Castelo de Palmela, quando chegámos, ligámos a perguntar para que lado era, a Lurdes, despachada como acabámos por constatar diz: “venham em direção à Torre”, e lá fomos nós.
Quando entrámos fomos recebidos com um sorriso de orelha a orelha, é importante reforçar que nunca lá tínhamos estado, mas aquele “conforto” faz-nos logo sentir em casa. Saltou logo a piada dos 8 mint, já que no caminho quando estava a marcar mesa acabei por comentar: “o gps diz que daqui a 8 mint estamos ai” 😀 – não fosse alguém querer a nossa mesa.
Ficámos num canto do restaurante. O espaço é pequeno, aliás muito pequeno. Lá dentro o Bobo deve ter umas 7 ou 8 mesas (não as contei), mas muito, muito acolhedor.

TAVERNA O BOBO DA CORTE
Olhámos para a lista várias vezes, a oferta era muita e a vontade de provar tudo também… provámos o que a barriga comportou, queijo de cabra regado com azeite e orégãos, frango com mostarda, espetadas de enchidos, gambas com alho (de tamanho real, à seria), batata frita doce e para regar isto tudo uma sangria de moscatel… sim, leram bem, sangria de moscatel. Nunca tínhamos bebido e claro que não nos ficámos apenas por um jarro 😀

Entre Princesas e sorrisos, ficámos lá algum tempo, mas apenas assim é que iríamos conseguir apreciar o momento a dois (adoramos os nossos filhos, mas fazer programas a dois é algo mágico) e fazer a “digestão” da sangria.

Já de barriga cheia, viemos até à esplanada para apreciar a vista que é de perder o fôlego e beber o nosso café… o sol andava à espreita e não podíamos deixar de aproveitar os pequenos minutos para carregar energia.

Quando saímos o Cláudio veio-nos perguntar como tínhamos encontrado o seu restaurante. Fácil! Pelo Trip… o Bobo apareceu em primeiro lugar em Palmela e nós viemos conhecer.
Conversa puxa conversa, acabámos a falar em restaurantes e como não podia deixar de ser… no blog, claro!
Confesso que sou uma grande apreciadora de comida. Adoro comer, adoro comer bem, adoro conhecer espaços onde vamos sem nenhuma expectativa e saímos de lá fascinados, como foi o caso da Taverna o Bobo. Para ajudar a isto, o Tiago também adora… que dupla! Mas também adoramos cozinhar, receber os nossos amigos, fazer almoçaradas que acabam noite dentro… talvez por isso somos sempre tão críticos nos restaurantes que vamos conhecendo.

TAVERNA O BOBO DA CORTE

Já no fim, e aí sim como uma gentil oferta, o Cláudio e a Lurdes deram-nos a conhecer o Moscatel de Palmela que pouco depois se fez acompanhar pelo Moscatel Roxo Venâncio da Costa Lima.
Se gostam de Moscatel tem que provar este… gostámos tanto que acabámos por comprar uma garrafa na lojinha que a Taverna o Bobo tem ao lado do restaurante.
Quanto à dolorosa, valeu cada cêntimo… o almoço rondou os 50€ (com um jarro e meio de sangria +- 18€), mas repito, valeu cada cêntimo.

Será sem dúvida um espaço a revisitar e uma experiência a repetir.
Lurdes e Cláudio, obrigada por cada gargalhada e prometemos que para a próxima iremos marcar com uma maior antecedência 😀
Obrigada por toda a hospitalidade!

Nós aqui desejamos-vos MUITO SUCESSO.
Nós aqui degustamos isto

Texto e Fotos: Catarina Laborinho

estamine phJoel Reis

PARABÉNS ESTAMINÉ. Por Catarina Laborinho

gostamos

Lembras-te do Estaminé? Pois é, está novamente de Parabéns! Foi nomeado como o melhor/mais votado restaurante no Prémios TimeOut Lisboa 2018.

Nós aqui já lá estivémos, e como é de esperar, volta e meia vamos espreitar as novidades que a Linda e o Miguel têm para nós.

E tu? Estás à espera de…  Se ainda não foste lá, espreita aqui 😉

Nós aqui gostamos d’isto

Texto: Catarna Laborinho
Foto: Joel Reis

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

MOZ

É verdade, este ano, mais uma vez viemos até sul, mas quando digo sul, é sul mesmo, viemos até MOZ, MOZambique :)

Viemos num mix de emoções, viemos em trabalho e lazer, que não deixa de ser um dois em um que no fim acaba por saber tudo ao mesmo. FÉRIAS. Por aqui o dia começa MUITO cedo, o dia nasce antes do cantar do galo e às 8 da manhã já estão 30 graus. As crianças e alguns pais entram às 7 e a hora de ir para a cama é às 21h. Em Portugal seria algo impensável visto que o Sol começa a dar o ar da sua graça tarde. Eu pelo menos, nunca consigo sentar-me para jantar antes das 20.30 e ficam a faltar banhos e afins. Por aqui é tudo bem diferente e quem por aqui vive ou já viveu, sabe bem o que estou a dizer.

Maputo é uma cidade de emoções, de constante crescimento. Desde a última vez que estive aqui, há sensivelmente um ano e pouco, a cidade cresceu de uma forma galopante com o nascer de um shopping, às novas lojas e cafés, esta cidade está a crescer de dia para dia, mas para melhor. Os acessos à tão emblemática Ponta do Ouro já se fazem praticamente em auto-estrada (confesso que não sei se é bom) pois antes só se aventuravam os que tinham jipe e costas para isso, eram 4 horas de picada em TT. Picada PURA, aquilo era dose. O que safava a viagem era que lá se apanhavam umas girafas, uns macacos e uns elefantes a meio caminho… mas doía.. e muito.

Já para Norte a estrada é sempre a mesma, façamos 1 hora de viagem ou 12, só há uma estrada, a única que dá acesso a toda a costa. Costa = Praia Paradisíaca. Claro que fomos à Praia. Por cá demoramos no mínimo 1 hora a chegar, mas vale cada minuto de viagem!

Por aqui tudo é diferente, a cor da terra, o pôr-do-sol, a fruta, o acesso às coisas giras e diferentes… É uma cidade culturalmente forte, onde existem bastantes “marcas” nossas espalhadas por toda a cidade e onde, os portugueses que por aqui vivem, ajudam a alimentar esta cultura TUGA.

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

As Catarina’s, Laborinho & Arnaud

E foi exatamente uma TUGA, amiga do amigo da amiga que vim encontrar, mas não é uma TUGA qualquer, é uma Tuga da Margem Sul, a Catarina Arnaud. A Catarina veio para MOZ há 5 anos quando o marido (também nascido e criado na margem sul) foi destacado para cá, desde então a vida dela deu uma valente reviravolta. No início não adorou isto, mas acabou por se render às maravilhas do que é viver aqui neste sul. Tal como a Catarina, por aqui há imensa malta da Margem Sul. Não é por acaso que quando a Diana Piedade esteve aqui em Maputo a dar um concerto, no fim quase foi “obrigada” a cantar a tão nossa “Margem Sul State of Mind”.

Sem nenhum projeto na algibeira a Catarina virou-se para os tecidos. Por aqui, a panóplia de tecidos é de deixar qualquer um de queixo caído. As tão famosas capulanas de todas as cores e feitios levam à loucura qualquer mulher… há para todos os gostos o que permite dar largas à imaginação.

A Catarina optou pelas malas, sacos, mochilas, pochetes, clutch, carteiras, etc, etc. Quando cheguei tinha um presente muito especial da minha Amiga Leila, era uma mala com o padrão de ZEBRA (adoro Zebras), e claro foi a Catarina que a desenhou, no mesmo dia disse-lhe, “quero ir ver mais!!!“ e lá fomos.  O showroom é na sua casa, onde fiquei maravilhada quer com a vista desafogada para o Índico, bem como com a oferta, cores e texturas com que a Catarina encheu os meus olhos. Os sacos são feitos de tecidos/capulanas mas o resto é de pele, os formatos variam entre tamanho e funcionalidade. A vantagem daqui é que tudo é possível, basta para isso imaginar e a Catarina faz, e foi isso que aconteceu com a minha mala. A Leila queria um modelo que utilizo com regularidade e a Catarina fez. Quick and simple.

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

O difícil é sair de lá com poucas malas, porque é obvio que nos apetece trazer TUDO, mas para deixar a porta sempre aberta, a Catarina remata: “antes de ires embora passa cá, porque vou receber outra encomenda!” Oh Catarina, achas que podes não me enterrar mais?!?! porque nós aqui queríamos trazer TUDO, TUDO.

A SUL DA MARGEM SUL. Por Catarina Laborinho

Para quem gosta da simplicidade esta cidade é mágica, tem recantos com o seu glamour, como tem a simplicidade do caju vendido no meio da rua. É o típico 8 e 80, onde tudo faz parte de um “processo” e onde o nosso “stress” não lhes faz confusão, porque eles não são definitivamente como nós, por isso resta-nos baixar as rotações e entrar no ritmo.

Mas têm sem sombra de dúvida uma coisa bem melhor que a nossa, seja a que horas for, entremos onde quer que seja, temos um sorriso na cara. Seja o segurança que nos pergunta se descansámos bem, seja a Srª da bomba de gasolina que nos diz “Bom dia” com um sorriso de orelha a orelha pelas 5 da manha, seja o funcionário do supermercado que fica pasmado quando lhe perguntamos o que fazer com aquele fruto, mas que em menos de nada aparecem mais 3… se há coisas que temos que aprender, é sem dúvida, olhar em redor e levar daqui estes pequenos e maravilhoso momentos.

Nós aqui estamos em MOZambique
Nós aqui adoramos isto

Textos e Fotos: Catarina Laborinho
Malas e afins: Catarina Arnaud

FERTAGUS

FOMOS ÀS BOXES DA FERTAGUS. Por Catarina Laborinho

visitamos

Se em Dezembro fomos ver como era a segurança lá em cima (reveja aqui o artigo) agora fomos ver como é por aqui, nas boxes da Fertagus.

Pois é, mais uma vez foi um dia de tirar o chapéu, desta vez quem nos acompanhou foi o Eng.º João Duarte e o João Rodrigues. O João Duarte, à semelhança de toda a equipa com quem nos temos cruzado na Fertagus, tem um percurso bastante interessante.

Começou como eletricista estagiário e passado algum tempo concorreu para maquinista. Concorreu e entrou ou não estivéssemos a falar de mais um elemento vencedor, não satisfeito, estudou arduamente durante 5 anos, no pouco tempo que lhe sobrava, e concluiu o curso de Engenharia Eletrotécnica. Hoje, 18 anos depois faz parte da equipa responsável pela manutenção destes gigantes de ferro e foi o anfitrião do LSBblog em mais uma enriquecedora visita guiada.

O dia da visita foi durante o fim-de-semana, quando chegámos apanhámos uma equipa externa a decorar um comboio. Desculpe Teófilo, “material circulante” :D, no chão, eram rolos e rolos de vinis mas posso-vos garantir que os nossos comboios ficaram lindos com Lisboa a vista 😉 (não me diga que ainda não os viu?!)

FERTAGUS

Este tipo de trabalho só pode ser realizado ao fim de semana, atualmente a Fertagus tem 18 comboios onde 17 estão em constante circulação. Todos os dias todos os comboios fazem rotinas de verificação e manutenção preventiva para além das limpezas, todas estas tarefas requerem uma articulação engenhosa de staff e equipamentos, imaginem que comboios são limpos diariamente à noite, chão vidros, painéis laterais, tecto e portas. Trimestralmente, sofrem uma limpeza interior exaustiva (plásticos, grelhas de ventilação, bancos, etc…), o que demora uma semana mesmo sendo feito por duas pessoas.

Já a limpeza exterior é assegurada diariamente por uma equipa de dois elementos que tratam dos gigantes durante seis horas, como? À mão. Sim nada como o tradicional “banho” para deixar 100 metros de comboio a brilhar.

FERTAGUS

Voltando às boxes…
Acompanhados pelo João visitámos um comboio por baixo, entre o emaranhado de ligações elétricas e pneumáticas o João ia-nos explicando o funcionamento dos equipamentos enquanto se desfazia em avisos de segurança, “cuidado que isso é baixinho, não se magoe”. Conseguimos ver os motores de tração, o compressor que alimenta a parte pneumática, o sistema de travagem e os bogies, (O bogie é a estrutura onde assenta a carruagem e que é composta pelos eixos (rodas), motores de tracção, cilindros freio, amortecedores e molas). De facto, o espaço lá em baixo é curto, mas se não tivéssemos ido por baixo do comboio não tínhamos percebido nem metade. Curiosamente esta é a altura da revisão de “meia vida” destas 300 toneladas, já rolaram 1.800.000 km, é dose… quando chega a esta quilometragem eles têm que fazer, para além das “visitas” de ação preventiva, têm intervenções mais abrangentes e completas, como é o caso da R1, que ocorre aos 1.800.000 km. Mas a cada 600.000 km realiza-se uma R3, e a cada 1.200.000 km uma R2. Os trabalhos efetuados em cada uma delas são diferentes, mas a R1 é a mais completa visto que engloba os trabalhos de R2 e R3, assim com a R2 engloba os trabalhos de R3.

FERTAGUS

Saímos de baixo do comboio e continuámos a nossa visita já de costas direitas, passamos pela área de montagem dos equipamentos que compõem o bogie, o tamanho de todo o material é algo impressionante de tão grande que é.

No exterior das oficinas principais visitámos uma pequena área (chamada de Torno de Fosso) onde são reparadas as rodas do comboio, incrível como as rodas de aço não têm que ser desmontadas para serem “retificadas”, neste espaço existem uns macacos hidráulicos que suspendem a carruagem e uma máquina que faz a retificação das rodas, permitindo assim ao operador realizar os serviços necessários no menor tempo possível, está tudo pensado para que os 18 comboios se mantenham em perfeito estado de funcionamento sem que isso afete os horários a cumprir.

FERTAGUS

Aqui cumprem-se os planos de manutenção, mal comparado funciona um pouco como quando vamos com o nosso carro à revisão, das “rodas” ao funcionamento de portas tudo tem o seu timing para ser verificado, um dos gigantes está já com 1.800.000 Km, isto não é o prémio do euromilhões, (antes fosse) é meia vida do comboio. Neste caso a “revisão” é um pouco mais complexa, esta implica desmontar o comboio praticamente todo.

Depois virá outro e outro, já que quando foram adquiridos vieram praticamente todos ao mesmo tempo.

Todo este trabalho é desenvolvido durante o dia, sem que algum momento implique o bom funcionamento e o cumprimento dos horários. Posso-vos dizer que é dose, é como costume dizer, é “non stop”.

E são assim as boxes, da Fertagus 😉

A experiência foi, mais uma vez, enriquecedora, perceber, ou tentar perceber, como funcionam estas toneladas é algo que confesso que me fascina.

Nós aqui fomos às boxes
Nós aqui dizemos obrigada à Fertagus

Texto e Fotos: Catarina Laborinho

FERTAGUS, LSBblog

Cidadania

PRECISA-SE DE PROFESSOR(A) DE 1º CICLO. ALFEITE. Por Marlene Gaspar

precisamos 2

Desde que a minha filha entrou no primeiro ciclo que as AECs (Atividades Extra Curriculares) fazem parte do seu dia a dia na escola e na verdade há umas que ela gosta mais que outras.

Enquanto umas são o verdadeiro delírio e entusiasmo outras são assim-assim, ou um “tá bém”, vá! Nas primeiras, que são aquelas que ela grama mesmo estão a música, a educação física e o inglês. A que está no outro grupo é qualquer coisa como Educação para a Cidadania. Ainda não percebi bem o motivo pelo qual não cria um verdadeiro êxtase, mas na verdade, têm sido aulas úteis, porque acreditem que já me ensinou coisas muito interessantes ou já me fez observá-la de forma estupefacta a perguntar como é possível saberes isso. E a resposta é: – aprendi nas aulas de Cidadania.
Educacao

Bom, todo este blá-blá, porque quem conseguir ter o mérito de por todas as crianças do primeiro ciclo a gostar disto tem toda a minha admiração e se estás à espera de uma oportunidade, que tal agarrares esta?

Precisa-se professor(a) de 1. Ciclo para lecionar Educação para a Cidadania nas AEC das 16h00 às 17h00 (4 vezes por semana) na Escola Básica do Alfeite. Sabe mais informações aqui.

Nós aqui precisamos de professor de 1º ciclo.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

ALFAIATE AL FORNO

ALFAIATE AL FORNO JÁ AO RUBRO NO SEIXAL

degustamos

Passaram 15 dias desde a grande inauguração do novo espaço do Seixal o ALFAIATE AL FORNO, e nós aqui não podíamos deixar de vos contar mesmo com uma derrapagem de 15 dias!! Não foram por esquecimento, não pensem, quisemos deixar a casa afinar a carta, afinar os timing´s e provar TODAS as iguarias as quais vos garanto que valem DEFINITIVAMENTE a pena!

Desde a francesinha clássica ou a original como vem na carta ao mix de sensações da de bacalhau ou de legumes, à pizza de presunto com figos que é de chorar e pedir por mais, à morcela com chutney maça que é servida em tábua, e para rematar os nacos de lombo grelhados… já estou aqui a salivar só de pensar. OH Tiago, temos que definitivamente lá voltar!!!

Tiago temos que lá voltar :)

Tiago temos que lá voltar :)

Mas voltando à Inauguração…

O espaço para quem não conheçe foi pensado e decorado com o requinte habitual com que o Mauro Airosa sempre nos brinda. Cada recanto tem um pequeno pormenor que num todo transforma o ALFAIATE AL FORNO um novo Spot a não perder na Baia do Seixal.

Confira com os seus próprios olhos :) Veja o Vídeo

Nós aqui temos ALFAIATE AL FORNO.
Nós aqui temos isto.

Texto: Catarina Laborinho
Fotografia e Vídeo: ALFAIATE AL FORNO e PossibDesign

recrutamento

MOSTRA DE EMPREGO E EMPREENDEDORISMO. 20 e 21 de outubro

precisamos 2

Diz que são centenas de ofertas de emprego na Mostra de Emprego e Empreendedorismo que se vai realizar em Setúbal nos dias 20 e 21 de outubro. Se estás à procura de uma oportunidade de que é que estás à espera para ires procurá-la e pores-te a jeito como candidato(a) porque para a sorte nos bater à porta, temos de estar perto para ouvi-la tocar.

A mostra prentende  fomentar a empregabilidade na Península de Setúbal, através da promoção do encontro entre empresas, candidatos e empreendedorismo.

Onde e quando te podes por a jeito?

Centenas de ofertas de emprego na região esperam pelos melhores candidatos ao longo dos dias 20 e 21 de outubro, entre as 15h e as 20h, na Praça Bombordo do centro comercial Alegro Setúbal.

Paralelamente, ocorre um programa especialmente dedicado e dirigido a empresas de todos os setores económicos, gestores e empreendedores da região, para dar a conhecer as vantagens e oportunidades de apoio existentes em áreas como a Inovação e Desenvolvimento, contratação e empregabilidade, no dia 20:

Programa 20 de setembro*

17h00 | “Empreendedorismo na Península de Setúbal: Porquê”, pela Incubadora de Ideias de Negócio do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) – Sandra Pinto

 

17h30 | “Da ideia à empresa, na primeira pessoa”, com a participação dos empreendedores:

António Mendes – Ilegal

Carla Ventura – MagicBit

Filipe Delgado – Ecorbis

Pedro Dias – Pedro Dias, Uma Vida um projeto

18h00 | “IEFP – Um parceiro para o seu negócio”, pelo IEFP – José Luís e Luísa Oliveira

18h30 | “Oportunidades” Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, com Sandra Duarte

O bom disto tudo é que a participação é gratuita, por isso põe-te a caminho que as atividades decorrem na Experience Box do Alegro Setúbal.

Nós aqui temos Mostra de emprego.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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SOLIDARIEDADE 360º. Por Catarina Laborinho

gostamos 1

Quando falamos em ser solidário ou em solidariedade, quer queiramos quer não o assunto é sempre muito delicado. Seja que tipo de solidariedade for, ou a que estejamos a praticar com o nosso voluntariado, os nossos sentimentos, dedicações ou a típica “chapada sem mão” dói, e a mim dói-me sempre muito.

O assunto é delicado, mas aqui coube-me dar-vos a conhecer o que vi, o que vivi é algo bem maior e que todos nós podemos apoiar. O assunto são crianças e adolescentes! Sou Mãe de 2+2, por isso é sempre um assunto que “mexe” muito comigo.

No outro dia, através de uma amiga conheci o Padre Gonçalo, vou trata-lo apenas por Gonçalo porque aqui não quero destacar as suas crenças ou religião, mas sim dar relevância ao brilhante trabalho que desenvolve.

Se é daqui, da nossa margem Sul, já ouviu falar certamente do bairro cor de rosa, ou do bairro branco. Estes são aqueles bairros que ficam perto da estação do Pragal da Fertagus a caminho do hospital. E foi aqui que fui ter com o Gonçalo. O dia escolhido não foi ao acaso, foi no dia do meu aniversário, e a companhia foi escolhida a dedo, fui com a Maria (minha filha mais velha) e com o Tiago (a minha cara metade), 2 das minhas algumas muletas!

O ponto de encontro foi no Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto. Quando chegámos encontrámos a turma da manhã que ia para a piscina do Inatel. A manhã estava feia, mas para eles a diversão é o principal ingrediente para mais um dia de férias, não fossem eles, como quaisquer outros, loucos por diversão entre amigos e é isso que diariamente o Gonçalo e a sua equipa de 40 voluntários semanais + 2 “funcionárias residentes” lhes proporcionam. Atualmente o centro apoia 90 crianças, e está situado em 4 apartamentos do r/c de um prédio, todos eles foram adaptados de modo a que as crianças entre os 6 e os 14 anos sintam ali o conforto e o acompanhamento, “criando vincos de amizade de modo a ganharem os devidos valores que tão importantes são para o seu futuro”, segundo o Gonçalo.

O Centro surgiu da visão dos padres Jesuítas que, dando aulas nas escolas dos bairros sociais do Monte de Caparica e Pragal foram-se apercebendo que muitas crianças ao saírem da escola ficavam totalmente entregues a si próprias e vulneráveis aos mais diversos perigos. Iniciaram assim um projecto de educação formal e informal através de actividades de apoio ao estudo. Em 2010 abriu as suas portas com instalações autónomas para actividades de estudo, lúdicas e artísticas, desenvolvendo a componente desportiva em conjunto com algumas associações e clubes desportivos.

Desde o início o centro “vive” apenas com o apoio de benfeitores, voluntários e mecenas.

Um conhecido colégio daqui da nossa margem é responsável por oferecer o pão para os lanches das crianças, o apoio ao estudo é dado voluntariamente por professores que leccionam em algumas escolas do nosso concelho, a Fertagus oferece os bilhetes para as pequenas viagens destes grandes guerreiros e ainda os passes das duas “funcionárias residentes” que diariamente se deslocam até ao centro. Segundo o Gonçalo, “se a Fertagus não nos oferecesse o passe seria impossível elas chegarem até aqui”.

Fertagus

Uma ida ao Jardim Zoológico promovida pela Fertagus

Por outro lado o Gonçalo, juntamente com uma escola de Surf, conseguiu promover esta atividade para as crianças. O contacto com o mar a natureza e o desporto são os principais pilares para todos nós (não fosse eu também adepta deste desporto). Curiosamente, e num momento de brincadeira, uma das crianças do centro fez uma espargata, assim sem mais nem menos e hoje, já tem no seu CV a medalha de campeã nacional de ginástica onde diariamente treina numa conceituada academia, aqui, na Margem Sul. Já para não falar na Telma Monteiro que não precisa de grandes apresentações.

Estes são apenas exemplos do apoio, carinho e dedicação que algumas empresas dão ao centro.

Mas aqui no centro também há espaço para brincar! O centro tem uma “gaRRagem” na rua de trás onde estão todas as brincadeiras disponíveis para cada idade. Para os mais velhos há bicicletas, algumas delas oferecidas pela Fertagus quando estas aparecem nos perdidos e achados (nesse dia alguém estava com a cabeça na Lua :), mas ainda bem), patins em linha, skates, jogos dos mais variados tipos, espaço para pinturas, bonecas… brinquedos que qualquer um de nós poderia oferecer.

Fertagus

O lema é “Fazer o Bem, Bem Feito” e é isso que diariamente o Gonçalo tenta fazer. Educar para a Sabedoria, Educar para a Sensibilidade, Educar para a Expressividade, estes são os 3 pilares para que no amanhã estas 90 crianças ao abrirem a janelas das suas casas vejam o brilhar do sol da mesma maneira que todos nós.

Obrigada por ter estado desse lado.
Obrigada Fertagus por nos ajudar a ter chegado até ao Padre Gonçalo Machado.
Obrigada Gonçalo pelo seu brilhante trabalho e por conseguir gerir uma equipa tão grande e sempre com um sorriso no rosto.

PS. e para acabar o dia ainda da melhor forma comprámos 6 t-shirts lá para casa (sim, lá em casa somos 6) assim, de uma forma tão simples, ajudámos o centro mais um bocadinho.

Se quiser ajudar o centro, está sempre aberto para vos receber.
+ informações
cjpamadeupinto@gmail.com
https://www.facebook.com/cjpamadeupinto/

Texto: Catarina Laborinho
O Lisbon South Bay Blog agradece ao Padre Gonçalo Machado e à Fertagus por nos ter deixado “viver” este grande momento .

FERTAGUS, LSBblog

empreender

PROGRAMA DE APOIO AO EMPREENDEDOR DE ALMADA. Até 30 de janeiro

aplaudimos

És um(a) idiota no bom sentido da palavra e tens uma ideia vencedora que para ser implementada só te falta aquele “bocadinho assim”? Se assim é não deixes de aproveirar o PAE – Programa de Apoio ao Empreendedor de Almada que, segundo o próprio “tem por base uma metodologia prática e modular, desenvolvida pelas entidades parceiras do Gabinete de Apoio à Criação de Emprego e Captação de Investimentos, de apoio técnico a empreendedores que procuram consolidar e planificar a sua ideia de negócio no concelho”. Trocado por miúdos envolve as seguintes etapas:

i. Atelier de Ideias
– Geração e maturação das ideias de negócio.
– O mini plano de negócios.

ii. Treino de Apresentações
Desenvolvimento de competências comunicacionais relativamente à ideia de negócio de cada empreendedor (elevator-pitch).

iii. Banca Interna
Apresentação das ideias de negócio a um painel de representantes de entidades empresariais e institucionais para perceção dos pontos críticos.

iv. Elaboração do Mini Plano de Negócio
Sistematização da ideia de negócio.

v. Capacitação em Empreendedorismo
Módulo de ferramentas e competências empresariais, como liderança,  gestão de equipas, marketing, fiscalidade, finanças, visando a consolidação do projeto de negócio.

vi. Pós-programa
Apoio na procura de localização, incentivos e financiamentos, licenciamentos, parcerias. Acompanhamento da atividade empresarial.

As candidaturas abertas para a 8ª Edição do Programa de Apoio ao Empreendedor podem ser feitas neste formulário.

Empreender é preciso! Boa sorte.

Nós aqui temos Programa de Apoio ao Empreendedor.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: beira.pt