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CORTE E COSTURA É NO SEIXAL. EPISÓDIO 2

APLAUDIMOS

A Marlene fez uma bainha e eu também queria. Confesso que a culpada de lá ir foi ela, mas também queria experimentar.

Sabia um bocadinho mais de costura do que a Marlene já que quando era miúda, tive a minha primeira Singer, a tão linda e maravilhosa máquina de costura que me ajudava a fazer bainhas a apertar calças (a moda da altura dá-nos a volta a cabeça). Perdi a conta ao número de calças que arranjei, mas voltar a entrar no “mundo” das máquinas não estava nos meus planos. A verdade é que entrei, pé ante pé, e a simpatia da Maria João, para além de contagiante, fez-me sentir confortável num Mundo longe de ser o meu.

Quando entrei a Maria João fez-me a pergunta chave: Sabes coser? NÃO, nem um botão (que vergonha, se tivesse ali um buraco tinha-me enfiado, mas é a mais pura das verdades, sempre que há um botão para coser, seja ele de onde for, acaba sempre na casa da Mãe).

Mas já tive um máquina de coser! Digo eu orgulhosa da minha pequena Singer.

Eis que a Maria João lança o desafio. O que queres fazer? E eu claro, que penso sempre em grande e não me ia satisfazer com uma bainha já que fiz muita, mesmo que todas tortas e mal feitas, disse-lhe logo que queria fazer um “necessaire”. Sabem aquela sensação de que te mandaste nitidamente para fora de pé? Sem boias ou braçadeiras? Pronto, era para aí que eu estava a nadar…

Claro que depois do desafio lançado a Maria João arregaçou as mangas, e começaram as dificuldades, as minhas claro.

Que tecido utilizar? Que forro utilizar? Que cor de fecho… ui tanta coisa ao mesmo tempo, mas tínhamos que começar, o tempo estava a passar e o meu necessaire ainda estava enrolado num rolo de tecido.

Comecei por escolher o tecido, o forro, a cor do fecho e voilá, chegou a hora de meter as mãos à obra.

Corta molde, corta outro molde, passa a ferro, e é hora de nos sentarmos na máquina. No início a Maria João teve que me relembrar os princípios básicos de utilização, é quase como andar de bicicleta, nunca nos esquecemos, mas com o passar dos anos e a evolução das máquinas há sempres pequenos grandes pormenores que nos ajudar a que a nossa experiência seja sempre melhor.

O meu necessaire estava a ficar com forma, linha para a frente, linha para trás, corta, dá a volta, costura o fecho (diiiiifiiiiiiciiiillllllllll), fecha os cantos e por último cose o forro e vira o tecido. BESTIAL. Estava pronto. Claro que no meio de tanta conversa um necessaire que devia ter ficado pronto de 2h demorou 4h, mas falar é saudável, aliás é muito saudável e a Maria João puxa por nós.

E voilá, o meu necessaire.

E voilá, o meu necessaire.

Podia contar aqui muitos mais pormenores, poder podia, mas não era a mesma coisa, já que esta experiência deve ser vivida por todos aqueles que acham que não percebem nada de costura, tal como eu.

Hoje não saio de casa sem o meu necessaire, é ótimo para ter sempre arrumadas as minhas coisas dentro da mala sport billy, já para não falar que é a solução mais rápida para trocar de mala de manhã antes de sair de casa para o trabalho. Dá uma “jeitaça” e é gira que se farta J

Obrigada Maria João adorei as horas que tive no atelier, e obrigada por me ajudares com os tecidos, já que num mundo tão vasto acabamos sempre por nos perder J

Atelier Maria Pimpolha
Avenida Principal n.70, 1 andar, Casal do Marco – Seixal

Maria João Albuquerque
964831067
ateliermariapimpolha@gmail.com

Nós aqui fizemos um necessaire.
Nós aqui temos Corte e Costura.
Nós aqui temos isto.

Nós

A SUL OU A NORTE, O MUNDO É FOD*&%$#

METEMO-NOS

NósEstamos na silly season, (quase) tudo é permitido, e por isso, hoje trazemos um desabafo “mais solto”, como diriam alguns “à margem sul”.

O mundo é fodido. Vou usar a expressão #FDD para sempre que repetir a última palavra da frase anterior, porque a minha mãe vai ler e não há necessidade de lhe estragar (tanto) o dia.
Ninguém disse que a vida era fácil, mas temos épocas que acreditamos que sim. Que as coisas andam sobre rodas, que fomos bafejados por alguma sorte e bola para a frente que o mundo é nosso. Ninguém nos agarra.
E depois temos os outros momentos. Os momentos em que pensamos precisamente ao contrário. Nada nos corre bem, porque é que só a nós é que acontece tudo errado, vimos as coisas desabarem, enfim estamos, como se diz na gíria, “na merda”. Infelizmente parece-nos que estes momentos andam cá mais vezes.
Pois, o que tenho para vos dizer é que o segredo é alimentar o primeiro estado de espírito e não dar confiança ao segundo.
E estão vocês a pensar em tom irónico: – Ah era só isso. Que iluminada que tu és! Obrigada pela descoberta da pólvora. Vou já ali fazer isso e venho já!!

Ok, ironia aceite e compreensível. Não é fácil e nem sempre se consegue. Mas, nunca ouviram dizer, olha para o que eu digo e não para o que eu faço? O que interessa aqui é a teoria e, by the way, fica o desabafo que esforço-me e educo-me para cumprir isso. E o esforço é grande que isto tem mesmo de ser evangelizado. À séria. E nem sempre sou bem sucedida.

E porque é que o estado de espírito negativo tem mais preponderância? Será cultural, animal ou normal?
– Sabes, sabes? Vá diz lá oh chica esperta – continuam vocês no registo da ironia, sem ofender, claro.

Pois sem ironia nenhuma, respondo: não sei. Não sei mesmo. O que eu sei é que andar a lamentarmo-nos, alimentar o estado de espírito negativo do estamos #FDD faz com que este tome um espaço que não queremos. E a solução é dar-lhe um chega para lá. Se vamos estar #FDD porque isto e aquilo não corre como nós queremos, vamos dar-lhe a volta, encarar de outra perspectiva. Sim, porque FDD por #FDD que seja bem #FDD. Sabe  melhor e nada como andar com um sorriso de orelha estampado no rosto.
É tempo de férias, e normalmente aqui andamos bem FDD, por isso vamos permanecer com esse estado espírito, mesmo depois de acabarem, que é d’isso que o meu povo gosta.

Boas Férias.

Nota: se o Trump faz do ano inteiro a silly season, nós aqui, podemos tirar o período de férias para isso.

Nós aqui andamos (bem) #FDD.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

MadanParque

ROTA DE COMUNICAÇÃO PARA EMPREENDEDORES CHEGA A ALMADA

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Tem uma ideia ou já abriu um negócio, mas não sabe como comunicá-lo? A sua empresa está a correr bem, mas precisava de um push na comunicação. Sabe que tem de fazê-lo, mas não pode gastar uma fortuna? Então esta temática interessa-lhe.

A Say U Consulting prepara-se para percorrer o país com a Rota COMM para StartUPs e
Empreendedores, um workshop pensado para potenciar a comunicação de startups e de projetos de empreendedorismo. A iniciativa, que pretende dotar os agentes do ecossistema nacional de empreendedorismo de know-how e soluções para responder aos desafios da Comunicação, vai ter lugar no dia 07 de julho em Almada, em parceria com o MADAN Parque. E, eu, como Associate Partner da Say-U Consulting nesta Rota COMM, faço parte da equipa. É para mim um orgulho e satisfação que a Rota venha à Margem Sul, mais precisamente ao Madan Parque que tem como associados a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, a Câmara Municipal de Almada, o UNINOVA – Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Câmara Municipal do Seixal.

E que temos vamos abordar? Nós aqui, Contamos tudo.

Como lidar com os desafios da Comunicação no contexto de uma startup e como criar buzz à volta de um produto ou serviço sem gastar uma fortuna é a resposta que a esta série de workshops pretende dar. Esta iniciativa procura colmatar uma lacuna na oferta formativa nacional e dotar Empreendedores, gestores de Startups e profissionais de Comunicação que se pretendam especializar neste nicho, de ferramentas que ajudem a contar Estórias.

Nesta primeira fase, para além do Workshop “Bê-á- Bá da Comunicação para StartUPs e
Empreendedores” em Almada, a Rota vai passar por Vila Nova de Gaia, a 14 de julho e em
Guimarães, a 15 de julho. Alcançar a totalidade do tecido empresarial nacional desta tipologia, em parceria com centros de incubação e associações empresariais locais e chegar a outras zonas do país é o desafio dos próximos meses. Para Marta Gonçalves, Managing Partner da Say U Consulting foi no decorrer da nossa relação com a Associação Acredita Portugal e com os candidatos e vencedores dos Concursos de Empreendedorismo, que concebemos a “GO360” – uma metodologia desenvolvida para ser aplicada à conceção das estratégias de comunicação de negócios startup. Nestas interações repetimos vezes sem conta que uma estratégia de comunicação bem delineada é um componente chave do marketing de qualquer startup, uma vez que as ações certas ajudam à descodificação do produto ou do serviço, a construir reputação, confiança e credibilidade, e sedimentam um interesse sustentável, contribuindo para a longevidade das marcas. Nesta Rota pretendemos ajudar a refletir sobre como as marcas podem a contar a sua história, encontrar a voz própria, que faça de uma mensagem clara e simples algo de interessante e único, reforça ainda.

Esta iniciativa nasceu com a metodologia desenvolvida pela Say U para ser aplicada à conceção das estratégias de comunicação de negócios startup – a “GO360”, testada, por dois anos consecutivos, nos projetos vencedores do concurso de empreendedorismo promovidos pela Acredita Portugal.

Para quem é que isto é interessante?

Na minha (modesta) opinião, para todos! Mas, em comunicação definimos sempre um público, e esta iniciativa tem como destinatários gestores de Startups, Empreendedores e profissionais de Comunicação e vai abordar estratégias “Think big, act small”, para a construção de campanhas de nicho, com um “match” perfeito entre criatividade, dimensão, estádio e recursos disponíveis.

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PROGRAMA:
As inscrições na “Rota COMM para StartUPs e Empreendedores” podem ser feitas através da app “Rota COMM” disponível para download na iTunes Store e Google Play. Informações adicionais através do email rota.comm@say-u.pt, do telefone 211 926 124 e aqui.

Nós aqui temos Rota da Comunicação para StartUps e Empreendedores.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar em parceria com a Say-U Consulting

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ENTREVISTA COM #IRENE FILIPE

#SIGLA 1

com IRENE FILIPE

Irene Filipe, designer gráfica e ilustradora. É angolana, cresceu na Verdizela e vive no Rio de JaneiroCria peças e ilustrações de sua autoria e foi responsável pelas ilustrações que decoram o Kailua na Fonte da Telha e na Costa de Caparica.

O Lisbon South Bay blog foi ao seu encontro, no Kailua, na Fonte da Telha, e com ela falámos.

Vamos então ouvir… isto!

PRODUTO IRENE

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Fotografia: Joel Reis
O Lisbon South Bay Blog agradece ao Kailua:

KAILUA

 

Professor José Manuel Godinho

NÓS AQUI, FALÁMOS COM O #PROFESSOR JOSÉ MANUEL GODINHO.

falamos

Professor José Manuel Godinho. Vive e trabalha no concelho de Almada. Conta com 26 anos de experiência de ensino em órgãos de direção de topo quer no ensino público, quer no ensino privado – Diretor, Presidente de Comissão Administrativa Provisória, Presidente de Assembleia de Escola, Presidente de Assembleia Geral, Presidente de Direção / Presidente Executivo, Diretor Pedagógico. E, experiência em estruturas de coordenação e supervisão pedagógica como Presidente do Conselho Pedagógico, Coordenador de Departamento, Coordenador de Projetos, Delegado de Grupo e Diretor de Turma. As funções que abraçou e abraça foram, são e serão pautadas por uma atuação rigorosa, séria e dedicada.

O Lisbon South Bay Blog foi ao seu encontro, na sede do Agrupamento das Escolas António Gedeão, na escola com o mesmo nome, onde com ele falámos neste blog.

Vamos então ouvir… isto!

Fotografia: Joel Reis

Cozinha Publica

COZINHA PÚBLICA NA COSTA DA CAPARICA VENCE PRÉMIO DE ARQUITETURA PÚBLICA INTERNACIONAL.

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Há projetos que só pelo seu cariz já são premiados pela intenção e pelo contributo que trazem. O da cozinha comunitária da Costa da Caparica é um deles. Conseguiu ser um motor social, mas foi ainda mais longe e arrecadou o Prémio de arquitetura pública atribuído pela plataforma norte-americana ArchDaily na categoria Arquitetura Pública.

A cozinha comunitária toda construída em madeira deu visibilidade a um espaço que serve um bairro de barracas: umas vezes como cozinha, outras para guardar roupa ou acolher reuniões. A cozinha tem servido no inverno para guardar os trapos que podem ser recolhidos por quem precisa.

O bairro Terras da Costa fica na Costa da Caparica e tem lotes de terrenos que funcionam com hortas, ovelhas que co-habitam nesse espaço e barracas com materiais “caseiros” para tentar aguentar as intempéries. Este bairro surge na década de 70 e funciona como favela de populações africanas e ciganas. A cozinha comunitária já fez sair do anonimato o bairro e criar mais condições para os moradores: trouxe a água canalizada ao bairro e a visibilidade do projeto fez avançar o realojamento, por fases, dos 300 moradores de Terras da Costa. Está planeada a construção de bairro social para todos, ali perto, junto às Torres das Argolas, na cidade da Costa da Caparica.

A cozinha comunitária foi concebida pelo arquiteto Tiago Saraiva, do ateliermob. O espaço foi criado em parceria com a Warehouse e contou com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e da Casa Vapor.

As festas dos moradores, como aniversários e outras celebrações  são realizadas neste espaço, o que o tornou o centro social do bairro.

Estas são as histórias que valem a pena ser contadas, mas sobretudo, valem a pena ser vividas. Este prémio é um orgulho para Portugal, mas é principalmente, um contributo social a destacar.

Nós aqui temos prémio para cozinha pública.
Nós aqui, temos isto.

Fonte: DN

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COZINHA PARTILHADA PARA #EMPREENDEDORES

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Nós aqui, apoiamos o #empreendedorismo e, por isso, gostámos muito de saber que a Cozinha Partilhada de Alfazina é um projeto inovador e é daqui, da margem sul. A Cozinha Partilhada é a mais recente aposta da Câmara Municipal de Almada no apoio ao empreendedorismo.

Esta iniciativa é dirigida exclusivamente a empresas que trabalhem no sector alimentar, e possibilita que micro e pequenas empresas usufruam de:

– cozinha totalmente equipada;
– zona de embalamento e distribuição;
– áreas de armazenamento;
– instalações sanitárias e vestiários.

A renda mensal é de 125€ e já inclui as despesas de água, eletricidade e manutenção de equipamentos.

A Cozinha Partilhada conta com a participação das Agências de Desenvolvimento Local ArribaTejo e NovAlmadaVelha e do Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar que, entre outros apoios, assegura um sistema de Higiene e Segurança Alimentar que auxilia cada uma das empresas na adoção de medidas para a garantir a inocuidade dos géneros alimentícios.
O projeto é uma mais-valia para as empresas que queiram testar e/ou implementar novos produtos, ou ainda alargar a sua escala de produção, sem que para tal necessitem de fazer um grande investimento. Se o seu projeto, sonho ou ideia necessita de um apoio destes para nascer e/ou crescer, não deixe escapar esta oportunidade.

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Local
Rua Alfazina de Cima, n.º 9 A
2825-185 Monte de Caparica

Candidaturas
NovAlmadaVelha – Agência de Desenvolvimento Local
Rua da Judiaria, n.º 14
2800-125 Almada
Tel.: 212 736 380

Mais informações
Joana Mendes
Tel.: 212 724 559
jjmendes@cm.m-almada.pt
www.m-almada.pt

Nós aqui, temos Cozinha Partilhada.
Nós aqui, temos isto.

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ENTREVISTA COM #ANA GARCEZ

#SIGLA 1

com ANA GARCEZ

Ana Garcez, Professora de Educação Musical, Música, Terapeuta em Medicina Celular e Musicoterapeuta em pacientes da Unidade de Dor com patologias de dor crónica oncológica e não oncológica e, em fase paliativa.

É ainda coordenadora do Polo Artístico do Colégio Arte Mágica e nessa qualidade que falamos com ela.

O Lisbon South Bay blog foi ao seu encontro, no Colégio Arte Mágica, na Verdizela, onde também dá aulas e com ela tocámos neste blog.

Vamos então ouvir… isto!

Fotografia: Joel Reis
O Lisbon South Bay Blog agradece ao Colégio Arte Mágica:

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Rui Tomás, um Empreededorismo de sucesso

NÓS AQUI, FALÁMOS COM O #EMPREENDEDOR RUI TOMÁS.

#SIGLA 1

Nós aqui falámos com o #empreendedor Rui Tomás, fundador e CEO da EKG Science Medical em 2009.

Uma empresa que se dedica à importação, comercialização e assistência técnica de produtos e equipamentos médico-hospitalares de Diagnóstico e Terapia, na área da Cardiologia.

Conta com uma equipa jovem, dinâmica e altamente qualificada, pronta a responder aos desafios e necessidades de clientes e parceiros.

A aposta na qualidade do serviço que presta materializa-se na garantia de assistência técnica pós-venda de todos os produtos e equipamentos por eles comercializados. Para isso dispõe de um departamento técnico altamente qualificado e equipado, que garante a rapidez e a qualidade do serviço.

O Lisbon South Bay blog foi ao seu encontro, na sua empresa no Funchalinho, onde com ele falámos neste blog.

Vamos então falar sobre… isto!

Nós aqui temos empreendedor .

Nós aqui temos isto.

empreededorismo

SER #EMPREENDEDOR É PRECISO.

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Raramente as ideias surgem de repente da cabeça de uma só pessoa. Elas são resultado de várias conexões e levam algum tempo para ficarem prontas. O lado bom é que o ambiente em que vivemos nunca foi tão fértil para isso.

Steven Johnson

Ser ou não ser empreendedor eis a questão.

Sempre admirei as pessoas empreendedoras, que vão à luta, que fazem acontecer coisas. E sempre achei ser uma delas, mas até um certo limite.

Quero com isto dizer que sempre me empenhei nos projetos dos quais fiz parte. O brio profissional e o sentimento de não falhar felizmente sempre me acompanharam e vão continuar a acompanhar. Está no DNA. Mas pensar num negócio próprio, arriscar em criar algo inovador, estava distante. Sempre foi uma coisa que eu achava que era para os outros.

Confesso que sempre tive alguma inveja desses outros, de quem arriscava, deixava tudo, saía da zona de conforto e se atravessasse no desconhecido. Mas, isso era para os outros. Não era para mim.

Por isso também fui ficando na inércia e no marasmo de me deixar ir nas coisas que me aconteciam. Se estava feliz, sim, eu achava que sim e portanto não sofria com isso.

Mas, um dia essa comodidade de quem não tem de se preocupar com isso deixou de acontecer e “apareceu-me à minha porta”. E, foi “mal educada”, porque não se vai a “casa de ninguém sem avisar”! Parou tudo! Tinha acabado de saber que tinha de procurar emprego por necessidade e não porque queria mudar (não que esta situação não fosse verdade, mas a inércia e a ilusão de conforto, aguardava que essa oportunidade viesse ter comigo e, essa sim, eu até não ficaria ofendida se fosse “mal educada” e, entrasse sem avisar!).

Pois é, a perspetiva muda. E nós também temos de mudar. Somos obrigados e forçados a isso. Se essa mudança é rápida? Leva o tempo que é preciso. É um processo. Um processo que atravessou várias fases e que se foi desenhando paulatinamente até ganhar uma forma consistente.

E é aí, que um culminar de situações e acontecimentos nos obrigam a pensar de forma diferente e a arriscar. A Catarina e o Joel são “o lado que eu admirava” e foram inspiradores quando nos juntámos. O universo tem destas dádivas e estou-lhe grata. Grata por as coisas não nos caírem de mão beijada, mas as circunstâncias colocarem-nos à prova e quando essa é superada voltam a dar-nos “borboletas na barriga”, a escarrapachar um sorriso de orelha a orelha, daqueles em que não conseguimos desfazer, que parece que o músculo ficou preso e na nossa cabeça só ecoa Yes, Yes, Yeeeeeeeeees.

empreededorismo

Foi assim que o Lisbon South Bay blog surgiu nas nossas vidas e é assim que o temos recebido. Somos gratos por isso.

Nós aqui empreendemos n’isto.
Nós aqui temos isto.