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MIGUEL OLIVEIRA COM MELHOR RESULTADO DE SEMPRE E NÓS AQUI COM O PIOR!

parabenizamos ISTO desporto 1

Palavras para quê? É um artista português. É um atleta almadense. Já  aquiaqui, aquiaqui e aqui falámos dos (grandes) feitos do Miguel Oliveira e este fim-de-semana ele deu-nos mais um motivo. Obsessão? É lá agora isso. O miúdo fez o melhor resultado de sempre em Moto2. Há que enaltecer o feito. Ora e se estão a pensar que sou uma maluquinha das motos, não, não sou. Com muita pena minha, mas não. Não foi por falta de tentativa, mas o jeito, ou neste caso, a falta dele, e o medo apoderaram-se de mim.

Quando era pequena o meu pai tinha mota e lembro-me de andar à pendura com ele amarrada a ele com aqueles elásticos que apertavam as bagagens que iam sobre o carro, onde cheguei a dormir grandes sestas! Verdade. Dessa miúda destemida, à paixão e exigência em ter a carta de mota foi um passo conquistado. Consegui que o meu pai me oferecesse a carta de mota, mas ao assistir ao exame, deve ter sido a primeira vez que desejou que eu chumbasse a alguma coisa. Ainda hoje se escangalha a rir quando relata esse momento. Mas pai é pai e eu perdoo. Não chumbei, mas ainda em fase de azelhice, da qual na verdade nunca saí, caí de moto e esta ficou-me em cima da perna. Nunca mais consegui andar descontraída de mota. Nem à pendura, nem no guiador. E se eu queria. Ah, se queria. Por isso dou por mim a entusiasmar-me com estes sucessos.

MiguelOliveiraKTM

Miguel Oliveira, o herói.

O Miguel Oliveira já é um herói. Terminou o Grande Prémio do Catar na quarta posição a 3.584 segundos do vencedor, o italiano Franco Morbidelli. 3.584 segundos não é particamente nada e só aqueles senhores minuciosos com os segundos e neonésimos de segundos é que se preocupam com essas coisas, pois uma diferença dessas é de ficar também com o primeiro lugar. Ou não é?

Bom, fica para história  o melhor resultado de sempre do português em Moto2 e a esperança deste ser superado esta época. Embora lá, mostra que a margem sul é terra de desportistas e isso também já contamos aqui. A mim, restam-me as corridas, a pé. São mais seguras. Pelo menos para mim.

Nós aqui temos melhor resultados de sempre em Moto2.

Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: andardemoto.pt

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