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NÓS AQUI, “DESLOCAMOS” ISTO.

apoiamos isto

Quatro obras da exposição “Coming Out” foram furtadas no Chiado e apareceram este fim de semana na margem sul. Não é roubo, é um deslocamento, diz o “Robin”.

Foi com um sorriso maroto nos lábios que encarámos esta notícia deste fim de semana. Ver as “gordas de um jornal” com “Roubo” e “Margem Sul”, já fazia adivinhar aquelas histórias que dão como verdades “La Palice”! Mas, à medida que vamos lendo o artigo, somos surpreendidos com uma boa e surpreendente notícia.

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Sempre fomos fãs do Robin dos Bosques e creio ter visto quase todas as homenagens que a sétima arte lhe fez (já para não falar que vi para mais de uma dezena de vezes o filme com Kevin Costner, Mary Elizabeth Mastrantonio e o “grande” Morgan Freeman – de quem sou completamente fã – com a banda sonora do Bryan Adams – que “decorava” os meus cadernos na secundária!). Mas, a história do “Robin das Artes” dignifica o seu propósito.

Em dois meses, desapareceram 14 dos 31 quadros da exposição “Coming Out”, que o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) colocou pela Baixa de Lisboa. O “Retrato do Conde de Farrobo”, o “São Damião”, o “Retrato do Senhor de Noirmont” e “Conversação” estão entre as réplicas furtadas, mas continuam poder ser vistas por todos. Só que agora é preciso ir para o lado sul para apreciá-las. “Não é um roubo, é um deslocamento”, diz ao Observador um dos autores do desvio.

O objetivo do “furto” era colocá-lo perto de casa, num bairro entre o Laranjeiro (Almada) e Miratejo (Seixal): – Gostámos muito da atividade do museu e achámos que devia ser alargado a outros sítios.

Um dos “autores da proeza” disse que até lhe ofereceram dinheiro por uma das obras, mas não cedeu: A ideia sempre foi partilhar. Não é um roubo, é um deslocamento, defende este “Robin das Artes”. Os moradores acharam a ideia tão boa que os dois autores já imaginam fazer “uma espécie de galeria para a comunidade.” Não pretendem “deslocar” mais obras, pois já passaram a ideia.

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Tendo em conta o objetivo e que António Filipe Pimentel Diretor do MNAA não ficou aborrecido com a ideia, pois até achou-a divertida, nós aqui gostámos muito de saber da novidade e que: Ninguém tentou levar nem vandalizar, está intacto.

Um dos “autores da proeza” disse que até lhe ofereceram dinheiro por uma das obras, mas não cedeu: “A ideia sempre foi partilhar. Não é um roubo, é um deslocamento”, defende este ‘Robin das Artes’.

Os moradores acharam a ideia tão boa que os dois autores já imaginam fazer “uma espécie de galeria para a comunidade.” Nós aqui, apoiamos isso.

Nós aqui temos o “Robin da Artes”.
Nós aqui temos isto.

Fonte e créditos: O Observador.

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