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NÓS AQUI, FAZEMOS TERAPIA(S). EPISÓDIO 2.

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10 da manhã e o meu telefone tocou:
– Bom dia!
– Do outro lado mais uma das vozes femininas que ouço diariamente. Era a Marlene.
– O que fazes sábado ao meio-dia?
– Nada!
– Então não marques nada, tens uma sessão de numerologia.
– O QUE É ISSO? Pergunto eu deste lado da linha…
– Vais gostar, acabei de sair de uma sessão de Reiki com a Rita e segundo ela a numerologia é a “cena” indicada para ti.

E a chamada desligou-se.

A minha cabeça começou a mil…. mas confesso que não fui investigar o que era, isto para que as minhas expectativas fossem nulas quanto a esta sessão que tão carinhosamente foi agendada na Om You.

E lá fui eu, sábado, apressada, o meu estado normal, para uma sessão de numerologia.

Toquei à campanha, abriram-me a porta, apresentei-me e entrei. A descrição do espaço a Marlene já o fez no episódio 1, não me vou repetir, mas assino por baixo. (releia o episódio 1 aqui).

Entrei numa sala, descalça, e sem saber a razão deixei o meu relógio em cima de uma cómoda mesmo à entrada. Não sei porque, sentia aquele peso ali no pulso…

Entrei calada eis que não quando o Alberto, sim, o rosto simpático que me recebeu, faz-me uma pequena introdução ao que eu ia e começa a debitar informação sobre a minha pessoa… é importante referir que ele apenas sabia a minha data de nascimento e o meu nome completo. Nunca me tinha visto na vida.

Racional, Pragmática, Céptica, Visionária, começa a descrever-me ao pormenor… e quando digo em pormenor não estou a exagerar, desde a forma como lido com a minha família, com os meus amigos, profissionalmente, a forma como gosto que os outros me vejam e o que deixo transparecer para os outros… mil e uma palavras soltas sobre como sou… quase assustador mas ao mesmo tempo muito curioso, porque tudo batia certo.

A certa altura e com base nos números, referiu-me momentos que foram marcantes nas 3 das 4 fases da minha vida.  Claro que acabamos sempre por relaciona-las com algo que nos aconteceu, mas a verdade é que aconteceram mesmo, e nós sabemos quais foram, tenham sido bons ou maus momentos. Não deixaram de ser momentos marcantes que iremos para sempre ter guardados naquela caixinha que abrimos apenas de vez em quando, ou quanto nos relembram…

Confesso que me surpreendeu quando me disse: “a tua vida deu uma volta muito grande nem há 1 ano” e a verdade é que deu mesmo, mas ele não sabia, ele e todos aqueles que me rodeavam… já tinha passado quase 1 ano, mas ninguém se lembrava. “Não sei o que estás a preparar, mas vem aí algo muito em grande para ti” “vens de um número duplo, mas tens aqui um ainda mais forte”.  Como é óbvio adoramos ouvir todas as coisas boas que nos contam, mas de facto este último ano passou a correr com alguns altos e baixos e baixos, onde ele, que não me conhecia, quase que os descreveu…

Passaram quase 2 horas, não desvendei nada da minha vida, aliás quase que nem abri a boca. No fim, ele diz-me que eu carrego energias no mar (ele não sabe que sou mergulhadora, ainda não éramos “amigos” no facebook) e eu digo-lhe “olha já que falas nisso tenho uma história recente muito gira passada no mar” diz ele imediatamente ”com os peixes é diferente…” foi aí que fiquei completamente desarmada. Tinha tido há muito pouco tempo uma situação curiosa com um peixe na minha última viagem de mergulho, mas ele não sabia, aliás ele não sabia NADA da minha vida.

Se ainda houvesse algumas dúvidas, caíram todas por terra.
É verdade que estávamos ambos na mesma bolha, mas como é que é possível?
Saí dali sem palavras, sai dali a achar que o Alberto tinha vivido a vida inteira no meu umbigo e eu nunca tinha dado por isso… é estranho, é, mas é verdade.
Hoje olho para trás com a nítida noção que nada nos acontece por acaso. Ainda bem que atendi aquela chamada às 10 da manhã, não é que a minha vida tenha mudado, não, ele não nos diz os número do euromilhões, mas a forma como ele me descreveu foi tão real que levou-me a olhar para as coisas e para as mais diversas situações de uma outra forma. Valeu cada minuto.

Sorri, agarrei no meu relógio e saí.
Ficou um abraço por dar, mas ele já me tinha “tocado” nos sentimentos q.b.

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Nós aqui gostámos muito.
Nós aqui fazemos terapia(s).
Nós aqui temos isto.

Catarina Laborinho

Contactos: 
gabineteomyou@gmail.com
933393738 – Alberto Azevedo
963417455 – Rita Deus

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