Bem-vindos ao Lisbon South Bay blog 

Nós aqui, mostramos isto.

Podia ter sido só mais uma conversa de café entre duas amigas, mas tornou-se mais, foi muito mais que isso.

A experiência profissional da Catarina é na área de design e a minha (Marlene) na comunicação e no marketing. No verão de 2015 os nossos caminhos ficaram mais próximos e conversa puxa conversa acabámos por descobrir que havia muito mais que nos unia do que nos separava. Somos praticamente vizinhas, mas vivemos em concelhos diferentes – uma na Aroeira (Almada) e a outra na Verdizela (Seixal). É aqui que usufruimos da ambicionada “qualidade de vida”, proporcionada pelos recursos disponíveis da região (ah, e pelo nosso otimismo, claro!).

Um projeto aqui, uma conversa ali, uma opinião, um parecer fez com que achassemos que podíamos fazer alguma coisa juntas. Uma desafiou a outra a pensar nisso e rumámos às merecidas férias em família.

E, de repente, a notícia da nova designação Lisbon South Bay criada por três concelhos da margem sul deu forma à ideia:

– E se fizéssemos um blog para conhecermos e dar a conhecer as “maravilhas” da “margem sul”? Um blog que consiga ir mudando a percepção dos comentários redutores e, por vezes, preconceituosos sobre a região? Mostrar que são infundados e permitir que mais pessoas tenham acesso ao que é verdadeiramente bom? – desafia uma.

– Eh pá, isso faz todo o sentido. – aceita prontamente a outra.

– Temos de pensar num nome.

– Lisbon South Bay blog. Queres mais simples e direto?

– Sim, mas imensa gente criticou isso!

– E depois? Há sempre alguém que critica tudo e mais alguma coisa. Nós gostamos, “puxa a zona” para o lugar que ela merece. Vamos fazer da Lisbon South Bay os Hamptons!

– Vamos.

Este diálogo e os que se seguiram davam um livro, mas vamos querer que os descubram diariamente e nos ajudem a encontrar e a revelar o melhor que aqui temos. Nós aqui, temos isto: agenda, cultura, gastronomia, turismo, desporto, lazer, serviços, conversas, atividades, indústria, comércio, lugares onde ficar, visitar. AQUI, na Lisbon South Bay.

Nós aqui queremos que vejam isto.
Nós aqui, temos isto.

Ph: Joel Reis

Texto: Marlene Gaspar

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Catarina Laborinho | Designer

Nasci em Lisboa mas desde muito cedo comecei a vir para este lado.
Em meados dos anos 80 os meus pais compraram um terreno numa zona que ninguém conhecia, perdida no meio do mato puro e duro, na Verdizela. Desde muito pequena tive acesso à liberdade daqueles tempos. Andar de bicicleta, esfolar os joelhos, “assaltar” as piscinas das casas dos meus amigos quando estes não estavam cá, entre outras coisas típicas de crianças.

A minha adolescência acabou por ser passada aqui. Lisboa era uma chatice. Os 3 meses de férias eram passados na Verdizela, bem como os 52 fins de semanas.Com 15 anos acabei por vi viver de vez para cá. Na altura nem existiam autocarros para me levarem à escola, entre pais e boleias era a forma que tinha para me deslocar.
Mesmo com algumas dificuldades logísticas tive uma adolescência muito feliz na Aldeia como eu lhe chamava.
Nunca mais saí daqui. 

Faculdade em Lisboa, trabalho em Lisboa, a vida foi sempre passada entre Lisboa e a Margem Sul. Adaptei-me desde muito cedo ao intitulado “caos da 25 de Abril” onde as viagens até Lisboa era sempre feitas da forma mais natural possível. Sempre que atravessava a ponte sentia uma sensação de liberdade, de férias, mesmo que no dia seguinte tivesse que me levantar às 7 para ir trabalhar. Ir para o campo, ouvir o mar de casa, sentir o sossego era algo impensável na metrópole.

Hoje, ainda deste lado, mas um bocadinho mais à frente de onde cresci, crio as minhas filhas e dou-lhes a liberdade que há muito acabou por se perder na grande cidade. Acordar com os passarinhos, e adormecer a ouvir o silêncio é um prazer a que poucos têm acesso, apenas os do lado de cá.

Marlene Gaspar | Marketing & Comunicação

A “margem sul” quando criança era sinónimo de praia, piscina, férias e boa vida e como diz o ditado “não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão” em adulta passou a ser tudo isso e ainda mais, como o local onde vivo.
Fiz colónias de férias na Verdizela desde os 7 anos (Colónia de Férias da Marconi); praia com os meus pais aos fins de semana e algumas temporadas na casa de férias de uns tios.

Sempre gostei de vir para “a outra banda” e passar a ponte era uma emoção, principalmente quando tirei a carta. Conseguir fazer o trajeto by myself foi um desejo tornado realidade. A partir de aí, conseguia ir para qualquer sítio. As recordações eram boas, mas “nunca me passou pelo penteado” que algum dia vivesse aqui. Era um bom sítio para ter uma segunda casa, mas para isso teria de ter a primeira. Quando conheci um belo rapaz (atualmente meu marido) que se apresentou como fundamentalista e acérrimo defensor da margem sul não me apercebi de imediato que era a sério e que com o tempo se ia aprofundando esta convicção! Comprámos a primeira casa na Marisol (já que vinha para a margem sul que fosse onde conhecia, por isso estávamos “limitados” à Marisol, Charneca e Verdizela) e daí não fui para mais longe.

Fui ficando aos fins de semana e daí a viver cá foi um passinho. O temível “drama da ponte” não foi fácil e no primeiro mês chegou a “roçar a depressão”, mas isso foi melhorando e passei a “gozar” o momento do percurso e a aproveitá-lo (à exceção dos dias de chuva e/ou acidente que enfurecem qualquer um).
Os meses, os anos foram passando e vou descobrindo cantos e recantos que me apaixonam e que já não me fazem sentir uma outsider. Fui querendo ficar e quero ficar. Morar ao pé da praia, no campo, com tudo do bom e do melhor, perto da melhor cidade do mundo – Lisboa – é um sonho. E eu consegui.