Futebol

OPINIÃO SUSPEITA SOBRE CENAS DE FUTEBOL.

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Quem sou eu para falar de futebol e o que é que eu percebo disso? Respondendo à primeira parte da pergunta:

– Sou apenas uma pessoa que gosta de futebol, torce e vibra pelas vitórias de Portugal e pelas do Glorioso.

Respondendo à segunda parte da pergunta:

– Pouco, muito pouco. Roça ali o quase nada.

Feitas as apresentações sobre a minha legitimidade sobre o tema e depois de um fim de semana aceso no campo de futebol, apetece-me falar disso. Podia-me dar para pior. Aqui há uns tempos estava na Hamburgueria Alfaiate a almoçar, aqui na margem sul, e estava também esse grande senhor do futebol português – o Marco Silva. Discreto, boa figura achei logo que aqui, temos “boa vizinhança”.

Não sei se ele é daqui, mas como o encontrei cá, permitam-me que dê a minha opinião sobre ele. Só “conheci” o Marco quando esteve no Sporting. A minha relação com o Sporting é o que dizem que “não pode acontecer”! Isto é, sempre fui Benfiquista e nutria simpatia pelo Sporting. Era uma espécie de “clube grande – o Benfica e o clube pequeno – o Sporting”. Não estejam já de mãos na cabeça que ou se é de um ou se e do outro, porque há coisas estranhas, e esta pode ser uma delas. Viva a diferença de opinião!

Continuando, o Sporting era um clube de elite e andei lá na natação. Falo no passado, porque para mim o Sporting deixou de ser um clube de elite e já não ando lá na natação. Passou do 8 para o 80, ou 88! (piada seca, desculpem). Do “sangue azul” para o arruaceiro. E de uma época para a outra toda esta simpatia se transformou em profundo desprezo. E este começou na forma como a direção lidou com a saída do Marco Silva. Eu não sei sequer se o Sporting tem alguma razão quanto ao processo que pôs ao Marco Silva, mas a forma como geriu, como falou, como apareceu a comentar esta situação denuncia uma culpa e, pior que tudo, uma atitude feia, muito feia. Atitude pela qual nos faz sentir vergonha alheia. Por seu lado o Marco Silva teve a atitude inversa. Atitude nobre e de savoir-faire. Não falo, não comento e deixo isso para ser resolvido por quem de direito e não em praça pública a lavar roupa suja. Pimba, vão buscar.

Um grande amigo, que por acaso é Sportinguista, disse-me algo há muitos anos que passei a seguir religiosamente, até porque já o constatei na pele:

– Nunca te metas com um estúpido. Ele faz-te descer ao nível dele e ganha-te sempre.

E o Marco Silva seguiu esta máxima. E fez muito bem. Não vale a pena jogar com as mesmas armas (leia-se vir enxovalhar o outro), quando não nos sabemos mover neste campo. E não me venham com a do “quem cala consente”, porque ele não fingiu que isto não estava a acontecer. Pura e simplesmente deixou o assunto ser tratado nas devidas instâncias. E, lá falou e deu a sua versão dos factos. Ele pode até ter alguma culpa em alguma das absurdas acusações que lhe são feitas, mas pela atitude, para mim nesta batalha, ele é o campeão. Se o outro lado tiver alguma razão, perdeu-a.

E, por isso fiquei muito orgulhosa, de o ver ganhar este fim de semana ao Liverpool. É tão bom ver um tuga a chegar, ver e vencer. A dar cartas e neste caso golos. Desejo-te sorte, Marco Silva, e obrigada pela chapada de luva branca. Classe. Muita classe.

Nós aqui, temos o tema de futebol.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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