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PAI, Ó PAI….O pai de hoje. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta manhã ouvi uma notícia na rádio que dava conta que agora os rapazes já não se aconselhavam com os pais como outrora. Quando precisam de fazer um nó de gravata recorrem ao Youtube, quando precisam de saber como se barbear na perfeição a fonte é a mesma, Google it e já está… mas será mesmo assim?

Sempre fui “filhinha do Papá” e com muito orgulho, nunca fui Princesa, porque realmente não tinha de ser, fui a segunda filha, que deveria ter sido rapaz. Sempre assumi esse papel na perfeição, de joelhos rasgados, sempre a jogar bola, a jogar ao berlinde e pendurada nas árvores e sempre a experimentar acrobacias arriscadas. O meu Pai sempre viveu num Universo de Mulheres, coitado! Não deve ter sido nada fácil…não ter a cumplicidade masculina dentro da própria casa.

A figura do Pai e os papéis desempenhados na dinâmica familiar têm vindo a alterar-se ao longo das últimas décadas, o Pai frio e distante que trabalha todo o dia para trazer o sustento para a Família, está cada vez mais distante. O Pai que não está presente na Educação dos filhos, que representa a figura de autoridade derradeira e última, parece já ter os dias contados.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Cada vez mais os pais estão presentes logo desde o Parto, cada vez mais existem pais que gozam a licença de parentalidade de forma partilhada, cada vez mais o Pai muda fraldas, acorda durante a noite,  dá banho e leva ao ballet.

Mas também é verdade que não é visto ainda por todos como perfeitamente natural, se o Pai fica em casa maioritariamente e é ele que leva os filhos à escola, ao médico, faz o jantar e dá banhos antes da mãe chegar a casa, é porque, com toda a certeza, algo “não é normal”. Se os papéis se inverterem ninguém questiona nem sequer ousa colocar em causa, mas assim…o Pai faz tudo…é esquisito, é esquisito. Já me cruzei com várias famílias que assumem esta dinâmica e digo-vos que estes comentários eram muito usuais, quer por parte dos profissionais de Saúde quer pelos profissionais de Educação.

Mas Pai, não hesite, em estar presente para o seu filho. Construa memórias com ele ou com ela, as brincadeiras com o Pai são inesquecíveis. Ouvir contar como foi, não é a mesma coisa que poder contar como se sentiu…

E Mãe…confie mais nele. Ele consegue, vai ver…deixe-o tentar. Sabemos que tradicionalmente não foram educados para tal, mas a verdade é que os Pais estão cheios de vontade de experimentar, vivenciar estas emoções fortes que advêm da proximidade com os filhos.

Se há coisa que eu gosto de observar é a forma como nos movemos, como andamos, como mexemos no cabelo, como cruzamos a perna, é um exercício fantástico esta observação. Aceitem, pois, o desafio de olhar para pais e filhos. Reparem como andam de forma tão idêntica, como põem as mãos nos bolsos exatamente da mesma forma, como movem os braços quando falam, incrível, não é?

Simplesmente porque o Pai é e será sempre o Modelo dos seus filhos! Se já não pedem ao Pai como fazer o nó de gravata, pedirão outras coisa com toda a certeza e está nas suas mãos, caro Pai , criar esta doce cumplicidade!

Cá em casa o Pai é muitas vezes tratado por “Puto” (o que ainda me soa mal), brincam com ele como se tivesse a mesma idade, e a filha tal como eu, em tempos com o meu Pai, desafia–o constantemente para umas boas trocas de bola, já o filho desafia-o na sua cumplicidade, coisas de homens, que só mesmo eles conseguem entender.

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No próximo domingo, comemora-se mais um dia do Pai, aproveite-o para mostrar ao seu Pai o quanto ele é Especial!

E conte-nos a melhor recordação do seu Pai e que brincadeiras trouxe para os dias de hoje. Ficamos ansiosamente à espera das suas partilhas.

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
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Herdade da Aroeira
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