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@PITADA DO PAI COM UM TOQUE DA MÃE…E DAS SUAS RICAS FILHAS. Por Marlene Gaspar

 

degustamos

Há cerca de 2 semanas tive a sorte de estar na apresentação do bacalhau desfiado Pescanova onde degustei uma saborosa brandada de bacalhau confeccionada pelos chefes Luís Mesquita e pelo giraço Lourenço Ortigão.

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Da esq para a dta: Carla Martins, Lourenço Ortigão, Marlene Gaspar (eu) e Carolina Vaz

Apesar de não me passar pelo penteado o que seria um brandada de bacalhau, estavam reunidas todas as condições para me deliciar naquela pequena maravilha e não me fiz de rogada. Graças a Deus, porque estava divinal.

A acrescentar a este cenário por si só, já muito agradável, tive a companhia ao almoço o Rui Mendes d’ a pitada do pai e a nutricionista Maria Gama do @poete.na.linha. Apesar deles jogarem na Liga dos Campeões e eu estar na liga dos últimos em dotes culinários conseguimos partilhar ideias, eu arrebatar maravilhosos conselhos e, também, lamentar-me por alguma vá, falta de espetacularidade na parte de confecção gastronómica.

Calma, não é assim, uma coisa dantesca. Dá para conhecer 2 ou 3 receitas e que são uma aposta segura, mas mais do que isso é pedir aquilo que não se pode dar. Ou que pelo menos, eu não dou para (muito) mais.

Na onda dos desabafos, deixei sair sem qualquer pudor que esta falta de habilidade era comentada pelas minhas princesas cá de casa num comparativo com os cozinhados da avó, leia-se a minha mãe, onde eu, fico sempre a perder:

– A comida da avó é melhor que a tua. – oiço com alguma frequência.

Nada que me agrade particularmente, mas se é para perder, que seja com a minha mãe. Com isso, eu vivo bem. Mais uma que compete na Liga dos Campeões.

Já o Rui Marques (a pitada do pai), tem um bocadinho mais de fé em mim (relativamente aos meus futuros dotes culinários) e com as dicas certas, acha que poderei, junto com as minhas princesas ensinar algumas coisas, a essa mestre de culinária que é a senhora minha mãe. O Rui teve a simpatia de fazer chegar à minha pessoa, logo à margem sul, o seu espetacular livro de receitas d’a pitada do pai, com a inspiradora dedicatória que que eu e as minhas filhas vamos dar uma “abada” à minha mãe, e sermos nós a ensinar-lhes alguns truques/pratos/receitas. Apesar de saber que, neste caso, as alunas nunca superarão a mestre (pelo menos da parte que me toca), o desafio foi aceite.

Estou muito grata ao Rui, pelo cuidado e também pela fé, fiquei com uma tremenda pressão de não o deixar ficar mal, de mostrar que há uma luz ao fundo do túnel e que eu poderei surpreender. Good job, Rui. Em semana de atribuição de estrelas do Guia Michelin, o céu é o limite e eu conseguir fazer 4, 5, 6 ou 7 receitas, vá, servi-las à família e conseguir a aprovação da minha mãe, tenho para mim, que é um feito do caraças e digno de registo. Até porque quando eu aprendo um prato, um doce ou uma entrada, acreditem que é como andar de bicicleta, nunca se esquece. Não me falte o equilíbrio que eu vou saciar tudo é que é estômago cá em casa.

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Depois da surpresa e do impacto do livro comecei a folhear e a sentir mesmo vontade de experimentar uma série de receitas. (devo estar doente!) Não vou negar que por vezes, surge uma vontade de chamar um Glovo, mas o sacana do livro está mesmo bem feito. Parece que é simples e dá vontade de pôr mãos à obra, ou neste caso, mãos na cozinha.

Já as miúdas não tiveram qualquer hesitação e mandaram-se de cabeça para algumas receitas (o capítulo do aniversário e do Natal que se aproxima arrancou alguns sorrisos e pedidos entusiásticos). A juntar a esta boa nova, as receitas do pai Rui são saudáveis e, sugere alimentos que à partida não são a primeira escolha da criançada, mas se o seu filho Lourenço está rendido, parece-me uma forma muito divertida e saborosa de melhorar a alimentação cá em casa.

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Vontade e traje a rigor não faltam.

Dito isto, resta-me agradecer ao Rui, mais uma vez. Vou provar que valeu a pena, arregaçar as mangas e escolher a primeira receita. As minhas mini chefes, estão preparadíssimas, resta-me acompanhá-las.

Nós aqui (já) temos o livro d’a pitada do pai.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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