POKEMON GO

POKÉMON GO… WHAT?

Helena

POKEMON GO

Afinal que febre é esta? Em todo o lado ouvimos falar, televisões, redes sociais, os miúdos entre si já trocam estratégias para serem bem sucedidos nesta caça ao Pokemon.

Os Pokémons estão de novo na boca do mundo, devido a uma aplicação com o nome “Pokémon Go” (Android e iOS). Milhões de utilizadores andam a capturar (virtualmente) estas criaturas de poderes tão diferentes. Este jogo, ao contrário de muitos outros, não é para ficar agarrado ao gadget (smartphone ou tablet) no sofá, para o jogarmos temos de caminhar pela rua fora.

Os defensores do jogo dizem que esta é uma forma de combater o sedentarismo infantil e a obesidade infantil. Como sabemos, são cada vez mais os miúdos que se recusam a sair de casa e a andar a pé. Pois, este pode ser um bom motivo para os pôr a andar, ora a pé ou de bicicleta para poderem abrir uns ovos.

Por outro lado poderá promover a curiosidade pela descoberta de locais geográficos reais, entrando no jogo com o seu filho podem planear as rotas em conjunta e descobrir novos locais de interesse.

POKEMON GO

POKEMON GO

Posso até concordar, cada vez se torna mais difícil trazer os miúdos para a rua e a batalha é demasiado desigual com os equipamentos eletrônicos existentes, mas ainda no outro dia vos falei de um outro jogo possível de realizar em Familia, o Geocaching. Aqui utilizamos também as coordenadas geográficas com o auxílio de um equipamento eletrônico, no entanto procuramos um objeto real, visível e palpável e é-nos solicitado que tenhamos atenção a tudo aquilo que nos envolve. Quando a “cache” é encontrada teremos de deixar assinalada e podemos até trocar tesouros.

Faço frequentemente, e a maioria das vezes com objetivos terapêuticos, a caça ao tesouro na Natureza. A conexão com a Natureza é vital no desenvolvimento infantil, é algo que se tem vindo a perder mas que é urgente voltar a conectar.

Definimos previamente quais os tesouros que iremos caçar, sejam eles pássaros, flores, formas geométricas, objetos começados pela letra A. A diferença aqui será que procuramos objetos reais e que durante a procura nos é permitido ir apreciando tudo aquilo que nos rodeia.

Não estou com isto a dizer que o Pokemon Go, é mau, talvez até seja bom, pelo menos obriga os miúdos a saírem de casa. Acho que a dinâmica é muito idêntica à minha caça ao Tesouro, só que, em versão preguiçosa, alguém manda e nós lá vamos apanhar coisas que nem conseguimos ver….

Não me posso esquecer da cara de susto da recepcionista da clínica onde habitualmente trabalho, quando descreveu a forma como os pais de uma criança pequena tinham entrado desenfreadamente na clínica e caçado dois Pokemon, mesmo ali, um em cima da sua secretária e outro junto à casa de banho. E ela, num misto de assustada e incrédula perguntava:

– Será que ainda estão aqui? Acho que estava mesmo aqui ao pé do frasco das bolachas… E o outro será que ainda está ao pé da casa de banho?

Será no mínimo bizarro, não?

Bom depois de tudo isto e como  gosto muito de desafios, deixo-vos mais um:

Nestas férias, esqueça-se dos carregadores dos equipamentos eletrônicos, não ligue a tv, vá para sítios sem rede (ainda existem). Faça este desafio durante 3 dias. Apreciem-se uns aos outros, conversem, reconectem-se com a Natureza, apreciem as estrelas,ouçam os cantos dos pássaros.

Por cá chegamos ao fim do terceiro dia, os miúdos jogam às damas sempre que podem, conversam e fazem perguntas, apreciam as ovelhas e vacas pelas quais passamos. E que bom que é, o tempo não ter tempo. Podemos apreciar a cada minuto o quanto cresceram e como na corrida do dia a dia não conseguimos fazê-lo.

Atrevam-se,  são só 3 dias, será que conseguem?

Helena Gonçalves Rocha

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helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
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Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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Fotografias: D.R.

 

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