Pt25abril

UM DIA A PONTE 25 DE ABRIL VAI ABAIXO? Por Marlene Gaspar

andamos nisto

Muito se tem falado desta questão e independentemente do meio de transporte que se escolhe para passar a ponte – o carro, o autocarro, a mota ou o comboio é assustador quando nos questionamos se aquele tabuleiro mágico dá de si e se arranja ali uma brincadeira com um desfecho dantesco.

Às vezes, quando passo e tenho de parar no tabuleiro, e aquilo estremece um bocadinho começo a pensar nestas coisas, mas a maioria das vezes desfruto da passagem que para mim é sempre uma travessia mágica (bom, não exageremos, que quando há um acidente e demoro mais tempo que o normal, a magia desvanece e dá lugar ao desabafo menos elegante, mas que felizmente fica entre 4 portas e num habitáculo reduzido).

Por isso, ao saber que a Ponte 25 de Abril tem risco do que se pode chamar de pequenos colapsos, mas não de um colapso geral, fiquei muito mais descansada. Not! Estou mesmo a ser irónica. O relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), explicado esta quarta-feira no Parlamento, garante que a estrutura não está em risco de ruir, mas precisa de obras num curto prazo ou então de reduzir urgentemente o tráfego ferroviário, para que a situação não piore.

Oi? O que é que isto quer dizer? Ao que parece de uma maneira ou de outra vai ter de ser feito alguma coisa. Um colapso para mim, é uma cena grave. Ou estão-me a dizer que não é um colapso, mas um colpasito? Definam colapso para acalmar aqui esta senhora que com a idade começa a ficar hipocondríaca com estas coisas. E então o relatório usa e abusa da palavra colapso. O que não sei se é boa idea.

Pois se pensam que me acalmam com: “na Ponte 25 de Abril já se verificou o colapso nas zonas que têm as fissuras. Pontualmente, nas zonas onde tem fissuras, já entrou em colapso. Aquilo que é referenciado neste relatório é que, além da situação pontual, pode ocorrer o colapso de algum elemento estrutural: um conjunto de pontos, uma chapa de aço que está colocada em cima de uma viga. É esse o colapso que está referenciado naquele parágrafo, onde é utilizada esta palavra”, explicam.

Diz que vão ter ser tomadas medidas e eu o que peço é que se faça tudo o que é necessário, vá não adiem a cena. O LNEC adianta que a passagem diária de comboios tem representado um esforço. Caso as obras não se iniciem num “curto prazo”, terão de ser adotadas “medidas de mitigação, como a redução do tráfego ferroviário”. Então vá, adoptem medidas já, que nós aqui, não queremos nenhum desgosto.

Nós aqui temos a Ponte 25 de abril.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: Diário da Região

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *