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Maratona

CORRER, AMAR E ORAR.

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É com algum esforço que escrevo, como dá para perceber pelo adiantar da hora, mas alguém tem de o fazer! É que a participação na maratona (não interessa se foi mini ou meia, o importante foi participar) deixou-me de rastos!

Minimaratonaponte

Ajuntamento

CORRER

Não sei se recordam o ano passado quando escrevi aqui ainda sonhei em participar na meia maratona, mas tendo em conta a falta de ida aos treinos, uma tosse alérgica que parece que sou uma fumadora compulsiva, a falta de força de vontade e a falta de vontade de fazer força, ter chegado ao fim dos 7,200 quilómetros a correr sem parar posso-me me dar por muuuiiito satisfeita. Derreada, mas feliz.

Sem grandes expectativas, ser participante de segunda viagem, neste caso deixou-me sem pressão. Quando deixar de conseguir correr, passo a andar, pensei. Felizmente não foi preciso. Como contei aqui, o meu companheiro de viagem foi o meu pai, e nada melhor do que passar o dia dele a partilharmos um gosto comum. Temos a coisa bem oleada e combinámos só encontrar-nos no fim. Sim, porque se há coisa que não compreendo é como é que se consegue correr em amena cavaqueira. Eu para correr, respirar, enganar a dor de burro, apreciar a paisagem, voltar a respirar e pensar na meta sabe Deus, quanto mais ir ali na converseta. Uma salva de palmas para os que conseguem, mas isso não é para mim.

AMAR

O meu ritmo é lento, muito lento, mas é aquele que eu controlo. Os 3 kms no tabuleiro da ponte foram de puro prazer. Controlada, focada, deu para apreciar aquele trajeto a pé. Tão bom.

ORAR

A partir daí foi sempre a descer e a descambar. O último quilómetro foi penoso. A falta de treino começou a manifestar-se, o calor a deitar abaixo e foi pedir a todos os santinhos para me aguentar sem parar. Eles ouviram.

Maratona

Não há dúvida que esta prova me dá imenso prazer. Poder atravessar a ponte 25 de abril a pé é libertador. Neste caso, o congestionamento do trânsito pedestre assusta, mas chegar ao outro lado pelos nossos próprios meios, é recompensador.

Resumindo e concluindo no pain, no gain. Fiquei com algumas dores que me vão acompanhar nos próximos dias, mas também me vão lembrando do prazer que foi conseguir vencer esta etapa. E nada melhor do que ser recebida pelo melhor pai do mundo à chegada e ir ter com o melhor pai do mundo de seguida.

MelhorPai

O melhor pai do mundo e o melhor pai do mundo.

Para terminar depois de um almocinho na praia, tive direito ao primeiro mergulho do ano no mar da Costa da Caparica. What a day.

Nós aqui temos corrida da ponte.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: “Voluntários à força” e Rui Tomás