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Helena Gonçalves Rocha

COMO O BRINCAR PREPARA O SEU FILHO PARA O SUCESSO por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Por todo o lado vamos sentindo a pressão de estarmos a preparar devidamente os nossos filhos. Quer seja ao nível académico, desportivo ou musical, a sociedade reclama que cada vez os “preparemos” mais cedo, mais precocemente. As aulas de inglês, as aulas de música e outras aulas de aprendizagens estruturadas são comuns e mesmo, expectáveis. Facilmente ouvimos: “quero dar-lhe a melhor preparação, o mais cedo possível”

Mas, preparação para quê?
As crianças precisam de tempo para desenvolverem o seu corpo, correrem livremente e se envolverem em situações de “brincadeira profunda” ( se é que este termo existe, mas com certeza que todos recordamos momentos em que nos esquecemos de tudo, de comer, de ir à casa de banho, de tão envolvidos que estávamos na brincadeira).

Recentes investigações revelam que existem maiores benefícios em deixar a criança ser criança, brincar e ter tempo livre sem orientação.

“O jogo e a brincadeira promovem e desenvolvem as habilidades cognitivas como a linguagem, a leitura, a matemática, assim como as competências sociais e a regulação emocional”

Muitas das atividades  que o seu filho desenvolve irão traduzir-se em competências  essenciais na sua vida mais tarde.

Aqui ficam alguns exemplos…

TABELA

 

Ter e manter um corpo saudável será outro dos benefícios do Brincar. A obesidade infantil e a inatividade infantil estão a atingir números assustadores. Esta semana fiquei escandalizada quando vi dois pequenos jogadores de matraquilhos a jogarem sentados numa cadeira…O jogo permite desenvolver corpos fortes com vigor e coordenação.  As competências de motricidade global e fina têm de ser desenvolvidas de modo a preparar o cérebro   para as aprendizagens intelectuais. Existe uma relação direta entre o movimento e as competências cognitivas específicas.

Helena Gonçalves Rocha

A falta de brincadeiras no exterior desconecta as crianças da sua relação natural com a Natureza, com os animais e com o seu cuidado com o planeta Terra. Quando lhes é dada a oportunidade de brincar lá fora, explorar livremente a natureza, acabam por estabelecer estas conexões e aprender através da experiência.

“Porque é que o brincar conduz ao sucesso académico? O brincar promove a auto-regulação. A auto-regulação é a capacidade de controlar o seu comportamento, emoções e pensamento. E isso é fundamental para a aprendizagem em todas as áreas.”

O trabalho das crianças é brincar durante estes primeiros anos.

Mais tarde haverá muito tempo para se dedicar às letras, aos números, privilegiando o Brincar nestes primeiros anos, estará sem dúvida alguma, a dar a melhor preparação para a vida.

Aproveite e brinque também com o seu filho, vai ver que vai gostar!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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Fotografias: D.R.

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto.

 

Brincar ao ar livre

BRINCAR AO AR LIVRE É PRECISO!

Helena

Vivemos num país com um clima fabuloso, no Verão chegamos a ter mais de 12 horas de luz solar e mesmo no Inverno o clima permite-nos estar na rua sem problemas de maior.

O Verão começou na segunda-feira e com ele toda a mudança de rotinas. Os miúdos já estão de férias e o brincar lá fora é inevitável. As brincadeiras estendem-se até mais tarde, conseguimos jantar ainda com a luz do dia e ir para a cama cedo começa a ser uma dificuldade. “Para a cama? Mas ainda é dia…”

A verdade é que, infelizmente, assistimos a um maior número de casos em que as crianças preferem não sair de casa. Porquê? Normalmente porque o pequeno ecrã, seja ele a TV, o tablet, o computador ou o telemóvel, lhes permitem ter acesso a todo um Mundo que só por si os satisfaz. Batalhas invencíveis, conversas com os amigos, jogos intermináveis, aplicações miraculosas, enfim, é verdade que é uma luta desigual. Mas também é verdade que não teremos de desistir de um em detrimento de outro. Como em tudo, o equilíbrio é a chave do sucesso.

A verdade também, é que cada vez mais, temos crianças com dificuldades psicomotoras graves, com baixa auto-estima, inseguras, impulsivas e com dificuldades ao nível das competências sociais.

Na minha prática clínica uma das recomendações habituais, ou chamemos-lhe antes, prescrições, pois é feita com objetivos terapêuticos, é a frequência trissemanal de um parque infantil. Com a devida exploração de cada um dos equipamentos, desde que lhes permita desenvolver as competências de equilíbrio, planeamento motor, força, destreza, coordenação bimanual, enfim, uma infinidade de objetivos que podemos desenvolver com uma simples ida ao parque.

E perguntam vocês, mas qual parque? E eu agradavelmente vos respondo que qualquer um pode satisfazer alguns dos objetivos previstos, mas há de certo, uns melhor do que outros.  E como falamos da Lisbon South Bay, irei tentar apresentar-vos alguns dos equipamentos de qualidade que por aqui podemos encontrar e desafio-vos também para que possam enviar fotos dos parques infantis da vossa eleição.

Comecemos pelo Parque Infantil da Marisol (freguesia da Charneca da Caparica, concelho de Almada) recentemente remodelado, fica bem no centro de uma zona residencial e de serviços, o que permite que os pais possam sempre estar por perto e atentos à atividade dos seus filhos.

O parque tem equipamentos para uma faixa etária alargada o que permite uma utilização diferenciada mediante a idade do utilizador. Os percursos de equilíbrio apresentam alguma dificuldade para os mais pequenos, mas são um desafio para os mais velhos.

Brincar ao ar livre

O baloiço é excelente, permite a utilização simultânea por vários utilizadores, promovendo a cooperação e a partilha entre eles. Tem também outra vantagem, permite que uma criança com mobilidade reduzida o possa utilizar sem problema, mesmo que não tenha a capacidade de se agarrar às cordas. Os baloiços são ótimos para desenvolver o equilíbrio, a força e o planeamento motor.

Brincar ao ar livre

Existe um equipamento super engraçado que vai fazer os encantos de muitos miúdos. Aqui eles podem comparar pesos e quantidades, familiarizarem-se com o sistema de roldanas, pôr e tirar, encher e esvaziar (brincadeira preferida em algumas etapas de desenvolvimento) e mais do que tudo, brincar ao faz de conta.

Brincar ao ar livre

Para além destes equipamentos mais diferenciados, podemos aproveitar a parede escalada, um escorrega invulgar, e as magníficas “monkey bars”, onde os miúdos se podem pendurar e desenvolver o planeamento motor, a força, e a coordenação bimanual.

Mais importante do que tudo isto, com uma simples ida ao parque infantil estamos a promover o desenvolvimento infantil, fazendo com que os miúdos aprendam brincando!

Deixo-vos mais uma vez o desafio: enviem-nos fotografias dos vossos parques preferidos na Lisbon South Bay, ou identifiquem-nos e dêem-nos a sua localização, para que possamos ir até lá e dar a conhecer o que melhor temos para as nossas crianças na  Lisbon South Bay.

Brincar ao ar livre

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
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Fotografias: D.R.

 

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NÓS AQUI, FOMOS PARA A RUA.

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A Helena Gonçalves Rocha que escreve semanalmente no nosso blog com ótimas sugestões para aproveitarmos com os nossos filhos, propôs passarmos o bom tempo ao ar livre com as nossas crianças, principalmente aqui na nossa Lisbon South Bay, que reúne inúmeras e privilegiadas condições para o fazermos.

Como somos bem mandadas, o dia foi passado a fazer isso mesmo, a desfrutar de um agradável dia de sol a fazer atividades com as crianças, aqui, na margem sul.

Para começar, fui fazer o meu “passo acelerado matinal”, falta praticamente uma semana para fazer a mini-maratona onde vou realizar o desejo de passar a ponte a correr (ou andar) e estou a começar a ficar “neeeeervosa”. Mas, deixemos esse tema para outra altura, para voltarmos às crianças.

A Victória foi convidada para uma festa de um coleguinha da escola perto da praia num espaço que proporcionava a realização de diversas atividades ao ar livre. Assim que chegámos o difícil foi escolher o que fazer. O “arborismo” foi a eleita e lá estava a Alice (que nos acompanhou nesta aventura) e eu a dar força à Victória que estava entre o pânico e a conquista de superar os desafios. E, lá foi conseguindo ultrapassar os seus medos e foi curioso exibir-se orgulhosamente aos amigos para o sua realização. Nessa, fase “falou de peito feito”, que é assim que nos devemos sentir depois de “provas superadas”.

Como a Alice não particiou nessas atividades, dali fizemos uma “paragem” no Jardim Urbano em Santo António da Caparica. O Parque Infantil é muito simpático e permite que as crianças brinquem livremente, que corram, saltem, escorreguem, falem alto até… A envolvência convida, até os mais velhos, a ficar. A proximidade com o mar também torna o espaço mais especial. Não é possível vê-lo, mas conseguimos ouvi-lo, senti-lo, e diria que o “cheiramos”. Isso traz tranquilidade, bem-estar e, como sabemos pelos últimos estudos, saúde! Talvez por isso não ficamos por ali. As princesas pediram para ir ver o mar e, estando ali tão pertinho, fomos “empurradas” para lá.

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Ao chegarmos ao paredão da Costa deparámos com imensas pessoas a circular ou não estivesse a acontecer o Caparica Surf Fest e eventos relacionados. A agitação fez-se sentir desde o parque de estacionamento. É uma agitação boa. As pessoas a sair e a chegar com um sorriso estampado no rosto de quem apenas quer aproveitar o “estar ali”. A surfar ou ver os surfistas, a passear ou a ser passeado (sim, os carrinhos de bebés são o principal veículo do paredão) e, observar ou a ser observado. As esplanadas cheias, o “ar saudável” que o sol nos traz, são tudo razões para tornar esta “moldura” da nossa “South Bay” ainda mais rica e bela.

Chegadas a casa, as princesas quiseram continuar a brincar… na rua.

Nós aqui, somos uns sortudos, nós aqui entrámos na onda. Ficar em casa num dia como estes é que não.

Nós aqui, temos bons momentos ao ar livre.
Nós aqui, temos isto.

 

correr

HÁ CORRER E CORRER.

corremos

Chamar “correr” ao que faço é provavelmente um desprestígio para quem o faz verdadeiramente (e não estou a referir-me apenas aos profissionais, não precisamos chegar a esse nível)! O mais indicado será dizer “os passitos acelerados que dou”, mas na falta de melhor expressão vamos chamar “correr”, sem ofensa para os que efetivamente o fazem.

A minha forma de ver o ato de correr é diferente do status quo e procuro satisfazer-me para além da prática do exercício físico! Ela acaba por acontecer, mas, não é o que me move.

Em primeiro lugar, tenho de partilhar que estou muito orgulhosa, pois este ano, “corri” todos os dias. À minha maneira, mas todos os dias (Ano Novo, Atitude Nova). E o que é isto de ser “ à minha maneira”?

Como para alguns, correr era bom, mas era para os outros. Seria impensável acordar, levantar-me mais cedo, pensar em sair de casa para correr. Não gostava de o fazer, saia-me os “bofes de fora”, a “dor de burro” aparecia enquanto o diabo esfrega um olho e fica-se toda desgrenhada! Mas, a necessidade aguça o engenho (mais uma vez, não se pode propriamente qualificar como “engenho”). Andei anos no ginásio, mas praticar máquinas e aquele enclausuramento não me satisfaziam. O ar livre tem efeitos terapêuticos no estado de espírito e comecei a fazer caminhadas. Daí a começar a “correr” foram uns passinhos, ou melhor vários passinhos. Alternar a caminhada com a corrida foi o princípio até conseguir fazer o percurso inteiro “a correr”. A velocidade deste ato é que “mancha o meu curriculum nesta matéria”, pois não sei quantificar, mas é lenta, muito lenta.

correr

Os comentários que oiço poderão tornar mais fácil de entender, uns mais simpáticos que outros, mas dá para perceber a ideia:

# Olha lá, isso não dá para ir mais rápido?!” (altamente motivador!)

# Devagar se vai ao longe (risos, sim, risos, quando eu estou a “correr” e não a andar!)

Facilmente se percebe que a competição a esse nível não interessa e fisicamente também não é por aqui que se ficará “boa como o milho”. Então porque é que “corro”? Porque é o meu momento de meditação. É o meu momento de libertação e de arrumar ideias. É o meu momento. É um momento que eu gosto de estar só. E este momento tem imenso impacto para um (bom) dia. E é por isso que tenho o privilégio de sair de casa e a envolvência da Lisbon South Bay proporcionar todas as condições para isto: a natureza, o percurso (ser plano), a “vizinhança”, o não haver trânsito. E é por isto que não vou correr com mais alguém, e é por tudo isto que o “correr” me traz bem-estar, sem impacto “visível” no corpinho.

Sabiam que a frase:

ANOTARAM A DATA DA MARATONA dita ao contrário se lê da mesma maneira?

Esta curiosidade expressa muito bem este contexto. Moral da história – há sempre diferentes perspectivas, interpretações e abordagens. E é importante estarmos (de) bem com a nossa.

Nós aqui temos condições para correr. Nós aqui temos isto.