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arrabida

NÓS AQUI TEMOS CANDIDATURA DA ARRÁBIDA A RESERVA DA BIOSFERA. 14 ABRIL.

APLAUDIMOS

Mais uma candidatura, mais uma volta. A Arrábida tem mil e uma boas razões a candidatar-se a património e a reserva da biosfera faz todo o sentido.

A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), em parceria com os municípios de Palmela, Sesimbra, Setúbal e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), promovem, no próximo dia 14, um encontro com o tema “Candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera”.

Local
Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal

Hora:
14h30 – sessão de abertura
15h10 – apresentação do programa “Homem e a Biosfera’ MAB – Reservas da Biosfera da UNESCO

Participações
Maria das Dores Meira – Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
Álvaro Amaro – Presidente da Câmara Municipal de Palmela
Augusto Pólvora – Presidente da Câmara Municipal Sesimbra
Rui Garcia – Presidente do Conselho Directivo da AMRS e da Câmara Municipal da Moita
Maria Jesus Fernandes – diretora do Departamento de Conservação da Natureza e das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo
Anabela Trindade – Presidente do Comité Nacional do programa “Man & Biosphere”
Elisabeth Silva, responsável pelo sector das Ciências da Comissão Nacional da UNESCO.
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O encontro pretende ser, segundo a AMRS, um espaço de reflexão, que envolva diversas entidades e personalidades ligadas à região e à Arrábida, procurando dessa forma a recolha de experiências e contributos para o enriquecimento do processo da Candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera, bem como dar a conhecer o Programa ‘Homem e a Biosfera’ MAB – Reservas da Biosfera da UNESCO.

Nós aqui estamos a torcer para vencermos esta candidatura.

Nós aqui temos a candidatura a reserva da bioesfera.
Nós aqui temos isto.

Fonte: Setúbal na Rede

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É DESTA QUE PLANTA UMA ÁRVORE? 23 JANEIRO.

apoiamos isto 1 1

Diz-se que nesta vida temos 3 coisas que devemos fazer:

1- ter um filho;
2- escrever um livro;
3- plantar uma árvore.

A ordem é arbitrária, mas se esta última ainda lhe falta ou já experimentou e quer voltar a fazê-lo, convidamo-lo a fazer parte da equipa que no próximo sábado vai plantar uma árvore.

A iniciativa “Vamos gerar um bosque de suporte à biodiversidade e à comunidade” pretende continuar a recuperar uma área ecologicamente degradada e ardida, que possa servir de salvaguarda às espécies autóctones da nossa floresta nativa e da comunidade.

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O objetivo é a geração de um bosque nativo que constitua um espaço de elevada qualidade paisagística e ambiental, de suporte à biodiversidade e serviços dos ecossistemas, de segurança alimentar, saúde pública e qualidade de vida, bem como de vitalidade económica ecológica, num compromisso de envolvimento que visa a gestão ambiental daquela área e cujas medidas de gestão a executar têm como objetivo promover a regeneração da floresta nativa e das espécies autóctones, potenciar a biodiversidade e reduzir o risco de incêndio, refere o convite da iniciativa. Ou seja, podemos e devemos contribuir para “uma Arrábida” (ainda) melhor.
E, como já dizia a minha avó “quem não é bom para comer, não é bom para trabalhar”, depois da tarefa realizada haverá um almoço partilhado entre voluntários e a comunidade local. Traga algo para dividir.

Data:
23 Janeiro | Sábado | 09:30 – 12:30

Local:
Biovilla | Parque Natural da Arrábida

Inscrições em:
http://plantarumaarvore.org/inscricao-iniciativas.aspx

Para cada ação estarão propositadamente afectos recursos humanos e materiais. Se se inscrever por favor não falte ou informe com a antecedência possível.

Contactos
96 385 33 83 | geral@plantarumaarvore.org

O projeto é promovido pela Biovilla – Cooperativa para o Desenvolvimento Sustentável, em parceria com Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, contando com o apoio da Associação Plantar Uma Árvore.

Nós aqui temos plantação de árvores.
Nós aqui temos isto.

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2 ESPÉCIES DE CARACÓIS NA SERRA DA ARRÁBIDA

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Como andamos a viver esta época natalícia em slow motion, esta notícia sobre o “rei da câmara lenta” chegou em boa altura – há 2 espécies de caracóis que são únicos da Serra da Arrábida. Apesar de não ser tempo deles, se há coisa que somos muito apreciadores é de caracóis. Há poucas coisas capazes de superar um final de tarde depois de um grande dia de praia com uns caracóis, uma bebida fresca e pão torrado com manteiga! Humm. Mas…voltemos à notícia!

Chama-se Candidula arrabidensis e é uma espécie nova de caracol, descoberta há cerca de um ano por um casal de cientistas britânicos residente em Portugal, Geraldine e David Holyoak. Mas, não é o único caracol exclusivo da Arrábida. Há também o Candidula setubalensis, que tinha sido descrito no século XIX por Louis Pfeiffer, um médico e naturalista alemão.

Estas duas espécies são caracóis pequenos e têm sido estudadas por biólogos no terreno. Gonçalo Calado é biólogo marinho e especialista em caracóis marinhos e o biólogo Francisco Moreira, ambos docentes da Universidade Lusófona, em Lisboa. Lideram a equipa que está a fazer os estudos de campo – um grupo formado por estudantes e professores da licenciatura de Biologia.

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Numa primeira fase do estudo, foi verificada a área de distribuição dos dois caracóis, por toda a zona do Parque Natural da Arrábida, desde Palmela até ao Cabo Espichel, em quadrículas de dois por dois quilómetros.

Confirmaram que a “nova” Candidula arrabidensis existe por toda a serra, mas tiveram uma surpresa: a Candidula setubalensis já não vive na zona onde foi descrita, o castelo. Gonçalo Calado afirmou: Por agora, sabemos que a área de distribuição de Candidula setubalensis se estende por uma fina faixa de 20 quilómetros — desde o Portinho da Arrábida até enseada da Baleeira, quase no cabo Espichel. A faixa é muito fina, às vezes com menos de 100 metros de largura, mas estamos a aferir tudo.

Pensa-se que o facto de haver espécies únicas da Serra da Arrábida se deva ao maciço calcário da região. Situada na península de Setúbal, a Serra da Arrábida tem características naturais únicas, o que justifica a sua conservação. Já nos anos 40 o poeta Sebastião da Gama lançou um apelo para a defesa desta área natural, com repercussões que levaram à criação da Liga para a Proteção da Natureza. Em 1976, foi criado o Parque Natural da Arrábida, que hoje inclui a serra e a zona marítima desde a Arrábida até ao cabo Espichel.

Há espécies de caracóis que vivem em áreas degradadas, o que não é o caso das espécies agora em estudo, que só encontramos em áreas mais naturais.

Nós aqui temos candidulas.
Nós aqui temos isto.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/os-dois-caracois-que-so-existem-na-serra-da-arrabida-1718197?page=-1