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BenHUR

BEN-HUR TEM DE SER EM 4DX, MESMO.

assistimos

Em modo de reentré, mas sem deixar alguns “vícios das férias”, que felizmente o calor permite, há coisas que tinha mesmo, mesmo saudades e andava a “pedi-las”. Uma boa sessão de cinema é uma dessas! É que há uma relação com o cinema antes dos filhos (a.f.) e uma relação com o cinema depois dos filhos (d.f.). Ou seja, a.f. temos uma relação assídua e quase dependente do cinema. D.f. a relação é quando se pode, leia-se é quando temos alguém que nos fique com a criançada e, ainda assim, se consiga aguentar o trailer até ao fim de olho aberto.

A estreia da nova versão da história épica Ben-Hur fez-me aguçar essa vontade, o desejo de uma noite de cinema com tudo o que se tem direito – jantar, filme de arromba, pipocas, bebida e tudo e tudo e tudo.

E porquê? Ora, porque os argumentos são mais que muitos. Ben-Hur é uma das histórias mais bem sucedidas do mundo do cinema, uma história com uma mensagem verdadeiramente relevante, o primeiro a limpar Óscares como se não houvesse amanhã, logo vale a pena ver de novo. E se é para ver de novo, que seja o novo, porque sou fã de clássicos com um toque atual. Enfim, só razões para estar na primeira fila (bem também não é preciso tanto que se vê melhor umas filas mais atrás!).

Mas, há motivos ainda mais tentadores – a participação do Rodrigo Santoro (ai, Jesus que coisa mai linda!), o Morgan Freeman que é o meu ator preferido. Tem para mim “a voz”. Quando o oiço narrar o que quer que seja, eriçam-me os pêlos de emoção. Admito. Temos também, o Rodrigo Santoro, uma produção de excelência, o Rodrigo Santoro, as atuações de Jack Huston, do Rodrigo Santoro, do Toby Kebbell, o cuidado que houve nas filmagens com a segurança e tratamento dos cavalos, o Rodrigo Santoro, o guarda-roupa, o Rodrigo Santoro, e não menos importante, a versão 4DX. Também há o cinema antes do 4DX e depois do 4DX. Depois de experimentarmos o 4DX, tínhamos prometido voltar mais vezes e se há filme que tem de ser visto em 4DX é este. Esta tecnologia permite estarmos “dentro” das cenas. Às vezes é um desassossego e somos verdadeiramente surpreendidos e por isso é tão interessante. A cena de 11 minutos da corrida de quadrigas do filme é um belo exemplo. É como se estivéssemos lá, a sentir a adrenalina, o impacto do galope, com a vantagem de saírmos ilesos e sem uma arranhadela.

Já li críticas de profissionais do assunto menos positivas sobre a nova versão, mas como mera espectadora, fui de cabeça aberta e superou as minhas expectativas. A-DO-REI. E por mencionar “REI” já disse que o Rodrigo Santoro faz parte do elenco?! Para os mais desatentos, este “pedaço de mau caminho”, faz Jesus de forma convincente e conduz a um desfecho pelo caminho do bem. A atuação é boa, mesmo boa, mas com aquela carinha, o que ele diz são ordens e convence qualquer um! O 4DX só falha em não nos por lá a cuidar dele, quando ele é brutalmente maltratado. Brincadeiras à parte, o “hot Jesus” brasileiro está muito bem neste papel.

Rodrigo Santoro

Rodrigo Santoro em Ben-Hur

E é um orgulho saber que a primeira (e por enquanto única) sala de cinema onde podemos assistir a filmes 4DX na grande Lisboa é aqui, na margem sul, mais especificamente no Almada Forum. Da nossa parte fica a recomendação da experiência, porque é sem dúvida diferente e sente-se na pele. Literalmente.

Na saída fiquei com alguns filmes debaixo d’olho em cartaz e a estrear com outras carinhas com quem também simpatizo muito. Quem me fica com as crianças ponha o dedo no ar, que há muita coisa para pôr em dia. Oh, se há!

Nós aqui somos doidos por filmes. E pelo 4DX, neste cinema, perto de si.

Cinema 4DX

Nós aqui temos cinema 4DX.
Nós aqui, temos isto.

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Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Rodrigo Santoro in http://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/ | Lisbon South Bay blog