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HELENA GONÇALVES ROCHA

ESTAVA A PORTAR-SE TÃO BEM…FOI SÓ TU CHEGARES… Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta mítica frase já foi, com toda a certeza ouvida por muitas mães quando chegam a casa dos avós para irem buscar os seus filhos, verdade, verdadinha?

Para além da minha vasta experiência nesta matéria, os meus filhos têm os melhores avós do mundo e não sei o que seria de mim sem eles, mas, esta simpática expressão acompanhou-me invariavelmente nos “vai buscar” desta vida. Para além disso, as famílias que acompanho acabam por descrever relatos semelhantes diariamente, o que me trouxe até esta página em branco.

É mesmo verdade, os miúdos quando se reencontram com os pais no final do dia, pela sua imaturidade e acredito também como uma forma de nos castigarem por termos estado tanto tempo ausentes, desorganizam-se e conseguem armar a maior das birras e de chamadas de atenção demonstrando aos nossos pais, ou melhor ainda, sogros, como efetivamente somos as Piores Mães do Universo.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Não se preocupe, mesmo, é um fenómeno generalizado e que acaba assim que viram costas. Solução para este drama: encurtar ao máximo a duração da recolha dos miúdos, eles estão sedentos da sua atenção e quanto mais prolongar a conversa, mais eles terão de ser criativos a chamá-la à razão.

Por outro lado, esta é também uma boa forma que os netos encontram para reforçar as competências das suas avós. “Olha que bem que eu me porto contigo que me deixas fazer tudo aquilo que desejo e como consigo ser um diabinho com a minha mãezinha! Tu és mesmo boa avozinha!”. É mais ou menos isto ou não é?

Pense em como é bom ter avós para a ajudarem na educação dos seus filhos e como os seus filhos são inteligentes na adequação do comportamento, desvalorize ao máximo estes comportamentos e deixe a conversa com a avó para outro momento. Vai ver que as cenas começam a diminuir de frequência e duração.

Se conseguir, explique aos avós que compreende perfeitamente que o seu filho tenha um comportamento completamente diferente na sua presença, mas que reforçar constantemente esta situação faz com que no final do dia, altura em que está especialmente cansada e fragilizada, estes comentários a façam sentir muito incompetente no seu papel de Mãe. Boa sorte, se conseguir, claro!

PS: Lembrar de colocar na lista de “Quando for avó não vou dizer: Estavam a portar- se tão bem…foi só tu chegares!

Perceber porque falharam alguns dos itens da lista do “Quando for mãe não vou dizer: Não é já vou, é vou já! – Não fales assim para mim que eu não sou uma amiguinha da escola, ouviste? Olha que eu sou tua Mãe!

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Fotografia: D.R.

Birras

O PESO DAS BIRRAS…por Margarida Alegria

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A Dra. Margarida Alegria partilha uma forma de resolver estas situações que nem sempre sabemos como é melhor agir. Agora só me falta saber como resolver as minhas birras! Ehehehe.

por Margarida Alegria

As birras é um assunto muito falado no meu dia a dia… seja em consultório, seja entre amigos, seja entre família ou seja com a minha filha de 18 meses..
Cada vez mais é uma preocupação dos pais as birras dos filhos, o não controlar a situação…

Podem variar entre o choramingar e o gritar, com direito a espernear, gesticular e suster a respiração.
Os gritos e os choros das crianças são a frustração de qualquer pai. Por vezes basta dizer um “NÃO” para que a criança comece a gritar, chorar ou a bater com os pés.

Durante o “conflito” emocional e comportamental, uma birra pode implicar uma enorme frustração, não só para a criança, mas também para o adulto.

Normalmente estes comportamentos são para chamar a atenção, mas também podem ser um sinal de cansaço, desconforto físico, incapacidade de argumentar ou frustração. A frustração faz parte do desenvolvimento, faz parte de um processo de descoberta e aprendizagem, sobre si próprio, sobre os outros e sobre o mundo. As crianças pequenas estão também a tentar perceber como funciona o mundo e a procurar partido dele. Quando não conseguem alcançar o seu objectivo recorrem à única forma que conhecem de libertar a sua tensão e frustração, através de uma birra.

O facto do início das descobertas coincidir com um período em que a linguagem ainda está em desenvolvimento, alimenta a frustração. À medida que as competências linguísticas se desenvolvem, as birras tendem a diminuir.

É importante o adulto dominar a birra, antes que a birra o domine a si. Encare a birra como uma oportunidade de aprendizagem.

ClinicaAlegria

Dra. Margarida Alegria em consulta

DICAS:

Deve-se evitar o cansaço na criança, ou que fique demasiado excitada, pois vai favorecer o desencadear de emoções fortes. Os pais devem manter uma atitude calma e relaxada, para a criança ver este comportamento como um modelo a seguir. É importante ajudar a lidar com a frustração e a cólera, ajudar a criança a ver que existem outras opções para resolver os problemas sem ser através de uma birra.

A criança tem que entender que a birra não é meio para conseguir aquilo que quer, se ceder sempre ela vai usar isso como estratégia e criar um hábito para fazer chantagem sempre que desejar algo.

À medida que for aprendendo a aceitar que não pode ter tudo imediatamente, as birras vão sendo menores. É importante elogiar cada pequeno passo em que ela mostre controlo.

O trabalho da criança é testar os limites dos pais, o seu é definir os limites e ensinar a criança a respeitá-los. O combate às birras pode ser visto como uma forma de desenvolver a auto – motivação e autoconfiança da criança, fazendo a distinguir o certo do errado. Encare as birras como um desafio para educar e para ensinar.

Nós aqui temos como solucionar as birras.
Nós aqui temos isto.

Texto introdução: Marlene Gaspar
Texto: Margarida Alegria do Centro de Implantologia de Almada

Praça da Liberdade, 1 J Almada
Telefone: +351 21 276 32 09
Telemóvel: +351 96 758 84 02
Email: clinicanunoalegria@hotmail.com

Post em parceria com o Centro de Implantologia de Almada

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