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MERCADO DA TROCA DE BRINQUEDOS EM ALMADA. 30 setembro.

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Agora já podes ser sustentável a brincar. Os velhos “novos” brinquedos vão fazer muitas crianças felizes e sem terem de abrir os cordões à bolsa! O mercado de troca de brinquedos é dá a oportunidade às crianças de trocar aqueles brinquedos pelos quais já não têm interesse por outros brinquedos usados que os façam felizes. A economia da partilha ou da troca também se faz a brincar.

Os mercados de troca de brinquedos são uma maneira envolvida e divertida de repensar a forma como consumimos, através de uma atividade partilhada entre crianças e adultos. Permitem o exercício de desapego (e como eu “trabalho” isso todos os dias, sei da importância e o bem que isso nos faz!) e podem contribuir para a formação de valores mais saudáveis e responsáveis.

5 Passos para a seleção de brinquedos

1# SEPARAR – separar e escolher em conjunto os brinquedos com os quais o teu filho já não brinca ou já não se interessa.

2# ESCOLHER – valorizar o que o brinquedo representa para a criança e pede-lhe ajuda para escolher.

3# EXPLICAR – para o adulto que comprou o brinquedo, pode ser difícil de equacionar o valor real do brinquedo e o seu valor simbólico ou o uso que lhe foi dado pela criança: este é o capital de alegria!

4# DECIDIR – conversem sobre os brinquedos que vão querer levar para trocar. Explicar que aquele brinquedo não vai voltar para casa se for trocado mas que, por outro lado, vai trazer um brinquedo novo sem necessariamente comprar uma coisa nova. Lá está o exercício de desapego!

5# TROCAR – verificar se está em boas condições, se funciona, retirar eventuais pilhas e levar para a troca.

O Mercados dos Brinquedos chama-se Play On e é no Fórum Municipal Romeu Correia | Almada 30 de SETEMBRO DE 2017 | 10H – 18H | Gratuito

Sabe mais em: biblactividades@cma.m-almada.pt Informações: 96 702 48 38

Vamos brincar?

Nós aqui temos o Mercado dos Brinquedos.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fonte: Play On

FIDGET SPINNER

SABE O QUE É O FIDGET SPINNER? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena
Conheça o brinquedo que já foi proibido em algumas escolas
Os fidget, ou brinquedos anti-stress, foram originalmente utilizados para ajudar crianças com alterações de desenvolvimento, desde o autismo, à hiperatividade e défice de atenção.  Porém, parece que estamos perante uma nova modamania, em que toda a criança e jovem tem mesmo de possuir e controlar um fidget spinner.

Mas afinal do que se trata? É um simples dispositivo, pequeno, com três pontas cujo objetivo é… fazê-lo girar. Este é o “Fidget Spinner”, um brinquedo que não é novo, mas que parece estar a substituir tablets e telemóveis  das crianças em diversas escolas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

O “fidget spinner” possui um círculo giratório no centro, sendo que, ao colocar os dedos nas pontas, com um movimento rápido dos mesmos é possível girá-lo, criando uma rotação veloz, com um efeito visual dinâmico, dada a sua variedade de cores. A minha filha adora e já consegue fazer alguns truques, já existem vídeos no YouTube onde os utilizadores demonstram os seus truques.

FIDGET SPINNER

A Origem do brinquedo e sua utilização terapêutica

Confesso que nunca imaginei que os fidget toys virassem moda. Aos longos dos anos já prescrevi vários tipos de Fidgets, entenda-se “fidget como um objeto pequeno que mantém as mãos ocupadas de modo a que a criança consiga focar a atenção no professor.

O aluno pode mantê-lo na mão, senti-lo, mexer-lhe, brincar com ele, tudo isso enquanto se mantém focado no professor. Estes brinquedos são extremamente úteis nos alunos que têm dificuldade em manter a atenção  e em alunos que passam todo o seu tempo a tocar em coisas e pessoas.

Já experimentei vários tipos de objetos desde as bolas anti-stress, balões cheios de farinha ou arroz, borrachas. Se for pequeno, não fizer barulho e couber na mão, temos um Fidget.

bola anti stress

Manter as mãos ocupadas e em movimento, permite uma regulação sensorial necessária para que estes alunos consigam manter-se calmos, focados e com atenção.

Um problema nas escolas
No entanto há um problema com os fidget toys, rapidamente se transformam em distração para toda a sala de aula.
A ascensão dos níveis de popularidade do “spinner” tem sido tão elevada, que algumas escolas proibiram os alunos de os trazer, com receio de que estes possam distraí-los das aulas.

Como tal, existem regras importantes a cumprir quando se utilizam os fidget dentro da sala de aula com objetivo terapêutico:

Não precisas de olhar para o fidget, olhos no professor.
Não deverás chamar a atenção dos teus colegas com o teu fidget.
O fidget deve manter-se nas tuas mãos ou na secretária.

A verdade é que poderão ser utilizados no recreio sem restrições, aliás é uma alternativa bem melhor à utilização dos equipamentos eletrónicos, uma vez que podem desenvolver as competências de motricidade fina e destreza manual.

Atualmente, tal como outra moda que já aqui falei, o Botle Flip, esta é uma brincadeira que promove a interação entre pares e uma saudável competição entre eles. E tal como o Botle Flip, rapidamente irá deixar de ser furor. Mas até lá, aproveite e tente girar sem parar e aprender alguns truques com os seus filhos.

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
Miúdos e Graúdos, Clínica Médica
Av. Pinhal da Aroeira, Lt 562
Aroeira Shopping area Lj 18
Herdade da Aroeira
2820-566 Charneca da Caparica
TEL.: 212 977 481

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Fotografias: D.R.

 

HELENA NATAL

QUAL O BRINQUEDO QUE O SEU FILHO PRECISA?

Helena

Todas as crianças necessitam de 3 coisas para brincar: Tempo, Espaço e Objetos. Embora, o primeiro brinquedo e aquele que é, ou deveria ser amplamente explorado, seja o nosso próprio Corpo.

O bebé começa por descobrir as suas mãos e pés e inicia múltiplas brincadeiras, descobre a sua voz e brinca com ela entoando diferentes ritmos e melodias e quando se descobre ao espelho todo um novo mundo de alegria é descoberto.  Conforme vai crescendo e à medida que vai descobrindo as múltiplas possibilidades de exploração que o seu Corpo permite, a criança vai explorando e conhecendo o mundo que a rodeia. Daí ser tão importante e vital proporcionar diferentes vivências corporais às nossas crianças, para que possam ter um desenvolvimento psicomotor harmonioso e para que tenham um brinquedo ativo sempre com elas.

Quando não temos um amplo repertório de brincar, a nossa tendência é achar que os objetos precisam de ser brinquedos prontos. Quanto maior a caixa e mais recursos o brinquedo tiver, melhor, certo? Não.

Os brinquedos evoluíram tanto nos últimos anos que agora os brinquedos parecem que se jogam sozinhos. O brinquedo já vem com uma brincadeira pronta e a criança só tem que carregar no botão e olhar. A criança acaba por ser um observador passivo do brinquedo. Quando as pilhas acabam, o brinquedo morre.

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Mas não deveria ser assim, não acham? Os brinquedos são companheiros silenciosos que desafiam a criança possibilitando novas descobertas e estimulando a sua auto-expressão. Essencialmente os brinquedos deveriam ser um convite à exploração e imaginação. Como tais os brinquedos de ampla utilização, ou seja, sem uma função específica delimitada, tipo um pedaço de papelão, podem rapidamente transformar-se num telemóvel, num carro, numa cama de boneca ou numa lista para ir às compras. Os materiais ou brinquedos de ampla utilização possuem utilizações infinitas, apenas limitadas pela imaginação da criança.

Assim, nesta época em que a pressão consumista toma conta de nós tente escolher com critério os brinquedos que irá oferecer. Imagine de quantas formas esse brinquedo pode ser utilizado, quanto maior o número de possibilidade mais acertada será a sua escolha. Tenha em conta o tipo de material em que o brinquedo é feito, a madeira é habitualmente mais duradoura do que o plástico, é importante diversificar o tipo de texturas que oferecemos às crianças. Tente não ceder à pressão da publicidade, arrisque e ofereça brinquedos com os quais se divertiu ou brinquedos que requerem alguma imaginação e resolução de problemas, de início eles podem não reagir de imediato como se tivessem recebido o camião da Patrulha Pata, mas vai ver que no próximo ano ainda continuam a brincar com aquilo que ofereceu.

Deixo-vos algumas pistas sobre os brinquedos mais indicados para as diferentes faixas etárias, considerando o desenvolvimento cognitivo, motor e sócio-emocional em cada fase.

1 aos 2 anos: brinquedos de empurrar, carrinhos, blocos de construção, brinquedos de desmontar (grandes), degraus e pequenos escorregas, túneis, bolas, carro ou bicicleta com pedais, livros cartonados.

2 a 4 anos:  livros de pano com figuras, livros de imagem e pouco texto, telefone, panelinhas e utensílios de cozinha, objetos domésticos, bonecas, máscaras, chapéus, fantoches, fantasias, capas, massa para modelar, puzzles simples, lotos de imagem, tambor, pandeireta, , carros, camiões, comboios e aviões, piano e xilofone, cabanas e casinhas,, triciclo, material para bolas de sabão.

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De 4 a 7 anos: blocos de construção, material para pintura e desenho, jogos (dominó, loto, damas), jogos desportivos, carrinhos de bonecas, livros.

De 7 a 12 anos: bolas e raquetes, bowling, jogos (montar, construção, perguntas e respostas, damas, xadrez), minilaboratórios, quebra-cabeças difíceis, ferramentas para construção de brinquedos.

Lembre-se, mais importante do que o brinquedo é a forma como a criança pode brincar com ele e como podemos ser companheiros de brincadeira.

Brinque muito e aproveite cada momento!

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografias: D.R.

brinquedos

TANTOS #BRINQUEDOS E AGORA?

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Terminada a época de Natal todos nós assistimos ao afundar das nossas crianças em múltiplos brinquedos. Mais didáticos ou não, aqueles que foram infinitamente anunciados na Tv, ou aquela pechincha que se parte na primeira brincadeira. O que fazer com tamanha quantidade?

A existência de demasiados brinquedos em simultâneo inibe a criança de pensar e de agir. Quando se reduzem os estímulos, a criança consegue manter um foco de atenção mais prolongado, surge a possibilidade de valorizar o brinquedo, responsabilidade por cuidá-lo e partilhá-lo e por fim a possibilidade de exercitar a criatividade.

Então como poderemos escolher e organizar os brinquedos que ficam?

  • Antes demais, deveremos selecionar os brinquedos de acordo com aquilo que a criança pode fazer e não de acordo com o que o brinquedo faz, por si só.
  • Os brinquedos generalistas são bem mais apelativos e promotores da criatividade do que aqueles que ja possuem uma função pré-definida. Podemos deixar dois ou três brinquedos novos para que durante um tempo possam ser devidamente explorados .
  • Não podemos, no entanto, esperar que seja o brinquedo a fazer o seu trabalho. Muitas vezes os pais usam os brinquedos como babysitters. Sentamos os miúdos com os brinquedos e vamos ler o jornal ou lavar a loiça. Quando na verdade, o maior brinquedo somos Nós pais, quando nos envolvemos, quando damos o nosso tempo, quando observamos a brincadeira e incentivamos o passo seguinte, descrevendo cada passo, estimulando a linguagem e a relação. Observando, dando tempo, esperando a concretização e as novas respostas. Quando vamos até ao chão e redescobrimos o verdadeiro prazer de Brincar.

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Na verdade, mais do que o brinquedo em si, importante mesmo, é brincar, vivenciar brincadeiras em conjunto e construir memórias futuras que perduraram para sempre, independentemente do tipo de brinquedo.

Helena Gonçalves Rocha

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