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VAI DE FÉRIAS? LEVA O SEU 4 PATAS? Por Catarina Laborinho

gostamos

Quando vai de férias leva o seu animal de estimação?

Todos os anos deparamo-nos com números assustadores de abandono animal. Em 2016 o número de animais abandonados rondou os 34 mil. Ter um animal de companhia é um compromisso para os 365 dias do ano, e não apenas quando são pequeninos e queridos e antes de roerem aqueles sapatos que tanto gostávamos.

PUFFF desculpem o desabafo em modo de raiva, mas todos os anos vejo animais desorientados que muitas vezes acabam por ser atropelados… é algo que me incomoda, BASTANTE.

Como resolver esta situação? É tão fácil! 
Conheci a Isabel quase por mero acaso, uma amiga falou-me os seus serviços de Beauty Pets e acabei por lhe ligar. O Puré – o 4 patas lá de casa – estava imundo e levar 60kg de cão ao “SPA” é dose.

isa e puré

Conversa puxa conversa e a Isabel, mais conhecida por Isa, falou-me do seu projeto bem como o que tinha feito até chegar ao pé de mim (11h de Domingo). Posso-vos dizer que perdi o fôlego. O facto de andar de mota acaba por lhe permitir uma maior rapidez e eficiência no tempo de deslocação, o que faz toda a diferença num trabalho como este.

Se tem cão sabe perfeitamente que aquela hora de ir à rua é sagrada, e se não vamos… podemos ter desgraça lá por casa :)
E a Isa ajuda nisso mesmo. Levar os nossos animais de estimação à rua, e dar-lhes carinho mesmo quando estamos fora. Quando anualmente delinear o seu budget para as férias acresça 6€/Dia e chame a Isa.

A Isabel vai 2 vezes por dia passear o seu cão/gato/rato/canário qualquer animal, bem como dar-lhe a alimentação necessária que já deixou preparada.
6€! Nos dias que correm são 3 magnum que deixa de comer em prol de um animal mais feliz! Pense no lado positivo, não comemos os gelados e não engordamos tanto 😀

Saiba tudo aqui

Vá lá, não abandone o seu cão.
Nós aqui não queremos!

Texto: Catarina Laborinho
Fotos: Catarina Laborinho e Isabel Tomás

Zarautz

MÃE, QUERO UM CÃO!…

Helena

MÃE, QUERO UM CÃO!… Ó Mãe, deixa lá… eu tomo conta e vou à rua e tudo e tudo e tudo…

Recordo este meu pedinchar, anos e anos a fio e a resposta era invariavelmente a mesma: “Não, quando tiveres a tua casa arranjas um cão”.

Fui crescendo determinada que seria isso que aconteceria assim que saísse de casa dos meus pais. No entanto, a minha primeira casa foi um apartamento e rapidamente avaliei que também não seria bom para o MEU cão, estar todo o dia fechado num pequeno espaço. Claro está que a minha Mãe não tardou: “Então, já não queres o cãozinho?”

Quando mudei para uma casa com espaço exterior pensei logo que estariam todas as condições reunidas para que este sonho se concretizasse, o meu filho tinha dois anos quando a nossa cadela  chegou a nossa casa e passou a fazer parte da nossa Família. Cadela de médio porte, brincalhona, frenética, meiga e inteligente, adotada aos 8 meses, rapidamente se integrou em toda a nossa rotina.

Os passeios na praia a correr atrás das gaivotas, acompanhar os nossos passeios de bicicleta, os saltos em altura para alcançar as pinhas, tornaram-se a sua imagem de marca. O meu filho aprendeu rapidamente a andar de bicicleta sem cair, com a cadela a interrompê-lo e driblá-lo no seu percurso. Ele pequenino passeava o cão grande de ar feroz, parece um lobo, diziam, enquanto ele segurava a trela imponente, cheio de auto-estima e confiança.

Quando chegou o novo bebé, tememos a sua reação. Mas, qual irmã mais velha, foi lentamente aprendendo a partilhar o seu espaço, dividir atenções, proteger dois em vez de um. Rapidamente descobriu que tinha chegado a sua melhor companheira de brincadeiras, que ainda pequena cavalgava nas suas costas e que lhe sabia coçar a barriga como ninguém.

Os animais de estimação, e neste caso o cão trazem inúmeros benefícios quando integrados em famílias com crianças. O sentido de responsabilidade, a empatia, as competências de socialização, um aumento da auto-estima.

Na interação que a criança estabelece com o cão, ela sente-se amada, compreendida e respeitada, pois não lhe são pedidas explicações e está sempre disponível para a interação. Os animais de estimação oferecem carinho, aconchego e companheirismo e muitas das vezes, até alguma cumplicidade nas “asneiras” feitas em conjunto.

A criança aprende a cuidar e respeitar, a levar em conta as necessidades alheias.

Muitas das vezes é com os seus animais de estimação que as crianças experienciam a primeira experiência de perda, com a morte do seu companheiro. Aqui é sempre doloroso para todos os elementos da família, mas, para os mais pequenos deveremos explicar que tal como as pessoas, os animais também têm um ciclo de vida, e que chegou a vez do nosso amigo. Dizer que ele foi para um lugar melhor e que agora está tranquilo e feliz, apesar de parecer um clichê, pode ajudar a criança a sentir-se melhor.

Respeitar a dor da perda, falar sobre o que aconteceu, rever fotografias e ficar com recordações, são rituais que nos ajudam a todos a lidar com a partida do nosso amigo.

Zarautz

A nossa cadela acompanhou-nos durante 14 anos e foi muito difícil vê-la partir, as nossas crianças, agora adolescentes sofreram muito e têm muitas saudades da sua companheira de quatro patas, mas compreenderam que tinha chegado a sua vez e que ela fará sempre parte das suas boas recordações de infância.

Passado uns meses chegou um novo bebé de quatro patas, desta vez com apenas dois meses e com muitas exigências de cuidados e atenção. A idade das nossas crianças é outra, o envolvimento nos cuidados e brincadeiras é completamente diferente, agora são eles os crescidos que têm a responsabilidade de educar e cuidar.

Ter um cão que faça parte da sua rotina familiar é sem dúvida uma experiência que recomendo!
Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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