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FERTAGUS

VAMOS ÀS FESTAS DE CORROIOS COM A FERTAGUS

METEMO-NOS

É já logo à noite, dia 18, que começam as tão esperadas festas de Corroios, vão ser 10 dias de espetáculos de encher as medidas, tanto para nós como para os mais pequenos.

A logistica lá em casa é complexa e como não pretendemos chegar atrasados a nenhum dia, vamos optar por ir de comboio com a Fertagus.

Vantagens? Há muitas!
#1  A emoção dos mais pequenos começa logo quando lhe dizemos que vamos de comboio Fertagus até Corroios (eles ADORAM andar no Tio Quim de dois andares!!)
#2  Sem complicações conseguimos deixar o carro no parque da estação e em segurança;
#3  Para chegar a horas ao concerto, basta escolher o comboio certo que em menos de 3 minutos nos deixa na estação Fertagus de Corroios;
#4  Ao chegar,  atravessamos a rua e voilà, em menos de nada estamos no Parque Urbano da Quinta da Marialva , o espaço do recinto;
#5  No meu caso como 2 delas vão acabar por adormecer (de certeza, não fosse hábito termos que andar sempre com elas “às costas” ) ter a estação do outro lado da rua e o carro mesmo à porta vai-nos ajudar, e muito, a carregar os rebentos.
#6  Para quem não está habituado a andar no comboio da Fertagus, mas que tenha conta na Via Verde, pode sempre optar por usufruir da  APP Via Verde (reveja aqui como funciona) as viagens vão ser muito mais confortáveis sem bilhetes e bilhetinhos :)
#7  Mas se quer mesmo, mesmo, mesmo ir de carro, a Fertagus vai ter o parque C5, junto à entrada das Festas ao lado das Piscinas com tarifa única diária de 1,50€ só para as Festas de Corroios.

FERTAGUS

Está a espera de quê  para fazer o mesmo que nós?
Fugir da típica confusão do estacionamento é optar por ir até às Festas de Comboio Fertagus.

Vêmo-nos por lá 😉

Nós aqui vamos às Festas de Corroios com a Fertagus
Nós aqui temos isto.

Texto: Catarina Laborinho
O Lisbon South Bay Blog agradece à Fertagus

FERTAGUS, LSBblog

familiaTV

AFINAL DE QUEM É O COMANDO? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Cada vez mais ouço os pais a dizerem:

”Nunca mais vi as notícias, está sempre nos desenhos animados”,

“Não temos autorização para ver mais nada que não sejam bonecos, ainda por cima agora dão a toda a hora”,

STOP! O que é isto?

Afinal de quem é o comando?
Onde estão os limites e a correta definição dos papéis na família?
Quem gere o tempo familiar e de lazer? São crianças de 5 anos?

Tento sempre compreender e empatizar. É difícil, o tempo é muito pouco e ainda por cima quando estamos com eles vamos contrariá-los? OK…será que o nosso receio é que os nossos filhos deixem de gostar de nós? Deixem de ser felizes?

É aqui que temos de parar e pensar…Embora tenhamos as melhores das intenções , as crianças não têm a maturidade para fazer este tipo de escolhas, e aliás, ficam bastante confusas quando têm de o fazer.

Por vezes, coisas tão simples como o controlo do comando da TV, acabam por ser generalizadas às restantes rotinas.

Senão vejamos, quando chega a hora de ir para a cama, não raras são as vezes em que os adultos não conseguem impor a sua vontade e os miúdos acabam por adormecer frente à TV.

Ao longo do seu desenvolvimento as crianças precisam de entender que existem diferentes papéis, desempenhados por diferentes pessoas. O local onde tudo se ensaia antes de sair para o Mundo lá fora, é mesmo a nossa própria casa, a nossa própria Família.

Um exercício importante que ajuda a compreender os diferentes papéis de cada um, passa-se à mesa de jantar. Mais uma vez, as rotinas assumem um papel de extrema importância na estabilidade emocional e segurança da criança. Cada elemento da família deverá ter o seu lugar definido, os adultos deverão ditar as regras da refeição, quando se inicia e quando acaba. Muitas das vezes e ao longo do crescimento é engraçado verificar como os miúdos tentam ocupar o lugar dos adultos, testando os limites. Recordo sempre o episódio da minha filha que muitas vezes tentava assumir o meu lugar, dizendo “Eu sou a Rainha” e invariavelmente ouvia “ A Rainha do meu coração, mas cá em casa és a Princesa, que a Rainha sou EU”!

Não querendo parecer saudosista creio que todos nos recordamos como era diferente na nossa infância e como eram claros os papéis nessa época. Interromper o Telejornal? Nem pensar…A verdade é que este, é o ensaio do Mundo que os espera lá fora, o professor que lidera a aula, o chefe no local de trabalho…

E pergunto, será que não os estamos a deixar mais felizes quando os preparamos desta forma? Diferentes papéis, limites, competências para resistir à frustração?

Peço desculpa pelo desabafo, mas esta é uma inquietação que me vai incomodando há já algum tempo.

Fiquem bem e boa semana!
Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
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Helena Gonçalves Rocha

MIÚDOS SUJOS, SÃO MIÚDOS FELIZES! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não vás para aí que ficas todo sujo! Sacode as calças, olha que porcaria!

A comer com as mãos, que horror…. Põe-lhe um babete e limpa-lhe as mãozinhas!

Já ouvimos estes comentários e outros do género inúmeras vezes, verdade?

Pois bem, parece que é mesmo preferível estar exposto aos micróbios, à terra e a outras porcarias do que desinfectar constantemente o mundo em que o bebé e a criança se movimentam. Porquê? Porque esta é uma forma de adquirir imunidade e prevenir as doenças, nomeadamente as de foro alérgico.

O que não se sabia até agora é que, além de fazer bem para a saúde do organismo, pode fazer bem também para a saúde da mente. Crescer num ambiente limpinho demais, sem contato algum com germes e micróbios (que evoluíram anos e mais com anos connosco)  deixa-nos mais propensos a ter doenças como alergias, problemas respiratórios e autoimunes -aliás, após o mundo ter ficado tão asséptico, essas doenças só aumentaram.
A novidade que os cientistas descobriram é que essa hipótese de excesso de limpeza explicaria também o aumento de certos problemas de saúde mental.  No estudo encontrado, o aumento das mesmas doenças foi também ligado à depressão e à ansiedade. E segundo a pesquisa, o aumento das doenças inflamatórias, como no intestino, aumentam também o risco de desenvolver depressão.

Perante isto parece que temos suficientes motivos para que aprecie as suas crianças a brincar na terra, numa boa lama, sem restrições…

Quando o seu filho chegar a casa todo sujo da escola ou de brincar com os amigos, lembre-se como vai ter saudades deste tempo, em que o único objetivo era brincar. Pegue no seu melhor detergente e atire a roupa para a máquina, sai tudo… Só não saem as boas recordações das brincadeiras!

Helena Gonçalves Rocha

Para além disso, nos primeiros anos de vida o bebé conhece o mundo através da sua cavidade oral (a boca, de forma mais simples), por isso passa a vida a pôr os objetos na boca, pois esta é uma das formas de os conhecer melhor ( a culpa não é só dos dentes) .

Na rotina da alimentação é essencial que deixemos as crianças experimentarem de forma autónoma os alimentos, que os explorem e por vezes que brinquem com eles. Mas que grande porcaria, dirão muitos de vocês. Cozinha suja, miúdo sujo, mas vejamos melhor…miúdo muito satisfeito.

E convenhamos, esta fase passa a correr, a cozinha limpa-se num instante e ganhamos um miúdo feliz e com um apetite e paladar apurado.

E perguntarão vocês, e a boa educação? O saber comportar-se à mesa da refeição?

Como em tudo, reina o bom senso e acreditem esta fase passa e eles aprendem na perfeição e tornam-se uns exímios apreciadores de comida.

Aproveite estas férias para os deixar fazerem todas estas experiências e por favor, brinquem muito e sujem-se muito também!

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografias: D.R.

 

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SOLIDARIEDADE 360º

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Quando falamos em ser solidário ou em solidariedade, quer queiramos quer não o assunto é sempre muito delicado. Seja que tipo de solidariedade for, ou a que estejamos a praticar com o nosso voluntariado, os nossos sentimentos, dedicações ou a típica “chapada sem mão” dói, e a mim dói-me sempre muito.

O assunto é delicado, mas aqui coube-me dar-vos a conhecer o que vi, o que vivi é algo bem maior e que todos nós podemos apoiar. O assunto são crianças e adolescentes! Sou Mãe de 2+2, por isso é sempre um assunto que “mexe” muito comigo.

No outro dia, através de uma amiga conheci o Padre Gonçalo, vou trata-lo apenas por Gonçalo porque aqui não quero destacar as suas crenças ou religião, mas sim dar relevância ao brilhante trabalho que desenvolve.

Se é daqui, da nossa margem Sul, já ouviu falar certamente do bairro cor de rosa, ou do bairro branco. Estes são aqueles bairros que ficam perto da estação do Pragal da Fertagus a caminho do hospital. E foi aqui que fui ter com o Gonçalo. O dia escolhido não foi ao acaso, foi no dia do meu aniversário, e a companhia foi escolhida a dedo, fui com a Maria (minha filha mais velha) e com o Tiago (a minha cara metade), 2 das minhas algumas muletas!

O ponto de encontro foi no Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto. Quando chegámos encontrámos a turma da manhã que ia para a piscina do Inatel. A manhã estava feia, mas para eles a diversão é o principal ingrediente para mais um dia de férias, não fossem eles, como quaisquer outros, loucos por diversão entre amigos e é isso que diariamente o Gonçalo e a sua equipa de 40 voluntários semanais + 2 “funcionárias residentes” lhes proporcionam. Atualmente o centro apoia 90 crianças, e está situado em 4 apartamentos do r/c de um prédio, todos eles foram adaptados de modo a que as crianças entre os 6 e os 14 anos sintam ali o conforto e o acompanhamento, “criando vincos de amizade de modo a ganharem os devidos valores que tão importantes são para o seu futuro”, segundo o Gonçalo.

O Centro surgiu da visão dos padres Jesuítas que, dando aulas nas escolas dos bairros sociais do Monte de Caparica e Pragal foram-se apercebendo que muitas crianças ao saírem da escola ficavam totalmente entregues a si próprias e vulneráveis aos mais diversos perigos. Iniciaram assim um projecto de educação formal e informal através de actividades de apoio ao estudo. Em 2010 abriu as suas portas com instalações autónomas para actividades de estudo, lúdicas e artísticas, desenvolvendo a componente desportiva em conjunto com algumas associações e clubes desportivos.

Desde o início o centro “vive” apenas com o apoio de benfeitores, voluntários e mecenas.

Um conhecido colégio daqui da nossa margem é responsável por oferecer o pão para os lanches das crianças, o apoio ao estudo é dado voluntariamente por professores que leccionam em algumas escolas do nosso concelho, a Fertagus oferece os bilhetes para as pequenas viagens destes grandes guerreiros e ainda os passes das duas “funcionárias residentes” que diariamente se deslocam até ao centro. Segundo o Gonçalo, “se a Fertagus não nos oferecesse o passe seria impossível elas chegarem até aqui”.

Fertagus

Uma ida ao Jardim Zoológico promovida pela Fertagus

Por outro lado o Gonçalo, juntamente com uma escola de Surf, conseguiu promover esta atividade para as crianças. O contacto com o mar a natureza e o desporto são os principais pilares para todos nós (não fosse eu também adepta deste desporto). Curiosamente, e num momento de brincadeira, uma das crianças do centro fez uma espargata, assim sem mais nem menos e hoje, já tem no seu CV a medalha de campeã nacional de ginástica onde diariamente treina numa conceituada academia, aqui, na Margem Sul. Já para não falar na Telma Monteiro que não precisa de grandes apresentações.

Estes são apenas exemplos do apoio, carinho e dedicação que algumas empresas dão ao centro.

Mas aqui no centro também há espaço para brincar! O centro tem uma “gaRRagem” na rua de trás onde estão todas as brincadeiras disponíveis para cada idade. Para os mais velhos há bicicletas, algumas delas oferecidas pela Fertagus quando estas aparecem nos perdidos e achados (nesse dia alguém estava com a cabeça na Lua :), mas ainda bem), patins em linha, skates, jogos dos mais variados tipos, espaço para pinturas, bonecas… brinquedos que qualquer um de nós poderia oferecer.

Fertagus

O lema é “Fazer o Bem, Bem Feito” e é isso que diariamente o Gonçalo tenta fazer. Educar para a Sabedoria, Educar para a Sensibilidade, Educar para a Expressividade, estes são os 3 pilares para que no amanhã estas 90 crianças ao abrirem a janelas das suas casas vejam o brilhar do sol da mesma maneira que todos nós.

Obrigada por ter estado desse lado.
Obrigada Fertagus por nos ajudar a ter chegado até ao Padre Gonçalo Machado.
Obrigada Gonçalo pelo seu brilhante trabalho e por conseguir gerir uma equipa tão grande e sempre com um sorriso no rosto.

PS. e para acabar o dia ainda da melhor forma comprámos 6 t-shirts lá para casa (sim, lá em casa somos 6) assim, de uma forma tão simples, ajudámos o centro mais um bocadinho.

Se quiser ajudar o centro, está sempre aberto para vos receber.
+ informações
cjpamadeupinto@gmail.com
https://www.facebook.com/cjpamadeupinto/

Texto: Catarina Laborinho
O Lisbon South Bay Blog agradece ao Padre Gonçalo Machado e à Fertagus por nos ter deixado “viver” este grande momento .

FERTAGUS, LSBblog

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SOZINHA(O) COM OS MIÚDOS NAS FÉRIAS…VERSÃO LOW COST. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Sejam mães ou pais “solteiros” ou casais em que uma parte fica presa aos compromissos profissionais, fazer férias sozinha (ou sozinho) com os miúdos é sem dúvida um desafio particular.

Foi nesta condição que passei sempre quinze dias de férias com os meus filhos, com idades diferentes e com desafios e expetativas muito divergentes, a maioria das vezes.

No entanto, as Férias deveriam ser isso mesmo, um tempo sem compromisso, sem horários determinados, em que cada momento deveria ser aproveitado com a maior das satisfações.  É no período de Férias, que muitas vezes notamos como Eles cresceram e é neste período em que realmente estamos disponíveis para Eles e Eles sabem-no.

Seria excelente ter muito dinheiro, viajar para um destino paradisíaco e fazer centenas de atividades divertidas…se calhar, sim…Mas com o Pai a trabalhar e nós em versão Low Cost, teríamos de ser Criativos e aproveitar bem cada momento.

Claro que a possibilidade de comprar diversão é fantástica, mas na verdade eu acredito que o que os miúdos mais precisam e desejam é que nós estejamos verdadeiramente lá para Eles, sem telemóveis, sem compromissos, sem horários, sem pressas.

Deixo-vos algumas sugestões Low Cost, mas com diversão garantida:

– Combinem um piquenique ao luar, seja na praia ou na relva lá de casa. Encomendem pizzas ou sushi (agora até os miúdos gostam) e entretenham-se a contar as estrelas, ver constelações e esperar uma estrela cadente para pedir um desejo.

piquenique ao luar

– O programa dos transportes públicos é sucesso garantido. Abandonem o carro e dediquem-se a explorar os transportes da cidade, estude o itinerário para que tudo bata certo. Vários percursos possíveis mediante a idade dos seus filhos:

a) Inicie o percurso em Sto António da Caparica de bicicleta pela ciclovia até à Trafaria. Apanhe o barco até Belém. Pode optar por prosseguir pela ciclovia até Alcantâra, passando pelo Museu da Eletricidade (gratuito) e terminando com umas boas fotos debaixo da ponte. Ou então, dirigir-se no sentido de Oeiras, fazendo a zona de Belém com tudo o que pode encontrar pelo caminho, desde o Centro Cultural de Belém, com o Museu Berardo (gratuito), os Jardins de Belém, os Pastéis de Belém, o Planetário, os Jerónimos. Não esquecer água, um lanchinho e o cadeado para as bicicletas.

Barco 1

b) Inicie o percurso em Cacilhas, apanhe o barco para o Cais do Sodré, aproveite para apreciar a paisagem, indique as 7 Colinas, o Castelo de S.Jorge. Chegados ao Cais do Sodré é hora de irmos viajar debaixo da terra, aqui poderemos optar por uma voltinha maior de metropolitano, apreciando cada uma uma das suas estações (sabia que são das mais bonitas da Europa), podemos sair em Palhavã e explorar os Jardins da Gulbenkian. Aqui existem sempre atividades, mas convém consultar os horários e calendários previamente. Se optar por uma volta mais curta, poderá sair na Baixa-Chiado e dirigir-se para apanhar o elétrico até ao Castelo de S. Jorge. No Castelo também existem sempre atividades para os mais novos.

Tour Lisboa

c) Inicie o percurso em qualquer estação da Fertagus da Lisbon South Bay e atreva-se a atravessar a ponte de comboio, é uma emoção! Saia em Sete-Rios e vá passar o dia ao Jardim Zoológico de Lisboa (consulte o horário dos espetáculos para não falhar nenhum). Não se esqueça de fazer a mítica viagem de teleférico por cima de todo o Zoo.

Fertagus 1

– “Geocaching”, a caça ao tesouro moderna que os miúdos vão adorar.

caça ao tesouro

Estas são as regras do jogo:
Alguém (normalmente quem conhece muito bem o local) esconde uma cache – pequena caixa com papel para deixar o nome e a data. Tenho encontrado muitas caixinhas cilíndricas dos rolos fotográficos, mas também já descobri algumas caixas maiores que tinham pequenos presentes (quem quiser pode trocar por outro de igual valor)

Alguém (com ajuda de um aparelho com ligação GPS e algumas pistas deixadas na internet) vai tentar encontrar a caixa e deixa lá o registo dessa visita.

O objetivo, ou seja, a recompensa, é apenas esse – descobrir uma cache escondida. Até porque em regra geral ela está em locais muito bonitos e tantas vezes esquecidos ou até pouco acessíveis. Os esconderijos podem e devem ser “esquisitos”, tais como: bancos de jardim, placas de sinalização, troncos de árvore, lagos, caixas de água, postes de electricidade…

Numa época recheada de tablets, jogos de consolas, portáteis e telemóveis tactéis para mim este jogo consegue aliar o melhor do passado e do presente e tem muitas vantagens. A começar pelo custo (gratuito), mas também por ser uma actividade para ser praticada ao ar livre, em qualquer aldeia ou cidade do mundo, e claro é completamente segura e divertida para todas as idades.

Divirtam-se e aproveitem bem estes momentos de preguiça, boas férias!

Helena Gonçalves Rocha

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aborrecida

“SERÁ QUE AS CRIANÇAS NÃO SE PODEM ABORRECER?”. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Ufa! Que chatice, não tenho nada para fazer…

Hoje em dia, esta frase quase deixou de ser ouvida, parece existir uma “lei contra o aborrecimento infantil”.

Assim que ouvimos estas palavras, logo encontramos soluções: vai fazer isto, joga aquilo… Parece que não podem aborrecer-se, não podem mesmo esperar sem fazer nada, sem fazerem mesmo nada…

O aborrecimento traz a criatividade! Quantos de nós fizemos desenhos infindáveis nas toalhas dos restaurantes enquanto aguardávamos que os crescidos terminassem a refeição e a “bendita” da conversa?

Levante o dedo o último que presenciou um cenário semelhante a este nos últimos tempos. Quantos cantámos, contámos carros, sinais de trânsito para ajudar a passar o tempo?

Quando a criança se aborrece tem uma tendência natural para resolver esta inquietude, criando, inventando novos personagens, novos jogos, novas configurações, claro está se lhe dermos oportunidade para que o faça.

Será que é mesmo a nossa vontade, inibir a capacidade de resolver problemas dos nossos filhos, a capacidade de lidar com a frustração?

Será que é mesmo a nossa vontade entregar os nossos filhos às babysitters eletrónicas, assistindo passivamente à sua quietude iluminada por um feixe de luz imenso projetado na sua face?

Aborrecida

Como sempre dizia o Pai cá de casa, são os extraterrestres a tomarem conta de nós…

Será que temos coragem de não dar a solução fácil? De permitir que as crianças encontrem soluções para se entreterem, estimulando assim as suas competências de resolução de problemas e contrariando a atual tendência da satisfação imediata.

Deixo-vos este desafio, a próxima vez que o seu filho lhe pedir o tablet ou telemóvel porque não tem nada para fazer, surpreenda-o…dê-lhe um papel e um lápis ou sugira-lhe que procure outra solução.

Se vai ser fácil? Desconfio que não…Mas garanto que vai valer a pena a médio, longo prazo. O seu filho irá ser estimulado a criar, a imaginar, a resolver novos problemas.

Gostava mesmo que partilhassem connosco as vossas experiências, pode ser?

Fico à espera.
Até para a semana, divirtam-se!
Helena Gonçalves Rocha

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BURNOUT PARENTAL

BURNOUT PARENTAL. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Nesta altura do ano tudo nos parece Demais… Demasiado barulho, Demasiado movimento, Demasiado calor, Demasiado trabalho e as férias começam a surgir como uma ténue luzinha bem longe, lá longe ao fundo do túnel…

Quem tem filhos pequenos sabe que esta sensação de que tudo é demasiado, não surge unicamente nesta altura do ano.

O síndrome de Burnout  Parental  não está relacionado com a interação dos pais com os filhos, mas sim com tudo aquilo que se traduz com o trabalho em educá-los, mantê-los nos seus horários, transportá-los  para as suas atividades, supervisionar os trabalhos de casa, garantir que têm uma boa alimentação. A síndrome de burnout parental surge muitas vezes nos primeiros anos de vida da criança por toda a exigência física e social e mais tarde na transição para a adolescência em que as exigências parentais mudam radicalmente quase de minuto a minuto.

Na sociedade atual a exigência é extrema, terás de ser uma Mãe exemplar, uma profissional de sucesso, uma dona de casa exímia e uma esposa dedicada e disponível, será que alguém aguenta?

A verdade é que na maioria das vezes acreditamos que sim e dedicamo-nos a cada uma destas áreas com o mesmo empenho e dedicação e…estranho, muito estranho mesmo, como há poucas Super Mulheres, começamos a acusar sinais de extremo cansaço, falta de paciência e acima de tudo uma sensação de frustração porque parece que seria expectável que fizéssemos tudo de forma exemplar.

Os pais sentem que não cumprem os seus objetivos, não estão a fazer o que é suposto, as exigências profissionais não se compadecem da exaustão física e emocional sentidas, a casa deixa de estar arrumada na perfeição e a paciência de repente desaparece…

A verdade é que a pressão social é muita para que Eduquemos na perfeição e quando começamos a acusar este cansaço, a frustração aumenta e o Burnout Parental instala-se.

BURNOUT PARENTAL

Existem no entanto algumas estratégias que podem prevenir este Burnout Parental.
Quando se tem filhos o perfeccionismo tem que ser banido das nossas vidas, “feito é bem melhor do que perfeito”.

Peça ajuda
Delegue tarefas no pai, no avós, nos tios. ( sim , não fica tão bem feito como se você fizesse, mas fica feito). Podem ser tarefas domésticas ou mesmo o baby sitting.

Pense em si
Planeie uma atividade semanal para fazer o que mais gosta, cuide de si, só assim estará apta a cuidar dos seus filhos.

Simplifique e priorize
O que será mais importante, a cozinha a brilhar ou uns momentos de verdadeiro riso e brincadeira com o seu filho?
Não complique, reconheça os seus limites, não consegue mesmo chegar a tudo aquilo que idealizou.

Estabeleça uma rotina
Com filhos pequenos  as rotinas são algo que trazem muita segurança e simplificação do dia a dia.

Priorize o tempo de casal
Quando os miúdos estiverem na cama, aproveite para conversar e namorar. Restabeleça a intimidade. Faça planos em conjunto, planos a dois, organizem um programa semanal a dois (mesmo que seja em casa, uma massagem conjunta, um jantar à luz das velas)

Divirta-se em família
Aproveite os pequenos momentos e solte umas gargalhadas, afinal não tarda nada e eles já cresceram. E isto é tão verdade..aproveite o momento, concentre-se na relação com os seus filhos e não no “embrulho”. Estão sujos? Mas estiveram todos a rir e rebolar na relva? Viva a sujidade e os momentos bons!

Helena Gonçalves Rocha

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Helena Gonçalves Rocha

OS MIÚDOIS NÃO DORMEM O SUFICIENTE. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não quero Dormir!
Quantas horas afinal e porque é assim tão importante?

Desde cedo ouvia a minha mãe dizer:
– O teu mal é sono! Dorme um bocadinho que depois já ficas melhor!

Mais tarde, enquanto avó repetia:
– O mal dele é sono! Vê-se logo quando não dorme…

E, claro está, que como em muitas outras coisas, eu acabei por lhe dar razão e repetir não as mesmas, mas quase as mesmas palavras:
– Nota-se logo quando não dorme o suficiente! Enquanto dormes estás a crescer, não vês como estás alta?

Os bebés, as crianças e os adolescentes necessitam de uma quantidade de sono significativamente maior relativamente aos adultos, de modo a suportar o seu rápido desenvolvimento físico e mental. A maior parte dos pais sabe que as crianças em crescimento precisam de uma boa noite de sono, mas a maior parte desconhece o número de horas necessárias para cada idade e qual o impacto que pode causar a falta de 30 ou 60 minutos de tempo de sono.

Uma das razões pelas quais é díficil detetar se as nossas crianças estão a dormir horas suficientes é pelo facto das crianças sonolentas não abrandarem à medida que vão ficando com sono. Na verdade, a falta de sono pode confundir-se com sintomas da perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA). As crianças comportam-se como se não estivessem cansadas, resistindo à hora de deitar e tornando-se cada vez mais ativas à medida que a noite continua. Tudo isto pode acontecer, apenas porque a criança está cansada.

Helena Gonçalves Rocha

Quem não assistiu a episódios de crianças cheias de sono, que correm desenfreadamente, vão de encontro a tudo e que entram em guerras de desafio com o adulto?

A National Sleep Foundation, recomenda que as crianças entre 1-2 anos durmam 11 a 14h, entre os 3-5 anos, 10 a 13 horas, em idade escolar 6 aos 13 anos deveriam dormir 9 a 11 horas, os adolescentes, dos 14 aos 17 anos entre 8 a 10 horas e o jovem adulto, 18 aos 25 anos deveria dormir entre 7 a 9 horas.

Como é possível verificar, as horas diárias de sono recomendadas vão variando ao longo do desenvolvimento da criança. E, de uma coisa estamos certos, o sono é um ponto crítico no funcionamento diário das crianças.

Uma boa noite de sono prepara as crianças para estarem atentas a novas experiências, relacionarem-se positivamente com os outros e construírem competências de memória e de atenção. Quando a criança dorme, o seu cérebro está ativamente a formar novas conexões, permitindo-lhes estar fisicamente mais relaxadas e mentalmente despertas quando acordadas. Lá está a velha máxima, enquanto dormes estás a crescer.

Os investigadores nesta área relacionaram os maus hábitos de sono com um maior risco de obesidade, dificuldades de memória e atenção e fraco rendimento escolar nas crianças em idade escolar. Para além disso, o sono insuficiente foi também associado com elevados níveis de agressão, podendo afetar negativamente as relações interpessoais com os pares e família.

Como tal, temos mesmo de zelar para que as nossas crianças tenham uma boa quantidade de sono que lhes permita desenvolver harmoniosamente.

E para que ocorra uma boa higiene do sono, teremos de ter em conta alguns hábitos importantes:

  • A rotina de deitar inicia-se uma hora antes do previsto. Aqui, a atividade deverá começar a diminuir, as luzes e sons devem começar a baixar e o contato com qualquer equipamento eletrónico deverá ser completamente inibido, inclusive a televisão.
  • No quarto de dormir não deverão existir equipamentos eletrónicos (TV, Tablets, telemóveis) para que possamos garantir uma boa higiene do sono.
  • Deverá ser acordado entre os pais uma rotina de deitar. Lavar os dentes, despedir-se dos bonecos, ler uma história (já na sua cama), beijinho e ó-ó!

Com os votos de uma boa noite, sonhos cor de rosa, às bolinhas!
Helena Gonçalves Rocha

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PAIS SEM PRESSA? SIM, É POSSÍVEL. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Já aqui falei do tempo e da qualidade de vida que temos com os nossos filhos. Recuperando o artigo onde falo sobre este tema, (veja aqui) tive oportunidade de voltar a falar na importância do Slow Parenting [Pais Sem Pressa].

O Magazine Notícias de ontem publicou um artigo onde eu e outras mães falamos desta mesma qualidade cujo objetivo prende-se no facto de tentarmos desacelerar a vida dos nossos filhos e esticar o tempo para estarmos juntos (veja artigo completo aqui). Se preferir ler em suporte papel tente recuperar o suplemento do JN e DN da semana passada.

«Hoje em dia a pressão da perfeição faz que os pais queiram preparar os seus filhos o melhor possível. Preenchem os seus horários com todas as atividades possíveis para serem os melhores»

Ao que acrescento, é necessário sermos nós próprios a desacelerar, ouvirmos e escutarmos a criança, valorizarmos as pequenas coisas e pequenas conquistas, “perdermos Tempo” a ensinar-lhes pequenas coisas.

Fotografia de Diana Quintela/Global Imagens

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Porque eles são Capazes, mas têm mesmo de ter oportunidade de Experimentar, Errar e Tentar outra vez!
Vá sem Pressa! Pais sem Pressa, são de certo Pais mais Felizes e Tranquilos!

Helena Gonçalves Rocha

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10 SINAIS DE QUE O SEU FILHO É VÍTIMA DE BULLYING. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Em  1994 iniciei a minha monografia de fim de licenciatura para a qual escolhi o tema “ Bullying – agressividade no espaço escolar” sob a orientação do Professor Carlos Neto na Faculdade de Motricidade  Humana. Na altura sempre que me perguntavam sobre o que versava a tese, tinha de repetir e explicar várias vezes o conceito. Recordo como foi desafiante este projeto desenvolvido nas escolas problemáticas da Grande Lisboa com cerca de 700 estudantes. Davam-se os primeiros passos neste alerta que vinte anos mais tarde é sobejamente conhecido por todos, pais e alunos.

No entanto, creio não ser demais lembrar a importância que deveremos dar ao bem estar dos nossos filhos no território escolar. Será que algum dos sinais de alarme que listo abaixo se enquadra no seu filho? Se assim for, o seu  filho pode estar a ser vítima de bullying. Todos nós temos esperança que os nossos filhos nunca sejam vítimas de bullying ou Bullies, ou seja agressores, porém este fenómeno está cada vez mais presente nas nossas escolas. E é também verdade que muitas das crianças vítimas de bullying não pedem ajuda, como tal é muito importante conhecermos os sinais de alarme.

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10 Sinais de que o seu filho é vítima de bullying na escola

#1  Dificuldade em explicar ( ou não consegue mesmo explicar) lesões ou o aparecimento de lesões ou feridas recorrentes;
#2  Desaparecimento de pertences ou aparecerem estragados ( inclui peças de vestuário, livros, brinquedos, equipamento eletrónico, etc);
#3  Sentir-se frequentemente doente ou fingir-se doente ( exemplo: dores de cabeça frequentes ou dores de barriga);
#4  Alteração dos hábitos alimentares ( inclui “saltar” refeições, comer compulsivamente, regressar da escola cheio de fome porque não comeu o almoço, etc);
#5  Pesadelos frequentes ou outro tipo de alteração do sono;
#6  Não querer ir à escola ou apanhar o autocarro, perda de interesse nos trabalhos escolares ou tirar notas abaixo do habitual;
#7  Evitamento de situações sociais repentinamente ou perda de amigos;
#8  Começar a fazer bullying com um irmão mais novo ou miúdos mais novos ( muitas das vezes começam por imitar e mimetizar aquilo que está a acontecer com eles próprios);
#9  Sentir-se inseguro, diminuição da auto-estima ou outro tipo de alteração de personalidade ( incluindo ficar mais reservado ou triste);
#10  Apresentar comportamentos auto-destrutivos ( exemplo: auto-mutilação, julgarem-se culpados de tudo, tentar fugir de casa ou falarem em suicídio).

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Estratégias para lidar com o Bullying
É importante referir que nem todas as crianças vítimas de bullying irão revelar estes sinais específicos. Lembre-se que o seu filho pode não lhe querer dizer que está a ser vítima de bullying. Porém se você  acha que isso está a acontecer, não ignore a situação e  aja!

Quer ache que a sua criança está a ser vítima de bullying quer não ache, o melhor mesmo é conversarem sobre este assunto. A comunicação é o pilar da relação e é muito importante que o seu filho perceba que está ali para o ouvir, incondicionalmente. Conforme o vai ouvindo, a confiança entre vós vai crescendo e ele perceberá que tem em si um Aliado com o qual pode contar.

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografias: D.R.