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OS 5 MELHORES BRINQUEDOS DE TODOS OS TEMPOS. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Ho Ho Ho! Impossível escapar…é Natal, é Natal, é Natal!

Este ano a nostalgia apoderou-se de mim…já não tenho crianças para oferecer brinquedos, ups…o que aconteceu? Cresceram tão depressa! Mas recordo bem a azáfama que iniciava logo no princípio de Dezembro, parecia quase uma caça ao tesouro ( o jogo da moda, a boneca que faz mil coisas, o livro fantástico). Este ano não é excepção, é ver os inúmeros catálogos dos hipermercados que se acumulam nas caixas de correio, os anúncios da TV que não param de nos bombardear com as últimas novidades e por outro lado, os orçamentos familiares que tentam atender às extensas listas das crianças mas que, definitivamente não esticam.

Pensando nisso, elaborei uma lista de 5 brinquedos que nenhuma criança deveria ser privada. Estes 5 brinquedos estão ao alcance de qualquer carteira e são adequados para um extenso intervalo de idades. São brinquedos que foram testados ao longo dos anos e certificados e aprovados pelas crianças. Como bónus, estes 5 brinquedos podem ser combinados para garantirem um tempo ultra-mega-super-divertido!

HELENA GONCALVES ROCHA

1# Pau

1# Pau

Este brinquedo versátil é um verdadeiro clássico. O mais provável é que os vossos tetra-avós também tenham brincado com paus, e os seus filhos descobriram-nos sem precisarem da vossa ajuda.

Os paus existem numa enorme variedade de formas e tamanhos, podendo fazer uma  coleção completa sem fazer qualquer investimento.

E um Pau pode ser tudo aquilo que uma criança imaginar, uma fada de condão, uma espada, uma pistola. Quando faço as minhas sessões com crianças em ambiente de natureza, rara é aquela que não procura imediatamente um Pau para fazer a caminhada connosco, um Pau mágico, um Pau para nos defendermos.

Confesso que sempre gostei deste brinquedo, com os devidos cuidados para que não se magoem, este é um objeto que desperta a imaginação de todas as crianças. Recordo-me quando o meu filho era pequeno adorar os “cacaus”, vulgo casca de pinheiro, com eles construía as mais variadas histórias desde walkie-talkies, espadas e pistolas.

CAIXA

2# Caixa

2# Caixa

Outro brinquedo muito versátil. As caixas também se encontram nas mais variadas formas e tamanhos. Dependendo da quantidade e tamanho das caixas que tenha, as caixas podem transformar-se em mobiliário de cozinha, camiões, túneis, barcos, armaduras invencíveis.

Num período em que estava a trabalhar com um grupo de crianças pequenas especializei-me em reaproveitar as caixas de grandes dimensões (Frigoríficos, Televisões), desde construirmos uma cidade, a aproveitar a caixa e desenhar nela um mapa de estradas para os carrinhos, até utilizarmos as luzes de Natal para fazermos um túnel encantado. Tudo foi possível e principalmente muito divertido!

Cordas e fios

3# Cordas ou Fios

3# Cordas ou Fios

Os miúdos adoram cordas. Começo já por dizer que os fios ou cordas não são adequados para os bebés ou crianças pequenas pois podem ser motivo de estrangulamento quando se lembram de os colocar à volta do pescoço. No entanto quando utilizado devidamente, o seu manuseio pode ser fonte de um grande divertimento .

A utilização mais usual das cordas será para juntar coisas. Pendurá-las nos troncos, fazer uma trela para o urso de estimação, fazer armadilhas, amarrar o irmão mais novo à cadeira. Usem um fio para fazer um telefone com dois copos, ou juntem um pau e construam uma cana de pesca.

Tubos

4# Rolo de papelão

4# Rolo de papelão

Ah, os rolos de papelão. Eles conseguem-se de forma gratuita assim que acaba o rolo de papel higiénico ou o papel de cozinha, estes são os mais comuns, mas ainda existem os rolos grandes de papel de embrulho ou os rolos dos posters, verdadeiros tesouros que duram muito tempo. Tivemos um em casa que durou 3 anos, era um telescópio, de onde se avistava a Lua quase todas as noites. Com os rolos pequenos construíram-se uns binóculos de explorador. Os rolos de papelão também são fantásticos para servir de garagem para os carrinhos ou fazer passar coisas por dentro deles.

Terra

5# Terra

5# Terra

Quando era pequena bem me recordo de fazer bolos de terra, que com um pouquinho de água, ficavam deliciosos bolos de lama, de ficar toda suja e de gostar, gostar muito…As minhas tias por sinal, não achavam assim tão divertido.

É verdade que hoje em dia cada vez mais investigações apontam para que as crianças que se sujam fortalecem o seu sistema imunitário, ao contrário das crianças que não têm oportunidade de se sujarem. Não será este o melhor argumento para deixar a sua criança sujar-se e brincar com a terra? Se à terra lhe juntar um pau, temos montes de terra a ser empilhada e destruída com o pau, a terra é o local ideal para brincar com os carrinhos e construir estradas.

Ficam estas ideias do TOP 5 dos brinquedos, ecológico, grátis e garantidamente muito divertido!

Feliz Natal!
Helena Gonçalves Rocha

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Helena

NO NATAL AS CRIANÇAS PRECISAM MAIS DO QUE PRESENTES. O QUE SERÁ? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

A pressão do Natal está aí! Para onde quer que vamos ouvimos músicas de Natal, recebemos a toda a hora novas sugestões e propostas das melhores decorações, os melhores presentes, as melhores atividades. Os nossos olhos parece que já brilham de tanta luzinha que pisca… .

As festas estão aí, muitas vezes os pais sentem a pressão de ter de” fazer bem “. Queremos que os nossos filhos sejam felizes e muitas vezes achamos que temos de ser ultra-mega-organizados, pensar sempre à frente e ser muito criativos, para que tal possa acontecer.

Aguentar o período festivo desde o Natal à passagem do ano poderá ser difícil. Apesar da felicidade e alegria que achamos que devemos sentir, muitas vezes os pais estão exaustos, stressados e sem tolerância. Os miúdos conseguem ir do estado eufórico ao estado ultra-birra em apenas 60 segundos. As famílias esvoaçam de atividade em atividade e os pais tentam encontrar o presente perfeito. Na ânsia de criar a memória do cenário natalício perfeito, caímos muitas vezes numa enorme lista de afazeres impossível de concretizar. E ficam para trás as coisas realmente importantes – tal como o tempo passado juntos, as tradições e a boa vontade.

Tudo isso é muito importante, mas não nos devemos esquecer de manter algumas coisas em mente para que esta época natalícia seja vivida com sucesso.

# As crianças precisam de aprender que dar e receber são ações recíprocas. Quando damos oportunidades aos nossos filhos de dar aos outros, ajudamo-los a aprender o que é a generosidade, a bondade e a empatia. Poderá pensar em algumas atividades adequadas a cada fase de desenvolvimento, podem visitar um lar de idosos e disponibilizarem-se para serem parceiros de jogo, ou voluntariarem-se para ajudar na distribuição de comida pelos carenciados ou organizar e doar brinquedos a quem mais precisa. Podem oferecer uma bebida quente ao porteiro da escola, que nesta época passa tanto frio, ou levar umas bolachinhas e um sorriso às senhoras da secretaria, que, com toda a certeza irão retribuir com o maior sorriso e calor no coração.

# As rotinas dão estrutura e fornecem segurança e conforto.  As rotinas básicas são para ser mantidas durante todo o ano (horários para dormir, horas das refeições, hábitos de higiene, etc) .Porém, as tradições natalícias são rotinas que acontecem sempre da mesma forma, de um ano para o outro. Por um lado são necessárias novas formas de entreter os miúdos a cada ano que passa, mas na verdade, os miúdos querem e precisam que as tradições natalícias se repitam ano após ano. E esta repetição pode ser na ementa (sempre, mas sempre Bacalhau na noite da consoada), nas decorações (sempre, mas sempre a mesma estrela no alto da árvore), as histórias que se contam, as músicas que se ouvem vão ajudar as crianças a criar memórias associadas à época natalícia. Isso, mais do que os presentes, farão esta época do ano tão única e especial.

# Antecipar e vivenciar ocasiões especiais é muito importante para as crianças. As crianças beneficiam de antecipar e participar nos eventos especiais. As crianças adoram contagens decrescentes para alcançar as atividades pretendidas e a época natalícia é perfeita para isso. Desde os calendários do advento, ao riscar no calendário os dias que passam e contar aqueles que faltam. A excitação crescente do Grande Dia que se aproxima é inexplicável para os Miúdos, a excitação do aproximar da meia-noite, tanta ânsia e nervosismo para gerir.

# As histórias e memórias partilhadas refletem os valores de família. As reuniões natalícias são sempre uma excelente oportunidade para as crianças ouvirem as histórias familiares que vão passando de geração em geração. Todas essas histórias transmitem um sentimento de continuidade e pertença que ajuda a passar também os valores familiares.

Helena Gonçalves Rocha

# As interações significativas entre os membros da família fazem a criança sentir-se amada.  A presença de um pai e a sua atenção total podem significar muito mais do que um simples presente. O tempo passado no chão da sala a jogar ou a ler um livro, nunca será tempo desperdiçado. A presença dos pais num programa natalício, tipo festa da escola, é uma das formas de transmitirmos à criança que ela é amada e valorizada.

Quando os pais desaceleram e se reposicionam, eles poderão dar memórias muito felizes aos seus filhos e poderão ir de encontro às reais necessidades desenvolvimentais. Manter estas necessidades em mente poderá ajudar os pais a filtrar o ruído provocado pela expetativa externa relativa à época natalícia. Os pais deveriam permitir-se relaxar, lembrarem-se que está tudo bem quando se diz Não, especialmente quando dizer Não significa passar mais tempo com os seus filhos.

Aproveite a época natalícia e viva na plenitude a sua Família!

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NATAL: A IMPORTÂNCIA DOS RITUAIS DE FAMÍLIA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Chegou Dezembro e com ele o cheirinho a Natal! Lá fora os cenários modificam-se, são luzes que piscam, ora na iluminação de rua, ora na casa de cada um que decide decorar a sua casa especialmente para o Natal. Ainda encontramos muitos Pais Natais pendurados nas varandas, Pais Natais nos grandes centros comerciais, mas esses são só ajudantes, porque o Pai Natal, sim, o verdadeiro Pai Natal está lá longe, no Pólo Norte muito atarefado juntamente com a sua equipa de anõezinhos a ultimar as listas de presentes, a dar os últimos retoques aquela boneca que a Maria tanto queria…sim, o verdadeiro Pai Natal não consegue estar em todo o lado a dar atenção aos pequeninos. Por isso, contrata tantos e tantos ajudantes parecidos com ele, mas que efetivamente não têm a “dita magia do Natal”…

Uma das dimensões que distingue as famílias diz respeito aos seus rituais, isto é, à forma como vivenciam as atividades partilhadas, sejam elas de caráter quotidiano, sejam datas festivas, mais esporádicas e pontuais.

Cá em casa o Natal sempre foi vivido de forma muito Especial e com muita magia, desde o primeiro dia de Dezembro, em que habitualmente se montava a árvore de Natal e onde se inaugurava o calendário do advento.

calendário do advento

Cada dia, ou antes em cada noite os anõezinhos deixavam recados, mensagens, pequenos presentes simbólicos que faziam com que cada acordar de Dezembro fosse sempre em grande excitação.

Os rituais familiares são privados a cada grupo familiar porque possuem significados diferentes. Estes rituais permitem estabelecer um sentido de estabilidade e de pertença único em cada família.

As noites de consoadas são passadas das mais diversas formas e com diferentes características de casa para casa, tudo se altera, desde a ementa da noite, a forma como são trocados os presentes, a decoração da casa. No entanto no seio da nossa família a manutenção destes rituais reforça os valores familiares e as próprias heranças familiares.

Ao longo dos anos todos sabiam que chegando a meia-noite o Pai Natal surgia no céu e deixava o seu saco de presentes à porta. Todos se lembram da noite em que Ele distraído deixou o barrete pendurado no portão, todos se lembram de ver a cauda da rena quando já iam de saída.

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Agora, já todos mais velhos, uns a entrar na idade adulta, outros na efervescente adolescência, tentam manter a tradição para os pequeninos que começam a surgir e recusam-se a abandonar a Magia de outrora.

Essencial será criarmos memórias afetivas que os acompanhem ao longo da vida, que os remeta para uma estabilidade emocional, para o sentido de união / reunião Familiar, onde todos têm o seu lugar desde o mais velho aos mais pequenino.

E os miúdos podem ser envolvidos nesta celebração logo desde início, com a decoração da casa e da árvore de Natal. Na cozinha, fazendo bolinhos e partilhando as receitas de família, na noite e dia de Natal recebendo todos com alegria e celebrando esta grande reunião anual.

Deixo, pois, aqui os meus desejos que aproveitem esta época natalícia e usufruam da companhia uns dos outros e ofereçam muitos presentes do coração, construídos por cada um de vocês e sempre a pensar no outro.

Feliz Natal!
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HELENA GONÇALVES ROCHA

ESTAVA A PORTAR-SE TÃO BEM…FOI SÓ TU CHEGARES… Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta mítica frase já foi, com toda a certeza ouvida por muitas mães quando chegam a casa dos avós para irem buscar os seus filhos, verdade, verdadinha?

Para além da minha vasta experiência nesta matéria, os meus filhos têm os melhores avós do mundo e não sei o que seria de mim sem eles, mas, esta simpática expressão acompanhou-me invariavelmente nos “vai buscar” desta vida. Para além disso, as famílias que acompanho acabam por descrever relatos semelhantes diariamente, o que me trouxe até esta página em branco.

É mesmo verdade, os miúdos quando se reencontram com os pais no final do dia, pela sua imaturidade e acredito também como uma forma de nos castigarem por termos estado tanto tempo ausentes, desorganizam-se e conseguem armar a maior das birras e de chamadas de atenção demonstrando aos nossos pais, ou melhor ainda, sogros, como efetivamente somos as Piores Mães do Universo.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Não se preocupe, mesmo, é um fenómeno generalizado e que acaba assim que viram costas. Solução para este drama: encurtar ao máximo a duração da recolha dos miúdos, eles estão sedentos da sua atenção e quanto mais prolongar a conversa, mais eles terão de ser criativos a chamá-la à razão.

Por outro lado, esta é também uma boa forma que os netos encontram para reforçar as competências das suas avós. “Olha que bem que eu me porto contigo que me deixas fazer tudo aquilo que desejo e como consigo ser um diabinho com a minha mãezinha! Tu és mesmo boa avozinha!”. É mais ou menos isto ou não é?

Pense em como é bom ter avós para a ajudarem na educação dos seus filhos e como os seus filhos são inteligentes na adequação do comportamento, desvalorize ao máximo estes comportamentos e deixe a conversa com a avó para outro momento. Vai ver que as cenas começam a diminuir de frequência e duração.

Se conseguir, explique aos avós que compreende perfeitamente que o seu filho tenha um comportamento completamente diferente na sua presença, mas que reforçar constantemente esta situação faz com que no final do dia, altura em que está especialmente cansada e fragilizada, estes comentários a façam sentir muito incompetente no seu papel de Mãe. Boa sorte, se conseguir, claro!

PS: Lembrar de colocar na lista de “Quando for avó não vou dizer: Estavam a portar- se tão bem…foi só tu chegares!

Perceber porque falharam alguns dos itens da lista do “Quando for mãe não vou dizer: Não é já vou, é vou já! – Não fales assim para mim que eu não sou uma amiguinha da escola, ouviste? Olha que eu sou tua Mãe!

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PERTURBAÇÃO DO DÉFICE DE NATUREZA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Será que esta é uma nova entidade nosológica: perturbação do Défice de Natureza?

Na última semana deparei-me com um vídeo que abordava esta temática, o autor referia que esta não seria uma nova perturbação médica, mas sim um termo linguístico que muito bem se adaptava ao que observava nas crianças de hoje, privadas e desconectadas completamente da Natureza.

Por outro lado, foi no decorrer desta semana que me deparei com uma criança de 8 anos que, ao informá-la que iríamos desenvolver a nossa sessão lá fora na natureza, saltava de alegria e repetia “És a médica que eu mais adoro! Adoro, adoro!”, qualquer um que se encontre num contexto clínico para os miúdos passa a ser médico. Já lá fora continuava: ”Eu adoro fazer isto! Sempre sonhei fazer isto…procurar tesouros, uau!” Por esta altura já eu tinha o coração cheio e repetia o meu mantra, é por isto que eu adoro o que faço, para ver toda esta alegria!

Recordo também outra criança que acompanhava nas sessões de Psicomotricidade que, invariavelmente quando nos deslocávamos para o exterior, ía dizendo “Sabes Helena, isto é bem mais giro do que jogar Play Station!”

Helena Gonçalves Rocha

E eu pergunto, o que estamos a fazer às nossas crianças? Estamos a privá-las de Natureza?

Todos os miúdos que me procuram pelas inúmeras queixas da escola por desatenção, irrequietude, hiperatividade, quando se encontram em contexto de natureza, diminuem imediatamente a sua agitação. Quando solicitados para que discriminem os sons que os envolvem, tornam-se verdadeiros detetives super focados. Quando no final regressamos ao consultório com o registo fotográfico e as experiências vividas, são os primeiros a desejarem organizar a informação e a fazerem relatos pormenorizados aos pais sobre tudo aquilo que tiveram oportunidade de observar e experienciar.

A verdade é que todos nós quando nos deixamos embrenhar pela natureza, quer seja pela floresta com todos os seus sons, cheiros e texturas, quer seja pelo mar, pela sensação de imensidão, imprevisibilidade, pelo som e cheiro que nos transporta para uma dimensão muito distante daquela que encontramos no decorrer do stress diário. Na natureza tudo é possível, somos nós que temos de nos adaptar, não vale estar desatento, toda a atenção é pouca se queremos realmente aprender tudo aquilo que a Natureza nos permite aprender.

Como tal, lanço novamente o desafio, façam listas de itens a encontrar de acordo com a idade das vossas crianças, procurem cores, recolham tesouros, aproveitem as aprendizagens da escola, recolham objetos com as letras que já aprenderam na escola, comparem texturas, observem os pássaros, procurem os seus nomes, vejam as diferenças das estações do ano quando passam pela natureza, tantas, tantas atividades. E no final, organizem tudo aquilo que viram, aproveitem para treinar a escrita, a organização do discurso, a curiosidade em aprender.

Helena Gonçalves Rocha

Recomendo-vos o livro “Um ano inteiro- almanaque da Natureza” da Isabel Minhós Martins com ilustrações do Bernardo Carvalho, edição da Planeta Tangerina. Este livro convida-nos a viver a natureza ao longo de todo o ano. Desafia-nos a observar os ciclos das plantas e dos animais e a descobrir algumas das mudanças mais fantásticas que acontecem à nossa volta todos os meses, semana a semana, no decorrer dos 365 dias que a Terra demora a dar a volta ao Sol.

Não queremos crianças com perturbações de défice de natureza, que se contentam com a imobilidade e com o visionamento de écrans entre 4 paredes. Claro que inicialmente irão resistir, mas garanto-vos, deixem a natureza fazer o seu trabalho e verão que rapidamente serão eles que vos pedem para ir dar passeios e descobrir e aprender na natureza.

 

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografia: Helena Gonçalves Rocha e D.R.

HELENA GONÇALVES ROCHA

COMO AJUDAR AS CRIANÇAS A PENSAR . Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Crianças que pensam são crianças que crescem.

Ao longo dos últimos tempos tenho vindo a aperceber-me que os adultos andam a facilitar muita a vida às suas crianças, não lhes permitindo muitas vezes pensar. Ou seja, não lhes dando tempo para que elaborem as suas próprias respostas, que recorram à sua natural criatividade e curiosidade e assumindo desde logo que elas não sabem e que cabe ao adulto dar-lhe essa mesma resposta.

Cabe aos adultos a importante tarefa de aguçar a curiosidade das crianças pelo mundo que as rodeia, permitir-lhes que relacionem os conhecimentos que já detêm e que formulem novas conclusões. Para tal, teremos de adotar algumas estratégias e modificar um pouco a nossa atitude.

Quando os nossos filhos estão permanentemente envolvidos em tarefas nas quais são meros espetadores, tipo ver tv, vídeos no YouTube. jogar online jogos que não lhes exija raciocínio mas unicamente velocidade de precisão, as suas mentes alteram o seu estado para o modo standby.   

E o que será que nós enquanto pais, educadores ou professores poderemos fazer para contribuirmos de modo a que as nossas crianças se tornem seres Pensantes?

O conhecimento é poder, certoVamos ajudar as nossas crianças a entender esse poder através de simples passos e conexões. Como influenciadores na vida das crianças, temos a responsabilidade de enfatizar o quão pertinente é para nossos filhos tornarem-se pensadores – e não conhecedores de nada. A vida é muito curta para não ser um pensador!

HELENA GONÇALVES ROCHA

Ajudando as crianças a serem pensadoras

Faça sempre muitas perguntasSe uma criança observa algo na natureza, na loja ou mesmo em casa, demore alguns minutos e pergunte-lhe sobre o objeto. Faça perguntas sobre como, quando, onde e por quê. Alguns exemplos de questões de estimulação do pensamento:

# Será que a lagarta ficará para sempre uma lagarta?

# Porque será que a massa do pão aumenta quando se coloca num  lugar quente?

# A que distância estará a lua?

# Quando será que as pessoas do outro lado do mundo vêem a lua?

# Como será que os animais adquirem o conhecimento para cuidar dos seus bebés?

# O que acontece quando fervemos água? Será que continua a ser  água?

# Visitar museusDa arte à ciência, os museus podem ser encontrados em todo o mundo. Certamente as crianças podem ser inspiradas para serem pensadoras quando estão num local que comemora o conhecimento e a criatividade. Hoje em dia muitos deles são gratuitos e muitos abordam temáticas muito diversificadas e aguçadoras de curiosidades. Realmente não há desculpas para não visitar os nossos magníficos museus espalhados pelos diversos recantos do País, e não só pela grande Lisboa.

# Ler, ler e ler.  Aqui, como em quase tudo, o modelo faz a diferença. Criança que vê os pais lerem, que tem acesso a livros, mais facilmente se entusiasmará pela leitura. Ainda assim nem sempre é fácil, pois a era da imagem e do acesso à informação visual fácil e direta é muitíssimo apelativa. Tente encontrar os temas de interesse dos seus filhos e reserve um tempo diário ou pelo menos semanal para se dedicarem à leitura. Estas férias experimentei a hora diária sem equipamentos eletrónicos e dedicada exclusivamente à leitura (da escolha deles, claro), e posso dizer-vos que resultou em leitores entusiastas.

# Interaja com as crianças como se fossempessoas normais”. Porque será que tantos adultos falam com as crianças de forma abebezada e como se eles não conseguissem raciocinar? Não temos de conversar com os miúdos unicamente sobre os interesses deles, desenhos animados, bonecos e afins. Podemos envolvê-los nos acontecimentos diários e problemas da vida. Fale com eles sobre os preços no supermercado, discuta sobre os sinais de trânsito ou até mesmo convide-os para a cozinha e discuta todas as etapas envolvidas na preparação das refeições. Quando você se conecta com seus filhos como você se conecta com as outras pessoas, eles tornamse melhores pensadores!

# Incentiveos a seguir seus interessesSe o seu filho está interessado em cavalos, leve-o a uma quinta, compre livros com cavalos e descarregue filmes educacionais relacionados com cavalos, cuidados com cavalos e passeios a cavalo. Seja qual for o interesse do seu filho, use isso para aprender a aprender e pensar oportunidades divertidas. Quanto mais divertida for a aprendizagem, mais depressa os seus filhos quererão ser verdadeiros pensadores! 

E você? Está a conseguir interagir com o seu filho diariamente e a discutir questões que o encorajem a pensar? Como é que você ajuda o seu filho a tornar-se um Pensador? Partilhe as suas ideias connosco, aqui nos comentários.

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9 DICAS PARA PÔR AS CRIANÇAS A ESCREVER. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Escrever faz muito sentido para as crianças, principalmente se o fizerem com um objetivo. Por vezes, algumas crianças são bastantes resistentes para escrever e para elas é extremamente importante integrar a escrita na sua vida diária utilizando também o jogo como forma de a motivar a pegar no lápis e deixar a sua marca. Quando a escrita adquire um objetivo prático e específico, as crianças começam a entender a importância da alfabetização e rapidamente embarcam em todas as diversões que vão surgindo ao longo do caminho.
Aqui estão dez idéias práticas para que as crianças gostem de escrever com um propósito.

9 DICAS PARA PÔR AS CRIANÇAS A ESCREVER

#1 Peça aos seus filhos que escrevam a sua lista de compras e depois responsabilize-os por marcarem os itens à medida que os vão comprando.

#2 Quando você está a planear a festa de aniversário do seu filho, coloque-o no comando. Deixe-o escrever a lista de convidados e enviar os convites.

#3 Faça um calendário de festas. Seja qual for a temporada (advento e Natal, férias da Páscoa, férias grandes…) arranje um grande pedaço de papel e crie seu próprio calendário de eventos. Coloque as crianças responsáveis ​​pelo desenho e escrita e deixe-os sugerir algumas ideias divertidas para incluir no cronograma, não se esqueça de incluir os aniversários dos familiares e amigos, eles adoram!

#4 Receber uma carta manuscrita da vida real através do correio é emocionante em qualquer idade. Se calhar posso dizer que talvez mais na nossa idade, uma vez que ainda somos do tempo de trocar correspondência (eu pelo menos, já sou muito antiga) com os primos e os pais durante as férias onde se relatavam todas as aventuras. Agora, tristemente, as cartas que recebemos maioritariamente têm números e habitualmente são para nós pagarmos… No entanto, ainda este verão, assisti ao entusiasmo e inabilidade dos meus adolescentes ao enviarem postais dos locais de férias.
Então…tente encontrar um amigo com quem o seu filho possa trocar correspondência, ou então incentive-o a faze-lo com os avós, de certo ambos irão adorar.

#5 Sirva-se da porta do frigorífico e deixe recados ou perguntas e desafios que requeiram resposta. Vai ver a excitação, sendo que aumenta a adrenalina se os mensageiros não puderem ser descobertos no momento de colocar a mensagem no frigorífico.

9 dicas

#6 Quando for de férias, não esqueça de envolver os miúdos na escolha criteriosa dos cartões postais para enviar para alguém ou para vocês mesmos, para ver quem chega primeiro.

#7 Faça um livro das férias em conjunto com os seus filhos, muitos desenhos, colagens e algumas escritas espontâneas que vão acabar por aparecer.

#8 Faça seus próprios cartões de aniversário  e peça ao seu filho que escreva o texto dentro e o endereço no envelope. Em seguida, compre o selo e coloquem a carta em conjunto, de preferência num marco de correio vermelho.

#9 Com crianças mais ativas, use um lápis e papel ou um giz na parede lá fora, sempre que estiver a jogar um jogo com ele para que possa anotar as pontuações. Esta é uma ótima maneira das crianças competitivas escreverem!

E por aí? Você também encoraja o seu filho a escrever com um objetivo? Partilhe connosco uma das suas dicas.

Helena Gonçalves Rocha

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Birras

7 ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM AS BIRRAS DO FINAL DO DIA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As crianças muitas vezes desfazem-se em birras ao final do dia quando vêm para casa. Aqui fica o porquê e como lidar.

Prepare-se!! O seu filho pode vir da escola ou do jardim de infância e assim que chega a casa desfaz-se em birra aos seus pés! Eu chamo-lhe o “Rebentar da Bolha”! E que explosão que é…

Na verdade, este fenómeno pode também ser observado no seu companheiro ou em si mesma. Durante o dia você dirige, orienta, produz, sorri, empatiza, pensa e retém alguns pensamentos no seu cérebro interior que adoraria dizer em alta voz, porém, assim que passa a porta de casa transforma-se numa pessoa impaciente, antipática e nada apetecível.

E qual a razão para que isto aconteça?

Mantermo-nos mentalmente motivadas, com contenção emocional e com controlo físico suficiente para nos apresentarmos no nosso melhor quer no nosso local de trabalho, quer seja no jardim de infância ou na escola, requer uma energia inigualável

Fazemos um esforço enorme para não perdermos o controlo, não discutirmos com o colega de trabalho ou com os clientes, com o risco de perdermos o nosso emprego. Os miúdos tentam “portar-se bem” de modo a não serem postos de castigo, perderem o tempo de recreio ou levarem falta disciplinar. Quantas vezes durante o dia você tem vontade de gentilmente enviar alguém para “aquela parte” ou fugir para a casa de banho a chorar? Mas não o fazemos – não o fazemos porque temos de continuar a ser boas pessoas e manter um ambiente pacífico.

Depois de um dia inteiro a controlar todos estes impulsos e emoções, chegamos a um ponto que a nossa “Bolha “ enche de tal forma que de alguma forma terá de rebentar.

A minha filha adorava a escola e tudo o que lá fazia, mas houve uma determinada altura em que raro era o dia em que não se desfazia em lágrimas assim que chegava ao carro. Ela não fazia ideia donde vinham as lágrimas e porque chorava, mas eu sabia…o esforço para fazer tudo bem, corresponder às expectativas era tanto, que assim que se apanhava comigo e se sentia segura e confortada, descomprimia e chorava e depois passava.

Existem algumas estratégias que podemos ensinar aos nossos filhos para que possam lentamente ir esvaziando a Bolha que habitualmente rebenta assim que chegam a casa. Poderá também experimentar estas 7 estratégias com o seu companheiro.

#1 Faça conexões positivas
Receba a sua criança com um sorriso e um abraço em vez de, “Tens trabalhos de casa?” ou “Já soube que hoje te meteste em sarilhos”. Tal como é escusado perguntar “ Como correu o teu dia?”. Ninguém, mas ninguém, quer responder a estas perguntas.

#2 Arranje espaço
Dê tempo ao seu filho para ouvir os seus próprios pensamentos logo após o momento em que o vai buscar. Se for a conduzir ligue o radio e permaneça em silêncio. Se for a caminhar fale pouco ou comente as pequenas coisas que vão observando “Olha, viste aquele passarinho amarelo tão pequenino?”. Esta não é a melhor altura para grandes conversas.

#3 Dê-lhe comida
Muitas crianças reagem melhor se não lhes perguntarmos “Tens fome?” Assuma que o depósito do seu filho está vazio quando chega a casa. Reabasteça o depósito disponibilizando-lhe a comida sem dizer nada. Alimentos do “bem”, fruta fresca, queijo ou uma mão cheia de frutos secos irão dar-lhe o impulso de energia que precisam.

#4 Reduza a desordem da casa e o barulho
As pessoas são habitualmente condicionadas pelo ambiente – umas mais do que outras. Eu sei que as manhãs com crianças são habitualmente caóticas, mas chegar a casa e encontrar uma casa que parece que foi “assaltada”, não ajuda a retornar à calma. Assim, desde há uns tempos para cá, decidi instalar novas rotinas, que me permitam organizar tudo à noite, pequenos almoços, roupas, ou então levantar-me mais cedo para que possa haver alguma ordem no período da manhã e no final do dia.   Há tempos dediquei um post a este tema,  “ O Inferno Matinal como transformá-lo em Paraíso” .

Isto porque ao chegar a casa vinda do trabalho ou da escola, aspirar a casa não me parece o melhor programa!

Birra

#5 Mantenha-se conectado durante o dia
Utilize uma estratégia adequada à personalidade e idade de cada um de modo a manter-se conectado com a sua criança. Podem ser post-its na lancheira, um SMS de boa sorte, enfim o que a sua criatividade mandar. (Esta estratégia também é bastante eficaz com o seu companheiro(a), EVITE mesmo, os questionários: Onde estás? O que estás a fazer? É só para lembrar que existem pontes entre nós! “Gostei muito da nossa conversa de ontem. Estou orgulhosa de Ti! “)

#6 Providencie Tempo De Descompressão
Dependendo da personalidade do seu filho, providencie uma forma de descomprimir ao fim do dia. Dê a oportunidade ao seu filho para que seja ele a iniciar a conversa quando estiver pronto para isso. Quando isso acontecer, poderá aí perguntar-lhe se houve algum momento mais intenso emocionalmente durante o dia.

Lembre-se também de usar a “terapia da brincadeira” com o seu filho, mesmo que já seja um adolescente! As pessoas descomprimem muito pela brincadeira, pois ajuda a processar todos os acontecimentos do dia. Providencie também tempo para que possam não fazer nada, descansar ou brincar lá fora. As crianças mais novas gostam muitas vezes de brincar às lutas, correr, ou fazer uma Guerra de cócegas. Já os mais velhos apreciam ir dar um passeio de bicicleta ou tocar um instrumento.

Cá para mim a melhor maneira de descomprimir com os miúdos sempre foi pôr a música aos berros e dançar como se ninguém nos tivesse a ver.

#7 Divirtam-Se
“O riso liberta a mesma tensão que as lágrimas”. Divertir-se é uma forma esplêndida para libertar a tensão.

E agora confesse lá, a sua criança também rebenta a bolha e se desfaz em birra quando chega a casa?
Que estratégias utiliza? Precisamos todos de novas ideias neste momento que por vezes é tão difícil.

Helena Gonçalves Rocha

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Helena Gonçalves Rocha

MAIS AUTONOMIA TORNA AS CRIANÇAS MAIS RESILIENTES. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não há volta a dar, iniciou-se um novo ano, tempo em que procuramos rever atitudes e fazer mudanças.

O meu grande objetivo continua a ser o desacelerar e o simplificar, para além da conjugação de um outro verbo: Respirar! Lembram-se no último post que vos falei da importância de respirar?  Em momentos de maior inquietude e aflição ajuda imenso. Huumm…Phhhhh…

Mas na verdade cada vez me inquieta mais a falta de autonomia que providenciamos às nossas crianças E nada melhor que aproveitar este momento do reinício escolar para traçarmos metas e nelas investir.

Que tal investir em estimular a capacidade de lidar melhor com as adversidades e superá-las, ou seja, estimular a nossa resiliência?

A promoção da autonomia é uma das formas privilegiadas de estimular a resiliência.

Falemos por exemplo das deslocações para a escola. Quantas crianças entre os 8 e os 13 anos se deslocam de forma autónoma para a sua escola?
Em 2013 , a Faculdade de Motricidade Humana realizou um estudo sobre a mobilidade independente em Portugal, questionando os pais sobre quais as razões que os levavam a transportar os seus filhos para a escola, a razão invocada com maior percentagem relacionava-se com o trânsito, logo seguida do medo dos adultos.

Recordo-me claramente do dia em que me foi dada permissão de ir a pé sozinha para a escola, teria uns 7 anos. Era supervisionada para atravessar a estrada e de seguida lá ia eu, orgulhosamente SOZINHA. (Anos mais tarde, o meu pai confessou que me acompanhava durante todo o trajecto bem de longe). Recordo-me também da sensação que estes pequenos passos me transmitiam, Sou Capaz, Sou Crescida, Sou de Confiança!

Pequenos passos com os quais podemos ajudar as nossas crianças a crescerem, ir fazer uma compra ao mini-mercado, pedir um gelado no café mais próximo, deixá-los fazer pequenos trajetos a pé.

Já dizia João dos Santos, o maior pedopsiquiatra e psicopedagogo português, educar é um vai e vem entre dar proximidade para dar segurança e dar distanciamento para dar autonomia. Quando precisam de segurança damos afectos, quando precisam de autonomia damos distância.

Acho mesmo vergonhosos que cada vez mais as crianças e adolescentes sejam deixados diretamente no portão. Assistimos atualmente a uma parada de automóveis às portas dos colégios e escolas secundárias nas horas de entradas e saídas que não permitem que os miúdos logo de manhã dêem mais de 50 passos. Para além das questões da autonomia, falamos também das questões da mobilidade, do sedentarismo que progressivamente se instala nas novas gerações.

Antes de iniciar o seu trabalho de atenção e foco do período escolar, a criança beneficia de realizar alguma atividade física, que pode bem ser uma caminhada, que lhe permita ativar o seu estado de alerta e facilite a manutenção da atenção no período de tempo que se segue.

Como tal, se aceita o desafio de estabelecer novas metas e contrariar as tendências, deixe o seu carro mais longe e faça uma caminhada matinal, se ele já tiver idade (10/12 anos) incentive-o a utilizar os transportes públicos, deixe-o fazer “coisas” sozinho. Tudo isto irá promover a sua Autonomia e aumentar a sua capacidade de resiliência, ou seja, a sua capacidade de resolução de problemas.

autonomia nas crianças

E afinal não é isso que todos desejamos para os nossos filhos? Que sejam autónomos, que consigam encontrar soluções para os seus problemas?

Se assim for, é altura de definir novas metas e fazer do seu filho uma criança mais autónoma. Acredite nele, ele é mesmo capaz!

Helena Gonçalves Rocha

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Regresso às aulas

5 DICAS PARA SUAVIZAR A RENTRÉE ESCOLAR. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As férias são habitualmente um período em que conseguimos “desligar” do resto do ano, aproveitar o tempo, usufruir mais da relação com os outros e principalmente apreciar o crescimento e desenvolvimento desenfreado dos nossos filhos.

Conciliar horários dos miúdos com as nossas atividades profissionais, organizar a alimentação, organizar todo o material e manuais escolares, gerir ansiedades, organizar boleias, explicações, salas de estudo, natação, dia dos avós…Enfim já estou a hiperventilar e ainda vou a meio…

Vamos lá por partes para ver se isto corre melhor!

Respire fundo e repita para si mesmo: “Eu não sou uma Super Mulher (ou Super Homem), mas sei que vou conseguir, uma etapa de cada vez!”
Por vezes dispomo-nos a alcançar objetivos inalcançáveis, respire…uma etapa de cada vez. Ainda agora veio de férias, não se canse já!

#1 Retome as rotinas do sono!
Por esta altura já seria recomendável que os miúdos se começassem a deitar mais cedo e progressivamente a levantar mais cedo, aproximando-se da hora de levantar em tempo de aulas.

Não se esqueça de desligar os aparelhos eletrónicos (TV, Tablets e telefones) 1h antes da hora prevista para dormir. A dificuldade nesta altura do ano é acrescida pois muitas vezes ainda não é noite escura, o truque será ir reduzindo a actividade, o som e a luz presente no ambiente.

Rotina do sono

Rotinas do sono

#2 Retome os hábitos alimentares saudáveis!
Cá em casa traduz-se em ter sopa na mesa todos os dias (no Verão têm direito a comer sopa em regime facultativo, está muito calor e impera o gaspacho). Aproveite o final de semana para planear a ementa semanal, adiantar algumas refeições e snacks para os miúdos levarem para a escola. Não se esqueça, habitue-os a saberem o que estão a comer e qual a sua origem. Está mais que provado que os alimentos processados estão na origem da obesidade e de outras doenças atuais.

Organize o pequeno almoço na noite anterior e peça a colaboração dos miúdos.

Retome os hábitos alimentares saudáveis

Retome os hábitos alimentares saudáveis

#3 Envolva os seus filhos na organização do material escolar!
Consoante a idade dos seus filhos mantenha-os envolvidos na organização do material escolar, quer seja pedindo-lhes que revejam o material do ano anterior e que listem quais as suas necessidades, quer sejam na atividade de forrarem os livros, quer na escolha da mochila e decoração do material.

Organização do material escolar

Organização do material escolar

#4 Escolher as roupas a serem usadas.
Dê uma volta ao armário e organize atempadamente a roupa que irão usar na primeira semana de aulas. Tudo o que puder ser feito na noite anterior, suaviza as birras da manhã.

#5 Volte a respirar fundo e repita para si mesmo “ Os miúdos estão tão crescidos, isto passa depressa demais, vamos lá aproveitar!”
Esta sim, é a maior das verdades, descomplique! Não vale a pena…este tempo passa depressa demais, aborreça-se só com aquilo que realmente valer a pena. Se calhar o miúdo pode ir para a escola com a roupa já meio suja do pequeno, importante mesmo é que tome o pequeno almoço e chegue a horas…

Como mãe de dois adolescentes vejo agora o tempo que perdi com “coisinhas” que não valem a pena, aproveite converse com elas e veja como estão tão crescidos depois das férias!

Boa reentrée escolar para toda a Família, para os que regressam à escola e para os que levam à escola!

Helena Gonçalves Rocha

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