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O QUE ENSINAR AO SEU FILHO PARA QUANDO SE PERDER.

Helena

De repente está uma em vez de duas crianças. Começo a entrar em pânico à medida que vou olhando em volta. Eu ainda agora o vi, há um segundo atrás. Caminho rapidamente e ele não está em lado nenhum. Será que o meu maior medo se tornou realidade? Perdi o meu filho?

Infelizmente quase todos os pais de crianças pequenas já vivenciaram estes segundos de pânico, que parecem horas intermináveis. No supermercado, na praia, no meio da multidão ou no meu caso, no meio de uma pacata e espaçosa loja, quando a minha filha de 3 anos decidiu esconder-se entre as roupas penduradas e aguardar calmamente que fosse encontrada.

É importante que os pais percam, e mais tarde ganhem, algum tempo a pensar o que deverão ensinar aos seus filhos no caso de se perderem.

perder criança

Dependendo da idade do seu filho, poderá adequar a informação que quer que o seu filho detenha quando efetivamente estiver perdido.

Ele precisa saber o nosso número de telefone
Aprender o nosso número de telefone para que nos possa ligar ou pedir a um adulto para o fazer. Algumas crianças são demasiado pequenas para conseguirem decorar o número, mas podemos sempre arranjar uma pulseira onde pode estar inscrito o número.

Ele precisa saber o nosso primeiro e último nome
Muitas crianças quando se perdem são interpeladas por um adulto, “ Como se chama a tua Mamã?” e a criança responde “Mamã”. Como tal deveremos insistir para que saiba o nosso nome e apelido.

Estas são as minhas sugestões para ensinar a uma criança em caso de se perder:

1. Fica onde estás
Andar às voltas pode levar-te para longe do sítio onde te vimos a última vez. Quanto mais te afastares mais difícil será encontrar-te.

2. Procura um pai ou mãe com filhos.
Encontrar um pai com filhos é importante. Um adulto sem crianças pode não ter o mesmo sentido de urgência. Também não terão a mesma experiência com crianças pequenas aflitas ( para além de que, nem todos os adultos são de confiança). As meninas têm mais tendência para procurar uma mãe mas convém sempre lembrar que um pai com crianças também pode ser muito útil.

3. Grita o nosso nome
Gritar pelo nosso nome, ou nome completo, não é Mamã, nem Papá, vai ajudar a chamar a nossa atenção. Nós normalmente identificamos as vozes dos nossos filhos, mas ouvir chamar o nosso nome tornará as coisas mais fáceis num ambiente ruidoso ou cheio de gente.

Sempre que vá a um local novo ou cheio de gente, convém rever as regras com os seus filhos. Se estiver num sítio tipo EuroDisney, deverá rever estas regras todos os dias antes de entrar.

Espero que ninguém se perca, mas ficamos todos mais confiantes quando já sabemos o que fazer.
Partilhe connosco as suas experiências. Já lhe aconteceu? Quais são as suas estratégias?

Uma boa semana para vocês e bons passeios,
Helena Gonçalves Rocha

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caça ao tesouro

A PÁSCOA E OS RITUAIS FAMILIARES.

Helena

Não havia nada mais certo, assim que se iniciavam as férias escolares aí íamos nós rumo ao alto Minho, para a “terra” dos pais, usufruir de todas as tradições da Páscoa.

A mais apreciada, era sem dúvida, o beijar da cruz. De casa em casa, lá íamos, o grupo de primos e amigos, receber o Sr. Padre e toda a sua comitiva que alegremente entravam na casa de cada um, anunciando “Aleluia, Aleluia, Aleluia”, acompanhado de salpicos de água benta. De seguida, a Cruz de Cristo era oferecida a cada um dos presentes para que a beijasse, recordo-me como se fosse hoje, como a Cruz era enorme para mim e como gentilmente se baixavam para que eu escolhesse onde iria beijar, nos pés, nas mãos (era uma decisão difícil, numa altura em que pouco se pensava em doenças e questões de higiene). O ritual terminava com o dono da casa a oferecer um ovo, que era depositado e transportado num requintado balde de prata.

Os miúdos, de seguida lançavam-se para a mesa dos doces, enchendo os bolsos de amêndoas, provando as especialidades da casa, desde o Pão de Ló, à Rosca Mulata da Tia. Os mais afoitos ainda conseguiam bebericar um cálice de vinho do Porto e fugir rapidamente para a casa seguinte, onde todo o ritual se voltava a repetir. No final, faziam-se contas, quem conseguiu beijar mais, que doces comemos e o relato de todas as peripécias vividas.

caça ao tesouro

Os rituais familiares são momentos que nos permitem viver e fortalecer ligações afetivas, servindo como recurso fundamental para a manutenção e fortalecimento da família. Os rituais são expressos de forma diferente em cada família, com cada uma a descobrir e a construir os seus, moldando-os à sua imagem.

Devido ao seu carácter repetitivo, os rituais constituem um elemento estabilizador e reconfortante para os membros das famílias, contribuindo para o estabelecimento e a preservação de um sentido coletivo, ou seja, da identidade familiar.

Todas as Páscoas eu sabia o que iria acontecer… e a segurança que isto me trazia…

Assistimos atualmente a uma perda progressiva das rotinas e rituais familiares, estando muitas vezes as famílias desprovidas de um fio condutor, afastadas dos elementos da família alargada.

O reatar de rituais familiares, ou mesmo a criação de novos rituais que façam sentido à família podem inverter esta situação e voltar a dar o fio condutor abalado, tornando-a mais coesa e autónoma.

Confesso que adoro rituais e adequá-los à minha família já quase se tornou um vício. Todos sabem o que acontece nas manhãs de Domingo. Todos sabem que na Noite de Natal se joga o jogo da Cadeira, os mais novos e os mais velhos. Todos sabem como os aniversariantes são acordados logo pela manhã. Enfim, são muitos os rituais já criados, mas muitos mais podemos inventar, na certeza que são estas memórias, estas certezas, esta segurança que podemos transmitir aos nossos filhos e quem sabe possam transmitir aos netos.

Os rituais são parte essencial da vida familiar, permitem apaziguar ansiedades, permitem tratar a sua Família como única e criam História e Memória.

Que tal aproveitar esta época festiva e iniciar uma nova tradição? Quem sabe, esconder ovos pela casa ou pelos caminhos circundantes, e partirem todos à Caça dos Ovos?

Para todos Vós uma Santa Páscoa e gozem a companhia uns dos outros!
Helena Gonçalves Rocha

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PAI E FILHO

BRINCADEIRAS DE PAI.

Helena

Sendo que me considero uma Mãe que sempre brincou muito à Pai e, uma vez que no sábado celebramos mais um Dia do Pai, pareceu-me oportuno escrever um pouco sobre a real importância das Brincadeiras de Pai.

Na minha memória guardo com ternura a ansiedade com que esperava que o Meu Pai chegasse a casa para que nos estendêssemos os dois no chão a jogar berlindes, driblando a esquina do corredor ou o móvel da sala e como era transportada na suas cavalitas, saltitando cheia de emoção. Ai que saudades!… E como eu gostava de ser transportada em cima dos seus pés, devagar, depressa, dançando…E por último, mas não menos importante, as futeboladas no pinhal. Esta última brincadeira, deixei-a como herança à minha filha, que acredito ser das brincadeiras preferidas que faz com o Seu Pai.

As brincadeiras brutas, mais físicas ou mais loucas são tipicamente conotadas como Brincadeiras de Pai. Estes tipos de brincadeiras são essenciais para um desenvolvimento harmonioso das crianças.

Andar às cavalitas, ser atirado ao ar, brincar no chão, girar e andar à roda preso pelas mãos, de certo detêm memórias deste tipo de brincadeiras. As brincadeiras com o risco controlado, que desafiam a gravidade, fazendo funcionar todo o sistema relacionado com o equilíbrio, faz com que muitas vezes peça aos pais que ousem arriscar com os seus filhos, que não se inibam de os fazer girar e que brinquem muito no chão.

PAI E FILHO

As brincadeiras de chão são essenciais para que as crianças desenvolvam a sua segurança no espaço, um melhor conhecimento do seu corpo e desenvolvam também a proximidade com o outro.

Por outro lado, as brincadeiras mais físicas, de toque, de luta, são deixadas muitas vezes só para os Meninos. As Meninas também precisam, apreciam e derretem-se nos braços dos Seus Pais. Mães, por favor, não tenham medo, eles não caem, os gritos são de alegria, excitação , medo e confiança em quem as segura.

Assim se cresce, assim se constroem memórias inesquecíveis!

Um Bom Dia do Pai e vamos lá construir Memórias!
Helena Gonçalves Rocha

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Inês

LISBON SOUTH BAY BLOG DITO PELAS CRIANÇAS

brincamos

Tem dificuldade em pronunciar “Lisbon South Bay blog”?
Imagine eles.

Experimente você mesmo esta sugestão de trava-línguas. Consegue dizer melhor?

Nós aqui temos brincadeiras com as crianças.
Nós aqui temos isto.

Agradecimento ao Colégio Arte Mágica na Verdizela, local onde foi gravado o vídeo.