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POKEMON GO

POKÉMON GO… WHAT?

Helena

POKEMON GO

Afinal que febre é esta? Em todo o lado ouvimos falar, televisões, redes sociais, os miúdos entre si já trocam estratégias para serem bem sucedidos nesta caça ao Pokemon.

Os Pokémons estão de novo na boca do mundo, devido a uma aplicação com o nome “Pokémon Go” (Android e iOS). Milhões de utilizadores andam a capturar (virtualmente) estas criaturas de poderes tão diferentes. Este jogo, ao contrário de muitos outros, não é para ficar agarrado ao gadget (smartphone ou tablet) no sofá, para o jogarmos temos de caminhar pela rua fora.

Os defensores do jogo dizem que esta é uma forma de combater o sedentarismo infantil e a obesidade infantil. Como sabemos, são cada vez mais os miúdos que se recusam a sair de casa e a andar a pé. Pois, este pode ser um bom motivo para os pôr a andar, ora a pé ou de bicicleta para poderem abrir uns ovos.

Por outro lado poderá promover a curiosidade pela descoberta de locais geográficos reais, entrando no jogo com o seu filho podem planear as rotas em conjunta e descobrir novos locais de interesse.

POKEMON GO

POKEMON GO

Posso até concordar, cada vez se torna mais difícil trazer os miúdos para a rua e a batalha é demasiado desigual com os equipamentos eletrônicos existentes, mas ainda no outro dia vos falei de um outro jogo possível de realizar em Familia, o Geocaching. Aqui utilizamos também as coordenadas geográficas com o auxílio de um equipamento eletrônico, no entanto procuramos um objeto real, visível e palpável e é-nos solicitado que tenhamos atenção a tudo aquilo que nos envolve. Quando a “cache” é encontrada teremos de deixar assinalada e podemos até trocar tesouros.

Faço frequentemente, e a maioria das vezes com objetivos terapêuticos, a caça ao tesouro na Natureza. A conexão com a Natureza é vital no desenvolvimento infantil, é algo que se tem vindo a perder mas que é urgente voltar a conectar.

Definimos previamente quais os tesouros que iremos caçar, sejam eles pássaros, flores, formas geométricas, objetos começados pela letra A. A diferença aqui será que procuramos objetos reais e que durante a procura nos é permitido ir apreciando tudo aquilo que nos rodeia.

Não estou com isto a dizer que o Pokemon Go, é mau, talvez até seja bom, pelo menos obriga os miúdos a saírem de casa. Acho que a dinâmica é muito idêntica à minha caça ao Tesouro, só que, em versão preguiçosa, alguém manda e nós lá vamos apanhar coisas que nem conseguimos ver….

Não me posso esquecer da cara de susto da recepcionista da clínica onde habitualmente trabalho, quando descreveu a forma como os pais de uma criança pequena tinham entrado desenfreadamente na clínica e caçado dois Pokemon, mesmo ali, um em cima da sua secretária e outro junto à casa de banho. E ela, num misto de assustada e incrédula perguntava:

– Será que ainda estão aqui? Acho que estava mesmo aqui ao pé do frasco das bolachas… E o outro será que ainda está ao pé da casa de banho?

Será no mínimo bizarro, não?

Bom depois de tudo isto e como  gosto muito de desafios, deixo-vos mais um:

Nestas férias, esqueça-se dos carregadores dos equipamentos eletrônicos, não ligue a tv, vá para sítios sem rede (ainda existem). Faça este desafio durante 3 dias. Apreciem-se uns aos outros, conversem, reconectem-se com a Natureza, apreciem as estrelas,ouçam os cantos dos pássaros.

Por cá chegamos ao fim do terceiro dia, os miúdos jogam às damas sempre que podem, conversam e fazem perguntas, apreciam as ovelhas e vacas pelas quais passamos. E que bom que é, o tempo não ter tempo. Podemos apreciar a cada minuto o quanto cresceram e como na corrida do dia a dia não conseguimos fazê-lo.

Atrevam-se,  são só 3 dias, será que conseguem?

Helena Gonçalves Rocha

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TPC

TPC PARA FÉRIAS

Helena

As férias são sinónimo de tempo de descanso, ausência de rotinas, diversão, prazer, encontro entre famílias e amigos, construir, jogar, brincar, brincar e mais brincar.  Mas onde cabe neste cenário os infindáveis TPC?

Eu até entendo que no 1º ciclo a necessidade de consolidar os conhecimentos adquiridos requeiram uma atenção especial por parte dos pais num período de interrupção mais longo, como o é as Férias de Verão. No entanto, teremos de ser criativos de forma a transformarmos as mal-amadas fichas em algo prático, útil e com sabor a férias. TPC

A minha sugestão vai no sentido de tentarmos demonstrar na prática a utilidade dos conhecimentos adquiridos. Aqui ficam algumas ideias:

  1. Façam listas de compras em conjunto e, com todo o tempo do mundo, ajude o seu filho a encontrar cada um dos produtos listados no supermercado. Para além de estar a promover as competências de leitura e escrita, estará também a ajudá-lo nas tarefas de organização e discriminação visual.
  2. Peça ajuda para pesar a fruta e verificar se não houve enganos. Peça ajuda para fazer as contas: 1kg custa 2€, logo 2,5Kg serão x? Estará a desenvolver as habilidades matemáticas, aplicadas à prática.
  3. Façam uma lista conjunta dos monumentos que gostariam de visitar de acordo com o programa dado na escola. Aproveite para falar na História de Portugal e conhecer melhor o nosso património. A identidade cultural é essencial no desenvolvimento de uma criança, mais do que ouvir falar ou ver fotografias no livro é conhecer, experimentar e vivenciar em conjunto com a Família.
  4. Escolham em conjunto um livro para ler nas férias, organize um tempo diário para dedicar à leitura. As crianças imitam o que vêem fazer, como tal, escolha também um bom livro para si e reserve uma hora diária para lerem.
  5. Ajude o seu filho a fazer um diário, pode ser um caderno em que tenta escrever qualquer coisa todos os dias. Nos dias em que não há inspiração pode colar alguma coisa, um bilhete do cinema, uma folha bonita. Este é um bom hábito para não perder o hábito da escrita e mais uma vez do planeamento e organização.
  6. Façam desporto. Dancem sem vergonha. Num sítio próprio para dançar ou mesmo dentro de casa. Como alguém já disse, o Verão passa a dançar e mais vale dançarmos também.
  7. Vejam filmes, no cinema ou em casa. Tentem ver alguns em estrangeiro para poderem começar a praticar e habituar o ouvido às diferentes musicalidades de cada língua. Se gostaram de algum filme em especial, revejam-no e convidem amigos.
  8. Escute o seu filho, mas com a alma. Falem sobre o futuro, quais são os seus sonhos e o que necessitam para que os possa realizar.
  9. Na praia incentive-o para que faça construções de areia e com o material de desperdício que chega à areia. Escrevam na areia, com letras gigantes, construam letras em relevo. Estas são maneiras excelentes de desenvolvermos a caligrafia.
  10. Fique na praia até o Sol se pôr, pelo menos uma vez. Combinem acordar cedo para verem o nascer do Sol. Façam disso um momento mágico, respirem profundamente e sintam-se felizes por tudo aquilo que têm.

E mais importante de tudo:
Sejam alegres e brilhantes como o sol e indomáveis e fortes como o mar!
Aproveitem bem o Verão e divirtam-se, divirtam-se muito!

Helena Gonçalves Rocha

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Nemo

4 LIÇÕES QUE “PROCURANDO DORY” PODE ENSINAR

Helena

No passado domingo fomos ao cinema ver o delicioso filme “ Procurando Dory”. Confesso que sempre foi umas das minhas personagens preferidas, quer pelo seu ar desprendido e desmemoriado, quer porque aparentemente está sempre feliz.

O filme de  animação “Procurando Dory”- (Finding Dory, 2016-Disney•Pixar ), dirigida por Andrew Stanton e Angus MacLane, mostra um percurso de reencontro da peixinha Dory  com a sua família, consigo mesma, e com o seu valor e potencialidades.

Treze anos após o estrondoso sucesso de “Procurando Nemo” , Dory começa a ter pequenos “flashbacks” sobre sua família de origem. A vivência dessas memórias  impede-a de continuar como está e a procura pela família é inevitável: ela sente saudades, muitas saudades.

Desta vez, Nemo e Marlin entram como coadjuvantes da história, mas nunca como figuras menos importantes uma vez que eles, apesar das dificuldades, amam e acreditam em Dory.

Então surgem as perguntas, contidas na sinopse original do filme, e que serão respondidas pela nova história: Afinal o que é que ela se  consegue  lembrar? Quem são os seus pais? E onde ela aprendeu a falar Baleiês?

Este filme não dececiona, antes pelo contráro, mas é verdade que me fez olhar para a Dory de uma outra forma e que percebi que haviam muitas mensagens importantes ao longo da sua jornada , que poderíamos trazer para a vida real.

1- Se a limitação é real é preciso entendê-la e falar sobre ela para que as outras pessoas também entendam e possam ajudar:

Dory percebe que não consegue guardar informações por muito tempo e que, poucos segundos depois de  ouvir algo, já se esqueceu. A memória a curto-prazo é responsável pela capacidade de reter, por alguns segundos, um número limitado de informações. São aquelas informações que nós guardamos por alguns segundos apenas para fazer escolhas ou tomar decisões. Para Dory, não conseguir reter essas informações fazia com que se perdesse pelos caminhos a toda a hora e perturbava-lhe o decurso do seu pensamento.

Carinhosamente vemos os pais a ensinarem-na a dizer aos outros quais são as suas dificuldades.

“Eu sofro de perda de memória a curto-prazo

2- A aceitação é necessária para que se possam encontrar alternativas e adaptações ao meio.
Uma vez que Dory, a sua família e amigos, sabem exatamente quais são as suas dificuldades, é possível elaborar estratégias para que ela possa ser “ajudada” a fazer a rechamada da informação, ou seja a recordar-se. O filme deixa claro o quanto o emocional está envolvido na retenção de memórias que não se perdem (memórias de longo prazo) e como alguns estímulos podem desencadear as lembranças.

 “A minha mãe gosta de conchas roxas”

“Segue as conchas e chegarás a casa”

Em ambas as frases há associação emocional: a figura amada da mãe é associada às conchas assim como conchas são associadas a “voltar para casa”, caso se tenha perdido.

Por outro lado, revela a importância das referências visuais e físicas como potenciais auxiliares de memória.

Dori

3- Valorizar as competências  que estão mais desenvolvidas em quem tem alguma limitação.
Assim como habitualmente os cegos possuem o tato e a audição mais apurado, o filme mostra que Dory desenvolveu uma capacidade de se adaptar às situações de dificuldade. Ela é simpática, ela fala com todos, ela procura ajuda, e, em um momento em que Marlin (pai de Nemo) reflete, depois de ter sido injusto com ela, percebe que ela é ousada e valente pois ela é capaz de “parar e analisar a situação antes de continuar.”

Dentro de Dory existe a certeza de ter sido amada e estimulada nas suas competências quando era  pequena. Ela sabe que deve continuar e não desistir nunca.

“Tenho a certeza que tu te vais lembrar”

“Tu nunca te vais esquecer de nós”

Dori

4- Saber que nossa família é quem amamos

Dory está com Marlin e Nemo, mas descobre que falta  lhe algo e que precisa encontrar a  sua família. Quando encontra a sua família, percebe que não pode viver sem Martin e Nemo e imediatamente se lembra deles. A família está onde o nosso coração está e Dory sabe bem disso. Família é quem amamos e quem nos ama, é quem cuida de nós e com quem nos preocupamos e cuidamos. Família são aqueles que nos ajudam a superar as nossas dificuldades e a enfrentar o mundo.

Nemo

Dory, tu consegues!

Dori
Se ainda não foram ver, não percam. Para além de tudo isto tem momentos bem engraçados para poder partilhar com a sua Família.

Nemo

Helena Gonçalves Rocha

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Brincar ao ar livre

BRINCAR AO AR LIVRE É PRECISO!

Helena

Vivemos num país com um clima fabuloso, no Verão chegamos a ter mais de 12 horas de luz solar e mesmo no Inverno o clima permite-nos estar na rua sem problemas de maior.

O Verão começou na segunda-feira e com ele toda a mudança de rotinas. Os miúdos já estão de férias e o brincar lá fora é inevitável. As brincadeiras estendem-se até mais tarde, conseguimos jantar ainda com a luz do dia e ir para a cama cedo começa a ser uma dificuldade. “Para a cama? Mas ainda é dia…”

A verdade é que, infelizmente, assistimos a um maior número de casos em que as crianças preferem não sair de casa. Porquê? Normalmente porque o pequeno ecrã, seja ele a TV, o tablet, o computador ou o telemóvel, lhes permitem ter acesso a todo um Mundo que só por si os satisfaz. Batalhas invencíveis, conversas com os amigos, jogos intermináveis, aplicações miraculosas, enfim, é verdade que é uma luta desigual. Mas também é verdade que não teremos de desistir de um em detrimento de outro. Como em tudo, o equilíbrio é a chave do sucesso.

A verdade também, é que cada vez mais, temos crianças com dificuldades psicomotoras graves, com baixa auto-estima, inseguras, impulsivas e com dificuldades ao nível das competências sociais.

Na minha prática clínica uma das recomendações habituais, ou chamemos-lhe antes, prescrições, pois é feita com objetivos terapêuticos, é a frequência trissemanal de um parque infantil. Com a devida exploração de cada um dos equipamentos, desde que lhes permita desenvolver as competências de equilíbrio, planeamento motor, força, destreza, coordenação bimanual, enfim, uma infinidade de objetivos que podemos desenvolver com uma simples ida ao parque.

E perguntam vocês, mas qual parque? E eu agradavelmente vos respondo que qualquer um pode satisfazer alguns dos objetivos previstos, mas há de certo, uns melhor do que outros.  E como falamos da Lisbon South Bay, irei tentar apresentar-vos alguns dos equipamentos de qualidade que por aqui podemos encontrar e desafio-vos também para que possam enviar fotos dos parques infantis da vossa eleição.

Comecemos pelo Parque Infantil da Marisol (freguesia da Charneca da Caparica, concelho de Almada) recentemente remodelado, fica bem no centro de uma zona residencial e de serviços, o que permite que os pais possam sempre estar por perto e atentos à atividade dos seus filhos.

O parque tem equipamentos para uma faixa etária alargada o que permite uma utilização diferenciada mediante a idade do utilizador. Os percursos de equilíbrio apresentam alguma dificuldade para os mais pequenos, mas são um desafio para os mais velhos.

Brincar ao ar livre

O baloiço é excelente, permite a utilização simultânea por vários utilizadores, promovendo a cooperação e a partilha entre eles. Tem também outra vantagem, permite que uma criança com mobilidade reduzida o possa utilizar sem problema, mesmo que não tenha a capacidade de se agarrar às cordas. Os baloiços são ótimos para desenvolver o equilíbrio, a força e o planeamento motor.

Brincar ao ar livre

Existe um equipamento super engraçado que vai fazer os encantos de muitos miúdos. Aqui eles podem comparar pesos e quantidades, familiarizarem-se com o sistema de roldanas, pôr e tirar, encher e esvaziar (brincadeira preferida em algumas etapas de desenvolvimento) e mais do que tudo, brincar ao faz de conta.

Brincar ao ar livre

Para além destes equipamentos mais diferenciados, podemos aproveitar a parede escalada, um escorrega invulgar, e as magníficas “monkey bars”, onde os miúdos se podem pendurar e desenvolver o planeamento motor, a força, e a coordenação bimanual.

Mais importante do que tudo isto, com uma simples ida ao parque infantil estamos a promover o desenvolvimento infantil, fazendo com que os miúdos aprendam brincando!

Deixo-vos mais uma vez o desafio: enviem-nos fotografias dos vossos parques preferidos na Lisbon South Bay, ou identifiquem-nos e dêem-nos a sua localização, para que possamos ir até lá e dar a conhecer o que melhor temos para as nossas crianças na  Lisbon South Bay.

Brincar ao ar livre

Helena Gonçalves Rocha

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Crianças 1

O LIVRO DE INSTRUÇÕES QUE EXISTE EM CADA CRIANÇA.

RITA

A relação com os filhos tem início, principalmente no que diz respeito às mães, a partir do momento em que sabemos que temos um ser dentro de nós e nos sentimos responsáveis por “abrigar” e cuidar de alguém durante sensivelmente nove meses.

Com o nascimento do(a) primeiro(a) filho(a), os pais começam a estar despertos para a temática da educação dando origem a várias questões: “que tipo de pai/mãe quero ser, que tipo de educação lhe vou dar”… entre tantas outras.

A chegada de um(a) filho(a) altera a rotina e permite-nos experienciar diferentes “estados de alma” passando de um estado de total enamoramento aos “nervos em franja”. E é nestas vivências que tem início um dos maiores desafios da nossa vida…o que é que fazemos quando tudo o que lemos nos livros, o que pensámos que seria exequível, falha e não resulta com o(a) nosso(a) filho(a)? A expressão: “seria tudo tão mais fácil se existisse um manual de instruções” passa a fazer parte do nosso dia-a-dia.

Para alguns pais pode ser uma surpresa, mas a verdade é que todas as crianças têm uma espécie de manual de instruções, o seu mapa numerológico.

Se é verdade que toda a informação que procuramos antes do nascimento da criança é essencial para guiar e fundamentar a nossa conduta enquanto pais e educadores, é igualmente importante ter consciência de que cada criança tem características, capacidades, dificuldades, interesses, desafios e formas de aprendizagem distintas e este conhecimento é decisivo para estabelecer uma boa relação com o(a) nosso(a) filho(a).

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O mapa numerológico, código de números obtido através do nome completo e data de nascimento da criança, mostra-nos de forma clara e prática quais as características da mesma, dá-nos a possibilidade de a conhecer, de a entender e de nos guiar na relação que estabelecemos com ela.

Ter acesso ao mapa numerológico das crianças permite-nos perceber o porquê de certas estratégias terem mais ou menos sucesso, o porquê dos filhos serem tão diferentes embora educados da mesma forma.

Os filhos são como os dedos da mão, a base é a mesma, mas a diferença entre eles é visível aos olhos de todos e como tal não se pode agir da mesma forma, as estratégias necessitam ser diferentes e adaptadas.

O mapa numerológico possibilita centrar no ser da criança para compreender a melhor forma de estar com a mesma.

A relação entre pais e filhos é possível ser analisada também através do cruzamento dos mapas numerológicos de cada um, obtendo uma melhor compreensão sobre as dinâmicas que existem entre os vários elementos.

Existe uma razão pela qual os nossos filhos são nossos e não outros, certamente que será interessante conhecer este caminho que têm juntos.

Contactos

Om You / Gabinete holístico de bem estar
Rua Salgueiro Maia, 11E
Almada
TEL.: 963417455 – 933393738

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LOJA SOCIAL DA AMORA PRECISA DE ROUPA DE CRIANÇA.

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Dia Mundial da Criança, dia de celebração. Reconhecemos o trabalho e contributo que a Loja Social “Amora Solidária” faz a ajudar agregados familiares da Amora. No ano passado foram atendidos 356 agregados, previamente sinalizados por instituições da Freguesia. Neste espaço entregam-se gratuitamente roupas de homem, mulher e criança, bem como, roupas de quarto, de casa de banho e utensílios de cozinha.

Neste momento há uma grande carência de roupas de crianças, deste a bebé até aos 12/14 anos, por isso apelamos a quem quiser ajudar, que entregue roupas em especial de criança na loja social ao sábado ente as 10 e as 12 ou nas instalações da Junta de Freguesia durante o horário de expediente 9h00 às 12h30 e as 14h00 às 17h30, caso necessite de mais esclarecimentos pode ligar-nos pelo 212268730 ou 917072687.

Já nos perguntaram onde poderão deixar roupa para quem precisa. Ora aqui está mais uma instituição que precisa do seu contributo.

Ajude a ajudar.

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Feliz Dia da Criança.

Nós aqui temos Loja Social.
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Texto: Marlene Gaspar

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7 COISAS QUE TODAS AS CRIANÇAS PRECISAM DE OUVIR

Helena

As crianças não são coisas; são pessoas pequeninas. São sensíveis, inocentes, assustadas, curiosas e para elas tudo na vida é novidade durante um largo período de tempo. Quando tudo é novo, o medo pode ser grande e a auto-estima muito pequena. É importante mantermos tudo isto em mente. Precisam de determinadas coisas para que possam aprender a ser resilientes, a ter amor próprio, a preocuparem-se com os outros, a valorizar os fracassos e consequentemente a transformar os fracassos em triunfos. Precisam de auto-estima positiva. A sua auto-estima depende primeiro e essencialmente dos seus cuidados enquanto pais.

A psicóloga Sherrie Campbell fez uma lista de 7 coisas que todas as crianças deveriam ouvir diariamente. Ora verifique que se as está a cumprir.

7 COISAS ESPECIAIS

1 “Amo-te”
Podemos dar a uma criança demasiadas coisas, mas nunca daremos a uma criança demasiado amor. Quando dizemos  ao nosso filho que o amamos e dizemo-lo várias vezes, estamos a dizer-lhe que ele é valioso. Estamos a ser um fã na sua audiência. Amá-lo dá-lhe coragem, tempo para crescer; permiti-lhe cometer erros; produz sentimentos de alegria.

Dizer ao seu filho que o ama ensina-o a amar-se a si próprio e mostra-lhe como ser capaz de amar outras pessoas.

2 “Estou orgulhosa de ti”
A criança deve sentir que é especial para os seus pais, que não se devem acanhar em dizer o quanto estão orgulhosos, de tentar, de se esforçar, de demonstrar um talento especial.

3 “Estava errada, desculpa-me”
Embora por vezes difícil, devemos manter em mente que as crianças aprendem por modelo. E quando erramos é sempre uma boa oportunidade para demonstrarmos que ninguém é perfeito e que deveremos assumir os nossos erros. A honestidade é positiva para o desenvolvimento da criança, enquanto ser pessoal e social.

4 “Eu perdoo-te”
Mais uma vez a importância do modelo, é natural que as crianças cometam erros recorrentes, porém é também natural que sejam merecedoras de perdão.

5 “Estou a ouvir”
Essencial ouvir também com o coração, ouvir mesmo, cada palavra, sem distrações, seguindo atentamente as suas conversas e questionando. Isto irá demonstrar-lhe o quanto é importante para si e irá também trazer um impacto positivo na vossa relação de confiança.

6 “A responsabilidade é tua”
Se a criança é crescida para umas coisas, não deverão usufruir do estatuto de “pequenino” para escapar às consequências dos seus atos. E terão de ser os pais a incutir a responsabilidade.

7 “Tens tudo o que precisas para conseguir”
Mostrar à criança que é amada, apoiada e compreendida irá dar-lhe ferramentas para prosseguir a caminhada, tendo a certeza que terá a família como seu suporte.

Helena Gonçalves Rocha

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criança interromper

ESTRATÉGIA SIMPLES PARA QUE O SEU FILHO NÃO INTERROMPA!

Helena

Recordo-me bem, quando os meus filhos eram pequenos de interromperem qualquer conversa em que eu estivesse envolvida, unicamente porque lhes apetecia. O que tinham feito ontem, de que cor era aquele bicho, quando íamos embora…Enfim, um sem número de situações urgentes e inadiáveis que justificavam a interrupção.

Interrompiam até certa altura.

Ou seja, antes de eu descobrir uma pequena estratégia mágica.

Certo dia, estava a conversar com uma amiga quando o seu filho (na altura com 3 anos) quis dizer qualquer coisa.  Em vez de interromper a mãe, ele agarrou-se ao seu pulso e esperou. A minha amiga colocou a mão por cima da dele e continuamos a conversar.

Assim que acabou aquilo que estava a dizer, ela virou-se para ele. Tão simples. Tão terno. Tão respeitador de ambos, da criança e do adulto. O seu filho só teve esperar alguns segundos para que a minha amiga acabasse a frase. E assim que o fez, ela deu-lhe a completa atenção.

Cá em casa começámos de imediato a aplicar esta estratégia. Explicámos ao G. e à M. que se quisessem falar e alguém já o estivesse a fazer, deveriam colocar a sua mão no nosso pulso e esperar. Foi necessário algum treino e alguns puxões nos nossos pulsos como lembrete necessário, mas garanto-vos que as interrupções acabaram!

Acabou o  “espera”, “a mãe está a falar”, “não interrompas, se faz favor”. Com um simples gesto, um pequeno toque no pulso. E é Só.
Experimente.
Vai ver que dá resultado.
Helena Gonçalves Rocha

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caça ao tesouro

A PÁSCOA E OS RITUAIS FAMILIARES.

Helena

Não havia nada mais certo, assim que se iniciavam as férias escolares aí íamos nós rumo ao alto Minho, para a “terra” dos pais, usufruir de todas as tradições da Páscoa.

A mais apreciada, era sem dúvida, o beijar da cruz. De casa em casa, lá íamos, o grupo de primos e amigos, receber o Sr. Padre e toda a sua comitiva que alegremente entravam na casa de cada um, anunciando “Aleluia, Aleluia, Aleluia”, acompanhado de salpicos de água benta. De seguida, a Cruz de Cristo era oferecida a cada um dos presentes para que a beijasse, recordo-me como se fosse hoje, como a Cruz era enorme para mim e como gentilmente se baixavam para que eu escolhesse onde iria beijar, nos pés, nas mãos (era uma decisão difícil, numa altura em que pouco se pensava em doenças e questões de higiene). O ritual terminava com o dono da casa a oferecer um ovo, que era depositado e transportado num requintado balde de prata.

Os miúdos, de seguida lançavam-se para a mesa dos doces, enchendo os bolsos de amêndoas, provando as especialidades da casa, desde o Pão de Ló, à Rosca Mulata da Tia. Os mais afoitos ainda conseguiam bebericar um cálice de vinho do Porto e fugir rapidamente para a casa seguinte, onde todo o ritual se voltava a repetir. No final, faziam-se contas, quem conseguiu beijar mais, que doces comemos e o relato de todas as peripécias vividas.

caça ao tesouro

Os rituais familiares são momentos que nos permitem viver e fortalecer ligações afetivas, servindo como recurso fundamental para a manutenção e fortalecimento da família. Os rituais são expressos de forma diferente em cada família, com cada uma a descobrir e a construir os seus, moldando-os à sua imagem.

Devido ao seu carácter repetitivo, os rituais constituem um elemento estabilizador e reconfortante para os membros das famílias, contribuindo para o estabelecimento e a preservação de um sentido coletivo, ou seja, da identidade familiar.

Todas as Páscoas eu sabia o que iria acontecer… e a segurança que isto me trazia…

Assistimos atualmente a uma perda progressiva das rotinas e rituais familiares, estando muitas vezes as famílias desprovidas de um fio condutor, afastadas dos elementos da família alargada.

O reatar de rituais familiares, ou mesmo a criação de novos rituais que façam sentido à família podem inverter esta situação e voltar a dar o fio condutor abalado, tornando-a mais coesa e autónoma.

Confesso que adoro rituais e adequá-los à minha família já quase se tornou um vício. Todos sabem o que acontece nas manhãs de Domingo. Todos sabem que na Noite de Natal se joga o jogo da Cadeira, os mais novos e os mais velhos. Todos sabem como os aniversariantes são acordados logo pela manhã. Enfim, são muitos os rituais já criados, mas muitos mais podemos inventar, na certeza que são estas memórias, estas certezas, esta segurança que podemos transmitir aos nossos filhos e quem sabe possam transmitir aos netos.

Os rituais são parte essencial da vida familiar, permitem apaziguar ansiedades, permitem tratar a sua Família como única e criam História e Memória.

Que tal aproveitar esta época festiva e iniciar uma nova tradição? Quem sabe, esconder ovos pela casa ou pelos caminhos circundantes, e partirem todos à Caça dos Ovos?

Para todos Vós uma Santa Páscoa e gozem a companhia uns dos outros!
Helena Gonçalves Rocha

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PAI E FILHO

BRINCADEIRAS DE PAI.

Helena

Sendo que me considero uma Mãe que sempre brincou muito à Pai e, uma vez que no sábado celebramos mais um Dia do Pai, pareceu-me oportuno escrever um pouco sobre a real importância das Brincadeiras de Pai.

Na minha memória guardo com ternura a ansiedade com que esperava que o Meu Pai chegasse a casa para que nos estendêssemos os dois no chão a jogar berlindes, driblando a esquina do corredor ou o móvel da sala e como era transportada na suas cavalitas, saltitando cheia de emoção. Ai que saudades!… E como eu gostava de ser transportada em cima dos seus pés, devagar, depressa, dançando…E por último, mas não menos importante, as futeboladas no pinhal. Esta última brincadeira, deixei-a como herança à minha filha, que acredito ser das brincadeiras preferidas que faz com o Seu Pai.

As brincadeiras brutas, mais físicas ou mais loucas são tipicamente conotadas como Brincadeiras de Pai. Estes tipos de brincadeiras são essenciais para um desenvolvimento harmonioso das crianças.

Andar às cavalitas, ser atirado ao ar, brincar no chão, girar e andar à roda preso pelas mãos, de certo detêm memórias deste tipo de brincadeiras. As brincadeiras com o risco controlado, que desafiam a gravidade, fazendo funcionar todo o sistema relacionado com o equilíbrio, faz com que muitas vezes peça aos pais que ousem arriscar com os seus filhos, que não se inibam de os fazer girar e que brinquem muito no chão.

PAI E FILHO

As brincadeiras de chão são essenciais para que as crianças desenvolvam a sua segurança no espaço, um melhor conhecimento do seu corpo e desenvolvam também a proximidade com o outro.

Por outro lado, as brincadeiras mais físicas, de toque, de luta, são deixadas muitas vezes só para os Meninos. As Meninas também precisam, apreciam e derretem-se nos braços dos Seus Pais. Mães, por favor, não tenham medo, eles não caem, os gritos são de alegria, excitação , medo e confiança em quem as segura.

Assim se cresce, assim se constroem memórias inesquecíveis!

Um Bom Dia do Pai e vamos lá construir Memórias!
Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
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