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DE UMA FUTURA GRANDE MULHER PARA MULHER.

gostamos 1

Hoje é dia da mulher, mas tirando de manhã ouvir na rádio enaltecerem o acontecimento passou-me completamente ao lado esta efeméride. Pelo menos até chegar a casa ao fim do dia e ser surpreendida por um presente da minha filha, feito aqui, numa escola da margem sul. Isto foi música para os meus ouvidos:

– Fiz para ti mamã.

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Surpresa do Dia da Mulher

Gostei tanto. Este dia não me enche as medidas. Mas este presente sim. Encheu e preencheu. Tenho mix feelings em relação ao Dia da Mulher, mas não vou fazer uma dissertação sobre o assunto. Já a fiz aqui, mas como hoje é o “meu dia” tenho o direito de escolha e escolho não opinar sobre o mesmo. Vou guardar este carinho que recebi e guardá-lo junto a mim, porque foi-me dado por uma futura grande mulher. Pelo menos da parte que me compete, vou fazer tudo por isso, e só espero estar à altura.

Feliz dia da Mulher. Ontem, hoje e amanhã.

P.S. O dia teria sido mais feliz, se os homens do Benfica tivessem ganho!

Nós aqui temos o Dia da Mulher.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

careta

NÓS AQUI, TEMOS O(S) DIA(S) DA MULHER.

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Não se nasce mulher: torna-se.
Simone de Beauvoir

O dia Internacional da Mulher celebra-se aqui e em todo o lado, a 8 de março. A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu nos primeiros anos do séc XX nos EUA e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, bem como, pelo direito de voto.

Como nós aqui, nascemos na década de 70, década em que foi designado pela ONU, mais precisamente em 1975 o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, é difícil imaginar que nós mulheres tivemos de lutar pelo direito ao voto! Não somos fundamentalistas nem acérrimas feministas, mas gostamos de lembrar e celebrar conquistas alcançadas.

Simone de Beauvoir que teve uma influência significativa tanto no existencialismo feminista quanto na teoria feminista escreveu: Não se nasce mulher: torna-se.

Parei. Refleti. E, sim. Não nascemos mulheres, tornamo-nos. A mulher é um ser difícil de entender e de explicar, nós sabemos. Não é o género que nos define como mulheres. Porque mulheres há muitas. E, para mim são todas diferentes e todas iguais. Iguais no género, diferentes na atitude, no ser, no estar.

Eu gosto de ser mulher, não me pediram para escolher, mas calhou-me isso “na rifa” e confesso que gosto muito e, que muitas vezes agradeço ter nascido “gaja”. Acho que tem mais a ver comigo! Mas, a mulher que sou hoje não é a mulher que fui ontem. E, com alguma presunção e sem falta de modéstia, acho que sou melhor mulher hoje e serei ainda melhor amanhã (exceto no físico, que aqui a evolução é inversamente proporcional! E, nós aqui, trabalhamos para viver bem com isso). De qualquer forma, a classe, apura-se.

Tornamo-nos Mulheres, porque é a nossa vivência, formação e educação que nos distingue. E, o que pretendemos é conseguir ensinar às nossas filhas a importância das conquistas da mulher e encaminhá-las para se tornarem grandes. Grandes mulheres, grandes seres humanos.

Para nós este dia, serve para celebrarmos em conjunto a importância e o contributo das mulheres e gostamos de ver que aqui, na South Bay criaram-se comemorações para que isso não fique esquecido. Mas, permitam-nos a apropriação, todos os dias são dias das mulheres. Elas fazem com que isso assim seja!

Pensando, novamente na frase de Simone também acho que esta se aplica aos homens – “não se nasce homem, torna-se”, mas isso ficará para outras considerações, por agora ficamos pela celebração do dia e, que seja com eles.

Feliz Dia Internacional da Mulher hoje.

Nós aqui temos o Dia Internacional da Mulher.
Nós Aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar