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DIA DOS NAMORADOS. WTF! Por Marlene Gaspar

Lamento decepcionar todos os pombinhos da margem sul e arredores, mas para mim o Dia dos Namorados é só estúpido. Pronto, já disse alto e pior já escrevi. Podem mandar vir a cavalaria e apedrejarem-me por enunciar tamanha heresia. Mas, há que encarar as coisas como elas são e a seta do romantismo para este dia passou-me ao lado.

Acho um bocadinho ridículo instituirem um dia para se celebrar o namoro. Para mim este celebra-se todos os dias, quando é caso disso. Sou muito mais adepta de celebrar o dia em que um casal comemora o aniversário do relacionamento (quando têm a sorte de saber quando é que isso calha!) do que o Dia de S. Valentim.

Estou a fazer um curso e temos um prova para fazer neste dia, e dou por mim a dar nota do seguinte comentário para quem está a leccionar: “Vocês não gostam do Dia dos Namorados para marcarem para esta data”! (tom de alguma indignação). Fiquei estupefacta com a questão, pois a mim não me passava pelo penteado a imediata associação, mas fico fascinada com este empolgamento. E não pensem que estou a ser irónica, fico mesmo surpreendida e acho que cada um deve celebrar à sua maneira. Gosto de ver esta predisposição, embora não a compreenda, mas se é celebrada em todo o mundo, é porque a alien aqui sou eu.

Por isso apesar de não estar nem aí para essa data, deixo aqui sugestões que eu gostava muito que me acontecessem, para celebrar a data de um início de um relacionamento, por exemplo (mais uma vez para quem sabe – não sei se já perceberam que há quem não consiga recordar tal facto), ou para qualquer outro motivo. Fica(m) a(s) nota(s):

# viagem para qualquer lugar – este é o meu presente preferido de sempre, qualquer que seja o motivo. Há que escolher um destino que seja uma descoberta, mas também é válido voltar ao lugar onde já se foi feliz. E por aqui, pela margem sul, há desses lugares a potes. A Costa da Caparica é sempre um local inspirador e resulta bem em qualquer altura do ano, a Fonte da Telha é sempre bom e ambiciono passar um fim de semana numa autocaravana. Almada Velha também permite visitas históricas com diferente gastronomia e sempre a surpreender. Sesimbra, Meco, Setúbal, Tróia, Azeitão – you name it. Dá sempre para surpreender a cara metade e fazer um brilharete. Mas o topo dos topos foi uma que eu assisti a uma colega do escritório (e não, não fui eu, sou só uma “invejosa” a falar) – que é o nosso “partner” falar com o nosso chefe, pedir o dia (ou mais) e fazer-nos as malas. E uma hora antes de arrancarmos percebermos o que está a acontecer. Estão a ver a ideia? É que nem precisas de te preocupar com as malas).

# jantar surpresa – qualquer restaurante na margem sul vai conseguir cumprir a função da celebração, mas bom, bom, bom é ter o “nosso chef” a fazer todas aquelas coisinhas (ou tratar de alguém que faça isso, não sou fundamentalista) que nos despertam o palato, porque a indulgência funciona sempre bem, acompanhada de um bom vinho no sossego do lar. Porque o sossego fica-se por aí. Depois de uma surpresa destas não há como não partir a loiça toda.

# álbum de fotos – online, físico (para mim este é o melhor) com mensagens manuscritas, vale tudo. O importante é poder recordar momentos em que nos aturamos um a outro e que continuamos a cá, para muitos mais momentos. Daqueles em que percebemos que tínhamos uns cortes de cabelo que não lembram ao diabo (mas pelo menos não haviam brancos), que a barriga estava lisa e a tender para dentro – quando é que esta brincadeira foi?!), e a força da gravidade estava longe de manifestar-se, mas também nada perto do charme que se apoderou de nós nos dias de hoje. Calma, também funciona com amigos e relações recentes, neste último, só não se apontam os mesmos comentários.

E fiquemo-nos por aqui, que isto, porque agora é o que me ocorre. Eu também vou celebrar o dia, à minha maneira, porque gratidão por quem nos acompanha é algo que devemos comemorar todos os dias e não só no dia 14 de fevereiro.

Feliz Dia de S. Valentim.

Nós aqui temos o Dia dos Namorados.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

namorados

DIA DOS NAMORADOS VAI SER AQUI, NA LISBON SOUTH BAY.

recomendamos 1

O amor acrescenta uma preciosa visão aos olhos.
William Shakespeare

Vem aí mais um Dia dos Namorados e, como sempre, a questão do que fazer para surpreender ou “dar uma pista” para se ser surpreendido pela cara-metade. Nós aqui, inspirados pelo acréscimo de uma preciosa visão referido por William Shakespeare, sugerimos que o desfrute aqui, na margem sul, porque é uma “escolha segura” para ser um momento (muito) bem passado.

Ideias para ir “namorando” até encontrar(a) escolha(s) perfeita(s):

Atravessar o rio de Cacilheiro e jantar em Cacilhas. Basta atravessar a estrada e está na Rua Cândido dos Reis, onde a oferta de restaurantes é de porta em porta para todos os gostos e carteiras.

Almoçar / Jantar na praia. Os restaurantes na praia estão quase todos abertos e não há nada mais romântico do que estarem abraçados também pelo mar.

Sessão de SPA a dois. Esta também é uma sugestão que pode fazer junto ao mar. Sim, depois do relaxe perfeito, onde estão os dois zen, nada melhor do que um passeio acarinhado pelas ondas do mar.

Subir ao Cristo-Rei e deixarem-se abraçar pela vista e pelo local único e bem posicionado.

Fazer uma “escapadinha” a Tróia/Comporta. Aproveitem para fazer uma paragem em Setúbal onde podem apreciar uma bela refeição típica antes de “apanharem” o barco.

– Em Setúbal ou Sesimbra podem aproveitar para mergulharem juntos (batismo) e/ou verem os golfinhos.

Jogar uma partida de Padel, já que é um jogo a pares e é muito divertido. Podem marcar uma aula no PadelMode ou marcar o campo, se já são “Pros” (vejam em http://lisbonsouthbayblog.pt/liga-padelmode-lisbon-south-bay-blog/ )

– E, que tal pernoitarem num hotel aqui, na baía do sul? É uma excelente forma de começar a semana.

Não tem “cara-metade” e vai ficar na “depre” * esse dia? Nada disso, faça como as crianças, celebre o “dia dos amigos” (pelo menos, assim espero. Não estamos preparadas para mais do que isso!). Aceite estas sugestões e passe tempo com eles. E, também para os amigos terminamos como começámos, inspirados por Shakespeare: “Nada me deixa tão feliz quanto ter um coração que não se esquece de seus amigos.”

Feliz Dia dos Namorados.

* “depre” – palavra que não existe. Utilizamos aqui como diminutivo de “depressão”, como é dito na gíria.

Nós aqui temos Amor.
Nós aqui temos isto!