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Helena Gonçalves Rocha

“ESPERA UM BOCADINHO…” PORQUE É TÃO IMPORTANTE SABER ESPERAR? Por Helena Gonçalves Rocha

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Vivemos na sociedade do Aqui e Agora, Quero e Tenho, Preciso e Tens de comprar.…onde esperar se tornou uma competência muito difícil para os mais pequenos.

Na verdade esta competência é demasiadamente importante em diferentes contextos. Quando aguardam a vez para falar, quando esperam a vinda de um dia Especial, quando pacientemente ficam na mesa de refeição…enfim, um sem fim de situações que nos faz questionar o que fazemos nós para promover esta competência.

Aqui ficam pequenas sugestões para que o seu filho possa compreender melhor a espera:

1# Faça uma pizza em casa

Preparar com a criança alimentos que ela costuma encontrar já prontos, como o pão e a pizza, é uma óptima forma de mostrar que é necessário dedicação, planeamento, trabalho e paciência para que as coisas se realizem: desde comprar os ingredientes no supermercado a esperar que a massa cresça. O seu filho não só irá vivenciar o processo, como saborear o resultado.

2# Plante um pé de feijão

A partir dos 3 anos, a criança já é capaz de acompanhar o crescimento da planta. Chame a atenção para as diferentes etapas: a formação das raízes, o aparecimento das folhas, o crescimento. E envolva-a nos cuidados: regar, deixar ao Sol, pôr mais algodão.

Nesta altura do ano, pode também ir ver na Natureza as diferenças que acontecem de dia para dia, o aparecimento dos cogumelos, as flores.

3# Elabore um calendário anual

Coloque os principais acontecimentos, a chegada das novas estações, o Carnaval, a Páscoa, o Natal, os dias de aniversário da família e amigos. A partir dos 2 anos , a criança já começa a contar. Ainda que possa não o fazer com precisão, vai perceber que ainda falta muito tempo para o seu aniversário quando vir tantos quadrados em branco…

4# Não diga “Já vai”, “É num instante”

Seja preciso relativamente ao tempo, adote uma linguagem inteligível, concreta e relacionada com o seu universo. Se o seu filho quer brincar mas você não está imediatamente disponível, não diga “Espera só um bocadinho”, responda antes: “Quando o ponteiro grande chegar ao 3 eu vou ter contigo”, por exemplo. Quem me conhece sabe que sou grande adepta dos relógios grandes de ponteiros na cozinha como forma de fornecer pistas reais aos mais pequenos.

Boas esperas e…Paciência!
Bom Fim de semana!

Helena Gonçalves Rocha

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O poder da pausa Parental

O PODER DA PAUSA PARENTAL

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Há muitos momentos durante a nossa tarefa de educar crianças, tenham elas 5 ou 15 anos, em que elas nos conseguem levar ao ponto de perdermos a noção da realidade, passarmos os limites do razoável, virarmos bruxas de um conto de fadas, dizermos ^#*+£!
Talvez, pela centésima vez nesse dia, o seu filhote tenha feito uma birra por algo tão importante como dar-lhe o copo da cor errada, ter cortado a sua sanduiche em três partes em vez de duas, ou querer beber o sumo deitado no sofá. Talvez os seus queridos filhos adolescentes estejam a lutar entre eles outra vez, ou reviram-lhe os olhos quando fala para eles ou fazem-lhe perder a cabeça quando lhes pede para fazer alguma tarefa e lhe respondem: Grande lata, é só para tu não teres trabalho com isso!!!
Há um limite para a paciência humana e você não é um pai falhado só porque ocasionalmente lhe”salta a tampa” – gritando, batendo a porta ou trancando-se na casa de banho, enquanto se questiona onde estaria com a cabeça quando achou que ter filhos seria uma ótima ideia.
Está tudo bem…é apenas um sinal de excesso de cortisol, a conhecida hormona do stress. Aliás exatamente o mesmo que acontece com os seus queridos filhos, uma sobrecarga de cortisol.
A principal e definitiva diferença entre a sobrecarga de cortisol  numa criança e  num adulto, é que você possui um cérebro maturo – e o córtex pré-frontal tem a capacidade de utilizar a metacognição, ou seja a competência de pensar sobre o pensamento, capaz de fazer escolhas na altura de reagir.
Claro que quando se junta ao stress, uma séria privação de sono, falta de cafeína, hormonas saltitantes – especialmente nas mães – e possivelmente fome e exaustão ao final do dia, poderá ser difícil ter um fácil acesso ao maldito córtex pré-frontal.
Deixe-me garantir-lhe que o seu córtex pré-frontal não foi roubado nem o deixou ficar em qualquer lado, como tantas vezes poderá ter pensado. Você não é uma má pessoa, nem mesmo uma mãe inútil ou pai imprestável. Você precisamente simplesmente de aperfeiçoar a arte da Pausa Parental.

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O que é a Pausa Parental?
Esta técnica “mágica” é super simples e irá ajudá-lo nas alturas de maior tensão a ser a pessoa que sempre desejou ser sem ter de se esconder no seu quarto e devorar doses massivas  de chocolate ( uma tablete de chocolate de cozinha e os ovos de Páscoa dos miúdos, sim eu já fiz isso…)
Funciona assim:
1.Pára de se mover.Tire os sapatos e sinta os pés no chão.
2. Suavemente vá dobrando os joelhos
3. Coloque a sua mão direita no coração.
4. Faça uma inspiração profunda. Talvez mais duas inspirações profundas.
5. Lentamente aproxime-se do seu filho.
Esteja presente.
Fique quieto.
Calmamente observe o mundo através dos olhos do seu filho.
Repita para si próprio estas palavras silenciosamente:
“A minha criança/adolescente não é má ou desobediente – está apenas a esforçar-se para lidar com o seu mundo. Vou tentar ser aquilo que eles precisam agora – um porto seguro”
E é isto!
Quando as nossas crianças não têm as suas necessidades satisfeitas, muitas vezes são incapazes de o expressar, isto desencadeia a hormona do stress, o cortisol. Talvez estejam com fome, exaustos, com frio, com calor, frustrados, sentindo-se mal amados, invisíveis, um cem número de situações realmente importantes para eles.
Uma vez que são ainda muito jovens, a sua competência para lidar com estes sentimentos ainda se está a desenvolver e estar próximo de alguém que os faça sentir seguros pode ajudar a diminuir estes níveis de stress.
Usar a argumentação e a razão pode não ser útil com crianças de todas as idades, é necessário um córtex pré-frontal já maduro para que consigam compreender na totalidade. Argumentar com uma criança quando ela está no meio de uma birra, pode muitas vezes ter o efeito contrário, uma vez que nessa situação o seu cérebro primitivo “capturou” a sua capacidade de dar sentido às palavras faladas. Especialmente para os rapazes, e eu sei do que falo, falar com eles pode conduzir a uma maior frustração e é como deitar gasolina no fogo.
O segredo do poder da Pausa Parental é aceitar o que está a acontecer – sem as lentes do julgamento bom ou mau- apenas o que é .
Depois, tal como em quase tudo na vida,  “isto também irá passar”.
Por vezes, mais tarde poderá revisitar a “birra” e ver se consegue ajudar o seu filho a identificar o que o fez perder o controlo. No entanto, só o facto de sabermos que isto faz parte do desenvolvimento normal e que acontece em todas as casa e famílias, por vezes, só por si já é reconfortante.
Respirar fundo várias vezes ou suspirar profundamente, pode ajudar a manter os seus níveis de stress mais baixos, enquanto pai/mãe. Já ouvi crianças dizerem às suas mães para respirarem fundo 3 vezes, quando vêem que elas se estão a zangar e isto é sem dúvida excelente, uma vez que têm tendência para imitar os comportamentos calmantes.

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As respirações profundas produzem a tão necessária serotonina – o neurotransmissor relaxante. Este mesmo efeito é muitas vezes obtido através de muitos alimentos doces ou bebidas doces ou álcool, mas respirar fundo é ideal uma vez que nos podemos acalmar em qualquer sítio, a qualquer hora e sem adição de calorias ou outros efeitos!
Um toque seguro, como os abraços, festas ou cócegas suaves também originam a produção de serotonina – mais uma vez, calorias 0%.
Pode também organizar em sua casa um espaço de “acalmar” – uma cadeira ou um pouf – onde as crianças ou os adultos possam ir quando precisam de algum tempo para se “acalmar”.
Então, da próxima vez que o seu cérebro primitivo se sobreponha, experimente pôr em prática a Pausa Parental e veja se funciona. E lembre-se senão resultar, haverá sempre Chocolate!

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JÁ SEI ANDAR DE BICICLETA!

Helena

“Olha Pai… sem mãos, sem pés, sem dentes….”

Na minha “modesta opinião”, andar de bicicleta é tão importante como saber andar e saber nadar. São competências básicas e essenciais que nos vão ser úteis ao longo da vida.

Não podemos retirar aos nossos filhos a oportunidade de andar de bicicleta, sem rumo, com um grupo de amigos, mais tarde experimentar um passeio romântico de bicicleta sentindo a brisa do vento no rosto, conhecer qualquer cidade europeia de bicicleta, poder escolher um meio de transporte ecológico e saudável…enfim, os benefícios são múltiplos ao longo da vida.

Na minha “opinião de especialista”, em desenvolvimento infantil e na área da psicomotricidade, andar de bicicleta é uma aprendizagem essencial no desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico, da coordenação motora, da lateralidade e orientação espacial e também na promoção da autonomia e auto-estima da criança. Conduzir um veículo e poder escolher a direção para onde vou é sem dúvida uma experiência inigualável e que é merecedora de atenção.

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Nos últimos anos, a balance bike, como é conhecida mundialmente, ganhou muitos adeptos entre os pais, como a primeira bicicleta dos seus filhos. Sem pedais e sem travões, tem como principal objetivo desenvolver o equilíbrio da criança.

Mas porquê uma bicicleta sem pedais e travões?
Parece uma ideia assustadora? Pois bem, vai mudar de ideias quando perceber as vantagens que ela traz! Uma das primeiras é a autonomia, já que a criança aprende a usar a bicicleta de equilíbrio sozinha, sem precisar de ajuda. As quedas, quando acontecem, acabam por ser leves e sem grandes consequências, o que é um alívio para os pais, principalmente os de primeira viagem.

Se a criança sente que vai cair, ela coloca novamente os pés no chão e impede essa queda. Ela tem autonomia para usar os pés como travões, com base no balanço que já leva.

Bicicleta sem pedais para aprender a pedalar mais cedo!
Na verdade, a bicicleta convencional, com pedais e travões, quando usada desde muito cedo, precisa de rodas auxiliares ou de apoio, as famosas rodinhas, e exige que a criança faça várias aprendizagens ao mesmo tempo, como pedalar, imprimir força ao movimento, direcionar a bicicleta e ainda travar. O mais importante, que é o equilíbrio, acaba ficando em segundo plano e só será exercitado quando a criança decide ou quer retirar as rodas de apoio.

Com a bicicleta sem pedais, o primeiro item a ser desenvolvido é exatamente o equilíbrio, o que faz com que a criança aprenda a usar uma bicicleta convencional, ou pedalar, até mais cedo do que as crianças que não experimentaram a aventura que é a balance bike.

Esta bicicleta funciona assim: a criança tem que dar impulso com os pés para que a bicicleta ande. Aos poucos, o pequeno ciclista começara a equilibrar-se em duas rodas, adquirindo a segurança para pisar no chão somente no momento em que precisa.

A partir dos 18 meses e com a marcha já completamente adquirida é possível iniciar este treino para as melhores voltinhas ao quarteirão.

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Ajude o seu filho a crescer e usufrua dos primeiros passeios de bicicleta, todos juntos, em Família!
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8 COISAS PARA FAZER ENQUANTO ESPERAMOS COM CRIANÇAS.

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Todas estas sugestões foram devidamente testadas e garantidamente vão deixar as suas crianças um pouco mais felizes enquanto aguardam pela refeição no restaurante (ou em qualquer outro local onde tenham de esperar). Sim, podemos esperar com crianças pequenas! Não, não temos de lhes entregar os telemóveis ou tablets.

Quantos queres
Ainda se lembram como se faz? Giro de fazer e ainda mais divertido quando colocamos as mensagens debaixo das cores. No outro dia fiz com a minha filha já crescida, mas desta vez com tarefas. “ Toca com a língua no cotovelo”; “Levanta uma sobrancelha” e outras figuras rídiculas do género, resultado? Risota total…

quantos queres

 Adivinha em que mão
Um clássico, pegamos em qualquer objeto que esteja alçi à mão, em último caso uma moeda, metemos na mão, escondemos atrás das costas e…Adivinha em que mão está?

Eu vejo…
Olhando à nossa volta escolhemos um objeto e vamos fazendo a sua descrição: “ Eu vejo… uma coisa verde, com água lá dentro e…. “ “ É uma jarra, aquela ali…”
Para além de ser divertido, a minha vertente terapêutica está sempre alerta, podemos desenvolver a atenção, aumentar o vocabulário, enfim…

Objetos que desaparecem
Reúna um grupo de objetos no meio da mesa. Diga ao seu filho para olhar com atenção para todos eles e de seguida terá que fechar os olhos. Retire um objeto e veja se o seu filho consegue dizer qual o objeto que falta. Lá vem o inevitável objetivo terapêutico, excelente para desenvolver a atenção e a memória a curto prazo.

Jogos de dedos
Ora cá está um jogo fácil e para o qual temos o material sempre à “mão”. Quem se recorda do “Bico, bico, sarrabico, quem te deu tamanho bico? Foi o gato da vizinha que roubou uma sardinha. Os cavalos a correr, as meninas a prender, qual será a mais bonita que se irá esconder?” E lá vai um dedo a ser escondido…
E quem conhece o “Pedra, Papel, Tesoura”. Os dois jogadores em simultâneo mostram a sua mão, a pedra ganha à tesoura, a tesoura ganha ao papel, o papel ganha à pedra…perguntem aos mais pequenos que eles vão ensinar-vos com toda a certeza.
Existem muitos jogos de dedos e muitos são aqueles que podem ser inventados, os miúdos hoje em dia precisam mesmo de exercitar os dedos, atreva-se e invente, invente muito.

Jogo dos dedos

Inventar histórias sobre as pessoas que vemos.
Deste jogo eu recordo-me especialmente de jogar com a minha irmã nas filas de trânsito. “Tem cara de…advogado.” “Porquê?” “ Não vês os óculos e a maneira como fala…é de certeza”. “Olha, aquela zangou-se com o namorado” “ A outra tem ar de bruxa, já fez hoje seis feitiços”. Este jogo alimenta a imaginação e criatividade sem dúvida alguma e levará a surgirem uns bons contadores de histórias.

Ler um livro
As malas das mães são aquela coisa fantástica e surpreendente donde tudo e qualquer coisa poderá surgir. Pois bem, em tempos de espera é sempre bom meter um ou dois livros na bagagem.

Entrevista rápida
Este é um jogo que inventamos para jogar à noite, no carro ou em momentos de  espera e aborrecimento. É muito simples. O entrevistador faz perguntas rápidas aos miúdos.

  • Preferias viver debaixo de água ou no espaço?
  • Qual é o teu legume preferido?
  • Gostavas mais de ser um gnomo ou uma fada?
  • Qual é a fase da Lua que tu preferes?
  • Quantos filhos queres ter quando cresceres?
  • Se pudesses ter qualquer animal como animal de estimação, qual escolherias?
  • Bicicleta ou skate?

E por aí fora. Os miúdos adoram este jogo, eu penso que será porque gostam de ser ouvidos e de partilhar as suas opiniões.

Espero que estes jogos vos possam ajudar nos vossos próximos tempos de espera, seja no restaurante, no carro ou na sala de espera do pediatra.

Conto com os vossos contributos para partilharem os vossos jogos preferidos.
Até para a semana e divirtam-se!
Helena Gonçalves Rocha

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A HELENA AQUI, ESCREVE SOBRE ISTO

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A Helena Gonçalves Rocha é nascida e criada na margem sul e claro está, continua a viver e a trabalhar aqui, na South Bay.
A Helena é mãe de um “menino” de 16 anos e de uma menina de 11, que todos os dias lhe ensinam milhões de coisas. É licenciada em Educação Especial e Reabilitação, Terapeuta Familiar e tem muito trabalho desenvolvido na área da Intervenção Precoce na Infância. A sua experiência no apoio às famílias e mediação/formação da relação com os diferentes contextos onde a criança está inserida, tem mais de 20 anos. NÓS AQUI temos a sorte da Helena partilhar no nosso blog os seus conselhos, dicas e opiniões numa área que é tão importante e que nós queremos privilegiar – a Educação, porque – O melhor do mundo são as crianças. Fernando Pessoa.

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