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5 COISAS PARA FAZER EM FAMÍLIA ESTE VERÃO. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Uma vez que o clima de férias veio para ficar pensei partilhar convosco 5 coisas da bucket list de Verão para poder fazer em Família. Sou grande fã do Pinterest, e aí é certo que encontra centenas de buckets list de Verão que o deixariam completamente extenuado, algumas delas possuem mais de 100 itens para concretizar. Eu não aguentaria fazer tantas atividades.

Aqui ficam o TOP 5 das coisas que habitualmente fazemos durante o Verão enquanto Família.

Vá acampar. Os benefícios desta atividade são inúmeros para toda a família. Somos forçados a desacelerar, usufruir da Natureza, apreciar as pequenas coisas. Somos forçados a praticar o minimalismo (menos roupa, menos tralha, mais organização), sempre que vimos de uma temporada a acampar aprecio a capacidade que temos de viver com tão pouco. Fomenta-se o espírito de cooperação e o respeito pelo outro.  O facto de não existirem paredes e de partilharmos espaços próximos, obriga-nos a ser mais tolerantes e respeitar o ritmo de cada um. Por fim, uma das maiores vantagens é o facto de passarmos tempo juntos na Natureza.

Acampar

Explore a água. Nadando, mergulhando, andando de barco, stand up padlle, o importante é usufruir deste elemento maravilhoso. Aproveite para iniciar novas atividades, atreva-se e vá surfar, todos juntos em família, de certo uma experiência memorável!

surf

Encontre um novo local para visitar na sua cidade. Seja museu, castelo, miradouro, parque ou jardim, o que importa é estarmos juntos e descobrir em conjunto.

Visitar amigos e família distantes. É sagrado, todos os verões lá vamos ver as tias, os primos e restante família e que bom que é conhecer as nossas origens, ouvirmos as mesmas histórias vezes sem conta. Deste modo construímos também a nossa História de Família.

Ver o Pôr do Sol. Esperar pacientemente até que finalmente o Sol desapareça no horizonte, seja no mar ou atrás das montanhas. Como o meu filho dizia: “São todos tão diferentes, mas são todos um espetáculo!”.

sunset

Fotografia: Zee Anna Photography

Qual é a sua atividade de Verão preferida para fazer em Família?

Helena Gonçalves Rocha

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Helena Gonçalves Rocha

OS MIÚDOIS NÃO DORMEM O SUFICIENTE. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não quero Dormir!
Quantas horas afinal e porque é assim tão importante?

Desde cedo ouvia a minha mãe dizer:
– O teu mal é sono! Dorme um bocadinho que depois já ficas melhor!

Mais tarde, enquanto avó repetia:
– O mal dele é sono! Vê-se logo quando não dorme…

E, claro está, que como em muitas outras coisas, eu acabei por lhe dar razão e repetir não as mesmas, mas quase as mesmas palavras:
– Nota-se logo quando não dorme o suficiente! Enquanto dormes estás a crescer, não vês como estás alta?

Os bebés, as crianças e os adolescentes necessitam de uma quantidade de sono significativamente maior relativamente aos adultos, de modo a suportar o seu rápido desenvolvimento físico e mental. A maior parte dos pais sabe que as crianças em crescimento precisam de uma boa noite de sono, mas a maior parte desconhece o número de horas necessárias para cada idade e qual o impacto que pode causar a falta de 30 ou 60 minutos de tempo de sono.

Uma das razões pelas quais é díficil detetar se as nossas crianças estão a dormir horas suficientes é pelo facto das crianças sonolentas não abrandarem à medida que vão ficando com sono. Na verdade, a falta de sono pode confundir-se com sintomas da perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA). As crianças comportam-se como se não estivessem cansadas, resistindo à hora de deitar e tornando-se cada vez mais ativas à medida que a noite continua. Tudo isto pode acontecer, apenas porque a criança está cansada.

Helena Gonçalves Rocha

Quem não assistiu a episódios de crianças cheias de sono, que correm desenfreadamente, vão de encontro a tudo e que entram em guerras de desafio com o adulto?

A National Sleep Foundation, recomenda que as crianças entre 1-2 anos durmam 11 a 14h, entre os 3-5 anos, 10 a 13 horas, em idade escolar 6 aos 13 anos deveriam dormir 9 a 11 horas, os adolescentes, dos 14 aos 17 anos entre 8 a 10 horas e o jovem adulto, 18 aos 25 anos deveria dormir entre 7 a 9 horas.

Como é possível verificar, as horas diárias de sono recomendadas vão variando ao longo do desenvolvimento da criança. E, de uma coisa estamos certos, o sono é um ponto crítico no funcionamento diário das crianças.

Uma boa noite de sono prepara as crianças para estarem atentas a novas experiências, relacionarem-se positivamente com os outros e construírem competências de memória e de atenção. Quando a criança dorme, o seu cérebro está ativamente a formar novas conexões, permitindo-lhes estar fisicamente mais relaxadas e mentalmente despertas quando acordadas. Lá está a velha máxima, enquanto dormes estás a crescer.

Os investigadores nesta área relacionaram os maus hábitos de sono com um maior risco de obesidade, dificuldades de memória e atenção e fraco rendimento escolar nas crianças em idade escolar. Para além disso, o sono insuficiente foi também associado com elevados níveis de agressão, podendo afetar negativamente as relações interpessoais com os pares e família.

Como tal, temos mesmo de zelar para que as nossas crianças tenham uma boa quantidade de sono que lhes permita desenvolver harmoniosamente.

E para que ocorra uma boa higiene do sono, teremos de ter em conta alguns hábitos importantes:

  • A rotina de deitar inicia-se uma hora antes do previsto. Aqui, a atividade deverá começar a diminuir, as luzes e sons devem começar a baixar e o contato com qualquer equipamento eletrónico deverá ser completamente inibido, inclusive a televisão.
  • No quarto de dormir não deverão existir equipamentos eletrónicos (TV, Tablets, telemóveis) para que possamos garantir uma boa higiene do sono.
  • Deverá ser acordado entre os pais uma rotina de deitar. Lavar os dentes, despedir-se dos bonecos, ler uma história (já na sua cama), beijinho e ó-ó!

Com os votos de uma boa noite, sonhos cor de rosa, às bolinhas!
Helena Gonçalves Rocha

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FIDGET SPINNER

SABE O QUE É O FIDGET SPINNER? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena
Conheça o brinquedo que já foi proibido em algumas escolas
Os fidget, ou brinquedos anti-stress, foram originalmente utilizados para ajudar crianças com alterações de desenvolvimento, desde o autismo, à hiperatividade e défice de atenção.  Porém, parece que estamos perante uma nova modamania, em que toda a criança e jovem tem mesmo de possuir e controlar um fidget spinner.

Mas afinal do que se trata? É um simples dispositivo, pequeno, com três pontas cujo objetivo é… fazê-lo girar. Este é o “Fidget Spinner”, um brinquedo que não é novo, mas que parece estar a substituir tablets e telemóveis  das crianças em diversas escolas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

O “fidget spinner” possui um círculo giratório no centro, sendo que, ao colocar os dedos nas pontas, com um movimento rápido dos mesmos é possível girá-lo, criando uma rotação veloz, com um efeito visual dinâmico, dada a sua variedade de cores. A minha filha adora e já consegue fazer alguns truques, já existem vídeos no YouTube onde os utilizadores demonstram os seus truques.

FIDGET SPINNER

A Origem do brinquedo e sua utilização terapêutica

Confesso que nunca imaginei que os fidget toys virassem moda. Aos longos dos anos já prescrevi vários tipos de Fidgets, entenda-se “fidget como um objeto pequeno que mantém as mãos ocupadas de modo a que a criança consiga focar a atenção no professor.

O aluno pode mantê-lo na mão, senti-lo, mexer-lhe, brincar com ele, tudo isso enquanto se mantém focado no professor. Estes brinquedos são extremamente úteis nos alunos que têm dificuldade em manter a atenção  e em alunos que passam todo o seu tempo a tocar em coisas e pessoas.

Já experimentei vários tipos de objetos desde as bolas anti-stress, balões cheios de farinha ou arroz, borrachas. Se for pequeno, não fizer barulho e couber na mão, temos um Fidget.

bola anti stress

Manter as mãos ocupadas e em movimento, permite uma regulação sensorial necessária para que estes alunos consigam manter-se calmos, focados e com atenção.

Um problema nas escolas
No entanto há um problema com os fidget toys, rapidamente se transformam em distração para toda a sala de aula.
A ascensão dos níveis de popularidade do “spinner” tem sido tão elevada, que algumas escolas proibiram os alunos de os trazer, com receio de que estes possam distraí-los das aulas.

Como tal, existem regras importantes a cumprir quando se utilizam os fidget dentro da sala de aula com objetivo terapêutico:

Não precisas de olhar para o fidget, olhos no professor.
Não deverás chamar a atenção dos teus colegas com o teu fidget.
O fidget deve manter-se nas tuas mãos ou na secretária.

A verdade é que poderão ser utilizados no recreio sem restrições, aliás é uma alternativa bem melhor à utilização dos equipamentos eletrónicos, uma vez que podem desenvolver as competências de motricidade fina e destreza manual.

Atualmente, tal como outra moda que já aqui falei, o Botle Flip, esta é uma brincadeira que promove a interação entre pares e uma saudável competição entre eles. E tal como o Botle Flip, rapidamente irá deixar de ser furor. Mas até lá, aproveite e tente girar sem parar e aprender alguns truques com os seus filhos.

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dicas

T.P.C.??? 8 DICAS PARA ACABAR COM A GUERRA Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

TPC, tortura para crianças?

Muito já se falou sobre a existência destes trabalhos, após um dia inteiro de aulas, será que não estava na altura de brincar?

Deixo esta interessante discussão para um outro dia, hoje gostava de partilhar convosco algumas estratégias que poderão facilitar em muito esta batalha diária de final de dia.

E aqui vão elas, espero que vos sejam úteis:

  1. Estabeleça uma rotina dos trabalhos de casa e afixe-a em local vísivel
Rotina de T.P.C.
1. Lanchar     □
2. Tirar a pasta dos TPC e a caixa dos TPC □
3. Fazer o TPC em         min, □
4. Verificar os Trabalhos com _______ □
5.Colocar novamente os TPC na pasta, dentro da mochila □
6. Contar o conteúdo da caixa dos TPC e arrumar. □

2. Organize um espaço apropriado, livre de estímulos para realizar os trabalhos
Aqui também deverá ter em conta a idade da criança, se esta ainda precisa muito da sua supervisão, poderá acordar que os trabalhos serão feitos na mesa da sala ou cozinha, desligando todos os aparelhos ou possíveis distratores. As crianças mais velhas já deverão ter uma secretária organizada onde deverão permanecer enquanto executam os trabalhos.

3. Utilize um temporizador
Pode ser um temporizador de cozinha em que marca o tempo necessário para que realize uma pequena tarefa.

4. Faça intervalos frequentes
Deverão ser feitos de acordo com a idade da criança, crianças mais novas necessitam de mais intervalos.

5. Divida os trabalhos em pequenas tarefas

6. Organize uma caixa para os TPC
Em cima da mesa só deverá ficar esta caixa, que deve organizar previamente com: 1 lápis de carvão, 1 borracha, 1 apara-lápis, 1 conjunto de 24 lápis de cor, 1 tubo de cola e 1 tesoura. Na tampa da caixa deverá afixar esta lista para que no final a criança possa arrumar todo o material novamente e verificar se não falta nada.

TPC

7. Use Post-it pequenos para marcar os TPC ainda em sala de aula
Desta forma, quando chegar a casa pode facilmente identificar quais os trabalhos que tem de fazer.

8. Atenção ao local onde a criança se senta
As cadeiras giratórias e com rodinhas, são gírissimas, sobem, descem, rodam, um sem fim de funcionalidades que efetivamente só servem para ser fonte de distração. Como tal, e principalmente para aqueles que têm maior dificuldade em manter a atenção aconselho a utilização de uma bola de Pilates, adequada ao tamanho da criança, ou seja que consiga permanecer com os pés no chão. Deste modo, a criança permanecerá sentada, mas sempre em movimento tentando manter o equilíbrio e promovendo assim a sua atenção/concentração.

TPC

Boa sorte e bons trabalhos!
Vá, vão brincar!
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Helena Gonçalves Rocha

“ESPERA UM BOCADINHO…” PORQUE É TÃO IMPORTANTE SABER ESPERAR? Por Helena Gonçalves Rocha

ASSINATURA 2 1

Vivemos na sociedade do Aqui e Agora, Quero e Tenho, Preciso e Tens de comprar.…onde esperar se tornou uma competência muito difícil para os mais pequenos.

Na verdade esta competência é demasiadamente importante em diferentes contextos. Quando aguardam a vez para falar, quando esperam a vinda de um dia Especial, quando pacientemente ficam na mesa de refeição…enfim, um sem fim de situações que nos faz questionar o que fazemos nós para promover esta competência.

Aqui ficam pequenas sugestões para que o seu filho possa compreender melhor a espera:

1# Faça uma pizza em casa

Preparar com a criança alimentos que ela costuma encontrar já prontos, como o pão e a pizza, é uma óptima forma de mostrar que é necessário dedicação, planeamento, trabalho e paciência para que as coisas se realizem: desde comprar os ingredientes no supermercado a esperar que a massa cresça. O seu filho não só irá vivenciar o processo, como saborear o resultado.

2# Plante um pé de feijão

A partir dos 3 anos, a criança já é capaz de acompanhar o crescimento da planta. Chame a atenção para as diferentes etapas: a formação das raízes, o aparecimento das folhas, o crescimento. E envolva-a nos cuidados: regar, deixar ao Sol, pôr mais algodão.

Nesta altura do ano, pode também ir ver na Natureza as diferenças que acontecem de dia para dia, o aparecimento dos cogumelos, as flores.

3# Elabore um calendário anual

Coloque os principais acontecimentos, a chegada das novas estações, o Carnaval, a Páscoa, o Natal, os dias de aniversário da família e amigos. A partir dos 2 anos , a criança já começa a contar. Ainda que possa não o fazer com precisão, vai perceber que ainda falta muito tempo para o seu aniversário quando vir tantos quadrados em branco…

4# Não diga “Já vai”, “É num instante”

Seja preciso relativamente ao tempo, adote uma linguagem inteligível, concreta e relacionada com o seu universo. Se o seu filho quer brincar mas você não está imediatamente disponível, não diga “Espera só um bocadinho”, responda antes: “Quando o ponteiro grande chegar ao 3 eu vou ter contigo”, por exemplo. Quem me conhece sabe que sou grande adepta dos relógios grandes de ponteiros na cozinha como forma de fornecer pistas reais aos mais pequenos.

Boas esperas e…Paciência!
Bom Fim de semana!

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BOTTLE FLIP

“BOTTLE FLIP”, O NOVO DESAFIO DA MODA

Helena

Não sei se o “Bottle Filp” tem direito a tradução, será o jogo do “virar a Garrafa? Não faço ideia! O que tenho observado são vários grupos de adolescentes reunidos à volta de uma garrafa meio cheia a tentar lançá-la de modo a que aterre de pé.Estranho? Talvez não. Tenho memória da minha irmã, nos idos anos 80, ter um prego bem afiado, para jogar ao Espeta nos intervalos da escola. O objetivo era semelhante, lançar o Espeta de forma a ficar enterrado na areia na posição vertical.

Foi a minha filha que trouxe a moda cá para casa, já com algumas horas de treino, consegue lançar a garrafa com mestria e invariavelmente ela aterrar de pé.

BOTTLE FLIP

Garanto-vos que não é tão fácil quanto parece. É, sem dúvida, um jogo simples, facilmente acessível e com uma recompensa imediata.
A boa notícia é que este jogo, Bottle Flip, traz também diversos benefícios:

  • Aprender e (ensinar) a explicação científica por detrás do fenómeno. Grande oportunidade para questionar na aula de físico-química o porquê.
    Motiva as crianças a brincar lá for a. Não vale desistir da batalha, esta é uma guerra que não queremos perder: miúdos a brincar na rua!
  • Ajuda os miúdos a desenvolver as competências de motricidade fina.
  • Aumenta a concentração, tempo de atenção e paciência
  • É uma excelente forma de descontrair.
  • Promove as interações positivas entre os adolescents, uma vez que PUXAM uns pelos outros.
  • Bebem mais água! (“ Podes fazer a bottle Flip depois de beber metade da água e quando consegues aterrar de pé, bebes a restante.
  • Entretém-se sozinhos.
  • Tentam novos truques e inventam novas formas de superar os seus próprios recordes.

E claro está, resta lembrar algumas regras:

  1. Não fazer o Bottle Flip nas aulas.
  2. Não se pode deitar água fora para  fazer o BottleFlip. Tens mesmo de a beber.

Divirtam-se com o Bottle Flip, miúdos e graúdos!

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POKEMON GO

POKÉMON GO… WHAT?

Helena

POKEMON GO

Afinal que febre é esta? Em todo o lado ouvimos falar, televisões, redes sociais, os miúdos entre si já trocam estratégias para serem bem sucedidos nesta caça ao Pokemon.

Os Pokémons estão de novo na boca do mundo, devido a uma aplicação com o nome “Pokémon Go” (Android e iOS). Milhões de utilizadores andam a capturar (virtualmente) estas criaturas de poderes tão diferentes. Este jogo, ao contrário de muitos outros, não é para ficar agarrado ao gadget (smartphone ou tablet) no sofá, para o jogarmos temos de caminhar pela rua fora.

Os defensores do jogo dizem que esta é uma forma de combater o sedentarismo infantil e a obesidade infantil. Como sabemos, são cada vez mais os miúdos que se recusam a sair de casa e a andar a pé. Pois, este pode ser um bom motivo para os pôr a andar, ora a pé ou de bicicleta para poderem abrir uns ovos.

Por outro lado poderá promover a curiosidade pela descoberta de locais geográficos reais, entrando no jogo com o seu filho podem planear as rotas em conjunta e descobrir novos locais de interesse.

POKEMON GO

POKEMON GO

Posso até concordar, cada vez se torna mais difícil trazer os miúdos para a rua e a batalha é demasiado desigual com os equipamentos eletrônicos existentes, mas ainda no outro dia vos falei de um outro jogo possível de realizar em Familia, o Geocaching. Aqui utilizamos também as coordenadas geográficas com o auxílio de um equipamento eletrônico, no entanto procuramos um objeto real, visível e palpável e é-nos solicitado que tenhamos atenção a tudo aquilo que nos envolve. Quando a “cache” é encontrada teremos de deixar assinalada e podemos até trocar tesouros.

Faço frequentemente, e a maioria das vezes com objetivos terapêuticos, a caça ao tesouro na Natureza. A conexão com a Natureza é vital no desenvolvimento infantil, é algo que se tem vindo a perder mas que é urgente voltar a conectar.

Definimos previamente quais os tesouros que iremos caçar, sejam eles pássaros, flores, formas geométricas, objetos começados pela letra A. A diferença aqui será que procuramos objetos reais e que durante a procura nos é permitido ir apreciando tudo aquilo que nos rodeia.

Não estou com isto a dizer que o Pokemon Go, é mau, talvez até seja bom, pelo menos obriga os miúdos a saírem de casa. Acho que a dinâmica é muito idêntica à minha caça ao Tesouro, só que, em versão preguiçosa, alguém manda e nós lá vamos apanhar coisas que nem conseguimos ver….

Não me posso esquecer da cara de susto da recepcionista da clínica onde habitualmente trabalho, quando descreveu a forma como os pais de uma criança pequena tinham entrado desenfreadamente na clínica e caçado dois Pokemon, mesmo ali, um em cima da sua secretária e outro junto à casa de banho. E ela, num misto de assustada e incrédula perguntava:

– Será que ainda estão aqui? Acho que estava mesmo aqui ao pé do frasco das bolachas… E o outro será que ainda está ao pé da casa de banho?

Será no mínimo bizarro, não?

Bom depois de tudo isto e como  gosto muito de desafios, deixo-vos mais um:

Nestas férias, esqueça-se dos carregadores dos equipamentos eletrônicos, não ligue a tv, vá para sítios sem rede (ainda existem). Faça este desafio durante 3 dias. Apreciem-se uns aos outros, conversem, reconectem-se com a Natureza, apreciem as estrelas,ouçam os cantos dos pássaros.

Por cá chegamos ao fim do terceiro dia, os miúdos jogam às damas sempre que podem, conversam e fazem perguntas, apreciam as ovelhas e vacas pelas quais passamos. E que bom que é, o tempo não ter tempo. Podemos apreciar a cada minuto o quanto cresceram e como na corrida do dia a dia não conseguimos fazê-lo.

Atrevam-se,  são só 3 dias, será que conseguem?

Helena Gonçalves Rocha

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O poder da pausa Parental

O PODER DA PAUSA PARENTAL

ASSINATURA 2 1

Há muitos momentos durante a nossa tarefa de educar crianças, tenham elas 5 ou 15 anos, em que elas nos conseguem levar ao ponto de perdermos a noção da realidade, passarmos os limites do razoável, virarmos bruxas de um conto de fadas, dizermos ^#*+£!
Talvez, pela centésima vez nesse dia, o seu filhote tenha feito uma birra por algo tão importante como dar-lhe o copo da cor errada, ter cortado a sua sanduiche em três partes em vez de duas, ou querer beber o sumo deitado no sofá. Talvez os seus queridos filhos adolescentes estejam a lutar entre eles outra vez, ou reviram-lhe os olhos quando fala para eles ou fazem-lhe perder a cabeça quando lhes pede para fazer alguma tarefa e lhe respondem: Grande lata, é só para tu não teres trabalho com isso!!!
Há um limite para a paciência humana e você não é um pai falhado só porque ocasionalmente lhe”salta a tampa” – gritando, batendo a porta ou trancando-se na casa de banho, enquanto se questiona onde estaria com a cabeça quando achou que ter filhos seria uma ótima ideia.
Está tudo bem…é apenas um sinal de excesso de cortisol, a conhecida hormona do stress. Aliás exatamente o mesmo que acontece com os seus queridos filhos, uma sobrecarga de cortisol.
A principal e definitiva diferença entre a sobrecarga de cortisol  numa criança e  num adulto, é que você possui um cérebro maturo – e o córtex pré-frontal tem a capacidade de utilizar a metacognição, ou seja a competência de pensar sobre o pensamento, capaz de fazer escolhas na altura de reagir.
Claro que quando se junta ao stress, uma séria privação de sono, falta de cafeína, hormonas saltitantes – especialmente nas mães – e possivelmente fome e exaustão ao final do dia, poderá ser difícil ter um fácil acesso ao maldito córtex pré-frontal.
Deixe-me garantir-lhe que o seu córtex pré-frontal não foi roubado nem o deixou ficar em qualquer lado, como tantas vezes poderá ter pensado. Você não é uma má pessoa, nem mesmo uma mãe inútil ou pai imprestável. Você precisamente simplesmente de aperfeiçoar a arte da Pausa Parental.

Abraco_1

O que é a Pausa Parental?
Esta técnica “mágica” é super simples e irá ajudá-lo nas alturas de maior tensão a ser a pessoa que sempre desejou ser sem ter de se esconder no seu quarto e devorar doses massivas  de chocolate ( uma tablete de chocolate de cozinha e os ovos de Páscoa dos miúdos, sim eu já fiz isso…)
Funciona assim:
1.Pára de se mover.Tire os sapatos e sinta os pés no chão.
2. Suavemente vá dobrando os joelhos
3. Coloque a sua mão direita no coração.
4. Faça uma inspiração profunda. Talvez mais duas inspirações profundas.
5. Lentamente aproxime-se do seu filho.
Esteja presente.
Fique quieto.
Calmamente observe o mundo através dos olhos do seu filho.
Repita para si próprio estas palavras silenciosamente:
“A minha criança/adolescente não é má ou desobediente – está apenas a esforçar-se para lidar com o seu mundo. Vou tentar ser aquilo que eles precisam agora – um porto seguro”
E é isto!
Quando as nossas crianças não têm as suas necessidades satisfeitas, muitas vezes são incapazes de o expressar, isto desencadeia a hormona do stress, o cortisol. Talvez estejam com fome, exaustos, com frio, com calor, frustrados, sentindo-se mal amados, invisíveis, um cem número de situações realmente importantes para eles.
Uma vez que são ainda muito jovens, a sua competência para lidar com estes sentimentos ainda se está a desenvolver e estar próximo de alguém que os faça sentir seguros pode ajudar a diminuir estes níveis de stress.
Usar a argumentação e a razão pode não ser útil com crianças de todas as idades, é necessário um córtex pré-frontal já maduro para que consigam compreender na totalidade. Argumentar com uma criança quando ela está no meio de uma birra, pode muitas vezes ter o efeito contrário, uma vez que nessa situação o seu cérebro primitivo “capturou” a sua capacidade de dar sentido às palavras faladas. Especialmente para os rapazes, e eu sei do que falo, falar com eles pode conduzir a uma maior frustração e é como deitar gasolina no fogo.
O segredo do poder da Pausa Parental é aceitar o que está a acontecer – sem as lentes do julgamento bom ou mau- apenas o que é .
Depois, tal como em quase tudo na vida,  “isto também irá passar”.
Por vezes, mais tarde poderá revisitar a “birra” e ver se consegue ajudar o seu filho a identificar o que o fez perder o controlo. No entanto, só o facto de sabermos que isto faz parte do desenvolvimento normal e que acontece em todas as casa e famílias, por vezes, só por si já é reconfortante.
Respirar fundo várias vezes ou suspirar profundamente, pode ajudar a manter os seus níveis de stress mais baixos, enquanto pai/mãe. Já ouvi crianças dizerem às suas mães para respirarem fundo 3 vezes, quando vêem que elas se estão a zangar e isto é sem dúvida excelente, uma vez que têm tendência para imitar os comportamentos calmantes.

abraço
As respirações profundas produzem a tão necessária serotonina – o neurotransmissor relaxante. Este mesmo efeito é muitas vezes obtido através de muitos alimentos doces ou bebidas doces ou álcool, mas respirar fundo é ideal uma vez que nos podemos acalmar em qualquer sítio, a qualquer hora e sem adição de calorias ou outros efeitos!
Um toque seguro, como os abraços, festas ou cócegas suaves também originam a produção de serotonina – mais uma vez, calorias 0%.
Pode também organizar em sua casa um espaço de “acalmar” – uma cadeira ou um pouf – onde as crianças ou os adultos possam ir quando precisam de algum tempo para se “acalmar”.
Então, da próxima vez que o seu cérebro primitivo se sobreponha, experimente pôr em prática a Pausa Parental e veja se funciona. E lembre-se senão resultar, haverá sempre Chocolate!

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografias: D.R.

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7 COISAS QUE TODAS AS CRIANÇAS PRECISAM DE OUVIR

Helena

As crianças não são coisas; são pessoas pequeninas. São sensíveis, inocentes, assustadas, curiosas e para elas tudo na vida é novidade durante um largo período de tempo. Quando tudo é novo, o medo pode ser grande e a auto-estima muito pequena. É importante mantermos tudo isto em mente. Precisam de determinadas coisas para que possam aprender a ser resilientes, a ter amor próprio, a preocuparem-se com os outros, a valorizar os fracassos e consequentemente a transformar os fracassos em triunfos. Precisam de auto-estima positiva. A sua auto-estima depende primeiro e essencialmente dos seus cuidados enquanto pais.

A psicóloga Sherrie Campbell fez uma lista de 7 coisas que todas as crianças deveriam ouvir diariamente. Ora verifique que se as está a cumprir.

7 COISAS ESPECIAIS

1 “Amo-te”
Podemos dar a uma criança demasiadas coisas, mas nunca daremos a uma criança demasiado amor. Quando dizemos  ao nosso filho que o amamos e dizemo-lo várias vezes, estamos a dizer-lhe que ele é valioso. Estamos a ser um fã na sua audiência. Amá-lo dá-lhe coragem, tempo para crescer; permiti-lhe cometer erros; produz sentimentos de alegria.

Dizer ao seu filho que o ama ensina-o a amar-se a si próprio e mostra-lhe como ser capaz de amar outras pessoas.

2 “Estou orgulhosa de ti”
A criança deve sentir que é especial para os seus pais, que não se devem acanhar em dizer o quanto estão orgulhosos, de tentar, de se esforçar, de demonstrar um talento especial.

3 “Estava errada, desculpa-me”
Embora por vezes difícil, devemos manter em mente que as crianças aprendem por modelo. E quando erramos é sempre uma boa oportunidade para demonstrarmos que ninguém é perfeito e que deveremos assumir os nossos erros. A honestidade é positiva para o desenvolvimento da criança, enquanto ser pessoal e social.

4 “Eu perdoo-te”
Mais uma vez a importância do modelo, é natural que as crianças cometam erros recorrentes, porém é também natural que sejam merecedoras de perdão.

5 “Estou a ouvir”
Essencial ouvir também com o coração, ouvir mesmo, cada palavra, sem distrações, seguindo atentamente as suas conversas e questionando. Isto irá demonstrar-lhe o quanto é importante para si e irá também trazer um impacto positivo na vossa relação de confiança.

6 “A responsabilidade é tua”
Se a criança é crescida para umas coisas, não deverão usufruir do estatuto de “pequenino” para escapar às consequências dos seus atos. E terão de ser os pais a incutir a responsabilidade.

7 “Tens tudo o que precisas para conseguir”
Mostrar à criança que é amada, apoiada e compreendida irá dar-lhe ferramentas para prosseguir a caminhada, tendo a certeza que terá a família como seu suporte.

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
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Fotografias: D.R.

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O QUE ENSINAR AO SEU FILHO PARA QUANDO SE PERDER.

Helena

De repente está uma em vez de duas crianças. Começo a entrar em pânico à medida que vou olhando em volta. Eu ainda agora o vi, há um segundo atrás. Caminho rapidamente e ele não está em lado nenhum. Será que o meu maior medo se tornou realidade? Perdi o meu filho?

Infelizmente quase todos os pais de crianças pequenas já vivenciaram estes segundos de pânico, que parecem horas intermináveis. No supermercado, na praia, no meio da multidão ou no meu caso, no meio de uma pacata e espaçosa loja, quando a minha filha de 3 anos decidiu esconder-se entre as roupas penduradas e aguardar calmamente que fosse encontrada.

É importante que os pais percam, e mais tarde ganhem, algum tempo a pensar o que deverão ensinar aos seus filhos no caso de se perderem.

perder criança

Dependendo da idade do seu filho, poderá adequar a informação que quer que o seu filho detenha quando efetivamente estiver perdido.

Ele precisa saber o nosso número de telefone
Aprender o nosso número de telefone para que nos possa ligar ou pedir a um adulto para o fazer. Algumas crianças são demasiado pequenas para conseguirem decorar o número, mas podemos sempre arranjar uma pulseira onde pode estar inscrito o número.

Ele precisa saber o nosso primeiro e último nome
Muitas crianças quando se perdem são interpeladas por um adulto, “ Como se chama a tua Mamã?” e a criança responde “Mamã”. Como tal deveremos insistir para que saiba o nosso nome e apelido.

Estas são as minhas sugestões para ensinar a uma criança em caso de se perder:

1. Fica onde estás
Andar às voltas pode levar-te para longe do sítio onde te vimos a última vez. Quanto mais te afastares mais difícil será encontrar-te.

2. Procura um pai ou mãe com filhos.
Encontrar um pai com filhos é importante. Um adulto sem crianças pode não ter o mesmo sentido de urgência. Também não terão a mesma experiência com crianças pequenas aflitas ( para além de que, nem todos os adultos são de confiança). As meninas têm mais tendência para procurar uma mãe mas convém sempre lembrar que um pai com crianças também pode ser muito útil.

3. Grita o nosso nome
Gritar pelo nosso nome, ou nome completo, não é Mamã, nem Papá, vai ajudar a chamar a nossa atenção. Nós normalmente identificamos as vozes dos nossos filhos, mas ouvir chamar o nosso nome tornará as coisas mais fáceis num ambiente ruidoso ou cheio de gente.

Sempre que vá a um local novo ou cheio de gente, convém rever as regras com os seus filhos. Se estiver num sítio tipo EuroDisney, deverá rever estas regras todos os dias antes de entrar.

Espero que ninguém se perca, mas ficamos todos mais confiantes quando já sabemos o que fazer.
Partilhe connosco as suas experiências. Já lhe aconteceu? Quais são as suas estratégias?

Uma boa semana para vocês e bons passeios,
Helena Gonçalves Rocha

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