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O poder da pausa Parental

O PODER DA PAUSA PARENTAL

ASSINATURA 2 1

Há muitos momentos durante a nossa tarefa de educar crianças, tenham elas 5 ou 15 anos, em que elas nos conseguem levar ao ponto de perdermos a noção da realidade, passarmos os limites do razoável, virarmos bruxas de um conto de fadas, dizermos ^#*+£!
Talvez, pela centésima vez nesse dia, o seu filhote tenha feito uma birra por algo tão importante como dar-lhe o copo da cor errada, ter cortado a sua sanduiche em três partes em vez de duas, ou querer beber o sumo deitado no sofá. Talvez os seus queridos filhos adolescentes estejam a lutar entre eles outra vez, ou reviram-lhe os olhos quando fala para eles ou fazem-lhe perder a cabeça quando lhes pede para fazer alguma tarefa e lhe respondem: Grande lata, é só para tu não teres trabalho com isso!!!
Há um limite para a paciência humana e você não é um pai falhado só porque ocasionalmente lhe”salta a tampa” – gritando, batendo a porta ou trancando-se na casa de banho, enquanto se questiona onde estaria com a cabeça quando achou que ter filhos seria uma ótima ideia.
Está tudo bem…é apenas um sinal de excesso de cortisol, a conhecida hormona do stress. Aliás exatamente o mesmo que acontece com os seus queridos filhos, uma sobrecarga de cortisol.
A principal e definitiva diferença entre a sobrecarga de cortisol  numa criança e  num adulto, é que você possui um cérebro maturo – e o córtex pré-frontal tem a capacidade de utilizar a metacognição, ou seja a competência de pensar sobre o pensamento, capaz de fazer escolhas na altura de reagir.
Claro que quando se junta ao stress, uma séria privação de sono, falta de cafeína, hormonas saltitantes – especialmente nas mães – e possivelmente fome e exaustão ao final do dia, poderá ser difícil ter um fácil acesso ao maldito córtex pré-frontal.
Deixe-me garantir-lhe que o seu córtex pré-frontal não foi roubado nem o deixou ficar em qualquer lado, como tantas vezes poderá ter pensado. Você não é uma má pessoa, nem mesmo uma mãe inútil ou pai imprestável. Você precisamente simplesmente de aperfeiçoar a arte da Pausa Parental.

Abraco_1

O que é a Pausa Parental?
Esta técnica “mágica” é super simples e irá ajudá-lo nas alturas de maior tensão a ser a pessoa que sempre desejou ser sem ter de se esconder no seu quarto e devorar doses massivas  de chocolate ( uma tablete de chocolate de cozinha e os ovos de Páscoa dos miúdos, sim eu já fiz isso…)
Funciona assim:
1.Pára de se mover.Tire os sapatos e sinta os pés no chão.
2. Suavemente vá dobrando os joelhos
3. Coloque a sua mão direita no coração.
4. Faça uma inspiração profunda. Talvez mais duas inspirações profundas.
5. Lentamente aproxime-se do seu filho.
Esteja presente.
Fique quieto.
Calmamente observe o mundo através dos olhos do seu filho.
Repita para si próprio estas palavras silenciosamente:
“A minha criança/adolescente não é má ou desobediente – está apenas a esforçar-se para lidar com o seu mundo. Vou tentar ser aquilo que eles precisam agora – um porto seguro”
E é isto!
Quando as nossas crianças não têm as suas necessidades satisfeitas, muitas vezes são incapazes de o expressar, isto desencadeia a hormona do stress, o cortisol. Talvez estejam com fome, exaustos, com frio, com calor, frustrados, sentindo-se mal amados, invisíveis, um cem número de situações realmente importantes para eles.
Uma vez que são ainda muito jovens, a sua competência para lidar com estes sentimentos ainda se está a desenvolver e estar próximo de alguém que os faça sentir seguros pode ajudar a diminuir estes níveis de stress.
Usar a argumentação e a razão pode não ser útil com crianças de todas as idades, é necessário um córtex pré-frontal já maduro para que consigam compreender na totalidade. Argumentar com uma criança quando ela está no meio de uma birra, pode muitas vezes ter o efeito contrário, uma vez que nessa situação o seu cérebro primitivo “capturou” a sua capacidade de dar sentido às palavras faladas. Especialmente para os rapazes, e eu sei do que falo, falar com eles pode conduzir a uma maior frustração e é como deitar gasolina no fogo.
O segredo do poder da Pausa Parental é aceitar o que está a acontecer – sem as lentes do julgamento bom ou mau- apenas o que é .
Depois, tal como em quase tudo na vida,  “isto também irá passar”.
Por vezes, mais tarde poderá revisitar a “birra” e ver se consegue ajudar o seu filho a identificar o que o fez perder o controlo. No entanto, só o facto de sabermos que isto faz parte do desenvolvimento normal e que acontece em todas as casa e famílias, por vezes, só por si já é reconfortante.
Respirar fundo várias vezes ou suspirar profundamente, pode ajudar a manter os seus níveis de stress mais baixos, enquanto pai/mãe. Já ouvi crianças dizerem às suas mães para respirarem fundo 3 vezes, quando vêem que elas se estão a zangar e isto é sem dúvida excelente, uma vez que têm tendência para imitar os comportamentos calmantes.

abraço
As respirações profundas produzem a tão necessária serotonina – o neurotransmissor relaxante. Este mesmo efeito é muitas vezes obtido através de muitos alimentos doces ou bebidas doces ou álcool, mas respirar fundo é ideal uma vez que nos podemos acalmar em qualquer sítio, a qualquer hora e sem adição de calorias ou outros efeitos!
Um toque seguro, como os abraços, festas ou cócegas suaves também originam a produção de serotonina – mais uma vez, calorias 0%.
Pode também organizar em sua casa um espaço de “acalmar” – uma cadeira ou um pouf – onde as crianças ou os adultos possam ir quando precisam de algum tempo para se “acalmar”.
Então, da próxima vez que o seu cérebro primitivo se sobreponha, experimente pôr em prática a Pausa Parental e veja se funciona. E lembre-se senão resultar, haverá sempre Chocolate!

Helena Gonçalves Rocha

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7 COISAS QUE TODAS AS CRIANÇAS PRECISAM DE OUVIR

Helena

As crianças não são coisas; são pessoas pequeninas. São sensíveis, inocentes, assustadas, curiosas e para elas tudo na vida é novidade durante um largo período de tempo. Quando tudo é novo, o medo pode ser grande e a auto-estima muito pequena. É importante mantermos tudo isto em mente. Precisam de determinadas coisas para que possam aprender a ser resilientes, a ter amor próprio, a preocuparem-se com os outros, a valorizar os fracassos e consequentemente a transformar os fracassos em triunfos. Precisam de auto-estima positiva. A sua auto-estima depende primeiro e essencialmente dos seus cuidados enquanto pais.

A psicóloga Sherrie Campbell fez uma lista de 7 coisas que todas as crianças deveriam ouvir diariamente. Ora verifique que se as está a cumprir.

7 COISAS ESPECIAIS

1 “Amo-te”
Podemos dar a uma criança demasiadas coisas, mas nunca daremos a uma criança demasiado amor. Quando dizemos  ao nosso filho que o amamos e dizemo-lo várias vezes, estamos a dizer-lhe que ele é valioso. Estamos a ser um fã na sua audiência. Amá-lo dá-lhe coragem, tempo para crescer; permiti-lhe cometer erros; produz sentimentos de alegria.

Dizer ao seu filho que o ama ensina-o a amar-se a si próprio e mostra-lhe como ser capaz de amar outras pessoas.

2 “Estou orgulhosa de ti”
A criança deve sentir que é especial para os seus pais, que não se devem acanhar em dizer o quanto estão orgulhosos, de tentar, de se esforçar, de demonstrar um talento especial.

3 “Estava errada, desculpa-me”
Embora por vezes difícil, devemos manter em mente que as crianças aprendem por modelo. E quando erramos é sempre uma boa oportunidade para demonstrarmos que ninguém é perfeito e que deveremos assumir os nossos erros. A honestidade é positiva para o desenvolvimento da criança, enquanto ser pessoal e social.

4 “Eu perdoo-te”
Mais uma vez a importância do modelo, é natural que as crianças cometam erros recorrentes, porém é também natural que sejam merecedoras de perdão.

5 “Estou a ouvir”
Essencial ouvir também com o coração, ouvir mesmo, cada palavra, sem distrações, seguindo atentamente as suas conversas e questionando. Isto irá demonstrar-lhe o quanto é importante para si e irá também trazer um impacto positivo na vossa relação de confiança.

6 “A responsabilidade é tua”
Se a criança é crescida para umas coisas, não deverão usufruir do estatuto de “pequenino” para escapar às consequências dos seus atos. E terão de ser os pais a incutir a responsabilidade.

7 “Tens tudo o que precisas para conseguir”
Mostrar à criança que é amada, apoiada e compreendida irá dar-lhe ferramentas para prosseguir a caminhada, tendo a certeza que terá a família como seu suporte.

Helena Gonçalves Rocha

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caça ao tesouro

A PÁSCOA E OS RITUAIS FAMILIARES.

Helena

Não havia nada mais certo, assim que se iniciavam as férias escolares aí íamos nós rumo ao alto Minho, para a “terra” dos pais, usufruir de todas as tradições da Páscoa.

A mais apreciada, era sem dúvida, o beijar da cruz. De casa em casa, lá íamos, o grupo de primos e amigos, receber o Sr. Padre e toda a sua comitiva que alegremente entravam na casa de cada um, anunciando “Aleluia, Aleluia, Aleluia”, acompanhado de salpicos de água benta. De seguida, a Cruz de Cristo era oferecida a cada um dos presentes para que a beijasse, recordo-me como se fosse hoje, como a Cruz era enorme para mim e como gentilmente se baixavam para que eu escolhesse onde iria beijar, nos pés, nas mãos (era uma decisão difícil, numa altura em que pouco se pensava em doenças e questões de higiene). O ritual terminava com o dono da casa a oferecer um ovo, que era depositado e transportado num requintado balde de prata.

Os miúdos, de seguida lançavam-se para a mesa dos doces, enchendo os bolsos de amêndoas, provando as especialidades da casa, desde o Pão de Ló, à Rosca Mulata da Tia. Os mais afoitos ainda conseguiam bebericar um cálice de vinho do Porto e fugir rapidamente para a casa seguinte, onde todo o ritual se voltava a repetir. No final, faziam-se contas, quem conseguiu beijar mais, que doces comemos e o relato de todas as peripécias vividas.

caça ao tesouro

Os rituais familiares são momentos que nos permitem viver e fortalecer ligações afetivas, servindo como recurso fundamental para a manutenção e fortalecimento da família. Os rituais são expressos de forma diferente em cada família, com cada uma a descobrir e a construir os seus, moldando-os à sua imagem.

Devido ao seu carácter repetitivo, os rituais constituem um elemento estabilizador e reconfortante para os membros das famílias, contribuindo para o estabelecimento e a preservação de um sentido coletivo, ou seja, da identidade familiar.

Todas as Páscoas eu sabia o que iria acontecer… e a segurança que isto me trazia…

Assistimos atualmente a uma perda progressiva das rotinas e rituais familiares, estando muitas vezes as famílias desprovidas de um fio condutor, afastadas dos elementos da família alargada.

O reatar de rituais familiares, ou mesmo a criação de novos rituais que façam sentido à família podem inverter esta situação e voltar a dar o fio condutor abalado, tornando-a mais coesa e autónoma.

Confesso que adoro rituais e adequá-los à minha família já quase se tornou um vício. Todos sabem o que acontece nas manhãs de Domingo. Todos sabem que na Noite de Natal se joga o jogo da Cadeira, os mais novos e os mais velhos. Todos sabem como os aniversariantes são acordados logo pela manhã. Enfim, são muitos os rituais já criados, mas muitos mais podemos inventar, na certeza que são estas memórias, estas certezas, esta segurança que podemos transmitir aos nossos filhos e quem sabe possam transmitir aos netos.

Os rituais são parte essencial da vida familiar, permitem apaziguar ansiedades, permitem tratar a sua Família como única e criam História e Memória.

Que tal aproveitar esta época festiva e iniciar uma nova tradição? Quem sabe, esconder ovos pela casa ou pelos caminhos circundantes, e partirem todos à Caça dos Ovos?

Para todos Vós uma Santa Páscoa e gozem a companhia uns dos outros!
Helena Gonçalves Rocha

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VAMOS À CAÇA DO URSO!

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Sou fã incondicional de literatura infantil, e acredito que, a leitura em voz alta desde muito cedo, se traduz numa rotina de carinho, atenção partilhada e aventuras vividas. À medida que vão crescendo vão tomando atenção aos pedacinhos de letras, as palavras, e aprendem que aqueles pedacinhos, quando decifrados lhe podem abrir as portas dos sonhos.

Convido-vos hoje a conhecer um dos meus livros especiais: “Vamos à Caça do Urso”, e quem escreveu? Michael Rosen, mas não foi ele que fez os desenhos, essa foi outra senhora, com um nome parecido com o meu, Helen Oxenbury e quem mandou fazer muitos livros iguais, foi a Editora Caminho, já há muito tempo, em 1989. Assim costumo apresentar os livros às crianças.

Vamos à caça do Urso, conta-nos a história de uma família (um pai, 4 miúdos e um cão) que um dia decidem ir caçar um urso. Estão determinados (“Vamos à caça do Urso), confiantes (“Vamos caçar um dos grandes”), otimistas (“Que belo dia!”) e corajosos ( “Não temos medo”).

No caminho encontram todo o tipo de obstáculos, no entanto, “não podemos passar por cima, não podemos passar por baixo” mas não têm outro remédio senão “temos de atravessar” e, por sorte, todos eles fazem barulhos interessantes. Estes obstáculos incluem erva alta e ondulante (reste, restolha), um rio fundo e frio (chape, chapinha), uma lama grossa e pegajosa (pate, patinha), uma floresta grande e escura ( trope, tropeça), um nevão que gira e rodopia (Uuuh, uuuuh) e finalmente, uma caverna estreita e soturna (Pé ante pé).

À espera deles, no fundo da caverna, está aquilo que eles menos esperavam encontrar. Um Urso! Eles viram-se e correm muito, tendo que fazer todo o caminho de volta e passar por todos os obstáculos na ordem contrária, e fazendo todos os barulhos engraçados novamente, mas muito mais depressa uma vez que têm o urso a correr atrás deles. Chegam à porta de casa, à sua cama, debaixo dos cobertores e prometem nunca mais voltar a ir à caça do urso.

Este será com certeza um dos meus livros preferidos para ler aos mais pequenos, cheio de ritmo, de repetições, de barulhos estranhos, que facilmente e desde muito cedo os pequeninos conseguem acompanhar.

É um livro que deve ser lido com muita expressão e entusiasmo e que pode dar lugar a muitas atividades depois da leitura. Desde irmos literalmente à caça do urso, com todo o movimento que isso implica, até reproduzirmos somente a parte dos sons, ou uma das minhas propostas mais utilizadas, podermos construir um livro desenhado pela criança que pode ser lido primeiro para a frente e depois na ordem inversa.

Espero que vos tenha entusiasmado e Boas leituras!

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Tiago Brandão Rodrigues

PRIMEIRA INTERVENÇÃO PÚBLICA DO MINISTRO DA #EDUCAÇÃO É NA BAIXA DA BANHEIRA

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O novo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues acaba de comunicar que até ao final da semana vai divulgar o tipo de avaliação que irão substituir os exames nacionais do 4.º ano, cujo fim foi aprovado no mês passado por todos os partidos de esquerda no Parlamento.

A escolha do local onde resolveu fazer esta comunicação não foi indiferente. A decisão recaiu na Escola Secundária da Baixa da Banheira, localizada no bairro do Vale da Amoreira, no concelho da Moita. Este estabelecimento de ensino é o caso típico de uma escola que luta contra as adversidades do meio. Os pais dos alunos têm em média oito anos de escolaridade, quase metade das famílias são apoiadas pela ação social escolar e as pequenas conquistas começam muitas vezes por convencer os alunos a entrar da escola e nas salas de aula, admite o diretor José Lourenço.

O Ministro justificou esta decisão: Viemos aqui porque é preciso conhecer a escola pública que temos, ouvir os professores, identificar os desafios. Ao contrário da ideia de facilitismo, esta é uma escola onde existem imensas exigências e preocupações”, enaltecendo a importância da “escola pública” e do “serviço nacional de educação” como motores da “mobilidade social”. Reforçou a necessidade do combate ao abandono escolar e a promoção do sucesso como as suas “prioridades” para o mandato.

Tiago Brandão Rodrigues apresentará também as suas ideias para os restantes anos de escolaridade, ou seja, a “solução integrada de avaliação e aferição”, que inclui o tipo de testes a realizar no 6.º e no 9.º anos e ainda a avaliação na disciplina de Inglês, que é atualmente feita através dos testes de Cambridge.

No caso do 4.º ano, onde a avaliação muda já este ano letivo, a alternativa será a recuperação das provas de aferição, que não contam para a nota final. Ou seja, tanto podem ser aplicadas ao universo dos alunos como a uma amostra. Ambos os modelos já foram testados anteriormente.

As metas curriculares também estão a ser avaliadas. Estas consistem num descritivo dos objetivos detalhados a atingir pelos alunos em cada disciplina e ano de ensino. O tema será discutido também no final da semana na Assembleia da República.

Tiago Brandão Rodrigues destaca a importância de “competências transversais”, das “artes, do desporto e das ciências experimentais”.

Nós aqui, temos Prioridade na Educação.
Nós aqui temos isto.

Fonte: Expresso

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“CUIDADO, OLHA QUE CAIS!”

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Os benefícios do risco nas brincadeiras das crianças

“Cuidado, olha que cais!”, ”Pára quieto um bocadinho…”, “Não vais por ai que é perigoso!”

Não me recordo quando começou tudo isto…
Tive a sorte de ter as pernas sempre marcadas de nódoas negras e arranhões. Subir as árvores e quase cair, inventar estratégias para chegar mais alto. Percorrer todos os muros altos, em grande equilíbrio, a toda a velocidade, no caminho que percorria a pé para casa, depois da escola, em plena cidade.
Quando arriscam, as crianças aprendem a lidar com os fracassos, a tentar novamente… Aprendem a responsabilizar-se pela sua própria segurança e integridade. Jamais conseguiremos “almofadar” o mundo para que os nossos filhos não se magoem, desde cedo podemos proporcionar-lhe experiências em que possam testar os seus limites, em que possam tentar de novo, encontrar soluções de forma autónoma. E os pais onde estão? Preferencialmente, brincando também, mostrando que cair e voltar a levantar é possível, que não conseguimos tudo à primeira tentativa, mas que tentar outra vez nos pode dar um incrível prazer e quando conseguimos podemos celebrar em conjunto!

Helena Gonçalves Rocha

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criancas

A HELENA AQUI, ESCREVE SOBRE ISTO

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A Helena Gonçalves Rocha é nascida e criada na margem sul e claro está, continua a viver e a trabalhar aqui, na South Bay.
A Helena é mãe de um “menino” de 16 anos e de uma menina de 11, que todos os dias lhe ensinam milhões de coisas. É licenciada em Educação Especial e Reabilitação, Terapeuta Familiar e tem muito trabalho desenvolvido na área da Intervenção Precoce na Infância. A sua experiência no apoio às famílias e mediação/formação da relação com os diferentes contextos onde a criança está inserida, tem mais de 20 anos. NÓS AQUI temos a sorte da Helena partilhar no nosso blog os seus conselhos, dicas e opiniões numa área que é tão importante e que nós queremos privilegiar – a Educação, porque – O melhor do mundo são as crianças. Fernando Pessoa.

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NÓS AQUI, TEMOS ESCOLHAS SAUDÁVEIS.

Os estados membros da União Europeia celebram hoje o Dia Europeu da Alimentação e Escolhas Saudáveis e da Cozinha Saudáveis. Nós aqui apoiamos a iniciativa que procura consciencializar a importância de uma alimentação saudável nas crianças e travar o crescimento da obesidade infantil.

Nós aqui não temos por princípio ser fundamentalistas. Queremos aproveitar ao máximo o melhor da Lisbon South Bay, mas também gostamos de passear, frequentar, experimentar, trabalhar, degustar “além-fronteiras”. E um dos grandes pontos a favor da margem sul é estar ao lado da cidade maravilhosa que é a nossa capital.

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Ficamos felizes por saber que as escolas daqui encorajam as nossas crianças numa escolha de alimentação saudável, mas não proibitiva. Ou seja, há dias em que as gomas, as batatas-fritas, os snacks e outras iguarias que fazem as delícias das crianças são permitidas, tudo com conta peso e medida. O fruto proibido é o mais apetecido, mas  há momentos que justificam “deslizes”. Momentos esses que devem ser compensados por exercício físico e uma alimentação maioritariamente saudável.

Como nunca é demais relembrar, recomendamos umas dicas que ajudam a conseguir alimentação equilibrada:

. tomar o pequeno-almoço todos os dias;

. comer de 3 em 3 horas;

. comer 5 peças de fruta/legumes por dia;

. beber uma boa quantidade diária de água;

. usar menos sal e açúcar nas refeições.

 

Nós aqui apoiamos escolhas saudáveis.
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NÓS AQUI, JOGAMOS AO TRAVA-LÍNGUAS.

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Os trava-línguas são jogos de palavras que nasceram da cultura popular que terão servido para treinar discurso, muitas vezes utilizados na terapia da fala. Estes jogos consistem em dizer com clareza e rapidez versos, sílabas ou palavras difíceis de pronunciar.

Este dia celebra-se no segundo domingo de novembro e pretende melhorar a enunciação, impressionar os amigos e divertir-se. E como nós temos uma designação que às vezes parece “trava-línguas”, temos o prazer de vos convidar a divertirem-se e dizer Lisbon South Bay blog repetidas vezes. Percebem porquê?

Estamos a treinar para que isto nos saia cada vez melhor, mas o grande vencedor até agora é o Nelson Freitas que devido à sua facilidade com a língua inglesa pronuncia Lisbon South Bay blog de forma invejável.

Nós aqui precisamos destes jogos e deixamos aqui algumas sugestões de trava-línguas populares portugueses para se divertir e juntar-se a nós:

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

Num prato de trigo tragam três tigres. Três tigres tragam trigo num prato dum trago. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato dum trago.

O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha da garrafa de rum do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha redonda da garrafa de rum do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, do rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, do rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso e rápido a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, do rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso e rápido a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, o ruidoso rei da Rússia.
– Raio! – ralhou o rei. – rato rapace!
– Raça! – rugiu o rato. – é rija a rolha!

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