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Praia

AS PESSOAS QUE AMAM A PRAIA SÃO MAIS FELIZES.

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A ciência confirma, pessoas que amam a praia, aproveitam mais a vida e são mais felizes e quem somos nós para contrariar a ciência?

E ainda bem que assim é, pois nós aqui, sem nenhuma base científica que o comprove, assinamos por baixo. Não é à toa que a maioria das pessoas passa grande parte das suas férias – momentos de fazer o bem se quer e apetece, por isso somos gratas por poder ver o mar, sentir o seu cheiro, a maresia e ter a praia a abraçar a zona onde vivemos. É realmente um privilégio. É que nós aqui somos amantes de praia, mesmo.

Dizem os estudos que estar perto de uma fonte e/ou o ambiente mais natural faz-nos sentir melhor do que estar cercado de prédios ou estradas. Existem mais benefícios em viver junto ao mar, especialmente para a saúde emocional.

De alguma forma, estamos programados para reagir positivamente a ambientes limpos que nos fazem sentir mais conectados com a natureza. E a praia tem um toque, uma energia especial, algo que faz com que o nosso cérebro se sinta imediatamente mais relaxado ao ver o mar e a areia.

amantes de praia

O mar é para nós uma energia inspiradora e que muitas vezes só de olhar já nos transmite felicidade. Por isso, defendem também os entendidos que a sua paisagem única serve como um estímulo físico terapêutico e psicológico, é por isso que muitos centros de tratamento para certos tipos de doenças recomendam procurar lugares como a praia para morar. Até agora nunca pensámos nisso como algo terapêutico, mas a verdade é que a sensação de bem estar é sentida só por estar perto.

É provado também que a mistura do ar do mar com o som das ondas, provoca um relaxamento e que ajuda a dormir melhor e aumenta a sua criatividade.

Nós aqui, achamos que esta teoria bate certo e agradecemos ter o mar aqui tão perto. Costa de Caparica, Fonte da Telha, Arrábida, Sesimbra, Tróia ou Comporta. We love you all. Concordam?

Nós aqui amamos a praia.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: Lisbon South Bay blog

Fonte: supertela.net

Captura de ecrã 2015-11-5, às 15.50.35

NÓS AQUI, LUTAMOS POR ISTO.

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Dia Mundial da Poupança e The “F” words

31 de Outubro é o Dia Mundial da Poupança.

Este dia para mim era normalmente antecedido de muito trabalho na sua preparação quando fui responsável pela conta de uma instituição bancária.

Estávamos no ano da grande crise e apelar à poupança financeira era palavra de ordem. Atualmente vejo esta poupança de uma forma muito mais abrangente. A poupança não é apenas conseguir juntar dinheiro (que já é uma ginástica e uma tarefa árdua e necessária), mas também, e não menos importante, as poupanças de recursos, de energia e de tempo passaram a ser muito relevantes. Um modo de vida para além de uma simples data a assinalar.

Poupança é sinónimo de sustentabilidade. Não quero ser demagógica e fundamentalista, mas a verdade é que a preservação de recursos de qualquer ordem faz-nos sentir bem e passa a ser um modo de vida. Ainda bem que os concelhos da margem sul são sensíveis a isso.

Preservar recursos é como a recompensa de ajudar alguém, de contribuir para uma causa, de fazer o bem. E sentirmo-nos bem é cada vez mais uma bandeira que erguemos orgulhosamente. Para isso uso a trilogia das “F” words (não, não inclui a palavra que estão a pensar):

Captura de ecrã 2015-11-5, às 15.50.35

Foco – aprendi que temos capacidade de fazer multi-tarefas, mas que muitas vezes, nos dispersamos nas mesmas. Querer agarrar tudo, tentar fazer tudo pode ser sinónimo de não fazer bem feito e, causar-nos frustração ao invés de realização. Já advertia o Sócrates, o filósofo: Tomem muito cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais.

Foco é saber dizer não, defendeu Steve Jobs. Aprendi a dizer “não” e a ficar tranquila com isso. Custava-me “horrores”! A minha natureza não me permitia dizê-lo de forma perentória e assertiva. Agora, sei que só custa a primeira vez. Não vamos dizer “não” só porque sim, ou para mostrar que temos personalidade (isso deixo para a minha Alice, que o faz com uma grande souplesse. A vida e, nós pais, encarregar-nos-emos de lhe ensinar que vai ter alguns dissabores com isso). O dizer “não” permite-nos gerir expectativas, as nossas e as dos outros. Se não conseguimos fazer bem, se não queremos, se não é para fazer com empenhamento e, para termos um resultado final do qual nos orgulhemos, há que saber dizer não. No fim de contas, vai fazer-nos sentir bem connosco, e isso ninguém nos tira. Com esta atitude estamos a fazer poupança do tempo que damos às coisas. Só vamos ao que nos interessa e nos faz bem. Foco = não desperdício.

Filtroaprendi que as coisas menos boas, como as desilusões, são a melhor forma de “separar o trigo do joio” – já dizia a minha avó, que não era filósofa credenciada, mas “mestre” em muitos ensinamentos. Estas situações permitem-nos fazer exatamente essa “seleção” – o que e quem nos interessa. O que ou quem não nos interessa. É o “encaixar” ou “pôr para o lado”. E, viver bem e feliz com as nossas escolhas. Não é o interesse porque vou ganhar alguma coisa com isso, não. Não é isso. É o interesse de gostar, querer estar e sentir reciprocidade. Tão simples quanto isso. Filtro = não desperdício.

Felicidade – o Santo Graal que todos procuramos. Aprendi que a felicidade não é permanente, mas que com a nossa ajuda acaba por estar sempre presente. Mas, aqui a perspetiva é outra: não é poupar é gastar! Aqui, é o esbanjar, o ser excêntrico, gastar à bruta, sem pensar no dia de amanhã. O que é que me faz verdadeiramente feliz? Uma lista (quase) infindável de coisas, mas para dar alguns exemplos: um sorriso, um abraço, o estar com as minhas filhas. As discussões uma com a outra de que a mãe é só delas, estar com a família, as gargalhadas com amigas por aquela piada que só nós é que entendemos e, que nos fazem cair lágrimas e dores de barriga, o viver aqui na South Bay, o poder escrever aqui no blog, o ir buscar as minhas filhas à escola de bicicleta, o fazer o que gosto, ouvir amigos com quem já não se fala há algum tempo, comprar aquela peça que nos fica “a matar”, o ser atencioso, grato e educado. Este esbanjamento acaba por conseguir fazer poupar. Pois ajuda a decidir o que é realmente importante e faz-nos ter forças e energia para tentar ser sempre melhor. Ou seja, pode-se gastar, usar e abusar nestas coisas que não se desperdiça recursos, mas a carrega-se baterias. Felicidade = gastar sem desperdício.

Nós aqui poupamos e gastamos n’isto.
Nós aqui temos isto.