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Helena Gonçalves Rocha

TRUQUES PARA QUE O SEU FILHO DURMA FINALMENTE A NOITE TODA! Por Helena Gonçalves Rocha

ASSINATURA 2 1

Dormir… sonhar com uma cama… pestanejar frequentemente… ter dificuldade em manter uma conversa… apresentar uma cara tipo-panda, com as maiores olheiras de todo o sempre…

Enfim… quem tem episódios de privação de sono saberá do que estou a falar. Normalmente estes períodos de privação de sono estão associados aos  pais de crianças pequenas que habitualmente não têm uma noite inteira de sono. Aliás se perguntarmos a estes pais o que mais desejariam: irem jantar fora a dois ou dormirem uma noite inteira? Não hesitamos muito na resposta correcta e rapidamente imaginamos dois adultos a atirarem-se desesperadamente para cima de uma cama para DORMIR.

Uma boa higiene do sono, sim, é mesmo assim que se denomina todo o conjunto de hábitos associados à rotina de dormir.  Nesta higiene do sono  incluímos:

– 1 hora antes de deitar os movimentos da casa deverão começar a abrandar;
– Reduzir a intensidade da luz e som ( inclui afastamento total dos ecrãs tv, telemóvel, tablet); apagar as luzes intensas do tecto, reduzir o som;
– incluir rotinas repetitivas: a mesma hora de deitar, lavar os dentes, ler a história e dormir.

No entanto, este tipo de rotina nem sempre é suficiente para garantir uma noite completa de sono, existem alguns Truques extra que poderemos experimentar e são eles:

Difusor de óleos essenciais, 
Os óleos essenciais ajudam a melhorar o padrão de sono. Podem ser utilizados num difusor no quarto durante a noite e podemos também realizar uma massagem com pressão nos pés da criança durantes alguns minutos mesmo antes de ir para a cama.. Um dos óleos recomendados para este efeito é o de lavanda e madeira de cedro, mas poderá tentar outro que considere mais relaxante e calmante.

Cobertor de peso
Algumas crianças não processam a informação oriunda dos seus sentidos da mesma forma que as outras, evitando estes estímulos ou procurando-os. Muitas crianças têm necessidades sensoriais únicas e podem responder bem à utilização de um cobertor de peso, sem terem qualquer tipo de diagnóstico específico. Porém, as crianças com Autismo, com perturbações de ansiedade, com perturbações do processamento sensorial, com perturbação da hiperatividade e défice de atenção e desordens graves do sono, são aquelas que obtém uma resposta mais eficaz quando utilizam o cobertor com peso.

Helena Gonçalves Rocha

Porquê? O que têm todas elas em comum?
Todas apresentam baixos níveis de serotonina e um sistema nervoso ativo.

E como funciona o Cobertor de Peso?
Através da Pressão de Toque Profundo, que consiste numa pressão gentil por todas as partes do corpo, que poderá ser atingida de várias formas, através dos Abraços, das Massagens, da utilização de Coletes de Peso ou de Cobertores de Peso.

E o que faz a Pressão de Toque Profundo?
1. Aumenta a libertação de serotonina
A serotonina é um neurotransmissor que desempenha papéis essenciais no nosso corpo, como por exemplo:
# Inibidor comportamental
# Apetite
# Agressividade
# Sono
# Humor
# Desenvolvimento cerebral
# A serotonina também está envolvida no processo de produção da melatonina, tão importante na regulação de um padrão de sono saudável.

2. Diminui a atividade do sistema nervoso
E quais os benefícios da utilização do Cobertor de Peso?
# Reduz a ansiedade
# Melhora o sono
# Adormece mais rápido
# Reduz a ansiedade
# Sono profundo
# Menos movimentos durante a noite

E como posso saber se o meu filho beneficiará da utilização do Cobertor de Peso?
Se responder afirmativamente a pelo menos duas destas três questões, estamos no caminho certo.

1. Adora dormir ou ficar debaixo das mantas;
2. Gosta de se “enfiar” em espaços pequenos ou colocar-se por trás dos móveis;
3. Tem dificuldade em relaxar e ficar sentado tranquilamente.

Este cobertor de Peso funciona também muito bem nos adultos para reduzir os níveis de stress, a ansiedade e  a insónia.

E como quando estamos desesperados para dormir vale a pena experimentar tudo, deixo estas sugestões para que se atrevam a experimentar e depois…depois queremos saber como correu, pode ser?

Pode ser? Psst! Pode ser?
ZZZZZzzz!
Noites e até amanhã!

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
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Fotografias: D.R.

Mother Smiling at Son --- Image by © Image Source/Corbis

A CRIANÇA E OS OUTROS – COMO PROMOVER A EMPATIA. Por Helena Gonçalves Rocha

ASSINATURA 2 1

Mas afinal o que está a acontecer?

Passamos indiferentes perante alguém que precisa de ajuda? Um idoso carregado de sacos? Alguém que tropeça e cai mesmo na nossa frente?

Ou, e foi com certeza este episódio que me trouxe até aqui, derrubo um café a ferver por cima da mão, dou um grito, acusando a queimadura, a mesa fica toda suja, escorrendo café. Tentando diminuir o estrago, vou limpando a mesa, ao mesmo tempo que seguro a trela da cadela na outra mão. Não queria acreditar, eu sozinha, e as mesas circundantes todas ocupadas, ninguém levantou a cabeça, ninguém prestou ajuda…mais…quando regressei com novo café, que fizeram questão que voltasse a pagar, a minha mesa já estava ocupada, por pessoas que assistiram placidamente a toda a situação. O que se passa? Fazemos parte de planetas diferentes? Somos só nós e o nosso umbigo  que importam?

Rapidamente penso nas crianças de hoje e reflito se será esta mensagem que queremos passar aos adultos de amanhã. Deixa lá, finge que não vês, o que interessa é que tu consigas. Que medo…

A verdade é que as crianças aprendem essencialmente por imitação, e os adultos são os seus principais modelos. Criança vê os pais fazerem, criança tentará imitar na primeira oportunidade.

Pois bem, fui educada com o lema de “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti e não faças aos outros o que não gostavas que te fizessem”, tão simples quanto isto!

Falamos de EMPATIA! Segundo o dicionário de língua portuguesa é a faculdade de compreender emocionalmente (pessoa, objeto); capacidade de se identificar com outra pessoa.

Pode ser difícil ajudar as crianças a aprenderem sobre a Empatia. Não é algo que elas aprendam sem qualquer orientação – especialmente nesta sociedade autocentrada em que vivemos. Mas vai com certeza valer a pena orientarmos as nossas crianças nesse sentido.

Mas afinal como podemos ensinar a criança a ter Empatia?

Ensinar uma criança a ter empatia envolve a capacidade de esta se preocupar com os sentimentos dos outros e conseguir analisar as situações através da perspetiva das outras pessoas. No fundo, implica calçar os sapatos do outro…A Empatia é uma caraterística complexa para se ensinar a uma criança, mas através do nosso modelo e com os incentivos adequados, esta caraterística poderá desenvolver-se ao longo do tempo.

Aqui ficam alguns exercícios / estratégias que poderá experimentar:

Elogie o seu filho quando ele mostrar empatia.

  • “ Que simpático da tua parte teres deixado o menino andar no baloiço. Ele ficou muito contente. Eu reparei, ele estava a sorrir.”
  • Recompensar o seu filho pelo seu comportamento empático poderá ajudá-lo a desenvolver uma Empatia natural. 

Pergunte ao seu filho como acha que os outros pensam ou se sentem perante determinada situação.

  • Se virem algo de mal acontecer com outra pessoa, aproveite para perguntar como é que ele acha que essa pessoa se sente. Por exemplo, um menino está a comer um gelado e deixa-o cair no chão, pergunte:” Como é que tu te sentias se isto acontecesse contigo?”

Ajude o seu filho a desenvolver um sentimento de preocupação.

  • Por exemplo, se ele mencionar que um colega da sua turma tem muitas dificuldades, faça perguntas sobre isto. Pergunte: “ Porque achas que tem dificuldades? Não consegue estar atento? Não está a perceber esta matéria?”
  • Poderá sugerir ao seu filho que tente ajudá-lo na aula ou depois da aula. Atividades como esta ensinarão o seu filho a demonstrar carinho e interesse pelas outras pessoas. 

Dê o modelo, demonstre empatia para com o seu filho.

Se você só falar sobre empatia, e não a praticar, dificilmente ele irá aprender. É recomendável que você ensine pelo exemplo e mostre o que é ser empático, na prática.

  • Demonstre empatia com o seu filho, expressando preocupação e simpatia quando ele se magoar ou estiver triste. Pode dizer qualquer coisa como: “ Por favor, anima-te. Eu fico triste ao ver-te assim.”
  • Se ele vir este tipo de comportamento em si, ele será mais propenso em ser empático com os outros, primeiro pela força do hábito e depois como manifestação de emoção genuína.

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Ensine o seu filho a ver as coisas do ponto de vista das outras pessoas.

  • Por exemplo, se estiver uma menina a brincar sozinha no recreio, peça ao seu filho para imaginar como ele se sentiria se estivesse no seu lugar. Será que gostaria que alguém o convidasse para brincar?

Incentive o seu filho a fazer algo de bom para alguém.

Pode ser algo bem simples, como telefonar para os avós, ajudar a levar as compras do vizinho, dar um elogio à irmã.

  • Este tipo de atividade vão ajudar o seu filho a desenvolver um senso de responsabilidade para com os outros e a ganhar um sentimento de satisfação cada vez que ajuda alguém.

Experimentem e comentem, por favor!
E mais, lanço-vos o desafio de propor aos vossos filhos (e quem sabe a vós mesmos), de fazer alguém sorrir todos os dias com uma das suas ações.

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografias: D.R.

 

Crianças

8 COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR AO SEU FILHO E EVITAR A DEPENDÊNCIA DIGITAL

Helena

Não me levem a mal nesta minha “quase obsessão”, mas realmente este fenómeno está a tomar proporções desmesuradas. Esta semana  li vários artigos que abordavam a temática da dependência digital, muitos fizeram-me refletir e não resisti a partilhar algumas preocupações  convosco, acabando por descobrir algumas competências realmente importantes que tenho andado a descurar neste desafio de evitar a dependência digital.

Num mundo de inovação tecnológica e de  interconectividade, a aprendizagem crítica de competências essenciais de vida é cada vez mais remetida para novas aplicações, vulgo apps, e  para a internet.

As crianças entre os 8 e os 18 anos passam mais de sete horas por dia frente a um ecrã, muitas vezes acedendo a diferentes formas de media e de redes sociais simultaneamente.

Somemos mais uma hora e meia extra de mensagens de texto e concluímos que hoje em dia os pré-adolescentes e adolescentes passam cerca de 9 horas por dia em dispositivos digitais.

Para evitar que este consumo tecnológico se traduza em total dependência digital, ajude a sua criança a desenvolver as seguintes 8 competências.

1 | Como ler um mapa

Ok, lá vem ela armada em antiquada. É sabido que o  GPS é amplamente utilizado e facilmente disponível  – sim, mas só enquanto a bateria está carregada  ou exista rede disponível, correto?

Ensinar as crianças navegar usando pontos de referência, mapas, bússola, e distância  estimada  é essencial quando a tecnologia não está disponível. O efeito da dependência de GPS ainda tem de ser devidamente estudado, mas é possível que a dependência de GPS possa privar as crianças do feedback sensorial que a consciência espacial proporciona.

2 | Como fazer uma chamada telefónica

Embora os adolescentes e mesmo os adultos prefiram as mensagens de texto e os e-mails, a capacidade de falar ao telefone continua a ser essencial. Tal como a capacidade de reter e memorizar números de telefone, marcar encontros e mesmo em contexto profissional manter uma conversação, tudo isto são competências interpessoais que os miúdos também precisam de praticar.

falar-ao-telefone

3 | Como fazer uma boa caligrafia

A escrita à mão sofreu bastante com esta invasão tecnológica que já não requer que escrevamos fisicamente. Basta teclar, no entanto as competências neurológicas solicitadas para esta atividade são completamente diferentes.

Porém, a capacidade de fazer letra manuscrita é essencial nas primeiras fases de aprendizagem da leitura e da escrita, só depois temos capacidade de transferir estas aprendizagens para um teclado.

E quem não gosta de um recadinho com uma letra bem legível? Para além de que é altamente personalizada.

caligrafia

4 | Como escrever uma carta

Atualmente escrever cartas caiu completamente em desuso, há 30 anos atrás recebíamos pelo menos uma carta a cada duas semanas, e não eram contas para pagar. Escrever uma carta é um processo mais meticuloso e moroso, sem verificação ortográfica nem apresentação de sugestões de alteração. No entanto, uma carta escrita à mão reflete de melhor forma os nossos sentimentos e é uma ferramenta de comunicação inigualável.

Recordo bem a imensa excitação em abrir a caixa de correio, principalmente nas férias em que relatávamos todas as peripécias às amigas que estavam longe. Tão diferente do atual sentimento de nem querer abrir a caixa de correio pois com certeza só encontrarei lá mais uma conta para pagar.

5 | Como procurar informação  (offline)

A habilidade de encontrar informação, quer seja procurando no dicionário ou pesquisando nos livros existentes numa qualquer biblioteca, foi uma competência completamente perdida para a geração Google, completamente dependente das respostas instantâneas.

No entanto, a pesquisa tradicional poderá trazer informações mais aprofundadas e até promover a curiosidade dos miúdos para que explorem novas ideias e recursos.

Pesquisa offline

6 | Como se relacionar cara-a-cara

Hoje em dia muitas das interacções sociais simples como por exemplo, ir á loja comprar alimentos pode ser feito on-line, assim como encomendar comida para trazerem a casa pode ser feito em poucos cliques. O facto de ter aumentado a interacção das crianças com equipamentos  não responsivos impede-as de aprender algumas competências sociais muito importantes.

As interações cara-a-cara, quer sejam numa conversa à mesa de jantar, quer seja numa pequena viagem de elevador são exponencialmente mais dificultadas quando dependemos dos equipamentos digitais para evitar a socialização.

A capacidade para ler as pistas de comunicação não-verbal e comportamentos sociais é também afetada quando a criança deixa de estar envolvida nas interações sociais e nas conversações, o que, em último caso pode levar à depressão, ansiedade e exclusão.

7 | Como compreender emoções

Embora semelhante ao relacionamento interpessoal, a inteligência emocional é uma competência diferenciada em adultos e crianças que sofre progressivamente nesta era tecnológica. Embora as redes sociais tenham quebrado barreiras de comunicação, torna-se cada vez mais difícil interiorizar emoções e desenvolver a empatia, especialmente quando os sentimentos de auto-estima estão diretamente ligados ao número de “likes”.

Ensinar as crianças a gerirem as suas emoções e stress, dar-lhes ferramentas de resolução de problemas, são algumas das componentes da dita Inteligência emocional.

8 | Como “desligar” e apreciar o exterior

Brincar ao ar livre, proporciona inúmeros benefícios psicológicos, além de  garantir um maior sucesso académico e uma melhor saúde geral. Está também relacionado com uma competência de vida que mesmo os adultos têm de aprender: desconectar na era digital.

Helena Gonçalves Rocha

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