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BATER UM GRANDE CHOCO NA PRAIA…DA MARGEM SUL.

gostamos

Se há coisa que sabe bem é um feriado durante a semana, se há coisa que sabe ainda melhor é que esse dia seja quente e que reúna todos os requisitos para se ir para a praia. Cá em casa houve divisões de opinião, porque há quem considere que já não é tempo de praia! Pr’o que havia eu e estar guardada. Como é que quando roçam 30 graus não é tempo de praia? Só não é tempo de praia quando chovem canivetes!

Divergências de opinião que me fizeram ir fazer uma das coisas que mais gosto, mas que a maternidade nem sempre me permite – bater um grande choco na praia. Dormir, dormir profundamente, sem preocupações, à chapa do sol, e que de tão relaxada que fico, que corro o risco de escorrer um certa baba. Sei que o último episódio que contei aqui sobre sestas na praia, não correu tão bem como o de hoje, mas a verdade é que me soube pela vida.

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O plano era simples. Chegar à praia – Fonte da Telha como é meu apanágio, dar uma grande mergulhaça (só não era preciso estar tão fria. Porra até me congelou o cérebro!), estender a toalha e esparramar-me ao comprido até adormecer. Fácil. Fácil como um bebé. O sono da beleza durou pouco mais de uma hora, sem incidentes e carregou-me as baterias para aguentar até…o final da semana. Tranquila. Ele há coisa melhor? Nós aqui temos uma grande república.

Nós aqui dormimos uma grande soneca.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Lisbon South Bay blog

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VEJO A MINHA MAIOR INIMIGA PRINCIPALMENTE NA MARGEM SUL!

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De facto, ela anda sempre comigo, mas como é na margem sul onde passo mais tempo, principalmente de bunda ao léu é onde ela mais me incomoda.

Pelo que sei ela é inimiga de mais de 90% das mulheres, mas quem é que lhe disse que eu quero ser como a maioria? Falo desta cabra que chegou pé ante pé, e de um momento para o outro foi ficando espaçosa e teimou em ficar. Não lhe interessa nada se é desejada ou não. Não pede licença, abanca-se, alastra-se e pior que tudo não dá tréguas. Falo desse fenómeno horrendo que é a celulite. Odeio-te com todas as minhas forças e não, não estou preparada para me conformar com a tua presença. Lamento. Apesar de ires bem adiantada no marcador, eu vou dar luta. #ateaoproximoveraoficosarada

Se há coisa em que sou boa e que a idade me aprimorou é não ficar com quem não me quer e vice-versa. Saio de cena tranquila e vou à minha vida sem desejar mal a tais seres, mas apenas que não me tenha que cruzar com estes no meu caminho. E era só isto que eu pedia a esta maquiavélica praga que se apoderou das minhas coxas. Vai à tua vida. Em “bom português – Deslarga-me”! Mas não, vaso ruim não quebra e é para levar com isto que estou guardada.

Dizem que a celulite é um depósito de gordura que os fêmeas têm para as suas crias.

– Hello! Oh celulite, és burra oh quê? Já tive filhas, já usei esse crédito e não se nota nada. Não melhorou, até se queres que te diga, oh minha grandessíssima cabra, piorou. – Como já percebi que os argumentos não são o que te convencem, vamos tentar outra coisa.

Estava na Fonte da Telha, lá está, mais uma vez na margem sul, com a minha cunhada Filipa que trabalha nesta área de combater a celulite e outros problemas indesejados da mesma estirpe, a chorar-me por este flagelo. Sim, na praia tenho de ir à água a andar de costas, a fingir que estou a falar com alguém para não me verem a traseira. Disfarço até ao mergulho que graças a Deus dentro de água não se nota nada. À vinda, tomo a posição de baywatch girl com tudo em cima (faz-se o que se pode e a atitude é meio caminho andado para o sucesso), porque de frente, não é tão mau como parece. Até dá para enganar um bocadinho. Mas, voltemos à Filipa e aos seus sábios conselhos – falou-me do drenante da dieta 3 passos e o contacto de uma nutricionista na margem sul! E não é que tem sido o meu melhor amigo da última semana e emborco aquilo como se não houvesse amanhã!? Longe de estar como se quer, já consigo ver alguns resultados. Isto por si só não é suficiente, já sei que tem de se ter cuidado com o que se come, com o ginásio e blá, blá, blá. Calma, não me enervem. Não dá para dar tudo ao mesmo tempo, mas se quiserem partilhar outros conselhos sem exigir muito de mim, que estou fragilizada com este fenómeno, contem-me tudo. #ateaoproximoveraoficosarada

A ti, celulite mother fucker, vai e não voltes que eu não sou rancorosa. Vai de recto Satanás, que eu sou do bem.

Nós aqui temos cenas para combater a celulite.
Nós aqui temos isto.

Texto e foto: Marlene Gaspar

 

FonteTelha

FIM DE TARDE NA FONTE DA TELHA

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Hoje a minha mai’ nova faz anos e por isso passámos o dia juntinhas e a fazer muitas das suas vontades. Claro que ela decidiu ir à praia e escolheu a Fonte da Telha para o efeito. Sim, ela ainda é pequenita, mas sabe o que é bom!

Já fomos tarde que houve muita azáfama das 3 mulheres da casa, e que juntas já se sabe como é, mas a praia estava especial. Eu adoro setembro. É o meu mês, o da minha filha e cheio de recomeços bons, que me fazem ter uma fé imensa em coisas boas que aí vêm. E a praia traz-me essa convicção. Só (já) não escolho o mês para fazer férias, porque os dias já são mais curtos e as noites menos quentes. Mas, é isso que também torna o mês tão especial.

A Fonte da Telha hoje às 18h parecia um dia bom de Agosto, cheia de gente e de gaivotas. Quando vejo gaivotas, penso sempre no ditado: “gaivotas em terra, tempestade no mar” e com os furacões deixa-me um pouco inquieta. Mas depois olha-se para aquele pôr-do-sol e a sensação que fica é de grande tranquilidade, privilégio e de beleza. Tranquilidade que é interrompida pelo ruído ensurdecedor destas aves que parece que falam para nós. Que eco! Fico grata por ter disto tão perto de casa e, peço, a todos os que estão a ser devastados pelas alarvidades da natureza como os “Irma”, “Kátia” e o “José”, para terem força, coragem e dias melhores. Bem melhores.

Nós aqui tivemos um dia bom. E pedimos mais destes. Para nós e para todos.

Nós aqui temos a Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.

Texto e foto: Marlene Gaspar

JipeLagoa

DA FONTE DA TELHA À LAGOA DE ALBUFEIRA

gostamos

Este domingo foi passado no paraíso. No sábado fomos desafiados cá em casa para irmos passar o dia à Lagoa de Albufeira de forma acessível aos “ajipalhados”, que é como diz, partir da Fonte da Telha pela Apostiça até à Lagoa de Albufeira. Ora este percurso só pode ser transitado (se tiveres amor ao corpinho e à viatura) num jipe e tendo em conta que não dispomos desse meio de transporte próprio, foi com muita alegria e gratidão que nos juntamos à grupeta como penduras para desfrutar desta aventura.

Foi altamente! Há muitos anos atrás descobri este percurso após estar numa fila do Meco com o meu “partner do crime”, a.k.a. Ruca, quando ele se decidiu lançar de forma aventureira com um carro claramente não qualificado para aquele percurso e onde o meu coração ia literalmente aos saltos, não só pela irregularidade do terreno, mas também e principalmente pelos nervos e ansiedade do desconhecido. Ah, e pelo meu lado mais pessimista de que aquela ideia ia correr mal. Felizmente os meus receios não tiveram razão de ser, papamos a fila, o Ruca fez um brilharete e eu fiquei altamente impressionada com o seu brilhantismo. Não querendo abusar da sorte e porque o trajeto já não o permite, não voltamos a repetir a experiência. Até ontem…

FontedaTelhaJipe

Os “ajipalhados”

O percurso não é para todos. Mesmo com o “material” adequado, é preciso ter mãozinhas para não se ficar atascado e, como fomos com os melhores, foi uma verdadeira e emocionante aventura. As miúdas (as pequenas e a moi même) estávamos numa excitação total, mas o melhor foi chegar ao destino e depararmo-nos com aquele cenário idílico. A Lagoa de Albufeira é linda, mas estar do outro lado da margem, onde só “meia dúzia” ali pára é outro encanto. É uma paz só conseguida pela privacidade que aquele acesso proporciona. A criançada estava maluca. Ainda houve tempo para jogarem “à pelota”, onde conseguiram estar horas sem acertarem com a bola em alguém que não estivesse a jogar. E porquê? Não porque eram azelhas, mas porque não havia ninguém para incomodar. Não é extraordinário?

LagoaAlbufei

Jogar à bola

Mas o melhor ainda estava para vir, subir a duna e olhar de cima para aquele cenário impressionante. É uma vista de cortar a respiração. E a seguir rebolar e cair até à água que nos causa uma sensação de liberdade ímpar.

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Vista periférica

Quem vai para o mar avia-se em terra, e por isso o almocinho foi preparado ao pormenor e nada faltou – desde o gelado à Bola de Berlim. Porque quem sabe, sabe e as famílias Tomás e Pascoal é que sabem.

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Manjar dos deuses

E o que mais se pode pedir de um dia passado em família e com amigos num paraíso assim? Saúde e mais dias iguais a estes. That’s it!

Nós aqui temos a Fonte da Telha e a Lagoa de Albufeira.

Nós aqui temos isto.
Texto e fotos: Marlene Gaspar

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UM FENÓMENO CHAMADO FONTE DA TELHA. #2

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O fim-de-semana passado lançou-se com temperaturas dignas de verão e para quem gosta do verão, nada como se lançar à pista e aproveitar o que ele tem de melhor. E para mim o melhor é sem dúvida a praia. A praia é a minha praia e há que aproveitá-la como se não houvesse amanhã. Sim, porque não sabemos como é o amanhã e tão depressa o sol está, como não. Já que não podemos controlar este estado temperamental do tempo, vamos desfrutar dele enquanto ele está bom.

Dizem as boas regras de SEO que devemos fazer backlinks que trocado por miúdos é remetermos para outros posts que já tenhamos feito referentes a temáticas semelhantes e assim, sem fazer contas, atrevo-me a dizer que os que escrevi sobre a praia devem ser tipo o Ronaldo, estão aqui para bater recordes. Ora espreitem este, este, este, este, este, este, este e mais este. E, não estão cá todos, que também não vos quero desgastar. Assim, como assim, o SEO deve estar muito contente comigo. Mas voltemos à praia que é sempre um bom motivo para se falar, ou escrever, ou pensar, ou melhor ainda – desfrutar.

E foi isso que fiz. Escolhi mais uma vez a Fonte da Telha. Muito já se disse sobre a Fonte da Telha, muito há ainda por dizer. Aventurei-me e apanhei o shuttle aqui em casa e segui sozinha, que é como quem diz, subi na bicicleta e pedalei até lá. Não foi bem, bem até lá. Mas foi muito perto. Deixei a bike cá em cima junto à GNR a ver as vistas, mas bem acompanhada. Sim, porque para baixo todos os santos ajudam, mas para cima não os encontramos.

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O Shuttle e eu

Tinha curiosidade e desci as escadinhas que nos levam até à praia. Não me cruzei com ninguém neste “treino que batizei de step”, para soar mais chique que subir e descer degraus com bafos de fora. Não sei se foram os 210 degraus, mais coisa menos coisa, mas não vi viv’alma até chegar à vila. Nunca tinha entrado na praia pela zona de moradores de pescadores e encontrei verdadeiros fenómenos, do já fenómeno que é esta praia.

Encontrei o Ronaldo a chorar (devia estar a pensar nas estátuas), não podia ser pelo dia de ontem! Pois ontem foi dia de celebração, celebração de mais um record inegualável! Já estou a imaginá-lo a dizer – dêem-me ruas, aeroportos, recordes, bolas de ouro, miúdas giras e campeonatos, mas não me ergam estátuas, senhores. Não façam mais isso que eu já não quero brincar às estátuas!). Mas o Cristiano não é o único herói da praia. Não senhor. Temos também o Batman. Sim, também entre a Gotham City e a Fonte da Telha, é fácil perceber a escolha. Ele sabe que aqui é que é bom. Deixa lá a cidade das Trevas que a margem sul é que é. A Rainha dos Mares também lá estava e percebi que aqui os barcos se “atracam à porta”. Uma manhã ou tarde na Fonte da Telha, torna-se uma verdadeira descoberta destas novidades, que aos anos que vou aquela praia e nunca me tinha apercebido dos que vos trago aqui hoje. Quem é que revela coisas boas, quem é?

– Je suis! Modéstia à parte.

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Fenómenos da Fonte da Telha

Não fui à procura destes achados, mas foi bom encontrá-los. É a magia da praia, que para além da boa energia que a praia nos dá, como já aqui contou a nossa Rita Deus (e pimba, mais um backlink a contar para o SEO), dá-nos um penteado todo esfrangalhado e uma corzinha que respira saúde. Ainda não estamos no ponto, mas havemos de chegar. E com este sol, mais depressa do que previ.

Posto isto, nada como vos convidar para virem à praia, mas não precisam de vir todos ao mesmo tempo, porque se para evitar filas tenho de vir de bicicleta, vou ficar toda partida, porque meus amigos, foi bom, mas foi a doer (ainda está, um bocadinho). Fiz dois dias seguidos o percurso de bicla e no último dia, tive que chamar o “carro vassoura”, para me levar a mim e ao Shuttle até casa!

Obrigada Fonte da Telha. É um prazer conhecer-te e, como já percebeste, não demoro a voltar. E não sou a única.

Nós aqui temos a Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Lisbon South Bay blog

Praia

AS PESSOAS QUE AMAM A PRAIA SÃO MAIS FELIZES.

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A ciência confirma, pessoas que amam a praia, aproveitam mais a vida e são mais felizes e quem somos nós para contrariar a ciência?

E ainda bem que assim é, pois nós aqui, sem nenhuma base científica que o comprove, assinamos por baixo. Não é à toa que a maioria das pessoas passa grande parte das suas férias – momentos de fazer o bem se quer e apetece, por isso somos gratas por poder ver o mar, sentir o seu cheiro, a maresia e ter a praia a abraçar a zona onde vivemos. É realmente um privilégio. É que nós aqui somos amantes de praia, mesmo.

Dizem os estudos que estar perto de uma fonte e/ou o ambiente mais natural faz-nos sentir melhor do que estar cercado de prédios ou estradas. Existem mais benefícios em viver junto ao mar, especialmente para a saúde emocional.

De alguma forma, estamos programados para reagir positivamente a ambientes limpos que nos fazem sentir mais conectados com a natureza. E a praia tem um toque, uma energia especial, algo que faz com que o nosso cérebro se sinta imediatamente mais relaxado ao ver o mar e a areia.

amantes de praia

O mar é para nós uma energia inspiradora e que muitas vezes só de olhar já nos transmite felicidade. Por isso, defendem também os entendidos que a sua paisagem única serve como um estímulo físico terapêutico e psicológico, é por isso que muitos centros de tratamento para certos tipos de doenças recomendam procurar lugares como a praia para morar. Até agora nunca pensámos nisso como algo terapêutico, mas a verdade é que a sensação de bem estar é sentida só por estar perto.

É provado também que a mistura do ar do mar com o som das ondas, provoca um relaxamento e que ajuda a dormir melhor e aumenta a sua criatividade.

Nós aqui, achamos que esta teoria bate certo e agradecemos ter o mar aqui tão perto. Costa de Caparica, Fonte da Telha, Arrábida, Sesimbra, Tróia ou Comporta. We love you all. Concordam?

Nós aqui amamos a praia.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: Lisbon South Bay blog

Fonte: supertela.net

fontedatelha

MAIS CAMINHADAS NA FONTE DA TELHA. ATÉ DEZEMBRO. #fontedatelha

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O verão ainda não acabou e as caminhadas e os passeios pedestres na Fonte da Telha estão para durar até ao Natal (é com o Sporting! Ehehehehehe.  Xiiii desculpem a “má onda”, mas não resisti). Já temos um novo calendário da organização “Ao Pé do Mundo” para poder juntar o útil ao agradável – caminhar e exercitar o físico e desfrutar de uma das melhores paisagens que temos na margem sul. Tome nota na agenda e não perca esta oportunidade.

OUTUBRO – Dias 2, 16 e 30
Passeio Pedestre Conhecer as “Love Trees”/3h
2 de Outubro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha

Caminhada das Dunas/3h
16 de Outubro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha

Caminhada das Folhas/3h
30 de Outubro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha caminhadas

NOVEMBRO – Dias 13 e 27
Passeio Pedestre Pequena Rota/3h
13 de Novembro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da TelhaCaminhada Alto da Gralha/3h
27 de Novembro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha
DEZEMBRO – Dia 11
Caminhada Grande Rota/7h
11 de Dezembro de 2016
Local – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
Ponto de Encontro – 10h no Parque de Merendas em frente à G.N.R. da Fonte da Telha
Extra – Farnel (Almoço).
NOTAS IMPORTANTES:
Levar água, chapéu, roupa e calçado confortável. Se possível não esquecer a câmara fotográfica.BONS PASSEIOS E GRANDES CAMINHADAS
Mais informações: zitocolaco@gmail.com
Nós aqui temos caminhadas e passeios pedestres.
Nós aqui temos isto
Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: Zito Colaço
Bares Fonte da Telha

PLANO PARA A FONTE DA TELHA PREVÊ DEMOLIÇÃO DE CASA E BARES DE PRAIA.

assistimos

Partilhamos aqui o artigo do Público sobre a Fonte da Telha, praia que nos é tão querida para a qual queremos e pedimos o melhor… Ora leiam.

 

O Plano de Pormenor da Fonte da Telha, em consulta pública até 12 de Novembro, prevê a demolição de quase todas as construções existentes na zona entre a Arriba Fóssil da Costa da Caparica e o cordão dunar daquela zona de frente atlântica do concelho de Almada. O objectivo é deslocalizar casas e estabelecimentos comerciais construídos sem licença ou em locais demasiado expostos ao avanço do mar, construindo um novo bairro para os pescadores, melhorando acessibilidades e requalificando a área natural envolvente.

As intervenções, que segundo o documento terão um custo total de 29,5 milhões de euros, deverão servir para “lavar a cara” de uma zona das zonas mais procuradas pelos banhistas (8000 a 10.000 por dia) dos concelhos de Lisboa e da Margem Sul do Tejo durante o Verão, concretizando algumas medidas planeadas há mais de 20 anos.

A Fonte da Telha começou por ter um pequeno núcleo de pescadores, no início do século XX, que foram construindo habitações não licenciadas – nos meados da década de 1950 seriam cerca de 30. A ocupação foi evoluindo e no final da década de 1980 foram contabilizados 670 edifícios, sobretudo casas de férias.

Apesar da demolição de grande parte das habitações ilegais (576) no final dos anos 80 e início dos anos 90, o desordenamento mantém-se. Casas dispersas, sem qualquer plano urbanístico e sem as infra-estruturas necessárias, encaixadas na arriba ou sobre o cordão dunar, fazem daquela zona “um aglomerado [que se estende ao longo de dois quilómetros] urbanisticamente desqualificado e paisagisticamente degradado”, lê-se no relatório do plano de pormenor.

Agora, a Câmara de Almada quer intervir numa área de 85 hectares, na faixa litoral entre o mar e a arriba fóssil, incluindo as áreas de ocupação urbana de origem clandestina, a praia e o cordão dunar. Vão ser demolidas praticamente todas as habitações, onde residem perto de 400 pessoas, e criado um novo bairro com 70 casas destinadas à comunidade piscatória, dando prioridade às pessoas que comprovem ter ali a primeira habitação (pelo menos 20% das casas são ocupadas apenas sazonalmente). Os restantes moradores serão realojados fora da área de intervenção, em habitações municipais.

No novo aglomerado serão também relocalizados 19 estabelecimentos comerciais e uma unidade de alojamento local. O restaurante Retiro do Pescador é um dos que terão de se mudar. “Não estou de acordo, mas vamos ver. Não sabemos se nos vão arranjar outro espaço ou não, temos que aguardar”, diz o actual proprietário Hélder Silva, que herdou o negócio dos avós. “Estamos aqui há 60 anos, isto começou por ser uma barraquinha de madeira”, descreve o também pescador, mais preocupado com o restaurante do que com a habitação, que também irá abaixo. “Sei que vou ter direito a outra”, diz, lamentando não saber “mais nada”.

Segundo a vereadora com o pelouro do Urbanismo na Câmara de Almada, Amélia Pardal, em Outubro serão organizadas sessões de esclarecimento com toda a população envolvida. “Este não é um documento acabado, terá correcções e ajustamentos em função dos resultados da discussão pública”, ressalva a autarca, antecipando um “processo difícil” e com resistências por parte da comunidade.

Sublinhando que o objectivo deste plano é também salvaguardar “a história, a identidade e a memória” daquela comunidade, Amélia Pardal garante que não se pretende aumentar a procura naquela zona, que considera já “suficiente e importante”, mas sim requalificar a oferta. “Aquele território não tem capacidade para acolher mais gente, mas é preciso que acolha bem quem lá vive e quem lá vai”.

Além das habitações clandestinas, o plano de pormenor prevê também a demolição integral de sete dos dez bares e restaurantes de apoio à praia (o Rampa, o Lareira e o Bambu Bar foram já construídos de acordo com as indicações do plano de ordenamento da orla costeira), e a reconstrução em cotas mais altas, uma vez que a zona está sujeita a galgamentos marítimos e à queda de blocos das arribas. Em 100 anos, a cota de galgamento oceânico (onde o mar pode chegar em dias de tempestade) estará nos 10,9 metros, segundo os cálculos científicos. Por isso, o documento propõe também a reconstituição do sistema dunar com reposição de areias até à cota dos 12 metros, com a construção de passadiços sobre-elevados para acesso à praia.

A zona a demolir será integrada na Rede Ecológica Nacional, estando prevista a sua arborização. Está prevista também a recuperação da vegetação autóctone degradada e a plantação de espécies características das zonas costeiras.

A vereadora do Urbanismo salienta que a execução do plano não é uma responsabilidade exclusiva da Câmara de Almada, mas também do Governo e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Isto significa também que as medidas previstas não serão financiadas apenas por fundos municipais. “Vamos sugerir ao Governo a candidatura a fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020, que nos permitam implementar este plano”, afirma, vincando que este novo quadro comunitário de apoio é “uma oportunidade única de regeneração e reabilitação do território”.
Outras medidas previstas:

  • Instalação de um sistema de acesso condicionado, na intersecção da Estrada Florestal com a Estrada da Descida (que dá acesso à zona da praia), a funcionar durante a época balnear, e construção de duas rotundas na Estrada Florestal com sinalização electrónica sobre a capacidade do parqueamento junto à praia
  • Reperfilamento da Estrada da Descida, com integração de um passeio para peões de um lado e de uma ciclovia do outro. Na ciclovia será instalado um mecanismo para apoio à subida de bicicletas. Esta ciclovia vai articular-se com dois percursos – um na Estrada Florestal, outro paralelo ao passeio marítimo.
  • Alargamento da área destinada aos peões junto ao núcleo urbano, onde a circulação automóvel será exclusiva para moradores e veículos de emergência
  • Criação de parques de estacionamento ao longo da frente de mar e dentro do novo bairro (para moradores), com capacidade total para 873 veículos e com pavimentos permeáveis.
  • Instalação de paragens de autocarro na Estrada Florestal e construção de um terminal de autocarros no Largo da Chegada (ao fundo da Estrada da Descida), ajuste nos horários dos transportes colectivos que servem a zona
  • Dinamização do Transpraia, com redução do preço dos bilhetes e alterações nos horários, e ainda extensão do comboio até ao penúltimo apoio de praia
  • Instalação de um teleférico para ligar a cota da Mata dos Medos e a zona da Aroeira à cota das praias, uma ideia que faz lembrar a proposta feita há 15 anos pelo Grupo SIL (proprietário do empreendimento Herdade da Aroeira), chumbada pelo Governo. Mas segundo a vereadora Amélia Pardal, esta é apenas “uma hipótese de trabalho”.
  • Instalação da Lota e de áreas destinadas a arrumos de equipamentos associados à prática balnear em frente à Praça dos Pescadores
  • Instalação na antiga escola primária de um equipamento de apoio às escolas de surf e kitesurf

Notícia corrigida às 10h41: custo das medidas será de 29,5 milhões de euros, não de 29,5 mil milhões

Notícia actualizada às 18h32: acrescenta declarações da vereadora do Urbanismo na Câmara de Almada

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UM FENÓMENO CHAMADO FONTE DA TELHA. #fontedatelha

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Quem não esteve este domingo na praia da Fonte da Telha ponha o dedo no ar? Contam-se pelos dedos os que não estiveram, porque nós achamos que vimos lá “toda a gente”!

Primeiro domingo de julho com mais de 30º sem vento é garantido que as praias da Costa da Caparica são “tomadas de assalto” por todos os sedentos e amantes de praia, como nós. Nada intimida e “aniquila” o bel prazer de um excelente dia de praia e, nós aqui, cheios de fé e com as miúdas de férias com os avós (tão bom para todos, pais, filhos e avós), decidimos ir almoçar à praia. A antever o trânsito optámos pela mota e ninguém pára duas pessoas decididas a ter um merecido dia de praia! Duas pessoas e mais umas centenas, milhares ou melhor, como vimos escrito nas redes sociais “estavam 11 milhões de pessoas na Costa da Caparica!”

Exageros à parte, o facto é que mesmo indo de mota para a praia ao começar a descer para a Fonte da Telha conseguimos encontrar formas criativas de estacionar os carros, mas também e, felizmente, muitas pessoas a optar por deixá-los mais longe e optar por parte do percurso a pé. Sem dúvida, a melhor opção.

Parece que esta praia tem mel, porque de facto, parece ter ainda mais pessoas que as restantes. As pessoas sabem ao que vão e das condicionantes de acessibilidade, mas não se deixam demover. Se decidem que é para a Fonte da Telha que vão, é para a Fonte da Telha que vão. “Mai nada”. A recompensa, está à distância de um mergulho ou de uma soneca na areia e, estas não desapontam.

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Não há dúvida, que as praias da Costa da Caparica são das melhores do mundo, como não há dúvida do fenómeno de atração que é a Fonte da Telha. Ir para a Fonte da Telha é uma opção, um statement. E o que é que torna esta praia tão especial e mística? Ponha o dedo no ar e dê-nos a sua opinião.

Nós aqui temos a Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Imagens: Lisbon South Bay blog

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CAMINHADAS NA FONTE DA TELHA. JUNHO A SETEMBRO.

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I love trees Portugal (Love Trees Project) quer dar a conhecer mais e melhor a Fonte da Telha e os “Segredos da Caparica”. É a oportunidade de percorrer trilhos desconhecidos da maioria das pessoas, trilhos esses que têm muito para “contar” e desvendar.

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Estão programados vários passeios pedestres de junho a setembro e, o primeiro é já dia 20 de junho, na próxima segunda-feira.

Calendário
# 20 de Junho (Segunda-Feira 21h-23h)
# 25 de Junho (Sábado 10h-12h)
# 9 de Julho (Sábado 10h-12h)
# 19 de Julho (Terça-Feira 21h-23h)
# 13 de Agosto (Sábado 10h-12h)
# 17 de Agosto (Quarta-Feira 21h-23h)
# 3 de Setembro  (Sábado 10h-12h)
# 16 de Setembro (Sexta-feira 21h-23h)

caminhadafonteInscreva-se em MOVE ON BEACH – bar na Fonte da Telha ou saiba mais aqui. Para quem não conhece, na descida vira-se à direita e fica no Bairro dos Pescadores.

Venha desfrutar desta maravilhosa paisagem, fazer exercício e pode terminar a dar um mergulho no mar.

De que é está à espera? Inscreva-se já.

Nós aqui temos passeios pedestres.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Zito Colaço