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Birras

7 ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM AS BIRRAS DO FINAL DO DIA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As crianças muitas vezes desfazem-se em birras ao final do dia quando vêm para casa. Aqui fica o porquê e como lidar.

Prepare-se!! O seu filho pode vir da escola ou do jardim de infância e assim que chega a casa desfaz-se em birra aos seus pés! Eu chamo-lhe o “Rebentar da Bolha”! E que explosão que é…

Na verdade, este fenómeno pode também ser observado no seu companheiro ou em si mesma. Durante o dia você dirige, orienta, produz, sorri, empatiza, pensa e retém alguns pensamentos no seu cérebro interior que adoraria dizer em alta voz, porém, assim que passa a porta de casa transforma-se numa pessoa impaciente, antipática e nada apetecível.

E qual a razão para que isto aconteça?

Mantermo-nos mentalmente motivadas, com contenção emocional e com controlo físico suficiente para nos apresentarmos no nosso melhor quer no nosso local de trabalho, quer seja no jardim de infância ou na escola, requer uma energia inigualável

Fazemos um esforço enorme para não perdermos o controlo, não discutirmos com o colega de trabalho ou com os clientes, com o risco de perdermos o nosso emprego. Os miúdos tentam “portar-se bem” de modo a não serem postos de castigo, perderem o tempo de recreio ou levarem falta disciplinar. Quantas vezes durante o dia você tem vontade de gentilmente enviar alguém para “aquela parte” ou fugir para a casa de banho a chorar? Mas não o fazemos – não o fazemos porque temos de continuar a ser boas pessoas e manter um ambiente pacífico.

Depois de um dia inteiro a controlar todos estes impulsos e emoções, chegamos a um ponto que a nossa “Bolha “ enche de tal forma que de alguma forma terá de rebentar.

A minha filha adorava a escola e tudo o que lá fazia, mas houve uma determinada altura em que raro era o dia em que não se desfazia em lágrimas assim que chegava ao carro. Ela não fazia ideia donde vinham as lágrimas e porque chorava, mas eu sabia…o esforço para fazer tudo bem, corresponder às expectativas era tanto, que assim que se apanhava comigo e se sentia segura e confortada, descomprimia e chorava e depois passava.

Existem algumas estratégias que podemos ensinar aos nossos filhos para que possam lentamente ir esvaziando a Bolha que habitualmente rebenta assim que chegam a casa. Poderá também experimentar estas 7 estratégias com o seu companheiro.

#1 Faça conexões positivas
Receba a sua criança com um sorriso e um abraço em vez de, “Tens trabalhos de casa?” ou “Já soube que hoje te meteste em sarilhos”. Tal como é escusado perguntar “ Como correu o teu dia?”. Ninguém, mas ninguém, quer responder a estas perguntas.

#2 Arranje espaço
Dê tempo ao seu filho para ouvir os seus próprios pensamentos logo após o momento em que o vai buscar. Se for a conduzir ligue o radio e permaneça em silêncio. Se for a caminhar fale pouco ou comente as pequenas coisas que vão observando “Olha, viste aquele passarinho amarelo tão pequenino?”. Esta não é a melhor altura para grandes conversas.

#3 Dê-lhe comida
Muitas crianças reagem melhor se não lhes perguntarmos “Tens fome?” Assuma que o depósito do seu filho está vazio quando chega a casa. Reabasteça o depósito disponibilizando-lhe a comida sem dizer nada. Alimentos do “bem”, fruta fresca, queijo ou uma mão cheia de frutos secos irão dar-lhe o impulso de energia que precisam.

#4 Reduza a desordem da casa e o barulho
As pessoas são habitualmente condicionadas pelo ambiente – umas mais do que outras. Eu sei que as manhãs com crianças são habitualmente caóticas, mas chegar a casa e encontrar uma casa que parece que foi “assaltada”, não ajuda a retornar à calma. Assim, desde há uns tempos para cá, decidi instalar novas rotinas, que me permitam organizar tudo à noite, pequenos almoços, roupas, ou então levantar-me mais cedo para que possa haver alguma ordem no período da manhã e no final do dia.   Há tempos dediquei um post a este tema,  “ O Inferno Matinal como transformá-lo em Paraíso” .

Isto porque ao chegar a casa vinda do trabalho ou da escola, aspirar a casa não me parece o melhor programa!

Birra

#5 Mantenha-se conectado durante o dia
Utilize uma estratégia adequada à personalidade e idade de cada um de modo a manter-se conectado com a sua criança. Podem ser post-its na lancheira, um SMS de boa sorte, enfim o que a sua criatividade mandar. (Esta estratégia também é bastante eficaz com o seu companheiro(a), EVITE mesmo, os questionários: Onde estás? O que estás a fazer? É só para lembrar que existem pontes entre nós! “Gostei muito da nossa conversa de ontem. Estou orgulhosa de Ti! “)

#6 Providencie Tempo De Descompressão
Dependendo da personalidade do seu filho, providencie uma forma de descomprimir ao fim do dia. Dê a oportunidade ao seu filho para que seja ele a iniciar a conversa quando estiver pronto para isso. Quando isso acontecer, poderá aí perguntar-lhe se houve algum momento mais intenso emocionalmente durante o dia.

Lembre-se também de usar a “terapia da brincadeira” com o seu filho, mesmo que já seja um adolescente! As pessoas descomprimem muito pela brincadeira, pois ajuda a processar todos os acontecimentos do dia. Providencie também tempo para que possam não fazer nada, descansar ou brincar lá fora. As crianças mais novas gostam muitas vezes de brincar às lutas, correr, ou fazer uma Guerra de cócegas. Já os mais velhos apreciam ir dar um passeio de bicicleta ou tocar um instrumento.

Cá para mim a melhor maneira de descomprimir com os miúdos sempre foi pôr a música aos berros e dançar como se ninguém nos tivesse a ver.

#7 Divirtam-Se
“O riso liberta a mesma tensão que as lágrimas”. Divertir-se é uma forma esplêndida para libertar a tensão.

E agora confesse lá, a sua criança também rebenta a bolha e se desfaz em birra quando chega a casa?
Que estratégias utiliza? Precisamos todos de novas ideias neste momento que por vezes é tão difícil.

Helena Gonçalves Rocha

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Helena Gonçalves Rocha

MAIS AUTONOMIA TORNA AS CRIANÇAS MAIS RESILIENTES. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não há volta a dar, iniciou-se um novo ano, tempo em que procuramos rever atitudes e fazer mudanças.

O meu grande objetivo continua a ser o desacelerar e o simplificar, para além da conjugação de um outro verbo: Respirar! Lembram-se no último post que vos falei da importância de respirar?  Em momentos de maior inquietude e aflição ajuda imenso. Huumm…Phhhhh…

Mas na verdade cada vez me inquieta mais a falta de autonomia que providenciamos às nossas crianças E nada melhor que aproveitar este momento do reinício escolar para traçarmos metas e nelas investir.

Que tal investir em estimular a capacidade de lidar melhor com as adversidades e superá-las, ou seja, estimular a nossa resiliência?

A promoção da autonomia é uma das formas privilegiadas de estimular a resiliência.

Falemos por exemplo das deslocações para a escola. Quantas crianças entre os 8 e os 13 anos se deslocam de forma autónoma para a sua escola?
Em 2013 , a Faculdade de Motricidade Humana realizou um estudo sobre a mobilidade independente em Portugal, questionando os pais sobre quais as razões que os levavam a transportar os seus filhos para a escola, a razão invocada com maior percentagem relacionava-se com o trânsito, logo seguida do medo dos adultos.

Recordo-me claramente do dia em que me foi dada permissão de ir a pé sozinha para a escola, teria uns 7 anos. Era supervisionada para atravessar a estrada e de seguida lá ia eu, orgulhosamente SOZINHA. (Anos mais tarde, o meu pai confessou que me acompanhava durante todo o trajecto bem de longe). Recordo-me também da sensação que estes pequenos passos me transmitiam, Sou Capaz, Sou Crescida, Sou de Confiança!

Pequenos passos com os quais podemos ajudar as nossas crianças a crescerem, ir fazer uma compra ao mini-mercado, pedir um gelado no café mais próximo, deixá-los fazer pequenos trajetos a pé.

Já dizia João dos Santos, o maior pedopsiquiatra e psicopedagogo português, educar é um vai e vem entre dar proximidade para dar segurança e dar distanciamento para dar autonomia. Quando precisam de segurança damos afectos, quando precisam de autonomia damos distância.

Acho mesmo vergonhosos que cada vez mais as crianças e adolescentes sejam deixados diretamente no portão. Assistimos atualmente a uma parada de automóveis às portas dos colégios e escolas secundárias nas horas de entradas e saídas que não permitem que os miúdos logo de manhã dêem mais de 50 passos. Para além das questões da autonomia, falamos também das questões da mobilidade, do sedentarismo que progressivamente se instala nas novas gerações.

Antes de iniciar o seu trabalho de atenção e foco do período escolar, a criança beneficia de realizar alguma atividade física, que pode bem ser uma caminhada, que lhe permita ativar o seu estado de alerta e facilite a manutenção da atenção no período de tempo que se segue.

Como tal, se aceita o desafio de estabelecer novas metas e contrariar as tendências, deixe o seu carro mais longe e faça uma caminhada matinal, se ele já tiver idade (10/12 anos) incentive-o a utilizar os transportes públicos, deixe-o fazer “coisas” sozinho. Tudo isto irá promover a sua Autonomia e aumentar a sua capacidade de resiliência, ou seja, a sua capacidade de resolução de problemas.

autonomia nas crianças

E afinal não é isso que todos desejamos para os nossos filhos? Que sejam autónomos, que consigam encontrar soluções para os seus problemas?

Se assim for, é altura de definir novas metas e fazer do seu filho uma criança mais autónoma. Acredite nele, ele é mesmo capaz!

Helena Gonçalves Rocha

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Regresso às aulas

5 DICAS PARA SUAVIZAR A RENTRÉE ESCOLAR. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As férias são habitualmente um período em que conseguimos “desligar” do resto do ano, aproveitar o tempo, usufruir mais da relação com os outros e principalmente apreciar o crescimento e desenvolvimento desenfreado dos nossos filhos.

Conciliar horários dos miúdos com as nossas atividades profissionais, organizar a alimentação, organizar todo o material e manuais escolares, gerir ansiedades, organizar boleias, explicações, salas de estudo, natação, dia dos avós…Enfim já estou a hiperventilar e ainda vou a meio…

Vamos lá por partes para ver se isto corre melhor!

Respire fundo e repita para si mesmo: “Eu não sou uma Super Mulher (ou Super Homem), mas sei que vou conseguir, uma etapa de cada vez!”
Por vezes dispomo-nos a alcançar objetivos inalcançáveis, respire…uma etapa de cada vez. Ainda agora veio de férias, não se canse já!

#1 Retome as rotinas do sono!
Por esta altura já seria recomendável que os miúdos se começassem a deitar mais cedo e progressivamente a levantar mais cedo, aproximando-se da hora de levantar em tempo de aulas.

Não se esqueça de desligar os aparelhos eletrónicos (TV, Tablets e telefones) 1h antes da hora prevista para dormir. A dificuldade nesta altura do ano é acrescida pois muitas vezes ainda não é noite escura, o truque será ir reduzindo a actividade, o som e a luz presente no ambiente.

Rotina do sono

Rotinas do sono

#2 Retome os hábitos alimentares saudáveis!
Cá em casa traduz-se em ter sopa na mesa todos os dias (no Verão têm direito a comer sopa em regime facultativo, está muito calor e impera o gaspacho). Aproveite o final de semana para planear a ementa semanal, adiantar algumas refeições e snacks para os miúdos levarem para a escola. Não se esqueça, habitue-os a saberem o que estão a comer e qual a sua origem. Está mais que provado que os alimentos processados estão na origem da obesidade e de outras doenças atuais.

Organize o pequeno almoço na noite anterior e peça a colaboração dos miúdos.

Retome os hábitos alimentares saudáveis

Retome os hábitos alimentares saudáveis

#3 Envolva os seus filhos na organização do material escolar!
Consoante a idade dos seus filhos mantenha-os envolvidos na organização do material escolar, quer seja pedindo-lhes que revejam o material do ano anterior e que listem quais as suas necessidades, quer sejam na atividade de forrarem os livros, quer na escolha da mochila e decoração do material.

Organização do material escolar

Organização do material escolar

#4 Escolher as roupas a serem usadas.
Dê uma volta ao armário e organize atempadamente a roupa que irão usar na primeira semana de aulas. Tudo o que puder ser feito na noite anterior, suaviza as birras da manhã.

#5 Volte a respirar fundo e repita para si mesmo “ Os miúdos estão tão crescidos, isto passa depressa demais, vamos lá aproveitar!”
Esta sim, é a maior das verdades, descomplique! Não vale a pena…este tempo passa depressa demais, aborreça-se só com aquilo que realmente valer a pena. Se calhar o miúdo pode ir para a escola com a roupa já meio suja do pequeno, importante mesmo é que tome o pequeno almoço e chegue a horas…

Como mãe de dois adolescentes vejo agora o tempo que perdi com “coisinhas” que não valem a pena, aproveite converse com elas e veja como estão tão crescidos depois das férias!

Boa reentrée escolar para toda a Família, para os que regressam à escola e para os que levam à escola!

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JÁ SEI ANDAR DE BICICLETA! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

“Olha Pai… sem mãos, sem pés, sem dentes….”

Na minha “modesta opinião”, andar de bicicleta é tão importante como saber andar e saber nadar. São competências básicas e essenciais que nos vão ser úteis ao longo da vida.

Não podemos retirar aos nossos filhos a oportunidade de andar de bicicleta, sem rumo, com um grupo de amigos, mais tarde experimentar um passeio romântico de bicicleta sentindo a brisa do vento no rosto, conhecer qualquer cidade europeia de bicicleta, poder escolher um meio de transporte ecológico e saudável…enfim, os benefícios são múltiplos ao longo da vida.

Na minha “opinião de especialista”, em desenvolvimento infantil e na área da psicomotricidade, andar de bicicleta é uma aprendizagem essencial no desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico, da coordenação motora, da lateralidade e orientação espacial e também na promoção da autonomia e auto-estima da criança. Conduzir um veículo e poder escolher a direção para onde vou é sem dúvida uma experiência inigualável e que é merecedora de atenção.

bicicleta sem pedais

Nos últimos anos, a balance bike, como é conhecida mundialmente, ganhou muitos adeptos entre os pais, como a primeira bicicleta dos seus filhos. Sem pedais e sem travões, tem como principal objetivo desenvolver o equilíbrio da criança.

Mas porquê uma bicicleta sem pedais e travões?
Parece uma ideia assustadora? Pois bem, vai mudar de ideias quando perceber as vantagens que ela traz! Uma das primeiras é a autonomia, já que a criança aprende a usar a bicicleta de equilíbrio sozinha, sem precisar de ajuda. As quedas, quando acontecem, acabam por ser leves e sem grandes consequências, o que é um alívio para os pais, principalmente os de primeira viagem.

Se a criança sente que vai cair, ela coloca novamente os pés no chão e impede essa queda. Ela tem autonomia para usar os pés como travões, com base no balanço que já leva.

Bicicleta sem pedais para aprender a pedalar mais cedo!
Na verdade, a bicicleta convencional, com pedais e travões, quando usada desde muito cedo, precisa de rodas auxiliares ou de apoio, as famosas rodinhas, e exige que a criança faça várias aprendizagens ao mesmo tempo, como pedalar, imprimir força ao movimento, direcionar a bicicleta e ainda travar. O mais importante, que é o equilíbrio, acaba ficando em segundo plano e só será exercitado quando a criança decide ou quer retirar as rodas de apoio.

Com a bicicleta sem pedais, o primeiro item a ser desenvolvido é exatamente o equilíbrio, o que faz com que a criança aprenda a usar uma bicicleta convencional, ou pedalar, até mais cedo do que as crianças que não experimentaram a aventura que é a balance bike.

Esta bicicleta funciona assim: a criança tem que dar impulso com os pés para que a bicicleta ande. Aos poucos, o pequeno ciclista começara a equilibrar-se em duas rodas, adquirindo a segurança para pisar no chão somente no momento em que precisa.

A partir dos 18 meses e com a marcha já completamente adquirida é possível iniciar este treino para as melhores voltinhas ao quarteirão.

Helena Gonçalves Rocha

Ajude o seu filho a crescer e usufrua dos primeiros passeios de bicicleta, todos juntos, em Família!
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8 COISAS PARA FAZER ENQUANTO ESPERAMOS COM CRIANÇAS. Por Helena Gonçalves Rocha

ASSINATURA 2 1

Todas estas sugestões foram devidamente testadas e garantidamente vão deixar as suas crianças um pouco mais felizes enquanto aguardam pela refeição no restaurante (ou em qualquer outro local onde tenham de esperar). Sim, podemos esperar com crianças pequenas! Não, não temos de lhes entregar os telemóveis ou tablets.

Quantos queres
Ainda se lembram como se faz? Giro de fazer e ainda mais divertido quando colocamos as mensagens debaixo das cores. No outro dia fiz com a minha filha já crescida, mas desta vez com tarefas. “ Toca com a língua no cotovelo”; “Levanta uma sobrancelha” e outras figuras rídiculas do género, resultado? Risota total…

quantos queres

 Adivinha em que mão
Um clássico, pegamos em qualquer objeto que esteja alçi à mão, em último caso uma moeda, metemos na mão, escondemos atrás das costas e…Adivinha em que mão está?

Eu vejo…
Olhando à nossa volta escolhemos um objeto e vamos fazendo a sua descrição: “ Eu vejo… uma coisa verde, com água lá dentro e…. “ “ É uma jarra, aquela ali…”
Para além de ser divertido, a minha vertente terapêutica está sempre alerta, podemos desenvolver a atenção, aumentar o vocabulário, enfim…

Objetos que desaparecem
Reúna um grupo de objetos no meio da mesa. Diga ao seu filho para olhar com atenção para todos eles e de seguida terá que fechar os olhos. Retire um objeto e veja se o seu filho consegue dizer qual o objeto que falta. Lá vem o inevitável objetivo terapêutico, excelente para desenvolver a atenção e a memória a curto prazo.

Jogos de dedos
Ora cá está um jogo fácil e para o qual temos o material sempre à “mão”. Quem se recorda do “Bico, bico, sarrabico, quem te deu tamanho bico? Foi o gato da vizinha que roubou uma sardinha. Os cavalos a correr, as meninas a prender, qual será a mais bonita que se irá esconder?” E lá vai um dedo a ser escondido…
E quem conhece o “Pedra, Papel, Tesoura”. Os dois jogadores em simultâneo mostram a sua mão, a pedra ganha à tesoura, a tesoura ganha ao papel, o papel ganha à pedra…perguntem aos mais pequenos que eles vão ensinar-vos com toda a certeza.
Existem muitos jogos de dedos e muitos são aqueles que podem ser inventados, os miúdos hoje em dia precisam mesmo de exercitar os dedos, atreva-se e invente, invente muito.

Jogo dos dedos

Inventar histórias sobre as pessoas que vemos.
Deste jogo eu recordo-me especialmente de jogar com a minha irmã nas filas de trânsito. “Tem cara de…advogado.” “Porquê?” “ Não vês os óculos e a maneira como fala…é de certeza”. “Olha, aquela zangou-se com o namorado” “ A outra tem ar de bruxa, já fez hoje seis feitiços”. Este jogo alimenta a imaginação e criatividade sem dúvida alguma e levará a surgirem uns bons contadores de histórias.

Ler um livro
As malas das mães são aquela coisa fantástica e surpreendente donde tudo e qualquer coisa poderá surgir. Pois bem, em tempos de espera é sempre bom meter um ou dois livros na bagagem.

Entrevista rápida
Este é um jogo que inventamos para jogar à noite, no carro ou em momentos de  espera e aborrecimento. É muito simples. O entrevistador faz perguntas rápidas aos miúdos.

  • Preferias viver debaixo de água ou no espaço?
  • Qual é o teu legume preferido?
  • Gostavas mais de ser um gnomo ou uma fada?
  • Qual é a fase da Lua que tu preferes?
  • Quantos filhos queres ter quando cresceres?
  • Se pudesses ter qualquer animal como animal de estimação, qual escolherias?
  • Bicicleta ou skate?

E por aí fora. Os miúdos adoram este jogo, eu penso que será porque gostam de ser ouvidos e de partilhar as suas opiniões.

Espero que estes jogos vos possam ajudar nos vossos próximos tempos de espera, seja no restaurante, no carro ou na sala de espera do pediatra.

Conto com os vossos contributos para partilharem os vossos jogos preferidos.
Até para a semana e divirtam-se!
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familiaTV

AFINAL DE QUEM É O COMANDO? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Cada vez mais ouço os pais a dizerem:

”Nunca mais vi as notícias, está sempre nos desenhos animados”,

“Não temos autorização para ver mais nada que não sejam bonecos, ainda por cima agora dão a toda a hora”,

STOP! O que é isto?

Afinal de quem é o comando?
Onde estão os limites e a correta definição dos papéis na família?
Quem gere o tempo familiar e de lazer? São crianças de 5 anos?

Tento sempre compreender e empatizar. É difícil, o tempo é muito pouco e ainda por cima quando estamos com eles vamos contrariá-los? OK…será que o nosso receio é que os nossos filhos deixem de gostar de nós? Deixem de ser felizes?

É aqui que temos de parar e pensar…Embora tenhamos as melhores das intenções , as crianças não têm a maturidade para fazer este tipo de escolhas, e aliás, ficam bastante confusas quando têm de o fazer.

Por vezes, coisas tão simples como o controlo do comando da TV, acabam por ser generalizadas às restantes rotinas.

Senão vejamos, quando chega a hora de ir para a cama, não raras são as vezes em que os adultos não conseguem impor a sua vontade e os miúdos acabam por adormecer frente à TV.

Ao longo do seu desenvolvimento as crianças precisam de entender que existem diferentes papéis, desempenhados por diferentes pessoas. O local onde tudo se ensaia antes de sair para o Mundo lá fora, é mesmo a nossa própria casa, a nossa própria Família.

Um exercício importante que ajuda a compreender os diferentes papéis de cada um, passa-se à mesa de jantar. Mais uma vez, as rotinas assumem um papel de extrema importância na estabilidade emocional e segurança da criança. Cada elemento da família deverá ter o seu lugar definido, os adultos deverão ditar as regras da refeição, quando se inicia e quando acaba. Muitas das vezes e ao longo do crescimento é engraçado verificar como os miúdos tentam ocupar o lugar dos adultos, testando os limites. Recordo sempre o episódio da minha filha que muitas vezes tentava assumir o meu lugar, dizendo “Eu sou a Rainha” e invariavelmente ouvia “ A Rainha do meu coração, mas cá em casa és a Princesa, que a Rainha sou EU”!

Não querendo parecer saudosista creio que todos nos recordamos como era diferente na nossa infância e como eram claros os papéis nessa época. Interromper o Telejornal? Nem pensar…A verdade é que este, é o ensaio do Mundo que os espera lá fora, o professor que lidera a aula, o chefe no local de trabalho…

E pergunto, será que não os estamos a deixar mais felizes quando os preparamos desta forma? Diferentes papéis, limites, competências para resistir à frustração?

Peço desculpa pelo desabafo, mas esta é uma inquietação que me vai incomodando há já algum tempo.

Fiquem bem e boa semana!
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MIÚDOS SUJOS, SÃO MIÚDOS FELIZES! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não vás para aí que ficas todo sujo! Sacode as calças, olha que porcaria!

A comer com as mãos, que horror…. Põe-lhe um babete e limpa-lhe as mãozinhas!

Já ouvimos estes comentários e outros do género inúmeras vezes, verdade?

Pois bem, parece que é mesmo preferível estar exposto aos micróbios, à terra e a outras porcarias do que desinfectar constantemente o mundo em que o bebé e a criança se movimentam. Porquê? Porque esta é uma forma de adquirir imunidade e prevenir as doenças, nomeadamente as de foro alérgico.

O que não se sabia até agora é que, além de fazer bem para a saúde do organismo, pode fazer bem também para a saúde da mente. Crescer num ambiente limpinho demais, sem contato algum com germes e micróbios (que evoluíram anos e mais com anos connosco)  deixa-nos mais propensos a ter doenças como alergias, problemas respiratórios e autoimunes -aliás, após o mundo ter ficado tão asséptico, essas doenças só aumentaram.
A novidade que os cientistas descobriram é que essa hipótese de excesso de limpeza explicaria também o aumento de certos problemas de saúde mental.  No estudo encontrado, o aumento das mesmas doenças foi também ligado à depressão e à ansiedade. E segundo a pesquisa, o aumento das doenças inflamatórias, como no intestino, aumentam também o risco de desenvolver depressão.

Perante isto parece que temos suficientes motivos para que aprecie as suas crianças a brincar na terra, numa boa lama, sem restrições…

Quando o seu filho chegar a casa todo sujo da escola ou de brincar com os amigos, lembre-se como vai ter saudades deste tempo, em que o único objetivo era brincar. Pegue no seu melhor detergente e atire a roupa para a máquina, sai tudo… Só não saem as boas recordações das brincadeiras!

Helena Gonçalves Rocha

Para além disso, nos primeiros anos de vida o bebé conhece o mundo através da sua cavidade oral (a boca, de forma mais simples), por isso passa a vida a pôr os objetos na boca, pois esta é uma das formas de os conhecer melhor ( a culpa não é só dos dentes) .

Na rotina da alimentação é essencial que deixemos as crianças experimentarem de forma autónoma os alimentos, que os explorem e por vezes que brinquem com eles. Mas que grande porcaria, dirão muitos de vocês. Cozinha suja, miúdo sujo, mas vejamos melhor…miúdo muito satisfeito.

E convenhamos, esta fase passa a correr, a cozinha limpa-se num instante e ganhamos um miúdo feliz e com um apetite e paladar apurado.

E perguntarão vocês, e a boa educação? O saber comportar-se à mesa da refeição?

Como em tudo, reina o bom senso e acreditem esta fase passa e eles aprendem na perfeição e tornam-se uns exímios apreciadores de comida.

Aproveite estas férias para os deixar fazerem todas estas experiências e por favor, brinquem muito e sujem-se muito também!

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Família

5 COISAS PARA FAZER EM FAMÍLIA ESTE VERÃO. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Uma vez que o clima de férias veio para ficar pensei partilhar convosco 5 coisas da bucket list de Verão para poder fazer em Família. Sou grande fã do Pinterest, e aí é certo que encontra centenas de buckets list de Verão que o deixariam completamente extenuado, algumas delas possuem mais de 100 itens para concretizar. Eu não aguentaria fazer tantas atividades.

Aqui ficam o TOP 5 das coisas que habitualmente fazemos durante o Verão enquanto Família.

Vá acampar. Os benefícios desta atividade são inúmeros para toda a família. Somos forçados a desacelerar, usufruir da Natureza, apreciar as pequenas coisas. Somos forçados a praticar o minimalismo (menos roupa, menos tralha, mais organização), sempre que vimos de uma temporada a acampar aprecio a capacidade que temos de viver com tão pouco. Fomenta-se o espírito de cooperação e o respeito pelo outro.  O facto de não existirem paredes e de partilharmos espaços próximos, obriga-nos a ser mais tolerantes e respeitar o ritmo de cada um. Por fim, uma das maiores vantagens é o facto de passarmos tempo juntos na Natureza.

Acampar

Explore a água. Nadando, mergulhando, andando de barco, stand up padlle, o importante é usufruir deste elemento maravilhoso. Aproveite para iniciar novas atividades, atreva-se e vá surfar, todos juntos em família, de certo uma experiência memorável!

surf

Encontre um novo local para visitar na sua cidade. Seja museu, castelo, miradouro, parque ou jardim, o que importa é estarmos juntos e descobrir em conjunto.

Visitar amigos e família distantes. É sagrado, todos os verões lá vamos ver as tias, os primos e restante família e que bom que é conhecer as nossas origens, ouvirmos as mesmas histórias vezes sem conta. Deste modo construímos também a nossa História de Família.

Ver o Pôr do Sol. Esperar pacientemente até que finalmente o Sol desapareça no horizonte, seja no mar ou atrás das montanhas. Como o meu filho dizia: “São todos tão diferentes, mas são todos um espetáculo!”.

sunset

Fotografia: Zee Anna Photography

Qual é a sua atividade de Verão preferida para fazer em Família?

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SOZINHA(O) COM OS MIÚDOS NAS FÉRIAS…VERSÃO LOW COST. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Sejam mães ou pais “solteiros” ou casais em que uma parte fica presa aos compromissos profissionais, fazer férias sozinha (ou sozinho) com os miúdos é sem dúvida um desafio particular.

Foi nesta condição que passei sempre quinze dias de férias com os meus filhos, com idades diferentes e com desafios e expetativas muito divergentes, a maioria das vezes.

No entanto, as Férias deveriam ser isso mesmo, um tempo sem compromisso, sem horários determinados, em que cada momento deveria ser aproveitado com a maior das satisfações.  É no período de Férias, que muitas vezes notamos como Eles cresceram e é neste período em que realmente estamos disponíveis para Eles e Eles sabem-no.

Seria excelente ter muito dinheiro, viajar para um destino paradisíaco e fazer centenas de atividades divertidas…se calhar, sim…Mas com o Pai a trabalhar e nós em versão Low Cost, teríamos de ser Criativos e aproveitar bem cada momento.

Claro que a possibilidade de comprar diversão é fantástica, mas na verdade eu acredito que o que os miúdos mais precisam e desejam é que nós estejamos verdadeiramente lá para Eles, sem telemóveis, sem compromissos, sem horários, sem pressas.

Deixo-vos algumas sugestões Low Cost, mas com diversão garantida:

– Combinem um piquenique ao luar, seja na praia ou na relva lá de casa. Encomendem pizzas ou sushi (agora até os miúdos gostam) e entretenham-se a contar as estrelas, ver constelações e esperar uma estrela cadente para pedir um desejo.

piquenique ao luar

– O programa dos transportes públicos é sucesso garantido. Abandonem o carro e dediquem-se a explorar os transportes da cidade, estude o itinerário para que tudo bata certo. Vários percursos possíveis mediante a idade dos seus filhos:

a) Inicie o percurso em Sto António da Caparica de bicicleta pela ciclovia até à Trafaria. Apanhe o barco até Belém. Pode optar por prosseguir pela ciclovia até Alcantâra, passando pelo Museu da Eletricidade (gratuito) e terminando com umas boas fotos debaixo da ponte. Ou então, dirigir-se no sentido de Oeiras, fazendo a zona de Belém com tudo o que pode encontrar pelo caminho, desde o Centro Cultural de Belém, com o Museu Berardo (gratuito), os Jardins de Belém, os Pastéis de Belém, o Planetário, os Jerónimos. Não esquecer água, um lanchinho e o cadeado para as bicicletas.

Barco 1

b) Inicie o percurso em Cacilhas, apanhe o barco para o Cais do Sodré, aproveite para apreciar a paisagem, indique as 7 Colinas, o Castelo de S.Jorge. Chegados ao Cais do Sodré é hora de irmos viajar debaixo da terra, aqui poderemos optar por uma voltinha maior de metropolitano, apreciando cada uma uma das suas estações (sabia que são das mais bonitas da Europa), podemos sair em Palhavã e explorar os Jardins da Gulbenkian. Aqui existem sempre atividades, mas convém consultar os horários e calendários previamente. Se optar por uma volta mais curta, poderá sair na Baixa-Chiado e dirigir-se para apanhar o elétrico até ao Castelo de S. Jorge. No Castelo também existem sempre atividades para os mais novos.

Tour Lisboa

c) Inicie o percurso em qualquer estação da Fertagus da Lisbon South Bay e atreva-se a atravessar a ponte de comboio, é uma emoção! Saia em Sete-Rios e vá passar o dia ao Jardim Zoológico de Lisboa (consulte o horário dos espetáculos para não falhar nenhum). Não se esqueça de fazer a mítica viagem de teleférico por cima de todo o Zoo.

Fertagus 1

– “Geocaching”, a caça ao tesouro moderna que os miúdos vão adorar.

caça ao tesouro

Estas são as regras do jogo:
Alguém (normalmente quem conhece muito bem o local) esconde uma cache – pequena caixa com papel para deixar o nome e a data. Tenho encontrado muitas caixinhas cilíndricas dos rolos fotográficos, mas também já descobri algumas caixas maiores que tinham pequenos presentes (quem quiser pode trocar por outro de igual valor)

Alguém (com ajuda de um aparelho com ligação GPS e algumas pistas deixadas na internet) vai tentar encontrar a caixa e deixa lá o registo dessa visita.

O objetivo, ou seja, a recompensa, é apenas esse – descobrir uma cache escondida. Até porque em regra geral ela está em locais muito bonitos e tantas vezes esquecidos ou até pouco acessíveis. Os esconderijos podem e devem ser “esquisitos”, tais como: bancos de jardim, placas de sinalização, troncos de árvore, lagos, caixas de água, postes de electricidade…

Numa época recheada de tablets, jogos de consolas, portáteis e telemóveis tactéis para mim este jogo consegue aliar o melhor do passado e do presente e tem muitas vantagens. A começar pelo custo (gratuito), mas também por ser uma actividade para ser praticada ao ar livre, em qualquer aldeia ou cidade do mundo, e claro é completamente segura e divertida para todas as idades.

Divirtam-se e aproveitem bem estes momentos de preguiça, boas férias!

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

Contactos
helenagoncalvesrocha@gmail.com
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Fotografias: D.R.

brincar 2

PRÓXIMO ANO, AUMENTA O TEMPO DE RECREIO E DIMINUI O TEMPO EM SALA DE AULA. IUPI!!! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta semana a grande novidade divulgada pelo Ministério de Educação é que, no próximo ano letivo, os alunos do 1º ciclo terão mais meia hora de intervalo diária, ou seja, menos duas horas e meia semanais em sala de aula.

Finalmente foi reconhecida a importância do Brincar no desenvolvimento da Criança e na sua capacidade de aprender. Todos sabemos que o tempo de atenção de uma criança é reduzido e que a diversidade e variabilidade de contextos e conteúdos são promotores de uma melhor capacidade de aprender.

Aliás não há muito tempo, escrevia sobre a importância dos intervalos, quer para o desenvolvimento psicomotor, quer como promotor de desenvolvimento de competências sociais, que tantas vezes ficam esquecidas no processo de formação pessoal do “Aluno”.

Fui a primeira a ficar exultante com esta notícia, finalmente as crianças podem brincar e pôr em prática tudo aquilo que vão aprendendo. Definitivamente o tempo de recreio é um tempo de excelência para que o próprio professor observe e interaja com os seus alunos e retire informação pertinente sobre as dinâmicas entre os pares, capacidade de resolução de problemas e possa também ter oportunidade de pôr em prática os conteúdos aprendidos em sala de aula.

É tão importante que as crianças nesta etapa de desenvolvimento tenham oportunidades de brincar num espaço desafiante, não é só importante “correr para libertar energias”, é importante brincar ao faz de conta, é importante testar novas competências motoras: saltar, trepar, balancear, equilibrar-se, ter oportunidade de correr alguns riscos controlados. Para tal é urgente que se repensem os espaços de recreio, dotá-los de materiais móveis que permitam a construção e criatividade ( tipo arcos, bolas, blocos de construção, material simbólico), de equipamentos de desafio motor ( traves de equilíbrio, barras para se pendurarem ). A verdade é que quando olhamos para a grande maioria dos recreios escolares vemo-los desprovidos de materiais e completamente “almofadados”, retirando toda a oportunidade de risco e desafio, componentes essenciais para o desenvolvimento da auto-estima das crianças.

brincar

Segundo o Professor Carlos Neto, afirmava ainda esta semana sobre esta temática:

“As crianças que mais brincam no recreio e que mais socialização fazem, também aprendem mais na sala de aula. Ou seja, este tempo maior no recreio pode ter uma contribuição fundamental nas aprendizagens escolares.”

 E segundo os nossos parceiros do Norte da Europa, dos quais já muito se falou sobre o êxito do seu modelo educativo, são os primeiros a prolongar, privilegiar e valorizar os tempos de recreio e brincadeira. Não tenhamos receio de seguir os bons exemplos ao mesmo tempo que combatemos um dos maiores flagelos atuais, o sedentarismo infantil.

Os pais têm de ser exigentes na promoção da qualidade dos espaços exteriores das escolas dos vossos filhos, acreditem que aí se aprende melhor. No entanto, ainda há muito por fazer e podem ser os pais os primeiros a solicitar essa priorização e a envolverem-se em projetos conjuntos com a comunidade educativa de forma a melhorar a qualidade dos recreios escolares.

Uma criança que Brinca, que gasta as suas energias, que improvisa com os seus pares, que socializa, será, sem dúvida alguma, uma Criança mais disponível para aprender!

Helena Gonçalves Rocha

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