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TPC

TPC PARA FÉRIAS

Helena

As férias são sinónimo de tempo de descanso, ausência de rotinas, diversão, prazer, encontro entre famílias e amigos, construir, jogar, brincar, brincar e mais brincar.  Mas onde cabe neste cenário os infindáveis TPC?

Eu até entendo que no 1º ciclo a necessidade de consolidar os conhecimentos adquiridos requeiram uma atenção especial por parte dos pais num período de interrupção mais longo, como o é as Férias de Verão. No entanto, teremos de ser criativos de forma a transformarmos as mal-amadas fichas em algo prático, útil e com sabor a férias. TPC

A minha sugestão vai no sentido de tentarmos demonstrar na prática a utilidade dos conhecimentos adquiridos. Aqui ficam algumas ideias:

  1. Façam listas de compras em conjunto e, com todo o tempo do mundo, ajude o seu filho a encontrar cada um dos produtos listados no supermercado. Para além de estar a promover as competências de leitura e escrita, estará também a ajudá-lo nas tarefas de organização e discriminação visual.
  2. Peça ajuda para pesar a fruta e verificar se não houve enganos. Peça ajuda para fazer as contas: 1kg custa 2€, logo 2,5Kg serão x? Estará a desenvolver as habilidades matemáticas, aplicadas à prática.
  3. Façam uma lista conjunta dos monumentos que gostariam de visitar de acordo com o programa dado na escola. Aproveite para falar na História de Portugal e conhecer melhor o nosso património. A identidade cultural é essencial no desenvolvimento de uma criança, mais do que ouvir falar ou ver fotografias no livro é conhecer, experimentar e vivenciar em conjunto com a Família.
  4. Escolham em conjunto um livro para ler nas férias, organize um tempo diário para dedicar à leitura. As crianças imitam o que vêem fazer, como tal, escolha também um bom livro para si e reserve uma hora diária para lerem.
  5. Ajude o seu filho a fazer um diário, pode ser um caderno em que tenta escrever qualquer coisa todos os dias. Nos dias em que não há inspiração pode colar alguma coisa, um bilhete do cinema, uma folha bonita. Este é um bom hábito para não perder o hábito da escrita e mais uma vez do planeamento e organização.
  6. Façam desporto. Dancem sem vergonha. Num sítio próprio para dançar ou mesmo dentro de casa. Como alguém já disse, o Verão passa a dançar e mais vale dançarmos também.
  7. Vejam filmes, no cinema ou em casa. Tentem ver alguns em estrangeiro para poderem começar a praticar e habituar o ouvido às diferentes musicalidades de cada língua. Se gostaram de algum filme em especial, revejam-no e convidem amigos.
  8. Escute o seu filho, mas com a alma. Falem sobre o futuro, quais são os seus sonhos e o que necessitam para que os possa realizar.
  9. Na praia incentive-o para que faça construções de areia e com o material de desperdício que chega à areia. Escrevam na areia, com letras gigantes, construam letras em relevo. Estas são maneiras excelentes de desenvolvermos a caligrafia.
  10. Fique na praia até o Sol se pôr, pelo menos uma vez. Combinem acordar cedo para verem o nascer do Sol. Façam disso um momento mágico, respirem profundamente e sintam-se felizes por tudo aquilo que têm.

E mais importante de tudo:
Sejam alegres e brilhantes como o sol e indomáveis e fortes como o mar!
Aproveitem bem o Verão e divirtam-se, divirtam-se muito!

Helena Gonçalves Rocha

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Nemo

4 LIÇÕES QUE “PROCURANDO DORY” PODE ENSINAR

Helena

No passado domingo fomos ao cinema ver o delicioso filme “ Procurando Dory”. Confesso que sempre foi umas das minhas personagens preferidas, quer pelo seu ar desprendido e desmemoriado, quer porque aparentemente está sempre feliz.

O filme de  animação “Procurando Dory”- (Finding Dory, 2016-Disney•Pixar ), dirigida por Andrew Stanton e Angus MacLane, mostra um percurso de reencontro da peixinha Dory  com a sua família, consigo mesma, e com o seu valor e potencialidades.

Treze anos após o estrondoso sucesso de “Procurando Nemo” , Dory começa a ter pequenos “flashbacks” sobre sua família de origem. A vivência dessas memórias  impede-a de continuar como está e a procura pela família é inevitável: ela sente saudades, muitas saudades.

Desta vez, Nemo e Marlin entram como coadjuvantes da história, mas nunca como figuras menos importantes uma vez que eles, apesar das dificuldades, amam e acreditam em Dory.

Então surgem as perguntas, contidas na sinopse original do filme, e que serão respondidas pela nova história: Afinal o que é que ela se  consegue  lembrar? Quem são os seus pais? E onde ela aprendeu a falar Baleiês?

Este filme não dececiona, antes pelo contráro, mas é verdade que me fez olhar para a Dory de uma outra forma e que percebi que haviam muitas mensagens importantes ao longo da sua jornada , que poderíamos trazer para a vida real.

1- Se a limitação é real é preciso entendê-la e falar sobre ela para que as outras pessoas também entendam e possam ajudar:

Dory percebe que não consegue guardar informações por muito tempo e que, poucos segundos depois de  ouvir algo, já se esqueceu. A memória a curto-prazo é responsável pela capacidade de reter, por alguns segundos, um número limitado de informações. São aquelas informações que nós guardamos por alguns segundos apenas para fazer escolhas ou tomar decisões. Para Dory, não conseguir reter essas informações fazia com que se perdesse pelos caminhos a toda a hora e perturbava-lhe o decurso do seu pensamento.

Carinhosamente vemos os pais a ensinarem-na a dizer aos outros quais são as suas dificuldades.

“Eu sofro de perda de memória a curto-prazo

2- A aceitação é necessária para que se possam encontrar alternativas e adaptações ao meio.
Uma vez que Dory, a sua família e amigos, sabem exatamente quais são as suas dificuldades, é possível elaborar estratégias para que ela possa ser “ajudada” a fazer a rechamada da informação, ou seja a recordar-se. O filme deixa claro o quanto o emocional está envolvido na retenção de memórias que não se perdem (memórias de longo prazo) e como alguns estímulos podem desencadear as lembranças.

 “A minha mãe gosta de conchas roxas”

“Segue as conchas e chegarás a casa”

Em ambas as frases há associação emocional: a figura amada da mãe é associada às conchas assim como conchas são associadas a “voltar para casa”, caso se tenha perdido.

Por outro lado, revela a importância das referências visuais e físicas como potenciais auxiliares de memória.

Dori

3- Valorizar as competências  que estão mais desenvolvidas em quem tem alguma limitação.
Assim como habitualmente os cegos possuem o tato e a audição mais apurado, o filme mostra que Dory desenvolveu uma capacidade de se adaptar às situações de dificuldade. Ela é simpática, ela fala com todos, ela procura ajuda, e, em um momento em que Marlin (pai de Nemo) reflete, depois de ter sido injusto com ela, percebe que ela é ousada e valente pois ela é capaz de “parar e analisar a situação antes de continuar.”

Dentro de Dory existe a certeza de ter sido amada e estimulada nas suas competências quando era  pequena. Ela sabe que deve continuar e não desistir nunca.

“Tenho a certeza que tu te vais lembrar”

“Tu nunca te vais esquecer de nós”

Dori

4- Saber que nossa família é quem amamos

Dory está com Marlin e Nemo, mas descobre que falta  lhe algo e que precisa encontrar a  sua família. Quando encontra a sua família, percebe que não pode viver sem Martin e Nemo e imediatamente se lembra deles. A família está onde o nosso coração está e Dory sabe bem disso. Família é quem amamos e quem nos ama, é quem cuida de nós e com quem nos preocupamos e cuidamos. Família são aqueles que nos ajudam a superar as nossas dificuldades e a enfrentar o mundo.

Nemo

Dory, tu consegues!

Dori
Se ainda não foram ver, não percam. Para além de tudo isto tem momentos bem engraçados para poder partilhar com a sua Família.

Nemo

Helena Gonçalves Rocha

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Brincar ao ar livre

BRINCAR AO AR LIVRE É PRECISO!

Helena

Vivemos num país com um clima fabuloso, no Verão chegamos a ter mais de 12 horas de luz solar e mesmo no Inverno o clima permite-nos estar na rua sem problemas de maior.

O Verão começou na segunda-feira e com ele toda a mudança de rotinas. Os miúdos já estão de férias e o brincar lá fora é inevitável. As brincadeiras estendem-se até mais tarde, conseguimos jantar ainda com a luz do dia e ir para a cama cedo começa a ser uma dificuldade. “Para a cama? Mas ainda é dia…”

A verdade é que, infelizmente, assistimos a um maior número de casos em que as crianças preferem não sair de casa. Porquê? Normalmente porque o pequeno ecrã, seja ele a TV, o tablet, o computador ou o telemóvel, lhes permitem ter acesso a todo um Mundo que só por si os satisfaz. Batalhas invencíveis, conversas com os amigos, jogos intermináveis, aplicações miraculosas, enfim, é verdade que é uma luta desigual. Mas também é verdade que não teremos de desistir de um em detrimento de outro. Como em tudo, o equilíbrio é a chave do sucesso.

A verdade também, é que cada vez mais, temos crianças com dificuldades psicomotoras graves, com baixa auto-estima, inseguras, impulsivas e com dificuldades ao nível das competências sociais.

Na minha prática clínica uma das recomendações habituais, ou chamemos-lhe antes, prescrições, pois é feita com objetivos terapêuticos, é a frequência trissemanal de um parque infantil. Com a devida exploração de cada um dos equipamentos, desde que lhes permita desenvolver as competências de equilíbrio, planeamento motor, força, destreza, coordenação bimanual, enfim, uma infinidade de objetivos que podemos desenvolver com uma simples ida ao parque.

E perguntam vocês, mas qual parque? E eu agradavelmente vos respondo que qualquer um pode satisfazer alguns dos objetivos previstos, mas há de certo, uns melhor do que outros.  E como falamos da Lisbon South Bay, irei tentar apresentar-vos alguns dos equipamentos de qualidade que por aqui podemos encontrar e desafio-vos também para que possam enviar fotos dos parques infantis da vossa eleição.

Comecemos pelo Parque Infantil da Marisol (freguesia da Charneca da Caparica, concelho de Almada) recentemente remodelado, fica bem no centro de uma zona residencial e de serviços, o que permite que os pais possam sempre estar por perto e atentos à atividade dos seus filhos.

O parque tem equipamentos para uma faixa etária alargada o que permite uma utilização diferenciada mediante a idade do utilizador. Os percursos de equilíbrio apresentam alguma dificuldade para os mais pequenos, mas são um desafio para os mais velhos.

Brincar ao ar livre

O baloiço é excelente, permite a utilização simultânea por vários utilizadores, promovendo a cooperação e a partilha entre eles. Tem também outra vantagem, permite que uma criança com mobilidade reduzida o possa utilizar sem problema, mesmo que não tenha a capacidade de se agarrar às cordas. Os baloiços são ótimos para desenvolver o equilíbrio, a força e o planeamento motor.

Brincar ao ar livre

Existe um equipamento super engraçado que vai fazer os encantos de muitos miúdos. Aqui eles podem comparar pesos e quantidades, familiarizarem-se com o sistema de roldanas, pôr e tirar, encher e esvaziar (brincadeira preferida em algumas etapas de desenvolvimento) e mais do que tudo, brincar ao faz de conta.

Brincar ao ar livre

Para além destes equipamentos mais diferenciados, podemos aproveitar a parede escalada, um escorrega invulgar, e as magníficas “monkey bars”, onde os miúdos se podem pendurar e desenvolver o planeamento motor, a força, e a coordenação bimanual.

Mais importante do que tudo isto, com uma simples ida ao parque infantil estamos a promover o desenvolvimento infantil, fazendo com que os miúdos aprendam brincando!

Deixo-vos mais uma vez o desafio: enviem-nos fotografias dos vossos parques preferidos na Lisbon South Bay, ou identifiquem-nos e dêem-nos a sua localização, para que possamos ir até lá e dar a conhecer o que melhor temos para as nossas crianças na  Lisbon South Bay.

Brincar ao ar livre

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O poder da pausa Parental

O PODER DA PAUSA PARENTAL

ASSINATURA 2 1

Há muitos momentos durante a nossa tarefa de educar crianças, tenham elas 5 ou 15 anos, em que elas nos conseguem levar ao ponto de perdermos a noção da realidade, passarmos os limites do razoável, virarmos bruxas de um conto de fadas, dizermos ^#*+£!
Talvez, pela centésima vez nesse dia, o seu filhote tenha feito uma birra por algo tão importante como dar-lhe o copo da cor errada, ter cortado a sua sanduiche em três partes em vez de duas, ou querer beber o sumo deitado no sofá. Talvez os seus queridos filhos adolescentes estejam a lutar entre eles outra vez, ou reviram-lhe os olhos quando fala para eles ou fazem-lhe perder a cabeça quando lhes pede para fazer alguma tarefa e lhe respondem: Grande lata, é só para tu não teres trabalho com isso!!!
Há um limite para a paciência humana e você não é um pai falhado só porque ocasionalmente lhe”salta a tampa” – gritando, batendo a porta ou trancando-se na casa de banho, enquanto se questiona onde estaria com a cabeça quando achou que ter filhos seria uma ótima ideia.
Está tudo bem…é apenas um sinal de excesso de cortisol, a conhecida hormona do stress. Aliás exatamente o mesmo que acontece com os seus queridos filhos, uma sobrecarga de cortisol.
A principal e definitiva diferença entre a sobrecarga de cortisol  numa criança e  num adulto, é que você possui um cérebro maturo – e o córtex pré-frontal tem a capacidade de utilizar a metacognição, ou seja a competência de pensar sobre o pensamento, capaz de fazer escolhas na altura de reagir.
Claro que quando se junta ao stress, uma séria privação de sono, falta de cafeína, hormonas saltitantes – especialmente nas mães – e possivelmente fome e exaustão ao final do dia, poderá ser difícil ter um fácil acesso ao maldito córtex pré-frontal.
Deixe-me garantir-lhe que o seu córtex pré-frontal não foi roubado nem o deixou ficar em qualquer lado, como tantas vezes poderá ter pensado. Você não é uma má pessoa, nem mesmo uma mãe inútil ou pai imprestável. Você precisamente simplesmente de aperfeiçoar a arte da Pausa Parental.

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O que é a Pausa Parental?
Esta técnica “mágica” é super simples e irá ajudá-lo nas alturas de maior tensão a ser a pessoa que sempre desejou ser sem ter de se esconder no seu quarto e devorar doses massivas  de chocolate ( uma tablete de chocolate de cozinha e os ovos de Páscoa dos miúdos, sim eu já fiz isso…)
Funciona assim:
1.Pára de se mover.Tire os sapatos e sinta os pés no chão.
2. Suavemente vá dobrando os joelhos
3. Coloque a sua mão direita no coração.
4. Faça uma inspiração profunda. Talvez mais duas inspirações profundas.
5. Lentamente aproxime-se do seu filho.
Esteja presente.
Fique quieto.
Calmamente observe o mundo através dos olhos do seu filho.
Repita para si próprio estas palavras silenciosamente:
“A minha criança/adolescente não é má ou desobediente – está apenas a esforçar-se para lidar com o seu mundo. Vou tentar ser aquilo que eles precisam agora – um porto seguro”
E é isto!
Quando as nossas crianças não têm as suas necessidades satisfeitas, muitas vezes são incapazes de o expressar, isto desencadeia a hormona do stress, o cortisol. Talvez estejam com fome, exaustos, com frio, com calor, frustrados, sentindo-se mal amados, invisíveis, um cem número de situações realmente importantes para eles.
Uma vez que são ainda muito jovens, a sua competência para lidar com estes sentimentos ainda se está a desenvolver e estar próximo de alguém que os faça sentir seguros pode ajudar a diminuir estes níveis de stress.
Usar a argumentação e a razão pode não ser útil com crianças de todas as idades, é necessário um córtex pré-frontal já maduro para que consigam compreender na totalidade. Argumentar com uma criança quando ela está no meio de uma birra, pode muitas vezes ter o efeito contrário, uma vez que nessa situação o seu cérebro primitivo “capturou” a sua capacidade de dar sentido às palavras faladas. Especialmente para os rapazes, e eu sei do que falo, falar com eles pode conduzir a uma maior frustração e é como deitar gasolina no fogo.
O segredo do poder da Pausa Parental é aceitar o que está a acontecer – sem as lentes do julgamento bom ou mau- apenas o que é .
Depois, tal como em quase tudo na vida,  “isto também irá passar”.
Por vezes, mais tarde poderá revisitar a “birra” e ver se consegue ajudar o seu filho a identificar o que o fez perder o controlo. No entanto, só o facto de sabermos que isto faz parte do desenvolvimento normal e que acontece em todas as casa e famílias, por vezes, só por si já é reconfortante.
Respirar fundo várias vezes ou suspirar profundamente, pode ajudar a manter os seus níveis de stress mais baixos, enquanto pai/mãe. Já ouvi crianças dizerem às suas mães para respirarem fundo 3 vezes, quando vêem que elas se estão a zangar e isto é sem dúvida excelente, uma vez que têm tendência para imitar os comportamentos calmantes.

abraço
As respirações profundas produzem a tão necessária serotonina – o neurotransmissor relaxante. Este mesmo efeito é muitas vezes obtido através de muitos alimentos doces ou bebidas doces ou álcool, mas respirar fundo é ideal uma vez que nos podemos acalmar em qualquer sítio, a qualquer hora e sem adição de calorias ou outros efeitos!
Um toque seguro, como os abraços, festas ou cócegas suaves também originam a produção de serotonina – mais uma vez, calorias 0%.
Pode também organizar em sua casa um espaço de “acalmar” – uma cadeira ou um pouf – onde as crianças ou os adultos possam ir quando precisam de algum tempo para se “acalmar”.
Então, da próxima vez que o seu cérebro primitivo se sobreponha, experimente pôr em prática a Pausa Parental e veja se funciona. E lembre-se senão resultar, haverá sempre Chocolate!

Helena Gonçalves Rocha

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Zarautz

MÃE, QUERO UM CÃO!…

Helena

MÃE, QUERO UM CÃO!… Ó Mãe, deixa lá… eu tomo conta e vou à rua e tudo e tudo e tudo…

Recordo este meu pedinchar, anos e anos a fio e a resposta era invariavelmente a mesma: “Não, quando tiveres a tua casa arranjas um cão”.

Fui crescendo determinada que seria isso que aconteceria assim que saísse de casa dos meus pais. No entanto, a minha primeira casa foi um apartamento e rapidamente avaliei que também não seria bom para o MEU cão, estar todo o dia fechado num pequeno espaço. Claro está que a minha Mãe não tardou: “Então, já não queres o cãozinho?”

Quando mudei para uma casa com espaço exterior pensei logo que estariam todas as condições reunidas para que este sonho se concretizasse, o meu filho tinha dois anos quando a nossa cadela  chegou a nossa casa e passou a fazer parte da nossa Família. Cadela de médio porte, brincalhona, frenética, meiga e inteligente, adotada aos 8 meses, rapidamente se integrou em toda a nossa rotina.

Os passeios na praia a correr atrás das gaivotas, acompanhar os nossos passeios de bicicleta, os saltos em altura para alcançar as pinhas, tornaram-se a sua imagem de marca. O meu filho aprendeu rapidamente a andar de bicicleta sem cair, com a cadela a interrompê-lo e driblá-lo no seu percurso. Ele pequenino passeava o cão grande de ar feroz, parece um lobo, diziam, enquanto ele segurava a trela imponente, cheio de auto-estima e confiança.

Quando chegou o novo bebé, tememos a sua reação. Mas, qual irmã mais velha, foi lentamente aprendendo a partilhar o seu espaço, dividir atenções, proteger dois em vez de um. Rapidamente descobriu que tinha chegado a sua melhor companheira de brincadeiras, que ainda pequena cavalgava nas suas costas e que lhe sabia coçar a barriga como ninguém.

Os animais de estimação, e neste caso o cão trazem inúmeros benefícios quando integrados em famílias com crianças. O sentido de responsabilidade, a empatia, as competências de socialização, um aumento da auto-estima.

Na interação que a criança estabelece com o cão, ela sente-se amada, compreendida e respeitada, pois não lhe são pedidas explicações e está sempre disponível para a interação. Os animais de estimação oferecem carinho, aconchego e companheirismo e muitas das vezes, até alguma cumplicidade nas “asneiras” feitas em conjunto.

A criança aprende a cuidar e respeitar, a levar em conta as necessidades alheias.

Muitas das vezes é com os seus animais de estimação que as crianças experienciam a primeira experiência de perda, com a morte do seu companheiro. Aqui é sempre doloroso para todos os elementos da família, mas, para os mais pequenos deveremos explicar que tal como as pessoas, os animais também têm um ciclo de vida, e que chegou a vez do nosso amigo. Dizer que ele foi para um lugar melhor e que agora está tranquilo e feliz, apesar de parecer um clichê, pode ajudar a criança a sentir-se melhor.

Respeitar a dor da perda, falar sobre o que aconteceu, rever fotografias e ficar com recordações, são rituais que nos ajudam a todos a lidar com a partida do nosso amigo.

Zarautz

A nossa cadela acompanhou-nos durante 14 anos e foi muito difícil vê-la partir, as nossas crianças, agora adolescentes sofreram muito e têm muitas saudades da sua companheira de quatro patas, mas compreenderam que tinha chegado a sua vez e que ela fará sempre parte das suas boas recordações de infância.

Passado uns meses chegou um novo bebé de quatro patas, desta vez com apenas dois meses e com muitas exigências de cuidados e atenção. A idade das nossas crianças é outra, o envolvimento nos cuidados e brincadeiras é completamente diferente, agora são eles os crescidos que têm a responsabilidade de educar e cuidar.

Ter um cão que faça parte da sua rotina familiar é sem dúvida uma experiência que recomendo!
Helena Gonçalves Rocha

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7 COISAS QUE TODAS AS CRIANÇAS PRECISAM DE OUVIR

Helena

As crianças não são coisas; são pessoas pequeninas. São sensíveis, inocentes, assustadas, curiosas e para elas tudo na vida é novidade durante um largo período de tempo. Quando tudo é novo, o medo pode ser grande e a auto-estima muito pequena. É importante mantermos tudo isto em mente. Precisam de determinadas coisas para que possam aprender a ser resilientes, a ter amor próprio, a preocuparem-se com os outros, a valorizar os fracassos e consequentemente a transformar os fracassos em triunfos. Precisam de auto-estima positiva. A sua auto-estima depende primeiro e essencialmente dos seus cuidados enquanto pais.

A psicóloga Sherrie Campbell fez uma lista de 7 coisas que todas as crianças deveriam ouvir diariamente. Ora verifique que se as está a cumprir.

7 COISAS ESPECIAIS

1 “Amo-te”
Podemos dar a uma criança demasiadas coisas, mas nunca daremos a uma criança demasiado amor. Quando dizemos  ao nosso filho que o amamos e dizemo-lo várias vezes, estamos a dizer-lhe que ele é valioso. Estamos a ser um fã na sua audiência. Amá-lo dá-lhe coragem, tempo para crescer; permiti-lhe cometer erros; produz sentimentos de alegria.

Dizer ao seu filho que o ama ensina-o a amar-se a si próprio e mostra-lhe como ser capaz de amar outras pessoas.

2 “Estou orgulhosa de ti”
A criança deve sentir que é especial para os seus pais, que não se devem acanhar em dizer o quanto estão orgulhosos, de tentar, de se esforçar, de demonstrar um talento especial.

3 “Estava errada, desculpa-me”
Embora por vezes difícil, devemos manter em mente que as crianças aprendem por modelo. E quando erramos é sempre uma boa oportunidade para demonstrarmos que ninguém é perfeito e que deveremos assumir os nossos erros. A honestidade é positiva para o desenvolvimento da criança, enquanto ser pessoal e social.

4 “Eu perdoo-te”
Mais uma vez a importância do modelo, é natural que as crianças cometam erros recorrentes, porém é também natural que sejam merecedoras de perdão.

5 “Estou a ouvir”
Essencial ouvir também com o coração, ouvir mesmo, cada palavra, sem distrações, seguindo atentamente as suas conversas e questionando. Isto irá demonstrar-lhe o quanto é importante para si e irá também trazer um impacto positivo na vossa relação de confiança.

6 “A responsabilidade é tua”
Se a criança é crescida para umas coisas, não deverão usufruir do estatuto de “pequenino” para escapar às consequências dos seus atos. E terão de ser os pais a incutir a responsabilidade.

7 “Tens tudo o que precisas para conseguir”
Mostrar à criança que é amada, apoiada e compreendida irá dar-lhe ferramentas para prosseguir a caminhada, tendo a certeza que terá a família como seu suporte.

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Irmão 1

CHEGOU O BEBÉ, COMO AJUDAR O IRMÃO MAIS VELHO?

Helena

Já lá vão doze anos desde que passei por esta experiência, recordo-me de viver com ansiedade as reações que o meu filho teria perante a chegada da mana. As dúvidas e incertezas que me assaltaram de imediato, será que iria conseguir dar conta do recado? Como conseguiria minimizar o impacto no mais velho? Conseguiria amar o segundo filho tanto como o primeiro? Seria isto possível?

E assim foi, amar cada um deles imensamente e conseguir amar os dois infinitamente. Cada um diferente e tão especial. Ter um segundo filho não é, sem dúvida, repetir a mesma experiência pela segunda vez. Para nós Pais é um desafio e para o irmão mais velho também.

Para os irmãos a chegada de um bebé não significa só terem de partilhar a atenção do Pai e da Mãe, significa também a alteração de rotinas e a alteração no próprio espaço físico da casa.  No meu caso, o Mais Velho já não dormia a sesta e tivemos de nos readaptar às rotinas do Bebé, o que nos permitiu grandes brincadeiras durante os sonos do Bebé.

Irmão 2

Os Pais estarão provavelmente cansados e sem paciência, ou excessivamente sensíveis ou emocionais. Para além  de todas estas alterações,  tem ainda de aprender a desempenhar o seu novo papel de Irmão mais Velho.

Sou uma pessoa de Livros, como outro dia uma amiga me dizia, eu acho sempre que existe um livro que nos pode dar uma boa resposta. Talvez não seja a resposta exata, mas ajuda-nos a refletir e encontrar novas soluções, as Nossas soluções. E nesta etapa não foi diferente, “Três Sapatos e uma Peúga”, de Rebecca Adams, trouxe-me algumas ideias para poder adaptar à situação da chegada de um segundo filho.

Aqui ficam algumas das estratégias que considerámos úteis para o irmão mais velho (na altura com 4 anos ) se adaptar ao facto de ter uma mana.

  1. Dê atenção e carinho ao filho Mais Velho. O Bebé não se importa com quem trata dele, mas o Mais Velho quer que seja você.
  2. Encoraje as visitas a darem tanta atenção ao Mais Velho como ao Bebé. Sugira que tragam algo para as duas crianças e não apenas para o recém-nascido. (desde esta altura que quando visito recém nascidos dou o dobro da atenção aos irmãos e acrescento sempre que são quase tão bonitos quanto eles e muito, mas muito parecidos).
  3. Peça por favor, para não dizerem ao Mais Velho que o tempo dele acabou, agora já não és o Rei, agora tens de te portar bem e ser um Homenzinho. E outros comentários do género que só aumentam o receio e pavor do Mais Velho com a chegada do Bebé, e em nada beneficiam a adaptação.
  4. Deixe o Mais Velho “ajudá-la “ com o Bebé, indo buscar fraldas ou roupa. Não seja muito rigorosa.
  5. Esteja à espera das “reações” do Mais Velho. Essas coisas são normais.
  6. Ignore as tolices durante as primeiras semanas.
  7. Mostre ao seu filho Mais Velho como o mais novo gosta dele, olha para ele, lhe sorri, se acalma por causa dele, tem saudades dele. No meu caso isto não foi mesmo nada forçado, assim que via a cara do irmão ou a voz, parecia que tinha visto o Sol, era mágico!
  8. Seja “extra-tolerante” com birras, teimosias e outros comportamentos desagradáveis.
  9. Tente reconhecer os sentimentos do seu filho Mais Velho. Se ele diz que odeia o Bebé, é isso que sente. Sem criticar nem julgar, traduza-lhe o que ele está a exprimir: “Parece que estás zangado por o Bebé te estar a roubar a minha atenção”. “Parece que estás zangado por eu já não brincar tanto contigo” Exprimir os sentimentos da criança desta maneira vai ajudar a compreendê-los e a não se sentir tão esmagada por eles.
  10. Arranje tempo para fazer coisas a sós com o Mais Velho; ele precisa de atenção individual e vai apreciá-la.
  11. Encoraje desde cedo os seus filhos a comunicarem um com o outro. Peça ao Mais Velho que sirva de intérprete – “O que achas que ele quer dizer?” – e explique-lhe o que o Bebé sente: “Ele gosta que lhe cantes”; “Estás a ver como ele presta atenção quando lhe falas?”
  12. Encoraje a identificação entre eles, dizendo ao Mais Velho as coisas que ele fazia na mesma idade, ou mostrando-lhe imagens de quando ele tinha a mesma idade.
  13. Veja bem se tem expetativas corretas quanto ao Mais Velho. Não espere que ele cresça do dia para a noite.
  14. Dê pelo menos um ano para que o Mais Velho se adapte ao irmão.

Irmão 3

É uma verdadeira história de amor, vê-los brincar juntos é a melhor sensação que um Pai ou Mãe pode ter. Dão um trabalho incrível! Mas nunca deixam de nos surpreender, mesmo agora já na adolescência, vê-los a rir juntos e divertidos pela companhia um de outro, é um prazer incalculável. A cumplicidade entre irmãos é uma aprendizagem para a vida.
Helena Gonçalves Rocha

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OS MENINOS NÃO BRINCAM COM BONECAS! OU BRINCAM?

OS MENINOS NÃO BRINCAM COM BONECAS! OU BRINCAM?

Helena

“Os meninos não brincam com bonecas, onde já se viu?”

Foi desta forma que foi recebida a minha ideia de dar um bebé com fralda ao meu filho de 2 anos. Na altura todos os nossos amigos tinham filhos rapazes e a oportunidade de brincar com bonecas era quase nula. Era uma ternura ver como ele adormecia o bebé e o punha gentilmente para dormir. Mais ainda, quando o queria levar para a praia e pô-lo debaixo do chapéu para não apanhar Sol. Mais tarde teve um carrinho de passeio para o seu bebé, adorava passear perto de casa e verificar que adormecia depois de um bocadinho.

OS MENINOS NÃO BRINCAM COM BONECAS! OU BRINCAM?

O meu filho teve muitos bonecos, ursos, tropas, carros, camiões e jogos de construção, mas porque não um bebé como os de verdade?

Embora já se apregoe a livre escolha e a tentativa de não estereotipar, ainda entramos nos hipermercados em época de Natal e encontramos os corredores cor de rosa, da Menina, e os corredores azuis do Menino.

Pois eu, com a minha filha nunca saí do corredor Azul. Carros, jogos de construção, bolas, enfim um cem número de hipóteses que lhe permitiram ter opção de escolha e diversão, enquanto se acumulavam os bebés e bonecas no canto do quarto.

Como eu os compreendo…a minha infância foi muito “brincada” com o meu grande amigo e vizinho Nuno. O momento alto das nossas brincadeiras resumia-se à troca secreta de brinquedos. Ele podia brincar com a minha Tucha Mergulhadora e as suas roupas (impecáveis, pois eu nunca brincava com elas) e ele deixava-me brincar com os seus inúmeros carros de corrida. Que satisfação! Resta dizer que o meu brinquedo eternamente recordado foi um carro de bombeiros com uma escada elevatória .

No entanto parece mais fácil aceitar que uma menina goste de carros e bola, do que naturalmente oferecer uma boneca a um menino.

Mas então porque será tão importante, permitir que os meninos também brinquem com bonecas?

OS MENINOS NÃO BRINCAM COM BONECAS! OU BRINCAM?

Os meninos brincam com bonecas porque é importante que as crianças imitem os papéis que vêem os adultos desempenhar. Porque muitos homens desempenham um  papel ativo no cuidado e educação das crianças.

Os meninos brincam com bonecas porque é importante a aprendizagem e prática de competências sociais através do jogo simbólico cooperativo.

Os meninos brincam com bonecas para que um dia mais tarde possam ser um pai, tio, irmão mais velho, amigo ou companheiro,carinhoso, afetuoso e confiante.

Os meninos brincam com bonecas para que sejam capazes de expressar os seus sentimentos sem receios, demonstrar os seus afetos e mostrar que se preocupam e sabem cuidar.

Os meninos brincam com bonecas porque eles podem ser aquilo que quiserem. Porque podem escolher livremente e com confiança a sua profissão, os seus hobbies, o seu percurso de vida.

Os meninos brincam com bonecas porque gostam. Porque é divertido!.

Da próxima vez que tiver que oferecer um presente a um menino, pense bem…
Helena Gonçalves Rocha

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crianças 1

HIPERATIVIDADE OU BICHO CARPINTEIRO

Helena

“Não pára quieto um bocadinho…”, “Senta-te, se faz favor! “, “ Pára de correr!”

Esta semana foi notícia recorrente a medicação excessiva tomada pelas crianças portuguesas. A hiperatividade e défice de atenção será a entidade culpada por esta toma excessiva de medicação. Esta semana fomos obrigados a pensar um pouco sobre este assunto, afinal o que se passa? Será esta a doença do século? Será a medicação a única saída para conseguirmos aumentar os tempos de concentração das crianças e diminuir a sua atividade?

Antes da medicação será que podemos tentar descobrir a causa deste movimento louco e desenfreado?

Os miúdos muito ativos  fazem-no sem sentido, correndo sem destino, parando quando encontram um obstáculo e esbarrando com ele.

As crianças de hoje têm muito pouco tempo para se mexerem, constantemente lhes é solicitado que permanecem quietos. E o mais inquietante é que esta exigência é feita desde muito cedo. Ouço pais de crianças com 3 anos a dizerem-me que ele não se concentra ou que só pára quando tem o tablet ou telefone.

Esta concentração/atenção é uma concentração falsa, digamos que os seus cérebros estão em modo Stand by, não lhes é exigido que pensem, que interajam, apenas que sejam recetores de imensos estímulos contínuos que os mantêm aparentemente despertos.

Aquilo que  desejamos é que consigam parar sem os ditos aparelhos e que consigam organizar este movimento desenfreado.

A Hiperatividade com défice de Atenção existe e requer um diagnóstico cuidado. Quanto aos hiperativos carecem de uma análise cuidada e deverá procurar ajuda assim que suspeite dessa situação, porque antes da medicação muito pode haver para fazer. E nalguns casos a medicação poderá ajudar temporariamente a permitir que o seu filho adquira estratégias de organização e contenção.

Nem todos os miúdos muito ativos são Hiperativos, há que ter bastante cuidado nesta distinção.

A sociedade obriga a que os miúdos controlem o seu nível de atividade cedo demais, têm muito pouco tempo para se expressarem livremente. Teremos de admitir que cada vez mais cedo exigimos às crianças que estejam quietas e se saibam comportar, que aprendam tudo antes de tempo.

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O desenvolvimento infantil tem uma cadência, uma sequência, antes de correr, tenho de saber andar, antes de pintar dentro dos contornos, tenho de borrar e aprender as cores. Então porque queremos que façam tudo antes do tempo? É essencial, para que mais tarde consigam ter um movimento controlado e planeado que anteriormente tenham experimentado todo o tipo de movimento, caído e levantado.

Por vezes é difícil para nós adultos assistir a tanto movimento, chegamos a ficar cansados só de os ver. Chega a ser uma coisa aflitiva. Temos duas hipóteses para encarar a situação:

  • Inibimos o movimento e exigimos a imobilidade. E parece que acabamos de ativar uma bomba relógio.
  • Acompanhamos o movimento dando-lhe sentido. E o que é isto? Se uma criança corre sem rumo, podemos solicitar-lhe que nos diga quantas vezes vai correr até aquela parede. Outra vez poderemos pedir-lhe que nos diga de que modo o vai fazer, saltando, passos à gigante, pontas dos pés? Este tipo de solicitação obrigará a criança a parar, pensar e planear e no final poderá ainda relatar como executou a tarefa.

Estudos recentes da Universidade de Groningen na Holanda, referem que as crianças aprendem melhor quando em movimento. Aprender matemática dando saltos, ou soletrar as letras do seu nome à medida que dá passos de gigante, permitem uma melhor acomodação dos conhecimentos. Quando todo o corpo está em movimento, os níveis de atenção estão aumentados e as memórias visuais e quinestésicas (palavra difícil que diz respeito às sensações do corpo) ficam retidas na memória muito facilmente.

Na minha prática clínica é habitual andar de skate para alcançar letras, fazer jogos de palavras com bola enquanto corremos incessantemente e garanto-vos que os resultados são garantidos e temos miúdos motivados.

Conclusão:
Dê sentido ao movimento do seu filho, estimule-o a praticar desporto, a aventurar-se na Natureza. Temos que os deixar ser ativos, muito ativos!

Ter como prioridade diária Brincar, Brincar e Brincar!
Helena Gonçalves Rocha

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criança interromper

ESTRATÉGIA SIMPLES PARA QUE O SEU FILHO NÃO INTERROMPA!

Helena

Recordo-me bem, quando os meus filhos eram pequenos de interromperem qualquer conversa em que eu estivesse envolvida, unicamente porque lhes apetecia. O que tinham feito ontem, de que cor era aquele bicho, quando íamos embora…Enfim, um sem número de situações urgentes e inadiáveis que justificavam a interrupção.

Interrompiam até certa altura.

Ou seja, antes de eu descobrir uma pequena estratégia mágica.

Certo dia, estava a conversar com uma amiga quando o seu filho (na altura com 3 anos) quis dizer qualquer coisa.  Em vez de interromper a mãe, ele agarrou-se ao seu pulso e esperou. A minha amiga colocou a mão por cima da dele e continuamos a conversar.

Assim que acabou aquilo que estava a dizer, ela virou-se para ele. Tão simples. Tão terno. Tão respeitador de ambos, da criança e do adulto. O seu filho só teve esperar alguns segundos para que a minha amiga acabasse a frase. E assim que o fez, ela deu-lhe a completa atenção.

Cá em casa começámos de imediato a aplicar esta estratégia. Explicámos ao G. e à M. que se quisessem falar e alguém já o estivesse a fazer, deveriam colocar a sua mão no nosso pulso e esperar. Foi necessário algum treino e alguns puxões nos nossos pulsos como lembrete necessário, mas garanto-vos que as interrupções acabaram!

Acabou o  “espera”, “a mãe está a falar”, “não interrompas, se faz favor”. Com um simples gesto, um pequeno toque no pulso. E é Só.
Experimente.
Vai ver que dá resultado.
Helena Gonçalves Rocha

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