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AS VANTAGENS DE IR PARA A ESCOLA MAIS TARDE.

Helena
“Entra com 5 anos e fica logo despachado…” , “Vão os amiguinhos todos e ele havia de ficar…” “Está tão motivado para as letras…”, “ O irmão também foi e correu tudo bem…”

Inúmeros são os argumentos para que as crianças que completam os 6 anos, já depois do ano letivo começar, sejam inscritos para iniciar o 1º ano. São os denominados “alunos condicionais”, isto porque só entram se tiverem vaga e são os pais que decidem se os matriculam ou não, uma vez que não é obrigatório.

É verdade que existem casos em que tudo correu bem , mas na sua grande maioria, no decorrer do 2º ano ou mais tarde no 6ªano, as dificuldades teimam em aparecer.

Muita investigação já se fez sobre esta matéria e sobre qual a idade ideal para ingressar no 1ºciclo, na Universidade de Cambridge, concluiu-se que a maturação neurológica ideal para iniciar as aprendizagens formais seriam os 7 anos de idade. Na Escócia e nos Estados Unidos, decorrem vários movimentos no sentido de adiar o ingresso no 1ºciclo, como forma de garantir o sucesso escolar.

Na Finlândia, brincar faz parte do sistema de ensino. Contrariamente ao que acontece na maior parte dos países europeus, incluindo Portugal, só aprendem a ler quando entram na escola aos 7 anos.

Em Portugal, a idade de ingresso situa-se nos 6 anos, sendo que, existe esta possibilidade de ingressar com 5 anos.

Na minha opinião e baseada na minha prática profissional, quanto mais tarde melhor. As crianças necessitam de um grande número de pré-requisitos antes de iniciarem a escola, nomeadamente a maturação emocional, a capacidade de lidar com a frustração, controlar os impulsos e muitas outras competências que são possíveis de adquirir no ato de brincar, aprender fazendo, explorando.

Verifica-se que as crianças que entram mais tarde, possuem uma maior capacidade de atenção e controlo dos impulsos, não apenas durante o primeiro ano de escola como a longo prazo.

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Mais do que despachar, ou entrar com amigos, ou se correr mal, logo repete o primeiro ano, penso que poderemos poupar os nossos filhos desta sensação de inêxito e frustração e proporcionar-lhes mais um ano a aprender brincando.

Helena Gonçalves Rocha

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VAMOS À CAÇA DO URSO!

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Sou fã incondicional de literatura infantil, e acredito que, a leitura em voz alta desde muito cedo, se traduz numa rotina de carinho, atenção partilhada e aventuras vividas. À medida que vão crescendo vão tomando atenção aos pedacinhos de letras, as palavras, e aprendem que aqueles pedacinhos, quando decifrados lhe podem abrir as portas dos sonhos.

Convido-vos hoje a conhecer um dos meus livros especiais: “Vamos à Caça do Urso”, e quem escreveu? Michael Rosen, mas não foi ele que fez os desenhos, essa foi outra senhora, com um nome parecido com o meu, Helen Oxenbury e quem mandou fazer muitos livros iguais, foi a Editora Caminho, já há muito tempo, em 1989. Assim costumo apresentar os livros às crianças.

Vamos à caça do Urso, conta-nos a história de uma família (um pai, 4 miúdos e um cão) que um dia decidem ir caçar um urso. Estão determinados (“Vamos à caça do Urso), confiantes (“Vamos caçar um dos grandes”), otimistas (“Que belo dia!”) e corajosos ( “Não temos medo”).

No caminho encontram todo o tipo de obstáculos, no entanto, “não podemos passar por cima, não podemos passar por baixo” mas não têm outro remédio senão “temos de atravessar” e, por sorte, todos eles fazem barulhos interessantes. Estes obstáculos incluem erva alta e ondulante (reste, restolha), um rio fundo e frio (chape, chapinha), uma lama grossa e pegajosa (pate, patinha), uma floresta grande e escura ( trope, tropeça), um nevão que gira e rodopia (Uuuh, uuuuh) e finalmente, uma caverna estreita e soturna (Pé ante pé).

À espera deles, no fundo da caverna, está aquilo que eles menos esperavam encontrar. Um Urso! Eles viram-se e correm muito, tendo que fazer todo o caminho de volta e passar por todos os obstáculos na ordem contrária, e fazendo todos os barulhos engraçados novamente, mas muito mais depressa uma vez que têm o urso a correr atrás deles. Chegam à porta de casa, à sua cama, debaixo dos cobertores e prometem nunca mais voltar a ir à caça do urso.

Este será com certeza um dos meus livros preferidos para ler aos mais pequenos, cheio de ritmo, de repetições, de barulhos estranhos, que facilmente e desde muito cedo os pequeninos conseguem acompanhar.

É um livro que deve ser lido com muita expressão e entusiasmo e que pode dar lugar a muitas atividades depois da leitura. Desde irmos literalmente à caça do urso, com todo o movimento que isso implica, até reproduzirmos somente a parte dos sons, ou uma das minhas propostas mais utilizadas, podermos construir um livro desenhado pela criança que pode ser lido primeiro para a frente e depois na ordem inversa.

Espero que vos tenha entusiasmado e Boas leituras!

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