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FERTAGUS

DE 1 A 5 A FERTAGUS TEVE 4,5. Por Catarina Laborinho

Fertagus

Quando a escala é 5 e o resultado é 4,5 nós aqui queremos saber o porquê, e queremos-lhe mostrar que, se ainda não é cliente, quiçá mude de opinião depois de ler este artigo.

Para quem é nascido, criado ou passou pelo menos a adolescência por estas bandas sabe bem o quanto a margem sul se desenvolveu com a chegada deste gigante que é o comboio da ponte. Há 20 anos quando apareceu, a rede de transportes era muito limitada e na altura lembro-me bem a mudança radical que foi na minha vida.

Vamos recuar até 1999 (caneco, que até me gelou a barriga).

Em 99 já andava na faculdade e posso-vos garantir que fez uma enorme diferença. Para conseguir chegar a Lisboa, ou se ia de carro ou de barco, no meu caso era mais barco… para chegar até ao Seixal também não era fácil. Na altura vivia na Verdizela, na “minha aldeia” como eu lhe chamava com tanto carinho, e o único transporte que tinha era a minha wallaroo roxa – que ainda existe – (com muita estima, amor e carinho), mas que apenas dava os seus maravilhosos e velozes 50km/h, aquilo andava nas horas… 😀

Resumindo, não era mesmo nada fácil, não havia espaço para atrasos, porque o barco não esperava por mim e infelizmente os horários não eram de todo compatíveis com os meus… aquele primeiro ano foi muito complicado, principalmente no regresso, onde a espera era de hora em hora.

Até que se deu o BOOM, a Fertagus chegou finalmente. Numa primeira fase, lembro-me que não chegava até setúbal, confesso que não sei bem até onde chegava, mas chegavam até aos Foros de Amora que era, e é, a MINHA ESTAÇÃO. A mudança foi brutal, lembro-me que me dava ao luxo de “jogar” com o horário dos autocarros da carris que estavam parados em Campolide para decidir se saía naquela estação ou se ia até Entre Campos para apanhar o metro até ao Rato. Na altura estava no IADE e acho que a única coisa boa que “perdi” foram os passeios à beira rio no 28 que ia até aos Prazeres. Belos passeios fiz eu por Lisboa no velhinho 28. :)

Mas esta mudança foi boa para todos nós, “primeira estranha-se, depois entranha-se”, já dizia o Fernando Pessoa quando desenvolveu este slogan em 1927 para a Coca-Cola.

Com a Fertagus é exatamente igual, e a prova disso foi o 4.5 resultado do índice global de satisfação feito em outubro pela PMCA consultores, junto dos passageiros nos Concelhos de Almada, Seixal, Palmela, Setúbal e Lisboa “que relevam em primeiro lugar, com níveis de satisfação muito alta, a segurança do comboio e a rapidez (4,8), a pontualidade e a limpeza do comboio (4,7). 

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De destacar, o impacto da Fertagus na qualidade de vida dos habitantes destes Concelhos, uma vez que os resultados demonstram que os comboios da Fertagus têm um impacto positivo no quotidiano dos clientes, na medida em que proporcionam mais tempo livre, menos stress, maior flexibilidade e mais organização.”

Este inquérito não veio apenas tirar conclusões positivas para a Fertagus, veio igualmente sensibilizar a empresa “sobre áreas tidas como a melhorar, especialmente na facilidade de aquisição de bilhetes, variedade de títulos e no atendimento aos Clientes, que face aos acréscimos de procura verificados irão merecer um reforço da atuação da empresa.”

Na próxima vez que pensar em levar o carro para ir trabalhar, e se de facto não precisar dele no seu dia-a-dia, experimente ir de comboio. Pense no ambiente, pense no valor disparatado do combustível, no valor do estacionamento… mas principalmente no seu conforto.

Aqueles 20 minutos para cada lado, a pontualidade inglesa, a limpeza e o conforto, a mim, fazem toda a diferença.
Aposto lhe farão a si também. Experimente!

Veja aqui o resume de quem o utiliza com regularidade.

 

Nós aqui gostámos do 4.5
Nós aqui também vamos de comboio

Texto: Catarina Laborinho | Fotos: Fertagus

FERTAGUS, LSBblog

 

CristoRei

CRISTO REI VS CRISTO REDENTOR. QUEM GANHA? Por Marlene Gaspar

gostamos 1

O mês passado estive de férias na Cidade Maravilhosa, porque sou tendenciosa e gosto de escolher destinos a sul, e uma das muitas coisas marcantes da viagem foi a visita o Cristo Redentor. Já o tinha visto milhares de vezes na TV, no grande ecrã, em fotos e afins, mas tinha de pisar, tinha de estar lá no alto para ver com estes 2 olhinhos. Fiz logo ali a promessa de que no regresso, tinha de visitar o nosso “Cristo Redentor”, porque é uma vergonha ter um blog sobre a margem sul e não ter feito uma visita a este monumento desde então. Já para não falar das mil quatrocentos e cinquenta e sete vezes mais iva que tinha prometido às pequenas cá de casa fazer-lhe uma visita.

Não foi a minha primeira vez, mas provavelmente tinha a idade da minha filha mais velha quando o visitei, o que significa que já vão…ora, deixa ver, conto pelos dedos, vá uns…bom, como dizia secretário-geral da ONU, António Guterres, é fazer as contas! A visita vale a pena, e para não acharem que o do Brasil é que é, há que fazer um comparativozinho que é para perceberem que também estamos na Champion League, ora vejam:

Indumentária em dezembro/janeiro:

# ora bem, aqui vão mais pontos para o Cristo Redentor. Porque no Rio de Janeiro nesta altura, uma pessoa anda uma roupinha leve e descapotável e no Cristo Rei, é melhor ir tapadinha até aos olhinhos, que a ventania, derruba quaisquer menos de 20kg (que a minha princesa foi ao chão com a força do vento). Calma, sem se magoar e a achar divertido.

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Cabelo

# já que estamos a falar da imagem, aqui pode-se dizer que empatam. No Cristo Redentor a humidade arrasa com qualquer penteado e não pensem que dá para dar uma de isto está wild e parece que vem da praia. Não, isto depois de lavar e secar a cabeça fica uma merda desgraça e dá cabo de qualquer boa foto!

Já o Cristo Rei, foi assombrado por uma ventania com rajadas de muitos quilómetros à hora que só não fazem saltar a peruca, porque não a tenho, mas fica impossível domar o cabelo e/ou pedir-lhe para se aguentar para bater uma chapa. Mas vá, fica na memória, e essa já ninguém tira (nem mesmo o Alzeihmer – espero)!

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# a estátua do Cristo Rei leva a melhor, porque tem 75 metros de altura + 28m porque está em cima do pedestal, já o Cristo Redentor só tem 38m, não podemos é contar que está mais de 700 metros a nível do mar.

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Idade

# o Cristo Redentor foi inaugurado em 1931 e o Cristo Rei em 1958. O Cristo Redentor inspirou o nosso e ambos abraçam as capitais dos países irmãos. Assim vou ter de dar uma nota de empate, porque estão muito bem conservados para a idade que têm.

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Cristo Redentor 1

Capelas

# sou uma doida por capelas. Adoro visitar, conversar com Ele e estar ali num momento só nosso. O Cristo Redentor ouviu-me e o Cristo Rei também levou com a mesma dose, que eu gosto sempre de poder ter uma conversa de pé de orelha. Desta vez foi para agradecer e, como é meu apanágio, pede-se sempre qualquer coisa.

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CapelasCristoReiRedentor

Capela do Cristo Rei à esquerda e capela do Cristo Redentor à direita

Vistas

# As vistas quer de um quer de outro são de cortar a respiração.

Ponte24deabril

Vista do Cristo Rei sobre a cidade de Lisboa

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Vista da cidade do Rio de Janeiro do Cristo Redentor

Sendo assim, assiste-se a um empate técnico. São 2 monumentos com visita obrigatória. Assim, se passas milhares de vezes pelo Cristo Rei e dizes para ti mesmo, que qualquer dia vais lá, trata disso, porque vale mesmo a pena. É a melhor vista sobre a cidade de Lisboa e consegues ver a “South Bay” numa perspectiva 360º, porque acho que os Cristos devem ser como os anjos e não têm costas.

SouthBay

Vista da South Bay

As crianças não pagam e os adultos por €5 têm um vistão do caraças.

ingressos

Gosto muito dos 2, mas tendo em conta que o Cristo Rei está a 10 minutos de Lisboa e o Cristo Redentor a 10 horas de viagem, se calhar é mais fácil chegar a este último, não é mesmo?

Nós aqui temos o Cristo Rei.
Nós aqui temos isto.

Texto e Fotos: Marlene Gaspar

GolfinhoAlfeite

GOLFINHOS INVADEM BASE DE NAVAL DO ALFEITE

gostamos

O Jornal Económico escreveu uma peça com o título “Golfinhos invadem Base Naval de Lisboa” que é nada mais nada menos a Base Naval do Alfeite. E havia tanto para dizer sobre esta e tenho um particular carinho pela mesma, pois a minha princesa mais velha é aluna nessa nobre instituição. Mas, a notícia é tão boa, que me limito a partilhar e deixar outras histórias do Alfeite para outras núpcias. O texto é de Manuel Rifer:

A Marinha Portuguesa recebeu ontem uma visita especial de um grupo de golfinhos. Eram cerca de vinte e de acordo com as autoridades, em declarações à TSF, esta foi a maior “invasão” destes animais até o momento.

A Base Naval de Lisboa, em Alfeite (concelho de Almada), onde estão atracados vários navios, foi revista num todo pelos animais, de acordo com a Marinha. Os animais não vieram de passagem e decidiram ficar ainda algum tempo no local, começando a sua visita pela manhã. 

Em comunicado, de acordo com a TSF, a Marinha Portuguesa, afirma que não há “memória de uma visita semelhante por um grupo tão alargado de golfinhos e durante tanto tempo”.

A Base Naval de Lisboa é uma unidade em terra que compreende um complexo de infraestruturas portuárias, instalações e serviços no Alfeite e na Doca de Marinha, que tem como principal função o apoio logístico às unidades atracadas em Lisboa.

A nós resta-nos dar as boas vindas aos simpáticos Golfinhos.

Nós aqui temos invasão de Golfinhos.
Nós aqui temos isto.

Texto Jornal Económico: Manuel Rifer | Imagem: JE
Texto introdutório: Marlene Gaspar