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ATREVES-TE A PASSAR A PONTE A PENANTES? 19 de março

corremos

O Facebook lembrou-me que está a fazer um ano que anunciámos aqui esse grande evento anual que em linguagem comum se designa pela (mini/meia) maratona da ponte 25 de abril. Se o ano passado vivia ânsias da antestreia do momento e da emoção de experimentar pela primeira vez este desafio, hoje estou em pânico por ir fazê-lo pela segunda vez. Vou falhar redondamente a hipótese que lancei de este ano estar a fazer a meia maratona! Aliás, se conseguir terminar a mini já me dou por feliz.

A verdade é que estou em pior forma e não tenho ido aos treinos. É triste. É pena. Mas é o que é! Tenho menos disponibilidade para correr e isso tem-me roubado também a vontade! Não quero dar parte fraca e por isso quero repetir algo que tanto me deu prazer, porque não acredito na máxima que não se deve voltar onde se foi feliz. Adorei a experiência e vamos lá aproveitar mais um momento.

Isto tudo para dizer que a mini ou meia maratona está aí e decidam em qual delas vão participar, mas não desperdicem a oportunidade de passar uma das pontes mais bonitas do mundo (senão a mais bonita) a penantes. É uma cena altamente.

Dia 19 de março não faltes à chamada e inscreve-te aqui.

Nós aqui temos a (mini/meia) maratona da ponte.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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NÓS AQUI, FIZEMOS A MINI MARATONA.

corremos

E corremos até ao último metro. Como sabem foi uma estreia absoluta e todas as expectativas foram superadas. Conseguir ultrapassar os desafios e objetivos traz claramente um sabor de vitória, apesar de não fazer a mínima ideia em que lugar fiquei. Então tínhamos os seguintes desafios:

#1 – Correr junto com a multidão sem “medos” check*

#2 – Pisar com o meu próprio pé a pontecheck

#3 – Conseguir fazer os 7 km a corrercheck.

A experiência de admirar a vista, fazer aquele percurso pelo nosso próprio pé e conseguir não parar até ao final dá uma verdadeira sensação de missão cumprida. E depois há aqueles momentos que são irrepetíveis e que uma multidão pode proporcionar. Foi curioso que na partida estava junto de um casal a quem tirei uma foto. Nunca mais nos cruzámos até que na meta, lá estavam eles à minha frente. E, acabaram por ser eles a tirar a minha foto para registar a chegada.

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As pessoas escolheram participar, por isso torna-se um ambiente de boa disposição. Já na Av. Da Índia, os participantes da mini-maratona correm ao lado dos participantes da meia-maratona, separados por grades. As palavras de motivação são dadas de parte a parte e destaco um participante da meia que com uma voz pujante diz para nós (os da mini):

Vá lá, já só faltam 15 km…para nós! Arrancou-me logo um sorriso de orelha a orelha e foi com esta boa disposição que segui rumo à meta. É incrível como a envolvência e ambiente ajudam imenso na motivação e a não dar qualquer confiança ao mínimo sinal de querer parar.

Mas não foram só facilidades. Para quem quer fazer a prova a correr, tem de fazer muito mais que isso. É uma prova de corrida com contorno de obstáculos. Acabamos por fazer mais uns metros com tantos zig-zags. Há muitos participantes que vão só fazer caminhada e param para tirar “mil e uma” fotografias. É compreensível, porque a vista e a experiência assim o exigem, mas não facilita quem quer correr. A única solução é contornar e avançar.

Os meus parabéns à organização, porque um evento com esta dimensão e responsabilidade é muito exigente e da parte que assisti, achei que estiveram reunidas todas as condições. No final somos brindados com um merecido snack que muito apreciei, mas depois de prova superada e conquistas alcançadas, eu merecia mais. Em Belém tem de se comer um pastel de Belém. Vá um não, dois. Dois pareceu-me mais justo, face às calorias que tinha despendido. E, ainda deu para trazer para casa e mais um para o caminho.

Regressar à Lisbon South Bay também foi muito fácil, porque a organização dos transportes está bem preparada para isso.

Foi sem dúvida uma manhã emocionante e fiquei cheia de vontade de fazer mais. Gostava muito de arriscar na meia-maratona, mas acho too much**. Devia haver um meio termo. É que passar de 7 km para 21 pode ser um passo maior que a perna, ou neste caso, vários!

Já dizia o anúncio – “Há coisas fantásticas, não há?” Esta foi uma delas.

Para o ano voltamos. A mini é certa. 19 de março de 2017. Vamos trabalhar para isso.

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Nós aqui fomos à mini maratona.
Nós aqui temos isto.

 

*check – verificado
** too much – muito

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NÓS AQUI, VAMOS À MARATONA… 20 MARÇO.

corremos

Bom, este título é uma hipérbole, porque nós aqui vamos à “mini”, mini maratona, o que é uma grande diferença, para ser exata 35,195 km. Queríamos só captar a vossa atenção. Mas, se acham que é pouco, adiantamos que já estamos a tremer por todos os lados.

Atravessar a ponte 25 de abril (a passagem entre as duas grandes margens que tanto adoramos – Lisboa e Margem Sul) a correr é um desejo que tenho apontado na minha bucket list*, mas que ano após ano vem sendo procrastinado. Como afirmei aqui no início do ano, Ano novo, Atitude nova, e desta vez, pus-me ao caminho, que é como quem diz, nos treinos e inscrevi-me.

E, porque é que estou um bocadinho em pânico? Em primeiro lugar, apesar da mini-maratona não ser uma competição, são 7 km com um início e um fim que não são decididos por mim. Logo aí, não há espaço para dizer, vou ficar por aqui!

Em segundo, e não menos aterrador, é o facto de eu correr sozinha e fazê-lo por opção. Mas, não só vou correr pela primeira vez com alguém, como para primeira experiência vou logo arrancar com mais 34.999 pessoas. O que é uma decisão genial para quem sofre “um bocadinho” de claustrofobia!

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Se estava toda feita para que ia tirar esta prova de letra, acabo de receber um e-mail a confirmar a minha inscrição que diz “Cara atleta Marlene Gaspar”! Nada tenho contra o “Cara” ou “Marlene Gaspar” agora “atleta”?! Vocês estão-me a colocar pressão!!

Então, porque raio é que te foste inscrever? Perguntam vocês com toda a legitimidade.

Porque eu confio e acredito. 1) Na maravilhosa paisagem que vou poder desfrutar, 2) na concretização deste desejo e 3) do “abraço do Cristo Rei” para me inspirar, e 4) na assistência médica que eu espero não vir a precisar.

Queiram Deus e as minhas perninhas que isto vá ser uma prova superada e que eu vou ter forças para vos contar!

Pois é eles ANOTARAM A DATA DA MARATONA. Sabia que lida ao contrário se lê da mesma maneira? Ora teste:

ANOTARAM A DATA DA MARATONA.

Sei que já contámos esta, mas para os mais distraídos e como esta merece tem direito a bis.

A contagem decrescente começou e estamos lá dia 20 de Março.

Inscrições aqui.

Nós aqui vamos à mini maratona.
Nós aqui temos isto.

bucket list – Uma bucket list é uma lista de coisas para se fazer antes de morrer, esperanças, objetivos e sonhos de vida. Fazer uma bucket list é tomar nota do que quer concretizar.