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VIA PEDESTRE ABERTA NA PONTE 25 DE ABRIL A 17 MARÇO. Por Marlene Gaspar

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Mais uma ficha, mais uma volta. A prova pedestre que mais gosto no país está já aí e se não foste aos treinos há que fazê-lo, porque já falta muito pouco para acontecer. É já no próximo domingo e há que aproveitar para quem quer passar a ponte 25 de abril por via pedestre, porque é o único dia do ano que é possível. Se ainda não te inscreveste, podes fazê-lo aqui.

A EDP Meia Maratona de Lisboa é a maior prova de atletismo de Portugal e “carrega” anualmente mais de 35.000 participantes e temos de tudo – os prós, os estreantes, os atletas, os que treinam para tal e os que vão só andar ou desfilar na ponte.

Esta prova é detentora do record do mundo da distância (21km), com o tempo de 00:58:23, a EDP Meia Maratona de Lisboa, ah, pois é. 

Para mim não vai ser uma estreia e estou um pouco ansiosa para ver como me vou sair desta. Não estou na melhor forma de sempre, apesar de ter começado uma nova vida de atividade física, como já vos contei aqui, ainda assim, não tenho corrido – por isso RESPECT.

Nós aqui temos via pedestre na Ponte 25 de abril.

Nós aqui temos isto.

 Texto: Marlene Gaspar

Foto: Meia maratona

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ATREVES-TE A PASSAR A PONTE A PENANTES? 19 de março

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O Facebook lembrou-me que está a fazer um ano que anunciámos aqui esse grande evento anual que em linguagem comum se designa pela (mini/meia) maratona da ponte 25 de abril. Se o ano passado vivia ânsias da antestreia do momento e da emoção de experimentar pela primeira vez este desafio, hoje estou em pânico por ir fazê-lo pela segunda vez. Vou falhar redondamente a hipótese que lancei de este ano estar a fazer a meia maratona! Aliás, se conseguir terminar a mini já me dou por feliz.

A verdade é que estou em pior forma e não tenho ido aos treinos. É triste. É pena. Mas é o que é! Tenho menos disponibilidade para correr e isso tem-me roubado também a vontade! Não quero dar parte fraca e por isso quero repetir algo que tanto me deu prazer, porque não acredito na máxima que não se deve voltar onde se foi feliz. Adorei a experiência e vamos lá aproveitar mais um momento.

Isto tudo para dizer que a mini ou meia maratona está aí e decidam em qual delas vão participar, mas não desperdicem a oportunidade de passar uma das pontes mais bonitas do mundo (senão a mais bonita) a penantes. É uma cena altamente.

Dia 19 de março não faltes à chamada e inscreve-te aqui.

Nós aqui temos a (mini/meia) maratona da ponte.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

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NÓS AQUI, FIZEMOS A MINI MARATONA.

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E corremos até ao último metro. Como sabem foi uma estreia absoluta e todas as expectativas foram superadas. Conseguir ultrapassar os desafios e objetivos traz claramente um sabor de vitória, apesar de não fazer a mínima ideia em que lugar fiquei. Então tínhamos os seguintes desafios:

#1 – Correr junto com a multidão sem “medos” check*

#2 – Pisar com o meu próprio pé a pontecheck

#3 – Conseguir fazer os 7 km a corrercheck.

A experiência de admirar a vista, fazer aquele percurso pelo nosso próprio pé e conseguir não parar até ao final dá uma verdadeira sensação de missão cumprida. E depois há aqueles momentos que são irrepetíveis e que uma multidão pode proporcionar. Foi curioso que na partida estava junto de um casal a quem tirei uma foto. Nunca mais nos cruzámos até que na meta, lá estavam eles à minha frente. E, acabaram por ser eles a tirar a minha foto para registar a chegada.

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As pessoas escolheram participar, por isso torna-se um ambiente de boa disposição. Já na Av. Da Índia, os participantes da mini-maratona correm ao lado dos participantes da meia-maratona, separados por grades. As palavras de motivação são dadas de parte a parte e destaco um participante da meia que com uma voz pujante diz para nós (os da mini):

Vá lá, já só faltam 15 km…para nós! Arrancou-me logo um sorriso de orelha a orelha e foi com esta boa disposição que segui rumo à meta. É incrível como a envolvência e ambiente ajudam imenso na motivação e a não dar qualquer confiança ao mínimo sinal de querer parar.

Mas não foram só facilidades. Para quem quer fazer a prova a correr, tem de fazer muito mais que isso. É uma prova de corrida com contorno de obstáculos. Acabamos por fazer mais uns metros com tantos zig-zags. Há muitos participantes que vão só fazer caminhada e param para tirar “mil e uma” fotografias. É compreensível, porque a vista e a experiência assim o exigem, mas não facilita quem quer correr. A única solução é contornar e avançar.

Os meus parabéns à organização, porque um evento com esta dimensão e responsabilidade é muito exigente e da parte que assisti, achei que estiveram reunidas todas as condições. No final somos brindados com um merecido snack que muito apreciei, mas depois de prova superada e conquistas alcançadas, eu merecia mais. Em Belém tem de se comer um pastel de Belém. Vá um não, dois. Dois pareceu-me mais justo, face às calorias que tinha despendido. E, ainda deu para trazer para casa e mais um para o caminho.

Regressar à Lisbon South Bay também foi muito fácil, porque a organização dos transportes está bem preparada para isso.

Foi sem dúvida uma manhã emocionante e fiquei cheia de vontade de fazer mais. Gostava muito de arriscar na meia-maratona, mas acho too much**. Devia haver um meio termo. É que passar de 7 km para 21 pode ser um passo maior que a perna, ou neste caso, vários!

Já dizia o anúncio – “Há coisas fantásticas, não há?” Esta foi uma delas.

Para o ano voltamos. A mini é certa. 19 de março de 2017. Vamos trabalhar para isso.

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Nós aqui fomos à mini maratona.
Nós aqui temos isto.

 

*check – verificado
** too much – muito

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NÓS AQUI, VAMOS À MARATONA… 20 MARÇO.

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Bom, este título é uma hipérbole, porque nós aqui vamos à “mini”, mini maratona, o que é uma grande diferença, para ser exata 35,195 km. Queríamos só captar a vossa atenção. Mas, se acham que é pouco, adiantamos que já estamos a tremer por todos os lados.

Atravessar a ponte 25 de abril (a passagem entre as duas grandes margens que tanto adoramos – Lisboa e Margem Sul) a correr é um desejo que tenho apontado na minha bucket list*, mas que ano após ano vem sendo procrastinado. Como afirmei aqui no início do ano, Ano novo, Atitude nova, e desta vez, pus-me ao caminho, que é como quem diz, nos treinos e inscrevi-me.

E, porque é que estou um bocadinho em pânico? Em primeiro lugar, apesar da mini-maratona não ser uma competição, são 7 km com um início e um fim que não são decididos por mim. Logo aí, não há espaço para dizer, vou ficar por aqui!

Em segundo, e não menos aterrador, é o facto de eu correr sozinha e fazê-lo por opção. Mas, não só vou correr pela primeira vez com alguém, como para primeira experiência vou logo arrancar com mais 34.999 pessoas. O que é uma decisão genial para quem sofre “um bocadinho” de claustrofobia!

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Se estava toda feita para que ia tirar esta prova de letra, acabo de receber um e-mail a confirmar a minha inscrição que diz “Cara atleta Marlene Gaspar”! Nada tenho contra o “Cara” ou “Marlene Gaspar” agora “atleta”?! Vocês estão-me a colocar pressão!!

Então, porque raio é que te foste inscrever? Perguntam vocês com toda a legitimidade.

Porque eu confio e acredito. 1) Na maravilhosa paisagem que vou poder desfrutar, 2) na concretização deste desejo e 3) do “abraço do Cristo Rei” para me inspirar, e 4) na assistência médica que eu espero não vir a precisar.

Queiram Deus e as minhas perninhas que isto vá ser uma prova superada e que eu vou ter forças para vos contar!

Pois é eles ANOTARAM A DATA DA MARATONA. Sabia que lida ao contrário se lê da mesma maneira? Ora teste:

ANOTARAM A DATA DA MARATONA.

Sei que já contámos esta, mas para os mais distraídos e como esta merece tem direito a bis.

A contagem decrescente começou e estamos lá dia 20 de Março.

Inscrições aqui.

Nós aqui vamos à mini maratona.
Nós aqui temos isto.

bucket list – Uma bucket list é uma lista de coisas para se fazer antes de morrer, esperanças, objetivos e sonhos de vida. Fazer uma bucket list é tomar nota do que quer concretizar.