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SE EU FOSSE UMA ONDA DO MAR. Por Victória Gaspar Tomás

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A minha Saramago da South Bay que é como a minha irmã chama a minha princesa Victória continua muito animada, ainda mais este ano, que a sua professora, aqui na margem sul (óbvio) lhe pediu um portfólio de leitura e escrita, o que a tem tornado imparável na arte da escrita. Sempre que puder e ela me deixar (sim, porque fez um texto fantástico, mas não me deu autorização de publicar e até era sobre a margem sul. É que há coisas que acontecem na margem sul, que são para ficar na margem sul, por isso RESPECT).

O texto que se segue é da autoria da Victória Gaspar Tomás, 7 anos e que herda o Lisbon South Bay blog da parte que me toca. Afinal, é ela agora que passa mais tempo na margem sul e que tem mais histórias sobre esta fantástica margem para contar.

Se eu fosse uma onda do mar

Se eu fosse uma onda do mar chamar-me-ia Mar. Os que iriam ao fundo da minha onda seriam os peixinhos, as sereias, as conchas, a areia, as rochas e as alforrecas.

Os peixinhos, as sereias, as conchas, a areia, as rochas e as alforrecas nadariam nas outras ondas e elas ficariam felizes e nunca teriam pena de mim. Como não me conheciam achavam que não gostavam de mim. Quando me conheceram melhor, viram que eu era espetacular e passaram a mergulhar muito mais em mim.

Ficaria feliz para sempre.

Victória Tomás, Se eu fosse uma onda do mar, 2018

ONDA (1)

E quem escreve assim, não é gago.

Nós aqui, temos a Onda do Mar.
Nós aqui temos isto.

Texto introdutório: Marlene Gaspar
Texto principal: Victória Gaspar Tomás, 7 anos

OndaParqueLSBB

DIZ QUE O ONDA PARQUE PODE VOLTAR A ABRIR! Por Marlene Gaspar

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Wow. Calma aí. Vocês tenham cuidado com estas coisas, que o coração não é de ferro e não aguenta tamanhas novidades! Uma pessoa já caminha para uma certa idade e há maldades que não se devem cometer, sob pena de criar falsas expectativas, que isso é como dar um chupa a uma criança e tirar-lho à primeira lambidela!

Quem o diz é o artigo da Magg e isto transporta-me para a minha infância onde fui verdadeiramente feliz no Onda Parque. Era curtir que nem uma maluca escada acima, escorrega abaixo, sem medos, sem freios e com muita alegria. O espaço era magnífico, foi o primeiro parque aquático que frequentei e a diversão era uma cena inexplicável. Claro que hoje dá para tirar uma lasquinha nos parques no Algarve, mas a mística, o envolvimento do Onda Parque, essa não tem réplica.

Por isso ao ler esta notícia ou a eventual abertura do Onda Parque até me faz eriçar os pêlos (os que ainda não dei cabo deles com o laser, porque esses meus amores, ai deles que voltem que eu dou-lhes uma assadura que nunca mais veem a luz do dia. Ámen, praga insolente!), mas voltemos ao que nos trouxe aqui – a emoção de poder voltar ao Onda Parque está-me a deixar azambuada. Não que eu me vá atirar à doida, porque a idade além da gravidade, também me deixou menos atrevida ao nível da experimentação com impacto físico e, vendo bem já lá vão 22 anos e aqui a boneca, tem menos poder de encaixe para algumas nódoas negras.

Mas estou aqui, afoita de vos poder dizer que abriu, que vamos aí entrar na Onda, mas vamos ter de esperar por mais novidades, mas até lá fica a boa lembrança e se alguém tiver uma boa história para contar, é avançar, sem medos. Eu tenho uma triste de rasgar um biquini no escorrega, mas tem pouco interesse relembrar, porque tudo o que uma teenager precisa é de ficar sem parte de baixo num espaço público e não ter um buraco onde se enfiar, certo?

Nós aqui podemos vir a ter o Onda Parque.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Foto: Pinterest

Fonte: Magg