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E QUANDO ELES NÃO QUEREM SABER DO PAPEL E DO LÁPIS? Por Helena Gonçalves Rocha

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O seu filho não quer saber de desenhos, pintar ou escrever? Diz que não gosta, não sabe ou arma uma birra quando lhe propõem uma atividade de papel e caneta?

Pois…não está sozinho. Cada vez existem mais crianças que rejeitam este tipo de atividade, os pais dizem “eu também não tinha jeitinho nenhum” ou “está tudo muito bem desde que não lhe dêem uma folha e um lápis”. Reconhece este discurso?

Os motivos que levam a que estas situações aconteçam podem ser múltiplos e variados, desde as dificuldades manipulativas, ou seja, uma dificuldade real na coordenação dos movimentos finos exigidos para a realização deste tipo de tarefa, até uma auto-crítica muito elevada que faz com que a criança tenha receio de arriscar com medo que fique pior do que imaginou ou muito diferente dos seus colegas.

A primeira causa requer a intervenção e apoio de um profissional especializado que o poderá apoiar e recomendar as atividades e exercícios mais adequados a cada caso de forma a ultrapassar a dificuldade observada. A segunda causa é por vezes a mais difícil de ultrapassar pois quando a criança receia tentar a escrita, habitualmente não aceita ajuda para o poder fazer e então?

Quem por aqui costuma passar já reparou que raramente me detenho nos problemas e que aprecio bem mais o enfoque nas soluções. Assim sendo como poderemos ajudar estas crianças “resistentes à escrita”?

Antes de mais, habitualmente pegamos no papel e no lápis com um propósito, apreciar as cores que se unem e se afastam, que se misturam e que separadas ou unidas formam uma bela obra de arte.

Esta fase é fundamental, apreciar o movimento das cores, o movimento dos lápis, apenas para brincar com o papel, com as cores, em papéis grandes, em superfícies grandes, quadros, papéis gigantes. É muito errado quando precocemente restringimos os movimentos amplos das crianças no papel, cada vez mais cedo observo pais e educadores a exigirem aos miúdos de 2, 3, 4 anos, “pinta por dentro, não saias do risco”. Antes da criança poder controlar os seus movimentos finos e precisos da mão tem que experimentar a amplitude, o chegar mais longe, mais alto, mais largo. Por isso, tantas e tantas vezes, quando me pedem que ajude estas crianças começamos sempre por este movimento amplo e exploratório.

De seguida passamos à fase da representação do concreto e surgem os primeiros desenhos da figura humana, desenho este que se vai desenvolvendo e pormenorizando ao longo das diferentes fases do desenvolvimento da criança.

E aqui como poderemos novamente apoiar e ajudar? Pois bem, nós só representamos aquilo que conhecemos. Como tal é imprescindível que a criança conheça o seu corpo e as diferentes partes que o constituem. Como? Agindo sobre ele e fazendo-o agir. Brincando, dando cambalhotas, enrolando a cabeça e as pernas, dando abraços com os seus braços compridos, pontapeando bolas com as pernas e pés e depois, de seguida estamos prontos a representar isso tudo no papel. Outra forma de podermos apoiar a criança na sua representação gráfica do corpo é utilizando o espelho e gradualmente e em conjunto desenharmos as diferentes partes “Olha, na cabeça eu tenho dois olhos, eu desenho um e tu podes desenhar o outro? E orelhas, quantas temos? Eu ponho aqui uma, tu pões a outra?” E por aí fora até chegarmos aos pés.

Essencialmente mesmo será o adulto deixar a crítica bem longe, não são permitidos “ Não é assim , é assim!” “Cabelo verde que grande disparate, não vês que é castanho?” A criatividade e a fantasia estão em fase de desenvolvimento e a criança que receia tentar, precisa de experimentar sem julgamento. O perfeccionismo e o hiperrealismo virão mais tarde, temos muito tempo!

Se estas dificuldades surgem na fase em que a criança é apresentada às letras e à escrita, aí teremos mesmo de utilizar a nossa grande criatividade e apelar à diversificação de materiais de escrita e de superfícies. Ou seja, é válido escrever na areia, na terra, na lama, com paus, com pedras. Construir letras com diferentes materiais flores, folhas, lã, enfim o que a nossa imaginação ditar e para onde a criança nos orientar. O facto de seguirmos a ideia original da criança será, com toda a certeza, garantia de possível sucesso.

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Nesta fase é muito importante que a escrita não esteja unicamente relacionada com objetivos académicos, ou seja, preferencialmente deve entrar nas brincadeiras (quando brincamos ás casinhas podemos fazer uma lista de compras, podemos ajudar lá em casa a fazer a lista das faltas, deixar recados) e principalmente suscitar uma grande motivação para a escrita, os miúdos adoram decifrar mensagens secretas e deixarem mensagens secretas para os próprios adultos decifrarem.

Surpreenda os seus filhos e deixe mensagens escritas a giz no passeio lá de casa, vai ver que vão querer retribuir!

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Se tiver dúvidas relativamente a este tema não hesite em consultar um profissional especializado, na área da Psicomotricidade, que terá com certeza todo o gosto em esclarecê-lo e apoiá-lo nas suas dúvidas e dificuldades.

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Fotografias: D.R.

 

Jesus Lizarbe

LIGA #PADELMODE LISBON SOUTH BAY BLOG. INSCRIÇÕES ATÉ 14 FEVEREIRO.

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Ah, pois é, começamos o fim de semana com grandes novidades! O Lisbon South Bay blog juntou-se à PadelMode e nasceu a Liga PadelMode Lisbon South Bay blog. A grande liga de Padel da nossa margem sul, onde vai poder mostrar, desenvolver ou até descobrir a sua perícia e ver como é fácil entrar nesta “cena” que se chama Padel e que tem conquistado cada vez mais adeptos. E, porquê que isso acontece? Porque o Padel é um jogo que é fácil de aprender e que, permite conquistar pontos desde a primeira experiência. Com apoio de aulas e treino regular, a evolução é surpreendentemente rápida.

As inscrições para a liga estão abertas e “aceitam-se” pares masculinos e mistos. Vá, já não têm desculpa para não participar.

E o que é que distingue o PadelMode?
#1 – as aulas são dadas por Jesus! Sim, o selecionador nacional de Padel, campeão europeu – a grande referência do Padel – Jesus Lizarbe.
#2 – 3 campos de Padel no Parque da Verdizela – local de excelência para praticar desporto ao ar livre.
#3 – Horários alargados para poder conciliar com as suas outras atividades.

Padel

Jesus Lizarbe | Selecionador nacional de Padel e Campeão Europeu

Por todos estes motivos e outros mais que o vão surpreender, o Lisbon South Bay blog tem muito orgulho e honra em se juntar a esta prática e equipa de excelência.

Por isso, de que é que estão à espera para participar nesta liga que vai começar dia 15 de fevereiro? #SAVETHEDATE 15 FEVEREIRO. Escolham o par e venham “bater bolas” na Verdizela.

CONTACTOS: 966 607 084 | 964 358 588
Horário: 09:00h às 23:30h
LOCALIZAÇÃO: goo.gl/5U6NTK
www.padelmode.pt

Nós aqui, temos Liga de Padel!
Nós aqui temos isto.

Captura de ecrã 2016-01-30, às 16.30.27