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GINÁSIO, CORRIDA DA PONTE E CENAS PARA MEXER O CORPINHO. Por Marlene Gaspar

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2020 já vai lançado e faz precisamente um ano que tomei a minha resolução de 2019 e que ainda inacreditavelmente consigo manter ao dia de hoje e mais convicta que é para continuar. Fez este mês o primeiro aniversário de frequência num ginásio. Seguido. Se-gui-di-nho! Embrulhem, que nunca tive oportunidade de dizer isto.

É inacreditável que tenha conseguido. Eu sei que para muitos isso é “peaners”, mas para mim é ourinho. Não escondi aqui a minha relação com o desporto, faço-o por necessidade e não por amor, mas consigo finalmente saborear e apreciar algumas vantagens. O maior desafio foi sem dúvida a rotina. Habituar-me a acordar com as galinhas e para ginasticar não estava na minha bucket list de prazer, mas na bucket list das vitórias. Estou longe do meu objetivo a nível físico, ainda que as ambições sejam modestas (se é que ficar tonificada, barriga lisa e firme e hirta como uma barra de ferro seja coisa pouca), porém não entrei com o espírito de querer tudo de uma vez. Quer dizer, querer, querer, eu queria…

Comecei 3 vezes por semana e agora consigo uma maior assiduidade e essa parte já está. Não sei se pelo pânico de largar e jamais ou dificilmente retomar o ritmo, se porque tem mesmo de ser. Ainda há muito para chegar ao objetivo e faço ao esforço eu merecia a cena de já estar tonificada, barriga lisa e firme e hirta como uma barra de ferro, mas chegamos a uma certa idade e pensamos: como estaria então senão tivesse feito nada? É a cena de olhar para o copo meio vazio e meio cheio.

Finalmente (e foi quase preciso um ano) já vou com menos sacrifício e já tenho algum gosto por algumas coisas. (Pára tudo. Eu disse algum gosto? E escrevi? É que escrito tem outra importância! Quem sou eu? O que fizeram comigo?!). Sim. A melhor sensação continua a ser sair do ginásio, sentar no carro e pensar ainda bem que vim. Este sentimento é desde o primeiro dia, mas durava só o lusco-fusco e o retorno face ao investimento dava que pensar.

Disse aqui que um dia ia partilhar os resultados alcançadas e quero fazê-lo, mas ainda não estamos a esse nível de fazer isto aqui um feito histórico ou digno de partilha. Temos pena, ainda não estamos aí, por isso enalteço o ir ao ginásio, o continuar a ir e ter esse objetivo. O resto, vem por acréscimo. Foi uma resolução de 2019, mantém-se e espero que continue.

E por falar em resoluções e dar o corpo ao manifesto, desde que começou este blog tenho feito a corrida na ponte 25 de abril. E este ano não vou falhar (espero, não me vá dar uma travadinha ou qualquer coisa que me impeça) e não é que em novembro já tinhas as inscrições? Sim, aproveitei o registo antecipado na Black Friday e lá me lancei (não perco um descontozinho!) E este ano temos novidades, que não sei se são assim tão interessantes. Não é que a distância da prova passa de 7,2km para 10km cronometrados? Ah, pois é. Mais 3 km no bucho e não sei se celebre ou se chore!

“Esta alteração trará um registo mais competitivo para prova, permitindo que os corredores possam registar o seu tempo num distância oficial, os 10 km.” refere orgulhosa a organização do evento. E quem é que disse que eu quero competir? Eu quero é chegar ao fim mantendo o passo. Não sou de desistir (pelo menos fácil) e ir frequentemente ao ginásio, não garante a meta, mas parecendo que não, facilita.

Aproveito para dizer que a prova é no dia 22/março, às 10h, no sítio do costume. Quem alinha?
Inscreve-te aqui.

Nós aqui temos a mini maratona da ponte.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

VascodaGama

CENAS FIXES NA PONTE. PARABÉNS VASCO DA GAMA. Por Marlene Gaspar

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Se ontem relatei aqui cenas tristes na Ponte 25 de abril, hoje venho aqui contar uma cena fixe sobre a Ponte Vasco da Gama. É que esta boneca celebra hoje 20 aninhos. 20 anos! E é aqui que eu sinto a PDI. Eu lembro-me da inauguração desta princesa que deixa que tudo e todos lhe passem por cima e continua ali firme e hirta como várias barras de ferro.

Não vou esconder que a minha ponte de eleição é a mais cota, a 25 de abril, até porque me fica mais próxima e é sem dúvida mais icónica. Mas hoje o dia é da Ponte Vasco da Gama e não podemos esquecer o seu papel que facilitou o acesso a Lisboa e, em 20 anos, duplicou a população residente nos concelhos da margem Sul. Antes de 29 de março de 1998, chegar a Lisboa de Alcochete ou do Montijo, onde residem muitos trabalhadores que se deslocam diariamente para a capital, demorava entre uma a duas horas de carro.

Do Montijo, o trajeto para Lisboa era essencialmente de barco, e para quem ia carro a solução era ir a Almada apanhar a Ponte 25 de Abril. Atualmente demora-se cerca de 20 minutos ou meia hora estamos em Lisboa. A Vasco da Gama mudou a centralidade dos dois concelhos e isso levou a que um ‘boom’ populacional se mudasse para a margem sul. Ambos os concelhos praticamente duplicaram a população em 20 anos.

Mais de 62 mil carros passam diariamente pela Ponte Vasco da Gama e ao que consta é um número que está longe das previsões que justificaram a sua construção. Na verdade, esta falhou o objetivo principal de retirar carros à 25 de Abril, apesar do aumento do tráfego médio diário. O tráfego na 25 de abril continua a aumentar e nem a Vasco da Gama nem o comboio da ponte, um ano depois, retirou trânsito àquela infraestrutura. O que é uma pena.

Mas, muitos parabéns à Vasco da Gama e que continue a ser uma passagem para outra margem de forma segura.

Nós aqui temos a Ponte Vasco da Gama.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar