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9 DICAS PARA PÔR AS CRIANÇAS A ESCREVER. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Escrever faz muito sentido para as crianças, principalmente se o fizerem com um objetivo. Por vezes, algumas crianças são bastantes resistentes para escrever e para elas é extremamente importante integrar a escrita na sua vida diária utilizando também o jogo como forma de a motivar a pegar no lápis e deixar a sua marca. Quando a escrita adquire um objetivo prático e específico, as crianças começam a entender a importância da alfabetização e rapidamente embarcam em todas as diversões que vão surgindo ao longo do caminho.
Aqui estão dez idéias práticas para que as crianças gostem de escrever com um propósito.

9 DICAS PARA PÔR AS CRIANÇAS A ESCREVER

#1 Peça aos seus filhos que escrevam a sua lista de compras e depois responsabilize-os por marcarem os itens à medida que os vão comprando.

#2 Quando você está a planear a festa de aniversário do seu filho, coloque-o no comando. Deixe-o escrever a lista de convidados e enviar os convites.

#3 Faça um calendário de festas. Seja qual for a temporada (advento e Natal, férias da Páscoa, férias grandes…) arranje um grande pedaço de papel e crie seu próprio calendário de eventos. Coloque as crianças responsáveis ​​pelo desenho e escrita e deixe-os sugerir algumas ideias divertidas para incluir no cronograma, não se esqueça de incluir os aniversários dos familiares e amigos, eles adoram!

#4 Receber uma carta manuscrita da vida real através do correio é emocionante em qualquer idade. Se calhar posso dizer que talvez mais na nossa idade, uma vez que ainda somos do tempo de trocar correspondência (eu pelo menos, já sou muito antiga) com os primos e os pais durante as férias onde se relatavam todas as aventuras. Agora, tristemente, as cartas que recebemos maioritariamente têm números e habitualmente são para nós pagarmos… No entanto, ainda este verão, assisti ao entusiasmo e inabilidade dos meus adolescentes ao enviarem postais dos locais de férias.
Então…tente encontrar um amigo com quem o seu filho possa trocar correspondência, ou então incentive-o a faze-lo com os avós, de certo ambos irão adorar.

#5 Sirva-se da porta do frigorífico e deixe recados ou perguntas e desafios que requeiram resposta. Vai ver a excitação, sendo que aumenta a adrenalina se os mensageiros não puderem ser descobertos no momento de colocar a mensagem no frigorífico.

9 dicas

#6 Quando for de férias, não esqueça de envolver os miúdos na escolha criteriosa dos cartões postais para enviar para alguém ou para vocês mesmos, para ver quem chega primeiro.

#7 Faça um livro das férias em conjunto com os seus filhos, muitos desenhos, colagens e algumas escritas espontâneas que vão acabar por aparecer.

#8 Faça seus próprios cartões de aniversário  e peça ao seu filho que escreva o texto dentro e o endereço no envelope. Em seguida, compre o selo e coloquem a carta em conjunto, de preferência num marco de correio vermelho.

#9 Com crianças mais ativas, use um lápis e papel ou um giz na parede lá fora, sempre que estiver a jogar um jogo com ele para que possa anotar as pontuações. Esta é uma ótima maneira das crianças competitivas escreverem!

E por aí? Você também encoraja o seu filho a escrever com um objetivo? Partilhe connosco uma das suas dicas.

Helena Gonçalves Rocha

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HELENA GONÇALVES ROCHA

JÁ POSSO IR BRINCAR? E OS TRABALHOS DE CASA, JÁ ESTÃO FEITOS? Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Este é o excerto de um diálogo ouvido quotidianamente em muitas casas portuguesas. Por esta altura, e porque já decorreu um mês de aulas, os miúdos começam a perceber que isto é mesmo a sério.

O assunto dos trabalhos escolares levados para casa é um tema que me inquieta há décadas, mais ainda quando os meus filhos ingressaram no 1º ciclo e o confronto com a execução destes TPC passaram a ser uma dura realidade.

Dir-vos-ei que sou uma ferverosa defensora dos trabalhos de casa, sim, aqueles trabalhos que envolvem os diversos elementos da família e que possibilitam trabalhar as competências funcionais do quotidiano, demonstrando que aquilo que se aprende na escola é efetivamente útil no nosso dia-a-dia.

Eu sei que este é um tema bastante polémico e garanto-vos que ao longo do percurso escolar dos meus filhos fui tentando defender o seu direito de brincar e o meu direito de equilibrar a dinâmica familiar do final do dia. Posso dizer-vos que valeu a pena, que fui ouvida em alguns dos meus argumentos, e que progressivamente os trabalhos para casa foram instituídos ao final da semana. Como tal, valerá sempre a pena manifestar as nossas preocupações e argumentos em defesa do direito de brincar, sim, porque infelizmente, e cada vez mais, o tempo de Brincar fica esquecido.

Gostava no entanto, de vos deixar algumas ideias sobre o tema trabalhos de casa, para que possamos estar mais dotados de argumentos e lutarmos contra as ideias feitas ( basta da conversa:  é porque na escola dele é assim…) , pois acredito que em conjunto pais, educadores, professores, poderemos fazer diferente e com toda a certeza Melhor.

As crianças passam demasiado tempo na escola, para terem ainda de trazer o trabalho da escola para dentro de casa. Há crianças que saem de casa às 7h30m da manhã e só voltam 12h depois. Passam mais tempo na escola do que os pais nos seus trabalhos.

Claro que queremos acompanhar as suas aprendizagens, mas mais do mesmo é que não. Mesa, cadeira e fichas já têm suficiente. Em casa existem outras formas interessantes de desenvolver o que se aprendeu, cozinhando, fazendo listas de compras, caçando letras pela casa, pondo a mesa e contando talheres, enfim, haja imaginação.

O regresso a casa deve ser o regresso ao tempo em família, ao mimo, à brincadeira, ao não fazer nada, aproveitar o seu quarto, os seus brinquedos. Ora se quando chegamos a casa exaustos, com tudo o que ainda há para fazer, temos de pacientemente (se é coisa que não existe ao final do dia é paciência) sentar na secretária e insistir para que façam mais uma cópia, aperfeiçoem a letra…tem tudo para não correr bem. Até porque, depois dos Trabalhos de casa, ainda há os “trabalhos da casa”, arranjar tudo para o dia seguinte, roupas, lanches e afins.

HELENA GONÇALVES ROCHA

Não está provada qualquer correlação entre a realização dos trabalhos de casa e o sucesso escolar. Existem diversos estudos que comprovam que maior número de TPC realizados não correspondem a um maior êxito escolar.

O melhor motor para a aprendizagem é a curiosidade.  É sabido que é a curiosidade que despoleta o movimento, a criança move-se porque tem curiosidade de conhecer, de descobrir, de explorar. Mais tarde, à medida que vai adquirindo conhecimento a criança tem necessidade de pôr em prática esse conhecimento e correlacionar conceitos e para isso o que precisamos? De tempo, tempo livre, tempo de descoberta, tempo de ócio, para que novas coisas possam surgir. Depois de um dia intenso de escola, o tempo de “não fazer nada, não fazer mesmo nada” deve ser encarado como um tempo sagrado pela importância que assume no desenvolvimento infantil, quer ao nível cognitivo, quer emocional.

É essencial Brincar. Muito, mesmo muito. Todos os dias. Porque será que assim que ficamos preocupados com os resultados escolares o que salta logo é o brincar?  Será suficiente o intervalo da manhã e da hora de almoço? Claro que não .

Uma boa brincadeira é o maior motor de aprendizagem, da leitura, da escrita, das competências sociais.

Pais, mães, não nos acomodemos. É nossa responsabilidade ajudar os miúdos a crescerem, mantendo acesa a motivação e curiosidade sobre o Mundo, a vontade de aprender.

Desaceleremos um pouco… temos mesmo de garantir mais tempo de brincadeira às nossas crianças, para que possam crescer de forma harmoniosa. Porque Brincar é o que se faz quando se é Criança, não é Trabalhar…

Helena Gonçalves Rocha

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Olhar nos olhos

A IMPORTÂNCIA DE OLHAR NOS OLHOS. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Olhar nos olhos é um dos primeiros marcos de desenvolvimento alcançado pelos bebés, e é verdade que é também um dos momentos mais emocionantes! É neste momento que os pais percebem que o seu Bebé finalmente os “vê” e que eles são importantes e reconhecidos. Quando os olhos dos pais e do bebé se encontram, acontece algo muito especial, é estabelecida uma conexão emocional. O olhar trocado entre pais e filhos é uma experiência compartilhada que transmite informações sobre interesses e ligações recíprocas, bem como troca de gestos, expressões faciais e sorrisos.
É, sem dúvida, um primeiro enamoramento que se vai desenvolvendo ao longo do crescimento da criança.

Porém, nos dias de hoje, algo assombra este primeiro enamoramento, esta troca de olhares cúmplices…Na minha prática profissional diária sou confrontada com bebés de olhar esquivo, crianças que parece que não ouvem, pois não olham, crianças com dificuldades de manutenção da atenção, dificuldades na interação e controlo de impulsos e basta olhar à nossa volta e deparamo-nos com:

Um bebé que é embalado ao som da música e imagem de um ecrã; um bebé que chama “mãe, mãe” e que ouve a voz, mas não recebe o olhar de sua mãe pois esta não pode, de forma alguma desviar o olhar do ecrã… Crianças que só comem com um tablet à frente, crianças que só adormecem à frente do ecrã, crianças que fazem birras demoníacas quando são privadas do ecrã…

PÁRA TUDO!…

E a relação onde está, a troca de olhares?
Mais tarde então deparamo-nos com meninos que não param que não prestam atenção, quando muitas vezes têm muita falta de treino de “Olhar”.

Olhar nos olhos

Mas como podem os pais encorajar o contato visual, a troca de olhares?
A troca demorada de olhar entre pais e bebés são naturais e alegres. No entanto, cada bebé, pai e mãe têm suas próprias características, necessidades e tendências e é preciso tempo para encontrar o equilíbrio certo para todos os envolvidos.

Aqui estão algumas dicas sobre como ajustar e mediar o mundo para o seu bebé, levando em consideração as suas particularidades, tendências e necessidades:

Não espere um olhar longo e focado.

Você não pode forçar um bebé a fazer contato visual especialmente quando ele está com fome, cansado ou incomodado. Existem formas maravilhosas para encorajar gentilmente o olho no olho quando o bebé está contente e alerta.

Nos primeiros meses de vida, segurar o bebé cerca de 20-30 centímetros de distância da face do adulto facilita o olhar e o foco.

Quando o bebé estiver olhando diretamente para o pai, mãe ou cuidador, é uma oportunidade de interagir, sorrir, cantar, falar e gesticular no campo de visão da criança, mesmo que pareça estranho no início. Estas interações significativas são registradas na mente do bebé e afetam seu desenvolvimento.

Geralmente é melhor esperar até que o bebé olhe para o pai, mãe ou cuidador para, em seguida, estabelecer a comunicação. Quando ele olhar, não tente desviar o olhar antes que ele o faça.

A troca demorada de olhares é especialmente benéfica para estabelecer laços afetivos quando acompanhado de toque e / ou voz.

Quando o bebé olha para os pais ou para um objeto, apontando e nomeando, o desenvolvimento da linguagem flui com maior facilidade.

A face humana é um forte estímulo visual. Bebés, por vezes, precisam de uma pausa no fluxo do rico volume de informações que lhe são oferecidas. Quando o bebé vira a cabeça ou desvia o olhar, não é um sinal de desinteresse ou rejeição, mas sim a sua maneira de dizer “preciso de parar um bocadinho, eu necessito de algum tempo para processar tudo”.

É importante respeitar a capacidade sensorial do bebé. Alguns bebés são mais sensíveis à estimulação sensorial e podem evitar o contato visual com mais frequência. Outros bebés podem realmente precisar de estimulação intensa, a fim de se concentrarem e apreciarem gestos mais visíveis e caretas engraçadas.

E mais tarde? Como podemos ajudar a criança que parece não ouvir? Que corre, corre e nunca nos fixa nos olhos?

Utilizo habitualmente uma estratégia meio divertida com os miúdos mais velhos, fito-os nos olhos e digo “Look me in the eyes”, acompanhado do gesto de interacção entre os olhos e de um ar bem ameaçador. Ridículo? Talvez, mas resulta… É uma coisa meio de filme policial…

A versão para os mais pequenos passa pelo “Estou te a ver…”.

Estas estratégias que se associam a gestos e “dizeres meio descabidos” são ótimos para a criança reter na sua memória auditiva e visual e como qualquer criança tudo o que pareça “palhaçada” acaba por dar vontade de fazer.

Outra sugestão passa por, sempre que a criança solicita algo, aproveitarmos a oportunidade e aguardarmos que ela nos olhe nos olhos para acedermos ao seu pedido.

Reforçar positivamente sempre que a criança realiza uma troca de olhar.

Por vezes as situações não tão simples e será necessário consultar um especialista, mas habitualmente as situações de inatenção, irrequietude e “falta de ouvido” resolvem-se com um simples Olhar. Criança que não olha aprende com muito mais dificuldade.

Não esqueça o olhar é o primeiro marco de desenvolvimento e interação emocional do bebé, tratemos com cuidado com este momento especial.

Caso experimente estas estratégias ou tenha dúvidas relativamente a este assunto, não hesite e partilhe connosco!

Helena Gonçalves Rocha

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Birras

7 ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM AS BIRRAS DO FINAL DO DIA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

As crianças muitas vezes desfazem-se em birras ao final do dia quando vêm para casa. Aqui fica o porquê e como lidar.

Prepare-se!! O seu filho pode vir da escola ou do jardim de infância e assim que chega a casa desfaz-se em birra aos seus pés! Eu chamo-lhe o “Rebentar da Bolha”! E que explosão que é…

Na verdade, este fenómeno pode também ser observado no seu companheiro ou em si mesma. Durante o dia você dirige, orienta, produz, sorri, empatiza, pensa e retém alguns pensamentos no seu cérebro interior que adoraria dizer em alta voz, porém, assim que passa a porta de casa transforma-se numa pessoa impaciente, antipática e nada apetecível.

E qual a razão para que isto aconteça?

Mantermo-nos mentalmente motivadas, com contenção emocional e com controlo físico suficiente para nos apresentarmos no nosso melhor quer no nosso local de trabalho, quer seja no jardim de infância ou na escola, requer uma energia inigualável

Fazemos um esforço enorme para não perdermos o controlo, não discutirmos com o colega de trabalho ou com os clientes, com o risco de perdermos o nosso emprego. Os miúdos tentam “portar-se bem” de modo a não serem postos de castigo, perderem o tempo de recreio ou levarem falta disciplinar. Quantas vezes durante o dia você tem vontade de gentilmente enviar alguém para “aquela parte” ou fugir para a casa de banho a chorar? Mas não o fazemos – não o fazemos porque temos de continuar a ser boas pessoas e manter um ambiente pacífico.

Depois de um dia inteiro a controlar todos estes impulsos e emoções, chegamos a um ponto que a nossa “Bolha “ enche de tal forma que de alguma forma terá de rebentar.

A minha filha adorava a escola e tudo o que lá fazia, mas houve uma determinada altura em que raro era o dia em que não se desfazia em lágrimas assim que chegava ao carro. Ela não fazia ideia donde vinham as lágrimas e porque chorava, mas eu sabia…o esforço para fazer tudo bem, corresponder às expectativas era tanto, que assim que se apanhava comigo e se sentia segura e confortada, descomprimia e chorava e depois passava.

Existem algumas estratégias que podemos ensinar aos nossos filhos para que possam lentamente ir esvaziando a Bolha que habitualmente rebenta assim que chegam a casa. Poderá também experimentar estas 7 estratégias com o seu companheiro.

#1 Faça conexões positivas
Receba a sua criança com um sorriso e um abraço em vez de, “Tens trabalhos de casa?” ou “Já soube que hoje te meteste em sarilhos”. Tal como é escusado perguntar “ Como correu o teu dia?”. Ninguém, mas ninguém, quer responder a estas perguntas.

#2 Arranje espaço
Dê tempo ao seu filho para ouvir os seus próprios pensamentos logo após o momento em que o vai buscar. Se for a conduzir ligue o radio e permaneça em silêncio. Se for a caminhar fale pouco ou comente as pequenas coisas que vão observando “Olha, viste aquele passarinho amarelo tão pequenino?”. Esta não é a melhor altura para grandes conversas.

#3 Dê-lhe comida
Muitas crianças reagem melhor se não lhes perguntarmos “Tens fome?” Assuma que o depósito do seu filho está vazio quando chega a casa. Reabasteça o depósito disponibilizando-lhe a comida sem dizer nada. Alimentos do “bem”, fruta fresca, queijo ou uma mão cheia de frutos secos irão dar-lhe o impulso de energia que precisam.

#4 Reduza a desordem da casa e o barulho
As pessoas são habitualmente condicionadas pelo ambiente – umas mais do que outras. Eu sei que as manhãs com crianças são habitualmente caóticas, mas chegar a casa e encontrar uma casa que parece que foi “assaltada”, não ajuda a retornar à calma. Assim, desde há uns tempos para cá, decidi instalar novas rotinas, que me permitam organizar tudo à noite, pequenos almoços, roupas, ou então levantar-me mais cedo para que possa haver alguma ordem no período da manhã e no final do dia.   Há tempos dediquei um post a este tema,  “ O Inferno Matinal como transformá-lo em Paraíso” .

Isto porque ao chegar a casa vinda do trabalho ou da escola, aspirar a casa não me parece o melhor programa!

Birra

#5 Mantenha-se conectado durante o dia
Utilize uma estratégia adequada à personalidade e idade de cada um de modo a manter-se conectado com a sua criança. Podem ser post-its na lancheira, um SMS de boa sorte, enfim o que a sua criatividade mandar. (Esta estratégia também é bastante eficaz com o seu companheiro(a), EVITE mesmo, os questionários: Onde estás? O que estás a fazer? É só para lembrar que existem pontes entre nós! “Gostei muito da nossa conversa de ontem. Estou orgulhosa de Ti! “)

#6 Providencie Tempo De Descompressão
Dependendo da personalidade do seu filho, providencie uma forma de descomprimir ao fim do dia. Dê a oportunidade ao seu filho para que seja ele a iniciar a conversa quando estiver pronto para isso. Quando isso acontecer, poderá aí perguntar-lhe se houve algum momento mais intenso emocionalmente durante o dia.

Lembre-se também de usar a “terapia da brincadeira” com o seu filho, mesmo que já seja um adolescente! As pessoas descomprimem muito pela brincadeira, pois ajuda a processar todos os acontecimentos do dia. Providencie também tempo para que possam não fazer nada, descansar ou brincar lá fora. As crianças mais novas gostam muitas vezes de brincar às lutas, correr, ou fazer uma Guerra de cócegas. Já os mais velhos apreciam ir dar um passeio de bicicleta ou tocar um instrumento.

Cá para mim a melhor maneira de descomprimir com os miúdos sempre foi pôr a música aos berros e dançar como se ninguém nos tivesse a ver.

#7 Divirtam-Se
“O riso liberta a mesma tensão que as lágrimas”. Divertir-se é uma forma esplêndida para libertar a tensão.

E agora confesse lá, a sua criança também rebenta a bolha e se desfaz em birra quando chega a casa?
Que estratégias utiliza? Precisamos todos de novas ideias neste momento que por vezes é tão difícil.

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MAIS AUTONOMIA TORNA AS CRIANÇAS MAIS RESILIENTES. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não há volta a dar, iniciou-se um novo ano, tempo em que procuramos rever atitudes e fazer mudanças.

O meu grande objetivo continua a ser o desacelerar e o simplificar, para além da conjugação de um outro verbo: Respirar! Lembram-se no último post que vos falei da importância de respirar?  Em momentos de maior inquietude e aflição ajuda imenso. Huumm…Phhhhh…

Mas na verdade cada vez me inquieta mais a falta de autonomia que providenciamos às nossas crianças E nada melhor que aproveitar este momento do reinício escolar para traçarmos metas e nelas investir.

Que tal investir em estimular a capacidade de lidar melhor com as adversidades e superá-las, ou seja, estimular a nossa resiliência?

A promoção da autonomia é uma das formas privilegiadas de estimular a resiliência.

Falemos por exemplo das deslocações para a escola. Quantas crianças entre os 8 e os 13 anos se deslocam de forma autónoma para a sua escola?
Em 2013 , a Faculdade de Motricidade Humana realizou um estudo sobre a mobilidade independente em Portugal, questionando os pais sobre quais as razões que os levavam a transportar os seus filhos para a escola, a razão invocada com maior percentagem relacionava-se com o trânsito, logo seguida do medo dos adultos.

Recordo-me claramente do dia em que me foi dada permissão de ir a pé sozinha para a escola, teria uns 7 anos. Era supervisionada para atravessar a estrada e de seguida lá ia eu, orgulhosamente SOZINHA. (Anos mais tarde, o meu pai confessou que me acompanhava durante todo o trajecto bem de longe). Recordo-me também da sensação que estes pequenos passos me transmitiam, Sou Capaz, Sou Crescida, Sou de Confiança!

Pequenos passos com os quais podemos ajudar as nossas crianças a crescerem, ir fazer uma compra ao mini-mercado, pedir um gelado no café mais próximo, deixá-los fazer pequenos trajetos a pé.

Já dizia João dos Santos, o maior pedopsiquiatra e psicopedagogo português, educar é um vai e vem entre dar proximidade para dar segurança e dar distanciamento para dar autonomia. Quando precisam de segurança damos afectos, quando precisam de autonomia damos distância.

Acho mesmo vergonhosos que cada vez mais as crianças e adolescentes sejam deixados diretamente no portão. Assistimos atualmente a uma parada de automóveis às portas dos colégios e escolas secundárias nas horas de entradas e saídas que não permitem que os miúdos logo de manhã dêem mais de 50 passos. Para além das questões da autonomia, falamos também das questões da mobilidade, do sedentarismo que progressivamente se instala nas novas gerações.

Antes de iniciar o seu trabalho de atenção e foco do período escolar, a criança beneficia de realizar alguma atividade física, que pode bem ser uma caminhada, que lhe permita ativar o seu estado de alerta e facilite a manutenção da atenção no período de tempo que se segue.

Como tal, se aceita o desafio de estabelecer novas metas e contrariar as tendências, deixe o seu carro mais longe e faça uma caminhada matinal, se ele já tiver idade (10/12 anos) incentive-o a utilizar os transportes públicos, deixe-o fazer “coisas” sozinho. Tudo isto irá promover a sua Autonomia e aumentar a sua capacidade de resiliência, ou seja, a sua capacidade de resolução de problemas.

autonomia nas crianças

E afinal não é isso que todos desejamos para os nossos filhos? Que sejam autónomos, que consigam encontrar soluções para os seus problemas?

Se assim for, é altura de definir novas metas e fazer do seu filho uma criança mais autónoma. Acredite nele, ele é mesmo capaz!

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MIÚDOS SUJOS, SÃO MIÚDOS FELIZES! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Não vás para aí que ficas todo sujo! Sacode as calças, olha que porcaria!

A comer com as mãos, que horror…. Põe-lhe um babete e limpa-lhe as mãozinhas!

Já ouvimos estes comentários e outros do género inúmeras vezes, verdade?

Pois bem, parece que é mesmo preferível estar exposto aos micróbios, à terra e a outras porcarias do que desinfectar constantemente o mundo em que o bebé e a criança se movimentam. Porquê? Porque esta é uma forma de adquirir imunidade e prevenir as doenças, nomeadamente as de foro alérgico.

O que não se sabia até agora é que, além de fazer bem para a saúde do organismo, pode fazer bem também para a saúde da mente. Crescer num ambiente limpinho demais, sem contato algum com germes e micróbios (que evoluíram anos e mais com anos connosco)  deixa-nos mais propensos a ter doenças como alergias, problemas respiratórios e autoimunes -aliás, após o mundo ter ficado tão asséptico, essas doenças só aumentaram.
A novidade que os cientistas descobriram é que essa hipótese de excesso de limpeza explicaria também o aumento de certos problemas de saúde mental.  No estudo encontrado, o aumento das mesmas doenças foi também ligado à depressão e à ansiedade. E segundo a pesquisa, o aumento das doenças inflamatórias, como no intestino, aumentam também o risco de desenvolver depressão.

Perante isto parece que temos suficientes motivos para que aprecie as suas crianças a brincar na terra, numa boa lama, sem restrições…

Quando o seu filho chegar a casa todo sujo da escola ou de brincar com os amigos, lembre-se como vai ter saudades deste tempo, em que o único objetivo era brincar. Pegue no seu melhor detergente e atire a roupa para a máquina, sai tudo… Só não saem as boas recordações das brincadeiras!

Helena Gonçalves Rocha

Para além disso, nos primeiros anos de vida o bebé conhece o mundo através da sua cavidade oral (a boca, de forma mais simples), por isso passa a vida a pôr os objetos na boca, pois esta é uma das formas de os conhecer melhor ( a culpa não é só dos dentes) .

Na rotina da alimentação é essencial que deixemos as crianças experimentarem de forma autónoma os alimentos, que os explorem e por vezes que brinquem com eles. Mas que grande porcaria, dirão muitos de vocês. Cozinha suja, miúdo sujo, mas vejamos melhor…miúdo muito satisfeito.

E convenhamos, esta fase passa a correr, a cozinha limpa-se num instante e ganhamos um miúdo feliz e com um apetite e paladar apurado.

E perguntarão vocês, e a boa educação? O saber comportar-se à mesa da refeição?

Como em tudo, reina o bom senso e acreditem esta fase passa e eles aprendem na perfeição e tornam-se uns exímios apreciadores de comida.

Aproveite estas férias para os deixar fazerem todas estas experiências e por favor, brinquem muito e sujem-se muito também!

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PRÓXIMO ANO, AUMENTA O TEMPO DE RECREIO E DIMINUI O TEMPO EM SALA DE AULA. IUPI!!! Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Esta semana a grande novidade divulgada pelo Ministério de Educação é que, no próximo ano letivo, os alunos do 1º ciclo terão mais meia hora de intervalo diária, ou seja, menos duas horas e meia semanais em sala de aula.

Finalmente foi reconhecida a importância do Brincar no desenvolvimento da Criança e na sua capacidade de aprender. Todos sabemos que o tempo de atenção de uma criança é reduzido e que a diversidade e variabilidade de contextos e conteúdos são promotores de uma melhor capacidade de aprender.

Aliás não há muito tempo, escrevia sobre a importância dos intervalos, quer para o desenvolvimento psicomotor, quer como promotor de desenvolvimento de competências sociais, que tantas vezes ficam esquecidas no processo de formação pessoal do “Aluno”.

Fui a primeira a ficar exultante com esta notícia, finalmente as crianças podem brincar e pôr em prática tudo aquilo que vão aprendendo. Definitivamente o tempo de recreio é um tempo de excelência para que o próprio professor observe e interaja com os seus alunos e retire informação pertinente sobre as dinâmicas entre os pares, capacidade de resolução de problemas e possa também ter oportunidade de pôr em prática os conteúdos aprendidos em sala de aula.

É tão importante que as crianças nesta etapa de desenvolvimento tenham oportunidades de brincar num espaço desafiante, não é só importante “correr para libertar energias”, é importante brincar ao faz de conta, é importante testar novas competências motoras: saltar, trepar, balancear, equilibrar-se, ter oportunidade de correr alguns riscos controlados. Para tal é urgente que se repensem os espaços de recreio, dotá-los de materiais móveis que permitam a construção e criatividade ( tipo arcos, bolas, blocos de construção, material simbólico), de equipamentos de desafio motor ( traves de equilíbrio, barras para se pendurarem ). A verdade é que quando olhamos para a grande maioria dos recreios escolares vemo-los desprovidos de materiais e completamente “almofadados”, retirando toda a oportunidade de risco e desafio, componentes essenciais para o desenvolvimento da auto-estima das crianças.

brincar

Segundo o Professor Carlos Neto, afirmava ainda esta semana sobre esta temática:

“As crianças que mais brincam no recreio e que mais socialização fazem, também aprendem mais na sala de aula. Ou seja, este tempo maior no recreio pode ter uma contribuição fundamental nas aprendizagens escolares.”

 E segundo os nossos parceiros do Norte da Europa, dos quais já muito se falou sobre o êxito do seu modelo educativo, são os primeiros a prolongar, privilegiar e valorizar os tempos de recreio e brincadeira. Não tenhamos receio de seguir os bons exemplos ao mesmo tempo que combatemos um dos maiores flagelos atuais, o sedentarismo infantil.

Os pais têm de ser exigentes na promoção da qualidade dos espaços exteriores das escolas dos vossos filhos, acreditem que aí se aprende melhor. No entanto, ainda há muito por fazer e podem ser os pais os primeiros a solicitar essa priorização e a envolverem-se em projetos conjuntos com a comunidade educativa de forma a melhorar a qualidade dos recreios escolares.

Uma criança que Brinca, que gasta as suas energias, que improvisa com os seus pares, que socializa, será, sem dúvida alguma, uma Criança mais disponível para aprender!

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BURNOUT PARENTAL

BURNOUT PARENTAL. Por Helena Gonçalves Rocha

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Nesta altura do ano tudo nos parece Demais… Demasiado barulho, Demasiado movimento, Demasiado calor, Demasiado trabalho e as férias começam a surgir como uma ténue luzinha bem longe, lá longe ao fundo do túnel…

Quem tem filhos pequenos sabe que esta sensação de que tudo é demasiado, não surge unicamente nesta altura do ano.

O síndrome de Burnout  Parental  não está relacionado com a interação dos pais com os filhos, mas sim com tudo aquilo que se traduz com o trabalho em educá-los, mantê-los nos seus horários, transportá-los  para as suas atividades, supervisionar os trabalhos de casa, garantir que têm uma boa alimentação. A síndrome de burnout parental surge muitas vezes nos primeiros anos de vida da criança por toda a exigência física e social e mais tarde na transição para a adolescência em que as exigências parentais mudam radicalmente quase de minuto a minuto.

Na sociedade atual a exigência é extrema, terás de ser uma Mãe exemplar, uma profissional de sucesso, uma dona de casa exímia e uma esposa dedicada e disponível, será que alguém aguenta?

A verdade é que na maioria das vezes acreditamos que sim e dedicamo-nos a cada uma destas áreas com o mesmo empenho e dedicação e…estranho, muito estranho mesmo, como há poucas Super Mulheres, começamos a acusar sinais de extremo cansaço, falta de paciência e acima de tudo uma sensação de frustração porque parece que seria expectável que fizéssemos tudo de forma exemplar.

Os pais sentem que não cumprem os seus objetivos, não estão a fazer o que é suposto, as exigências profissionais não se compadecem da exaustão física e emocional sentidas, a casa deixa de estar arrumada na perfeição e a paciência de repente desaparece…

A verdade é que a pressão social é muita para que Eduquemos na perfeição e quando começamos a acusar este cansaço, a frustração aumenta e o Burnout Parental instala-se.

BURNOUT PARENTAL

Existem no entanto algumas estratégias que podem prevenir este Burnout Parental.
Quando se tem filhos o perfeccionismo tem que ser banido das nossas vidas, “feito é bem melhor do que perfeito”.

Peça ajuda
Delegue tarefas no pai, no avós, nos tios. ( sim , não fica tão bem feito como se você fizesse, mas fica feito). Podem ser tarefas domésticas ou mesmo o baby sitting.

Pense em si
Planeie uma atividade semanal para fazer o que mais gosta, cuide de si, só assim estará apta a cuidar dos seus filhos.

Simplifique e priorize
O que será mais importante, a cozinha a brilhar ou uns momentos de verdadeiro riso e brincadeira com o seu filho?
Não complique, reconheça os seus limites, não consegue mesmo chegar a tudo aquilo que idealizou.

Estabeleça uma rotina
Com filhos pequenos  as rotinas são algo que trazem muita segurança e simplificação do dia a dia.

Priorize o tempo de casal
Quando os miúdos estiverem na cama, aproveite para conversar e namorar. Restabeleça a intimidade. Faça planos em conjunto, planos a dois, organizem um programa semanal a dois (mesmo que seja em casa, uma massagem conjunta, um jantar à luz das velas)

Divirta-se em família
Aproveite os pequenos momentos e solte umas gargalhadas, afinal não tarda nada e eles já cresceram. E isto é tão verdade..aproveite o momento, concentre-se na relação com os seus filhos e não no “embrulho”. Estão sujos? Mas estiveram todos a rir e rebolar na relva? Viva a sujidade e os momentos bons!

Helena Gonçalves Rocha

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Fotografias: D.R.

Helena Gonçalves Rocha

EU E AS CRIANÇAS. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

 

Ontem celebrou-se mais um Dia da Criança e era ver as redes sociais cheias de crianças, as nossas, as dos outros, crianças a brincar, notícias sobre a importância do Brincar. E levada por esta imensa onda eu própria pus-me a pensar sobre a importância das crianças na minha vida.

Pois é, tenho a imensa sorte de trabalhar naquilo que adoro, o que facilita muito quando temos de enfrentar aqueles dias que daríamos tudo para não ter de sair de casa. Pois é nesses dias, em que me arrasto até ao meu local de trabalho e tomo o meu frasco de vitaminas e rapidamente me transformo novamente em alguém animada e bem disposta.

As minhas vitaminas mágicas são as crianças que habitam o meu dia. Tenho a imensa sorte de conviver com uma grande diversidade de crianças, desde os meses de idade até aos 12 anos. Cada idade tem a sua magia, cada etapa de desenvolvimento traz novas pérolas para serem exploradas e não há dia nenhum que eu não me espante com os seus feitos.

Os miúdos têm algo muito especial, são genuínos e espontâneos como só eles sabem ser. Nos primeiros anos de vida estão em permanente descoberta, primeiro enamorados pela mãe e pelo pai, depois descobrem as maravilhas do seu próprio corpo. Umas mãos para brincar, uns pés que conseguem chegar à boca, depois vão descobrindo as potencialidades do movimento  e da relação. Olha, acham graça ao que eu faço, vou fazer outra vez! A repetição é algo tão securizante, mas que é tão difícil de tolerar pelos adultos, os miúdos precisam de fazer o mesmo vezes sem conta, por vezes o adulto não consegue aguentar e muda-lhes a atividade, mas acreditem, a repetição securiza e favorece a aprendizagem nos primeiros anos de vida. Quando estou com eles volto a ser criança, e embora não perca os meus objetivos terapêuticos, divirto-me imenso a brincar com eles. Mesmo quando ouço da boca de um amigo de 6 anos “ Afinal que idade é que tu tens?”.

Helena Gonçalves Rocha

Sinto cada vez mais que os miúdos procuram muito a disponibilidade do adulto para brincar, para descer ao seu nível, para aceitarem ver o mundo pelos seus olhos, para aprenderem o que eles têm para ensinar. Por vezes coisas tão simples e que facilitam tanto a relação, como baixarmo-nos ao seu nível, indagarmos com genuinidade pelos seus interesses. Temos tanto a aprender com eles…

Sei que todos os dias aprendo, todos os dias me ensinam novas coisas. Mesmo quando eu os levo ao limite para depois fazer com eles a viagem da auto-regulação, orientando-os na forma como lidam com as suas emoções e os seus impulsos.

Já alguns anos quando visitava um jardim de infância um menino me perguntava: “A tua profissão é brincadora não é?”. Gosto de pensar que sim, que ensinar a brincar é sem dúvida uma grande sorte.

crianças

Gosto mesmo de explorar o mundo através dos seus olhos, descobrir outra vez, rir até não mais poder.

As minhas crianças lá de casa, que assustadoramente estão a deixar de ser crianças, por vezes chamam-me a atenção “Ó mãe, que disparate, comporta-te!…” Só me inibo, porque sei que estão naquela idade em que ficam muito embaraçados com tudo o que possa ser um pouco diferente, mas ao mesmo tempo sei que tenho de continuar a chamar a criança que ainda habita lá dentro, para que nunca se esqueçam como é bom Brincar!

Brincar é coisa de criança, mas também deveria ser coisa de Adulto! Um adulto que brinca é alguém que não esqueceu a genuinidade da infância, alguém que acredita que há sempre algo novo para descobrir!

Eu Brinco e vou continuar a Brincar, e você já brincou hoje?

Helena Gonçalves Rocha

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descansar em familia

FIM DE SEMANA OUTRA VEZ… DESACELERAR POR FAVOR. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Fim de semana outra vez… desacelerar por favor. Dicas para conseguir descansar!

A maioria de nós associa o fim de semana a dois dias de descanso, alegria, euforia e divertimento. Muitos de nós não têm filhos… deitam-se tarde depois de uma jantarada com os amigos, no dia seguinte aproveitam para dormir até mais tarde e “preguiçar” durante todo o domingo.

Muitos de nós têm este cenário como uma memória longíqua, longe, longe, quando ainda não existiam crianças, nem festas de aniversários nem idas à natação e ao ballet.

Pois é, admitam lá, por vezes a aproximação do fim de semana significa uma grande canseira. Por vezes até vos passa pela cabeça que mais valia estar a trabalhar…

E isto porquê? Porque muitas das vezes não sabemos gerir as nossas prioridades e colocamos a vida social dos nossos filhos muito à frente das nossas.

Senão vejamos, sábado de manhã natação, mãe na bancada a registar todos os momentos enquanto elabora lista de supermercado. Almoço tardio, entre deitar uma a duas máquinas de roupa a secar, festa do Luisinho, antes disso passar no centro comercial para comprar o presente desejado, deixar a Maria na festa e ir num instante fazer as compras da semana. Banhos, jantar e estudar? Adormecer no sofá?

Domingo quase tudo se repete, nova festa, T.P.C., arrumar a casa,  almoço de família, arrumar a casa, preparar a semana, mochilas, lanches e almoços.

OHH! STOP!

É urgente desacelerar, é verdade que não somos super-heróis e que necessitamos de tempo de descanso e lazer. É verdade que, mais do que cumprir tarefas, temos de ter tempo para usufruir das relações com os nossos filhos e construir memórias conjuntas.

E depois de alguma análise do que nos rodeia, depois de algumas tentativas e erro, chegámos a algumas sugestões /desafios que nos permitirão abrandar um pouco o ritmo alucinante do fim de semana.

descansar em familia

As casas perfeitas existem nos catálogos de decoração

Viver numa casa perfeita, sempre limpa e arrumada é coisa de IKEA. Passar os sábados de manhã de aspirador numa mão e pano de pó na outra é o suficiente para estragar o nosso humor durante o resto do dia. Sugestão: dividir as tarefas domésticas pelos diferentes elementos da família e pelos diversos dias da semana. Um dia para lavar casas de banho, outro para aspirar a sala, outro para mudar lençóis. Devidamente distribuídas as tarefas por todos os elementos e dias da semana vai ver como ao fim de semana tudo parecerá mais fácil.

Compras de supermercado e passeios pelo shopping ao fim de semana, nem pensar!

Mais vale sacrificar a hora de almoço durante a semana, ou levar as compras ao final do dia quando regressa do trabalho, do que ir em excursão para um supermercado cheio de gente com miúdos que habitualmente se portam mal, fugindo ou pedindo tudo aquilo que vêem. As compras ao fim de semana, domingos, noites ou feriados, é uma moda relativamente recente, moda esta que me faz questionar a qualidade de vida das famílias dos funcionários destes mesmos supermercados. Crianças que não estão com os pais aos fins de semana para que nós comodamente possamos fazer as compras dos guardanapos e detergentes às oito da noite de um sábado.

Sugiro que apreciem e promovam o comércio local, visitem as feiras e mercados com os vossos filhos, para que compreendam que existe a relação direta entre o produtor e o consumidor.

Não precisamos de aceitar todos os convites

É verdade, muitas vezes o fim de semana é distribuído entre 3 e 4 festas de aniversário, muitas vezes distantes umas das outras, uma num sítio mais espetacular do que o outro. Mas será que esta azáfama compensa? Será que não devemos ajudar os nossos filhos a priorizarem, a que festa devemos ir? Qual o amigo que faz mais questão e com o qual nos identificamos mais?

Afinal conseguimos passar um fim de semana inteiro a fazer de UBERpapá, distribuindo-os de festa em festa e sem ter oportunidade de conviver com os nossos próprios filhos.  Onde está o tempo para estarmos uns com os outros, ouvirmo-nos sem ter a pressão do horário semanal?

Um dia sem T’s

Aqui está um desafio bem difícil, mas possível. Um dia inteiro sem telemóvel, sem televisão, sem tablets, um dia sem T’s.

Sem partilhar fotografias, sem saber onde anda toda a gente, sem tirar fotos para postar, apenas a viver cada momento com todos os nossos sentidos presentes.

Hoje em dia este é um real desafio, mas cada vez mais necessário, experimente esta sensação de liberdade e depois conte-nos com foi.

Passear sem rumo pelo mundo

Sair de casa e observar o que nos rodeia, sem pressa, tudo o que a natureza nos proporciona, tão incrível que todos os dias são diferentes, a flor que nasceu, o novo cantar de pássaro, as nuvens no céu que mudam a cada instante.

Estar sem pressa nem horário para nada, para mesmo nada. Apenas aproveitar a companhia e o contacto uns com os outros.

Construir a nossa identidade enquanto família, os nossos momentos, aqueles momentos que a família do lado não faz nem ideia. Tudo o que nos torna diferente dos outros. E para isso é preciso tempo, e para isso é preciso oportunidade de estarmos uns com os outros.

Tentem aproveitar estes dois maravilhosos dias a fazerem coisas que vos dê prazer e a estar com quem mais gostam.

Se tiverem mais dicas para partilhar, façam-no por favor! Esta mãe exausta e à beira de um ataque de nervos agradeceria eternamente!

Helena Gonçalves Rocha

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