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Castanha

FEBRE DA CASTANHA. CORROIOS, AMORA E FEIJÓ. 9 a 11 novembro

degustamos

A Aida ouviu as minhas preces e partilhou mais sítios na margem sul onde podemos dar ao dente a trincar castanhas, pois como confidenciou também sofre de uma perturbadora obsessão por castanhas. Só espero que não te causem o mal-estar que por vezes me atinge com o descontrolo que tenho na sua ingestão. Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe! Há prioridades, e por vezes a gula toma a dianteira e ai de quem se atravesse no seu caminho. Guilty free.

Isto tudo para dizer que não é só o Seixal que tem castanhas p’rá gente. Gente como nós Aida, com um ligeiro distúrbio alimentar face a esta iguaria, mas nós aqui, temos d’isto. Valha-nos a nossa senhora das castanhas que só trabalha uns meses por ano, senão o verão seria mais duro. Adiante e vamos ao que interessa, que eu facilmente perco o tino quando penso neste tema. Perco de um lado e ganho do outro, porque se há coisa que a castanha não poupa é no peso.

Prossigamos. Temos o já anunciado magusto do Seixal, mas também temos:

Open Day de São Martinho no Fanqueiro (este só pelo nome merece uma visita. “Open Day da castanha” é uma cena altamente potente). Rendo-me a isso. Eu também sou uma fácil. (Nesta matéria, tá? Há outras que dou muito mais luta. Ou então não. Cruzes, credo!).

Como o próprio nome indica é no Fanqueiro, mais propriamente CDR Águas Unidas (outra coisa para me levarem sem pestanejar “Águias Unidas” é de valor. O “Day” é “Open”, mas não é tudo à vara larga – começa às 10h e dura até às 18h – o que já dá para fazer uns estragozinhos.

Continuemos. E a próxima localizada para a degustação é… (tan, tan, tan tan…) Corroios na Quinta da Lágrima. Uma salva de palmas, porque aqui não se brinca em serviço. Qual dia, qual carapuça, venham daí quatro dias que juntamos à castanha o fumeiro, que nós aqui não fazemos a coisa por menos. Pow. Quem pode, pode. E Corroios é que pode. Open Day é para meninos (sem ofensa, malta da Amora), mas Corroios está a dar tudo – pimba Feira do Fumeiro e da Castanha. E se já vai na 4ª edição é porque a coisa promete. Ie, ie, ei Corroios é que é. Ora anotem:

09 de novembro (5ª feira)
18h00 | Abertura da Feira
20h30 | Baile com Ricardo Silva
23h00 | Encerramento do recinto10 de novembro (6ª feira) 
12h00 | Abertura da Feira
21h30 | Baile com Vitor Ginja
24h00 | Encerramento do recinto11 de novembro (sábado) 
12h00 | Abertura da Feira
21h30 | Espetáculo com Toy Cascão
24h00 | Encerramento do recinto12 novembro (domingo)
12h00 | Abertura da Feira
16h00 | Matiné com Arménio Rodrigues
20h00 | Encerramento do recinto

feirafumeiro

The last, but not the least (até porque tenho pr’a mim que ainda vou saber de mais algum), temos a Festa da Castanha no Feijó.Pum, pum, pum! O Feijó não é totó. Pr’a já a entrada é livre, porque para prisão, já basta algum incómodo que a castanha possa causar! E depois deixa a animação da festa com as Águias Vermelhas (lá está, mais uma cena de valor a tocar-me ao coração, vocês querem dar cabo de mim e eu deixo) e com um grupo de concertinas. A festa começa às 15:30h no Clube Recreativo do Feijó.

festacastanha

E por enquanto é tudo. Tenho mais uma vez que agradecer à Aida por alegrar o meu dia e lamentar também sofrer desta “febre”. Olha, que as castanhas estejam connosco!

Nós aqui, temos castanhas.
Nós aqui, temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

castanhas

OFERTA DE CASTANHAS E ÁGUA-PÉ NO SEIXAL. 11 novembro #seixalando7

degustamos

Não é segredo para ninguém, mas eu digo-vos ao ouvido, eu A-DO-RO castanhas. A-DO-RO! Cruas, cozidas, assadas e grelhadas. “Quem quer quentes e boas, quentinhas?” é para mim uma pergunta de retórica! Eu quero, quero muito, quero sempre.

Tenho uma relação obsessiva-compulsiva com castanhas. Já estou a salivar só de pensar! Não posso ver assadores de castanhas sem parar para degustar, apetece-me muitas vezes e fico extremamente compensada quando lhes dou uma trinca, quase um efeito terapêutico, como o do chocolate. Esta tara e mania que tenho por castanhas, não me faz particularmente, bem. Mas vou deixar este efeito secundário só para mim, que eu é que sofro com isso, e não tenho que vir para aqui maçar-vos com esses detalhes. Sim, porque nem esses incómodos me tiram a satisfação de saborear uma bela castanha. Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe!

Então agora que já perceberam que têm uma fanática de castanhas a falar convosco, vamos lá ao que interessa que é saber quando e onde é que temos uma castanha para morder? Ora o  Dia de S. Martinho está a chegar e nada como ter um magusto a preceito ao virar da esquina. Nós aqui temos no Seixal e em Amora oferta de castanhas assadas e água-pé. Ouviram bem. O-FER-TA de castanhas e água-pé! Agora sim, já acham que valeu a pena a estucha do meu desabafo sobre a minha panca com as castanhas, não é?

Então pronto, só por me “ouvirem” ainda temos mais boas notícias e O-FER-TAS. Haverá uma zona de estadia e ainda animação musical com o Grupo Coral da Associação dos Serviços Sociais dos Trabalhadores das Autarquias do Seixal e o Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo de Corroios. E esta, hein?

Onde e quando?

Sábado, dia 11/11 das 15 às 18 horas.

Zona ribeirinha de Amora, junto ao coreto, e no núcleo urbano antigo do Seixal, na área exterior envolvente ao Posto Municipal de Turismo

Bom e não se acanhem. Se houver mais “magustos” por esta banda, contem-me tudo e não me escondam nada que esta alminha ficar-vos-á grata para todo sempre. E, pode até partilhar uma castanhinha, vá. Uma. Não se estiquem.

magustoAlmadaForum

Nós aqui temos S.Martinho no Seixal.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Saomartinho

QUENTES E BOAS NA MARGEM SUL.

METEMO-NOS

Já sei que quando se fala em “quentes e boas na margem sul” pensa-se logo no “mulherio” e estou à vontade para dizer isso porque como não sou nascida e criada aqui, não fica a parecer que estou a “enfiar a carapuça” (embora não me importasse, pudesse eu reunir tais atributos!). Mas não estamos a falar das “babes”. Estamos a falar da “rainha do outono” – a castanha!

Fala aqui uma grande fã deste fruto, seco e saboroso. Gosto da castanha de toda a maneira e feitio, assada, cozida, grelhada e até crua, mas não há nada que bata uma castanha assada na brasa. Sou daquelas que não consegue resistir aos carrinhos de venda de castanhas assadas! Essas sim, essas são boas, mesmo boas. O som de descascar a castanha, o friozinho que se sente na rua, o cheiro e até as mãos ficarem negras são um verdadeiro momento de prazer. Like, like, like.

Eu já abri oficialmente a época da castanha e admito que tenho-lhe dado bem,  mas no dia de S. Martinho (11 de novembro para os mais distraídos) vou atacar sem dó nem piedade. E onde é que me tenho satisfeito com tamanha iguaria? Aqui, na margem sul. O senhor Rogério e o seu carrinho com o assador de castanhas está todos os dias na entrada exterior do Almada Forum, junto à paragem de autocarros. Aqui a castanha é à confiança. Ele não quer entrar na foto, mas está ali das 13h às 20h e no magusto fica mais um bocadinho.

castanhasalmadaforum

O carrinho das castanhas do Sr. Rogério no Almada Forum

E se estes argumentos não forem suficientes damos mais 7:

1# combate o stress – a vitamina B e fósforo ajuda a manter saudável o sistema nervoso.
2# hipertensão – recomendada a pessoas com hipertensão ou problemas cardíacos pela riqueza em potássio e pobreza em sódio.
3# sono – o aminoácido triptofano ajuda a relaxar e a conciliar o sono.
4# purificação – neutralizam o excesso de ácidos no sangue, facilitando a sua eliminação.
5# desenvolvimento – contém fósforo que desempenha um papel importante no desenvolvimento de ossos e dentes.
6# depressão – fortalece o cérebro e melhora todas as funções intelectuais do ser humano reduzindo o risco de depressão.
7# digestão fácil – fonte de fibra que permite a redução dos níveis de colesterol no sangue, bem como de ácidos gordos monoinsaturados que reduzem o mau colesterol (LDL) e aumentam os níveis do bom colesterol (HDL).

Com isto tudo tenho para mim, que se faz bem à saúde, vamos a elas sem medos. Se bem que, diz-se também que o seu consumo excessivo torna-as indigestas, pelo que se recomenda não comer mais de quinze castanhas por dia, mas who’s counting?!

Feliz dia de S. Martinho.

Nós aqui temos castanha assada.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

castanhas

NÓS AQUI, TEMOS MAGUSTOS.

#NOSAQUI 5

Se o Natal é quando um Homem quiser o magusto também. Neste último caso, enquanto for época de castanhas. Eu adoro castanhas. Se há coisa que aprecio no tempo mais frio é comer castanhas, sejam elas assadas, cozidas, cruas ou “disfarçadas”, como por exemplo, em puré de castanha.

Por isso, o Lisbon South Bay blog marcou presença na festa do magusto no Parque Desportivo da Verdizela organizada pela Associação de Moradores da localidade. E ainda bem. Foi uma tarde muito bem passada ao ar livre, mas como se estivéssemos em casa. Fui com a Victória de bicicleta e parecia um encontro de pais e mães da escola. Como diz a Catarina nós aqui temos a sorte de ver a segunda geração, os nossos filhos, andarem todos juntos na escola e por isso acaba por ser um ambiente familiar, onde toda a gente se conhece.

castanhas1

A Associação de Moradores tinha tudo muito bem organizado e os “comes e bebes” estavam uma delícia com um serviço de primeira. Provavelmente só aqui é que uma dúzia é igual a 16, mas nós aqui gostamos da exceção que confirma a regra. Sim, porque as castanhas “eram boas, mas boas” e fizeram o meu estômago bater palmas de contente. Para não correr o risco de se apanhar alguma podre e, vá mais uma ou duas para a menina, serviram “a dúzia” com 16 castanhas.

O parque está muito bem cuidado e com diversas atrações: escorregas, baloiços, parque de merendas, campos de ténis, padel, futebol, ping pong, basket e casas de banhos asseadas para pequenos e graúdos.

Captura de ecrã 2015-11-23, às 11.04.51

Mas, nós aqui temos mais S. Martinho por isso aproveitem num magusto perto de si.

Nós aqui temos magusto.
Nós aqui temos isto.