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Seixal

SEIXALANDO. #1 – Hoje escolhemos os Flamingos

Vamos a isto

Já sabemos que a Baía do Seixal é linda, mas ela está a ficar como o vinho. Cada vez melhor. São vários os pontos de atração e que alguns já falámos aqui como o primeiro Parque Aquático Sazonal em Portugal, a Mundet renovada, a nova ponte pedonal, etc, etc. Os argumentos são muitos e vamos dar-lhes espaço e voz para ir conhecendo um novo Seixal, pois não é à toa que as grandes estrelas do futebol e do mundo artístico (diz-se que a Madonna também cá esteve) andam por aqui.

BaiaSeixalLSBb

Hoje falamos de algo que está muito na moda – os flamingos. Se gostas deles em formato bóia, como padrão do fato de banho, ou na camisa de moda, o que me dizes de vê-los ao vivo e a cores na Baía do Seixal?

A Baía do Seixal está inserida no estuário do rio Tejo e está classificada como Reserva Ecológica Nacional, a Baía e respetivas frentes ribeirinhas integram uma área húmida da maior importância a nível nacional e europeu, pela sua elevada biodiversidade e excecional qualidade paisagística.

FlamingosBaiaSeixal

Flamingos “ao vivo e a cores”

A Baía do Seixal apresenta um património biológico importante, nomeadamente no que diz respeito ao ecossistema aquático e às suas margens. A melhoria ambiental que se tem verificado nos últimos anos, permite antever um elevado potencial do local para albergar comunidades biológicas ainda mais enriquecidas.

E por isso no sapal de Corroios temos uma enorme riqueza ornitológica e fauna aquática. Este local serve de pouso temporário para muitas aves migratórias, como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. O Sapal de Corroios funciona também como viveiro natural para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes.

Então que tal ires “Seixalando” por aqui, para começar?

Nós aqui temos uma Reserva Ecológica Nacional.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotos: CM Seixal e Lisbon South Bay blog

SeixalNightRun

SEIXAL NIGHT RUN. 8 julho

corremos

aqui manifestei a minha paixão pelas corridas e elas ainda sabem melhor quando são aqui, na margem sul.

Correr na CostadaCaparica1

Por isso nada como anunciar que no próximo sábado, dia 8 de julho, realiza-se mais uma edição da Seixal Night Run, uma prova noturna de atletismo que inclui também uma caminhada aberta a todas as idades. A prova é organizada pela Academia de Atletismo do Seixal e inclui a vertente de corrida (para atletas nascidos até 1999 – ufa posso participar!) e uma caminhada (aberta a todas as idades ah, bom. Aqui não há discriminação!).

Às 21 .30 horas, começa a caminhada de 6 quilómetros, com partida e chegada no Largo 1.º de Maio, no Seixal. A corrida, de 10 quilómetros, tem início às 22.30 horas, no mesmo local. O ano passado participaram 2500 atletas e vamos lá superar este número.

As inscrições prévias já terminaram, mas não se assustem. Ainda é possível participar mediante o pagamento de 10 euros no local de entrega de dorsais (sexta-feira, dia 7, entre as 17 e as 21 horas, na Quinta da Fidalga; sábado, dia 8, das 15 às 19 horas, no Largo 1.º de Maio).

Programa e regulamento disponíveis em http://www.seixalnightrun.pt/.

Nós aqui temos corridas noturnas.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Foto: Zito Colaço

Festival Nautico

1º FESTIVAL NÁUTICO NO SEIXAL. 23 junho a 2 julho.

navegamos 1

O primeiro Festival Náutico do Seixal começa já amanhã. E não há nada como experimentar coisas pela primeira vez. Tem o encanto de não saber ao que se vai, pelo menos, de já lá se ter ido, porque nós aqui, contamos o que está previsto acontecer. O resto é contigo e com os demais que lá estarão. Vão haver caravelas, feira de artesanato, gastronomia e fumeiro, workshops, embarcações e muita animação, ora vê:

Programa
23 de junho, sexta-feira

16.30 horas (*)
Chegada da caravela Vera Cruz com grupo de jovens do município (treino de mar)
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

24 de junho, sábado

Das 10 às 22 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 11 às 13 horas
Rota do Bacalhau, a bordo da embarcação tradicional varino Amoroso
Partida do Terreiro do Paço, Lisboa

Das 18 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

25 de junho, domingo

Das 9.30 às 12.30 horas
Circuito Património do Seixal
Ponto de encontro: Posto Municipal de Turismo do Seixal

Das 10 às 20 horas
Workshops de pintura e construção de miniaturas de embarcações tradicionais
Junto à sede da Associação Náutica do Seixal

Das 10 às 22 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

16 horas
Desfile de embarcações tradicionais e de recreio
Baía do Seixal

Das 18 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

26 e 27 de junho, segunda e terça-feira

Das 10 às 19 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

28 de junho, quarta-feira

Das 10 às 22 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

29 de junho, quinta-feira

Das 10 às 19 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 18 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

30 de junho, sexta-feira

Das 10 às 19 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

1 de julho, sábado

Das 10 às 22 horas
Visitas públicas e gratuitas à caravela Vera Cruz
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 14 às 17.30 horas
Circuito Património do Seixal
Ponto de encontro: Posto Municipal de Turismo do Seixal

Das 18 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

2 de julho, domingo

Das 10 às 20 horas
Workshops de pintura e construção de miniaturas de embarcações tradicionais
Junto à sede da Associação Náutica do Seixal

16 horas
Saída da caravela Vera Cruz com grupo de jovens do município (treino de mar)
Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 18 às 24 horas
Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro
Jardim do Seixal

(*) Previsão, dependente das condições de navegação no Estuário do Tejo.

Fonte e foto: CM Seixal
Texto: Marlene Gaspar

ArraialSeixal

AS FESTAS POPULARES DO SEIXAL SÃO LINDAS. 23 de junho a 2 de julho

gostamos

Ninguém para os arraiais da margem sul, olé, oh. Ele é o de Almada, o da Verdizela e agora temos as Festas Populares do Seixal que começam este sábado e vão até ao próximo mês, mais propriamente até 2 de julho.

O Programa das Festas é variado. Ele é música em dois palcos, ele é desfile de marchas populares (o Seixal é que é), ele é animação de rua, ele é Feira do Artesanato, Gastronomia e Fumeiro, ele é atuação de ranchos folclóricos do concelho. Se não gostaram de festarola, não vão fujam destas bandas, porque tédio não vai acontecer.

Dia 23 de junho, sexta-feira

21.30 horas
Marchas Populares das escolas do 1.º ciclo do ensino básico
Rua Paiva Coelho e Palco 1

De 23 de junho a 2 de julho

I Festival Náutico Baía do Seixal
Visitas gratuitas à caravela Vera Cruz, workshops, circuitos, passeios e desfile de embarcações tradicionais
Ver programa específico.

Dia 24 de junho, sábado

15 horas
Transmissão do jogo Portugal-Nova Zelândia
Palco 1

18.30 horas
Seixal Smart Cities
Stande institucional da Câmara Municipal do Seixal

19 horas
Noite da Sardinha Assada
Em todo o espaço das festas, oferta de sardinhas

22 horas
Anjos
Palco 1

Nelson e Sérgio Rosado

Anjos | Nelson e Sérgio Rosado

Sarau Dança do Clube Campismo Luz e Vida
Palco 2

Grupo de Folclore Estrelinhas do Sul
Palco 3

Dia 25 de junho, domingo

16 horas
Desfile Náutico de Embarcações Tradicionais e de Recreio
Baía do Seixal

22 horas
Alcoolémia
Palco 1

Grupo Coral e Instrumental Os Flamingos
Palco 2

Rancho Folclórico Andorinhas do Pinhal (a confirmar)
Palco 3

Dia 26 de junho, segunda-feira

Escola de Rock do Seixal, apresenta Rock Rendez-Vous
Palco 2

Dia 27 de junho,  terça-feira

22 horas
Noite Hip Hop Com Malabá
Palco 1

Espetáculo com Mário Barradas e Amigos
Palco 2

Dia 28 de junho, quarta-feira

22 horas
Dengaz
Palco 1

Marcha populares das coletividades e baile popular de S. Pedro
Palco 2

Dia 29 de junho, quinta-feira

8 horas
Marcha das Canas 

18 horas
Procissão Solene em Honra de São Pedro

FestasSeixal

22 horas
I’m a Rock Star
Palco 1

Banda Filarmónica da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense
Palco 2

Dia 30 de junho, sexta-feira

22 horas
Banza
Palco 1

Espetáculo com Jean Cremona
Palco 2

Rancho de Danças e Cantares de Vale de Milhaços
Palco 3

Dia 1 julho, sábado

22 horas
Herman José
Palco 1

ncontro de Ranchos Folclóricos 
Palco 2

Dia 2 julho, domingo

22 horas
António Zambujo
Palco 1

Banda Filarmónica da Sociedade Filarmónica União Seixalense
Palco 2

Palco 1 – Parque da Quinta dos Franceses
Palco 2 – Largo da Igreja
Palco 3 – Jardim do Seixal

Nós aqui temos Festas Populares do Seixal.

Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia Anjos: Joel Reis

Espaço Agrícola do Soutelo

ESPAÇO AGRÍCOLA DO SOUTELO

cuidamos

No mês passado já falámos das novas hortas Sociais do Seixal e na inauguração do Espaço Agrícola do Soutelo (reveja aqui o artigo) mas ontem, e depois de tentar saber um bocadinho mais, fui espreitar.

Liguei para a Câmara Municipal do Seixal, onde me explicaram tim-tim por tim-tim o conceito e como se procedia à candidatura. Feliz (para quem chegou à mais tempo) ou infelizmente para mim, pois o espaço já se encontra todo ocupado mas o meu nome ja consta na lista de espera, a esperança é a ultima a morrer!!

Poder ter, a um custo tão reduzido, a possibilidade de plantar os próprios legumes que comemos lá em casa é algo que me fascina, confesso. Lá por casa, na nossa micro horta, temos plantadas, alfaces, espinafres, cebolas, tomates, pimentos e até favas, bom, as favas já as comemos :)

Vantagens? Os mais pequenos adoram, adoram ver o crescimento dos legumes e acompanhar todo o processo desde o dia em que plantamos ao dia da apanha. A Madalena plantou em tempos uma batata que não parava de falar nela até ao dia que lhe chegou ao prato… mas estamos a precisar de mais espaço, os canteiros lá de casa já não estão a dar vazão às necessidades.

Vamos esperar que a nossa vaga chegue…

Espaço Agrícola do Soutelo

O Espaço Agrícola da Bairro do Soutelo (Amora), tem uma área total de 8321 m2 divididos em 44 talhões de 75 e 150 m2, mas não é o único no concelho, existe ainda Espaço Agrícola do Monte Sião (Torre da Marinha) inaugurado desde 2014 e a próxima abertura será o Espaço Agrícola do Alto do Moinho (Corroios) prevista ainda para 2017 inicio de 2018. Para quem ainda não lhe apetece andar de cócoras a apanhar ervas daninhas pode pensar até 2018 com uma nova abertura o Espaço Agrícola da Trindade na Quinta da Trindade.

Para se juntar à equipa dos pequenos agricultores, reserve já o seu espaço aqui.

Nós aqui temos hortas sociais.
Nós aqui temos isto.

Texto: Catarina Laborinho
Fotos: LSBblog

Milha

25ª MILHA URBANA BAÍA DO SEIXAL É A 28 DE MAIO

corremos

A Milha Urbana Baía do Seixal é já este domingo, mais propriamente no dia 28 de maio, e segundo consta é uma das provas de atletismo mais emblemáticas do concelho do Seixal. Tanto é que já vai celebrar a 25ª edição.

Organizada pela Câmara Municipal do Seixal e a Casa do Benfica do Seixal (bem me parecia que tinha de ter um dedinho dos tetra! ok, parei, já parei!) e com a colaboração da Associação de Atletismo de Setúbal e a União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires.

A milha decorre em circuito fechado numa extensão de 1609 metros, às 9.30 horas. A partida e chegada são na frente ribeirinha de Arrentela, junto à Quinta da Fidalga.

A prova decorre em simultâneo com o Agita Seixal, onde podem encontrar muitas outras atividades.

Podem inscrever-se atletas a título individual ou em representação de clubes, escolas e outras associações, federados ou não. As inscrições são gratuitas e devem ser enviadas até 26 de maio de 2017 para o Complexo Municipal de Atletismo Carla Sacramento (210 976 120; joaquim.maia@cm-seixal.pt) ou para a Casa do Benfica do Seixal (atletismocasabenficaseixal@gmail.com). A prova integra o 30.º Troféu de Atletismo do Seixal.

Informações:
Regulamento da XXV Milha Urbana Baía do Seixal [pdf 28kb]

Nós aqui temos a milha.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Fonte e foto: CMS

MadonnaComporta

DIZ QUE A MADONNA ANDOU PELA MARGEM SUL

gostamos 1

Não se fala noutra depois da conquista do tetra (desculpem não resisti, que ainda aqui não tinha manifestado tamanha felicidade – o Benfica lá nos deu mais um título e mais uma alegria), mas voltemos ao tema que aqui nos trouxe. A Madonna esteve (ou ainda está, não sei!) em Lisboa e não resistiu a vir dar uma perninha à margem sul.

Sim, a conhecer este mundo e o outro a estrela da pop sabe o que é bom, e por isso não se perde. Onde é que ela veio pedir para o seu filho dar uns toques na bola, onde, onde? No centro de estágios do Seixal, mais conhecido por Caixa Futebol Campus. É toda uma emoção. Diz-se também que ela passou ali na praia do Seixal – que fica ali à beirinha do campus. É isso mesmo Madonna, vamos lá pôr um pezinho que a malta daqui sabe aproveitar todas as abébias que as praias dão. Nós aqui, também lá vamos.

PraiadoSeixal

Nós aqui na praia do Seixal

Mas, as perninhas da Madonna não ficaram só pelo Seixal, outro destino de eleição aqui da South Bay foi a Comporta, para uma boa praia, um bom almoço, uma boa viagem cavalo. A escolha dificilmente seria melhor, mas quem sabe, sabe. E a Madonna é que sabe.

MadonnaLSBb

Madonna és sempre bem-vinda, nós aqui gostamos de ter por cá. Madonna, you rocks!

Nós aqui, temos a visita da Madonna.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotos: Instagram Madonna

RitaMarrafaCarvalhoLSBb

RITA MARRAFA DE CARVALHO E A SUA LIGAÇÃO À MARGEM SUL

gostamos 1

Foi um prazer ler este artigo no Jornal Económico e por isso partilho mesmo aqui no Lisbon South Bay blog.

“O Seixal foi a escolha da jornalista Rita Marrafa de Carvalho para um passeio. Viveu neste concelho mais de 20 anos e foi também aqui que deu os primeiros passos na carreira que abraçou.

Rita Marrafa de Carvalho: A “privilegiada um bocadinho beta” levou-nos à multicultural Margem Sul

A rádio era aqui, não era professor?”. A pergunta é retórica. Rita sabe a resposta. “E conti responde-lhe Manuel Pires, que acompanha a visita. Hoje já não está na Escola Secundária Manuel Cargaleiro, no Seixal, onde nos encontramos, mas naquela época, quando Marrafa de Carvalho estudou por aqui era ele o presidente do conselho diretivo. “Foi ele que tratou desta visita”, recordara-nos, minutos antes, ainda no carro, a jornalista da RTP. “Telefonei-lhe, disse-lhe que queríamos fazer esta reportagem aqui e perguntei-lhe a quem tinha de ligar para pedir autorizações. E ele respondeu-me: ‘Já não estou na escola, mas eu trato de tudo. Dá-me meia e eu já te ligo’”, conta com um sorriso, quase infantil. E tratou. Tratou e faz questão de acompanhar a visita guiada.

Estamos na biblioteca. As persianas estão fechadas e quase não entra luz no amplo espaço corrido a armários cheios de livros. As mesas, imaculadamente limpas e arrumadas, estão vazias. “Estamos em férias escolares, é natural que a escola esteja vazia”, justifica-se o professor, como que adivinhando os nossos pensamentos. Rita segue na frente. Segura de cada passo, reconhece cada recanto. Vira à direita para uma ponta da biblioteca. “Mas a rádio agora é mais pequena. Isto vinha até aqui”, recorda. Isto é a uma parede de contraplacado, que reduziu para metade o espaço ocupado pela rádio da escola. “Verdade”, anui o professor. “Mas o resto está igual”, diz Rita Marrafa de Carvalho com uma gargalhada. Os gravadores, a mesa de mistura antiga, gasta, já sem os botões originais. Rita pega um microfone. “Tão levezinho, parece de brincar”, diz com uma gargalhada. Coloca-se na base, puxa a cadeira castanha e senta-se. A mão direita está em cima dos botões da mesa de mistura e a jornalista ensaia uma emissão de rádio para a objetiva do Nuno Canhoto. Foi ali que tudo começou.

Mas… voltemos ao início. O convite do Jornal Económico havia sido aceite na hora. A marcação ficou primeiro para uma terça. Haveria, dois dias mais tarde, de ser mudada para quinta. Rita, 39 anos, escolheu como pano de fundo para o Sair Com um regresso às origens. “Margem Sul. Vamos à Margem Sul. Foi lá que cresci. Vamos à baía do Seixal e à escola onde estudei”, informa.

Hora combinada, ponto de encontro marcado junto à Igreja da Memória, na Ajuda, em Lisboa. Uma questão de conveniência. Escriba, fotógrafo e Rita moram no mesmo raio de um quilómetro.
Marrafa não vem sozinha. Com ela, Mariana, a filha mais velha, 11 anos. Vamos todos juntos no carro. Rita entra para o banco do pendura. Depois das saudações da praxe, informa: “Há duas coisas que tenho de fazer, uma é acabar de comer e outra é maquilhar-me”, diz, enquanto mastiga ligeiramente um pão que vai a meio. “A situação não é nova para mim”, avisa, enquanto puxa a pala que tem à frente, para ajustar o espelho que lhe permitirá retocar-se. “Sempre que saio em reportagem de última hora, na RTP, e não tenho tempo de me maquilhar, é no carro que o faço. Os meus colegas já sabem que não há curva mais arriscada que me perturbe. Sai sempre bem”.

Do banco de trás, ouvem-se os primeiros cliques, sinal de que o repórter fotográfico já começou a trabalhar. O gravador está ligado em cima do tabliê e vamos conversando no modo informal e descontraído, normal entre duas pessoas que são amigas há mais de uma década.
“O Seixal era a escolha óbvia para esta reportagem. Vivi lá 20 e tal anos. Foi lá que fiz o meu liceu, que foi dos tempos mais felizes da minha vida. Foi lá que comecei na rádio e televisão escolar, com o Rui Unas. Depois foi lá que comecei a fazer rádio local, na rádio Seixal. E ainda porque foi lá que comecei a trabalhar na Sigma 3, para o Alta Voltagem e para o Curto Circuito. E, já agora, foi lá que comecei a tocar, num bar do Seixal que já não existe e que era giríssimo, todo em vidro, no meio da baía”, enumera. Bem vistas as coisas, não havia escolha melhor.

Sigamos então, num dia de primavera a cheirar a verão, para o Seixal, esse albergue de talento, de onde partiram várias figuras dos media e do espectáculo. “A Escola Secundária do Fogueteiro, para onde vamos, e que agora se chama Secundária Manuel Cargaleiro, inaugurada em 1985, juntou, em gerações diferentes porque temos idades diferentes, o Rui Unas, os irmãos Rosado, o Nélson e o Sérgio dos Anjos, o Pedro Teixeira, o Jorge Picoto, Os Alcoolémia, a Cláudia Mergulhão, uma manequim fantástica, que foi uma das musas do estilista José Carlos”, vai enumerando Rita, enquanto, já do lado de lá do Tejo, nos vai guiando por dentro do Fogueteiro. “Agora naquela rotunda viras à direita”. O carro vai seguindo em marcha urbana. “Ali à esquerda, há uma fábrica que vende as melhores bolas de Berlim de sempre. Do mundo inteiro. Sempre que aqui venho, e quando posso, como uma. Não é nada de cremes de pasteleiro, sabe mesmo a ovo”, elogia. “À volta, passamos por lá”. Fica a promessa.

De repente, Rita Marrafa de Carvalho ainda se lembra de mais um VIP, anónimo nos tempos da escola: “Ah, quem andava na escola também era o Diogo Morgado, com quem eu partilhava o autocarro. Mas eu saía nas Paivas e ele seguia para Cruz de Pau”. O condutor-jornalista não resiste à piada. “O quê? O Jesus Cristo ficava na Cruz de Pau?”. Marrafa dá uma gargalhada sonora, como se nunca lhe tivesse ocorrido a graçola. “Não é maravilhoso?”, pergunta.

A escola dos afetos
Chegámos. Mas não chegámos sozinhos. No exato momento em que estacionamos o carro no parque, um outro se junta à direita. Rita acena, enquanto fecha a janela. “É o professor Pires”. A porta do carro abre-se, mas a jornalista ainda solta um grito. “Espera, tenho de colocar um pouco de bâton”. Seja. Finalmente pronta, sai e cumprimenta o professor com dois beijinhos.

“Temos ainda uma grande ligação com os professores da altura”, justifica Marrafa. “Esta era uma escola dos afetos, uma escola cultural que tinha clubes dinamizados pelos professores. Clube da Literatura, Clube da Música, Clube do Ar Livre, Clube do Teatro. E nós tínhamos sempre muitas atividades”, recorda.
Manuel Pires vai abrindo caminho na visita guiada. Estuga o passo e complementa: “E ainda somos assim. Esta é uma escola muito ativa”. As paredes, cheias de trabalhos dos alunos, alguns bem artísticos, inspirados no génio que dá nome à escola, não permitem desmentir o professor.

“Há um estigma muito tonto em relação à Margem Sul”, diz Rita Marrafa de Carvalho. “Esta escola era absolutamente multicultural. Tínhamos os ‘betos’ todos da Verdizela e Belverde, como tínhamos a malta mais heavy e rock, como eram os Alcoolémia, como tínhamos os miúdos que viviam perto do bairro da Jamaica. Era, e presumo que ainda seja, multicultural, estávamos completamente enraizados. Uma escola transversal em termos sócio-económicos”.

E Rita, onde se integrava ela? A pergunta solta a gargalhada sonora que se lhe reconhece. “Como era uma escola muito vocacionada para as artes, vinha muita gente dos arredores ali para o Fogueteiro. O ambiente era muito bom. Onde é que eu me integrava?”, pergunta, para responder, de seguida: “Como era uma tipa profundamente irritante, porque era muito expansiva e proactiva, e a minha turma era de gente muito atinadinha, eu dava-me mais com os ‘betos’. Eu era um bocado ‘beta’, ainda hoje me dizem que sou um bocadinho (risos). Depois tive um bocado aquela onda beta-hippy e usava uns brincos com pena de pavão, uma cruz da paz e cantava Doors”. Depois, diz, normalizou.

Rita vai parando durante a visita. Já ali voltara desde que abandonara a escola, portanto, nada lhe cheirava a surpresa. “Não volto recorrentemente, mas de vez em quando, sim, até porque já fizemos, entretanto, aqui umas festas”, esclarece. Mas hoje, perto de fazer 40 anos (“não sei se rie, se chore…”), e mãe de dois filhos (a já citada Mariana, 11 anos, que vai segurando na mala da mãe, a cada foto que é tirada, e Miguel, de cinco), Rita olha para as paredes azuis e brancas da escola com uma certa saudade. “Fui muito feliz aqui. Nós éramos uns privilegiados. Toda a gente acha que a Margem Sul é um subúrbio manhoso, mas não é verdade. Eu nunca fui assaltada, nunca me envolvi em qualquer arruaça, andei sempre em transportes públicos até muito tarde. Apanhava o último barco e saía em Cacilhas. E nunca me aconteceu nada. Essa história da Margem Sul é um mito urbano”.

Faz uma pausa. “Pronto, está bem, se fores falar para zonas como a Quinta da Princesa, para o Feijó, equaciono essa possibilidade de ser um sítio um bocadinho diferente, mas esta zona onde cresci, não”, relata a jornalista, filha de uma professora e de um engenheiro “que teve sempre cargos de direção”. “Uma classe média que vivia bem”, resume, acrescentando que viveu numa casa “onde sempre houve livros, onde houve sempre música e instrumentos”. “Em termos culturais nunca me faltou nada. Os meus pais tocavam vários instrumentos, viajávamos, líamos muitos. O meu pai pintava e ainda hoje pinta, talvez não tanto quanto gostaria. A minha mãe é uma leitora compulsiva. O meu avô era maestro e compositor. O meu tio tocava e ainda toca na banda da Carris. Portanto, tinha ali um ninho muito confortável”, recorda.

“Não era uma aluna marrona”
Do 7º ao 12º ano, antes de entrar na Universidade Nova para tirar Ciências da Comunicação, aquela escola foi dela. “Era boa aluna. Não era daquele tipo marrona, mas estudava. A minha mãe sempre me ensinou que a melhor forma de estudar era escrevendo. E, portanto, eu estudava, escrevia a matéria, lia-a para um gravador de cassetes e, às vezes, adormecia a ouvir a minha voz a debitar matéria. Mas aquilo funcionava”, diz com uma voz segura.

A Educação Física era uma exceção. “Não era particularmente boa”, diz, eufemisticamente, numa confissão quase cúmplice. “Tirava um 3 e ficava feliz; também não me esforçava assim muito. Os 3 a Educação Física talvez tenham sido os únicos que tirei. Era uma aluna de muitos 5, mas os meus pais eram muito irritantes (gargalhada). Eu chegava a casa, cheia de orgulho, com um 5 para lhes mostrar e eles respondiam-me: ‘muito bem, não fizeste mais do que a tua obrigação’”.
Mariana segue na peugada da mãe. Ouve atentamente as suas histórias, se bem que “muitas delas já conheça de cor e salteado”. Também ela é boa aluna. Quando entra na sala 83, num dos seis pavilhões que compõem a secundária Manuel Cargaleiro, a filha mais velha de Rita corre para o quadro branco. “Isto agora é tudo moderno. Onde é que está a ardósia? E o giz?”, pergunta Rita, na brincadeira.

As mesas estão dispostas normalmente, como em todas as salas de aula. Pedimos a Rita que se sente no “seu” lugar. “Não consigo”, responde. Naquele tempo, “a disposição da sala era outra. Era em U, todos se viam, e os professores percorriam a sala toda”. Ainda assim, puxa uma cadeira, despe o casaco e senta-se, como aluna aplicada. Deixa-se fotografar.
A visita segue completa. “Aqui é a sala dos professores”, anuncia Manuel Pires. Rita complementa: “Olha só para a categoria do bar! Aqui nunca podíamos entrar, era sagrado”. Mais dois passos. “Olha, ali era a secretaria. Isto está igualzinho, que giro. Eu, esta parte não tinha voltado a ver”.

O passado é uma coisa bem arrumada na vida de Rita Marrafa de Carvalho. Literalmente. “Tenho todo o meu percurso escolar guardado. Cadernos de apontamentos, livros, dossiers, tudo por anos”, diz, com o ar mais normal do mundo. Perante o espanto do repórter, Rita volta à carga. “Acho que é normal, não é? Então, ia deitar fora? Está tudo arrumado em casa da minha mãe”. Mariana ri-se: “Ainda me vão fazer falta. Vais ter de me empresar os apontamentos”, diz. A mãe responde-lhe: “Claro, meu amor, devem estar muito atualizados”.

Os anos passaram. Rita volta a falar dos 40 a que vai chegar em breve. “Vou fazer uma festona. Ainda por cima porque são 20 de RTP”, conta a jornalista, que entrou na então 5 de Outubro como… locutora de continuidade. “Eu tinha 19 anos, ia fazer 20 em breve. Não comecei na informação, porque estava na faculdade. Como já trabalhava na produtora do Unas, fui fazer continuidade. Só podia aos sábados e domingos, porque tinha aulas. Aquilo era feito em direto, naquele tempo. Eu tinha de estar pronta para entrar no ar às oito da manhã, dentro da cabina de som da régie, para dar toda a programação do canal 1”, conta. Faz uma pausa de dois segundos, coloca a voz e exemplifica: “Muito bom dia, damos então início à emissão de hoje da RTP1, dia 13 de abril de 2017. Começamos, como é habitual, com o espaço infanto-juvenil, com o episódio do Batman. Depois à uma da tarde, não perca toda a atualidade com o Jornal da Tarde”. Mariana ri-se. “Nunca te enganavas?”, pergunta. “Sim, disse muitos disparates, em direto, claro, mas faz parte. Eram oito da manhã”. Ainda conciliou a faculdade, a locução na RTP e a apresentação do Curto Circuito no extinto CNL. “Era uma loucura. Até porque houve uma altura, curta, que ainda estava com isso tudo e na rádio Seixal, mas tive de optar”.

A informação viria mais tarde. Primeiro, quando acabou o curso, num estágio curricular na RTP: “Estagiei os três meses no Regiões, que é hoje o Portugal em Direto”. Foi uma escola, não tem dúvidas. “Fiz de tudo, vi de tudo. Aprendi imenso com aquela equipa, aprendi muito da importância dos meios de comunicação regionais, como são verdadeiras pérolas e fontes de informação para pequenas e grandes histórias”, diz. O estágio chegou ao fim e Rita não ficou. Voltou para o CNL durante um ano, a fazer o Curto Circuito, mas “já estava farta do entretenimento”. O telefone tocou por essa altura. “Eram o José Rodrigues dos Santos e o Carlos Fino, que estavam na direção, a dizer que tinham visto reportagens dos últimos estagiários, que tinham gostado muito das minhas e se eu estava disponível”.

Caiu como sopa no mel. Fez um estágio profissional. “E fui ficando, fui ficando, fui ficando. E lá estou, muito feliz, sempre com desafios novos”. Na televisão pública já fez de tudo: grandes operações no terreno, coordenação, apresentação, enviada-especial. “Eu não sou muito de escolher o momento alto da minha carreira. Não creio que haja isso. As carreiras fazem-se todos os dias, com trabalho, com esforço, com dedicação, mas é evidente que a reportagem que fiz no sudoeste asiático, depois do tsunami de 2004 na Indonésia, que matou 200 mil pessoas, foi muito impactante a vários níveis. Foi um trabalho que me marcou muito, é evidente”.

Estamos na baía do Seixal. Ali, Rita começou a tocar, ali Rita passeava com os colegas e amigos. E é ali que Rita posa de novo para a fotografia. Com Lisboa à vista, Rita olha o horizonte. E garante que “o melhor está sempre para vir”.
De regresso a casa, a jornalista da RTP fala da música e de como as cantigas a preenchem. “Quero continuar a fazer o que gosto: a contar boas histórias, a cantar, a escrever livros, a dar aulas. Sou uma privilegiada por fazer o que gosto. E ao longo da minha vou tentar não me esquecer disto, não me esquecer de continuar a fazer o que me dá prazer”.
Pena é que, já em Lisboa, nos tenhamos lembrado de um esquecimento fatal: as Bolas de Berlim, as tais “melhores do mundo”, ficarão para outro dia…”

in Jornal Económico

 

 

feriaspascoa

36 CENTROS DE FÉRIAS NO SEIXAL

corremos

Pois é, as férias da Páscoa começam amanhã, mas férias são só para as crianças! Sim, porque por aqui vai-se continuar a bulir e estamos em ânsias para saber como ocupar a criançada, aqui na margem sul. Para resolver esta questão encontrámos várias sugestões onde podem passar o dia felizes e contentes. Nós aqui, queremos sopas e descanso, pelo menos com esse tema. Sim, porque de resto não se descansa muito. Valha-nos o folar e as amêndoas (de chocolate, da parte que me toca) nestes dias e as pequenas num lugar onde gostem de estar e variar.

Aqui no Seixal as Férias Desportivas da Páscoa decorrem de 5 a 18 de abril para animar o período de descanso letivo com atividades lúdicas e desportivas que permitem a prática de exercício físico e o convívio entre crianças e jovens.

Estarão em atividade 36 centros de férias, trinta e seis, ouviram bem. Estes centros são promovidos pelo movimento associativo do concelho, associações de pais e outras entidades, que a Câmara Municipal do Seixal apoia com a cedência de equipamentos municipais, material logístico e técnicos especializados. Nós aqui, mostramos os Centros das Férias Desportivas da Páscoa. Sim, porque a Páscoa são 3 dias, mas as férias escolares são pelo menos 2 semanas! E já agora, no dia 12 de abril, tem lugar um convívio de orientação, no Parque do Serrado, em Amora, ao longo de todo o dia, aberto a todos os centros de férias.

Só nos resta desejar-vos uma Páscoa Feliz.

Nós aqui temos Férias Desportivas da Páscoa.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

SEIXAL

SEIXAL TEVE O DOBRO DOS VISITANTES EM 2016!

aplaudimos

O Seixal está bom e recomenda-se! Nós aqui já defendemos isso e o Relatório de Estatística Anual do Posto Municipal de Turismo diz-nos que não estamos enganadas pois registou um aumento significativo do número total de visitantes no concelho do Seixal: de 1530 em 2015, para 3424 em 2016.

O número de visitantes portugueses aumentou quase para o dobro, enquanto o número de visitantes estrangeiros quase triplicou, relativamente ao ano anterior, passando de 346 em 2015, para 967 em 2016.

Ao nível do mercado nacional, a maioria dos visitantes que passaram pelo Posto Municipal de Turismo são residentes na Área Metropolitana de Lisboa.

Os turistas estrangeiros chegam essencialmente de França (33 por cento) e Reino Unido (29 por cento), mas também do Brasil, Alemanha, Espanha, Bélgica, Itália, Estados Unidos da América e ainda de outros países em número mais reduzido.

turistasSeixal

Dos 3424 visitantes que se dirigiram ao Posto Municipal de Turismo, 2276 foram nautas que procuraram sobretudo os serviços de apoio à Estação Náutica do Seixal, designadamente ao nível administrativo, na utilização do balneário e lavandaria. Pode igualmente constatar-se que 823 das visitas foram motivadas pela procura de atividades turísticas e de lazer.

Nós aqui temos um aumento de turistas.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografia: Rui Tomás
Fonte: CM Seixal