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“GRANDE LATA” PARA OS SÉNIORES NO SEIXAL

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O Concelho do Seixal vai proporcionar a um grupo de séniores entre os 67 e os 92 anos, entre esta quarta e sexta-feira um workshop de Arte Urbana, do projeto Lata 65, que inclui teoria e prática num muro.

O projeto de graffiti para a terceira idade – o Lata 65 – surgiu em Portugal para dar a possibilidade aos mais velhos de não serem apenas espetadores do trabalho dos artistas, mas poderem aprender a pintar, a grafitar, a fazer arte de rua. Nós aqui, adoramos esta iniciativa e ficámos muito contentes por saber que os nossos idosos no Seixal vão fazer parte dela.

Este workshop é o primeiro a ser financiado por pessoas de vários países, contou à Lusa a mentora do Lata 65, a arquiteta portuguesa Lara Seixo Rodrigues. E em Portugal, destacou-se uma contribuição do Seixal e, por isso, foi pedido a quem a fez que sugerisse uma instituição daquela localidade para receber o Lata 65.

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A eleita foi a AURPIS – Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos do Seixal, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sem fins lucrativos, vocacionada para prestar apoio e assegurar o bem-estar físico e social a idosos, crianças, jovens e respectivas famílias.

Um grande bem-haja para esse contributo e para a promoção desta iniciativa, que faz todo o sentido na nossa comunidade e sociedade.

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Nós aqui, temos graffiters séniores.
Nós aqui temos isto.

Fonte: O Público.

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O “ESCRITÓRIO” NA BAÍA DO SEIXAL

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Esta semana foi de serendipidade para a nossa equipa.

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E há poucas coisas melhores que isso. Nós aqui, adoramos o wow effect (“efeito uau” para quem não gosta de estrangeirismos). Isto é, adoramos ser surpreendidos por aquelas descobertas que podem até ser simples, mas que nos deixam de alma cheia e um “sorriso de orelha a orelha”. Foi o caso desta tarde de trabalho em que usámos como “escritório” a baía do Seixal. Estávamos por ali e precisámos preparar uma reunião. Optámos por escolher aquele local para trocar umas ideias e tomar decisões. Foi um feliz acaso. Mas, como afirmou Louis Pasteur o acaso só favorece a mente preparada. E as nossas mentes estão sempre preparadas para boas descobertas. Principalmente aqui, na South Bay.

Podíamos ter chegado aquelas conclusões no nosso escritório habitual? Podíamos, mas não era a mesma coisa.

O dia estava a pedir uma esplanada e uma boa conversa. E, nós aqui, somos bons a satisfazer (alguns) pedidos. Este foi um deles. A vista tem um efeito ansiolítico (sem os efeitos secundários) e transmite uma sensação de paz e tranquilidade. É o espaço ideal para passear, correr, andar de bicicleta ou simplesmente deixar-se ficar com a companhia do rio e da vista absolutamente fantástica da capital.

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Esta recomendação já nos tinha sido feita por alguns “embaixadores” com quem falámos como o Vasco Boucinha (ver aqui) ou os Anjos (ver aqui). E nós aqui dizemos que eles estavam certíssimos. O nosso muito obrigada pela sugestão.

Nós aqui temos a Baía do Seixal.
Nós aqui temos isto.

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O CONCELHO DO SEIXAL FAZ 179 ANOS

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O Concelho do Seixal está de parabéns e recomenda-se. Faz hoje 179 anos.

O bolo e a sessão solene com atribuição de medalhas municipais é só às 21h no Auditório Municipal, Fórum Cultural do Seixal, mas os festejos começam-se cedo.

Por isso minha celebração arrancou com uma corrida matinal pela minha zona de eleição no concelho – a Verdizela (não vale a pena escamotear esta preferência).

A volta é escolhida em função do tempo que tenho, pois o ritmo é lento. Quando consigo fazer isto o meu dia corre (e aqui não é correr no sentido literal) muito melhor. Ou seja, agora sim consigo entender o slogan: “sofres mais quando não fazes”. É tão verdade.

Mas, mal eu sabia quem ia encontrar. Já quase a entrar na reta final do meu esforço vejo uma figura dentro de um SUV a falar com um senhor. E era, o Jardel – um dos grandes jogadores do Benfica. Nós aqui, sabemos que a nossa vizinhança é bem sucedida, mas afinal estamos sempre a descobrir que a nossa bucket list (leia-se a nossa lista de pessoas com quem queremos falar sobre as suas escolhas, preferências e alegrias aqui, na Lisbon South Bay não para de aumentar). E isso é tão bom e estimulante.

Na semana anterior, a fazer a mesma coisa encontrei do outro lado da estrada o “nosso” Miguel Oliveira a passear os cães. Confesso que não o reconheci de imediato, mas temos falado tanto nele que rapidamente “caiu-me a ficha”. E, estão vocês a pensar, que eu fui logo falar com eles. Não ia perder essa oportunidade, claro.

Errado.

Não fui falar com eles. E porquê? Porque às vezes para-me o cérebro!

Mas, basicamente, a versão oficial de eu não ter falado com estes dois atletas para apresentar o nosso blog e ver a oportunidade de agendarmos uma conversa foi porque eu não cumpria “os mínimos olímpicos”! Não deu. Uma coisa é estar “benzinho”, outra coisa é estar suada, com os “bofes de fora”, desgrenhada (estava uma neblina matinal com “ar de poucos amigos”, daquelas em que o S. Pedro não está “para amar” o nosso cabelo) e o cabelo é um tema sensível na nossa equipa do Lisbon South Bay blog. Eu vou abrir o jogo, quando estamos a produzir os nossos conteúdos com recurso a imagem há um excesso de zelo com os cabelos, um(a) mais do que os outros e, por hoje, fico-me por aqui em relação a este desabafo.

Já não tenho idade para ficar nervosa com estas coisas, mas uma coisa eu aprendi, a confiança é meio caminho andado para o sucesso. E, não há confiança possível com um aspeto com o qual não nos sentimos à-vontade. Há que encarar as coisas com frontalidade: “Não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira boa impressão.” Resta-me seguir o conselho do Joel: passar a correr maquilhada e de salto altos. Ou então não.

Nós aqui sabemos que o tempo encarregar-se-á de nos dar a oportunidade de falar com estas duas figuras que tanto admiramos. (Miguel, Jardel ouviram isto?).

E nós aqui esperamos por isso.
Nós aqui vamos ter isso.

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CONCURSO DE FOTOGRAFIA AMARSUL

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Somos animais de hábitos. Apesar de sermos culturalmente avessos à mudança, quando o fazemos rapidamente nos habituamos a ela. Vejamos o exemplo dos sacos de plástico nos supermercados quando passaram a ser pagos. Criou uma onda de protestos e pouco tempo depois mudámos a nossa rotina, passou a ser um hábito e além de já não se criticar, ficou a ser valorizado.

No outro dia assisti a uma TED Talk (das boas) em que o orador pedia para questionarmos  as coisas porque depois da primeira vez, deixamos de o fazer. Passa a ser um hábito e deixamos de pensar nisso, se está certo ou errado. Se é o melhor ou não, se dá ou não para se fazer de outra maneira.

Este conselho fez-me pensar que, às vezes, não respondo da forma mais correta aos porquês da minha filha. Também são tantos de uma só virada que nem a minha capacidade profissional multitasking me salva! Por vezes, e em falta de uma resposta melhor, quando a Victória me pergunta “Porquê que fazemos isto assim?” – a minha resposta é “Porque sempre se fez assim.”

Errado. Sim, eu sei que é a resposta fácil e cómoda. Mas não é uma boa resposta e não ajuda a construir um raciocínio e dar-lhe espaço para (se) questionar. Sim, (esta) mãe erra, mas quando se apercebe combate o facilitismo e pensa mais antes de responder. Nem sempre é fácil.

A reciclagem é mais um bom hábito que até podemos questionar a sua eficácia, mas não deixar de o fazer. Porque se ouve aqui e ali que vai tudo para o mesmo contentor, porque hoje é dia de festa e dá muito trabalho, porque os ecopontos ficam longe de casa, porque os ecopontos estão todos sujos, porque os baldes dos ecopontos são grandes e estragam o look da cozinha, etc, etc. E, vamos arranjando (fracos) argumentos para desculpabilizar a “não reciclagem”.

Nós aqui, não pactuamos com isso. Nós aqui, temos de dar o exemplo. Adquirimos o hábito de separar o lixo, por isso não fazê-lo causa-nos desconforto (é como o desporto, sofre-se mais quando não se faz!). É por isso que apoiamos a 3ª edição do concurso Eco Photo promovido pela AMARSUL que sensibiliza para a política dos 4 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Recuperar. O concurso tenciona estimular a criatividade através da arte da fotografia de todos os alunos do 3º ciclo e secundário das escolas sediadas nos concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Participem no concurso até ao dia 31 de dezembro de 2015, até porque o fotógrafo do Lisbon South Bay blog, Joel Reis, como não pode participar, há imensas hipóteses de ganharem. Saibam mais em amarsul.pt.

Nós aqui reciclamos por isto.
Nós aqui temos isto.

Fotografia: Joel Reis

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FESTA DO AVANTE!

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FESTA DO AVANTE! NÃO HÁ FESTA COMO ESTA.

Oiço falar na festa do Avante! desde pequenina e de há uns anos a esta parte que tenho vontade de lá ir, mas sem grande razão aparente foi ficando um projeto adiado.

Sendo o grande acontecimento da Quinta da Atalaia, o Lisbon South Bay blog não podia faltar. E ainda bem, porque deu para perceber o sucesso e a longevidade desta Festa.

Como qualquer situação que desconhecemos criam-se expectativas e até alguns preconceitos: é uma festa só de e para comunistas; temos de chamar Camaradas a todos; tem bons concertos; fazem “lavagem cerebral” com mensagens partidárias; é só comes e bebes; é tanta gente que não se consegue chegar lá, etc, etc.

Uma ou outra coisa é verdade, mas é extremamente redutor, limitado. A Festa do Avante! abre horizontes, desafia, cultiva.

Desde logo cumprem uma promessa – Festa do Avante! Não há festa como esta! (o que nos dias que correm isso já é distinto). Toda e qualquer expectativa que tinha foi superada e preconceito não é palavra de ordem.

A organização da Festa do Avante! devia ser uma escola! Profissionalmente e como participante já estive presente em inúmeros festivais e eventos de grande renome e declaro vencedora esta Comissão de Organização. Em primeiro lugar, porque não se dá por ela (o que só por si justifica o sucesso). Tudo funciona, não há stress, não há drama, não há histeria. Tudo decorre dentro de uma estranha normalidade para a quantidade de pessoas que circulam. Tive de sair e voltar a entrar e a organização optou por uma solução descomplicada para o efeito. Ao invés das pulseiras que parecem distinguir quem tem mais o quê, esta é da zona vip, esta só dá para os concertos, etc, os Camaradas usaram o carimbo que se detecta à luz fluorescente. KISS – Keep it stupid simple. Sem sujar, sem discriminar e sem sujeito a esfrega com pedra pomes para sair. Enfim, um dia quando for grande, quero organizar eventos como os senhores do Avante!

Somos recebidos de forma simpática e relaxada. A entrada é feita sem “vasculhanços”, sem queixas. Quando entramos no recinto percebemos a dimensão! É uma cidade lá dentro! Tudo está bem indicado, tem mapas do recinto e programa; multibancos aos “magotes”, casas de banho em número suficiente; comes e bebes de todas as regiões do país e além fronteiras; máquinas de tabaco por todo lado; exposições; concertos para todos os gostos; lojas de artesanato e desenganem-se se acham que é só para comprar livros do Álvaro Cunhal ou t-shirts do Che. É um banho de cultura bem organizado e que sabe bem ser apreciado.

Os concertos são sem dúvida uma das grandes atrações da Festa do Avante! e nesta edição não desiludiram. O Lisbon South Bay blog assistiu ao dos Expensive Soul e ao concerto de encerramento dos Grandes, dos Senhores Comendadores – os Xutos & Pontapés (só têm menos 3 anos que a Festa do Avante!). Xutos é garantia de casa cheia e sucesso, e assim foi. A multidão (sim, mesmo multidão) estava ao rubro e fez o coro em todas as músicas.

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É curioso que se vêm vários estilos, mas todos desprovidos de qualquer presunção. Descontração é condição sine qua non e discriminação é uma “cena a que não se assiste”. Não é para velhos, não é para novos, não é para ricos, não é para pobres, não é para comunistas, é para TODOS. O Jerónimo de Sousa garantiu que todos são bem recebidos, e assim foi.

Em jeito de encerramento (se é que é um termo que se possa usar nesta festa, porque a preparação não para), somos brindados com um magnífico fogo de artifício numa vista de cortar a respiração.

Camaradas, um bem haja por tudo isto.
Nós aqui, temos o Avante! Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar